
Vídeos em exposição no Fashion Rio que a todo o momento exibiam diferentes imagens.
Foto: Paulo Ruch

Vídeos em exposição no Fashion Rio que a todo o momento exibiam diferentes imagens.
Foto: Paulo Ruch

Luana Piovani em painel fotográfico exposto durante o Fashion Rio Primavera Verão 2011/2012, no Píer Mauá.
Foto: Paulo Ruch

Um “close-up” sobre cadeira que estava em exposição durante o Fashion Rio Primavera Verão 2011/2012, no Píer Mauá.
Foto: Paulo Ruch

Um outro ângulo sobre obra de arte exposta durante o Fashion Rio Primavera Verão 2011/2012, no Píer Mauá.
Foto: Paulo Ruch

Área na qual ficavam os restaurantes do Fashion Rio Primavera Verão 2011/2012, no Píer Mauá. Neste instante, o evento já tinha acabado.
Foto: Paulo Ruch

Um outro olhar sobre o guindaste localizado no Píer Mauá, durante o Fashion Rio Primavera Verão 2011/2012.
Foto: Paulo Ruch
Cauã Reymond recebeu a incumbência do autor de “Avenida Brasil”, João Emanuel Carneiro, de interpretar Jorginho, um personagem conflituoso, atormentado, cuja vida fora marcada por sobressaltos, perdas e adaptações. Quando era criança, e no lixão fora criado, sentiu-se acolhido por Lucinda (Vera Holtz), a quem, como as outras da sua idade, passou a chamar de mãe. Conheceu Rita (Mel Maia), e os dois nutriram um pelo outro amor que se estende até hoje. Só que de lá até os dias atuais muita coisa aconteceu. A relação de Lucinda e Jorginho, por exemplo, anda abalada, devido às omissões e subterfúgios da senhora em contar-lhe o que pergunta. Além disso, o rapaz sempre sofrera com crises de sonambulismo. E estas por conseguinte vêm lhe trazendo à mente imagens que remetem à sua origem, à casa na qual vivera com seus pais verdadeiros. Tudo lhe é bastante nebuloso, embaçado, pouco esclarecedor, o que aumenta a aflição do atleta. O reencontro com Nina/Rita (Débora Falabella), o posterior rompimento do namoro de ambos sem razões nada convincentes, o fato da moça continuar a trabalhar na casa de seus pais adotivos, e todas as armações engendradas pela namoradinha de infância, envolvendo inclusive Betânia (Bianca Comparato), só fizeram com que o jogador de futebol se convencesse de que deveria a todo custo ir em busca da verdade. A começar pela ciência de quem são seus pais biológicos. Com a ajuda de Débora (Nathalia Dill), a namorada, resolve vasculhar a tal casa onde supõe ter morado. Mãe Lucinda, a seu pedido, mostra-lhe um velho baú no qual estavam seus pertences quando no lixão fora deixado. Há um casaquinho que denota que não viera de uma família tão pobre assim, e uma pulseira com a inscrição Cristiano. Vem-lhe à tona mais uma lembrança: a existência de uma vizinha. Toma conhecimento de que seu nome é Neide, e de que ainda reside no mesmo lugar. Neide (Claudia Assunção) é uma cafetina, e ao conhecer Jorginho, confirma que havia um casal que morava próximo a ela há 20 anos, e que tinha um filho chamado Cristiano. Tudo começa a se encaixar. Em troca dos nomes dos pais, Neide extorque o jovem, exigindo-lhe R$5.000,00. Ele, persistente nos objetivos, procura Tufão (Murilo Benício), e na frente de Carminha (Adriana Esteves), revela seu propósito, e pede-lhe a quantia. Carmen Lucia demonstra desespero, pois percebe que a verdade está por um fio, e que tão breve o jogador do Divino terá elementos a mais para dizer: – Meu nome não é Jorginho.

Foto: Pedro Paulo Figueiredo/CZN
Gostei da presença da atriz e dubladora Helena Fernandes (que está no ar como a advogada Vera no seriado “O Dentista Mascarado”) na novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Sua interpretação foi “cool”, sóbria, sem excessos, elegante, na medida certa. Sem contar que Gilda era uma personagem agradável por vários motivos: uma ótima esposa e mãe; uma amiga sempre disposta a mostrar generosidade (isto pôde ser visto em certo momento numa cena com Clarice, papel defendido por Ana Beatriz Nogueira); demonstrou ser compreensiva com Eunice (Deborah Evelyn), que almejava pertencer a um meio social mais elevado; centrada, contemporizadora etc. Mas Gilda era uma mulher normal. Sentia ciúme do marido como qualquer outra quando via algum tipo de insinuação. Isto se deu quando Natalie (Deborah Secco) se aproximou de Oscar (Luigi Baricelli). Fora firme como era de se esperar. Houve ainda uma situação interessante em que tivera que se “segurar” para não envergonhar o filho Serginho (Vitor Novello) quando este se viu ameaçado pelos colegas de futebol ao perder um pênalti. Sendo assim, discorramos um pouco acerca de sua carreira. A estreia na televisão aconteceu de forma tímida em um folhetim de Carlos Lombardi, “Quatro por Quatro”. Só em “Quem é Você?”, de Ivani Ribeiro e Solange Castro Neves, escrita por Lauro César Muniz, que Helena obteve maior destaque. Destaque que a levara para a produção infantil “Caça Talentos”, na qual interpretara a vilã Silvana. Todavia, o reconhecimento enorme junto ao público para a atriz decorrera com a participação no seriado “A Diarista”, que era para ser curta, e se tornou fixa, face ao sucesso. Desdobrou-se em tipos diferentes em “Malhação”. Integrara o elenco de um sem número de seriados, como “Faça a Sua História” e “Separação?!”. E telenovelas como “Força de um Desejo”, “Roda da Vida”, “Kubanacan”, “Canavial de Paixões”, e “Beleza Pura”. No cinema, atuara em “Se Eu Fosse Você”, de Daniel Filho, e “À Deriva”, de Heitor Dhalia. E como dubladora, emprestara a voz a “Os Incríveis” e “Alice no País das Maravilhas”. Para concluir este texto, devo confessar que quando alguém diz “Gilda”, penso logo em Rita Hayworth em seu memorável filme. Entretanto se for por volta das 21h, penso em Helena Fernandes.
Obs: A atriz Helena Fernandes atualmente está no ar na novela “Malhação”, exibida na Rede Globo, como a professora de dança do espaço de Artes “Ribalta” Lucrécia.
A personagem de Helena, que é mãe de Jade (Anaju Dorigon), após uma consulta médica, recebe a notícia de que possa ter um nódulo no seio. A professora é aconselhada a fazer um autoexame, e a cena foi mostrada com todos os procedimentos, sem cortes, tornando-se um dos momentos mais emocionantes e esclarecedores da produção juvenil.
A repercussão foi grande, agradando ao público e à crítica.