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Blog do Paulo Ruch

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    abril 7th, 2013

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    Capa do LP de Rosinha de Valença lançado em 1963 pela gravadora ELENCO reproduzida na exposição dedicada à bossa nova no Fashion Rio Outono Inverno 2012, no Píer Mauá.

    Curadoria: Charles Gavin

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • “Flávia Alessandra é Érica, mulher solteira que procura a… felicidade.”

    abril 5th, 2013

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    Foto: Gustavo Zylberstajn para a Revista Estilo
    Tratamento de imagem: RG Imagem

    Uma pergunta recorrente que se faz ao se assistir às cenas de Érica, a personagem de Flávia Alessandra em “Salve Jorge”, de Gloria Perez: uma mulher bonita, bem-sucedida na profissão (tenente médica veterinária no Regimento no qual trabalha), amiga, sensível, romântica, inteligente pode estar sozinha, sem amor? Resposta difícil à pergunta difícil. Até então, não podemos responder. A sua desdita talvez esteja no fato de continuar apaixonada pelo capitão Théo (Rodrigo Lombardi), o que faz com que, querendo ou não, feche-se para um novo relacionamento afetivo. Porém, quem somos nós para julgarmos Érica? Mandamos em nossos corações? Será que não teríamos as mesmas atitudes dela? Passaríamos por cima de nossos orgulho e autoestima somente para estarmos ao lado de quem amamos? Não estamos aqui para julgarmos ninguém. Somos todos “réus” do amor. Culpados por amar. Se formos correspondidos, a sentença final será a absolvição de não mais sofrer. Entre muitas idas e vindas, encontros e desencontros, términos e recomeços do romance com Théo, como estará o seu sofrido coração? Como deve ser para uma mulher enxergar no homem que ama os pensamentos em outra mulher? Théo também não tem culpa. É mais um “réu”, culpado por amar… Morena (Nanda Costa). Morena que sofre pela ausência do corpo do capitão encostado no seu. Este triângulo amoroso subverte as rígidas linhas da Geometria. Por quê? Porque trata-se da “geometria” humana. E em paralelo, há pessoas que dependem das decisões certas ou erradas dos três “réus” envolvidos: o filho Júnior (Luiz Felipe Mello), Lucimar (Dira Paes), Áurea (Suzana Faini) e as crianças que estão para nascer. Érica, em meio à avalanche de decepções de que fora vítima, até tentou “engatar” uma relação com Celso (Caco Ciocler). Não deu. Celso também é um “réu”, culpado por amar Antonia (Letícia Spiller). Deixou-se levar pela malícia do tenente Élcio (Murilo Rosa) pretendendo quem sabe uma “vingança”. Não deu certo. Agora, está pronta para casar-se com o capitão. Juntarão suas insígnias. Áurea faz campanha involuntária contra as mães dos filhos que enamorados estão. Áurea não representa a maioria das sogras. Há mães que sogras são maravilhosas. Contudo quem não irá perdoar os lindos olhos verdes de Áurea? Théo está imerso em abismo escuro onde estão pensamentos perturbadores chefiados por uma algoz chamada “indecisão”. Como sabe-se como novelas terminam, Théo acabará com Morena. Espera aí? E Érica? Iria-se contra as Leis da Natureza deixá-la só e triste. A felicidade baterá à sua porta, como nos filmes de Frank Capra. O amor está no ar. Não num balão da Capadócia. Bem próximo. A porta está muda. Três toques. Abre-se a porta, e com ela vem embrulhado o amor. Flávia já nos é bastante conhecida pelas novelas que fez. Vencedora de concurso no “Domingão do Faustão”, estreou em obra de Antonio Calmon, “Top Model”. Na faixa nobre da Rede Globo, com indomável talento, escalada foi para “A Indomada”, de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares. Para o nosso bem-querer, em seguida rumou para “Meu Bem Querer”, como a vilã Lívia. O ano de 2001 foi-lhe importante pois deram-lhe a protagonista Lívia desembarcando no “Porto dos Milagres”. Um vampiro tentou dar-lhe um beijo em “O Beijo do Vampiro”. O beijo em Lívia, a personagem principal. Três “Lívias” na vida de Flávia. As maldades pulularam da alma de Cristina (personagem que lhe valeu bastante elogios e vultosa repercussão), em “Alma Gêmea”, de Walcyr Carrasco. A “pole dance” teve um “upgrade” quando Flávia Alessandra mostrou-nos toda a sua disciplina como atriz ao exibir a habilidade corporal em “Duas Caras”. Nunca havíamos visto na TV “Caras & Bocas” tão cheias de charme como a de Flávia em horário das 19h. Fomos assoprados, não mordidos, com a boa dupla interpretação da artista em “Morde & Assopra”. E um dos sopros fora robótico. Outras produções teledramatúrgicas valorizaram seu currículo, incluindo folhetins, seriados, minissérie e especial. Em “Ti-Ti-Ti” “personificou” Flávia Alessandra. Nas salas escuras dos cinemas, a tela grande iluminou-se com a presença desta intérprete em longas como “No Meio da Rua”, “Selvagem” e o “blockbuster” “De Pernas pro Ar”, dentre outros. Ganhou vários prêmios “Contigo!” em diversas categorias. Ficamos por aqui. Esperando a felicidade bater à porta de Érica. Pensei num jovem advogado que exerce seu ofício no escritório de Stenio (Alexandre Nero). Formariam belo casal. Quem sabe a sua mão não dá os três toques que mencionei nos meandros deste texto?

