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Blog do Paulo Ruch

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    fevereiro 14th, 2015
    Foto sobre a foto de Murillo Meirelles: Paulo Ruch

    Nos amplos corredores da Marina da Glória em sua temporada Verão 2014/2015, com uma bela vista da Baía de Guanabara, havia uma exposição de grandes fotos, em formato de painéis, intitulada “Na Floresta”, do fotógrafo Murillo Meirelles, com direção de arte de Alex Wink.
    Na imagem, podemos ver apenas o perfil do rosto de um modelo maquiado com fortes tintas num contexto ritualístico (há uma referência sutil à obra clássica do escultor francês Auguste Rodin, “O Pensador”).

    Agradecimento: TNG e R. Groove 

  • “Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo e tinha medo de perguntar, você encontra na saborosa e anárquica comédia ‘Cachorro Quente’, com Sacha Bali, Rosanna Viegas, Laila Zaid, Renato Góes, Olivia Torres e Pedro Henrique Monteiro.”

    fevereiro 1st, 2015

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    Foto: Paula Kossatz

    A iniciativa de se falar abertamente sobre sexo em um contexto narrativo já é, por si só, valorosa. E o deslinde das camadas mais obscuras e veladas da ancestral e íntima prática humana, perpetrado com ousadia e intrepidez por João Fonseca e Sacha Bali na configuração do texto da peça “Cachorro Quente”, livremente inspirado na obra do autor americano Chuck Palahniuk (um de seus maiores sucessos fora “Clube da Luta”, adaptado com êxito para os cinemas por David Fincher) elevou o tema a um patamar sobranceiro que lhe é justo. A parceria bem-sucedida de João e Sacha teve início há sete anos com o espetáculo “Pão Com Mortadela”, baseado em contos e poemas de outro americano com pensamentos transgressores, Charles Bukowski (a encenação, indicada ao Prêmio Shell de Melhor Direção, que também teve como alicerce o livro “Misto-Quente” – “Ham on Rye”, narrava momentos da infância, adolescência e juventude do poeta tão maldito quanto idolatrado). Neste entremeio, o romance de Palahniuk, “No Sufoco”, serviu como manancial de elementos inspiradores e catárticos para que os dramaturgos, escorados em uma autêntica liberdade expressiva e solidez estrutural de conteúdo, abordassem acerca de um tema ao mesmo tempo delicado e instigante no formato de encenação cênica. Em “Cachorro Quente”, quadros são montados com o propósito de se desenhar uma história representativa das questões suscitadas. Sacha Bali interpreta Luca Mastroianni, cuja existência é visualizada desde a infância, a fim de que nos familiarizemos com os seus conflitos quanto à sexualidade e identificação pessoal. Luca é filho de Nina (Rosanna Viegas), uma mãe opressora e autocrática ligada à máfia italiana. O menino choroso e ingênuo é educado de modo intervalar e traumático em espaços temporais atípicos durante as fugas de sua progenitora delinquente, e quando por ela era sequestrado. Não se sabe ao certo qual a sua origem paterna. O conhecimento que possui sobre si mesmo é permeado por uma ficção delirante. Seus estudos de Medicina são abruptamente interrompidos devido à premência de cuidar de sua mãe que está padecendo de insanidade mental. A saída esdrúxula do rapaz que come todas as noites cachorros quentes no jantar para subsistir é a simulação de engasgos contínuos em restaurantes com o intuito de provocar a solidariedade perene dos comensais. Um castelo de mentiras sequenciais é premeditadamente edificado para a manutenção do golpe. Seu amigo Denilson (Renato Góes) é testemunha de seus ludíbrios. Denilson é um signo genuíno de nossas vulnerabilidades face aos pedidos do corpo físico. Torna-se refém de compulsivas masturbações. Um escravo do nada misericordioso onanismo. Metaforicamente, há que se catar pedras a fim de que se substituam os atos de prazer sexuais que escancaram o nosso desejo solitário. O jeito estouvado ou apalermado de Denilson é um útil instrumento provocador de nossa comoção. Ele e Luca frequentam um grupo de autoajuda para viciados em sexo, liderados pela indicadora/especialista em sexolatria Bia (Pedro Henrique Monteiro). Neste encontro coletivo em busca da reabilitação ou redenção, a dor e o sofrimento são democraticamente compartilhados. O sexo com suas vertentes “pervertidas” é visto como um problema real e concreto. Ao lado de Carina (Olivia Torres), para quem a casualidade e banalização intermitentes da prática sexual se tornaram agentes incômodos, estão o jovem Jorge (Rosanna Viegas), um sujeito com “ares de periferia”, e Samanta (Laila Zaid), vítimas de seus excessos, fantasias, desvios e até mesmo tragédias imprevistas. Segundo a doutrina do grupo, doze passos são necessários para se atingir o objetivo final de libertação. Agora, no que tange à instituição psiquiátrica onde Nina é internada, deparamo-nos com seres andarilhos perdidos aplacados por completa deterioração de suas faculdades mentais. Neste mesmo local em que aromas florais servem como atenuantes de odores indesejados, os médicos são tão insanos quanto os seus pacientes, a quem chamam de “coelhos”. Lá trabalha Dra. Patrícia (há uma surpresa quanto à sua identidade), uma médica geneticista defendida por Laila Zaid, que faz previsões apocalípticas sobre o fim do mundo e da Humanidade, com direito a pragas dizimadoras. E Luca se vê envolvido nesses vaticínios. Patrícia o convence de que suas raízes paternais estão em um líder religioso universal. O rapaz que volta e meia profere a proposição “Amor é besteira. Emoção é besteira. Eu sou um babaca, e eu tenho orgulho disso” se convence de que é possuidor de dons extraordinários, inclusive de cura. Num tom de humor e escracho, vislumbramos as faces negras da demência, da esquizofrenia, da psicose e de outros transtornos psíquicos. Tabus como sodomia, felação, brinquedos eróticos e vídeos pornográficos bizarros são discutidos sem ranços de moralismo. “Cachorro Quente” é uma peça que, obviamente, distingue-se por sua inquebrantável e benéfica audácia, ao exibir, sem pudicícia, um volumoso painel de informações e questões sobre sexo que foram muito bem coordenadas e costuradas em um fio narrativo consistente. O diretor João Fonseca, com a ciência de sua dramaturgia e de Sacha Bali, impinge à encenação uma linguagem libertadora, subversiva, anárquica, com vieses cênicos que lembram bastante o legado de José Celso Martinez Corrêa e seu Teatro Oficina, orgiástico e antropofágico. O espaço de semi arena é utilizado com proveito máximo (entradas e saídas dos atores, um recurso próprio do “vaudeville”, e posicionamentos variados daqueles são percebidos). O norte escolhido pelo diretor, parece-nos claro, foi a opção pela dinamização das cenas. Todavia, notamos outrossim situações reflexivas em que uma fala ou outra é cortada pelo silêncio. João Fonseca logrou avolumado êxito com seu talentosíssimo elenco, tirando de cada um, sem exceção, infindos recursos interpretativos, que ora se fundam na naturalidade ora se amparam na composição (a emoção se imiscui com o humor; palavras proferidas pelos atores que, a princípio, poderiam soar ofensivas, são aceitas pelo público de maneira natural). Sacha Bali, como Luca Mastroianni (em todas as etapas do personagem), mostra que é um intérprete dotado de pujante carga emotiva e sensibilidade cômica. É visível e notável o seu destemido mergulho na essência de seu papel. Sacha indica que é um conhecedor pleno de cada linha e entrelinha do texto que com denodo escreveu (junto com João Fonseca). Um ator que domina o palco com carisma e verdade. O mesmo se pode dizer dos demais artistas em cena. Rosanna Viegas é uma atriz que nos impressiona por sua força natural de incorporação da alma de seus personagens. Com sua potente e versátil voz, imprime crédito e graça à mãe mafiosa Nina (com acento italiano, vemos uma mulher que vai do autoritarismo à dependência emocional, que a faz até certo ponto mais humilde, quando se vê acometida pela devastadora demência causada pelo Alzheimer). Não nos esqueçamos de Jorge, um trabalho escorreito de composição, além de uma sensual dançarina de “inferninho”. Olivia Torres ostenta a multiplicidade de seu talento ao construir com inteligência e entendimento cênicos cada papel que lhe coube. Olivia nos oferece um fantástico trabalho de composição ao personificar uma oriental, Miçairi, viciada em uma prática sexual pouco aceita e cercada de preconceitos (seus gestual e voz são arrasadoramente engraçados). Sensualiza na medida exata, e evidencia convicção ao defender tanto Carina quanto uma garota de programa. Laila Zaid (com um “physique” aristocrático) nos conquista irremediavelmente com seu humor sutil (algo que se aproxima da tradicional