• About

Blog do Paulo Ruch

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    outubro 10th, 2014

    158
    Foto: Paulo Ruch

    O DJ, músico e modelo Daniel Grah, no Fashion Rio Verão 2014/2015, evento de moda realizado na Marina da Glória.
    Daniel é catarinense de Blumenau.
    Suas agências atuais são a Mega Model Brasil (SP) e a Gas Models, sediada em Joinville, Santa Catarina.
    Fez parte do cast da 40º Models, de Sergio Mattos.
    Já desfilou tanto na São Paulo Fashion Week quanto no Fashion Rio, para marcas como Cavalera e V.Rom.
    Iniciou a sua carreira de modelo ainda adolescente, com apenas 14 anos.
    Foi clicado em vários ensaios e passou temporadas em Milão (Itália), São Paulo e Rio de Janeiro.
    Participou de uma campanha para a grife “Be2beClothes”.
    Como DJ, é um profissional atuante no mercado (foi residente em duas importantes casas noturnas: o Matahari Music Stage, Indaial, SC, já eleita pela prestigiada revista “DJ Mag” como o 47º melhor night club do mundo, e a Expresso Blumenau).
    O som do set list de Daniel, que é baseado nos gêneros eletrônicos deep house, tech house e house, já foi ouvido em festas com as mais diversas temáticas.
    O DJ já animou várias pistas: Lodge Musichall (Rio do Sul, SC), Public House (Blumenau, SC), Parador Estaleiro Hotel (Balneário Camboriú, SC), onde tocou em uma edição de Carnaval, Nudh Club (pré-Réveillon), Soul Club (Joinville, SC), e Green Valley (Camboriú, SC).
    Fez warm-ups para artistas brasileiros renomados no setor, como HNQO e Chemical Surf, e internacionais.
    Comandou pick-ups em festas na Europa (Milão) e na Ásia (Coreia do Sul).
    Foi convidado para tocar junto com os DJs Carlo Dall Anese, Mau Mau, Fabrício Peçanha, Mário Fischetti, Branko Von Holleben, além dos estrangeiros Ricky Ryan, Deniz Koyu, Phonique, Christian Luke e Alex Kenji.
    Esteve no Projeto Crossover.
    Daniel é recomendado pelo site “FlyByNight”, na seção “Guia de DJs” (ano passado, concedeu uma extensa entrevista ao site, no qual conta sobre a sua trajetória profissional na música, e como consegue conciliá-la com a carreira de modelo).
    Seu perfil oficial está no “GIG.DJ”.
    Atualmente residindo em São Paulo, Daniel Grah tem as suas músicas disponíveis no SoundCloud, como “The House Vibes”, “El Fortin” e “Essence of House Music”.

    Agradecimento: Coca-Cola Jeans

    Obs: Post atualizado em 24/01/2020

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    outubro 10th, 2014

    193
    Foto: Paulo Ruch

    A modelo e atriz Dani Vieira, antes do desfile da Coca-Cola Jeans, no Fashion Rio Verão 2014/2015, realizado na Marina da Glória.
    Dani ficou conhecida em todo o Brasil como a “Mulher Pupunha”, na trama de Maria Adelaide Amaral, “Sangue Bom”, na Rede Globo.
    O sucesso a levou a fazer uma participação na novela de Walcyr Carrasco, “Amor à Vida”, exibida pela mesma emissora carioca (na história, sua personagem Ellen é uma sexy candidata ao reality show “Big Brother Brasil”, que está confinada na “Casa de Vidro” em um shopping do Rio de Janeiro na torcida por uma vaga no programa; durante o confinamento, desperta a ira de Valdirene, Tatá Werneck, e é disputada acirradamente por Murilinho, Emílio Orciollo Netto, e Jefferson, Celso Bernini; ao final do folhetim, casa-se com o primeiro).
    Já fez vários ensaios, posando para o site “Paparazzo” (fotografada por Tabach) e para a revista “Autoestima”, de Curitiba, PR (fotos de Mejhii Moana), dentre outros.
    Foi uma das modelos do “Concurso Sereias” (com imagens de Reinaldo Gama).
    Por possuir um corpo escultural, além de um belo rosto, Dani Vieira, na época do boom dos paparazzi, era alvo constante desses fotógrafos quando ia à praia, principalmente.
    Com frequentes postagens nas quais exibe a inegável exuberância de seus atributos físicos, Dani Vieira é acompanhada por 270 mil seguidores em sua conta oficial no Instagram

