Arquivo de agosto, 2014

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O modelo da 40º Models e triatleta Henrique Werneck, no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.
Henrique é carioca, e além de ter sido bem-sucedido no mercado da moda, tem se mostrado um excelente atleta na modalidade esportiva à qual se dedica (foi um dos competidores do “Iron Man 70.3 Foz do Iguaçu 2014”).
Como modelo, fez ensaios para Balasarae, Spyke, American Eagle e Mr. Cat.
Foi capa das revistas “Sport Life” e “winq.”.
Fez várias campanhas publicitárias, dentre as quais uma para a Telecom Italia e outra para uma operadora de telefonia brasileira.
Fotografou para Marcio Carvalho, com quem fez um belo editorial chamado “Soldados de Areia” e para Dhani Borges, dentre outros.
Henrique Werneck e Gustavo Slaib (também esportista) foram os modelos de um ensaio e reportagem no extinto Caderno Ela de O GLOBO, intitulados “Bike Urbana”, aproveitando a realização da 5ª Edição do “Tour do Rio”, mais importante prova de ciclismo na América Latina (a matéria foi assinada pela jornalista Melina Dalboni, as fotos foram tiradas por Duda Carvalho e a locação foi a Cidade das Artes, no Rio de Janeiro).

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: Coca-Cola Jeans
http://www.40grausmodels.com/

Obs: Post atualizado em 14/05/2019

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Foto: Paula Kossatz

Assistir a uma peça tendo como protagonistas Beatriz Segall e Herson Capri interpretando mãe e filho respectivamente já seria um bom motivo para sair de casa. Ao me deparar então com esta realidade a vontade de conferir “Conversando com Mamãe” se tornou inevitável. Foi o que fiz. E não me arrependi. Aliás, pela reação da plateia, presumo que ninguém se arrependeu. O texto é do cineasta e roteirista argentino Santiago Carlos Oves. A versão teatral é de Jordi Galcerán, e a tradução de Pedro Freire. Trata-se da história de uma senhora de 82 anos (Beatriz Segall) que mora em um local simples, porém aconchegante, que num certo dia recebe a visita imprevista do filho Jaime (Herson Capri), já que este se comunica quase sempre com sua progenitora por telefone. O filho é casado, e possui filhos em idade universitária. A missão dele ao encontrá-la é convencê-la a vender o lugar onde mora (lugar este que lhe pertence, e à sua esposa Laura), já que se encontra desempregado, e por conseguinte, com dificuldades financeiras. A mãe, que apresenta contínuos lapsos de memória, resiste à ideia da venda. A partir daí, vemos uma sucessão de diálogos saborosos e divertidos, mas não tampouco verdadeiros, em que ambos destrincham a própria relação. Reminiscências do passado são revolvidas. Dúvidas são tiradas. Questões mal resolvidas são solucionadas. Até que num determinado momento, o espetáculo toma um rumo não aguardado, e o enredo se desenvolve sem perder o brilho atingido. A versão teatral de Jordi Galcerán é tocante, e Pedro Freire logra com sua tradução feliz identificação com o público, que ri nos períodos apropriados. E silencia naqueles que demandam silêncio. Quanto às atuações, tanto Beatriz Segall quanto Herson Capri, grandes atores que são, optam pela acertada naturalidade, o que faz com que mãe e filho sejam bastante críveis, com patente entrosamento. Os figurinos da consagrada Kalma Murtinho obedecem sobremaneira ao perfil dos personagens, com destaque para um vestido de noite azul celeste usado por Beatriz. A iluminação de Paulo Cesar Medeiros, um ás da área, alterna luz geral, alguns sombreados, e focos. Um efeito que simula chuva é criativo. Uma iluminação de correção elegante. O cenário do respeitado Marcos Flaksman cumpre com notável eficiência as diretrizes da trama montando um lar com todos os adereços adequados com a funcionalidade exigível. A trilha sonora original de Alexandre Elias nos oferece um complemento que enriquece o cotidiano e passagens especiais da mãe e de Jaime. A direção de Susana Garcia prima pela sensibilidade, e parece ter deixado os intérpretes bastante soltos, à vontade, o que resultou em ótimo rendimento para o todo. E assim termina esta comovente e delicada encenação, que me fez voltar para a casa que supracitei com a sensação prazerosa de ter testemunhado excelsos artistas em cena. E mais: um irresistível desejo de querer conversar com a minha mãe.

