“Marco Pigossi: um ator que transita entre o coronelismo, a Revolução de 32, e conhece o mundo de Ariano Suassuna.”

Publicado: 11/08/2012 em Teatro, TV

marco-pigossi06
Foto: Divulgação/TV Globo

Há alguns dias, o ator Marco Pigossi foi ao “Programa do Jô”. Vestido despojadamente com uma elegante jaqueta marrom sobre t-shirt preta, calça jeans e tênis cinza, seus olhos foram logo comparados aos do cantor, compositor e escritor Chico Buarque pelo apresentador. Marco acabou de encerrar temporada no Teatro Fashion Mall, no Rio de Janeiro, com a peça “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna, e está neste final de semana em Vitória, e no próximo, em Curitiba, com o mesmo espetáculo. Jô Soares faz um adendo: seu primeiro papel numa montagem teatral fora justo em “O Auto da Compadecida”, numa remontagem de Agildo Ribeiro, como o Bispo, no Teatro de Bolso. Já na produção da qual Marco participa há a presença de 12 atores no elenco. Inclusive, quem personifica João Grilo é uma atriz, Gláucia Rodrigues. É a primeira vez que isso acontece no teatro brasileiro. Marco Pigossi já estivera em outra obra de Ariano nos palcos: “O Santo e a Porca”. Ficara por 3 anos em cartaz no Rio, e fora prestigiada pelo próprio dramaturgo em sessão fechada. Chega o momento em que o humorista indaga a Marco quais foram os seus personagens mais importantes tanto na TV quanto no teatro. O artista responde que na televisão fora no folhetim de Walcyr Carrasco, “Caras & Bocas”, em que interpretava Cássio, famoso pelos bordões “rosa chiclete” e “Cheguei, perua!. O assunto ruma para uma curiosidade que ocorreu quando o intérprete fora buscar patrocínio para uma peça de Joe Orton que pretende montar. Na época, atuava como o Rafa de “Fina Estampa”, de Aguinaldo Silva, que aplicava o golpe do seguro (roubava motos, desmanchava-as, e requeria o pagamento). A empresa procurada para o apoio era de seguros, o que gerou o espanto dos seus representantes. Mas tudo acabou bem. Agora, Marco discorre sobre o personagem atual que defende no “remake” de “Gabriela”, adaptada por Walcyr Carrasco. Ele é um rapaz virgem de 22 anos chamado Juvenal, filho do Coronel Amâncio (Genésio de Barros). Quanto à naturalidade é paulista. E o engraçado é que sempre morou no mesmo apartamento, sendo que este pertenceu a Antonio Fagundes. O quarto de Marco ficava exatamente onde se localizava a biblioteca de Antonio, um conhecido leitor contumaz. Sua estreia na Rede Globo ocorreu na minissérie “Um Só Coração”, de Maria Adelaide Amaral. Era o revolucionário Dráusio. Tinha apenas 15 anos. No telão, a atriz Mika Lins lhe pergunta que personagem gostaria de fazer no teatro. Como resposta, não um personagem, mas uma peça, que seria “Seis Personagens à Procura de um Ator”, de Luigi Pirandello. Aliás, Marco Pigossi contou-nos o quanto fora difícil sua primeira cena na TV, e com a colega Mika Lins. E encerra-se a entrevista. Marco tem pressa, afinal o mundo de Ariano Suassuna e Jorge Amado o espera.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s