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Blog do Paulo Ruch

  • São Paulo Fashion Week Verão 2016 – Parque Cândido Portinari

    agosto 27th, 2019

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    Foto: Paulo Ruch

    A atriz Natallia Rodrigues na edição comemorativa dos 20 anos da São Paulo Fashion Week, durante a sua temporada Verão 2016, no Parque Cândido Portinari.
    Natallia é paulistana.
    Com apenas 10 anos iniciou a sua carreira de modelo, sendo que somente aos 15 decidiu entrar para um curso de teatro.
    Em busca de melhores oportunidades na profissão, resolve se mudar para o Rio de Janeiro, onde consegue o seu primeiro papel na TV, a Patty de “Desejos de Mulher”, novela das 19h escrita por Euclydes Marinho para a Rede Globo em 2002.
    Aposta jovem da emissora, é escalada para viver uma vilã, Carla, entre os anos 2003 e 2004, na 10ª temporada de “Malhação”.
    Após um episódio no programa “Linha Direta” (“O Crime do Sacopã”), a intérprete ruma para outro canal, a RecordTV, no qual participa de um folhetim de época adaptado por Marcílio Moraes e Rosane Lima de três romances de José de Alencar (“Senhora”, Lucíola” e “Diva”), “Essas Mulheres” (sua personagem se chamava Nicota Seixas).
    Mantém-se na RecordTV, integrando o elenco de uma trama juvenil criada por Margareth Boury, “Alta Estação”.
    Sua telenovela seguinte foi “Luz do Sol”, de Ana Maria Moretzsohn, em que defendeu a Promotora de Justiça Laura.
    Sua última aparição na Record se deu em uma produção de Cristianne Fridman, “Chamas da Vida” (na história, personificou Suelen, uma moça do subúrbio do Rio de Janeiro seduzida pela fama).
    Em seu retorno à Rede Globo, tem passagens por duas novelas: “Insensato Coração”, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, e a livre adaptação da obra de Jorge Amado, “Gabriela, Cravo e Canela”, “Gabriela”, assinada por Walcyr Carrasco (a atriz interpretou Natasha, uma prostituta de origem russa).
    No ano seguinte, em 2013, volta a trabalhar com Walcyr, desta vez em “Amor à Vida”, em que encarnou uma enfermeira, Elenice.
    Após todos esses trabalhos, Natallia experimenta o canal fechado, no caso o Multishow, sendo convidada para participar da série baseada no livro de Marcelo Rubens Paiva, “A Segunda Chamada”, como a cafetina Fabi (na sinopse, desvenda-se o mundo da prostituição de luxo em São Paulo).
    Em 2015, ocorre a sua terceira colaboração com o autor Walcyr Carrasco, ao entrar para a trama de sua nova novela, exibida às 23h pela Rede Globo, a polêmica “Verdades Secretas”, como Estela.
    Depois de fazer uma participação em um episódio da sitcom “Eu, Ela e Um Milhão de Seguidores”, no Multishow, a artista representa Michelle, na série da HBO criada por Bruna Lombardi, “A Vida Secreta dos Casais”.
    Já nos cinemas, além de suas atuações em curtas-metragens, esteve em “Estamos Juntos”, de Toni Venturi; “Os Homens São de Marte… e É pra Lá que Eu Vou”, de Marcus Baldini; “Elis”, de Hugo Prata; “O Doutrinador”, de Gustavo Bonafé; e “Skull – A Máscara de Anhangá”, de Kapel Furman.
    A atriz também poderá ser vista em “Virando a Mesa”, de Caio Cobra, com previsão de estreia para o final deste ano.
    Nos palcos, Natallia encenou mais de uma dezena de espetáculos, como “Mancha Roxa”, “Abajur Lilás”, “Beijo no Asfalto”, “Paris Belfort”, “Vamos?”, “Divórcio!”, “Caros Ouvintes”, “Sobre Ratos e Homens”, “Jogo Aberto” e “O Inevitável Tempo das Coisas”.
    Em sua mais recente peça, Natallia Rodrigues dividiu a cena com Edwin Luisi e Anderson Müller, num texto de Renato Modesto com direção de Alexandre Reinecke, “O Martelo”.

