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Blog do Paulo Ruch

  • “Ana Furtado: elegância e informalidade na condução de suas entrevistas.”

    janeiro 21st, 2013

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    Foto: Fernando Torquatto para a Revista Crescer

    Ultimamente, tenho assistido ao programa “Estrelas”, apresentado no início das tardes de sábado por Ana Furtado. Ana também é jornalista e atriz. Foi modelo de sucesso. A sua conduta como apresentadora/entrevistadora da atração despertou-me um olhar mais atento. Ana Furtado está sempre elegante, vestida de acordo com a ocasião. Nada de exageros, apenas aliando o bonito ao bom gosto. E os lugares nos quais realiza as entrevistas são os mais variados. Pode ser na Praia do Leme, conversando com Pedro Paulo Rangel e Louise Cardoso, e depois ir com os dois ao restaurante “La Fiorentina”. Pode ser na casa de um entrevistado, como fez no sábado passado ao visitar a ex-jogadora de basquete Hortência, e em outra ocasião o estilista Carlos Tufvesson. Ou presenciando a atriz Débora Nascimento praticando wakeboard na Lagoa. Há um quadro de gastronomia no “Estrelas” que é um dos que mais aprecio, no qual em uma cozinha improvisada um ator ou cantor prepara um prato, como ocorreu com Fabiula Nascimento ao nos ensinar a fazer um noque ao molho de linguiça, e com uma modelo estrangeira que é especialista em saltos em queda livre que cozinhou um spaguetti ao molho pesto. E quem pensa que de vez em quando Ana não põe a mão na massa? Põe! Volta e meia ela ajuda a mexer o que está na panela até atingir o ponto certo. As conversas fluem naturalmente, sem interferências impróprias por parte da apresentadora. Pelo contrário, tece comentários condizentes com a situação, e muitas vezes cheios de humor. Daí, a informalidade. Não se trata de um programa de entrevistas padronizado, que se resuma a perguntas e respostas. Tampouco há um viés de tietagem no contexto da produção, como o seu título poderia indicar. O que ocorre é um prazeroso bate-papo com pessoas famosas que possam ser interessantes aos olhos do público. Outra qualidade de Ana Furtado é saber manter um diálogo com celebridades que exercem as ocupações mais diversas, como decorreu com o jogador de futebol do Botafogo, Seedorf. É articulada, entende-se tudo o que fala, e possui voz suave. Sua estreia na televisão foi como modelo, dançando um ritmo cigano ao lado de outro modelo na abertura de “Explode Coração”, novela de Gloria Perez. Atualmente, também conduz o “Vídeo Show” (já foi repórter do semanal de variedades). Como atriz, esteve em “Caça Talentos”, o “remake” de “Pecado Capital”, “Vila Madalena”, “Páginas da Vida”, “Ciranda de Pedra” e “Caminho das Índias”. Além disso, ainda como atriz fez participações em vários seriados e programas como “Você Decide”. Os seriados foram “Os Normais”, “Minha Nada Mole Vida”, “Guerra e Paz” e “Louco por Elas”. Apresentou as atrações “Ponto a Ponto” e “Bossa Nova – 50 anos”, com algumas incursões no “Big Brother Brasil”. E um dado curioso: esteve presente como ela mesma nos folhetins “Ti-Ti-Ti” e “Cheias de Charme”. Atuou na tela grande em filmes como “A Dona da História” e “Flordelis – Basta uma Palavra para Mudar”. Como podemos ver, Ana Furtado é bem versátil. Sua função no “Estrelas” irá até fevereiro, quando Angélica (também uma boa apresentadora) reassumirá seu antigo posto. Mas continuará a bater ponto no “Vídeo Show”. Até lá, curtamos as suas elegância e informalidade nas tardes de sábado, com direito a um quadro que inevitavelmente abre o nosso apetite.

  • Arraial da Providência – “Roça in Rio” (2011)

    janeiro 21st, 2013

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    A noiva ameaça jogá-lo sob os olhares atentos do noivo.
    Foto: Paulo Ruch

  • Arraial da Providência – “Roça in Rio” (2011)

    janeiro 21st, 2013

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    O padre anuncia que a noiva jogará o buquê.
    Foto: Paulo Ruch

  • Arraial da Providência – “Roça in Rio” (2011)

    janeiro 21st, 2013

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    Os noivos (Thiago de los Reyes e Giovanna Lancellotti) estão felizes, e dançam para os convidados, no Arraial da Providência “Roça in Rio”, realizado em 2011, no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Arraial da Providência

  • “Uma Loira em Apuros.”

    janeiro 19th, 2013

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    Foto: Divulgação/TV Globo