    Agradecimento: Coca-Cola Jeans

    Obs: Post atualizado em 22/01/2020

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    outubro 10th, 2014

    1941
    Foto: Paulo Ruch

    A modelo e atriz Dani Vieira, mais conhecida como a “Mulher Pupunha” de “Sangue Bom”, de Maria Adelaide Amaral, e como a Ellen de “Amor à Vida”, de Walcyr Carrasco (namorada de Murilinho, personagem de Emílio Orciollo Netto, e que se candidatou a uma vaga no “Big Brother Brasil” na trama), ambas as novelas veiculadas pela Rede Globo, ao chegar à sala de desfiles na qual se apresentaria a marca Coca-Cola Jeans, foi bastante assediada pela imprensa, sendo entrevistada e fotografada.
    Dani, com seu corpo inacreditavelmente exuberante, trajou um macaquinho preto brilhoso, com um acentuado decote, calçando scarpins gladiadores night pretos, e como acessório de mão uma bolsa de couro negra.

    Agradecimento: Coca-Cola Jeans

  • ” Reynaldo Gianecchini está fazendo “Cruel” no teatro, mas o bom ator mostrou no ‘Programa do Jô’ ser bom de papo.”

    outubro 10th, 2014

    reynaldo-giannecchini-no-programa-do-jo-1309821422788_615x300
    Foto: Divulgação/TV Globo

    Ao som de um tango, Reynaldo Gianecchini é chamado por Jô Soares. O ator trajava bonito casaco de couro preto que se sobrepunha a uma camisa em tons claros. Calça escura e tênis moderno completavam o visual. A conversa se inicia com a abordagem de sua ascendência. Por parte de pai, italiana. Por parte de mãe, espanhola e alemã. Após, o assunto ruma para a peça que Reynaldo está fazendo, ao lado de Erik Marmo e Maria Manoella, sob a direção de Elias Andreato, “Cruel”, de August Strindberg. Dissera que a vontade de montar o texto surgiu de uma “ação entre amigos”, “de ser feliz na coxia”, “de fazer um processo que fosse de grande aprendizagem para eles”. A ideia lançada foi a de que o espetáculo fosse apresentado em dias alternativos (e assim ocorre, pois está em cartaz na FAAP, SP, às segundas e terças), a fim de que o elenco pudesse tocar outros projetos. Jô pergunta sobre as crueldades que dão título à encenação. E Reynaldo Gianecchini afirma que o seu personagem é o mais cruel, sendo vingativo e desejoso de destruir aqueles que o prejudicaram. A violência não é física, e sim, interna. Materializa-se nas palavras. O que na sua opinião, torna o trabalho mais difícil. Destaca a contribuição da preparadora corporal Vivian Buckup, porquanto a contenção de gestos com concentração nos olhar e verbo se configura como uma proposta cênica. Informa-nos que o diretor Elias lhes pediu que mostrassem a violência de cada um. Fala-se agora de Fred, seu último papel na TV, da novela “Passione”, de Silvio de Abreu. O artista revela que tanto ele quanto sua colega Mariana Ximenes, apesar das maldades que perpetravam, contavam com a torcida de uma fatia específica do público pela regeneração de ambos (provavelmente por terem feito papéis bondosos na carreira). A estreia do ator nos palcos aconteceu com “Cacilda!”, de José Celso Martinez Corrêa. A seguir, “Boca de Ouro”, de Nelson Rodrigues, dirigido também por José Celso. Fotos são exibidas no telão contando a sua trajetória na ribalta, com imagens da citada produção “Boca de Ouro”; “Peça Sobre o Bebê”, de Edward Albee, com Fúlvio Stefanini, cujo diretor fora Aderbal Freire-Filho; “Doce Deleite” (direção de Marília Pêra, com Camila Morgado); e “O Príncipe de Copacabana”, de Gerald Thomas. Cenas de “O Primo Basílio”, filme baseado na obra homônima de Eça de Queiroz, realizado por Daniel Filho, no qual contracenou com Débora Falabella, são exibidas da mesma forma no telão. Reynaldo cita ainda “Entre Lençóis”, de Gustavo Nieto Roa, em que atuou junto com Paola Oliveira. E asseverou que sempre estivera ladeado por atrizes bonitas. E a entrevista termina com a certeza de que além de bom ator, Reynaldo Gianecchini é bom de papo. Sem contar que dera seu famoso sorriso ao final.

