Um trocadilho irresistível entre a notória peça de Pirandello, “Seis Personagens À Procura De Um Autor”, e o curso contínuo e bem-sucedido da carreira de Bruno Gagliasso se faz quase que obrigatório e oportuno. Bruno tem sido objeto de várias matérias em órgãos de imprensa acerca do fato de emendar um papel em outro. Sabemos todos que atores jovens, de boa aparência, e talentosos não são encontrados aos borbotões. E o ator sobre quem estamos falando reúne estes atributos nada triviais. Daí deduzimos que tenha sido natural a sua escalação para importantes papéis pela emissora da qual é contratado (no caso, a Rede Globo). Há aqueles que preconizam um suposto e inevitável desgaste da imagem do artista. Mas Bruno possui a seu favor trunfos que dizimam esta possível desvantagem. Destaco os carisma e versatilidade do intérprete. Caso não houvesse nenhuma dessas qualidades, talvez não se lograsse o êxito esperado. A prova do que digo se materializou em mais um tipo meticulosamente construído por ele, o Timóteo Cabral, de “Cordel Encantado”, novela de Duca Rachid e Thelma Guedes. Timóteo, homem janota, parceiro da falta de escrúpulos, e amigo do abuso de poder. Elegante rapaz que jogou com a sedução a fim de atingir seus objetivos. O filho da riqueza que lhe trouxe distorção de caráter, e que não se importou com os meios nada nobres de que se utilizou para conseguir o que se desejava. Nutriu obsessão amorosa, afetiva (ou seria capricho de quem acha que tudo pode?) por Açucena (Bianca Bin). Jesuíno (Cauã Reymond) estava em seu caminho. Para Timóteo, não se configurou um problema. Limpou-se o caminho. Voltemos assim ao título deste texto. Júnior de “América”, Ricardo de “Sinhá Moça”, Ivan de “Paraíso Tropical”, Eduardo de “Ciranda de Pedra”, Tarso de “Caminho das Índias”, e o Berilo de “Passione” foram seis personagens à procura de um ator. Encontraram. E Timóteo? Ficaria sem quem o representasse? Não, Bruno Gagliasso é generoso. Agora, sete personagens ficaram felizes.
Categoria: Moda
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Projeção de imagem no painel da fachada de entrada do Fashion Rio Primavera Verão 2011/2012, no Píer Mauá.Foto: Paulo Ruch
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Foto: Sergio Santoian/Revista MenschHá injustiça no mundo. A fidelidade está fora de moda. As famílias se desajustam, e o corrompido, corrompido está. À noite, em nobre hora, surgiu não ator qualquer na máquina de luz e som. Surgiu moço de nome Eriberto. Eriberto que a Pedro deu vida. Pedro que tocou a justiça. Pedro, leal ao amor prometido. Pedro que de muitos é amigo. Pedro que jamais será corrompido. Este foi o papel de Eriberto Leão na novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Já em tempos idos, na casa que brota cultura, vi o artista em peça de Alcides Nogueira, dirigida por Gabriel Villela. Dia mágico, peça mágica. Um encontro com Elvis. Um encontro com Morrison. Ano passa, e reencontro em “O Amor Está No Ar”, do mesmo Alcides dos ventos. Depois, olhos azuis em “Serras Azuis”. Serras de Ana Maria Moretzsohn. Como intérprete apaixonado sempre deixa suas marcas. As marcas da paixão de Solange Castro Neves. Vimos e cremos o talento de Eriberto como o Tomé de “Cabocla”. A cabocla de Benedito Ruy Barbosa reinventada pelas filhas, Edmara e Edilene. Será que em toda a sua vida imaginou que faria César Camargo Mariano em homenagem a Elis? Em “Sinhá Moça”, Dimas ou Rafael? Os Ruy Barbosa sabem. Pelo verde, “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”, de Gloria Perez. Mostra o rosto em “Duas Caras”, de Aguinaldo Silva. Dentre casos e acasos, encontra as três irmãs. Irmãs criadas por Antonio Calmon. O tempo não ficou louco: Eriberto