comicidade britânica; o absurdo é dito com espantosa fleuma por Samanta, um dos membros do grupo de autoajuda). Já como a manipuladora e delirante médica geneticista Dra. Patrícia exibe sua capacidade de sedução, oscilando sensivelmente pelos tons de comportamento exigíveis. Renato Góes esbanja surpreendente e ampla gama de elementos de composição que enriquecem sobremaneira os tipos diferenciados aos quais dá vida. Renato sabe explorar as possibilidades vastas de seus corpo e voz, no intento de lograr atingir uma completude interpretativa. Comprova-nos o que disse com o supostamente atoleimado Denilson, com o idoso vitimado pela desorganização de suas ideias (internado na clínica) e no policial grotesco e truculento (seu glossário é tosco e denota a sua estupidez). E Pedro Henrique Monteiro circula pelo palco com a desenvoltura de um ator que pactuou com o teatro uma intimidade indissociável. Oferta-nos o seu valor como artista, seja como a divertida, surreal e charmosa Bia, a indicadora/líder do grupo de reabilitação, especialista em sexolatria, seja como o policial fanfarrão, seja como o médico da instituição que profere as maiores barbaridades com desconcertante naturalidade, ou como o Tarzan oriundo das fantasias sexuais mais peculiares. A iluminação de Luiz Paulo Nenem se engaja na profusão de viabilidades cromáticas e de intensidade. Vislumbramos a alternância de feixes luminosos azuis, rosas, verdes e vermelhos, planos abertos e focos nos atores. Ou seja, jamais se cai na estagnação ou inércia de efeitos, o que resulta em um proficiente resultado. Tanto a cenografia quanto os figurinos são de responsabilidade de Nello Marrese. A cenografia se propõe prática, funcional e crua. De fato, nada mais seria necessário como peça complementar e enriquecedora da ambiência da trama além de uma pilha de diversas caixas de papelão colocadas ao fundo, como algumas vistas no centro da ribalta. A funcionalidade se faz presente com as sobejas maneiras com que o elenco se utiliza delas, demarcando cada cena. Os figurinos são destacados primeiro pela sua versatilidade e criatividade e segundo pela sua pertinência, adequando-se ao perfil dos “characters”. Os costumes se caracterizam também pelos despojamento, ludicidade, elegância e sensualidade. Rafaela Amado realizou primorosa direção de movimento. É fascinante e admirável testemunharmos os corpos dos atores terem sido explorados de forma tão prodigiosa. O elenco dança descontraída e sensualmente, adota posturas pensadas com meticulosidade, movimenta-se com continuidade e de jeito particular, e silenciosamente pausa nas horas em que se pede o tempo. Os atos e a prática do sexo são legítimos e vitais em sua intenção. Jamais são vulgares, agressivos ou gratuitos. A música é um aspecto diferenciador da encenação. Ela emoldura os momentos. Há distintos gêneros, como o rock e suas variações (como um Radiohead, e sua melancólica “Creep”) e baladas dançantes como “Happy”, de Pharrel Williams. “Cachorro Quente” (uma realização de João Fonseca, Sacha Bali e cena 27 Produções) é irrefutavelmente um espetáculo que movimenta, remexe nossas impressões primárias acerca do sexo. A peça é privilegiada no sentido de nos fazer pensar, avaliar, constatar conceitos, preconceitos e posições no que tange a algo tão presente em nossas vidas e na do outro. Por sinal, o outro, que nos parece tão “normal”, tem sim as suas fantasias, tem sim potenciais perversões, administra bem ou mal os seus desejos. Você pode estar sendo visto e desejado por quem sequer imagina. Você pode ser o obscuro ou claro objeto de desejo de alguém. Você pode alimentar o vício sexual de ente próximo, sem que saiba. Sua nudez pode ser imaginada por outrem. Sacha Bali, na introdução do programa da peça, assevera que “tentamos construir um mundo a partir de pedras e caos.” Não há como não concordar com Sacha. E João Fonseca se diz “viciado em teatro”, e que “o elenco é sexy e viciado na sua profissão”. Com certeza, essas condições foram fundamentais e determinantes para o sucesso desta obra. Em uma passagem de “Cachorro Quente”, o personagem Luca de Sacha Bali reflete: “A Arte não nasce da felicidade.” Decerto, nossas misérias são demasiado inspiradoras. Em oposição a esta assertiva, a felicidade pode nascer da Arte. Ou, sendo mais específico, a felicidade pode nascer de… “Cachorro Quente”.

