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Blog do Paulo Ruch

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    agosto 16th, 2014

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    Foto: Paulo Ruch

    O restaurante Zazá Bistrô usou o nome “Zazá em Casa” (as letras eram formadas por talheres), ao ocupar a principal área gastronômica do Fashion Rio, em sua edição Verão 2014/2015. O décor consistia em enfeites estilizados que remetiam a gaiolas com pássaros e árvores, além de um cortinado florido e flores artificiais espalhadas na parede de madeira.

    Agradecimento: Coca-Cola Jeans

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    agosto 16th, 2014

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    Foto: Paulo Ruch

    O Zazá Bistrô, restaurante badalado do Rio de Janeiro, que ocupou a mais importante área gastronômica do Fashion Rio Verão 2014/2015, usou na sua decoração quadros negros emoldurados com flores coloridas nos quais se liam frases de celebridades ou de autores desconhecidos, como esta da imagem.

    Agradecimento: Coca-Cola Jeans

  • ” Na vida tudo é uma questão de jeito.” (Griselda)

    agosto 16th, 2014

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    Foto: Divulgação/TV Globo

    Esportes, praia e beleza. A observar, um quiosque. Cano estoura. Água jorra. Alguém tem que consertá-lo. E este alguém é Griselda (Lilia Cabral), na nova novela das 21h da Rede Globo, “Fina Estampa”, de Aguinaldo Silva. O “marido de aluguel” ou Pereirão, como é chamada, é mulher bonita que se esconde sob uniforme de trabalho: boné, macacão e sapatos maltratados pelo tempo. O homem com quem se casou, Pereirinha (José Mayer), que está em retrato, fez algo de que não gostou. Um de seus filhos, José Antenor (Caio Castro) é rapaz alimentado por ambição, mentira e ingratidão. Não revela ao mundo o próprio mundo. Namora moça rica, Patrícia (Adriana Birolli), que demonstrou valor. A mãe dela, Teresa Cristina (Christiane Torloni), esbarra na futilidade, no preconceito, no capricho e na autoridade. Não respeita o próximo. Mantém com Crô (Marcelo Serrado), o infiel escudeiro, relação de vassalagem. René (Dalton Vigh), o marido, diz que faz tudo pela esposa. O carro que conduz envolto com “importante” laço “pink” que será o presente de aniversário da filha tem o pneu furado. Griselda, que antes havia mostrado forte personalidade ao exigir o pagamento pelo suor derramado em conserto de cano estourado, oferece ajuda. E num instante relevante, tira o boné, solta os cabelos, e prova que poderá ser de fina estampa. René impressiona-se. A segunda impressão é a que fica? Vimos também que indignada por ofensa de filho que quer ser doutor, e que dela se envergonha, irá com ele se entender. Ou se desentender. Já Maria Amália (Sophie Charlotte), a irmã, vendedora de cosméticos, cumprimenta sempre com olhos tenros Rafael (Marco Pigossi), gerente de oficina e loja de motos e automóveis. Na casa de Amália, reencontram-se por acaso. Os olhares agora dão vez às palavras. Há ainda taxista de nome Vilma (Arlete Salles). Taxista que estende mão amiga mesmo quando o cansaço lhe recomenda o “não”. E um casal, Paulo (Dan Stulbach) e Esther (Julia Lemmertz), que parece feliz. Ambos promovem desfile de moda. Ele exibe fidelidade que para alguns pode estar fora de moda. O capítulo ruma para o fim, e a festa organizada por Teresa para a filha que pouco se importou com o presente adornado com laço cor-de-rosa e tons de graxa, está para começar. Só que não há luz no “palco iluminado” no qual vive Teresa Cristina. Cartão do “marido de aluguel” pego por Crô com outras intenções salva a pátria. Pereirão entra em ação. Para surpresa de René. E desconfiança de Teresa. Griselda se vê diante de emaranhado de fios. E problema. Um grande problema devidamente a nós apresentado: José Antenor. Provável que religará a luz. E um dia, quem sabe, dará um jeito no filho. Afinal, para Griselda, na vida tudo é uma questão de jeito.

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    agosto 10th, 2014

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    Foto sobre a foto de Murillo Meirelles: Paulo Ruch

    Um modelo com traços fortes, olhar penetrante, cabelos trançados, vestindo um casaco jeans com gola larga, no meio de folhagens, foi a figura central desta foto tirada por Murillo Meirelles para a exposição “Na Floresta”, com direção de arte de Alex Wink, que podia ser admirada por todos que foram ao Fashion Rio, em sua edição Verão 2014/2015.

