Blog do Paulo Ruch

Cinema, Moda, Teatro, TV e… algo mais.

Foto: Paulo Ruch

A atriz e produtora Mariana Ximenes na edição comemorativa dos 20 anos da São Paulo Fashion Week, no Parque Cândido Portinari.

Paulistana, Mariana começou a se interessar pelas Artes Cênicas já na infância quando montou a sua primeira peça no colégio onde estudava.

Tempos depois, decidida a seguir a carreira artística estudou no Teatro Escola Célia Helena.

Estreou na TV muito jovem, com apenas 17 anos, na novela escrita por Walcyr Carrasco e exibida pelo SBT “Fascinação”, representando a personagem Emília.

Ainda neste mesmo ano, 1998, fez a sua estreia na Rede Globo participando de um episódio de “Você Decide” e do especial de fim de ano “Sandy & Junior”.

A estreia em telenovelas da emissora carioca foi vista no horário das 19h em uma trama de Euclydes Marinho, “Andando nas Nuvens”, em que interpretou a noviça Celina (Prêmio Qualidade Brasil Atriz Revelação).

Após uma rápida participação no folhetim “Força de um Desejo”, a artista sente o gosto do sucesso, principalmente entre as crianças, ao defender Bionda, papel criado por Carlos Lombardi para a sua história das sete da noite “Uga Uga” (recebeu o prêmio Qualidade Brasil Melhor Atriz, além do prêmio de Atriz Revelação no quadro “Melhores do Ano” no extinto “Domingão do Faustão”).

Sua próxima aparição na teledramaturgia da Globo ocorreu em um episódio da série “Brava Gente” (chegou a fazer um outro episódio mais tarde), sendo chamada posteriormente para integrar o elenco de sua segunda novela de Walcyr Carrasco, “A Padroeira” (viveu Izabel de Avelar).

A seguir vieram escalações para diferentes produções, como “Os Normais” e a “A Turma do Didi”.

Em 2003 faz a sua primeira minissérie na emissora, o drama histórico de Letícia Wierzchowski adaptado por Maria Adelaide Amaral e Walther Negrão, “A Casa das Sete Mulheres” (na obra, encarnou uma das sete corajosas mulheres que se veem ameaçadas durante a Revolução Farroupilha, Rosário).

Neste mesmo ano ganha o seu primeiro protagonismo em novelas ao personificar a heroína romântica Ana Francisca de “Chocolate com Pimenta”, escrita por Walcyr Carrasco para a faixa das 18h (esta produção de época foi um êxito de público e crítica).

Sua primeira oportunidade em estar numa trama do horário nobre veio com “América”, de Gloria Perez, cujo tema central era a emigração de brasileiros para os Estados Unidos e todas as adversidades por que passam até chegar lá, inclusive quando o conseguem (a Mariana coube o papel da rebelde Raíssa, que se destacou na produção).

Em seguida à boa repercussão de Raíssa, a intérprete marcou presença na minissérie “JK”, de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, além de ser uma das artistas principais do folhetim das sete de João Emanuel Carneiro, “Cobras & Lagartos”, como Bel, uma violoncelista órfã.

Outra telenovela importante em que assumiu uma das personagens centrais foi a eletrizante e elogiada “A Favorita”, de João Emanuel Carneiro, em 2008 (nesta obra, que elevou o autor a outro status, a atriz deu vida a Lara Fontini, filha da grande vilã da história, Flora, Patrícia Pillar).

Mais um momento marcante em sua carreira a esperava, incorporar sua primeira vilã, a Clara de “Passione”, de Silvio de Abreu (a vilania assistida no horário nobre era compartilhada com Reynaldo Gianecchini, Fred).

Dois anos depois, em 2012, estava de volta às produções televisivas, como “As Brasileiras” (protagonizou o episódio “A Adormecida de Foz do Iguaçu”) e o remake de “Guerra dos Sexos”, de Silvio de Abreu (a artista reviveu Juliana, personagem de Maitê Proença na versão original de 1983).

Seu próximo folhetim foi o vencedor do Emmy Internacional “Joia Rara”, de Thelma Guedes e Duca Rachid, no qual incorporou a vedete de cabaré Aurora Lincoln.