Leão é escalado para estrelar “Paraíso”. Sintonia com Benedito e suas meninas. A estrela ou astro, como bem queiram, firma-se. Luz que não se apaga. Luz perene que clareou as cariocas. E na ribalta? Além do sopro da ventania de Gabriel, “A Alma de Todos os Tempos”, de Gabriel, como Jesus. O Grande Mestre que por ele voltaria a ser personificado sob aberto céu, junto a multidão em procissão, na “Paixão de Cristo”. Um Cristo protetor que ainda o acompanharia em obra de Saramago adaptada para os palcos, “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”. Falou baixo ou alto em “Fala Baixo Senão Eu Grito” com Ana Beatriz Nogueira, de Leilah Assumpção, dentre outros espetáculos. Nas telas da sala escura é sempre bem-vindo. Como assim o fora em “O Invasor”, de Paulo Fontenelle. E o diretor Caio Vecchio não quis ator qualquer para “Um Homem Qualquer”, que lhe valeu prêmio. Prêmio que ladeia outro, vindo da TV. Agora é chegado o momento de terminarmos. Como isto farei? Parte mais difícil. Vem-me ideia. Já sei. Acrescento uma palavra mais. Eriberto Leão, o nosso querido protagonista de “Insensato Coração”.
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É ou não ousado fazer par romântico com uma das mais populares e prestigiadas atrizes brasileiras em um de seus papéis de destaque na televisão ainda na fase da adolescência? Caio Blat (que estará na próxima novela das 18h da Rede Globo, “Joia Rara”, de Duca Rachid e Thelma Guedes) interpretara João Batista, jovem amor da célebre compositora Chiquinha Gonzaga, vivida por Regina Duarte, na minissérie homônima de Lauro César Muniz apresentada pela Rede Globo. Porém, Caio, que chegara a estudar Direito por certo tempo, iniciou sua carreira bem criança, emprestando a imagem a inúmeros comerciais. No setor teledramatúrgico, a estreia de fato se deu em um seriado da TV Cultura, chamado “O Mundo da Lua”. No SBT, participa de importantes remakes, como “Éramos Seis” e “As Pupilas do Senhor Reitor”. Além disso, estivera em “Fascinação”. Retorna à Rede Globo (atuara anteriormente em episódios de “Retratos de Mulher” e “Você Decide”), e após o sucesso como o João Batista, conhece o horário das 19h com “Andando nas Nuvens”. Depara-se com dois desafios para qualquer intérprete: um vilão (o Bruno de “Esplendor”), e o primeiro protagonista (o Anjo Gabriel de “Um Anjo Caiu do Céu”), que dividia com Tarcísio Meira ótimas cenas. Depois de “Coração de Estudante”, agrada ao público como Abelardo, filho sensível de Mamuska (Rosi Campos) que se dedica à maquiagem, e que se vê obrigado a conviver com os modos um tanto quanto toscos de seus irmãos, na novela de João Emanuel Carneiro, “Da Cor do Pecado”. Integra mais dois remakes: “Sinhá Moça” e “Ciranda de Pedra”. Não sem antes colaborar para a obra de Gloria Perez, “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”. Ganha o papel de Ravi, um indiano que enfrenta as rigorosas tradições culturais da família ao se apaixonar e se casar com uma brasileira (Isis Valverde), na premiada “Caminho das Índias”. No teatro, Caio Blat vivenciou algo não usual. Mudou-se para uma comunidade típica do Rio de Janeiro (e lá morou por algum período) com o intuito de selecionar o elenco para o espetáculo que iria dirigir (“Êxtase”, de Walcyr Carrasco). É ou não ousado? Outras tantas encenações como ator estão em seu currículo, inclusive “Os Dois Cavalheiros de Verona”, de William Shakespeare, e “Liberdade para as Borboletas”, de Leonard Gersche. Partamos assim para a seara na qual Caio prosseguiu com a sua propalada ousadia como artista: o cinema. Sentiu na pele o virtuosismo de Luiz Fernando Carvalho na condução de uma história. Não uma história qualquer, mas sim, “Lavoura Arcaica”, de