    Agradecimento: TNG

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  • “Tendo em seu elenco Romulo Estrela e Erom Cordeiro, a Cia Teatro Epigenia se lança em um arrojado projeto, a TRILOGIA MILLER, que trará à baila a rica e moderna dramaturgia de Arthur Miller, começando de forma promissora com a essencial peça ‘O Preço’ “.

    agosto 13th, 2019

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    Foto: Gustavo Paso

    A Cia Teatro Epigenia se lança em um projeto ousado calcado na rica dramaturgia de Arthur Miller, a TRILOGIA MILLER, iniciado com a montagem, em março deste ano, de uma de suas mais relevantes peças, “O Preço”

    A Cia Teatro Epigenia esteve em cartaz em março deste ano, na Arena do Espaço Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro, com um dos maiores clássicos do dramaturgo americano Arthur Miller, “O Preço” (1968), traduzido com virtuosismo por Gustavo Paso e Thiago Russo. O ótimo e inteligente espetáculo , dotado de narrativa estruturada em uma crescente tensão que, alimentada por jogos de diálogos sagazes e surpreendentes, sem dispensar uma ironia calcada na fineza, inicia uma alvissareira revisão das obras de Miller, dentro do projeto TRILOGIA MILLER.

    A venda de um mobiliário antigo, após a morte do pai, é a chave para a eclosão de conflitos sequenciais de dois irmãos, que inevitavelmente resultarão em um acerto de contas há muito tempo adiado

    O enredo é construído em cima da iniciativa do racional e prático policial, embora sensível, Vitor (Romulo Estrela), casado com a frívola e infeliz Ester (Luciana Fávero), de vender o mobiliário antigo da casa de seus pais outrora ricos já falecidos a um ladino e sarcástico comerciante em apuros financeiros, Salomão (Gláucio Gomes). Tudo transcorreria de modo aceitável se não houvesse a existência de um irmão, o soberbo, frio e egoico médico Valter (Erom Cordeiro), que insurge com propostas e revelações que descortinarão o passado obscurecido do clã.

    A evidente sintonia do elenco, encabeçado por Romulo Estrela e Erom Cordeiro, associada a uma direção crítica e humanizada de Gustavo Paso, colabora para que nos entreguemos à alma dramatúrgica de Miller

    Romulo Estrela, um cativante intérprete com potencialidades dramáticas enriquecidas por naturalismo desconcertante, compõe um pungente Vitor. Erom Cordeiro, ator de elevados valores, com subtextos na postura e tons de voz, delicia-nos com seu Valter. Gláucio Gomes é um craque, conferindo ao fanfarrão Salomão uma alma sedutora, apesar de sua imoralidade. Luciana Fávero assimila com agudeza as oscilações da esposa frustrada. O diretor Gustavo Paso desenha com visão crítica e olhar humanizado os dramas e conflitos da família em processo de autodestruição permanente, logrando potentes resultados.

    Arthur Miller, um autor que obrigatoriamente deve ser montado dentre tantas razões, sendo uma delas o seu profundo conhecimento sobre a essência humana

    “O Preço” reafirma a relevância de se encenar Arthur Miller em qualquer lugar do mundo, pois suas universalidade e pesquisa extensa da essência humana se revelam caros para a sociedade contemporânea, sendo melhor com os toques abrasileirados da montagem carioca.

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  • São Paulo Fashion Week Verão 2016 – Parque Cândido Portinari