Em 2014 retorna à popular sitcom “A Grande Família” (já havia participado do longevo seriado em 2003).

Uma de suas atuações mais populares, em que pôde mostrar grande domínio da comédia, observou-se em “Haja Coração”, de Daniel Ortiz, novela levada ao ar em 2016 (“Haja Coração” é uma releitura de um dos maiores sucessos de Silvio de Abreu, “Sassaricando”, de 1987; Mariana recriou com brilho a espevitada feirante Tancinha, papel de Claudia Raia na primeira versão).

Ainda em 2016 assumiu um dos principais papéis da série de terror “Supermax”.

Foi vista como Adalgisa Bastos na minissérie de Ricardo Linhares “Se Eu Fechar Os Olhos Agora”, baseada no livro homônimo de Edney Silvestre.

Está na segunda temporada da série do Globoplay “Ilha de Ferro”, de Max Mallmann e Adriana Lunardi, como a Dra. Olívia Mossen.

A atriz possui um currículo invejável na área cinematográfica, na qual, além de atuar, produziu e dublou.

Em quase 40 filmes, entre longas e curtas-metragens, Mariana deu a sua contribuição para as produções “Caminho dos Sonhos”, de Lucas Amberg (sua estreia); “Dias de Nietzsche em Turim”, de Júlio Bressane; “O Invasor”, de Beto Brant (Melhor Atriz Coadjuvante no Festival do Recife; Prêmio Qualidade Brasil Melhor Atriz Coadjuvante; Grande Prêmio do Cinema Brasileiro Melhor Atriz Coadjuvante); “O Homem do Ano”, de José Henrique Fonseca; “Gaijin – Ama-me como Sou”, de Tizuca Yamasachi; “A Máquina”, de João Falcão; “Muito Gelo e Dois Dedos D’Água”, de Daniel Filho; “A Mulher do Meu Amigo”, de Cláudio Torres; “Bela Noite Para Voar”, de Zelito Viana; “Hotel Atlântico”, de Suzana Amaral; “Quincas Berro D’Água”, de Sérgio Machado; “Os Penetras”, de Andrucha Waddington; “O Gorila”, de José Eduardo Belmonte; “O Uivo da Gaita”, de Bruno Safadi; “Para Sempre Teu, Caio F.”, documentário de Candé Salles; “Quase Memória”, de Ruy Guerra; “Zoom”, de Pedro Morelli; “Prova de Coragem”, de Roberto Gervitz; “Uma Loucura de Mulher”, de Ligocki Jr.; “Um Homem Só” (Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Gramado), de Cláudia Jouvin; “Os Penetras 2 – Quem Dá Mais?”, de Andrucha Waddington; “D.P.A. – O Filme”, de André Pellenz; “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues; “L.O.C.A. – Liga das Obsessivas Compulsivas por Amor”, de Cláudia Jouvin; e “Capitu e o Capítulo”, de Júlio Bressane, ainda sem data de estreia.

No teatro, encenou quase uma dezena de espetáculos, além de ocupar as funções de consultora de projetos incentivados e gerente de planejamentos.

Algumas de suas peças que podemos destacar estão “A Rosa Tatuada”, de Tennessee Williams (contracenou com Louise Cardoso); o espetáculo “A Paixão de Cristo” (como Maria); “Os Lusíadas”; “Senhora dos Afogados”, de Nelson Rodrigues; “Os Altruístas”, de Nicky Silver (direção de Guilherme Weber); e “Cara Palavra” (espetáculo on-line montado em 2020 com as atrizes Andréia Horta, Débora Falabella e Bianca Comparato).

Atualmente, Mariana Ximenes, uma das mais belas e talentosas atrizes de sua geração, encanta o público de TV com uma belíssima e delicada interpretação, desde já um marco em sua carreira, como Luísa, a Condessa de Barral, na novela criada e escrita por Thereza Falcão e Alessandro Marson, com direção artística de Vinícius Coimbra, “Nos Tempos do Imperador”, exibida às 18h na Rede Globo.

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