Raduan Nassar. Um romance que muitos disseram não ser passível de adaptação cinematográfica. Caio Blat e colegas de cena ficaram isolados em uma propriedade rural a fim de assimilarem melhor seus personagens. Causou polêmica no longa-metragem realizado de forma experimental, “Cama de Gato”. Dissera o texto forte e impactante de “Carandiru”, sob a batuta do aclamado Hector Babenco. A trajetória nas telas é cada vez mais enriquecida ao ser convidado para trabalhar em produções comandadas por nomes consagrados, como Sérgio Bianchi, Cláudio Assis, Cao Hamburger, Jorge Durán, Helvécio Ratton, Glauber Filho e Joe Pimentel, Paulo Halm, Jeferson De, Laís Bodanski e Guel Arraes. Está em cartaz com dois longas-metragens: “Xingu – O Filme”, de Cao Hamburger, no qual dá vida a um dos irmãos sertanistas Villas-Bôas, e “Uma Longa Viagem”, de Lúcia Murat. No folhetim das 19h, “Morde & Assopra”, de Walcyr Carrasco, Caio Blat, o ator ousado, exibiu seu talento como Leandro, um jardineiro fiel aos seus sentimentos por uma moça bonita que precisa aprender a tê-los. Um jardineiro fiel que enxerga pureza, e nos fez enxergar igualmente, ao oferecer rosas à mulher amada.
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Doralice, moça bonita, instruída. Tornou-se senhora das leis na Capital. Teve por decisão ir para o interior. Brogodó. Ao lá chegar, rapaz de nome Jesuíno (Cauã Reymond) deixou seu coração em sobressalto. O que a motivou a lutar por quem lhe causara ebulição de sentimentos. Já a esposa do moço de barba crescida, Açucena (Bianca Bin), foi ferida por dilacerante ciúme. Açucena não possui “os olhos verdes do ciúme”. Açucena possui “os olhos azuis do ciúme”. Assim, no meio da história em que a personagem de Nathalia Dill se viu envolvida é que percebemos a determinação que definiu de forma precisa o seu caráter. Determinação que não a demoveu de salvar Antônia (Luiza Valdetaro) dos maus-tratos do irmão Timóteo (Bruno Gagliasso). Determinação que a impeliu a se transformar no justiceiro Fubá, a fim de melhor se aproximar de Jesuíno. Já no que diz respeito à carreira desta atriz natural do Rio de Janeiro, podemos dizer sim que fora determinada em muitas situações. Afinal de contas, logo de imediato, após participação em episódio da série “Mandrake”, da HBO, interpretou por considerável tempo Débora Rios, papel de contornos acentuados de vilania em “Malhação”. O que vem a seguir? A incumbência de reviver Santinha, celebrizada por Cristina Mullins na primeira versão de “Paraíso”, de Benedito Ruy Barbosa. Nathalia surpreende a todos. Convence público e crítica. E todo este sucesso a levou a ser protagonista novamente. No caso em questão, mais um êxito: “Escrito nas Estrelas”, de Elizabeth Jhin. Não sem antes ter emprestado o lindo rosto para o especial “Dó-Ré-Mi-Fábrica”. Todas produções da Rede Globo, como sabem. Ganhara merecidos prêmios pelas atuações. No cinema, esteve em “Apenas o Fim”, de Matheus Souza, que trata dos relacionamentos dos jovens da “era MSN”. Fizera também a densa incursão de Selton Mello na direção, no melancólico e digno de reconhecimento fílmico e narrativo, “Feliz Natal”. Integra “Paraísos Artificiais”, de Marcos Prado, cujo tema são a juventude e os seus dilemas de geração. No teatro, peças como “Beijo no Asfalto”, de Nelson Rodrigues, “As Aventuras de Tom Sawyer”, de Mark Twain, e “A Agonia do Rei”, de Eugène Ionesco. Determinação, determinação. Não só a Doralice de “Cordel Encantado”, de Duca Rachid e Thelma Guedes, norteou-se por determinação. Nathalia Dill bem sabe o que é ser determinada. Tanto é verdade que esteve em “Avenida Brasil”, de João Emanuel Carneiro, como Débora, e em “Joia Rara”, de Duca Rachid e Thelma Guedes, como Silvia.
