
Qinho, uma das revelações da MPB, observa o seu público na feira de moda alternativa Babilônia Feira Hype, Jockey Club Brasileiro, Jardim Botânico, RJ.
Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: Babilônia Feira Hype
John Lennon disse na canção “God”: “o sonho acabou…”. O líder da defesa dos direitos civis dos negros americanos Martin Luther King numa ocasião para plateia de milhares de pessoas discursou: “Eu tenho um sonho…”. Para Eriberto Leão “o sonho não acabou”. Apenas começou. Um sonho que se imiscuiu aos sonhos de tantos outros sonhadores. O sonho de colocar na ribalta sagrada os ensinamentos e aprendizados não menos sagrados do representante de toda uma geração, Jim Morrison, o vocalista e cofundador da mítica banda The Doors. Não deveria ser uma reprodução biográfica, impessoal da conturbada vivência de um dos autores de “Light My Fire”. Fizeram-se prementes mãos conduzidas por engenho, criatividade e alta inteligência a fim de que fosse distribuída em letras, sílabas, palavras, frases e diálogos história real/fictícia que com mérito honrasse a eternizada mensagem de bonito e jovem homem que vivia da música, transformando-a em “arma” que remexesse conscientes e inconscientes coletivos e individuais. O dramaturgo Walter Daguerre (com quem Eriberto já trabalhou em “A Mecânica das Borboletas”) ofereceu-nos generosamente com seus dedos lépidos e inquietos trama escrita sem temeridades na qual houvesse aliança do real com o imaginário, e que aquela tocasse corações selvagens e plácidos. E, sim, de modo implacável, fomos tocados. A ponto de olhos secos se umedecerem. Configurou-se texto em que ser humano imerso em dilacerantes conflitos, João Mota/Mojo (Eriberto Leão), via em seu ídolo (Jim Morrison) o culpado e redentor de erros e acertos próprios. No jardim secreto das moradas silenciosas transgrediu a ausência de som confabulando em tons de cobrança e confessionais com o poeta cantante que se deparou com a “Percepção” após 27 anos de sua “Criação”. E no meio de conversa elucidativa, tensa, emocional, surge bela mulher, Pamela/Anima (Renata Guida), que o orienta, inquire, perscruta e desorienta a já desorientada cabeça perdida na bifurcação cruel das escolhas da existência. Nos espinhosos atalhos terrenos que com pés cansados e descalços deixamos rastros em chão passivo, poucas e únicas vezes nos deparamos com interpretação que foge ao significado literal do termo, subvertendo-o , desobedecendo-o, indo além do além, e Eriberto Leão sem compaixão com a literalidade, exerce ritual mediúnico, incorporador, assustadoramente verdadeiro ao personificar ou encarnar James Douglas Morrison. Somos reportados de maneira inapelável à segunda metade da década de 60, e nas nossas peles pelos se eriçam, respiramos em outra cadência, escutamos as catárticas músicas dos The Doors entoadas por voz ensaiada, cuidada, “lustrada” pelo maior dos preparadores vocais: Deus. Eriberto não apenas canta. Eriberto “clama”, “declama”, “exclama”, “chama” canções em meticulosos e pungentes acordes na sua gravidade e comoventes na sua suavidade. Em país distante das terras onde Sartre nos bistrôs pensou “O Ser e o Nada”, existe ator com missão, dentre muitas, de compartilhar estado de êxtase que estremecesse os alicerces da solidária Arte. Eriberto Leão não somente cumpre o seu ofício, como “descumpre” os limites que nos foram impostos. Graças a Deus! Após “JIM”, tudo lhe será diferente. Como para mim está sendo. A atriz Renata Guida como Pamela/Anima ilustra com firmeza, segurança, disciplina, eloquência e credibilidade agradavelmente “incômodas”, colocando mais diamantes no “céu de Lucy”. O diretor (ou seria um maestro?) Paulo de Moraes, acostumado ao prestígio que o acompanha, repetiu parceria com Leão, e por meio de sua “batuta” fez pó dourado virar ouro mais do que dourado. Orquestrou espetáculo que nos vicia, que da realidade nos dissocia. Deu-nos bilhete único para bem-vindas viagens tormentosas e turbulentas, com escalas em vários e desconhecidos planos que nos separam da Inteligência, da Sabedoria, da Percepção e do Impalpável. Uma lua de mel com o Mistério. A bela direção musical de Ricco Vianna muniu-se dos talentos dos músicos José Luiz Zambianchi (teclados), Felipe Barão (guitarra) e Eduardo Rorato (bateria), que ao vivo nos tornaram mais vivos e capazes de “acendermos nós mesmos os nossos fogos”. As principais concepções melódicas do grupo californiano cujo vocalista se inspirou em Nietzsche, William Blake, Rimbaud e Aldous Huxley foram com cautela e logística emotiva “espalhadas” com jeito sábio e sedutor na encenação. O cenário de Paulo de Moraes provou que o conciso pode ser expansivo, de que o suposto “pouco” na verdade é “muito”. Exorbitantemente “muito”. Gloriosamente “muito”. Um piano inclinado maltratado pela chibata do tempo, com inscrição de curto ciclo de permanência de astro na Terra, encimado por microfone calado, chateado, triste. Além de tantos outros microfones marcando os seus territórios que lhes são de direito no palco. Um girassol indica a presença do Sol, da esperança, da luz cálida em meio a frias elucubrações. Os figurinos de Rita Murtinho reverenciam a fidelidade, dizem “sim” à verdade, e parecem ter buscado em armário qualquer de Jim sua calça justa de couro, sua blusa de botões semiaberta, seu cinturão e botas que auxiliam o artista a usar o corpo de forma elegante, com movimentos sinuosos, cambaleantes, dançantes, contorcidos, bonitos e doídos. O casaco de couro e a saia vistosa e longa de Pamela/Anima nos lembram de que longa pode ser a visão da vida. Vida vistosa e longa. A luz de Maneco Quinderé cumpre potente função de nos deixar reféns da maravilha, da odisseia das cores, do périplo da luminosidade rumo à efeméride, à contemplação, ao ritualístico, ao enlevo, à meditação e à perturbação. Uma explosão luminosa. Um “Big Bang” no tablado. Privilegiados foram os nossos sensores óticos e demais outros. Jim cantou “The End”. Sim, pode ser o fim. O fim que dá início a começo e recomeço. Fim de emoções vãs e obscuridade cognitiva. Nascimento da clarividência. Tudo agora está tão claro, mesmo que as luzes tenham se apagado. Encaminhamo-nos para a porta. Ela se abre. É “A Porta da Percepção”. Obrigado, Jim! Obrigado, Aldous! Esperem, tenho que agradecer ao Eriberto, ao Walter, ao Paulo e a Renata antes de voltar para a minha casa, o meu “Palácio da Sabedoria”. Deixem-me que pense assim. Um “palácio” meu, seu, nosso, cujas portas estarão sempre abertas para os desejosos do Saber.

