“A Morena de Nanda Costa sob os balões coloridos da Capadócia.”

Publicado: 24/02/2013 em Cinema, Teatro, TV

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Foto: tvg.globo.com

Pelo menos por enquanto, a vida de Morena, personagem de Nanda Costa em “Salve Jorge”, de Gloria Perez, parece ter um momento colorido como os balões cheios de cor que sobrevoam a Capadócia, lendária região da Turquia, graças à generosidade de Mustafá (Antonio Calloni) e Ziah (Domingos Montagner). Por sinal, dois ótimos atores, assim como Nanda. A cena de Morena correndo sob os citados balões e tendo ao fundo as famosas cavernas, celebrando a tão sonhada liberdade que lhe foi usurpada por largo tempo foi linda, corroborando a eficiência do diretor Marcos Schechtman. Grávida, a filha de Lucimar (Dira Paes) permanecerá na Capadócia até que a sua gravidez termine. Conseguiu um emprego no estabelecimento de Cyla (Walderez de Barros). Após, terá o seu destino definido. Nanda Costa é uma atriz guerreira assim como o papel que defende, tendo em vista a persistência com que empreendeu até chegar aonde está. A sua escalação para ser a protagonista da novela das 21h pegou a todos de surpresa, inclusive a própria intérprete. A autora Gloria Perez anunciou a decisão por uma rede social. Nanda confessou que custou a acreditar. E alguns questionaram o fato de uma atriz que nunca havia protagonizado uma novela (vale lembrar que fora protagonista de uma produção de outro gênero teledramatúrgico em que personificou uma de nossas maiores cantoras, Dolores Duran, em “Por Toda a Minha Vida”, numa atuação elogiada) ter recebido tal incumbência. Contudo, Gloria é conhecida por não temer riscos e apostas na escalação do seu elenco. Quem não se lembra de Tereza Seiblitz em “Explode Coração” e Juliana Paes em “Caminho das Índias”? Nanda abraçou o papel com garra. Um papel difícil, polêmico, que envolve traumas da sociedade civil. Sua participação em “Salve Jorge” resume-se quase a todo o tempo a sensações de medo, sofrimento, privações, torturas psicológicas, agressões e sonhos roubados. Não usei a expressão “sonhos roubados” à toa, pois foi com o filme cujo título é o mesmo daquela que foi laureada com importantes prêmios cinematográficos, como os concedidos pelo Festival do Rio, Festival do Cinema Brasileiro de Paris, Brazilian Film Festival of Miami e Festival de Biarritz. A diretora foi Sandra Werneck. Ainda no cinema, destacou-se em “Febre do Rato”, de Cláudio Assis, que também lhe rendeu prêmio no Festival de Paulínia. Mas sua trajetória nos sets não para por aí. Esteve em “Sexo com Amor?”, “Bezerra de Menezes”, “Carmo”, “Um Homem Qualquer” e “Gonzaga – De Pai pra Filho”. No teatro, integrou o musical “O Cravo e a Rosa”, de Xico Abreu. E na TV, lembramo-nos muito bem de suas boas atuações em “Viver a Vida” e “Cordel Encantado”. Há outras obras relevantes das quais fez parte, como “Ó, Paí, Ó”, “Clandestinos – O Sonho Começou” e “Amor em 4 Atos”. Finalizo meu texto aqui, e a esta hora, quem sabe, Morena deve estar degustando um doce figo, pensando no inefável sentimento de liberdade que teve ao correr sob os balões coloridos da Capadócia.

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