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Foto: Márcio Amaral/Revista MenschTudo parecia calmo em Preciosa para Tiago (Andre Bankoff, que será Pedro no remake de “Saramandaia”, com previsão de estreia para junho na Rede Globo), pois estava exercendo a paixão de sua vida: a paleontologia. O pai Oséas (Luis Melo) era contra esta opção. Tiago não se importava. Sentia-se até colocado em segundo plano por ele. Achava que as atenções do patriarca dirigiam-se todas ao irmão Fernando (Rodrigo Hilbert). Grande descoberta por suas mãos foi feita: os restos de titanossauro. Até que espevitada loira a quem chamamos Júlia (Adriana Esteves) chega decidida à cidade onde se desenrolou a trama de Walcyr Carrasco, no horário das 19h da Rede Globo. Se antes havia certo sossego para o jovem amante das viagens e escavações nos campos profissional e afetivo, após o surgimento da colega de ofício, tudo mudou. A princípio, houve parceria, colaboração entre ambos. Em momento inesperado por Tiago, os olhos claros que possui passaram a enxergar Júlia com intenções ternas. Virou o jogo. As mesmas intenções ternas transformaram-se em ciúme, motivado pelo que há de amoroso entre a amada e Abner (Marcos Pasquim). Como se isto não bastasse, a equipe da qual fazia parte nas buscas paleontológicas começou a deixá-lo à margem. Natural que Tiago demonstrasse mudança de comportamento. No que concerne à composição do personagem, Andre Bankoff estudou e pesquisou bastante. Conversara com William Nava, em quem o papel fora inspirado, e tantos outros especialistas. William é escavador de Marília, interior de São Paulo, e reconhecido pelo que descobrira em suas empreitadas. Estágio no Museu Nacional do Rio de Janeiro o ajudou mais ainda. É por esta razão que digo: Andre estudou e pesquisou amiúde para que sentisse e entendesse a verdade do personagem que lhe fora dado. Falemos, agora, então, da trajetória deste jovem ator que trabalhara desde cedo como modelo, e tivera experiência como jogador de futebol, inclusive em terras estrangeiras. No teatro, integrara o elenco do espetáculo “Mulheres Alteradas”, adaptação de Andrea Maltarolli para os escritos da argentina Maitena. Já na TV, depois de aparições na minissérie “Mad Maria”, de Benedito Ruy Barbosa, e em “Bang Bang”, de Mário Prata e Carlos Lombardi, André ganha o primeiro protagonista, só que na Rede Record, como o Juba de “Bicho do Mato”, de Bosco Brasil e Cristianne Fridman. Daí, vieram “Alta Estação”, de Margareth Boury, “Amor e Intrigas”, de Gisele Joras, e “Poder Paralelo”, de Lauro César Muniz e Dora Castellar. E aparece a oportunidade para o artista de Americana de interpretar Tiago, logo em obra de autor, que segundo o próprio, sempre admirara: Walcyr Carrasco. Andre Bankoff ao estudar e pesquisar para dar vida ao paleontólogo da história segue máxima preciosa, sem qualquer trocadilho, de que ser ator é também estudar e pesquisar. Andre Bankoff é bom aluno.