  • ” A falência do casamento dos personagens de Maria Fernanda Cândido e Enrique Diaz pode ser sanada pela prostituição de luxo ao custo de R$4.000,00 a hora, em ‘Felizes Para Sempre?’. Mas com direito à voluptuosidade de Paolla Oliveira. “

    janeiro 27th, 2015

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    Foto: Zé Paulo Cardeal/ Divulgação TV Globo

    Já em 1982, o teledramaturgo Euclydes Marinho abordava o desmoronamento das relações afetivas e removia implacavelmente as máscaras que escamoteavam as artificialidades das uniões, fossem elas mantidas por casamento ou não, num pujante contexto narrativo passional. As força, visceralidade e desmistificação do “casal perfeito” foram elementos catalisadores do desenvolvimento da história levada ao ar pela Rede Globo na moralizante época da ditadura militar. “Quem Ama Não Mata” (obra na qual “Felizes Para Sempre?” se baseou) marcou indelevelmente um período de nossa TV e das carreiras de Cláudio Marzo, Marília Pêra, Daniel Dantas, Denise Dumont, Tânia Scher e Paulo Villaça. De lá para cá, houve substanciais mudanças na nossa sociedade e no nosso comportamento, é claro. No entanto, os obstáculos que nos impedem de atingir a plenitude da felicidade nos matrimônios e demais relacionamentos se mantiveram intactos. Portanto, nada mais justificável que a minissérie fosse reeditada para os dias atuais, assumindo os avanços e retrocessos para alguns que surgiram neste intervalo de anos. Com texto renovado do mesmo Euclydes Marinho, agora sob a direção geral de Fernando Meirelles (os outros diretores são Paulo Morelli, Luciano Moura e Rodrigo Meirelles) e a produção da O2 Filmes, “Felizes Para Sempre?” narra a vida de cinco casais (quatro da mesma família), esmiuçando os bastidores de suas existências e consequentes conflitos, passados na capital do poder do Brasil. Alguns personagens passeiam pelos portentosos corredores superficialmente assépticos dos prédios públicos, onde se pode com facilidade sentir o cheiro da corrupção e do poder desmedido. São comemorados os 46 anos de casamento de Dionísio (Perfeito Fortuna), um delegado de polícia aposentado, e Norma (Selma Egrei), uma professora de Sociologia da UnB (Universidade de Brasília). Em sua confortável casa, os filhos e neto se confraternizam num clima de acachapante hipocrisia. Assistem com sorrisos a um patético vídeo familiar de depoimentos. Cláudio (Enrique Diaz), um dos descendentes, advogado e fundador de empreiteira corrupto e inescrupuloso, com negócios escusos com o governo atinente a licitações, é um sujeito arrogante, frio, cínico, adúltero, perigoso e repulsivo. Casado com a restauradora de obras de arte, a fina e sofisticada Marília (Maria Fernanda Cândido). Ambos passaram a ter dificuldades com o sexo desde a morte trágica de seu filho pequeno que se afogou na piscina. Ela teme pelo fim de seu enlace, e procura razões para tal, tentando achar soluções para a questão. Julga que está envelhecendo (mesmo que a sua beleza seja fulgurante). É uma mulher oprimida e desvalorizada por seu cônjuge. Na cama, é tachada cruelmente pelo marido como “travada”. O sexo entre eles é morno, protocolar e frustrante, embora Marília busque encontrar nos lençóis tristes de seu leito um romantismo perdido que para nós parece nunca ter existido. Decide solicitar o auxílio de uma terapeuta de casais (defendida por Bel Kowarick). Expõe suas fraquezas, dúvidas e inseguranças. Enquanto isso, o dinheiro sujo de Cláudio serve para silenciar a inconveniência de sua amante. E seu sogro se constrange com a impotência sexual natural da vida, apoiado por uma tolerante Norma, que sofre o assédio de seu colega de universidade apreciador de mulheres maduras, o professor