“A espontaneidade, o carisma e a exuberância de Claudia Raia.”

Publicado: 01/05/2012 em Cinema, Teatro, TV

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Foto: Claudia Raia no espetáculo “Cabaret”/Ernesto Rodrigues/AE

Claudia Raia é uma atriz de musicais. Ela está atualmente se apresentando em São Paulo com o espetáculo “Cabaret”, baseado na peça original de Joe Masteroff, que se inspirou em outra peça, “Eu Sou Uma Câmera”, de John Van Druten. E esta por sua vez foi inspirada no livro de Christopher Isherwood, “Adeus, Berlim”. As músicas originais de John Kander e Fred Ebb foram adaptadas por Miguel Falabella, além dos textos. A direção ficou a cargo de José Possi Neto. De início, assisti a Claudia na TV em sua estreia, no humorístico “Viva o Gordo”, no qual ao lado de Jô Soares e Eliezer Motta, protagonizou o quadro “Vamos malhar?”. Era bem divertido. Eu ficava de fato impressionado com a plenitude da esbelteza daquela mulher bastante jovem. Claudia, desde cedo, dedicara-se à dança. E a praticara como profissional nos Estados Unidos, tendo treinado balé, após ganhar bolsa de estudos em Nova York. Toda esta importante experiência a fez estrelar série de musicais no Brasil. Musicais de inegável repercussão, tendo estes contribuído sobremaneira para que se revitalizasse o gênero já não tão merecedor de atenção em terras nacionais. Exemplos de espetáculos que atendem a esta qualificação: “A Chorus Line”, “Não Fuja da Raia” e “Caia na Raia”. Fizera ainda o prestigiado “O Beijo da Mulher-Aranha”, sob a direção de Miguel Falabella. E falando em Miguel, dividira com ele “Batalha de Arroz Num Ringue Para Dois”. Afora, integrara sucessos inquestionáveis como “Splish Splash”, “Sweet Charity” (ao lado de Marcelo Médici), “Pernas pro Ar” e “5 X Comédia”. No cinema, emprestara a imagem à adaptação de Ruy Guerra para obra de Antonio Callado, “Kuarup” (o livro chama-se “Quarup”), “Boca de Ouro” (Nelson Rodrigues), dirigido por Walter Avancini, e “Os Normais 2 – A Noite Mais Maluca de Todas”, de José Alvarenga Jr., dentre outros. Já na televisão, tentemos traçar um panorama dos papéis que mais a marcaram. Depois de “Viva o Gordo”, formara trio com Yoná Magalhães e Ísis de Oliveira, em “Roque Santeiro”, de Dias Gomes e Aguinaldo Silva, como Ninon. Em “Sassaricando”, de Silvio de Abreu, caiu irremediavelmente nas graças do público como a Tancinha. É escalada para o revolucionário, em termos de novas visão e abordagem do humor, “TV Pirata”. Trabalha de novo com Silvio de Abreu (autor com quem voltaria a constituir parceria), em “Rainha da Sucata”, como a divertida e estabanada “bailarina da coxa grossa” Adriana Ross, cujo bordão era: – Geeente!; “Deus nos Acuda”, de Silvio de Abreu; “Torre de Babel”, do mesmo Silvio, em que era a sofisticada Ângela Vidal; “As Filhas da Mãe” (Silvio de Abreu lhe dera personagem polêmica); “Belíssima”, novela de Silvio na qual fora a fogosa Safira (ótima dupla com Reynaldo Gianecchini), “A Favorita”, de João Emanuel Carneiro (com esta produção arrojada no contexto de narrativa teledramatúrgica, a intérprete só fez ratificar suas potencialidades), e “Ti-ti-ti”, “remake” de Maria Adelaide Amaral, no qual chegou e “causou”. Agora, não sejamos injustos em não mencionar a boa minissérie adaptada de Nelson Rodrigues, “Engraçadinha – Seus Amores e Seus Pecados”. Claudia Raia, que fará o próximo folhetim das 20h de Gloria Perez, já recebeu diversos prêmios, cantou, dançou, atuou, mas tenho para mim que aqueles que a admiram desejam que ela continue a cantar, dançar, atuar e… receber prêmios. Além de ser a Claudia Raia de sempre, sem tirar nem pôr.

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