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Blog do Paulo Ruch

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    julho 24th, 2015
    Foto: Paulo Ruch

    A atriz, apresentadora e produtora Amanda Richter no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.

    Amanda nasceu na cidade de Joinville, em Santa Catarina.

    Sua estreia na televisão ocorreu em 2008 no remake de “Ciranda de Pedra”, escrito por Alcides Nogueira, com a personagem Marisa, na Rede Globo, na faixa das 18h (a primeira versão da obra que se baseou no romance homônimo de Lygia Fagundes Telles foi ao ar em 1981 pela mesma emissora, porém com a teledramaturgia de Teixeira Filho).

    A seguir, a intérprete foi escalada para fazer parte do universo teen da novela “Malhação” (seu papel se chamava Veridiana, a vilã da história).

    No final de 2010, ao lado de Fábio Jr. e Fiuk, integrou o elenco do especial “Tal Filho, Tal Pai”.

    Esteve na trama cheia de reviravoltas pensada por Gilberto Braga e Ricardo Linhares, “Insensato Coração”.

    Em outro canal, o Multishow, descobriu o seu talento para a apresentação, comandando o programa “Viagem Sem Fim”.

    Volta a participar de um remake, desta vez o de “Gabriela” (o folhetim original que se inspirou no livro de Jorge Amado, “Gabriela, Cravo e Canela”, coube a Walter George Durst, sendo exibido em 1975), apresentado pela TV Globo em 2012 às 23h, tendo como autor Walcyr Carrasco (na trama, Amanda defendeu Iracema Mendonça, que abandonou a escola para se casar com o Coronel Jesuíno, José Wilker).

    Em 2014 a atriz foi vista na série humorística “Meu Amigo Encosto” (a primeira série de ficção produzida pelo canal VIVA). 

    Durante dois anos (de 2014 a 2016) abraçou uma outra função em sua trajetória profissional, a de repórter do programa jornalístico semanal da Rede Globo “Como Será?” (a produção abordava os temas ciência, educação, ecologia e projetos sociais).

    Seu retorno às telenovelas acontece em uma obra de Cristianne Fridman para a RecordTV, “Topíssima”, de 2019, em que representa Isadora, uma estudante de Artes Cênicas que enfrenta grandes dificuldades em entrar para o mercado de trabalho, tendo que se submeter a oportunidades nada promissoras.

    Atuou no ano passado na novela bíblica da mesma emissora “Gênesis”, com direção artística e geral de Edgar Miranda, como a carinhosa Chaya em sua fase adulta (seus autores foram Camilo Pellegrini, Raphaela Castro e Stephanie Ribeiro). 

    No cinema foi dirigida por Moises Menezes na coprodução Brasil/Polônia “Finding Josef”.

    Já na área teatral contracenou com Matheus Rocha, Romulo Estrela, Fernanda Pontes e Antônio Rocha Filho em “Apartamento 171”, de Antônio Rocha Filho (direção de Duda Ribeiro).

    No momento, além da interpretação, Amanda Richter se dedica ao cargo de produtora executiva da WeAreFigo (Creative Film) e A.R. Movies (produtora audiovisual – Rio de Janeiro e São Paulo).

    Agradecimento: R. Groove e TNG 

    Post atualizado em 29/06/2022.

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    julho 23rd, 2015
    Foto: Paulo Ruch

    O ator Bernardo Velasco no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.

    Bernardo, que começou sua carreira como modelo requisitado, nasceu em Niterói, no Rio de Janeiro, graduando-se em Educação Física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

    Após ter se dedicado mais a moda (com atuação no Brasil e no exterior), o jovem futuro artista decide se aprimorar em cursos voltados para a nova profissão, sendo convocado para aprender as técnicas de interpretação para a TV na Oficina de Atores da Rede Globo, o que lhe abriu as portas para uma popularidade maior.

    Seu belo rosto e talento foram descobertos pela produção da 19ª temporada de “Malhação” (“Malhação Conectados”), na mesma emissora, que o escalou para viver o personagem Nando, um professor de kung fu.

    No segundo semestre do ano seguinte, em setembro de 2013, inicia o seu vínculo com a RecordTV, defendendo um papel criado por Carlos Lombardi, Romeu, para a novela “Pecado Mortal”. 

    Seu próximo trabalho na teledramaturgia foi acompanhado a partir de 2015 na superprodução bíblica de Vivian de Oliveira, “Os Dez Mandamentos” (na trama, representou Eliazar em suas duas temporadas; Eliazar era um homem pacífico com fé e caráter, filho de Arão, Petrônio Gontijo, e Eliseba, Gabriela Durlo).