Guilherme (Antonio Saboia). Otávio se confronta com seu irmão Hugo (João Miguel), engenheiro, casado com uma cirurgiã plástica de sucesso, Tânia (Adriana Esteves), pai do adolescente Junior (Matheus Fagundes), que ingenuamente crê que manifestações coletivas nas ruas podem mudar as conjunturas política, social e econômica da nação. Hugo é um fio de esperança de moralização em meio à chafurdice geral. Deseja ter mais filhos, ao contrário de sua esposa. O outro irmão, Joel (João Baldasserini), filho adotivo de Norma e Dionísio, é mais próximo de Cláudio no que concerne à prática de delitos penais. No mesmo momento em que é corruptor ativo (oferece propina a um agente público para vencer uma licitação), é passivelmente traído por sua companheira Susana (Caroline Abras), uma professora de pilates com quem possui uma relação aberta (até que ponto?). Susana o trai com o seu aluno Buza (Rodrigo dos Santos) por meio de um tablet. Sim, os adultérios se modernizaram. Ainda no que diz respeito a Marília, convence Cláudio a comparecer à terapia de casal. Na sessão, mostra-se indiferente. Com a ajuda da terapeuta, possíveis saídas para salvar o casamento ou pelo menos apimentá-lo são suscitadas. Swing? Ménage à trois? O casal recorre a um site de garotas de programa de luxo, e se interessa pelos olhos de Danny Bond/Denise (Paolla Oliveira), uma universitária pouco modesta, poliglota e que cobra R$4.000,00 a hora pelos seus serviços sexuais. O episódio termina com uma lasciva Paolla Oliveira, encoberta por um visom bordeaux batendo à porta. O diretor Fernando Meirelles impingiu à série seu selo inequívoco de qualidade e excelência. A dinamização das cenas é entremeada por pausas pertinentes para diálogos pessoais e intimistas. A câmera de Meirelles prima pelas concisão e sensibilidade. Cada movimento ou tomada é valorizado com inteligência, e até mesmo os que a princípio não teriam importância, ganham o seu valor, como aquele em que todas as etapas para o preparo de uma vitamina por Joel são registradas. A ideia de se colocar mensagens de texto no vídeo se coadunam com a contemporaneidade das tecnologias e efemeridade e banalização das comunicações interpessoais. A dramaturgia de Euclydes Marinho é afiada, corajosa, despudorada sem excessos e muitíssimo bem estruturada. O ótimo elenco encontrou ampla sintonia com a ambiência proposta pelo entrecho. Não podemos deixar de considerar que a escalação do cast fugiu, que bom, aos padrões convencionais da emissora. Apostaram em um nome prestigiadíssimo do teatro, Enrique Diaz, para ser um dos protagonistas. Assim como o fizeram com atores como Perfeito Fortuna, Caroline Abras e João Baldasserini (todos brilhantes). Esta iniciativa impõe um frescor à trama e provoca uma útil renovação de talentos. Porém, faz-se obrigatório, outrossim, que haja nomes relevantes como Maria Fernanda Cândido, Adriana Esteves, João Miguel, Paolla Oliveira e Selma Egrei. Teremos pela frente Cassia Kis Magro. O time de intérpretes desde já é um acerto total. As direções de arte e musical são caprichadas, os figurinos, elegantes e coerentes com o perfil dos papéis, a abertura fora realizada com esmero e a fotografia é soberana, com filtros suaves e neutros (além de um belíssimo branco utilizado em alguns takes). “Felizes Para Sempre?” não é uma obra que nasceu para não ser percebida ou assumir contornos anódinos. E, sim, o oposto disso. Seu incômodo é tão perturbador quanto redentor. Seremos defrontados com uma realidade crua e desfigurada que está livre dos sonhos. “Felizes Para Sempre?” apimentará a nossa teledramaturgia e nossas convicções. Como público, seremos felizes por dez episódios. E o que é melhor: sem termos que pagar R$4.000,00 a hora.