    agosto 8th, 2019

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    Foto: Paulo Ruch

    O jornalista e apresentador Fernando Rocha ao lado de sua esposa, a também jornalista Júlia Bandeira na edição comemorativa dos 20 anos da São Paulo Fashion Week.
    Fernando é mineiro de Belo Horizonte.
    Antes de se dedicar integralmente ao jornalismo, trabalhou como cientista na área de dados por 10 anos.
    Sua primeira experiência na televisão (ainda quando trabalhava como cientista de dados) foi como apresentador de um talk show na TV Minas.
    Decidiu cursar Jornalismo, conseguindo, após formado, empregar-se nas Redes Bandeirantes e Globo, em São Paulo.
    Atuou tanto como repórter quanto como editor de esportes.
    Sua grande oportunidade na TV surgiu em 2011 quando foi convidado para apresentar, ao lado de Mariana Ferrão, o programa matinal da Rede Globo “Bem Estar” (um dos objetivos da atração era informar o público de forma leve, geralmente com a presença de especialistas do setor médico, sobre questões de saúde e maneiras práticas e preventivas de se levar uma vida saudável).
    Fernando permaneceu como apresentador do “Bem Estar” até fevereiro de 2019.
    Em março deste mesmo ano, a jornalista Mariana Ferrão também se desligou do programa, sendo substituída por Michelle Loreto.
    No início de abril, o “Bem Estar” foi extinto, transformando-se em um quadro esporádico de outra atração matinal, o “Encontro com Fátima Bernardes”.
    Fernando, em 2015, enquanto era apresentador do citado programa, participou do quadro do “Domingão do Faustão”, na mesma emissora, “Dança dos Famosos”.
    Recentemente, Fernando Rocha anunciou, por meio de sua conta oficial no Instagram, que em breve apresentará ao público seu mais novo programa (na foto publicada, o jornalista aparece na bancada de uma cozinha nos bastidores da gravação de seu projeto).
    A jornalista Júlia Bandeira atuou na Rede Globo como repórter do programa comandado por Caco Barcellos “Profissão Repórter”, e no “Como Será?”, programa exibido aos sábados, no qual apresentou a série “Missão Patagônia”.

    Agradecimento: TNG

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  • “Barry Jenkins, depois de vencer com “Moonlight – Sob A Luz do Luar”, é novamente lembrado pela Academia com o drama romântico policial ‘Se A Rua Beale Falasse’, consagrando a atriz Regina King com sua performance interiorizada”.

    julho 23rd, 2019

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    Foto: Divulgação

    Regina King, como a mãe da protagonista Tish, interpretada por Kiki Laine, consagra-se no Oscar como Melhor Atriz Coadjuvante, além de ter levado outros importantes prêmios

    Em 2017, o cineasta Barry Jenkins sensibilizou a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas com o seu drama humanista “Moonlight – Sob a Luz do Luar” (“Moonlight”, 2016), abocanhando o Oscar de Melhor Filme, desbancando fortes favoritos como “La La Land”. Neste ano, Barry novamente compareceu à cerimônia, levando consigo um drama romântico policial, não menos humanista, “Se A Rua Beale Falasse” (“If Beale Street Could Talk”, 2018), concorrendo em três importantes categorias: Melhor Atriz Coadjuvante (Regina King), Melhor Trilha Sonora (Nicholas Brittel) e Melhor Roteiro Adaptado (Barry Jenkins). A despeito da trilha de Nicholas ser brilhante (ela perpassa quase todo o filme, com músicas incidentais bem orquestradas, com direito a canções jazzísticas e blueseiras) e do roteiro impecável de Jenkins, baseado na aclamada obra de James Baldwin (1974), a grande agraciada da noite foi Regina King, como Mrs. Rivers, a mãe da protagonista Tish (Kiki Laine). Entretanto, “Se a Rua…” recebeu os prêmios máximos no Independent Spirit Awards (Melhor Filme, Direção, além de Melhor Atriz Coadjuvante). Regina, numa atuação marcante e interiorizada, ganhou outras láureas, como o Globo de Ouro.

    O filme narra a história de um casal de jovens que vê os seus sonhos serem abruptamente interrompidos após uma injusta acusação motivada por racismo

    A trama é centrada na história de dois jovens apaixonados do Harlem, NY, Fonny, (Stephan James, um ótimo ator para se ficar de olho) e Tish (a graciosa Kiki Laine), que veem seus projetos serem destruídos por uma conspiração policial racista que leva Fonny para a cadeia acusado de estuprar uma portorriquenha. O diretor manuseia a sua câmera delicadamente, valorizando os rostos dos intérpretes, evitando sempre que possível os cortes na edição dos diálogos. “Se a Rua Beale Falasse” é um filme sobre a iniquidade do racismo em contraste com a inexorabilidade do amor, numa guerra desigual e injusta, onde o conceito de vencedor se perde.