    Agradecimento: Coca-Cola Jeans

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    agosto 10th, 2014

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    Foto sobre a foto de Murillo Meirelles: Paulo Ruch

    Uma das fotos que integravam a linda exposição de Murillo Meirelles, “Na Floresta”, com direção de arte de Alex Wink, organizada no Fashion Rio Verão 2014/2015, exibia um modelo vestindo uma jaqueta jeans, e que chamava a atenção por seus aloirados “dreads” e apliques platinados.

    Agradecimento: Coca-Cola Jeans

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    agosto 10th, 2014

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    Foto: Paulo Ruch

    Dentre os muitos produtos à venda no restaurante Zazá Bistrô, que ocupou a mais importante área gastronômica do Fashion Rio, em sua edição Verão 2014/2015, estavam os polvilhos e as chips, ambos contidos na mesma embalagem caprichada.

    Agradecimento: Coca-Cola Jeans

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    agosto 10th, 2014

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    Foto: Paulo Ruch

    O restaurante Zazá Bistrô oferecia, no Fashion Rio Verão 2014/2015, aos seus clientes uma significativa variedade de doces, como os brigadeiros de limão e os “grana padano” (típico queijo italiano), dispostos com capricho sobre charmosas travessas.

    Agradecimento: Coca-Cola Jeans

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    agosto 10th, 2014

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    Foto: Paulo Ruch

    O Zazá Bistrô, famoso restaurante do Rio de Janeiro, ficou responsável pela principal área gastronômica do Fashion Rio, em sua edição Verão 2014/2015.
    A decoração ao fundo se baseava em uma parede formada por ripas de madeira, na qual foram postas molduras estilizadas e multicoloridas de gaiolas e seus pássaros, além de arranjos de flores, quadros negros com citações de celebridades (como a da estilista francesa Coco Chanel, que pode ser vista na imagem) e um cortinado florido superior.

    Agradecimento: Coca-Cola Jeans

  • “Márcio Hayalla: um trompetista no metrô.”

    agosto 10th, 2014

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    Foto: João Miguel Júnior/TV Globo

    Um jovem de cabelos encaracolados castanhos que contrastam com olhos azuis, e barba rala clara. Um jovem milionário de jeans surrado com pensamentos franciscanos. Pensamentos franciscanos conflitantes com pensamentos paternais nada franciscanos. Este é Márcio, personagem de Thiago Fragoso, que gostava de tocar seu trompete dourado no metrô, nas ruas, sem destino, no “remake” de “O Astro”, de Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro, adaptado da obra de Janete Clair. E o som do trompete dourado em certo momento despertou e encantou moça simples e bela de lábios carnudos chamada Lili (Alinne Moraes). O autor do som também a despertou e a encantou. Um encontro no metrô. Já em festa suntuosa, após não mais suportar o embate implacável que mantinha com o pai, Salomão Hayalla (Daniel Filho), mostra-se aos presentes que presente está nu e cru. Sai de casa, e vaga errante pelas calçadas da cidade. O dourado trompete é roubado. Não há música. O músico está com fome. Herculano Quintanilha (Rodrigo Lombardi), o senhor das mágicas e seduções, surge, e lhe dá o que comer, além de um teto. Constrói-se uma amizade. O homem do turbante e da pedra ametista cumpre papel de conselheiro. E no meio do caminho existe não uma pedra, e sim Jôse (Fernanda Rodrigues), dócil e bonita fotógrafa que para ela a imagem perfeita é a de Márcio, que será pai de seu filho, gerado tendo a noite por testemunha. Lili, a do metrô, que já deixou o perfume que usa em salão de beleza e supermercado, e que agora o deixa em assento de táxi, envolveu-se com o poderoso Salomão. Uma rede se forma, sem que pudesse ter se formado, já que Lili e Márcio se uniram. O poderoso os flagra. E tomado de ódio fica. Assim, o patriarca tirano enfrenta tudo e todos. Sente-se traído. Em outra festa na mansão que possui, um algoz resolveu deixá-lo sem defesas. E “o terror das gôndolas voa sem asas ao lado de botão criminoso rumo ao jardim”. O filho com quem sempre brigara é o único a chorar o pranto honesto, segurando as mãos e a cabeça lânguida do pai vitimado. Os abutres irmãos de Salomão se alvoroçam com sanha no desejo de ocupar o poder vazio. Com o apoio da mãe Clô (Regina Duarte) e Herculano, Márcio assume a presidência do Grupo Hayalla. Os abutres grasnam. O rapaz parece se fortalecer em meio aos conluios espúrios dos tios. Chega a gritar com Clô como o próprio pai costumava fazer. Tem visões esclarecedoras com a imagem de seu ascendente. A fortaleza por vezes se soma a um cansaço que a maioria dos bravos por direito sentem. Até que ponto conseguirá Márcio esconder dos abutres o lixo que os alimenta? Enquanto isso, bem que Márcio Hayalla poderia pegar o seu trompete dourado, ir até ao metrô, e tocar não para seduzir uma Lili, mas para sentir o gosto da felicidade que outrora sentia.