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    janeiro 22nd, 2015
    Foto: Paulo Ruch

    O modelo e fotógrafo Marcelo Boldrini no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.

    Marcelo é gaúcho de Porto Alegre.

    Fora agenciado por conceituadas agências, como a 40º Models, a LOV Mgmt, a L’equipe Agence (Brasil), a New Madison Paris, a Elite Model Management (Milão), a Ford Models (Nova York) e a Select Model Management (Londres). 

    Sua carreira se iniciou na capital do Rio Grande do Sul, porém, somente com a mudança para São Paulo se consolidou.

    Esteve presente em diversas campanhas mundiais e semanas de moda internacionais, inclusive para estilistas e marcas do naipe de Valentino, Escada, Tommy Hilfiger, Armani Exchange, Ray-Ban, Missoni, Oscar de la Renta e Agnès B. (no Brasil, para Ellus e Forum).

    Participou um editorial para a revista Arena (também esteve nas magazines Vogue Homem e GQ).

    Fixou-se em cidades consideradas polos da moda, como Paris, Nova York e Milão, recebendo invariavelmente convites para atuar em Tóquio.

    O fotógrafo peruano Mario Testino sempre admirou o modelo e o convidou para integrar a série de fotos nas quais os profissionais são vistos apenas envoltos em uma toalha de banho (“Towel Series”).

    Já desfilou para importantíssimas brands, como Dolce & Gabbana, Versace, Hugo Boss, Versus, Moschino, Gucci e Calvin Klein.

    Elegeram-no como um dos melhores modelos do mundo.

    Em seu país, esteve nas passarelas da Colcci. 

    Ao lado dos também tops Anderson Dornelles e Renne Castrucci, Marcelo vestiu peças da coleção da grife parisiense Cerruti 1881 em uma semana de moda de Milão durante a temporada Primavera Verão 2004. 

    A fotógrafa Paula Klein o selecionou para ser uma das 32 personalidades de seu livro “Pessoas Me Interessam” (um dos clicados foi o arquiteto Oscar Niemeyer e a renda da publicação foi revertida para uma instituição que cuida de crianças).

    Fotografou para Ricardo Hegenbart (editorial “Suit Me Up!” para o blog “Le Pillole di Stefano”, no site da GQ Itália, vestindo Hemb e Jonathan Scarpari), Juan Barbarich (para a publicação francesa Moevir Magazine), Adriano Damas, Gabriel Henrique, Boldrini, Rogério Ortiz, Eduardo Carneiro (para a Biamar Malhas), dentre outros. 

    Marcelo Boldrini também estrelou ensaios para a LEON Magazine Japan e para as marcas Estnation Japan e E.W.RA.

    Agradecimento: TNG e R. Groove 

    Post atualizado em 16/07/2021

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    janeiro 18th, 2015
    Foto: Paulo Ruch

    O modelo Patrick Pierre no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.
    Patrick é natural de Santa Catarina.
    Foi o ganhador do concurso KeeMod 2013.
    Fez um ensaio, com fotos de Vanessa Deleu e Vivian Pupin, publicado no site “fcastbrazil”.
    Na São Paulo Fashion Week, realizada em março do ano passado, o modelo, devido aos seus cabelos longos, chamou a atenção dos jornalistas, e uma matéria a respeito foi publicada no site BOL.
    A fotógrafa Raquel Espírito Santo realizou um belo ensaio com Patrick Pierre em que o styling tinha a prevalência do branco, e o modelo explorou todas as possibilidades de seu cabelo, lançando mão de diferentes coques, rabos de cavalo, tranças, ou com as madeixas mais escovadas ou selvagens (o make, branco da mesma forma, serviu para dar um realce em torno de seus olhos, além de suas barba e parte do cabelo preso em coque terem sido pintados da mesma cor em outras imagens).
    Junior Franch, fotógrafo, considerou-o, dentre 12 modelos, como uma das principais apostas para o ano de 2014 (as fotos foram publicadas no site “Fast-food(e)”).
    Participou de um editorial chamado “Mi Verde”, com fotos de Pan Alves e styling de Murillo Mastf.
    Na temporada Verão 2014/2015 do Fashion Rio, desfilou para a TNG e 2nd Floor; já na SPFW (São Paulo Fashion Week), na mesma temporada, exibiu coleções de João Pimenta.

    Agradecimento: TNG e R. Groove 

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    janeiro 17th, 2015
    Foto: Paulo Ruch

     

    A modelo Jamily Wernke Meurer, no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória (à época, era contratada pela agência paulista KeeMOD). 

    Hoje, é agenciada pela também paulista PRIME Model Management. 

    Jamily é catarinense de Braço do Norte.

    Sua entrada no métier da moda ocorreu por meio de um concurso (participou do Elite Model Look, mudou-se para São Paulo, e meses depois circulava pelas passarelas das semanas de moda paulista e carioca).

    O primeiro desfile foi para o estilista Ronaldo Fraga na abertura da SPFW (São Paulo Fashion Week), em sua edição Inverno 2013.

    As portas para a carreira no exterior se abriram, sendo selecionada para integrar o cast de três importantes agências no mundo: a DNA de Nova York, a OUI de Paris e a Why Not de Milão.

    Já desfilou para grifes internacionais como Chanel (teve o privilégio de ter sido escolhida por Karl Lagerfeld para ser a única profissional brasileira a desfilar pela marca em Cingapura; também desfilou no Grand Palais, em Paris), Saint Laurent, Chloé, Miu Miu (de Miuccia Prada), Sonia Rykiel e Rick Owens (em Paris, com exclusividade).