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    abril 5th, 2013

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    Reprodução da capa do LP de Nara Leão lançado pela gravadora ELENCO em 1964, que ficou exposta na área dedicada a homenagear a bossa nova no Fashion Rio Outono Inverno 2012, realizado no Píer Mauá.

    Curadoria: Charles Gavin

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    abril 5th, 2013

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    O maestro, cantor e compositor Tom Jobim em reprodução de capa de um LP seu lançado pela gravadora ELENCO em 1964, em exposição no Fashion Rio Outono Inverno 2012, que aconteceu no Píer Mauá.

    Curadoria: Charles Gavin

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    abril 5th, 2013

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    Depoimento do músico Charles Gavin, responsável pela curadoria da mostra dedicada à bossa nova, que ficou em exposição enquanto ocorria o Fashion Rio Outono Inverno 2012, no Píer Mauá.

    Arte: Felipe Taborda

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    abril 5th, 2013

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    Grande painel estendido na entrada da mostra dedicada à bossa nova com seu respectivo slogan, “Essa Bossa é Nossa”, que teve a curadoria do músico Charles Gavin, no Fashion Rio Outono Inverno 2012, realizado no Píer Mauá.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • “O que Pelé, Ronaldo Fenômeno, Narcisa Tamborindeguy (‘Ai, que loucura!) e eu temos em comum? Todos fizemos um filme inglês juntos.”

