Arquivo de julho, 2013

65647_612891968723885_577863356_n
Foto: Fernanda Sabença

Conhecemos a favela pelas páginas dos jornais, pelos noticiários e reportagens de televisão, porém nada é comparável a se entender melhor o mundo das comunidades ao vê-lo retratado nos palcos de um teatro. O espetáculo “Favela”, cujo texto é de Rômulo Rodrigues, e direção e idealização de Márcio Vieira traça um amplo e genérico painel do cotidiano, dos comportamentos, conceitos e preconceitos daqueles que constroem suas vidas nos locais fundados nos morros cariocas pelos soldados que lutaram na Guerra de Canudos (ao término do embate no arraial de Canudos, Bahia, rumaram para o Rio de Janeiro, e por não receberem mais o soldo que lhes garantia a sobrevivência, alojaram-se no atual Morro da Providência, que antes era chamado de Morro da Favela, existente na citada Canudos; o termo “favela” refere-se à planta típica daquela região, e consolidou-se como indicativo dos novos padrões habitacionais a partir da década de 20). O celebrado livro de Zuenir Ventura, “Cidade Partida”, teceu em páginas de que a “Cidade Maravilhosa” era “dividida”, sendo como precípua motivação a desigualdade socioeconomica. Entretanto se formos além dos arquétipos e estigmas infiltrados por pensamentos dominantes, chegamos à razoável conclusão de que as duas “partes” da cidade não são tão diferentes assim em demais prismas. Se no alto dos mencionados morros ouvem-se tiros que espoucam aleatoriamente, nas nossas casas salvaguardadas ouvimos também tiros disparados por alguém acima de qualquer suspeita. Se na elevada esfera política, debateu-se de modo inacreditável a “cura gay”, contrariando postulados científicos, e nos levando a “viagens” por séculos passados, no altiplano de casas apertadas com lâmpadas dependuradas por fio solitário somos “alvejados” na sensibilidade por jovem homossexual e viciado (Felipe Frazão) que “acredita” que fora “curado” de seus “pecados” graças à aceitação de sermões “religiosos”. Se no asfalto batem com força e impiedade as portas nos nossos rostos quando suplicamos emprego para colocarmos comida no prato, ainda que com canudo limpo debaixo do braço, o que diremos dos que, com ou sem canudo, marcados de maneira inglória por dormirem e acordarem entre vielas escuras ou pouco iluminadas, subidas e descidas acesas ou apagadas suplicam o mesmo? O fato de morarmos ao lado de calçadas bem asfaltadas, ou com pedras portuguesas soltas que provocam tombo feio em atriz famosa nos dá o direito de julgamento sobre jovem perdido no próprio rumo, a quem se apresentam apenas dois míseros caminhos: um com a tocha branda, mas segura, e a outra flamejante, todavia perigosíssima? O jovem perdido é interpretado com intensidade, credibilidade e brilho por Gabriel Chadan (Murilo). Gabriel na ribalta é moço branco de olhos verdes símbolo de “força da natureza” interpretativa. Seu primo Jeomar é defendido por Michel Gomes, um ator convicto de suas pujantes potencialidades dramáticas, representando o que “a priori” lhes falei, ou seja, um “filho da Engenharia” sonhador que a “engenharia da existência” lhe exclama: “NÂO!”. Há uma espectadora além de nós, Dona Jurema (Dja Marthins). Jurema, com seus braços e cotovelos apoiados em parapeito de janela pequena, serve como interferência adequada nos acontecimentos costumeiros dos moradores da favela, sendo bastante vezes mal compreendida, embora haja sabedoria na sua voz. Dja Marthins compõe a “vizinha faladeira” (no melhor sentido) com carisma, candura, humor, dando lufadas de leveza a instantes por vezes temerários. A bem-vinda presença do intérprete Lincoln Tornado (Juvenal), no papel de um talentoso compositor que representa a condição do “homem bom”, galanteador, que estremece o coração das meninas desavisadas. Lincoln canta e atua bem. Configura Juvenal com ilimitadas emoção, qualidade de ser sensível, graça e sedução. O MC Jota João Augusto é o rapper, exímio e adorável dançarino das ruas, honroso capoeirista com seus fascinantes “dreads”. A conectividade globalizada nas redes sociais “subiu a ladeira”, e um moço brigado com as leis, personificado por Walace Fortunato com naturalidade, verdade