    O intérprete continua a defender o mesmo papel de sua novela anterior em “A Terra Prometida” (2016), produção bíblica assinada por Renato Modesto. 

    No ano de 2017 Bernardo foi agraciado com o convite para assumir o seu primeiro posto de protagonista em folhetins, no caso a história medieval de Gustavo Reiz “Belaventura” (coube ao ator incorporar Enrico Montebelo e Luxemburgo, Príncipe de Belaventura). 

    No ano seguinte faz algo totalmente novo em sua trajetória ao ser um dos competidores do reality de dança comandado por Xuxa Meneguel “Dancing Brasil” em sua 4ª temporada. 

    Volta a atuar em “Jezabel” (2019), de Cristianne Fridman, como o destemido soldado israelita Matheus. 

    Nos cinemas, esteve na adaptação cinematográfica de “Os Dez Mandamentos”, “Os Dez Mandamentos: O Filme” (2016), com direção de Alexandre Avancini (reassumiu o personagem Eliazar). 

    Na área musical apareceu em videoclipes como o de Anitta, “Deixa Ele Sofrer”. 

    Já no teatro Bernardo Velasco esteve nos espetáculos “A-Traídos”, argumento e idealização de Rafa Ferrah, dramaturgia e direção de Pedro Jones, no qual contracenou com Bia Arantes e Daniel Blanco; e “hEla”, em que reeditou a parceria com Pedro Jones (texto e direção) e Daniel Blanco

    Agradecimento: R. Groove e TNG 

    Post atualizado em 14/06/2022. 

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    julho 23rd, 2015
    Foto: Paulo Ruch

    A atriz Laila Zaid no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.

    Laila é carioca.

    Graduou-se em Publicidade pela PUC-Rio.

    Concomitante aos estudos acadêmicos, dedicou-se ao teatro, tendo estreado nos palcos com a encenação de uma peça clássica de Shakespeare, “Sonhos de Uma Noite de Verão”.

    Sua estreia na televisão, em 2004, na décima primeira temporada da novela teen da Rede Globo “Malhação”, agradou tanto, como a garçonete Bel, que a atriz ficou no ar por três anos, emendando, assim, mais duas temporadas.

    Após, teve uma experiência na TV fechada, no caso a HBO Brasil, na elogiada série “Mandrake”, baseada nas obras de Rubem Fonseca “A Grande Arte” e “Mandrake – A Bíblia e a Bengala” (participou do episódio “Rosas Negras”).

    Volta para uma emissora aberta, a RecordTV, recebendo da autora Gisele Joras uma personagem em sua história, Janaína, na produção “Amor e Intrigas”.

    Ainda na RecordTV, mantém a colaboração com Gisele Joras, desta vez no folhetim “Bela, A Feia”, adaptação do original “Yo Soy Betty, La Fea”, de Fernando Gaitán (seu papel, a manicure Magdalena, teve boa repercussão).

    Em seu retorno à Rede Globo, aparece em um dos episódios (“A Selvagem de Santarém”) do seriado “As Brasileiras”.

    Elizabeth Jhin lhe reserva uma personagem, Priscila, em seu novo projeto para as 18h, a telenovela “Amor Eterno Amor”.

    Ganhou popularidade com a divertida Pri de “Além do Horizonte”, uma obra de Carlos Gregório e Marcos Bernstein criada para a faixa das dezenove horas da TV Globo.

    Depois de um período envolvida com outros trabalhos, surge a oportunidade de ser um dos principais nomes de “Terminadores”, uma série realizada em parceria da Band com o TNT.

    Laila é convidada para uma outra série, desta vez no Canal Brasil, “Insônia”, adaptada do livro “Vampiro”, de Luciano Trigo.

    Em seguida, faz rir em um dos episódios do revival do humorístico “Os Trapalhões”.

    Já nos cinemas, a intérprete esteve presente em longas-metragens dirigidos por nomes respeitáveis da indústria audiovisual, como “Heleno” (cinebiografia do jogador de futebol Heleno de Freitas), de José Henrique Fonseca; “Tainá – A Origem”, de Rosane Svartman; “E Aí… Comeu?”, de Felipe Joffily; “Somos Tão Jovens”, de Antonio Carlos da Fontoura (sobre a juventude do cantor e compositor Renato Russo; representou sua melhor amiga, Ana Claudia; foi indicada ao Prêmio Guarani de Cinema Brasileiro Melhor Atriz Coadjuvante); “Tim Maia”, de Mauro Lima; “De Onde Eu Te Vejo”, de Luiz Villaça; e “Os Penetras 2 – Quem Dá Mais?”, de Andrucha Waddington.