    Antonia, a personagem de Letícia Spiller em “Salve Jorge”, de Gloria Perez, levava uma vida em família normal, convivia até certo ponto bem com o agora ex-marido Celso (Caco Ciocler), contava com o apoio dos sogros Arturo (Stênio Garcia) e Isaurinha (Nívea Maria), e como fruto de seu casamento, Raissa (Kiria Malheiros). A falência financeira do clã, entretanto, o desemprego de Celso e o tédio de não possuir uma ocupação profissional deixavam-na incomodada. Foi o momento apropriado para entrarem em cena Lívia (Claudia Raia) e Wanda (Totia Meireles), propondo-lhe um trabalho supostamente irrecusável. Mal sabia Antonia que era para ser “laranja” de um grande esquema criminoso. O machismo e a perspicácia de seu marido se misturaram , deixando o rapaz cada vez mais ensimesmado com a nova função da mulher. As cobranças a ela começaram. O fato da “empresária” ter assinado um documento para o aluguel de um escritório na Turquia que mal chegou a ver foi a gota d’água para o filho de Arturo se certificar de que a esposa possa ter entrado em uma “furada”. Talvez um dia, Antonia deva até lhe pedir desculpas por não ter lhe dado ouvidos. A situação esquentou. Os encontros casuais de Celso com Wanda são sempre estremecidos, com insinuações constantes do primeiro. E as brigas dele com a mãe de sua filha cada vez mais frequentes e violentas. O casamento estava perto do fim inevitável. E o acirramento da discórdia configurou-se com a aproximação de Carlos (Dalton Vigh), insatisfeito também com o seu matrimônio com Amanda (Lisandra Souto), que confessa à bela loira (Letícia Spiller está a cada novela mais bonita) uma paixão antiga desde os tempos em que ela era modelo. Antonia, carente, frágil, triste, deixa-se afeiçoar pelo falso enteado de Leonor (Nicette Bruno). Brigas físicas e discussões seguidas levam ao andamento de um processo de separação litigiosa, com a luta pela guarda da criança. A mãe perde o direito de cuidar da menina. Morando de favor no apart do ainda casado Carlos, a vida de Antonia está virada pelo avesso. E ainda nem sabe do erro cometido ao aceitar a proposta de Lívia e Wanda. No tocante à sua carreira, Letícia fez primeiramente teatro amador. Passou pela escola de Maria Clara Machado, “O Tablado”. Integrou grupo liderado por Roberto Bomtempo e Roney Vilella. Foi uma das paquitas da apresentadora Xuxa. Antes de ser a Babalu de “Quatro por Quatro”, de Carlos Lombardi, estudou com a companhia teatral O Porão. Babalu tornou-se a personagem que surpreendeu a todos, proporcionado-lhe enorme popularidade junto ao público, e elogios da crítica. Mas a estreia em novelas ocorreu em “Despedida de Solteiro”, na mesma Rede Globo. Em “O Rei do Gado”, de Benedito Ruy Barbosa, a atriz teve o privilégio de poder experimentar o apuro estético com que o diretor Luiz Fernando Carvalho dirige as suas produções. Esteve em “Zazá”. E seu papel seguinte, a Maria Regina de “Suave Veneno”, sofreu algumas restrições quanto à sua composição. Porém, Letícia, com o seu talento, soube reverter a situação, encontrando o tom correto da personagem. Protagonizou “Esplendor”. Volta a ser protagonista no mesmo horário das 18h em “Sabor da Paixão”. Após “Kubanacan”, forma par com Eduardo Moscovis em “Senhora do Destino”, de Aguinaldo Silva, voltando a trabalhar com o autor em “Duas Caras”. Antes de “Salve Jorge”, atuou em “Viver a Vida”, de Manoel Carlos e em “Malhação”. Em minissérie, esteve no elenco de “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”. No cinema, como a paquita Pituxa, participou de “Sonho de Verão”, “Lua de Cristal” e “Gaúcho Negro”. Esteve presente em “Oriundi”, ao lado de Anthony Quinn, “Villa-Lobos – Uma Vida de Paixão”, “A Paixão de Jacobina”, “Flordelis – Basta uma Palavra para Mudar”, dentre outros longas e curtas. No teatro, podemos destacar peças importantes, como “Isadora Duncan”, de Aguinaldo Silva; “O Falcão e o Imperador”, de Nikos Kazantzákis; e “Peer Gynt”, de Ibsen. E, por conclusão, voltando a falar sobre Antonia, resta saber até que ponto os apuros que a afligem perdurarão. Se Carlos for somente um arroubo de momento. Se a crise com Celso poderá ser contornada, e a união dos dois se restabelecer. Se a enrascada em que foi ingenuamente posta for esclarecida ao seu favor. Se irá conseguir voltar a morar com a filha. Só deste modo, o título deste texto poderia ser diferente.