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A modelo e apresentadora Mariana Weickert durante a cobertura do Fashion Rio, em sua edição Verão 2014/2015, para o canal GNT (as matérias foram veiculadas no “GNT Fashion”).
Mariana nasceu em Blumenau, SC, sendo, por longo período, uma das modelos mais prestigiadas do país.
Exibiu sua beleza em Paris, Milão, Nova York e Londres, tendo desfilado e realizado campanhas para as principais grifes mundiais, como Gucci, Stella McCartney, Steve McQueen, Chanel, Calvin Klein, Roberto Cavalli, Versace, Givenchy, Marc Jacobs, Armani, Fendi e Louis Vuitton.
Estampou capas e fez editoriais para revistas de relevância internacional, dentre as quais “Visionaire”, “Vogue” América, “Vogue” inglesa, “W”, “FAB Magazine” e “The Face”.
Foi fotografada pelo badalado Mario Testino para o Calendário Pirelli de 2001.
Em 2004, decide abandonar as passarelas no auge da carreira para se dedicar à TV, e desde então, apresentou uma série de programas, em que podemos destacar “Pé na Areia” (MTV), “Saca-Rolha” (Rede 21), e “Vamos Combinar Seu Estilo” (GNT).
A partir do ano de 2008, passa a ser membro fixo da atração de moda “GNT Fashion”, e participa ativamente da cobertura das mais importantes semanas de moda brasileiras, como a São Paulo Fashion Week e o Fashion Rio.
Apresentou “A Liga”, na Band, e a terceira temporada do concurso “Desafio da Beleza”, no GNT (ao lado de Fernando Torquatto e Ricardo dos Anjos, comandou a competição em que um dos doze participantes tentaria levar o prêmio principal: além de uma linha completa de maquiagens, contrato de um ano com a fabricante patrocinadora oficial da atração e viagens ao exterior).
Em abril de 2015, Mariana Weickert, Gianne Albertoni, Shirley Mallmann e Paulo Zulu foram os convidados especiais do desfile da TNG na edição comemorativa dos 20 anos da São Paulo Fashion Week.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: Coca-Cola Jeans

Obs: Post atualizado em 03/04/2019

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O modelo Leonardo Possatti no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.
Leonardo nasceu em São Paulo, capital.
É agenciado pela JOY Model Management (São Paulo).
No Fashion Rio Verão 2014/2015 desfilou para a Coca-Cola Jeans, TNG e R. Groove.
Fotografou para Junior Becker, Lucas Menezes, Gustavo Chams, Rodrigo Marconatto (editorial “Angels of Light”), Antonio Bezerra, Felipe Gachido (editorial “Homem no Mar”, baseado na crônica de Rubem Braga), Angelo Pastorello, Rodrigo Bueno e Flávio Melgarejo.
Posou para os sites “Models.com.” (editorial “GoSee – The Ones2watch”) e “House of Models”.
Esteve nas revistas “Playboy”, “Ellements Magazine” e “Lounge”.
Já desfilou para João Pimenta na São Paulo Fashion Week (SPFW), além de Blue Man, Danilo Costa e Luiz Leite (Casa de Criadores).
Fez campanha para a Santa Lolla ao lado dos também modelos Martha Hunt e Tiago Bariqueli.
Seus trabalhos mais recentes foram ensaios em p & b tanto para Felipe Gachido quanto para Vinicius Linhan, e o desfile para a Torinno na 46ª edição da São Paulo Fashion Week, em outubro passado.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: Coca-Cola Jeans

