“Adriana Esteves: atuar e nos agradar é só começar.”

Publicado: 07/05/2012 em Cinema, Teatro, TV

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Foto: Luiza Dantas/Carta Z Notícias

Adriana, moça bonita, cabelos longos e loiros, quer ser atriz. Participa de quadro no “Domingão do Faustão” em busca de chance. A chance é dada. Foi Tininha em “Top Model”, de Walther Negrão e Antonio Calmon. No ano posterior, 1990, é filha de um de nossos melhores atores, Armando Bógus, em folhetim de Cassiano Gabus Mendes. Na trama, tem romance com personagem de José Mayer. Compõe Marina para o especial homônimo, ao lado de Bruno Garcia. Desafio irrompe: primeira protagonista em novelas. E o desafio se dá em “Pedra sobre Pedra”, de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares. No enredo, ela (Marina) empenha-se em conquistar o amor de Leonardo (Maurício Mattar), a despeito da rivalidade das famílias de ambos. Em 1993, “Renascer”, de Benedito Ruy Barbosa. Adriana está com visual diferente. Entretanto, visual que não esconde a sua beleza. Madeixas bem curtas. Vestidos bem curtos. Causou paixão em pai e filho (Antonio Fagundes e Marcos Palmeira). Estreia em minisséries, no caso, “Decadência”, de Dias Gomes, mas não sem antes ter feito “Comédia da Vida Privada”. Experimenta a teledramaturgia em outra emissora (“Razão de Viver”, no SBT). Volta a trabalhar com Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, em “A Indomada”. Oferecem-lhe grande vilã em “Torre de Babel”. Grande vilã, grande atuação. A Sandrinha de Silvio de Abreu, com seus cachos e chiclete indefectível, conquistou irremediavelmente público e crítica. E com isso, muitos e merecidos prêmios. No horário das 18h, mais um reconhecimento como a feminista Catarina de “O Cravo e a Rosa”, de Walcyr Carrasco e Mário Teixeira. Faz a seguir “Coração de Estudante” e “Kubanacan”. Ganha papel principal na divertida “A Lua Me Disse”, de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa. Contracena com Wagner Moura e Marcos Pasquim. Depois de alguns especiais, exibe todo o talento para a comicidade como a Celinha de “Toma Lá Dá Cá”. Impressiona os telespectadores ao personificar de modo brilhante Dalva de Oliveira, em “Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor” (para mim, a prova cabal da solidez da capacidade interpretativa de Adriana). Ano passado, destacou-se em um dos episódios de “As Cariocas” (“A Vingativa do Méier”). No cinema, privilégio em ser uma das meninas do longa de Emiliano Ribeiro, “As Meninas”, baseado na obra de Lygia Fagundes Telles. E domina o humor rasgado em “Trair e Coçar é Só Começar”, sob a direção de Moacyr Góes. A dama Adriana fora a Dama em “A Dama e o Vagabundo” nos palcos. Ainda na ribalta, dissera textos de Nelson Rodrigues, e divide cena com Marcos Palmeira. Foi Júlia, uma paleontóloga apaixonada pelo que faz em “Morde & Assopra”, de Walcyr Carrasco. Pelo que faz, e por Abner (Marcos Pasquim). Agora, faz enorme sucesso como a Carminha de “Avenida Brasil”, de João Emanuel Carneiro. Percebemos então que quando a novela começou, Adriana também começou. Começou a atuar, e a nos agradar. Afinal, para nós, atuar e nos agradar é só começar é com Adriana mesmo.

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