    Assista ao trailer do filme:

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  • “Comprovando ser uma de nossas melhores cantoras e compositoras de MPB, Angela Ro Ro, com sua voz potente e inigualável, faz um show arrebatador em comemoração aos seus 40 anos de carreira.”

    junho 25th, 2019

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    Foto: Paulo Ruch

    Em março deste ano, Angela Ro Ro arrebatou o público que lotou o Teatro da UFF em uma vigorosa e emocionante apresentação, esbanjando carisma e humor em seus 40 anos de carreira

    Na noite de 16 de março deste ano tive a alegria de assistir, pela primeira vez, no Teatro da UFF, em Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro, ao show de uma de nossas melhores intérpretes, Angela Ro Ro, em seu espetáculo “Angela Ro Ro: 40 anos de amor à música”. Em sua vigorosa, intimista, eclética e emocionante apresentação, a cantora de muitos sucessos foi acompanhada do excelente tecladista Ricardo Mc Cord, seu parceiro profissional por cerca de três décadas. Entre uma canção e outra, a artista de inebriantes olhos verdes, possuidora de um carisma inigualável e uma rara espontaneidade, desfia o seu humor irresistível e honesto, dominando os ânimos acolhedores da plateia lotada. Amparada por uma bonita e colorida iluminação, com direito a LEDs e a uma paleta que passa pelo vermelho, pelo azul e amarelo, num palco cru, Angela arrebata com sua voz linda e levemente rouca, afinadíssima, com uma extensão para privilegiados.

    Compositora de altíssima qualidade, a intérprete de clássicos como “Amor, Meu Grande Amor”, cantou lindamente um repertório que mesclou obras-primas de Tom Jobim, Edith Piaf e Cazuza e Frejat

    Com uma segurança abissal, saboreando com prazer cada sílaba, cada palavra das canções, a visceral compositora esbanja o seu talento, potência vocal e facilidade invejável com outros idiomas, num rico e sofisticado repertório que transita pela bossa nova, pelo blues, pelo jazz, pela canção “de fossa”, pelo rock, e pela “chanson française”. Dona de si e do palco, Ro Ro homenageia Tom Jobim (“Eu Sei Que Vou Te Amar”), Edith Piaf (“Ne Me Quitte Pas”), Cole Porter (“Night and Day”), Caetano Veloso (“Escândalo” – composta para ela) e Cazuza e Frejat (“Malandragem” – oferecida a ela por Cazuza), dentre outras. Não faltaram ótimas criações próprias, como “O Que Me Resta” (álbum “Selvagem”), “Querem Nos Matar”, “Simples Carinho” e “Amor, Meu Grande Amor”. Um show histórico de uma grande artista de nossa história.

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  • “Walcyr Carrasco traz de volta para o horário nobre da Rede Globo, com ‘A Dona do Pedaço’, o novelão clássico, com todos os ingredientes infalíveis de sucesso que lhe cabem, somando-se a isso a presença mais do que iluminada da sempre talentosa e cativante Juliana Paes.”

    junho 12th, 2019

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    Foto: Rede Globo

    Depois do sucesso de “O Outro Lado do Paraíso”, Walcyr Carrasco volta mais cedo ao horário nobre com uma história irresistivelmente popular, contada por um excelente elenco que junta veteranos a jovens talentos

    Com uma abertura caprichada de Alexandre Romano, ao som do empolgante clássico do pagode “Tá Escrito”, do grupo Revelação, lançado em 2009 (na voz de Xande de Pilares), entrando no meio de sua quarta semana, “A Dona do Pedaço”, escrita por Walcyr Carrasco, que foi solicitado de forma não programada para criar um folhetim, devido às realocações das tramas das 21h da Rede Globo, já conquistou o público deste horário não só pelo apelo e força popular de sua história, com núcleos tão distintos quanto adoráveis, recheada de subtramas deliciosas, mas pelo seu espetacular elenco que junta veteranos e jovens talentos.

    As duas primeiras fases do folhetim se mostraram inovadoras ao retratar a rivalidade sangrenta de duas famílias justiceiras, em que não se poupou uma estética nitidamente influenciada pelo cinema de Quentin Tarantino

    Em suas primeira e segunda ótimas fases, inovadoras, tivemos uma guerra sangrenta ” à la ‘Romeu e Julieta’ “, envolvendo as famílias Matheus e Ramirez. Com dinâmica estética de Tarantino, e direção artística de Amora Mautner, vimos o nascimento do amor de Maria da Paz (Juliana Paes) e Amadeu (Marcos Palmeira), um novo e bem-vindo casal na teledramaturgia. Quem poderia imaginar famílias de justiceiros tendo de um lado Nívea Maria e de outro Jussara Freire? Quem sequer suporia que Dulce, a personagem de Fernanda Montenegro, em cena já antológica, matasse a sangue frio três rivais do outro clã? Um pacto traído com um tiro acabaria em pleno altar com o casamento de Maria e Amadeu.