cênica e fortaleza pessoal, assim como o faz com similar talento seu colega de transgressão (Rafael Zolly). Se há espaço para a umbanda, há espaço para a igreja evangélica. Portanto, há espaço para a intolerância religiosa. Na birosca de Seu Eusébio (uma personificação delineada com altivez, refinamento e garbo por Cridemar Aquino), há moças desinibidas, nada desenxabidas, atrevidas, dentre elas a Jane de Gisele Castro (em atuação firme, segura e que nos mostra o seu total domínio de conhecimento da personagem). Se minoria que reside na “planície” fica estupefata no dobrar de alguma esquina com atitudes de discriminação racial, nas esquinas da favela esta “sombra” existe também. A hierarquização da sociedade e o “status” não são flagelos monopolizados pelas classes A e B, e sim por todo o “alfabeto”. O “sonho americano” deixou de ser sonho até para os americanos. Não existe mais “american way of life”. Nem Hollywood escapou. Ana Bertinnes em louvável constituição da mãe esperançosa do sucesso do filho no “estrangeiro” que o diga. O morro é democrático na música (tem samba, pagode, rap, funk, funk melody – direção musical de Marcio Eduardo). O elenco se esbalda com primor no canto (preparação vocal de Pedro Lima) e na dança (supervisão coreográfica de Sueli Guerra). A esposa Meire (Carla Cristina, ótima, divertida) apanha, perdoou o agressor Osmar (Leandro Santanna esbanjando criatividade, fulgor e composição detalhista na expressão corporal), entrementes a sentença da “cidade dos homens” não perdoa. Há amor de Romeu e Julieta. Shakespeare na favela. O elenco formado por Kawane Weza, Dilene Prado, Nilson Mello, Helena Siffoni, Renata Tavares, Cláudia Leopoldo, enfim, todos (21 atores), sem exceção, cada um ao seu modo, contribui com excelência para que a história ganhe a sua justa importância. O diretor Márcio Vieira explora com competência ímpar a plenitude do conjunto dramatúrgico alinhavado com inteligência por Rômulo Rodrigues, e desenvolve com brio cênico os elementos que formatam a envolvente trama. A iluminação de Djalma Amaral baseia-se com acerto e bom gosto no naturalismo dos planos abertos, e no lirismo e poesia dos sombreados, meias-luzes, e outras ora fortes ora suaves na birosca supracitada, não deixando de citar os sempre bonitos focos que valorizam cenas significativas, sejam elas no proscênio, sejam elas na miríade de janelas soltas no espaço de pedras. O cenário de Derô Martin exerce deslumbre por seu cortante viés real onde é possível encontrar beleza onde muitos creem não haver. Simulações de casebres assimétricos com tijolos e cimento expostos, paredes pichadas, o boteco e seus indispensáveis componentes, os tubos de PVC à mostra, as antenas caladas, as fiações que “roubaram” tênis e supostos restos de pipas, uma faixa com anúncio de baile funk, um cortinado branco que remete aos cultos evangélicos, um nicho com linda luz vermelha a enaltecer São Jorge/Ogum, e um banco de madeira frágil. Os artistas movimentam-se amiúde, utilizando inclusive a plateia, contudo há momentos pausados, “tête-à-tête”. Os figurinos de Caio Braga açambarcam um globo multicolorido de tons, tecidos e estilos. O discreto, o sensual, o engraçado, o provocativo, o sisudo e o recatado. A peça recebe de braços abertos variada gama de vestuário condizente com a ambiência destrinchada. A trilha sonora (Marcio Eduardo) com direito a músicas da banda de Gabriel Chadan “Fulanos e Ciclanos”, MC Jota João Augusto (diz a letra do rap com proficiência) e Arlindo Cruz (“Meu Nome é Favela”) imprime colaboração lógica usando temas incidentais que servem tanto para situações tensas quando rotineiras. Destacam-se sobretudo as canções lindamente entoadas pela coletividade ou por único ator ou em duo. “Favela” cumpre relevante papel social ao esmiuçar e elaborar maior entendimento sobre visão distorcida de que se tem sobre a realidade dos morros. Sem preterir o cômico, exibe com profundeza retrato fiel pungente e dilacerante de um mundo não longínquo ao nosso. Muito pelo contrário. E se estamos próximos, podemos ser iguais. E já que a vida é feita de escolhas, escolhamos a igualdade. Com as bênçãos de São Jorge.

