“Milena Toscano: uma atriz que não se deixa intimidar em enfrentar dissabores a fim de que suas personagens ganhem verossimilhança (Programa do Jô 2011).”

Publicado: 04/05/2012 em Cinema, Moda, TV

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Foto: Divulgação/TV Globo

Milena Toscano (que foi Vanessa em “Fina Estampa”, de Aguinaldo Silva) concedeu entrevista a Jô Soares em seu programa. Estava muito bonita, fato que não nos é surpreendente. Cabelos repicados na parte frontal que somavam-se a tubinho acinturado brilhoso com estampas, além de imponentes “escarpins”. A conversa iniciou-se com a atriz falando de sua procedência paulista (Santo André), e de que já bem cedo sentia-se realizada por estar fazendo aquilo que sempre quis, ou seja, trabalhar como modelo (agenciada pela Ford Models). Estivera no Japão por algumas temporadas. E toda esta experiência a levou à interpretação, quando participou do primeiro longa-metragem (“Memórias Póstumas”, de André Klotzel). Fotos dela como modelo são exibidas no telão. Passa assim a discorrer sobre talvez o seu mais desafiador momento profissional: o filme “Olga”, dirigido por Jayme Monjardim. Para dar vida ao papel, raspou a cabeça com máquina zero, e perdera 10kg. Afora deixar todos os pelos do corpo crescerem, o que segundo ela “foi a pior parte”. Cena forte de “Olga” é veiculada, na qual estão além de Milena, Camila Morgado, Jandira Martini e Renata Jesion. Milena confirma que é perfeccionista, entregando-se totalmente quando as oportunidades lhe aparecem. Cita “Sem Controle”, produção cinematográfica com direção de Cris D’Amato, na qual contracenou com Eduardo Moscovis. Para compor melhor a personagem com problemas mentais que lhe fora dada, frequentou por período razoável clínica psiquiátrica. Os empenho e dedicação lhe valeram o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema Brasileiro de Miami. O assunto retorna para a questão da época em que a intérprete raspara a cabeça. Milena ouvira comentários absurdos, inconvenientes e deturpados. Ao tentar comprar lenços em loja, escutou o indizível, o absurdo no mundo dos absurdos em que estamos. Milena não deixou por menos: “Olha, assim, eu não preciso te dizer porque eu “tô” careca, mas cuidado com o que você fala.” E só para fechar este tema, a artista afirmou que o visual adotado a fez descobrir uma nova feminilidade, pois partes do seu corpo passaram a ser mais valorizadas, como o desenho do rosto, os ombros à mostra etc. O bate-papo ruma para a narração de gama de intempéries sofridas por ela e sua mãe no país oriental citado, bastante em decorrência dos enormes choques culturais e dificuldades de comunicação (chegaram a quase comprar água sanitária ao invés de leite). Mas, depois, Milena adaptou-se, e passou a falar até um pouco de japonês. E lá para o final da conversação, ficamos sabendo que Milena é prendada na cozinha. Diariamente prepara seus pratos. Isto não a impede de manter-se esbelta. Na cozinha, ela até pode não ter dissabores, pois gosta de comer, e bem, mas se tiver que enfrentá-los para dar verossimilhança às personagens que lhe surgirem, não há quem a impeça.

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