    Na terceira fase passada em São Paulo, Maria da Paz surge como uma rica empresária do ramo de bolos, revelando o quanto Juliana Paes é uma estrela cativante, assumindo o tom cômico de uma mulher do povo que ascendeu socialmente, sem perder a sua essência

    Na terceira fase, em São Paulo, temos uma Maria da Paz diferente, rica confeiteira, mãe da ambiciosa Josiane (Agatha Moreira, precisa), que sonha em ser uma digital influencer de sucesso. Juliana Paes, divertida e cativante, traz-nos uma reinvenção maravilhosa da Maria do Carmo de “Rainha da Sucata”, com a sua própria marca de gloriosa estrela (Maria do Carmo foi interpretada pela atriz Regina Duarte na novela de Silvio de Abreu em 1990, exibida também na faixa nobre da Rede Globo).

    Família de desvalidos liderada por Marco Nanini, rivalidade entre as irmãs vividas por Paolla Oliveira e Nathalia Dill, Reynaldo Gianecchini como um sedutor cafajeste, Monica Iozzi como uma espertalhona assessora de digital influencer, e Malvino Salvador como um empresário que se apaixona por Rock, o lutador interpretado por Caio Castro, são grandes ganchos da novela

    O que dizer de uma família hilária de desvalidos que reúne Marco Nanini, Betty Faria, Tonico Pereira e Rosi Campos, além de Caio Castro, formidável como o bronco aspirante a lutador Rock? Nela, há talentos promissores, como Glamour Garcia (a transexual Britney), impagável, e Bruno Bevan, seguro. Há o que se esperar da rivalidade que surgirá entre as irmãs boa e má, Vivi e Fabiana, separadas na infância por uma tragédia, defendidas respectivamente por Paolla Oliveira e Nathalia Dill, ambas inspiradas. Suely Franco, como a simples e sonhadora Marlene, Nathalia Timberg, como a pernóstica Gladys, e Ary Fontoura, como o bem-intencionado advogado Antero, estão dando um show. Reynaldo Gianecchini faz como ninguém o galã/cafajeste/bon vivant Regis. Monica Iozzi está perfeita com sua ironia sofisticada ao viver Kim, a esperta assessora de Vivi Guedes (suas cenas com Márcio, braço direito de Maria da Paz, personificado pelo ótimo Anderson Di Rizzi, prometem). Heloisa Jorge, como Gilda, tem a sua grande chance de mostrar a ótima atriz dramática que é, na fase da doença de sua personagem. Malvino Salvador, como o empresário Agno, frio em seu casamento com Lyris (Deborah Evelyn, sempre charmosa) poderá ter um dos melhores papéis de sua carreira, ao se envolver afetivamente com Rock (uma ousadia gigantesca do autor em reunir como um casal homoafetivo dois dos maiores galãs da emissora).

    Walcyr Carrasco, apostando nos ingredientes infalíveis que fazem uma novela fazer sucesso, recoloca o gênero em seu devido lugar de destaque com “A Dona do Pedaço”

    “A Dona do Pedaço” cumpre a nobre missão de recolocar as telenovelas em seu merecido lugar de destaque, não apostando em fórmulas milagrosas, mas em ingredientes infalíveis de um bom folhetim, com uma excelente história em que não faltam amores impossíveis, traições, humor e polêmicas, além de um elenco fabuloso e de uma direção competentíssima.

