Na teoria, uma “amizade”. Na prática, repete-se a “amizade”. Entretanto, este substantivo de indiscutível importância para o glossário universal serve apenas para esconder o grande amor que existe entre João Pedro, o JP (Daniel Rocha) e Catarina (Julia Faria). Cada um ao seu modo acovarda-se em assumir de fato o sentimento recíproco. Catarina até verbaliza o que sente. O que já não ocorre com João Pedro. Confusões, dúvidas, contradições de ideias, angústia e insegurança permeiam suas mentes de forma implacável. Como se não bastasse toda essa ebulição afetiva, surgem mais dois personagens em cena: Juliano (Fernando Roncato) e Ana (Mariana Molina). Ambos foram “roommates” em Nova York, e mantiveram uma “amizade colorida”. Por coincidência, Juliano recebe um convite e começa a trabalhar na mesma redação de um tabloide esportivo da jornalista Catarina. A diferença notória é que Juliano demonstra absoluta satisfação profissional, e Catarina está infeliz com o ofício, ou melhor, sobre o que escreve. Os quatro são envolvidos numa intricada teia de encontros, desencontros, mal-entendidos, e precipuamente o ciúme. Enfim, a vida como ela é. O amor em toda a sua amplitude de significações tratado pelos autores Anna Carolina Nogueira e Junior de Paula com o respaldo da modernidade que assolou o pesado e caótico cotidiano do homem como indivíduo. A era digital entra sem pedir licença na vida de todos os que interagem, por meio da comunicação em que são utilizados e-mails, conversas pelo computador e celulares. Discute-se a relação, a famosa “DR”, tirando-se proveito da invasora e hoje indispensável tecnologia. Anna Carolina Nogueira e Junior de Paula alinhavam com bastante inteligência o conjunto desses elementos num texto leve, sem no entanto jamais perder a seriedade do tema central abordado. Os atores Daniel Rocha, Julia Faria, Mariana Molina e Fernando Roncato “entraram fundo” em seus respectivos papéis, tornando-os em sua essência críveis aos olhos do público. A interpretação do quarteto merece aplausos nada tímidos. Suas vozes foram preparadas com eficácia por Rose Gonçalves. A direção de Michel Bercovitch (com a assistência de Flávio Pardal) atingiu o alvo exato para se lograr um espetáculo ágil, que se configura na movimentação quase permanente do elenco. Há instantes de monólogo bem-vindos. O resultato se desenha no interesse contínuo dos espectadores e sua resposta imediata à ação pretendida. Criou-se com aqueles desejável empatia. Destaco a preparação corporal dos intérpretes a cargo de Duda Maia, em especial no tocante à sincronia de gestos. Soa bonito como imagem. Um balé de corpos. A cenografia de Cristina Novaes atende com funcionalidade e charme o que lhe é proposto pela história. Dois apartamentos, um no Rio de Janeiro e outro em Manhattan ganham vida em cadeiras, mesas, luminárias, abajur, cabides e uma cama comum às duas moradias (solução engenhosa). A iluminação de Renato Machado encanta-nos com seus focos individuais, sombreados e prevalência das cores azul e laranja nos painéis que se localizam no fundo do palco. Painéis nos quais há lindíssimas projeções das cidades do Rio e Nova York, não preterindo o dia a dia turbulento a que somos inexoravelmente submetidos. Mérito de Mauro Ventura. Os figurinos de Bruno Perlatto entram na vasta lista de pontos altos da peça. Estilos “fashion”, “casual chic”, “hipster, “yuppie”, despojado e esportivo enriquecem com inegáveis elegância e coerência a encenação, e ajudam a traçar o perfil dos personagens. A trilha sonora montada por Anna Carolina Nogueira, Junior de Paula e Michel Bercovitch é atraente, passando pelo blues, jazz, “Empire State of Mind” ao piano, e pela MPB de Chico Buarque, Caetano Veloso e Roberto Carlos. Porém, temos que reconhecer que a pérola melódica cujo som inebria-nos e comove-nos vem do grupo Beirut, com sua emocionante e bela canção “Elephant Gun”. Como podem perceber, há para os que gostam de teatro um espetáculo com muitas qualidades e potencial dramatúrgico. O amor é discutido. É debatido. É mostrado. Confirma-se o quanto é complicado. É complicado amar e ser amado. Contudo, não seríamos humanos sem esta amável complicação.