Obs: Post atualizado em 20/11/2018

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O modelo Iago Santibañez, no Fashion Rio Verão 2014/2015, realizado na Marina da Glória.
Iago, que possui ascendências alemã e chilena, nasceu em São Paulo, sendo agenciado atualmente pela Wilhelmina Models London.
Morando em Londres no momento, já integrou o cast das seguintes agências: RE:Quest Model Management (Nova York) e Mega Model Brasil (São Paulo).
Por um período, residiu na cidade novaiorquina a trabalho.
Fez campanha para S.S. Fifty Five, Bantam Winter Collection, Globe Coleção 2014, e Selfridges, loja de departamentos inglesa.
Realizou editorial para o antigo Caderno Ela de O Globo, por Gustavo Zylberztajn, e para a Bite Magazine.
Desfilou para a Triton, Lino Villaventura, Osklen e Colcci na São Paulo Fashion Week (SPFW) e R. Groove, Coca-Cola Jeans, TNG e British Colony no Fashion Rio.
Outras marcas que representou foram Redley, Alexandre Herchcovitch e Amapô.
Fotografou para Kris Lou, Gabriel Henrique, Vanessa Ring, Talles Bourges (House of Models), Marcelo Elídio e Adriano Damas.
Fez o lookbook U-ME, com Ellen Ollen.
Teve uma parceria com o stylist Alexandre Ornellas.
Foi clicado pelo fotógrafo inglês Paul Peter.
Circulou pelas passarelas parisienses vestindo a coleção da Givenchy quando o seu diretor criativo era Riccardo Tisci.
Desde o início deste ano, Iago participou de importantes trabalhos: fez campanha para a marca francesa Sisley (temporada Outono/Inverno 2018) e para as grifes italianas La Haine Inside Us e Liu.Jo (Outono/Inverno 2018), além de ter participado de um ensaio para a revista inglesa FGUK MAGAZINE, com registros da fotógrafa Jessica De Maio.
Iago Santibañez também é um excelente artista plástico, cujas pinturas, com cores fortes e formas distorcidas, remetem não só a um dos fundadores do Cubismo Pablo Picasso (grande representante, também, da Arte Abstrata e do Expressionismo), como ao expoente do Surrealismo, o catalão Salvador Dalí.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: Coca-Cola Jeans

Obs: Este post foi atualizado em 25/08/2018.

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O modelo Éverton Araujo no Fashion Rio Verão 2014/2015.
Éverton nasceu em Brasília, DF.
Fora descoberto pela agência ÜNIQUE (a partir da 10ª Edição da ÜNIQUE TRIP/Rio 2012, foi selecionado pela Mega Model Brasil para fazer parte de seu cast).
Hoje residindo em Nova York, é agenciado por várias e importantes agências mundo afora, além da Way Model, no Brasil: Louisa Models (Alemanha), Base Model Agency (Cidade do Cabo, África do Sul), URBAN/MODELS (Itália), Wilhelmina (Londres), FashionArt mgmt (Espanha) e Musemen (Estados Unidos).
Na edição Verão 2014/2015 do Fashion Rio, o modelo foi recordista em desfiles: Coca-Cola Jeans, R. Groove, TNG, 2nd Floor e Ausländer.
Ao lado de Beth Emerick, fotografou para a revista “Emagalog”.
Já na semana de moda paulista, a São Paulo Fashion Week (SPFW), desfilou para a Colcci, Triton, João Pimenta, Alexandre Herchcovitch e Osklen.
Também esteve nas passarelas da Casa dos Criadores e na Capital Fashion Week.
Foi fotografado por Gustavo Zylbersztajn para o Caderno Ela de O GLOBO e para Anderson Matta.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: Coca-Cola Jeans