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Foto: virgula/uolEstava eu em evento de moda, aliando descontração e trabalho (afinal, estava com máquina fotográfica a fim de registrar pessoas e tudo o que pudesse parecer interessante para postar neste Blog). Tirei fotos de gente muito bacana, dentre elas, Mariana Weickert. Mariana estava trabalhando, apressadíssima, num corre-corre danado. Pensei: “Puxa, uma foto da Mariana seria legal…”. Resolvi abordá-la, e lhe comunicar minha intenção. Ela foi extremamente cordata. Interrompeu a sua justificada correria, e posou para a lente, abrindo um sorriso. A foto ficou ótima. Disse-lhe que lhe enviaria por rede social. E Mariana me respondeu com uma única palavra que resumiu seu jeito carinhoso e espontâneo de tratar os demais: “Fofo” (referindo-se a este espaço no qual escrevo). Se minha impressão sobre a modelo catarinense já era boa, ficou melhor. Falando mais sobre ela. Um dos pontos que me chamavam a atenção quando era modelo era o fato de ser requisitada para desfilar em diversas grifes. Justo, porquanto a moça tinha um jeito todo especial de andar pela passarela, além é claro da sua beleza e do fato das roupas lhe caírem demasiado bem. A jovem de olhos verdes fez campanhas e participou de desfiles das principais marcas mundo afora, como Calvin Klein, Armani, Roberto Cavalli, Fendi, Louis Vuitton, Ralph Lauren, Stella McCartney, Chanel, Gucci, Marc Jacobs e Givenchy. Isso em Milão, Paris, Nova York e Londres. Foi capa, e fez ensaios para revistas badaladas, como “W”, “Visionaire”, e “Vogue”, dentre outras. O requisitado fotógrafo peruano Mario Testino a fotografou. Entretanto, é chegado o momento no qual Mariana decide interromper a prestigiada carreira, e se fixar em definitivo no Brasil. Torna-se sócia de grife de moda praia chamada Alór. E se interessa pela televisão. É contratada pela MTV, e apresenta o programa “Pé na Areia”, e pela Rede 21, passando a comandar a atração “Saca-Rolha”. Ruma para o GNT, e ao lado de Lilian Pacce, fala de maneira abrangente sobre temas relacionados à moda no “GNT Fashion”. Agora, merecidamente, Mariana ganhou produção própria, no mesmo canal, “Vamos Combinar”, na qual dá dicas de vestuários femininos e masculinos, comportamento e beleza. Vamos combinar, Mariana Weickert está na sua “praia”.
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A bela mineira de Belo Horizonte, a modelo e apresentadora Camila Alves, foi a entrevistada de Jô Soares em um dos seus programas do ano passado. Estava muito bonita, com vestido em tom escuro com brilhos, alguns acessórios de cor dourada, além de “scarpins”. O apresentador após elogiar sua beleza, também o fez com relação ao seu marido. Pergunta-lhe se é ciumenta. Ela diz: “Se eu fosse ciumenta, não poderia nem sair na rua”. Jô Soares aproveita, e elogia o talento de Matthew McConaughey, inclusive no filme “Amistad”, de Steven Spielberg. A modelo anuncia que está para estrear um novo longa com a participação dele: “The Lincon Lawyer”, dirigido por Brad Furnan. Antes de começar a contar a história sobre a chegada aos Estados Unidos, pede tequila. Jô se anima com a ideia. Continuando. Fora para o país estadunidense disposta a não retornar ao Brasil. Momento de interrupção. Alex, o garçom, fica nervoso ao servir a bebida mexicana à moça. Eu ficaria da mesma forma. Pela expressão dos dois, a tequila era “das boas”. Prossigamos. Camila muda-se para Los Angeles. Antes fizera curso de modelo, o que na opinião dela não representa uma obrigatoriedade. O ator/comediante pede-lhe que desfile. Desfila. E bem. Na cidade citada, procura uma agência. Ocorre um impasse. Não podia exercer sua função enquanto o processo de visto não fosse regularizado. Enquanto não “modelava”, viu-se obrigada