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Marcio Regaleira, modelo da 40º Models, no Fashion Rio Outono Inverno 2012, no Píer Mauá.
Marcio também é ator e sócio-diretor do Coletivo Consciente, que se autodefine como “…artistas querendo fazer arte consciente de seus papéis de comunicadores entregando a verdade à liberdade. Um Coletivo ativo independente, disposto a simplificar o prazer.”
Como intérprete já se apresentou no CCJF (Centro Cultural da Justiça Federal), ao lado de Juliana Boller e André Ramiro, no Festival Cultural do Coletivo Consciente.
Atuou em Bonito, MS.
É defensor de um novo conceito de mobilidade urbana (sistema integrado de mobilidade urbana).
O Coletivo Consciente promoveu várias edições da mostra de curtas mais alternativa das Segundas-Feiras do Rio de Janeiro.
Trabalhou com as atrizes Manuela do Monte e Giordanna Forte.
Foi fotografado tanto por Sherolin Santos quanto por João Julio Mello.
Integrou o elenco do curta-metragem “Ponto de Vista”.
Fez ensaio para a Reserva.
É um dos responsáveis pelo site Rio de Janeiro Cycle Chic (a ideia partiu do fotógrafo dinamarquês Mikael Colville Andersen, de quem é amigo. Mikael é fundador do movimento Cycle Chic).Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: http://www.40grausmodels.com/
OESTUDIO -

O modelo da 40º Models Eduardo Moreno no Fashion Rio Outono Inverno 2012, no Píer Mauá.
No Fashion Rio Verão 2013/2014, Eduardo desfilou para OESTUDIO.
No mesmo evento, em outras edições, integrara o “casting” da marca acima citada, além de R. Groove, British Colony e Armadillo.
Já participara do Rio-à-Porter, apresentação de coleções paralela à semana de moda carioca (atualmente o Rio-à-Porter juntou-se ao Fashion Business).
Eduardo Moreno mostrou seu trabalho na SPFW, representando a Osklen.
Em Niterói, RJ, foi a vez da Reserva.
Dentre ensaios realizados, pode-se citar o feito para o catálogo da revista “Be Fashion”.Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: http://www.40grausmodels.com/
OESTUDIO -

A publicitária, colunista, radialista e escritora Cris Guerra, além de blogueira (Cris é fundadora do primeiro blog de looks diários do Brasil, o “Hoje Vou Assim”), no Fashion Rio Outono Inverno 2012, no Píer Mauá.
Possui outros três blogs, “Amor e Ponto”, “Cartas para Francisco” e “Para Francisco” (o sucesso deste a levou a publicar livro em 2008).
É sócia proprietária da Partner at Cris Guerra Inc..
No rádio, dedica-se à coluna de moda diária na BandNews de Belo Horizonte, MG.
Escreve crônicas para a revista Veja BH quinzenalmente.
Atua como modelo de seu próprio blog de moda, para o qual posa todos os dias.Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: OESTUDIO
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A atriz, modelo e apresentadora Carla Lamarca no Fashion Rio Outono Inverno 2012, no Píer Mauá.
Carla é paulistana e formada em Publicidade pela FAAP, SP.
Foi vencedora em teste para ser VJ da MTV, e passou a comandar desde então programas como “Disk MTV”, “Top 20 Brasil”, “Sobe Som”, “VJs em Ação”, “Luau MTV” e “Jornal da MTV”.
No Fashion TV Brasil (hoje canal Glitz*) apresentou “FTV Mag”.
Já no GNT, cobriu as semanas de moda carioca e paulista Fashion Rio e SPFW, respectivamente.
Como atriz de teatro, atuou em peças como “Amor Extremo” (em montagem do grupo Célia Helena) e “Bruta Flor do Querer”.