Obs: Post atualizado em 24/07/2018

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A modelo Gabriella Pires no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.
Gabriella é brasiliense.
Sua agência é a Mega Model Brasília.
Pertenceu ao cast da Urban Model Management, Milano.
No Fashion Rio, desfilou para muitas marcas: Triya, Lenny, Espaço Fashion, Cantão, Salinas, Maria Filó, Coca-Cola Jeans, Oh, Boy!, Patricia Viera, Alessa e Osklen Praia (segundo o site FFWMODELS, Gabriella Pires foi uma das ” ‘fresh faces’ que mais chamaram atenção”).
Já na São Paulo Fashion Week, desfilou para Pedro Lourenço.
Fotografou para Adriano Dória e Augusto Costa.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: Coca-Cola Jeans

Obs: Post atualizado em 01/08/2018

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Foto: Divulgação/TV Globo

Norma (Gloria Pires), em “Insensato Coração”, novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, disposta a tirar de si mesma a máscara de enganada, vai ao encontro de Pedro (Eriberto Leão) e Marina (Paola Oliveira). O casal lhe prova irrefutavelmente sobre as reais intenções de seu futuro marido Léo (Gabriel Braga Nunes), além de relatar outro crime parecido com o que sofreu, cuja vítima fora Carmem (Nívea Maria). Mas isto não se configurou como suficiente para Norma Pimentel formar o próprio juízo. Teria que escutar de Leonardo (ou seria Armando ou Fred?) o que jamais gostaria de escutar. Acontece. Em meio a acalorada discussão entre irmãos na sua pomposa mansão, chegam aos ouvidos dela palavras nada pomposas que confirmam estar sendo ludibriada uma vez mais. Antes, houve séria discórdia entre a ex-detenta de Florianópolis e a diretora da Liga da Família Carioca, Eunice (Deborah Evelyn), após a descoberta daquela de que a esposa de Júlio (Marcelo Valle) havia tido romance adúltero com Ismael (Juliano Cazarré), o motorista de múltiplas funções, que é pai de família que não existe. Norma ameaça Eunice. Eunice fica contrariada. Claro. Agora, é a vez do morador de um quarto na Lapa ser humilhado e demitido pela patroa. Ele fica contrariado. Claro. Os olhos se enchem de fúria. Norma Pimentel é por ele ameaçada. Já em ocasião diversa, Fabíola (Roberta Rodrigues), ajudada por Daisy (Isabela Garcia), alinhava fatos passados com achados recentes que culminam na dedução de que a mulher simples que iludiu Teodoro (Tarcísio Meira) contribuiu de modo definitivo para a partida inesperada e mal explicada de Milton Castelani (José de Abreu). Fabíola fica contrariada. Claro. E Wanda (Natália do Vale) com sua ligação quase edipiana com Léo? Onde entra nesta história? Pessoas suspeitas a partir de então não se encontram em casa. Eunice não está em casa. Tia Neném não está em casa (qual será o motivo?). Ismael ziguezagueia pelo asfalto do Rio com a moto aliada. Olhar de ódio através do visor do capacete. Voltemos à pomposa mansão. Norma, na presença dos irmãos, pede a Pedro que se retire. Batalha verbal entre a fêmea lograda e o macho aproveitador de damas eclode diante de nós. Pedro vai embora. A ex-técnica de Enfermagem diz ao homem que desgraçou sua vida que irá entregá-lo à polícia. Digladiam-se. O homem que promove desgraças foge como o covarde que sempre foi. Wagner (Eduardo Galvão) no instante da briga é avisado pela cliente. Depois da fuga citada, surge alguém por detrás da amiga de Jandira (Cristina Galvão). Ela percebe, e dá de frente com quem lhe será algoz. Ouvem-se disparos. Norma deixou de existir. Raul (Antonio Fagundes) aparece. A seguir, Pedro, Wagner e a polícia. Tia Neném retorna para casa. Fabíola está dentro de um ônibus. Léo dirige o carro em alta velocidade. Eunice está na Lapa com Ismael. Jandira comunica ao delegado Matos (Giulio Lopes) o que sabe. A Lapa reaparece. Eunice, Ismael e a cama são flagrados. Só a cama fica. Delegacia. Jandira não é educada com Eunice. Ao vê-la, grita “Assassina!”. O capítulo acabou. Norma, também.