Um dos momentos mais aguardados do desfile da Alessa ocorre quando justamente a própria estilista Alessa Migani agradece os aplausos dos convidados.
Alessa dançou, fez reverências e gestos com pujante significância corporal na passarela de uma das salas do Fashion Rio Verão 13/14, Marina da Glória.
Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: Alessa

A atriz Michelle Batista no Fashion Rio Verão 13/14, Marina da Glória.
Michelle é natural do Rio de Janeiro, e é irmã gêmea da também atriz Giselle Batista.
Tanto Michelle quanto Giselle foram descobertas pelo dramaturgo e diretor João Falcão para fazer parte do musical “Clandestinos”, que tinha como enredo a difícil trajetória de aspirantes a ator; a seleção foi rigorosíssima, e somente 14 foram escolhidos dentre 400 iniciais; um dos pré-requisitos para a aprovação deveria ser a habilidade extra em algo que não fosse somente a interpretação, como cantar, tocar algum instrumento etc.; o diretor de núcleo da Rede Globo Guel Arraes gostou tanto do projeto que o transformou em minissérie com oito episódios, “Clandestinos – O Sonho Começou”.
Porém, sua estreia na TV ocorreu na 14ª temporada de “Malhação”, como Clarissa.
Dois anos depois, foi para o canal pago, atuando na série do Multishow “Os Buchas”.
Esteve também nos seriados “Aline” e “Louco por Elas”.
No ano passado a vimos como a personagem Pilar (Lilia Cabral) quando moça no “remake” de “Saramandaia”, escrito por Ricardo Linhares.
Tão jovem, já tem considerável experiência no cinema, como nos filmes “Podecrer!”, “High School Musical: O Desafio”, “Dores e Amores”, “A Suprema Felicidade” e “A Inevitável História de Letícia Diniz”.
Michelle Batista é uma das três protagonistas, ao lado de Juliana Schalch e Rafaela Mandelli, na série que estreou no último domingo, “O Negócio” (que está em sua segunda temporada), com direção de Michel Thikomiroff, na HBO.
A personagem de Michelle se chama Magali, e faz parte do mundo da prostituição de luxo abordado pela produção.
Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: Alessa

