“Murilo Benício: ‘eu lá podia imaginar’?”

Publicado: 25/04/2012 em Cinema, Teatro, TV

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Foto: Divulgação

Em tempos remotos, frequentei o mesmo lugar que Murilo. Ele era amigo de conhecidos meus. Nunca nos falamos, e desconhecia seu nome. Era quietíssimo, só observava. Exímio observador. Prestem atenção nos que observam. Não sabia que era ator. Diogo Vilela é outro que observa bastante. Até que um dia, certa amiga me disse que Benício estava atuando em peça teatral, e se saindo muito bem. Algumas primaveras decorreram, e alguém chegou até a mim, e me comunicou: – Murilo Benício vai fazer novela na Globo! A associação com o rapaz que já conhecia de vista não se dera. Pensara que poderia ser qualquer um que não tivesse longínqua ideia de ter sequer olhado. Foi quando o vi em “Fera Ferida”, de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares. Seu papel (ajudante de limpeza politizado) possuía razoável destaque no folhetim. As cenas com a Ilka Tibiriçá de Cassia Kis Magro eram boas. Houve passagem na trama que fora “prova de fogo” para o intérprete: ele, diante de vários artistas consagrados, em plena praça pública, deveria fazer discurso longo. Isto para um estreante é intimidador. O rapaz dissera que ficara tenso com este momento. Não era para menos. Seguiram-se a partir daí um sem-número de “discursos” de Murilo, não em praça pública, mas para todo o Brasil. Como por exemplo, ao compor o personagem que antes pertencera a Emiliano Queiroz: o Juca Cipó de “Irmãos Coragem” (o “remake” da obra original de Janete Clair fora realizado por Dias Gomes e Marcílio Moraes); o Bráulio/ Dráuzio de “Vira-Lata”, de Carlos Lombardi (esbaldou-se na comicidade); o Léo, jovem retraído de “Por Amor”, de Manoel Carlos, desprezado pela mãe Branca (Susana Vieira); o antagonista Cristóvão, de “Esplendor”, de Ana Maria Moretzshon; o Diogo/Lucas/Léo, de “O Clone”, corajoso folhetim de Gloria Perez (acredito que este tenha sido o maior desafio da carreira de Murilo); o Danilo de “Chocolate com Pimenta”, de Walcyr Carrasco; o Tião de “América”, de Gloria Perez novamente; o Arthur de “Pé na Jaca”, de Carlos Lombardi; o Dodi de “A Favorita”, de João Emanuel Carneiro (ao meu ver, o seu mais cativante desempenho na televisão); e por último o Ariclenes/Victor Valentim de “Ti-ti-ti”, de Maria Adelaide Amaral. Participara de diversos seriados, dentre os quais podemos destacar “Força-Tarefa”. No cinema, citemos alguns longas-metragens: “O Monge e a Filha do Carrasco”, de Walter Lima Jr.; “Os Matadores”, de Beto Brant; “Orfeu”, de Cacá Diegues; “Sabor da Paixão” (“Woman on Top”), de Fina Torres, filme no qual contracenou com Penélope Cruz, e que marcara primeira incursão no mercado internacional; “Amores Possíveis”, de Sandra Werneck; e “O Homem do Ano”, de José Henrique Fonseca (Murilo Benício pintara os cabelos de louro). No teatro, disse texto de Woody Allen na peça “Deus”; contracenou com Giovanna Antonelli em “Dois na Gangorra”, de William Gibson; e com Marisa Orth, em “Fica Comigo Esta Noite”, de Flávio de Souza. E após o sucesso como o “estilista espanhol”, retomou o seriado “Força Tarefa”, e agora o ex-jogador de futebol Tufão em “Avenida Brasil”, de João Emanuel Carneiro, exibida pela Rede Globo.

Obs: Atualmente, Murilo Benício vive o personagem Jonas Marra, na novela de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira, “Geração Brasil”, exibida às 19h pela Rede Globo.

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