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Foto: Divulgação do espetáculo

Na ficção, em especial nos contos de fadas, o epílogo vem sempre acompanhado da otimista e utópica proposição: “E foram felizes para sempre…”. Na vida real, os fatos são inapelavelmente opostos ao que se apregoa nas histórias infantis. Parece haver, na verdade, um prazo de validade, uma data de vencimento para o estado de felicidade. Um relacionamento amoroso e todas as suas etapas não escapam a esta constatação, em muitos casos. No primeiro monólogo escrito por Heloisa Périssé (Heloisa possui vasta gama de obras dramatúrgicas, incluindo o sucesso “Cócegas”; seu livro “O Diário de Tati” teve ótima repercussão no mercado editorial), “E Foram Quase Felizes Para Sempre”, dirigido por Susana Garcia, sua personagem, a escritora Letícia Amado, representa o signo individual de uma mulher vítima das agruras subsequentes ao rompimento de uma relação afetiva. A peça começa com Letícia ansiosa e aflita em sua noite de autógrafos, e decepcionada com o convidado esperado que não comparecera ao evento. O livro a ser lançado se chama “Cantinho pra Dois”, com dicas para casais viverem momentos prazerosos e inesquecíveis ao redor do mundo nos melhores lugares, hotéis e resorts. No período de dedicação ao livro e às viagens, Letícia, sem que se desse conta, fora negligente com o romance. Seu companheiro, o “freelancer” Paulo Vitor, responsável pela capa da sua publicação, deixara de ser uma prioridade, e a união, lógico, desgastara-se progressivamente. Com a separação definitiva (e imprevistas recaídas de praxe), a literata enfrenta o drama de se ver num redemoinho de intempéries inevitáveis à condição de mulher sozinha. Heloisa Périssé costura a trama com irresistível leveza, potente carga de humor, drama na medida exata, emoção nas falas, sátiras sequenciais e referências múltiplas que resultam em uma encenação pujante na fruição de suas visíveis qualidades. Heloisa se manteve atualizada com os assuntos vigentes, e os incluiu no espetáculo. Com a sagacidade e a visão particular de observar o comportamento do ser humano em seu “habitat” de um jeito irônico, crítico, até mesmo “desconstrutivo” que lhe são natos, a dramaturga não poupa os espectadores, para o nosso deleite, de abordar situações que nos são bastante familiares, como o imediatismo ensandecido, desvairado, viciante e se pode dizer alienador em certas circunstâncias das redes sociais, a vulgarização e pauperização de determinados gêneros musicais (não há julgamentos tampouco preconceitos, servindo a menção como “ponte” para o riso), o estouvamento e boçalidade de membros do sexo masculino na conquista de uma mulher (não existe sexismo, e sim uma factual conclusão), a dificuldade desses mesmos homens em se comunicarem com o sexo oposto e seu lamentável desinteresse pela intelectualidade. O homem e sua crescente infantilização. Comenta-se sobre a “Era do Rivotril” (antidepressivo usado em larga escala pela população brasileira; uma pesquisa chegou a apontá-lo como o segundo medicamento mais consumido no Brasil) e os almoços de família que sempre descambam para uma imperiosa “lavagem de roupa suja”. Trata-se ainda do assolador medo do qual somos passíveis, sob os mais variados aspectos, num contexto jocoso. O medo das almas/espíritos, o medo dos filmes de terror, o medo da escuridão da madrugada (principalmente quando os números do relógio indicam que já são 01h37min) e sua correspondente solidão. Discorre-se com propriedade sobre as flagrantes diferenças entre homens e mulheres, que se no início podem ficar escamoteadas, na fase intermediária começam a se escancarar os direcionando para o doloroso processo de confrontação das incompatibilidades. Até o fato de um torcer para um time de futebol e o outro para o rival tem a sua significância, por mais prosaico que isso possa parecer como motivo de discórdia (evidente que Heloisa Périssé coloca tintas fortes de graça para realçar este tópico). Letícia possui emprego fixo, é prática, célere nos pensamentos, objetiva nos seus projetos de futuro. E Paulo Vitor é, segundo ela, “lento”, um “freela” que precisa de um tempo específico para dar um rumo à sua vida, despreocupado, desapegado aos bens materiais, por mais indispensáveis que sejam. Criador das capas do livro de Letícia, deseja ter filhos, ao contrário dela, ainda que não possua o mínimo respaldo financeiro para educá-los. Faz-se uma paródia aos terapeutas e suas explicações para todas as coisas. Elucubram e filosofam