Fez participação na novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, “Insensato Coração”, e na minissérie “O Brado Retumbante”, de Euclydes Marinho (com a colaboração de Nelson Motta, Denise Bandeira e Guilherme Fiuza), ambas na Rede Globo.Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: OESTUDIO
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Foto: Álvaro Villarubia para Schön #12 magazineEstava eu em plena madrugada de domingo numa das festas mais badaladas do Rio de Janeiro, na qual se vislumbravam novas tendências, tanto no que concerne à moda, quanto à música eletrônica (com destaque para a “house music”) e comportamento de modo geral. Era lugar comum esbarrar em celebridades. Márcio Garcia, Camila Pitanga, Daniela Mercury, Maria Maya e Rafaela Fischer puderam ser vistos na prestigiada “party” em diferentes ocasiões. A minha presença era confirmada sempre que havia uma de suas edições, pois era um evento esporádico. E foi naquela madrugada que me deparei com a figura feminina de traços faciais cubistas que remetem às obras de seu conterrâneo, o espanhol Pablo Picasso, Rossy de Palma. Rossy, que é tida como uma das atrizes fetiche do cineasta também espanhol Pedro Almodóvar, assim como Carmem Maura, Marisa Paredes, Penélope Cruz, Victoria Abril e Veronica Forqué, participou de muitos de seus filmes, alguns sucesso de público e crítica. São eles: “A Lei do Desejo”, “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos”, “Tie Me Up! Tie Me Down!”, “Kika” e “A Flor do Meu Segredo”. Mas vocês devem estar se perguntando como Rossy foi parar no mesmo lugar para o qual fui. Alguém deve tê-la levado. Sim, levaram-na. Simplesmente Caetano Veloso e Paula Lavigne. Todos sabem que Caetano é amigo de Almodóvar. Claro que não perdi a chance de conversar com um dos ícones do Tropicalismo. Caetano Veloso, com sua voz melodiosa, foi bastante amável. Voltemos a Rossy de Palma. Pensei algo próximo: “Tenho que falar com Rossy, pois nunca fiz algo parecido com uma artista internacional”. Fui em sua direção. Ela estava de costas. Cutuquei-a, e quase sussurrando, chamei-a: “Rossy, Rossy, Rossy querida”. Ao se virar arregalou seus olhos com o semblante admirado devido ao assédio que não se esperava de um brasileiro para lá de extrovertido. Prefiro este adjetivo, abandonando os demais. Teria então naquele momento que pronunciar no mínimo algumas palavras (em espanhol!) a fim de que se justificasse a abordagem. Soltei: “Bienvenida, bienvenida querida!”. E apontando para a minha bochecha, disse-lhe com ares de pedido: “Beso, Beso”. Ganhei dois beijos como os cariocas e seus vizinhos costumam fazer. Despedi-me da atriz que ganhou prêmio especial no Festival Internacional de Cinema de Locarno, na Suíça. Saí satisfeito com o objetivo atingido. Havia falado e ganhado dois beijos de uma atriz internacionalmente famosa. Já tinha assunto para contar em casa e para os amigos. Cultivo a esperança de que a intérprete originária de Palma de Mallorca, e que já desfilou para Jean-Paul Gaultier e Thierry Mugler, possa ter pensado: “Como o povo brasileiro é simpático…”. Procuro não pensar o contrário. Perguntada certa vez se os contornos de seu rosto pouco comuns a incomodavam, Rossy afirmou que não. Que se achava bonita como era. E posso lhes garantir que de fato é bonita. Uma beleza diferente que pode até se sobressair mais que uma beleza padrão. Este é o fim de um peculiar episódio da minha vida. Lembrando-me do aclamado longa-metragem “A Rosa Púrpura do Cairo”, de Woody Allen, senti-me como se tivesse adentrado na tela grande de um cinema, e num filme qualquer de Almodóvar contracenado com Rossy de Palma. E com direito a dois “besos”!
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O modelo Daniel Wollmer no Fashion Rio Outono Inverno 2012, no Píer Mauá.
Daniel é agenciado no Brasil pela Joy Model Management, em São Paulo. Em Milão pela NoLogo, e em Barcelona pela Sight.
É sobrinho da top model Adriana Mattoso.
Nascera em Nyon, Suíça.
Trabalhara em países como Itália, Suíça, França e Chile.Foto: Paulo Ruch
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Reinaldo Berthoti, modelo da Joy Model Management, no Fashion Rio Outono Inverno 2012, realizado no Píer Mauá.
Atualmente, Reinaldo mora em Milão, Itália.Foto: Paulo Ruch
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O modelo Ítalo Souza, da MEGA MODEL BRASIL, no Fashion Rio Outono Inverno 2012, que aconteceu no Píer Mauá.
Ítalo nasceu em Divinópolis, MG.
Atualmente mora em Milão, onde se dedica à carreira internacional.
Fotografou para Giovanni Squatriti (PRADEsque) e Fred Othero.
Fez ensaios para Elle, Made in Brazil, FFW, UMA e Poison Ivy.
No Fashion Rio Verão 2014, desfilou para marcas como TNG e COCA-COLA CLOTHING.Foto: Paulo Ruch
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