    Nos palcos, foi vista em algumas montagens, como “O Segredo de Cocachim”, de Denise Crispum (indicada ao Prêmio Zilka Sallaberry Melhor Atriz); “Rebeldes – Sobre a Raiva”, de Edna Mazia; “O Lugar Escuro”, um texto de Heloísa Seixas, com direção de André Paes Leme (no elenco, Camila Amado e Clarice Niskier); “Cachorro Quente”, de Sacha Bali e João Fonseca, um espetáculo baseado na obra do americano Chuck Palahniuk (direção do próprio João); e “O Livro dos Monstros Guardados”, de Rafael Primot, com direção de João Fonseca (a peça se baseou no livro homônimo de Rafael).

    Atualmente, Laila Zaid pode ter a sua atuação como a sofisticada, moderna e espirituosa escultora Ludmila de Albuquerque conferida na reta final da novela de Marcos Bernstein, com direção artística de Fred Mayrink, “Orgulho e Paixão”, exibida às 18h na Rede Globo.

    Agradecimento: R. Groove e TNG 

    Obs: Post atualizado em 31/08/2018. 

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    julho 17th, 2015
    Foto: Paulo Ruch

    O ator, hoje também artista plástico, Werles Pajero, no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.

    Werles é baiano de Muniz Ferreira, no Recôncavo Baiano.

    Sempre sonhou em ser ator, praticando atividades teatrais ainda criança na escola onde estudava em sua cidade natal.

    Depois se mudou para a capital Salvador e lá frequentou cursos de interpretação.

    Em 2009 parte para o Rio de Janeiro com o intuito de alavancar a sua carreira.

    Consegue oportunidades na Rede Globo fazendo participações no remake de “Gabriela” (2012), escrito por Walcyr Carrasco a partir da obra original homônima de Walter George Durst que foi ao ar no ano de 1975 (o folhetim se baseou em um dos muitos clássicos de Jorge Amado, “Gabriela, Cravo e Canela”), em “Malhação” e no seriado “Força-Tarefa”.

    Mas foi com o mecânico Jucelino de “Amor à Vida”, grande sucesso de Walcyr Carrasco das 21h em 2013, que Werles se projetou nacionalmente (o sedutor mecânico que vivia “quebrando galhos” para Tetê Parachoque Paralama, Elizabeth Savala, começou a se interessar pelo então vilão Félix, Mateus Solano, proporcionando cenas engraçadíssimas na trama; com seu jeito maroto, voz maliciosa e pausada e olhar esperto, Jucelino ganhou merecido destaque na história, e seus momentos, além de se tornarem mais constantes, passaram a ser indispensáveis para o núcleo cômico da produção teledramatúrgica).

    Sua atuação agradou tanto ao público quanto a Walcyr Carrasco que o jovem acabou sendo escalado para o enorme êxito “Verdades Secretas”, novela das 23h exibida em 2015, onde interpretou o elegante, sério e compenetrado motorista Raulino, que trabalhava para o inescrupuloso empresário Alexandre Ticiano, Rodrigo Lombardi. 

    Werles Pajero encenou no final do ano passado no Teatro das Artes, no Rio de Janeiro, a peça “Angel”, de Vitor de Oliveira e Carlos Fernando Barros (com direção de Eduardo Martini, o Angel do título é o stripper mais cobiçado do cabaré, inclusive por uma senadora corrupta).

    Agradecimento: R. Groove e TNG 

    Obs: Post atualizado em 19/05/2022.

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    julho 16th, 2015
    Foto: Paulo Ruch

    A então advogada criminalista Angela Munhoz no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.

    Angela é de São Roque, interior do Estado de São Paulo.

    Graduou-se em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP).

    Foi uma das três finalistas da 14ª edição do “Big Brother Brasil”, reality show exibido pela Rede Globo.

    Atualmente, dedica-se às carreiras de atriz e apresentadora, além de ser embaixadora da Decolar (empresa voltada para o setor de viagens). 

    Nos stories de sua conta oficial no Instagram, Angela Munhoz, que é vegetariana, mostra aos seus seguidores o seu estilo de vida e viagens que realiza. 

    Agradecimento: R. Groove e TNG 

    Post atualizado em 07/04/2022. 