tanto que se perdem e se confundem com os próprios conceitos e teses. De acordo com Loreta, a terapeuta, o tipo de relacionamento de Letícia e Paulo Vitor é “neurótico”. Momentos de poesia de Fernando Pessoa e Carlos Drummond de Andrade enobrecem o texto. A autora brinca e questiona os perfis de alguns famosos personagens de contos de fadas. Por exemplo, a Bela Adormecida era sim uma princesa, tinha fadas madrinhas que a protegiam e dormiu cem anos, o que lhe proporcionou uma pele impecável. Já Branca de Neve e Cinderela saíram perdendo, tendo a primeira que “pegar na vassoura”, e a segunda, além disso, conviver com uma perversa madrasta que a perseguia. Toca no ponto do imaginário coletivo feminino que anseia o surgimento de um “príncipe encantado” em suas existências. Nas bem escritas linhas, deixa-nos claro de que o êxito profissional da mulher de modo ou outro contribui, por menor que seja, para o abalo de sua vida sentimental. Todo este material dramatúrgico criado por Heloisa necessitaria de uma direção que soubesse não só compreender e entender a sua proposta, mas absorver e pôr em prática nos palcos a sua linha matriz de ideias, acompanhando o ritmo pessoal e ágil da atriz. A escolha de Susana Garcia (notória em suas direções teatrais) foi acertadíssima. Conduziu com proficiência, perspicácia e prodigalidade os numerosos recursos interpretativos que Heloisa detém. A artista “passeia” à vontade pelas mais diversificadas veredas emocionais. O drama e a comédia estão contíguos, amalgamados em suas composições. Apodera-se de seus corpo e face como legítimas ferramentas de trabalho de uma inteligente intérprete. Sua expressividade é impactante. A versatilidade com que distribui o seu talento na construção dos muitos personagens é incrível: além de Letícia, o companheiro Paulo, a terapeuta tabagista Loreta, o pai bonachão Pires, a mãe sem “papas na língua”, a amiga masculinizada Celeste, o porteiro nordestino Valdemar, o cunhado “ideal” Isac e a garota de programa “acidental”. Sem contar os bizarros pretendentes que encontra na boate. Susana não pretere o elevado poder de comunicação e empatia de Heloisa Périssé como artista, e orienta a peça para uma trilha abertamente confessional e de franco diálogo com o público. Todo o espaço cênico é aproveitado. No minimalista e funcional cenário de Miguel Pinto Guimarães (duas cadeiras pretas laqueadas com estofamentos crus, que são dispostas em vários locais, e uma larga banqueta também preta que serve tanto como mesa quanto como sofá e assento), a atriz ostenta uma admirável vitalidade ao se movimentar, ir de lado a outro, sentar-se, levantar-se, correr, e dançar engraçadíssimas coreografias, que exigiram preparação corporal adequada e ampla flexibilidade. A iluminação de Maneco Quinderé é como de costume elegante, sendo outrossim poética e efusiva nas passagens oportunas. Percebe-se um saudável equilíbrio entre os focos gerais/abertos, duplos unicamente na atriz, seis refletores anteriores que se alternam em azul, verde, vermelho e rosa numa profusão de cores que se acendem e se apagam para simular o ambiente de uma “balada”. No fundo há um telão no qual todas essas luzes, inclusive o lilás, são projetadas, ocasionando um bonito efeito visual. O “visage” é suave, que realça a beleza e os olhos de Heloisa, com uma maquiagem precisa e cabelos presos. O belo já visto se aprimora com o luxo do figurino de Rita Murtinho, que aposta em um requintado e moderno macacão “fluid” de tons negros com decote em “V”, com mangas vazadas com pedrarias e uma deslumbrante fivela com detalhes artesanais. Como acessórios, delicados brincos e cordão com pingente, finalizando com escarpins pretos. A trilha musical de Alexandre Elias atende com eficiência, embalando logicamente o ciclo narrativo do espetáculo. O ápice decorre com a contagiante execução de “Tempos Modernos”, de Lulu Santos. “E Fomos Quase Felizes Para Sempre” cumpre a sua honrosa missão de colocar o gênero monólogo no lugar de destaque merecido quando realizado como obra bem estruturada, divertida dentro da sua contextualização e inteligente e liberal na concepção, e de corroborar a excelência de uma atriz chamada Heloisa Périssé. Se os casais não podem, em algumas ocasiões, serem felizes para sempre, e sim “quase”, nós, o público, fomos sim totalmente felizes. E esta felicidade, que durou cerca de uma hora e algumas dezenas de minutos se assemelhou ao “amor de Vinicius”, aquele “Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure”. A felicidade venceu.