  • ” ‘Os Embalos de Sábado à Noite’ continuam com ‘Boogie Oogie’. “

    agosto 5th, 2014

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    Divulgação/TV Globo

    Rio, 1978. Com a cidade e o ano devidamente datilografados por dedos quaisquer em máquina de escrever já sabemos onde se passará a história da nova novela das 18h da Rede Globo, escrita por Rui Vilhena, em sua estreia como autor titular, “Boogie Oogie”. A reprise de “Dancin’ Days”, de Gilberto Braga (uma confessa referência de Rui) no Canal Viva e a exibição de uma obra ambientada na mesma época poderá, voluntária ou involuntariamente causar uma onda de saudável “revival” dos feéricos anos 70. A verdade é que, para quem viveu na “Era Disco”, nunca deixou de ter em seu imaginário os marcantes costumes, roupas e músicas que influenciaram toda uma geração, e que reverberam até hoje. Isto a despeito de termos testemunhado as arbitrariedades de uma ditatura militar. A trama dirigida por Ricardo Waddington e Gustavo Fernandez (a direção de núcleo é de Ricardo Waddington) em seu primeiro capítulo, que foi ao ar ontem cercado de expectativas, utilizou-se da infalível ferramenta narrativa do “flashback” para alinhavar o enredo, e fazer com que o público se familiarizasse de modo mais imediato com os personagens e entendesse os seus conflitos. Sobre a sempre exuberante paisagem do Rio de Janeiro (com boas tomadas aéreas) sobrevoa o avião “Esperança” pilotado por Rafael (Marco Pigossi ostentando uma barba que lhe confere maturidade no rosto jovem que possui). Ao voar sobre portentosa mansão, arremessa pelos ares centenas de pedaços de papel com a seguinte mensagem: “Quer casar comigo?”. A destinatária em questão, e dona da casa, é a empresária Vitória (Bianca Bin com cabelos repicados e aloirados). Ela sorri e chora ao ler o que estava escrito. Concomitante a essa situação, um noivo ansioso para chegar à igreja, Alex (Fernando Belo) se vê em “maus lençóis” ao pegar um táxi que enguiça no meio do caminho. A noiva Sandra (Isis Valverde) se encontra no local da cerimônia dentro de um carro e é avisada pela preocupada mãe Beatriz (Heloísa Périssé) de que o seu futuro cônjuge ainda não havia aparecido, para a estupefação de seu pai, o severo e disciplinador Elísio (Daniel Dantas), que comanda a família como se no quartel estivesse (é importante que haja um militar no folhetim, haja vista o período político retratado). Ao mesmo tempo, o avião “Esperança” começa a apresentar problemas de voo para o desespero de Rafa. O aeroplano perde altura e se choca violentamente contra o viaduto no qual se encontram Alex e o motorista que não fez vistoria em seu automóvel (a locação é a antiga Perimetral, demolida para a revitalização da região portuária do Rio de Janeiro). Alex procura socorrer o piloto, que está desfalecido e encharcado de sangue. O avião tomba, e o rapaz solidário fica preso às ferragens (a esta altura Rafael já havia sido retirado da cabine). Um vazamento provoca chamas que flamejam, e uma explosão é iminente. Em meio à fumaça e fogo, os sonhos de Alex acabaram e Rafael cai, sem consciência, sobre o concreto da via (nesta hora, percebemos o quanto a Rede Globo adquiriu “know-how” para realizar cenas de ação e explosão que não ficaram nada a dever aos similares americanos; mérito tanto dos diretores quanto dos responsáveis pelos efeitos visuais Antonio Cid e Cristiana Queiroga). Os mesmos dedos que no início datilografaram “Rio, 1978” agora datilografam “No dia anterior…”. Somos então apresentados a alguns personagens e seus respectivos núcleos, e aos acontecimentos relevantes que antecederam ao fatídico acidente. Sandra, a romântica enfermeira, tem dois irmãos: o vidrado em futebol Otávio (José Victor Pires), afinal estamos em plena Copa do Mundo e o Brasil por enquanto vai bem, até a Argentina ser classificada para a final, e vencer!; e a invejosa e cheia de veneno infantil patinadora “indoor” (em casa, na verdade) Claudia (Giovanna Rispoli), que não procura esconder a raiva que sente da irmã mais velha. Ao som de pérolas musicais que incluem Barry White, Lionel Richie, Elton John, Gal Costa e outros (excelentes produção musical de Eduardo Queiroz e direção musical de Mariozinho Rocha), conhecemos também os pais de Vitória: o bonachão empresário, dono da “Vip Turismo” Fernando (Marco Ricca), a sua mãe enervada Carlota (Giulia Gam com melenas longas e loiras) e seu irmão “emprestado”, o descolado Beto (Rodrigo Simas