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    julho 16th, 2015
    Foto: Paulo Ruch

    A então advogada criminalista Angela Munhoz, que foi uma das finalistas do reality show apresentado pela Rede Globo, em sua 14ª edição, “Big Brother Brasil”, compareceu ao Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.

    Muito bonita e elegante, trajou uma segunda pele marrom, pantalona animal print, e como acessório uma clutch.

    Atualmente, Angela se dedica às carreiras de atriz e apresentadora, sendo também embaixadora da Decolar (empresa voltada para o setor de viagens). 

    Vegetariana, mostra nos stories da sua conta oficial no Instagram seu estilo de vida e viagens que realiza.  

    Agradecimento: R. Groove e TNG 

    Post atualizado em 07/04/2022.

  • “ Em ‘Selfie’, uma irresistível comédia de Daniela Ocampo, que se sobressai pela inteligência e humor com elevada categoria, ao discutir um assunto tão contemporâneo quanto oportuno, Mateus Solano e Miguel Thiré, em atuações absolutamente brilhantes, provam-nos que a vida era muito melhor quando soltávamos inocentes pipas. “

    julho 7th, 2015

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    Foto: Vitor Dorzal

    Numa clara referência ao clássico da ficção científica de Stanley Kubrick, “2001 – Uma Odisséia no Espaço”, de 1968, dois símios (Mateus Solano e Miguel Thiré) se contorcem, grunhem e se movimentam de modo frenético sobre o espaço do palco, sendo que um deles tenta remover infrutiferamente a barreira quase intransponível da incomunicabilidade, um flagelo real que vemos em nossa sociedade contemporânea, o que indica que, a despeito de toda a tecnologia que facilita a comunicação, carregamos dentro de nós mesmos a dificuldade ancestral de nos relacionarmos de fato. De repente, um dos primatas ergue um luminoso celular, como se fosse uma ponte direta com a modernidade, e ao registrar a sua imagem, exclama: “Selfie!”. A partir daí, inicia-se a bem elaborada, divertidíssima e atual peça de Daniela Ocampo (uma realização com a idealização de Carlos Grun, Mateus Solano e Miguel Thiré), ao nos apresentar o especialista em Informática (professor, inclusive) Cláudio Couto (Mateus Solano), que resolve de uma hora para a outra se desligar de todas as redes sociais às quais pertence, apagando de uma só vez suas fotos, dados pessoais, contatos e tudo mais que lhe diga respeito. O seu objetivo era criar um sistema próprio e específico no qual só ele mesmo pudesse ter acesso e controle sobre suas informações. Todavia, um incidente faz com que o seu celular delete o recente sistema criado. Nos estertores do desespero, Cláudio solicita o auxílio de um amigo hacker, um sujeito vagaroso e impassível com sotaque carregado que atende pela alcunha de Paulista (Miguel Thiré), entregando a sua origem. Ao invés de orientar o colega em pânico, assusta-o ainda mais com a seguinte pérola: “Tecnicamente, você não existe”. Antes disso, numa cena bastante representativa do quadro comportamental alucinado presente do qual fazemos parte, Cláudio se desdobra herculeamente ao executar inúmeras atividades ao mesmo tempo, como teclar com dedos lépidos o seu “keyboard”, atender às chamadas insistentes e inoportunas de sua namorada Amanda (Miguel Thiré), com o toque enlouquecedor do hit da cantora Corona “The Rhythm Of The Night”, que o irrita sobremaneira, as aulas de iniciação à Informática oferecidas a S. Inocêncio (Miguel Thiré) por telefone, um senhor com preocupantes dificuldades de entendimento, habituado a fazer tudo o que ouve ao “pé da letra”. É importante que se frise que os ruídos, sons (gerais e digitais) e assovios são feitos com incrível veracidade por Miguel, que acompanha a atuação de Mateus neste momento, impávido, no outro lado da ribalta. Ao procurar a sua namorada, na esperança de reaver um pouco de sua existência, uma nova decepção: a sua vaidosíssima companheira, uma irrecuperável adicta da prática da selfie, que baseia a sua vida em hashtags esdrúxulas e postagens intermitentes de cada passo que dá, insatisfeita com o namoro, já se relaciona com outro, um “@” qualquer, e tudo o que havia de comum entre ambos fora por ela apagado. Amanda simboliza o desvario coletivo em que se encontra o indivíduo na sociedade em sua busca insana por publicidade, exposição, popularidade e “fama”. Na verdade, o que se encontram por detrás dessas pessoas são fortes indicativos de carência, baixa autoestima (o que explica a necessidade urgente de aceitação e aprovação do outro) e um vazio existencial que as leva a uma superficialidade jamais vista. A namorada de Cláudio ao trocá-lo por outro por razões injustificadas sinaliza a banalização das relações afetivas. O rapaz “desconectado do mundo” decide então recorrer à sua mãe (Miguel Thiré), mais uma vítima da onda tecnológica avassaladora (e desagregadora) que tomou de assalto a vida comum cotidiana do homem. Trata-se de uma amalucada mulher que registra os pormenores do preparo de uma inusitada omelete que leva bastantes ovos. Sua vida, como a de muitos outros, depende de likes, comments, shares e outros anglicismos afins. Seu humor e alegria são subservientes à “generosidade” alheia. Não admite a “falha” do filho, repreendendo-o. Ademais, relaciona-se com um pretendente numa rede social famosa de encontros. Relacionamo-nos não mais com o ser humano, mas com os vídeos e fotos