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A modelo e apresentadora Marcelle Bittar no Fashion Rio, em sua edição Verão 2014/2015.
Marcelle estava fazendo a cobertura do evento para o Canal Glitz*, e todas as suas matérias foram apresentadas no especial “Semanas de Moda no Canal Glitz*” (também cobriu a SPFW).
A top é de Guarapuava, Paraná.
Graduou-se em Jornalismo pela New York Film Academy.
Sua bem-sucedida carreira de modelo começou em São Paulo, estendendo-se em Nova York, onde de fato despontou na profissão.
Marcelle, em Paris, foi fotografada pelo badalado fotógrafo peruano Mario Testino, e a partir daí lhe surgiram importantíssimos trabalhos no mercado da moda.
A paranaense desfilou para Donna Karan, Prada, Marc Jacobs, Dolce & Gabbana, Miu Miu, Narciso Rodrigues, Roberto Cavalli, Versace, Yves Saint Laurent, Balenciaga, Chanel, Moschino, Kenzo, Calvin Klein, Alexander McQueen, John Galliano, Carolina Herrera, Emilio Pucci, Louis Vuitton, Chloé, Givenchy, Emanuel Ungaro, Missoni, Gucci, Sonia Rykiel, Bottega Veneta, Victoria’s Secret, Viktor & Rolf, Burberry, Max Mara e Loewe.
Posou para revistas de prestígio como “Vanity Fair”, “L’Officiel”, “Elle” (“America” e “Britain”), “Vogue” (“Paris”, “Brasil”, “Germany”, “España”, “Portugal”), “Allure”, “Numero”, “Marie Claire” (“America”), “Arena”, “Flair”, “Harper’s Bazaar” e “Citizen K”.
Fez campanhas internacionais para Armani Exchange, Carolina Herrera, Hugo Boss Sport, Escada, Dolce & Gabbana, Salvatore Ferragamo e Topshop. E no Brasil para Arezzo, Ellus, O Boticário, Cavalera, Amsterdam Sauer, M. Officer e Bobstore.
Fotografou para os mais requisitados fotógrafos do universo fashion: Patrick Demarchelier, Terry Richardson, o estilista Karl Lagerfeld, David Sims, Michael Jansson, Craig MacDean, Peter Lindbergh e Arthur Elgort.
Participou de várias semanas de moda pelo mundo, incluindo Milão, Paris, Nova York, Londres e Madri, além de Brasil, Japão e Portugal.
Como apresentadora, comandou os seguintes programas: “+ Moda” (RecordTV), “Superbonita” (GNT) e “E! Fashion Weeks” (E! Entertainment Television, no Brasil).
Marcelle Bittar apresentou a final mundial do Concurso “Supermodel of the World”.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: Coca-Cola Jeans