  • Arraial da Providência – “Roça in Rio” (2011)

    janeiro 19th, 2013

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    E a comemoração continua.
    Foto: Paulo Ruch

  • Arraial da Providência – “Roça in Rio” (2011)

    janeiro 19th, 2013

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    E a comemoração continua.
    Foto: Paulo Ruch

  • Arraial da Providência – “Roça in Rio” (2011)

    janeiro 19th, 2013

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    A hora do beijo.
    Foto: Paulo Ruch

  • “Com o ‘remake’ de ‘Saramandaia’, o realismo fantástico está de volta.”

    janeiro 17th, 2013

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    Foto: Divulgação/TV Globo

    O escritor e poeta, além de teórico do surrealismo André Breton, o pintor Salvador Dalí e o cineasta Luis Buñuel (“O Discreto Charme da Burguesia” e “O Cão Andaluz”; Dalí também se aventurou no cinema) foram os grandes expoentes do movimento artístico citado acima. O surrealismo consistia basicamente na transgressão do real, no desafio de distorcer a realidade como a conhecemos. Quem não se lembra do relógio derretido em uma das mais famosas pinturas de Salvador Dalí? E, é claro, que como todo movimento artístico importante, as influências se dão até os dias atuais. No nosso país, provável que este movimento influiu o autor Dias Gomes. Sendo assim, o pioneirismo ficou ao seu cargo, que em 1976, com poucos recursos de efeitos especiais, realizou na Rede Globo a excelente novela “Saramandaia”, na qual para espanto do público, fatos bizarros ocorriam corriqueiramente na cidade de nome Bole-Bole. Casos como o de Zico Rosado (Castro Gonzaga), que quando menos era esperado, soltava formigas pelas narinas, assoando o nariz de forma a se livrar delas. Às vezes, apareciam no lenço que usava. Já Wilza Carla ficou marcada para sempre como a Dona Redonda, que de tanto comer acabou explodindo, derrubando portas e janelas ao redor, e deixando a população local em pânico. A cena da explosão foi até tosca, que como já disse não existia a viabilidade de se fazer algo mais elaborado. Porém, tornou-se uma das cenas da teledramaturgia mais lembradas até hoje por seu impacto. Vera Holtz será a nova intérprete, e pediu para que usasse enchimentos ao invés dos efeitos de computador que seriam utilizados para deixá-la obesa em excesso. Toda a explosão será entretanto computadorizada. Ary Fontoura era o Professor Aristóbulo, um homem acima de qualquer suspeita que em noites de lua cheia virava lobisomem. Sonia Braga, como Marcina, provocava incêndios onde tocava, assim como feria as pessoas ao fazer o mesmo. E Juca de Oliveira foi João Gibão, que possuía asas nas costas, e num determinado dia voou pela cidade. Atualmente, com a tecnologia avançada nos efeitos especiais que a emissora detém, o folhetim ganhará bastante neste campo em qualidade. O teledramaturgo Ricardo Linhares, responsável pelo “remake” é um expert no assunto. Este gênero passou a ser chamado de realismo fantástico. O escritor colombiano Gabriel García Márquez é um adepto do estilo, também denominado de “mágico”. Ricardo, junto com Aguinaldo Silva, deixaram bons exemplos em algumas novelas do elemento narrativo em pauta. Em “Roque Santeiro”, de Dias Gomes e Aguinaldo Silva, Ruy Rezende, o respeitado Professor Astromar Junqueira tinha como segredo o fato de se transformar em lobisomem quando a lua estava cheia. Em “Fera Ferida”, de Aguinaldo Silva, Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzsohn, Arlete Salles, como Margarida, inundou o quarto de sua casa ao chorar em demasia. Já em “Pedra sobre Pedra”, também de Aguinaldo Silva, Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzsohn, Osmar Prado, o Sérgio Cabeleira, mantinha forte ligação com a lua, a ponto de em certa noite ela se aproximar de modo impressionante da Terra. Não podemos nos esquecer que em 1973, Dias Gomes em “O Bem Amado” já dava sinais de sua influência ao fazer Milton Gonçalves (Zelão das Asas) voar a partir do alto de uma igreja sobre Sucupira. E, em “A Indomada”, de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, Selton Mello (Emanuel) cria asas e voa livremente. A vilã Altiva, interpretada por Eva Wilma, após sumir misteriosamente na frente dos habitantes de Greenville, surge no céu em forma de estranha fumaça prometendo a sua volta. Retornando a “Saramandaia”, desde já configura-se como uma boa atração para este ano, proporcionando aos que já lhe assistiram a oportunidade de rever uma história cheia de criatividade e aspectos inusitados, e aos que não, deleitarem-se com esta trama tão bem urdida pelo consagrado Dias Gomes.

  • Arraial da Providência “Roça in Rio” (2011)

    janeiro 17th, 2013

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    A palavra agora está com o padre.
    Foto: Paulo Ruch

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