com novo corte de cabelo para se adequar ao universo setentista). Vitória é dona de uma bem-sucedida loja que está completando um ano de sucesso de vendas. E o feito será comemorado na boate “Boogie Oogie” (uma concorrente da “Frenetic Dancin’ Days”?). O evento é organizado pela promoter Leonor (Rita Elmor), uma endinheirada que ajudou a criar e pagar os estudos de Tadeu (Fabrício Boliveira), que se formou em Direito e pretende seguir a Diplomacia. Tadeu divide apartamento com a aeromoça Inês (Deborah Secco). Inês recebe a inesperada visita de Suzana (Alessandra Negrini), ex-amante de Fernando, ainda apaixonada por ele, e que após ser trocada por Carlota, que acabara de dar à luz a Vitória, viaja para Manhatann. Está disposta a procurá-lo e reatar o romance, porém depois de descobrir que o empresário mantém um caso extraconjugal (a amante é personificada por Letícia Spiller), decide colocar em prática seu plano de vingança: a revelação de que trocou os bebês na maternidade, ou seja, Vitória não é filha de Fernando e Carlota. Vimos outrossim que alguns personagens profetizaram que o casamento de Sandra e Alex não iria se realizar. Há um sério desentendimento entre Alex e seu irmão Pedro (José Loreto), para a aflição da mãe Augusta (Sandra Corveloni). O que decorrera é que Alex “roubara” de Pedro o seu “amor”, Sandra, quando o segundo servia como ordenança do pai da moça no quartel. Por sinal, por acaso, a enfermeira com seu vestido de noiva manchado de café encontra Rafa na rua, que acredita se tratar de uma obra do destino, e logo se apaixona por ela. O rapaz assim “pede um tempo” a Vitória, que se desanima de ir à festa. O piloto convive com o irmão Serginho (João Vithor Oliveira) e os tios Mário (Guilherme Fontes) e Cristina (Fabiula Nascimento), que lhe cobram não poucas vezes pelo fato de o terem criado, e por isso “exigem” que não rompa com a “filha” de Carlota. Mário é um corretor que tenta infrutiferamente vender imóveis na Barra da Tijuca, o “deserto tropical”. Rafael cede, e procura se reconciliar com Vitória (com o pedido de casamento feito em múltiplos pedaços de papel). Não podemos nos esquecer da presença de Betty Faria, como a extravagante Madalena, viúva e sogra de Carlota (que a condena de maneira constante), desejosa em aproveitar a vida como nunca a aproveitou. O autor nos transporta de volta para a cena em que Rafael está desacordado após o grave acidente. O enredo de Rui Vilhena busca notoriamente uma ideia de inovação na linguagem das telenovelas veiculadas na faixa das 18h, na qual estamos acostumados a acompanhar sinopses históricas, de época, fantasiosas (no bom sentido) e até contemporâneas, mas não no contexto proposto pelo teledramaturgo, que se fundamenta nos pilares de uma fase bastante lembrada por seus fortes signos e simbolismos. Rui acerta nos diálogos e desenho dos personagens. A novela apresenta um ritmo ágil, dinâmico, com contendas e dramas sólidos. Elementos como vingança, rivalidades, traição, paixão, romance e mentiras estão bem representados, e darão sustentação viável para o desenvolvimento do folhetim. Os atores estão afinados, firmes, seguros e naturais, embrenhados no panorama do final dos anos 70. A trilha sonora é um deleite para os nostálgicos. A abertura de Alexandre Pit Ribeiro, Renan Moraes e Flavio Mac é charmosa, colorida e dançante (a canção é do grupo KC & The Sunshine Band, “That’s The Way I Like It”, de 1974), com uma iluminação profusa em tonalidades azuis, rosas e lilases. Os figurinos de Marie Salles atendem com perfeição à exigência da fase onde o brilho e o exagero preponderavam. A caracterização de Alê Souza e Gilvete Santos é coerente, e segue com fidelidade o vestuário selecionado por Marie. A produção de arte de Nininha Medicis é caprichadíssima, não deixando escapar um detalhe sequer, seja no mobiliário ou nos objetos de cena, como os eletrodomésticos. A produção teve o luxo de contar com a colaboração da consagrada bailarina Dani Lima para efetuar as efusivas coreografias. Enfim, “Boogie Oogie” nos deixou a garantia de que teremos daqui para a frente uma novela em que não faltarão ganchos, emoção, romantismo e todos os demais ingredientes que conquistam de pronto o telespectador deste gênero televisivo. Sendo assim, abram os seus guarda-roupas, vistam-se a caráter, coloquem o LP na vitrola, pois os “os embalos de sábado à noite” continuam com “Boogie Oogie”.

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