“When the moon is in the Seventh House / And Jupiter aligns with Mars / Then peace will guide the planets / And love will steer the stars…” Quem nunca ouviu esta música? Música emblemática de uma época de transformações. “Hair”, um dos melhores e mais bem-sucedidos musicais de todos os tempos. Começou no off-Broadway, após Broadway, e em seguida, o mundo. A indústria cinematográfica não poderia desperdiçar este filão, e o adaptou merecidamente, sob a batuta magistral do tcheco Milos Forman. No elenco havia John Savage, Treat Williams, e Beverly D’Angelo. Grande sucesso. O Brasil ficaria de fora? Nem pensar. O diretor Ademar Guerra encenou o espetáculo, no qual havia polêmica cena de nudez. Vários atores importantes integraram o “cast”: Antonio Fagundes, Armando Bógus, Nuno Leal Maia e Sonia Braga. A atriz, cantora, e apresentadora (“TV Globinho”) Letícia Colin que fizera “Sandy & Junior”, “Malhação”, “Floribella”, Nelson Rodrigues no cinema, e Frank Wedekind no palco terá ótima oportunidade.
Categoria: Cinema
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Não dissertarei aqui sobre a ciência de Tales de Mileto. Mas inevitável é que lance mão de equações ficticiamente matemáticas: Vera Zimmerman = Divina Magda, e Divina Magda = Vera Zimmerman. Era apenas a sua segunda novela. Porém, uma segunda novela de Cassiano Gabus Mendes. Provável que fosse tão somente a amiga de Vitória (Lizandra Souto) no enredo de “Meu Bem, Meu Mal”, e que seria de forma constante assediada por Porfírio, interpretado pelo ótimo Guilherme Karan. Acredito que por caber a este talentoso ator a função de mordomo que fugia aos padrões convencionais, que a trama envolvendo Vera tornou-se um dos pontos altos do folhetim. Claro que isto não decorreria se Zimmerman não desse a Karan o muito almejado pelos artistas cênicos: o “feedback”. Como esquecermos da bela de ascendência germânica refestelada em espreguiçadeira à beira da piscina a ouvir o antológico bordão do empregado dos Venturini: ” Divina Magda…”? Todavia, gostaria de realçar que a atriz fez outros trabalhos relevantes: “O Profeta”, e o filme “Tônica Dominante”.
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Arnaldo Jabor há razoável tempo deu ótima entrevista a Jô Soares. Como é de costume, Arnaldo fora inteligente e espirituoso. Contou-nos histórias muito interessantes de forma extremamente natural e espontânea. É mais do que justo o retorno de Jabor à direção de filmes. Aliás, acho este título (“A Suprema Felicidade”) de uma beleza ímpar. A “suprema felicidade” parece-nos utópica, todavia de modo insistente tentamos ir ao seu encontro. Há dois longas-metragens do cineasta que considero notáveis. O primeiro é “Toda Nudez Será Castigada”, de 1973, no qual há atuações marcantes de Darlene Glória e Paulo Porto. E o segundo é “Tudo Bem”, de 1978, tendo no elenco ninguém menos do que Paulo Gracindo e Fernanda Montenegro. É engraçadíssimo, além de ser bem-feita sátira social. Mas, voltando ao bate-papo que tivera com Jô, após nos relacionar os nomes dos atores que fazem parte do “cast” de sua produção, dissera que há uma linda cena com Tammy Di Calafiori. Enfim, que esta obra seja uma suprema felicidade para Arnaldo Jabor.
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Foto: Roberto Filho/Phelippe Lima/AgNewsEm dia de março, não sei se em dia no qual caíam as águas de março, nasce uma menina de nome Julia. Uma menina que nasceu em berço esplêndido. Um berço com o esplendor da arte. Arte representada por dois catedráticos que a puseram no vasto mundo de Drummond: Lilian Lemmertz e Lineu Dias. Não precisaria sair de casa para aprender o ofício de ser atriz. Havia quem a ensinasse os mandamentos da profissão. No entanto, intuo que seus pais só tenham a orientado, pois artista já era. O dom já possuía. Na mente guardo uma participação marcante na carreira dela, em especial no qual contracenava com Roberto Bomfim. Tratava-se de livre adaptação do “Othello” de Shakespeare. A mocinha tendo que “enfrentar” o bardo inglês. Vejam só… E pensam que não se destacara? Qual nada. Arrebatou-nos. Outra memória reporta-me à novela da grande Janete Clair, em que era filha de Cuoco e Dina Sfat, e irmã de Malu Mader e Fernanda Torres. Há pouco, assisti a ela em filme de Aluizio Abranches. Que dizer? Senhora atuação do começo ao fim.
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Vejam que curioso. A trama de “Novela das Oito” passa-se em 1978. Época do estouro de “Dancin’ Days”, em que no elenco havia uma atriz adolescente que viria a tornar-se uma das mais importantes da TV brasileira: Glória Pires, como a rebelde Marisa. No ano seguinte, a esta mesma intérprete coube a protagonista de folhetim das 18h de grande sucesso, cuja autoria é creditada a Benedito Ruy Barbosa, “Cabocla”. Bom tempo depois, Vanessa Giácomo, após ter sido submetida a testes com tantas outras candidatas que visavam ao papel de Zuca, ganhara a oportunidade de ouro: estrelar o “remake” da história de Benedito. Vanessa surpreendeu a todos. Mostrou que tivera sido a escolha certa para ser Zuca. Tão certa foi a escolha que Giácomo está na televisão até o atual momento. Aliás, as adaptações de produções já exibidas fazem parte irrefutavelmente de sua vida artística, haja vista que também atuara em “Sinhá Moça” e “Paraíso”. No cinema, contribuíra de modo louvável em “Jean Charles”, com Selton Mello e Luis Miranda.