    Trabalhou para a Dolce & Gabbana.

    Esteve em editoriais das revistas britânicas “LOVE” e “Daze & Confused”.

    Fotografou para outras magazines, como “Elle”, “UK” e “i-D”.

    Em abril de 2013, numa edição da São Paulo Fashion Week, a modelo desfilou incrivelmente para 16 grifes, sendo já, naquele momento, uma das new faces mais requisitadas.

    Em Milão, foi modelo exclusiva da marca Alberta Ferreti.

    Nas temporadas do Fashion Rio Verão 2014/2015 e São Paulo Fashion Week Verão 2015 e Outono Inverno 2015, desfilou para 31 coleções: no Fashion Rio, representou TNG, Coca-Cola Jeans, 2nd Floor, Espaço Fashion, Maria Filó e Oh Boy!; na SPFW, Jamily mostrou peças de Alexandre Herchcovitch, Ellus, Forum, Giuliana Romanno, Gloria Coelho, Lolitta, Pedro Lourenço Capsule, Reinaldo Lourenço, Ronaldo Fraga, Têca por Helô Rocha, Triton, Tufi Duek e Wagner Kallieno; e na temporada Outono Inverno 2015 realizada em novembro de 2014 (segundo o site Fashion Spoiler!, foi uma das modelos que mais se destacaram), para TNG, 2nd Floor, Acquastudio, Alexandre Herchcovitch, Animale, Apartamento 03, Coca-Cola Jeans, Ellus, Fernanda Yamamoto, GIG Couture, Giuliana Romanno, Gloria Coelho, Iódice, Llas, Lolitta, Osklen, PatBo, Pedro Lourenço, Reinaldo Lourenço, Triton, Tufi Duek, UMA Raquel Davidowicz, Victor Dzenk, Vitorino Campos e Wagner Kallieno. 

    Outros trabalhos de Jamily Meurer que merecem ser citados: desfilou na London Fashion Week (foi clicada por Melodie Jeng); trabalhou com Gloria Coelho fazendo o styling de seu desfile para a SPFW 51; foi capa da prestigiada revista “L’Officiel” Brasil, fotografada por Ivan Erick (já havia sido capa anteriormente); ensaio para a Vogue Portugal (registros feitos por Guilherme Nabhan); fotografou para Fred Eldar Gasimov no Rio de Janeiro vestindo Burberry; e foi a estrela de um ensaio para a marca de joias Sauer.  

    Agradecimento: TNG e R. Groove 

    Post atualizado em 29/06/2021  

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    janeiro 16th, 2015
    Foto: Paulo Ruch

     

    O modelo Francisco Gassen no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória. 

    Francisco é gaúcho de Coronel Bicaco. 

    Foi agenciado pela Ford Models Brasil.

    Já desfilou para importantes marcas, tanto nacionais quanto internacionais: esteve nas passarelas da Dolce & Gabbana, Cavalli, Missoni (com 2 anos de exclusividade), Marni, Alexandre Herchcovitch e Reserva.

    Fez campanhas para Osklen (fotos de André Passos) e Wöllner.

    Estampou a capa e participou de um editorial (“Wow”), com fotos de Julian Hargreaves, para a revista “THE/END”.

    Diego Querzoli o fotografou em Nova York para o site “brazilmalemodels”.

    Estrelou a campanha da grife masculina Sued.78 (fotos de Danilo Apoena).

    A Stone Bonker o escolheu para estampar as suas peças em seu lookbook.

    Fez um editorial (“24 Horas Perfeitas”) registrado pelas lentes de Christian Gaul para a Playboy Brasil.

    Com fotos de Francisco Postiglione, o modelo teve um ensaio publicado no blog “Made in Brazil”.

    Na temporada Verão 2014/2015, no Fashion Rio, desfilou para a TNG e Aüslander; na São Paulo Fashion Week, anteriormente, para a Cavalera.

    Agradecimento: TNG e R. Groove 

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    janeiro 14th, 2015
    Foto: Paulo Ruch

     

    O modelo Ronaldo Martins no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.