desse mesmo ser humano. O seu pensamento não é por nós ouvido, e sim lido. A língua mãe foi traiçoeiramente golpeada nas costas, sendo substituída por abreviações e carinhas representativas de sentimentos. Há o encontro com o seu amigo Cabeça (Miguel Thiré), um jovem dependente químico cuja memória está demasiado comprometida, parecendo não se importar em viver só em seu microcosmo particular, em ser “feliz” e desmemoriado em seu “paraíso artificial”. Na terra das máquinas modernas, que são poderosas justamente por sua infinita memória, não há lugar possível para Cabeça. Diante do fato inquietante de não mais “existir” para os seus pares, Cláudio tem uma suposta brilhante ideia. Transforma-se no revolucionário “The Connect Man”, ou seja, implantou um chip em seu cérebro, servindo como local de armazenamento de incontáveis dados, com a capacidade ilimitada de funções de um supercomputador. Seu extraordinário projeto é levado a um empresário mercenário do ramo (Miguel Thiré), um cidadão soberbo e arrogante, que não se envergonha ao asseverar que não deixará de ganhar milhões com os seus aplicativos. O cidadão corresponde potencialmente ao capitalista arcaico, conservador, obtuso, intolerante, que visa ao lucro máximo, cuja pretensão primeira é conquistar o maior número possível de consumidores com suas engenhocas eletrônicas. “The Connect Man” não lhe interessa, pois não está aberto a ideias e inovações, e sim ao lucro fácil e garantido. Com os seus inacreditáveis poderes de memorização e conectividade, “The Connect Man” se torna uma celebridade instantânea. Passa a tirar selfies com fãs (incluindo um garçom criado por Miguel Thiré), e uma espevitada apresentadora de programa que sofre de “língua presa” (Miguel Thiré) o convida para uma entrevista. A fama lhe trouxe o assédio de mulheres voluptuosas, como a indescritivelmente desinibida Bianca (Miguel Thiré). “The Connect Man” demonstra, num dado instante, o mesmo conflito que nos perturba com os milhares de informações que recebemos diariamente. Não sendo os homens capazes de organizar tantos dados, e se perdendo cada vez mais nos labirínticos e misteriosos caminhos de suas memórias, afastando-se do mundo real, que é o que de fato os move, o processo de sua fragilização e infelicidade pessoal nos parece ser inevitável. O encontro de Cláudio com um ingênuo menino (Miguel Thiré) que gosta de soltar pipas muda todo o contexto da história. O menino “pipeiro” faz com que o rapaz reavalie a sua situação, até onde a mesma lhe oferece vantagens em contraponto às desvantagens. A pipa e o menino resgataram em Cláudio o seu “menino pipeiro” adormecido. Resgataram a simplicidade perdida. Uma simplicidade que nada vale num mundo cheio de modernidades e globalizações. O texto de Daniela Ocampo, num tom essencialmente leve e bastante divertido, alterna-se com precisão entre o dinamismo e a reflexão, escorando-se num gênero pouco explorado na cena teatral, e por isso mesmo arriscado, que é a ficção científica. A dramaturgia de Daniela não se exime de abordar com grau de seriedade substancial um assunto tão presente em nosso dia a dia: a convivência dificultosa do homem com a tecnologia. Um duelo constante do ser com a máquina. A contingência de dominação e dependência entre ambos. Até que ponto as nossas vidas são afetadas por estas interferência e invasão digitais. A autora nos mostra com ampla propriedade o quanto somos “reféns” destes pequenos dispositivos luminosos e ruidosos, e seus incontáveis e desnecessários, em não poucos casos, aplicativos. A nossa felicidade atualmente é ditada por distintas variáveis. A dramaturga nos convence de que seremos mais “técnicos” do que humanos se continuarmos nesta espiral de “progressos”. O futuro já chegou. Não o apocalíptico inerente a algumas profecias. Mas um futuro que muito se afasta do “humano”. Um futuro frio e antissocial. A nossa conexão é com a ilusão e com o irreal. A verdade está “desplugada”. A verdade absoluta dispensa redes “wi-fi”. Não precisamos de aplicativos intermediários para nos comunicarmos um com o outro. Não há mais neste universo o “o olho no olho”. O que nos falta é a conexão com nós mesmos. Estamos todos “offline”, e não sabemos. O diretor Marcos Caruso, um ator, dramaturgo e encenador com ciência sobranceira da prática teatral, acolheu com perfeição a contemporaneidade da proposta cênica de Daniela Ocampo, legitimando o espetáculo de forma a conduzir a dupla de atores para um nível de despojamento e libertação interpretativa impressionantes, aderindo a um humor espontâneo, não padronizado, de alta qualidade textual. Marcos criou um jogo de cena no qual Mateus Solano e Miguel Thiré aproveitam largamente o espaço do palco, interagindo um com o outro em maior ou menor grau. Marcos Caruso direciona a peça a um patamar relevante de discussões e debates do tema posto em pauta. Há em sua direção notada inteligência na imposição de elementos (como a maneira leve, bem-humorada e cativante com que o assunto central é tratado), que caracterizam a produção como uma narrativa cativante, e que seduz o público de imediato. Mateus Solano, cujas raízes artísticas se fundam no teatro (assim como Miguel Thiré), demonstra em cena uma pujante integração à alma de seu personagem, trilhando em iguais níveis de excelência todas as veredas emocionais/interpretativas, tendo em vista que o seu papel principal (pois também incorpora o símio) detém uma complexidade nata, desvelada e evidenciada pelos reveses por que passa no entrecho. Mateus, que desde sempre nos conquistou com seus sobejos talento e carisma, aliados a um sorriso franco, ostenta com preciosidade a distinção de cada sentimento de um indivíduo que se vê em situação limite, seja o contentamento, a angústia, a dúvida e a decepção. O ator outrossim transmite credibilidade quando Cláudio se percebe num momento de descoberta e inventividade, ou quando é acometido por imprevista nostalgia, ou ainda quando reconhece e identifica os valores significantes da existência humana. Uma atuação vívida, sensível, e claro, com a notória comicidade elegante do artista. Miguel Thiré, um intérprete com imensurável valor, sabedor da presença inequívoca de sua vocação artística, desdobra-se em dez diferentes personagens, tipos reconhecíveis em nosso meio social, importantes interlocutores nas provações vividas por Cláudio. Para quem conhece apenas o trabalho de atuação de Miguel na TV, ficará literalmente arrebatado com sua rara aptidão para a composição de characters, dispensando os artifícios fáceis de caracterização. O ator possui a especificidade de brincar e descobrir todas as possibilidades de sua voz, além de explorar magnificamente o seu corpo, não temendo o pudor. Reitero que não testemunhamos arquétipos, e sim visões pessoais de Miguel, com tintas hilariantes, acerca das figuras retratadas. Um ator que se deixa completar por seus recursos próprios, um ótimo texto e um sensacional colega de cena, Mateus Solano. O que se verifica em “Selfie” é uma bem-sucedida adoção do Teatro Físico, no qual o corpo, matéria do ator, recebe atenção especial e reverente. Mateus e Miguel são irretocáveis na expressividade de suas matérias físicas. Os figurinos de Sol Azulay são totalmente objetivos e diretos. A praticidade dos mesmos (os dois atores trajam macacões azuis com bainha um pouco elevada, e calçam tênis) funciona plenamente, servindo como um complemento ideal para a intenção dramatúrgica. A concepção cenográfica de Marcos Caruso, da mesma maneira, procura a objetividade, com toques assumidamente minimalistas, com a proposta viva de se valorizar tanto o texto quanto os intérpretes. Na ribalta, são vistos dois bancos em formato cilíndrico que são utilizados para diferenciadas missões. São trocados de lugar de acordo com a conveniência temporal e de situação. O desenho de luz de Felipe Lourenço é caprichado, bonito e coerente, oferecendo-nos atrativos em sequência. Felipe soube com habilidade e sensibilidade realçar toda e qualquer passagem da encenação. Notamos o uso de uma criteriosa paleta de cores que, dentre outras, açambarca o azul e o alaranjado. O LED é aproveitado oportunamente, destacando com vigor a cena para a qual foi utilizado. No painel da iluminação, inserem-se feixes pontuais (focos), sombreados e luzes transpassadas. Não há um plano integralmente aberto, geral, o que colabora para o ambiente ficcional da trama. A direção musical e trilha sonora original couberam a Lincoln Vargas. Lincoln criou um panorama diversificado, sensato, agradável e empolgante, com direito a “Assim Falou Zaratustra” (um poema sinfônico do compositor alemão Richard Strauss, e que faz parte do soundtrack do filme de Kubrick citado), valsas e ritmos latinos com “pegada” pop (os músicos são Lucas Vasconcelos, Lincoln Vargas e Mateus Solano). A preparação corporal de Arlindo Teixeira é fenomenal, como pode ser observada explicitamente na linguagem corporal dos atores, desde a representação fiel e engraçada dos símios, passando pela velocidade dos dedos dos personagens enquanto digitam e/ou teclam, a transformação com seus movimentos articulados de Cláudio no “The Connect Man”, e todas as gesticulações, entoações vocais e posturas da dezena de personagens interpretados por Miguel Thiré. “Selfie”, de Daniela Ocampo, direção de Marcos Caruso, com Mateus Solano e Miguel Thiré no elenco, é um espetáculo de entretenimento e de reflexão, que objetiva alcançar, e o faz com enorme êxito, uma plena sintonia entre o que é retratado no palco e percebido consuetudinariamente nas ruas: o caos digital e a desvirtuação da personalidade e comportamento do indivíduo defronte a essas transformações do tempo. Adotando um tom crítico e irreverente, a peça cumpre o seu papel de pôr em discussão a desintegração dos relacionamentos pessoais, a ausência de comunicação no coletivo social, e dentre tantos outros tópicos, a triste troca da palavra oral pelo frio toque digital. O espetáculo nos serve como um aviso, um alerta de nosso distanciamento do outro, que está ali bem ao nosso lado. Estamos cientes de que o futuro fora exterminado metaforicamente pela tecnologia. O que assistimos fora uma junção gloriosa de atores inspiradíssimos, um texto certeiro, atualizado com as nossas realidades, eivado do mais puro humor, e uma direção exultante e infinitamente eficaz em seus resultados. “Selfie” é uma ode, um louvor à simplicidade. Aquela presente em cada um de nós. Não há um libelo contra os avanços tecnológicos, mas uma defesa da parcimônia da utilização destes, a fim de que não nos tornemos tão frios quanto máquinas com luz e som. “Selfie” é uma saudação à conectividade com a vida, com o ser humano e com a nossa essência. “Selfie” é uma conexão inesquecível com Mateus Solano e Miguel Thiré.