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  • São Paulo Fashion Week Verão 2016 – Parque Cândido Portinari

    maio 28th, 2019

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    Foto: Paulo Ruch

    A cantora, compositora e empresária Caroline Celico na edição comemorativa dos 20 anos da São Paulo Fashion Week.
    Paulistana, filha do empresário Celso Celico e de Rosângela Lyra, ex-presidente da Dior no Brasil, foi casada com o ex-jogador de futebol Kaká.
    Caroline estudou na infância e adolescência no Colégio Américo e no Saint’s Paul School (Escola Britânica de São Paulo).
    Decidiu aperfeiçoar o seu inglês em Londres, e o seu francês em Paris, onde também se dedicou à culinária, uma de suas predileções, frequentando as aulas de instituições prestigiadas da área, como o Le Cordon Bleu e o Ritz.
    Conheceu o jogador Kaká (importante atleta que passou pelos times São Paulo e Milan, além de ser titular da Seleção Brasileira) em 2002, vindo a se casar em dezembro de 2005 (a vida do casal sempre foi incessantemente acompanhada pela imprensa).
    Em nove anos de casamento, Caroline e Kaká tiveram dois filhos.
    Seu interesse pela música começou quando cantava no grupo “Renascer Praise”, pertencente à Igreja Renascer em Cristo (exerceu esta atividade no período de 2003 a 2009).
    Em 2010, lançou os CD e DVD “Carol Celico”, os quais continham várias faixas compostas por ela, tendo contado com as participações especiais de Claudia Leitte, Kaká e cantores gospel (antes a cantora já havia lançado três CDs com seus respectivos DVDs).
    Preside a Fundação Amor Horizontal (criada pela própria Caroline), que tem por objetivo estimular a prática da doação, oferecendo ajuda a diversas instituições de caridade, escolas e creches públicas.
    No ano passado, Caroline Celico firmou uma parceria com Chris Ayrosa na empresa de assessoria e design de eventos de luxo no Brasil Party Design (com esta sociedade, voltou à função de assessora de eventos e design exercida em Milão, na Itália, em 2007).

    Agradecimento: TNG

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  • São Paulo Fashion Week Verão 2016 – Parque Cândido Portinari

    abril 27th, 2019

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    Foto: Paulo Ruch

    A apresentadora, modelo e repórter Fernanda Keulla na edição comemorativa dos 20 anos da São Paulo Fashion Week, no Parque Cândido Portinari.
    Fernanda nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais.
    A advogada entrou para a 13ª edição do reality exibido pela Rede Globo “Big Brother Brasil”, e se sagrou a grande vencedora.
    Foi contratada pela emissora para ser repórter do hoje extinto programa de variedades “Vídeo Show”, tornando-se, tempos depois, uma de suas apresentadoras.
    No momento, na 20ª edição do “BBB”, Fernanda Keulla atua como apresentadora e mediadora das mesas-redondas com os eliminados da atração no “Rede BBB” (que conta ainda com os resumos da semana), disponíveis na internet pelo Gshow e Globoplay, além de fazer reportagens de rua com os telespectadores do reality no quadro “Selfie BBB”.

    Agradecimento: TNG

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  • ” ‘Cafarnaum’, um dos cinco finalistas ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, pode ser considerado uma obra-prima do cinema atual, confirmando o status da libanesa Nadine Labaki como grande diretora e roteirista. “

    abril 5th, 2019

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    Foto: Divulgação do filme

    Nadine Labaki aborda com pungência questões atuais e urgentes do mundo contemporâneo, tendo merecido levar o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, que, ao final, foi entregue a “Roma”

    Sem dúvida, um dos filmes mais impactantes e pungentes já lançados nos últimos anos foi “Cafarnaum” (“Capharnaün”, “Capernaum”, Líbano, França e Estados Unidos, 2018), da diretora, atriz e roteirista libanesa Nadine Labaki (“Rio, Eu Te Amo”).  Vencedor do Prêmio do Júri em Cannes, ganhou mais 21 prêmios internacionais. Uma das cinco indicações ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, a obra de Labaki merecia ganhar, mas o franco favoritismo e a enorme campanha de publicidade em torno de “Roma”, de Alfonso Cuarón, sobrepuseram-se a importância deste longa-metragem, que aborda questões cruciais da atualidade, como o drama dos refugiados no mundo, o tráfico internacional de crianças, a exploração do trabalho infantil, os maus-tratos a menores, a miserabilidade pandêmica etc.