??????????
O ator Marcio Regaleira no Fashion Rio Verão 13/14, na Marina da Glória.
Marcio também é modelo, e muito jovem foi descoberto pelo fotógrafo peruano Mario Testino.
São inúmeras as suas participações em campanhas publicitárias.
Foi um dos escolhidos (57 atores e modelos foram selecionados ao final, dentre eles Reynaldo Gianecchini, Ricardo Pereira, Andre Resende, Armando Babaioff, David Chaloub e Weder Wilham) pela fotógrafa Paula Klein para estampar uma das páginas de seu primeiro livro, “It’s Raining Men” (a obra surgiu a partir de uma exposição da própria profissional chamada “Gatos e Sapatos”, e as prerrogativas para que os atores e modelos fizessem parte da publicação era de que tivessem, segundo ela, “a beleza, o estilo e o talento de incríveis homens”).
Esteve, ao lado de Juliana Boller, no clipe da cantora e compositora Liah Soares, para promover a canção “Outra Porta”.
Marcio integrou o elenco do espetáculo “Ponto de Vista”, apresentado no 1º Festival do Coletivo Consciente, realizado no Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio de Janeiro.
Na TV, o artista marcou presença na série protagonizada por Luiz Fernando Guimarães, na Rede Globo, “Dicas de um Sedutor”.
Marcio Regaleira está em cartaz nos cinemas com “Os Caras de Pau em o Misterioso Roubo do Anel”, com Leandro Hassum e Marcius Melhem (a direção é de Felipe Joffily).

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: TNG

??????????
A atriz Giselle Batista no Fashion Rio Verão 13/14, Marina da Glória, RJ
Giselle é natural do Rio de Janeiro, e irmã gêmea da também atriz Michelle Batista.
Graduou-se em Artes Cênicas pela UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro).
Dedicou-se aos estudos do violão.
Na TV, ao lado de Michelle, estreou na 14ª temporada de “Malhação”, na Rede Globo, como Clara.
Após, disputou com centenas de pessoas uma vaga no espetáculo de João Falcão, “Clandestinos”, e tanto ela quanto sua irmã passaram no rigoroso teste (uma das exigências de João era a de que os selecionados soubessem fazer algo além de atuar, como tocar algum instrumento musical, cantar etc; a peça fez tanto sucesso que o diretor de núcleo da citada Rede Globo Guel Arraes a transformou em seriado, “Clandestinos – O Sonho Começou”).
Giselle, por sua atuação em “Clandestinos”, ganhou dois importantíssimos prêmios: “Prêmio Qualidade Brasil” de “Melhor Atriz de Teatro” e “Prêmio APTR de Teatro” de “Melhor Atriz de Teatro”.
Participou de seriados em diferentes emissoras de televisão, como “Morando Sozinho” e “Uma Rua Sem Vergonha” (Multishow), “Natália” (TV Brasil), “Aline”, “A Mulher Invisível” e “Louco Por Elas” (TV Globo) “As Canalhas” (GNT), e nas novelas de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira e João Emanuel Carneiro, respectivamente, “Cheias de Charme” e “Cobras & Lagartos”, ambas na TV Globo, sendo que a última está sendo reprisada no “Vale a Pena Ver de Novo”.
Apresentou o programa de moda “Estampa”, no Canal Oi.
Há três filmes em sua trajetória cinematográfica: o curta-metragem “Alguns Nomes do Impossível” e os longas “High School Musical – O Desafio”, de César Rodrigues, e “Podecrer!”, de Arthur Fontes.
Nos palcos, além de “Clandestinos”, estivera em “Você está aqui”, de Fernando Ceylão, e “As Coisas que Fizemos e Não Fizemos”, de Matheus Souza.
Giselle Batista está no ar, na novela de Rui Vilhena, exibida pela Rede Globo no horário das 18h, “Boogie Oogie”, como Glória, a gerente da butique de Vitória (Bianca Bin).