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    junho 25th, 2015
    Foto: Paulo Ruch

    A jornalista de moda Paula Mello no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória (à época trabalhava para a revista “Glamour”).

    Paula se pós-graduou em Moda no conceituado IED (Istituto Europeo di Design), em Milão, na Itália.

    Fez Mestrado em Publishing na London College of Communication.

    Estagiou na “Teen Vogue”, em Nova York.

    Possuiu uma coluna on-line, a “Pauli Position”, na qual dava conselhos de relacionamento às suas leitoras por meio de e-mails.

    Passou uma temporada em Londres, onde atuou como produtora e correspondente da “Vogue”, escrevendo sobre moda e beleza (produzia as fotos de beleza da prestigiada publicação).

    Ainda na capital inglesa exerceu a função de editora da magazine dedicada ao luxo em geral, “Luxure”, além de ter sido responsável pelo “rebranding” da marca de cosméticos Eyeko.

    Depois de ter sido editora-chefe da revista “Vogue Brasil” Paula Mello ocupa atualmente o cargo de editora de conteúdo da mesma publicação.

    Agradecimento: R. Groove e TNG 

    Post atualizado em 26/03/2022.

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    junho 24th, 2015
    Foto: Paulo Ruch

    A atriz, modelo e apresentadora Patrícia Dejesus no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.

    A paulistana Patrícia, ou Pathy Dejesus, como também é conhecida, começou a carreira de modelo aos 17 anos, quando foi descoberta por um agente enquanto praticava futevôlei (Pathy teve que passar por um teste; após ser aprovada, assinou contrato com a Ford Models Brasil).