a se virar como pôde para se sustentar. Trabalhou como faxineira. Por não dominar o Inglês, empregou-se em um restaurante mexicano. Com direito a tequila de vez em quando, pois a rotina era dura. Concilia com um emprego em um estabelecimento italiano. Foi para Nova York. Bateu de porta em porta em várias agências de modelo, e a resposta era sempre igual: “Não.” Camila desanimou-se. Lágrimas na “Big Apple”. Até que a última à qual recorreu decidiu contratá-la. Fotos da morena são exibidas no telão. E o que se ouve? Os assobios de plantão. Inclusive uma de sua ida ao Oscar. O que me chamou a atenção precipuamente em Camila Alves foi a sua total falta de deslumbramento. E olha que isto é raro. Fala sobre a linha de bolsas que produz. Sabem para onde a conversa voltou? Para a tequila! Inicia-se o processo de preparo da bebida. Sai-se deste, e ruma para o fato da apresentadora e Matthew terem ido morar em um trailer (“airstream”). O assunto fica um tanto sério. Camila discorre sobre a fundação que mantém com o ator, chamada “After School Program”, que visa a fazer com que os adolescentes levem uma vida saudável, por meio de nutrição e exercícios, além de orientação profissional. Excelente iniciativa em um mundo de “glamour”. Finalizando, para alguns, Camila Alves é uma mulher de sorte por ser casada com um dos astros mais cobiçados de Hollywood. Vou além. Acho Matthew McConaughey um cara de sorte, também. Terminado o bloco, até senti vontade de tomar tequila. Brincadeira. Não gosto. É bastante forte. Como sou do Rio, vou de chopinho mesmo.
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Foto: editorial de moda para a GQ BRASIL/Daniel KlajmicAlguns podem estar se perguntando o porquê de eu me referir a Cauã Reymond (que vive o Jorginho de “Avenida Brasil”, e esteve nos filmes “Estamos Juntos”e “Meu País”) como “gavião”. Simples. Cauã, na língua indígena tupi, significa gavião. E sempre achei isto interessante. Aliás, ano passado, vi tardiamente “Ódiquê?”, filme dirigido por Felipe Joffily, no qual há elenco formado por jovens atores que muito se destacam. Além de Cauã, Dudu Azevedo, Alexandre Moretzsohn e Leonardo Carvalho. E com este seu primeiro longa, Cauã Reymond recebeu elogios da crítica. Recomendo-lhes. Saindo desta seara, e indo para a TV, há tempo não muito longo, fez o atormentado Danilo, em “Passione”, de Silvio de Abreu. E assim como Bruno Gagliasso, escalado foi em diminuto lapso para o folhetim de Duca Rachid e Thelma Guedes, “Cordel Encantado”. O personagem foi Jesuíno, filho de Cláudia Ohana (Benvinda) e Domingos Montagner (Herculano), este uma espécie de liderança cangaceira em épocas passadas. E Benvinda não desejava que Jesuíno viesse a saber desse episódio. Ao contrário do pai, que almejava que no futuro o descendente fosse substituí-lo. O moço foi criado longe da família, e cresceu junto a Açucena (Bianca Bin), por quem se apaixonou. Este foi basicamente o enredo que envolveu o papel de Cauã. Agora, podemos desenhar um traçado de como se deu a trajetória do artista até o presente momento. A princípio, fora modelo, tendo experimentado temporada em Milão e Paris, e trabalhado com importantes estilistas, fotógrafos e modelos como ele. Só que Cauã já tinha em mente a vontade de ser ator, e assistiu a aulas de Susan Batson (“coach” de renomados intérpretes de Hollywood). A carreira na televisão começa bem, logo em duas temporadas de “Malhação”, atração para adolescentes na qual viveu Mau Mau. Caiu nas graças deste público. E o sucesso o levou a ser um dos rebentos de Mamuska (Rosi Campos), em “Da Cor do Pecado”, de João Emanuel Carneiro, fato que o tornou mais popular ainda, atingindo outras faixas de telespectadores. Participa de obra de Walther Negrão, “Como Uma Onda”. Mas o melhor