    Ronaldo, nascido em Campina Verde, Minas Gerais, nesta época era agenciado pela Way Model Management (São Paulo), sendo atualmente integrante do cast da também paulistana Rock Management (morando no momento em Ribeirão Preto, São Paulo, já foi contratado pela R. Office Models local). 
    Em novembro de 2014, participou de um importante ensaio com fotos de Franco Amendola e beleza de Flavia Lacerda para a revista GQ Brasil.
    No mês seguinte, foi a vez da publicação “Playboy” dedicar um espaço ao profissional na sua seção de moda pelas lentes do fotógrafo Cristiano Madureira.
    No Shopping Cidade Jardim (SP) exibiu nas passarelas peças do estilista italiano Giorgio Armani para o inverno 2015.
    Foi fotografado por Bruna Castanheira para a matéria “True Love”, veiculada no Jornal do Brasil.
    O prestigiado Bob Wolfenson registrou Ronaldo para a ELLE Brasil.
    Esteve, junto com outros modelos, inclusive Bruno Ventura (à época, na Elian Gallardo Model) e Lea T. (neste período na Way Model Management), na edição comemorativa dos 25 anos da revista supracitada, com fotos também de Wolfenson para o editorial “ELLE, Mostra a Tua Cara”.
    Ao lado dos modelos Michele Gassen e Ricardo Dal Moro, mostrou as coleções da loja de departamentos Americanas.
    No Fashion Rio, em sua temporada Verão 2014/2015, desfilou para R. Groove, TNG e Ausländer; na São Paulo Fashion Week, um pouco antes, para as marcas Alexandre Herchcovitch Men, Cavalera, Ellus e Triton; e na edição anterior da semana de moda paulista, para as grifes Ellus e Cavalera. 

    Ronaldo Martins também circulou pelas passarelas vestindo coleção de Ricardo Almeida, além de ter feito ensaio para a Skyler Menswear (clicado por Luis Moraes) e campanhas para a Reserva, Fila (FXT, Fila Cross Training, em vídeo) e para a Vista Individual (junto com o seu pai para uma campanha de Dia dos Pais). 

    Agradecimento: TNG e R. Groove 

    Post atualizado em 14/06/2021

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    janeiro 10th, 2015
    Valesca Popozuda em meio ao assédio de muitos fotógrafos na semana de moda carioca/Foto: Paulo Ruch

    A cantora e compositora de funk Valesca Popozuda no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.
    Valesca é carioca, e além de cantar e compor, também produz.
    Por largo tempo, integrou o grupo feminino “Gaiola das Popozudas”.
    É considerada uma das representantes do funk da cidade do Rio de Janeiro e responsável pela popularização do gênero no país.
    Atingiu as massas com o hit “Beijinho No Ombro” (o clipe, uma superprodução, alcançou o inacreditável número de mais de 42 milhões de visualizações no site YouTube).
    O DJ americano Diplo remixou uma de suas músicas.
    Mr. Catra fora seu parceiro profissional.
    Foi rainha de bateria das escolas de samba Porto da Pedra e Águia de Ouro e musa do Salgueiro.
    É a Rainha da maior torcida de um time de futebol do Brasil, a Raça Rubro-Negra do Flamengo, para o qual torce.
    Fez parte da 4ª edição do reality show “A Fazenda”, da Rede Record.
    Como ela mesma, apareceu em “Furo MTV” (MTV), “Saturday Night Live Brasil” (Rede TV!) e “Amor à Vida” (Rede Globo).
    Em novembro de 2014, Valesca Popozuda lançou seu mais novo clipe, “Eu Sou A Diva Que Você Quer Copiar”, dirigido por Fred Ouro Preto (o vídeo repetiu o sucesso de seu primeiro clipe).
    Em dezembro deste mesmo ano, a cantora se apresentou junto com Anitta na festa “Chá de Alice”, que ganhou o nome “Chá das Divas”, na Fundição Progresso, no Centro do Rio de Janeiro.
    Valesca Popozuda promete para o ano de 2015 o seu primeiro disco.

    Agradecimento: TNG e R. Groove 

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    janeiro 10th, 2015

    Foto: Paulo Ruch

    Como acessórios para o verão, pode-se usar colares entrelaçados, multicoloridos, adornados com miçangas e de diferentes tamanhos para acompanhar um vestido, um macacão, uma bata etc.
    Esta foi a proposta de uma das 30 marcas fluminenses que tiveram o apoio da FIRJAN, Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro e do Fashion Rio, em sua edição Verão 2014/2015, promovida na Marina da Glória, para expor as suas peças e coleções num espaço reservado da semana de moda carioca, o Coletivo Rio.

    Agradecimento: TNG, R. Groove e Coletivo Rio

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