O cantor, compositor e guitarrista carioca Qinho após o seu show na Babilônia Feira Hype, Jockey Club Brasileiro, Jardim Botânico, RJ.
Qinho, na verdade, Marcos Coutinho formou-se em Jornalismo pela PUC-RJ.
De 2004 a 2009, integrou a banda Vulgo Qinho & Os Cara (lançou disco homônimo).
Iniciou carreira solo, apresentando a seguir o CD “Canduras” pela Bolacha Discos.
Uma de suas canções, “Maravilhosa Beijoca”, foi remixada pelo DJ alemão Ian Pooley.
É membro também do conjunto Cia. Velha e do coletivo Irmãos Brutos.
Criou e organizou edições do evento cultural “Dia da Rua”, em que determinada rua do Rio de Janeiro era escolhida para a apresentação simultânea de grupos de música.
Gravou nos Estados Unidos com o rapper O’Neal McKnight para o programa “Noble Exchanges”.
Realizou ensaio fotográfico para a Revista TPM.
Já produziu, montou e tocou ao vivo a trilha sonora de um desfile da Totem no Fashion Rio.
Participou do prestigiado festival Back2Black.
Seu segundo álbum chama-se “O Tempo Soa”.
Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: Babilônia Feira Hype

A atriz, modelo, apresentadora e dubladora Priscila Fantin se preparando para uma entrevista na Babilônia Feira Hype, Jockey Club Brasileiro, Jardim Botânico, RJ.
Priscila é soteropolitana.
Estreou na Rede Globo pelas mãos do diretor de núcleo Ricardo Waddington para protagonizar “Malhação”, que acabara de mudar sua temática, deixando de ter como local da história uma academia de ginástica para dar lugar a uma escola chamada “Múltipla Escolha”.
O primeiro papel principal ocorreu em “Esperança”, de Benedito Ruy Barbosa, após participação em “Filhas da Mãe”, de Silvio de Abreu.
Continuou a parceria com Walcyr Carrasco (que se iniciara em “Esperança”, da qual foi colaborador) em três novelas: “Chocolate com Pimenta” (Olga, como vilã), “Alma Gêmea” e “Sete Pecados”.
Passou temporada no GNT como apresentadora do programa de viagens “Oi, Mundo Afora”.
Fez a minissérie “Mad Maria”, de Benedito Ruy Barbosa.
No cinema, atuou como intérprete no longa de Paulo Thiago, “Orquestra dos Meninos”, e no curta “Rio, Eu te Amo”, de José Padilha. Já como dubladora, na animação “Carros”, de John Lasseter e no filme de Tim Burton “Alice no País das Maravilhas”.
Na ribalta, esteve nas peças “A Marca do Zorro” (baseada na famosa lenda) e “Vergonha dos Pés”, de Fernanda Young.
Em 2012, ao lado de Herson Capri, e sob a direção de Daniel Filho e Susana Garcia, retornou aos palcos com o espetáculo, uma comédia dramática de Theodor Holman, “A Entrevista”.
No ano de 2014, Priscila Fantin fez a 21ª temporada de “Malhação”, na TV Globo, e um dos episódios de “As Canalhas”, no GNT, como Julia; e integra o elenco do longa-metragem de Luis Antonio Pereira, “Jogo de Xadrez”.
Está em cartaz com a produção teatral de David Hirson, “A Besta”, com a direção de Alexandre Reinecke, com Hugo Possolo, Celso Frateschi, Iara Jamra e Ary França, em São Paulo.
Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: Babilônia Feira Hype

E começa o desfile da grife feminina Alessa, com destaque para a linda iluminação baseada em refletores vermelhos e brancos que desenharam losangos na passarela, no Fashion Rio Verão 13/14, Marina da Glória, cujo tema fora a “Savana”.
A trilha sonora foi selecionada com canções de Caetano Veloso.
Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: Alessa