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: Alessa

6 AULAS de DANÇA
Foto: João Caldas

Se há um mal que acomete as pessoas sem piedade, esse mal é a solidão. A solidão é democrática. Não escolhe sexo, raça, religião, idade ou nível socioeconomico. Tentamos sem sucesso dela escapulir. Porém, não se escapa daquilo que não se pode escapar. Nascemos sozinhos, vivemos “sozinhos” (queiramos ou não) e morreremos sozinhos. A palavra “dança” que intitula a peça de Richard Alfieri, com direção de Ernesto Piccolo, e Suely Franco e Tuca Andrada no elenco é apenas um mote, um elemento catalisador para se falar da solitude humana. Uma senhora, Lily (Suely Franco), viúva, só, decide preencher o vazio da vida com aulas particulares de dança. O professor Michel/Michael (Tuca Andrada) é tão solitário quanto sua futura aluna. Um homem que busca ter percepção sarcástica, niilista, iconoclasta das instituições sociais e relacionamentos interpessoais, e que por meio da graça, do chiste, do dito espirituoso mascara dissabores, ressentimentos, mágoas e traumas que lhe foram causados pela inexorabilidade do mundo no que tange à sua orientação sexual e infortúnios profissionais de um bailarino que já brilhou na Broadway, e hoje se vê obrigado a ensinar o seu dom em lares “sozinhos” habitados por mulheres maduras sozinhas. Constituída a relação professor/aluna nota-se constante e inevitável embate de ideias, opiniões, conceitos e humores muitos dos quais advindos do fato de pertencerem a gerações distintas. Lily é o símbolo do que o passar dos anos pode oferecer ao indivíduo: uma sensação dolorosa de pressa em se aproveitar o tempo que resta; uma quase inviabilidade de sorrir quando não se tem parcela farta de motivos para sorrir; uma potencial prisão obrigatória dos desejos sexuais e afetivos; a defrontação com a miserável transformação física a que todos nós estamos submetidos pela vontade cruel da natureza, ou seja, uma briga perdida com o espelho; e o sumiço de ouvidos que lhe escutem, de bocas que lhe digam algo, de olhos que lhe vejam, e de mãos que lhe toquem. Vale ressaltar que Suely Franco transgride as “regras do jogo” apresentando-se jovem, bonita e com vigor invejável. Já o Michel de Tuca Andrada é representativo da vitimização inglória a que são colocados involuntariamente os homossexuais consoante com a iníqua, impiedosa, inclemente, má, intolerante, perversa, e hipócrita postura (ou impostura?) de uma sociedade que sobrevive do alimento de suas próprias hipocrisias. A mesma sociedade que condena e que profere discursos discriminatórios é aquela que “entre quatro paredes” ou “a huis clos” “rasga” os seus discursos, e depois os reescreve para disseminar a discórdia mundial. No entanto, o dramaturgo americano Richard Alfieri com esse árido conteúdo logrou construir com habilidade e destreza narrativa que dá espaço ao divertido, ao romantismo, à poesia, à beleza, ao amor e à amizade com ótima tradução de Ciça Correa. Ernesto Piccolo, um encenador que a cada passo imprime com mais força e sensibilidade a sua marca indelével nas produções que conduz, amarra toda a história com absolutas coerência, fluidez, e sedução, não permitindo que o enredo resvale para o pesado, sendo assaz permissivo com a comicidade. Ernesto pode se vangloriar de possuir em sua prolífica carreira outra obra que atingiu os bem-intencionados objetivos. Suely Franco é uma atriz experiente que aglutina todos os bons adjetivos que a qualificam como irretocável intérprete. Suely elabora Lily com seriedade, oscilação de temperamentos, visão crítica dos comportamentos individual e coletivo, honestidade e exato nível de comédia. E Tuca Andrada, que também guarda galeria de profícuas contribuições para as Artes, apesar da juventude, compõe