estaria por vir, em termos de repercussão efetiva. Personifica garoto de programa (Mateus) que esconde esta condição de sua tradicional família de ascendência grega, em “Belíssima”, de Silvio de Abreu. Houve ótimas cenas com fiel cliente, Ornela (Vera Holtz). Todavia, uma em particular, chamou-me a atenção. Em refeição com os familiares, Cauã Reymond tivera que realizar forte cena dramática. E dela não me esqueci. E nesta mesma novela, nutria paixão por bela moça chamada Giovanna (Paola Oliveira). O epílogo ao lado de Bia Falcão (Fernanda Montenegro) causou polêmica. Para mim, boa sacada do autor. Depois de “Eterna Magia”, de Elizabeth Jhin, ótima chance irrompe: “A Favorita”, de João Emanuel Carneiro, que inovou pela abordagem dinâmica da trama. O personagem que lhe coube (Halley) no limiar da história possuía certas nuanças cômicas. Porém, no decorrer dos capítulos, a personalidade obteve um contexto mais sério, e que se adequou apropriadamente para o desenvolvimento do que nos era contado. Ganhara diversos prêmios. E ficara com a mocinha da história Lara (Mariana Ximenes). Quanto ao cinema, contribuíra para vários longas-metragens. Mérito para alguém tão jovem. Afora o citado “Ódiquê?”, destaquemos “Divã”, de José Alvarenga Jr., “À Deriva”, de Heitor Dhalia, dentre tantos. Agora, Cauã Reymond deparou-se com a missão de dar vida à rapaz bastante diverso, de caráter regional, criado por autoras com as quais nunca emprestara a imagem. Intimidade com o veículo, ele já tem. Então, tudo leva a crer que agradará aos que irão prestigiá-lo.
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Nos primeiros capítulos da novela de Walcyr Carrasco, Guilherme era visto em praia do Rio de Janeiro, com seus amigos, tentando aparentar vida social que na verdade não possuía. A mãe Dulce (Cássia Kiss – agora Cassia Kis Magro), uma mulher simples que se sustenta pelas faxinas que faz, deu-lhe dinheiro o bastante achando que o destino seria o pagamento das mensalidades de suposta Faculdade de Medicina. Ledo engano. O rapaz gastou tudo em farras. Guilherme retorna então para a cidade onde reside Dulce, que lhe é motivo de enorme vergonha, apesar de ser mãe generosa e magnânima. Ele é ambicioso, e se devota a mentir para conquistar o status que tanto almeja. Um dos caminhos para essa conquista será manter relacionamento firme com a filha do prefeito Isaías (Ary Fontoura), Alice (Marina Ruy Barbosa). Além disso, Guilherme terá para si registro e diploma falsos de médico. E quem lhe proporcionará os documentos sem validade será Everton (Thiago Luciano). E quanto a Klebber? Bem, Klebber Toledo é paulista, e além de atuar também exerce as funções de modelo e dublador. Muito jovem, saiu de casa. Dedicara-se ao vôlei, e ao atletismo. Trabalhou em diversas áreas, e neste meio tempo, frequentara curso de Artes Cênicas. Depois, vários workshops de interpretação, aulas de canto e sapateado. Recebera ainda lições da preparadora de atores Fátima Toledo. Após experiência na Oficina de Atores da Rede Globo, participa do “remake” de “Sinhá Moça”. Em seguida, entra para o elenco de “Malhação”. O personagem chamava-se Mateus Molina. E já na reta final de “Caras & Bocas”, do mesmo Walcyr Carrasco, ganha a oportunidade de viver um estilista, Sid. Tivera bom desempenho. Fato que o levou a estar em mais um folhetim de Walcyr. No teatro, integrara o “cast” de musical sobre Isaurinha Garcia, “Isaurinha Garcia – Samba, Jazz & Bossa Nova”, com Rosamaria Murtinho. E finalmente, Klebber Toledo estará na próxima novela das 18h da Rede Globo, “Lado a Lado”, de João Ximenes Braga e Claudia Lage, e em poucos dias estrelará o musical “Fame”, baseado no filme homônimo, com Paloma Bernardi no elenco, cuja direção coube ao americano Billy Johnstone.