    abril 3rd, 2013

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    Foto/Divulgação

    As filmagens coordenadas pelo diretor irlandês Steve Barron (que tem no currículo longas-metragens como “The Adventures of Pinocchio”, em que estão Martin Landau e Geneviève Bujold; “Coneheads”, com Dan Aykroyd, Adam Sandler e Ellen Degeneres; “Teenage Mutant Ninja Turtles”, com Elias Koteas (“As Tartarugas Ninja”); e clipes de Michael Jackson (“Billie Jean”), A-ha (“Take On Me”), e Dire Straits (“Money for Nothing”) foram realizadas em um dos mais míticos e representativos hotéis cinco estrelas do Rio de Janeiro, local onde já se hospedaram celebridades, reis e chefes de Estado. Hotel que ostenta suntuosa arquitetura neoclássica. Uma já não mais amiga me indicou para uma agência de elenco, pois precisavam de um ator com o meu “physique du rôle”. Ora, nunca havia pensado em trabalhar num filme inglês. O Reino Unido, do qual a Inglaterra é integrante nos deu exímios cineastas como Alfred Hitchcock, David Lean, Danny Boyle, John Boorman, Ken Loach e Jim Sheridan. Então, estar em produção britânica me era honra não discutível. No raiar do dia, fui um dos primeiros a lá chegar. Hotel vazio, ermo. Circulei estupefato por aqueles cômodos regados à luxo que tanta História guardavam. Hoje, o Hotel Glória será mais sofisticado, atinente aos tempos modernos, sem no entanto que se descaracterize sua imponente fachada. Após farto “breakfast” (sem chá, pois ainda não eram 17h), deram-me elegante figurino de garçom. Todo em “bordeaux”. Se me decepcionei com o papel? De modo algum. Considero servir a alguém um dos mais nobres ofícios a que tive notícia. E o curioso é que nos meus inocentes dezesseis anos fui balconista de lanchonete. Sem uniforme “bordeaux”. No estabelecimento, não só vendia salgadinhos, refrigerantes e chopes, mas “pegava no pesado”. Empunhava uma vassoura, lavava pilhas de pratos, e demovia a sujeira dos mal-educados e não adeptos da higiene. Devem-se se perguntar? – Momento infeliz de sua vida? Respondo: – Claro que não! Uma das melhores fases da minha existência, em que pude crescer e me divertir. Ganhei dinheiro? Qual nada! O que recebi fora tão pouco que o banco encerrou a minha conta pela falta do vil metal. Desculpem-me por ter fugido do assunto vigente. Um desabafo apenas. Voltemos ao filme. Chama-se “Mike Basset: England Manager”. No seu “cast”, um dos mais aclamados comediantes da nação da Família Real: Ricky Tomlinson. Os demais atores exalavam empáfia. Quanto ao figurino que me foi dado, poderia servir até de traje para o meu aniversário de trinta anos. Cabiam-me duas cenas. Detalhe: o ano era 2001, portanto anterior à Copa do Mundo de 2002, organizada pelo Japão e Coreia do Sul (que estranho assistir a jogos de madrugada). E o longa abordava justamente a guerra futebolística (não a das Malvinas ou Falklands) travada entre nossos “hermanos” e os conterrâneos de David Beckham. O intento destes era uma “vingança” contra os filhos do tango pelo “gol de mão” feito por Diego Maradona (apelidado de “A Mão de Deus”) na Copa do México, em 1986, contra os súditos da Rainha, em Campeonato Mundial sediado no Brasil (nesta época não se cogitava a hipótese do país tropical ser sede de uma Copa). Especulei que como havia participações especiais de mitos do futebol como Pelé e Ronaldo Fenômeno, o filme fosse lançado no Brasil por meio de inteligente estratégia de marketing. Enganei-me. Assim tive que vê-lo depois. E é ótimo! Muito engraçado, e com belas imagens da cidade do Rio. Falemos então de minhas únicas duas cenas: em uma delas deveria demonstrar naturalidade ao tomar conta do “american bar” enquanto assistia a uma das partidas; a outra era mais complexa. Faria as vezes de garçom sustentando uma pesada bandeja (seria de prata?) com drinks a servir aos protagonistas da trama em instante crucial. Acreditem, foram para mais de dez “takes”. Não tinha mais forças. Meus braço, antebraço, mão e cinco dedos pediam clemência. Agora, vejam a desconsideração que para comigo tiveram: em dado momento, já exangue, deixei a Lei da Gravidade vencer, e a bandeja (seria de prata mesmo?) cair. Veio-me afoita equipe a amparar-me. Estava molhado. O “bordeaux” já era. Todavia, a preocupação não me tinha como destino. E sim, o tapete. Por onde andará o tapete socorrido? E ainda tem mais: ao aproximar-me dos artistas lançaram mão do recurso cinematográfico nomeado “fade out” (a imagem vai aos poucos desaparecendo, então quando até eles cheguei era um “garçom fantasma”) A vida não é tão bela como tenta nos convencer o título do filme de Roberto Benigni, que em cujo Oscar no qual concorreu e ganhou, a nossa dama Fernanda Montenegro foi inacreditavelmente preterida por Gwyneth Paltrow. E Ronaldo? Não o vi. Mas Narcisa, vi. E não ouvi nenhum “Ai, que loucura!”. Pareceu-me tímida até. Steve Barron, o diretor do longa-metragem em pauta, era um indivídio acessível, calmo, tranquilo e com habilidades precisas para a orientação das tomadas. Agora, vejam que pretensão a minha. Fui pego de surpresa por um suposto jornalista que me pediu para ser o intérprete de uma entrevista com Steve Barron. Jornalista que não sabe Inglês? Fiz a minha parte. A equipe de produção nos perguntou se toparíamos filmar no dia seguinte porquanto haveria a presença luxuosa de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. Em uníssono, aceitamos. Veríamos Pelé, e ganharíamos R$50,00. Na manhã seguinte, já estava a postos. De repente, burburinho. Pelé chegou. Um bando de repórteres pulou em cima dele como se quisessem evitar que finalizasse uma jogada que desse a vitória ao Brasil. Se alguém tiver alguma impressão equivocada do atleta, desconsidere-a. Pelé é educado, gentil, paciente, cumprimentou a todos, enfim, como deve proceder um ídolo. Terminadas as filmagens. Já havia para colocar no meu cofrinho R$100,00. E tinham destinação certa: R$50,00 para comprar um relógio despertador e os outros R$50,00 para um outro relógio, só que este para me despertar para a vida que de fácil não tem nada.

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    abril 3rd, 2013

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    A modelo e apresentadora Fernanda Motta em foto ampliada tirada por Fernando Torquatto, exposta no Fashion Rio Outono Inverno 2012, no Píer Mauá.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    abril 3rd, 2013

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    Painel de foto ampliada da cantora e compositora Paula Toller tirada por Fernando Torquatto, que estava em exposição no Fashion Rio Outono Inverno 2012, realizado no Píer Mauá.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    abril 3rd, 2013

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    A atriz Alice Braga tem a sua foto ampliada tirada por Fernando Torquatto em exposição no Píer Mauá, enquanto ocorria o Fashion Rio Outono Inverno 2012.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

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