Michel com suavidade, certas petulância, deboche, ousadia, lançando mão de gracejos e elegância. Enfim, Suely e Tuca formam par que a princípio soaria improvável, contudo na prática se mostra união perfeita de personalidades díspares que compartilham “substância” bastante preciosa: a emoção de cada um. As danças, sem dúvida, ocupam lugar privilegiado e meritório no espetáculo, sendo executadas com supremas precisão, brandura, e fortaleza de movimentos em conjunção com exuberância nas expressividades corporais feminina e masculina. As coreografias pensadas pelo consagrado Carlinhos de Jesus atendem com reverência ao “swing”, ao “foxtrot”, à valsa vienense e à música contemporânea. Deduz-se que o trabalho de Carlinhos se configurou como aspecto solidificador para o sucesso da trama. Suely e Tuca são exímios alunos, jamais aprendizes. Os figurinos do requisitado, e com razão, Cláudio Tovar, um dos maiores entendedores do assunto, são alegres, despojados, graciosos, finos, extravagantes, sensatos, obedientes ao texto, e por vezes de modo proposital engraçados. O público aguarda com ansiedade a próxima surpresa urdida por Cláudio nas várias sequências de trocas de roupas. A direção de arte de Vera Hamburguer se embrenha numa sofisticação e requinte “clean”. Somos levados para idílico terreno branco, seja no sofá de couro em estilo capitonê e almofadas, cadeiras estofadas com camurça e espaldar em vime, quadros, estantes, cristaleiras, utensílios domésticos, espelho oval, relógio “vintage”, aparador e console, mesas e cadeiras de cozinha, seja nas persianas e paredes de madeira ripadas. Um conjunto total que louva a branquidão. Um dos recursos que nos enleva irremediavelmente é o fundo do apartamento simulador de vista para o mar, em que se vislumbram belíssimas e arrebatadoras imagens de pôr-do-sol, alvorada e noites com suas diferentes fases lunares. A iluminação de Wagner Freire nos acarinha com gama generosa e liberal de cores, realçando o azul, o laranja e o rosa, além dos condizentes focos e a amplitude lógica e adequada de um plano frequente aberto de luz. “Seis Aulas de Dança em Seis Semanas” não se restringe à dança com intentos de provocação do riso fácil. Existe o riso, sim. Todavia aquele que se identifica com as dores e conflitos alheios. Um riso nervoso com lapsos de descontração. A peça de Alfieri é um signo probatório das nossas fragilidades, da nossa vulnerabilidade atroz. Um libelo contra a vergasta abominável do preconceito. Entretanto, o que se depreende como mais relevante na encenação protagonizada por Suely Franco e Tuca Andrada é o hastear de flâmula que ao sabor de severo ou misericordioso vento no seu íntimo brandir nos afirma de que há esperança na vida, e que esta pode estar simbolizada de maneira sublime por duas gerações que sem pundonor amam o amor e são amigas fidedignas da amizade.

??????????
Na grande bancada da Santa Fortuna Champanheria (área gastronômica do evento) havia santinhos afixados de imagens de Santo Expedito, São Jorge, São Francisco de Assis, Nossa Senhora, Jesus Cristo, São José, São Judas Tadeu e demais outras, no Fashion Rio Verão 13/14, Marina da Glória, RJ.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: Alessa

??????????
A estilista Alessa Migani no final do seu desfile no Fashion Rio Verão 13/14, Marina da Glória, estende os seus braços em sinal de agradecimento aos aplausos que recebera efusivamente da plateia.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: Alessa

???????????????????????????????
Qinho, uma das revelações da MPB, observa o seu público na feira de moda alternativa Babilônia Feira Hype, Jockey Club Brasileiro, Jardim Botânico, RJ.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: Babilônia Feira Hype