    Uma história comovente, cujo roteiro também foi escrito por Labaki, em que o ator Zain Al Rafeea se destaca como o garoto condenado a cinco anos de cadeia pelo assassinato de seu cunhado, vindo, posteriormente, a processar os seus pais por um motivo nada convencional

    A história, cuja uma das roteiristas é a própria Nadine Labaki, gira em torno do menino libanês Zain (o excepcional e cativante Zain Al Rafeea), de apenas 12 anos, condenado a 5 anos de cadeia por ter ferido a faca o assassino de sua irmã, com quem ela fora obrigada a se casar. Utilizando-se de flashbacks, a excelente diretora, que também atua no filme, mostra todo o périplo assustadoramente sofrido do garoto, como a convivência com os pais violentos, sua parceria com uma refugiada etíope, Rahil (Yordanos Shifera, intensa) e seu filho bebê Younas (Boluwatife Treasure Bankole), até o presente, em que Zain processa os seus pais por ter nascido, exigindo que não tenham mais filhos.

    “Cafarnaum” é uma obra-prima da safra cinematográfica atual 

    Com fotografia exuberante (por vezes crua) de Christopher Aoun, trilha sonora sensível de Khaled Mouzanar, montagem picotada de Konstantin Bok, e direção com pegada pessoal, com câmera na mão, de Labaki, “Cafarnaum” é um filme urgente, necessário, obrigatório, desconfortável e emocionante, podendo ser considerado uma obra-prima da safra cinematográfica atual.

    Assista ao trailer:

  • ” ‘Guerra Fria’, um dos cinco finalistas a Melhor Filme em Língua Estrangeira no Oscar 2019, impressiona pela sua fotografia em p&b arrebatadora, e pelo magnetismo da atuação de sua protagonista Joanna Kulig, numa história centrada em um dos momentos mais difíceis da geopolítica internacional. “

    março 28th, 2019

    Guerra Fria
    Foto: Divulgação do filme

    Indicado em 2015 ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, Pawel Pawlikowski repete a façanha em 2019, indo, no entanto, mais além, sendo reconhecido também nas indicações como Melhor Diretor e Fotografia

    O cineasta polonês Pawel Pawlikowski já havia sido indicado e ganhado em 2015 o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira por “Ida”. Em 2019, o diretor, com sua nova obra, “Guerra Fria” (“Zima Wojna”, “Cold War”, Polônia, França e Rússia, 2018), foi muito mais além, sendo indicado em três importantes categorias: Melhor Filme em Língua Estrangeira, Melhor Diretor e Melhor Fotografia. A despeito de não ser agraciado em nenhuma delas, o longa carrega em sua lista imponentes prêmios: Melhor Diretor no Festival de Cannes 2018, Melhor Filme, Diretor, Atriz (Joanna Kulig), Roteiro e Montagem no European Film Awards.

    Os desencontros de um casal com divergências políticas e confrontos emocionais entre uma Polônia gelada e uma Paris festiva atravessam a narrativa do filme de Pawlikowski

    A trama, interessante, desenrola-se nos tempos conflituosos geopolíticos que a intitulam, compreendendo os anos de 1949 e 1964. A história se inicia na Polônia stalinista (o endeusamento a ditadores como Josef Stalin e o patriotismo exacerbado da época podem ser ainda identificados nos dias de hoje com outros déspotas em diferentes nações) com o encontro de um sedutor regente e músico Wiktor (Tomasz Kot, sóbrio) e uma bela e imprevisível cantora, Zula (a inebriante Joanna Kulig) numa instituição de música e dança. Os estremecimentos do casal se dão por omissões da verdade, instabilidades emocionais e convicções políticas dissonantes (Wiktor não se afina com as diretrizes do sistema socialista). Vindo de uma gelada e triste Polônia, o par se reencontra em uma festiva e dançante Paris.

    Direção de fotografia devastadora, realçada pelo magnetismo da atriz Joanna Kulig 

    O filme em vários instantes nos reporta à atmosfera da Nouvelle Vague. De fato, a fotografia de Lucasz Zal, em p&b, impressiona pelo apuro visual, sendo devastadoramente sofisticada. A direção de Pawel Pawlikowski é conduzida com delicadeza e precisão. O elenco, competente, destaca o magnetismo de Joanna Kulig. “Guerra Fria” é um filme para quem gosta de visões autorais de seu criador, sem ritmos narrativos empolgantes.

    Assista ao trailer:

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