    Seu sucesso nas passarelas e estúdios fotográficos a levou a conhecer e morar em países como França (Paris), Estados Unidos (Nova York e Miami), Itália (Milão), África do Sul (Cidade do Cabo), Chile (Santiago) e Argentina (Buenos Aires).

    Circulou pelas passarelas vestindo coleções de Saint Laurent, Versace, Valentino e H&M.

    Desfilou também para importantes marcas nacionais, tanto no Fashion Rio quanto na São Paulo Fashion Week, onde fez cerca de vinte temporadas (participou da primeira edição da semana de moda paulistana em 1995).

    Participou de editoriais para várias revistas, dentre as quais podemos citar “Vogue”, “Elle”, “Marie Claire”, “Cosmopolitan”, “Nova”, “Raça” e “Corpo a Corpo”.

    A publicação “GQ South Africa” a elegeu como uma das dez modelos mais sexy do Brasil.

    Dez anos depois de ter se lançado como modelo, em 2004, Pathy decide abandonar a profissão e estudar Artes Cênicas.

    A estreia na TV aconteceu com uma participação no ano seguinte como uma modelo na novela de Silvio de Abreu, “Belíssima”, na Rede Globo.

    Muda-se para a RecordTV, emissora na qual se destaca em produções como “Caminhos do Coração”, “Os Mutantes – Caminhos do Coração” e “Mutantes: Promessas de Amor”, todas as três obras escritas por Tiago Santiago (personificou a mutante Perpétua, a Mulher-Elétrica).

    Já no SBT, defende personagens como a empresária sul-africana Alabá no remake de “Uma Rosa Com Amor” (a versão original de Vicente Sesso é de 1972) e a atriz Nina, que acaba entrando para a luta armada contra a ditadura militar de 1964 em “Amor e Revolução” (ambos os folhetins foram criados por Tiago Santiago).

    Surge a oportunidade de atuar na Rede Globo, justamente no grande sucesso de João Emanuel Carneiro “Avenida Brasil” (na trama, interpretou Jéssica, atendente da loja “A Elegância”, de Diógenes, Otávio Augusto).

    Como apresentadora, no ano de 2013, na função de VJ, comandou na MTV Brasil o “Top 10 MTV”, o “Acesso MTV”, o “Yo! MTV” e o “My MTV”.

    Faz o caminho de volta para a Rede Globo, desta vez para exercer o ofício de repórter do “Vídeo Show”.

    Seu retorno à teledramaturgia se dá em uma novela de Alcides Nogueira e Mário Teixeira, veiculada neste mesmo canal em 2015, no horário das sete, “I Love Paraisópolis”, em que encarna a antagonista Alceste.

    Depois de ter sido repórter do programa “Superbonita”, aparece em episódios de várias séries distribuídas em diversas emissoras: “Lili, a Ex” (GNT), “Prata da Casa” (Fox Brasil), “Desnude” (GNT) e “(Des)encontros” (Sony Channel).

    Em 2018, recebe um ótimo convite: ser uma das protagonistas da série da TNT “Rua Augusta” (na história, Pathy vive Nicole, uma moça que se entrega à prostituição e engana o noivo quanto à sua ocupação a fim de preservar o relacionamento).

    Seu trabalho seguinte foi em “Rotas do Ódio”, um drama policial criado e dirigido por Susanna Lira, levado ao ar na Universal TV (em seu enredo, a atriz representa Jaqueline, uma jovem cujo assassinato serve como mola propulsora para o desenvolvimento da narrativa).

    Na tela grande, foi dirigida por Tiago Santiago no filme de horror “Possessões”.

    No momento, Pathy Dejesus pode ser vista como uma das atrizes principais da série de época da Netflix, “Coisa Mais Linda”, uma criação de Giuliano Cedroni e Heather Roth, tendo como diretores Caíto Ortiz, Hugo Prata e Julia Rezende (Adélia, sua personagem, tem que enfrentar habitualmente comportamentos racistas na comunidade onde mora, passando a vislumbrar uma mudança em sua vida quando se torna uma das donas do bar “Coisa Mais Linda”).

    Agradecimento: R. Groove e TNG 

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    junho 24th, 2015
    Foto: Paulo Ruch

    A editora de moda Larissa Lucchese no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória (na época, assumia a função de editora de moda da Marie Claire Brasil).

    Também trabalhou para a Editora Abril e o canal GNT.

    Atualmente, Larissa Lucchese é editora de moda da revista Ela do jornal O Globo.  

    Agradecimento: R. Groove e TNG

    Post atualizado em 03/03/2020.

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