” – Linda gosta… Rafael… E nós gostamos de vocês, Bruna Linzmeyer e Rainer Cadete. “

Publicado: 17/11/2013 em Cinema, Teatro, TV

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Foto: Divulgação/TV Globo

O autor Walcyr Carrasco tem se empenhado no combate ao preconceito, nas mais variadas esferas, em sua novela, exibida às 21h na Rede Globo, “Amor à Vida”. Homossexualismo, adoção de uma criança crescida e afrodescendente por um casal gay masculino bem-sucedido economicamente, “bullying” contra mulheres acima do peso, amor e sexo na outrora chamada “terceira idade” (também denominada “a melhor idade”) e o autismo (transtorno cujos sintomas são a deficiência intelectual e dificuldades de linguagem e comportamento, segundo estudiosos). No Brasil, há cerca de 1,1 milhão de autistas, o que corresponde em média a 1% da população. Na Região Sudeste, são quase 500 mil. Há déficit de instituições especializadas no tratamento desta “condição especial” estimado em 40 mil. Há pouco mais de uma semana, foi revelado pela comunidade científica que quanto mais cedo o distúrbio for diagnosticado (antes dos 3 anos de idade seria o ideal; hoje, costuma-se fazê-lo por volta dos 5), as chances de diminuição dos sintomas chegariam próximo aos 80%. Uma excelente notícia para pais, amigos e familiares que convivem com esta realidade. E a personagem Linda, interpretada com delicadeza e verdade pela catarinense de apenas 21 anos, Bruna Linzmeyer, que começou a carreira bastante cedo como modelo, tem comovido assaz o público. A beleza arrebatadora de Bruna, associada ao seu talento, olhos azuis entorpecentes, voz doce e maviosa, corpo e rosto de menina contribuem sobremaneira para que prestemos maior atenção na situação “diferente” da moça. A atriz, que estreou na televisão no seriado de Luiz Fernando Carvalho, “Afinal, O Que Querem as Mulheres?” (foi indicada ao Prêmio Contigo! de “Melhor Revelação da TV”), emendando com o folhetim de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, “Insensato Coração”, como Leila, angaria a seu favor uma direção sensível capitaneada por Mauro Mendonça Filho, um afinado elenco do seu núcleo, o caprichado texto de Walcyr, é claro, e uma belíssima canção, ” The Perfect Life”, de Moby e Wayne Coyne a embalar seus momentos. Porém, a história de Linda ganhou contornos mais emocionantes com a chegada do personagem do brasiliense Rainer Cadete, como o sério e dedicado advogado Dr. Rafael. Rainer exibe atuação firme, convincente, cativante e carregada de sensibilidade. Formado pela CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), no Rio de Janeiro, o ator detém larga experiência teatral (peças como “Os Campeões” de Lygia Fagundes Telles e “Doroteia”, de Nelson Rodrigues, e o musical infantil “Zé Vagão da Roda Fina e sua Mãe Leopoldina”, de Silvia Orthof, constam de seu currículo) e um sem número de participações em distintas emissoras, como TV Futura (“Escola Prevenia”), Multishow (“De Cabelo em Pé”) e Rede Globo (“Caras & Bocas” – indicação ao Prêmio Contigo! como Ator Revelação; “Cama de Gato” e “Os Caras de Pau”). Está em cartaz com o filme de Halder Gomes, “Cine Holliúdy” (além disso, neste ano, esteve por trás do projeto, realizado no Distrito Federal, “Centenário de Vinicius de Morais”, em que foram convidadas Maria Gadú e Ellen Oléria). Voltando então a “Amor à Vida”, se Linda possui ao seu redor a mãe com superproteção deletéria, Neide (Sandra Corveloni), os pai Amadeu e irmão Daniel (Genézio de Barros e Rodrigo Andrade, respectivamente) com suas preocupação, paciência e solidariedade, a maldade deliberada e inacreditável da irmã Leila (Fernanda Machado), passou a se ver num repente agraciada com a presença constante do amor honesto sem discriminações do causídico de sorriso carismático, que veste elegantes terno e gravata, Rafael. As mãos de um e de outro parecem se conhecer há tempos. Suas palmas se juntam numa só. Seus dedos puros se cruzam, entrelaçam-se. Toques suaves em faces mútuas. Uma descoberta atrás da outra. Linda sente os pelos da barba semicerrada do rapaz e não se incomoda. Os dois comem pétalas de rosa vermelha. O sabor da flor. Uma gigante bola azul os une ainda mais. O “pilates” do amor imaculado. Olhos que se “enfrentam”, e um carinho sem medidas é trocado. Poucas palavras são ditas, contudo muito se diz. As tintas servem para dar cor ao “P&B” de vidas nossas. Rostos harmoniosos viram telas de pintura. Rosa “tatuada” no papel. Balas coloridas adoçam as existências. Um besouro, uma joaninha “torcem” por eles. A ideia de Walcyr Carrasco de aproximar a dupla foi brilhante e empática, demovendo qualquer possibilidade de reprovação de outrem. Um mérito para os intérpretes. Finalizando com Bruna, a artista repetiu a parceria com Michel Melamed, iniciada com “Afinal, O Que Querem as Mulheres?”, em dois espetáculos da autoria daquele, “Seewatchlook” e “Adeus à Carne”. Foi uma das “brasileiras” no episódio “A Vidente de Diamantina”, além da Anabela do “remake” de “Gabriela”, do mesmo Walcyr. Bruna Linzmeyer e Rainer Cadete impingem razão e sensibilidade a “Amor à Vida”. Sim, razão, por que não? A razão de transformar a visão, por vezes deturpada dos telespectadores do que seja o autismo, iniciando um processo sadio de reavaliação. Os autistas devem ser amados e compreendidos incondicionalmente. Dr. Rafael já sabe. E alguns outros. Vamos tentar? Linda gosta…

comentários
  1. Fatima disse:

    Nossa,que belo texto!!!Também adoro os dois.

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    • pauloruch disse:

      Olá, Fatima. Fico muito feliz pelo fato de ter gostado do texto. Assim como você, também aprecio bastante o trabalho dos atores Rainer Cadete e Bruna Linzmeyer. Abraços!

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