    Obs: A entrevista do ator Reynaldo Gianecchini ao “Programa do Jô”, na Rede Globo, foi exibida em julho de 2011, e à época o intérprete estava encenando, ao lado de Erik Marmo e Maria Manoella, a peça escrita por August Strindberg “Cruel” (a direção coube a Elias Andreato, e a temporada alternativa ocorreu no Teatro FAAP, em São Paulo).

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    outubro 6th, 2014

    161
    Foto: Paulo Ruch

    A atriz Marcella Valente no Fashion Rio, em sua edição Verão 2014/2015, na Marina da Glória.
    Curitibana, a intérprete, desde a infância, já demonstrara interesse pelas Artes Cênicas.
    Sua estreia na TV, ainda criança, ocorreu na versão infantil da “Escolinha do Professor Raimundo”, defendendo o papel de D. Teresinha, na Rede Globo.
    Adolescente, passa a se dedicar à dança, como o jazz e o balé, e no seu retorno a Curitiba integra grupos de street dance.
    Aperfeiçoou-se como atriz estudando na famosa escola carioca de teatro, fundada por Maria Clara Machado, O Tablado, e após fez o Curso de Artes Dramáticas na UniverCidade, no mesmo município.
    Estreou em novelas em uma trama escrita por Silvio de Abreu para o horário nobre da TV Globo, “Belíssima”, com a personagem Cristina.
    A seguir, ofereceram-lhe uma participação especial em “Malhação”.
    Ganhou uma função importante na produção das 18h de Elizabeth Jhin, “Eterna Magia”, na qual viveu Joyce.
    No ano seguinte, 2008, Marcella pôde ser vista em uma história contada por Andrea Maltarolli, “Beleza Pura”.
    Seu folhetim posterior foi o remake de “Ciranda de Pedra” assinado por Alcides Nogueira, em que encarnou Hortência (a primeira versão da telenovela baseada no romance homônimo de Lygia Fagundes Telles foi ao ar em 1981, tendo como seu autor Teixeira Filho).
    Esteve no universo fictício de uma obra da dupla Thelma Guedes e Duca Rachid, “Cama de Gato”, em que personificara Susana.
    Com direito a sotaque italiano (havia um núcleo de italianos moradores da região da Toscana), a atriz, desta vez, dá vida a Francesca, que acaba se envolvendo afetivamente com Adamo (Germano Pereira), um dos quatro filhos de Totó (Tony Ramos), em “Passione”, de Silvio de Abreu.
    No frenético e divertido enredo criado por João Emanuel Carneiro para “Avenida Brasil”, uma produção em que se percebiam doses de vingança, paixão, traição e uma abordagem da emergência de uma nova classe social brasileira, interpretara, numa participação especial, Renata (a novela de João Emanuel está sendo reprisada com boa repercussão no “Vale a Pena Ver de Novo”).
    Em “Além do Horizonte”, telenovela das 19h escrita em conjunto por Carlos Gregório e Marcos Bernstein, ganhou um papel de destaque, Julia.
    No ano de 2015, retorna a “Malhação”, “Malhação: Seu Lugar no Mundo”, como Carmem.
    Sua última novela foi exibida na faixa das sete horas, “Haja Coração”, de Daniel Ortiz, reboot de um sucesso de Silvio de Abreu lançado em 1987, “Sassaricando”, na Rede Globo (na história, Marcella viveu Larissa).

    Agradecimento: Coca-Cola Jeans

    Obs: Post atualizado em 26/12/2019

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    outubro 6th, 2014

    143
    Foto: Paulo Ruch

    O jornalista Leo Dias no Fashion Rio, em sua edição Verão 2014/2015, onde fora fazer a cobertura para os veículos de comunicação para os quais trabalha.
    Leo é repórter do “TV Fama”, exibido na Rede TV! (antes fazia entrevistas para um programa comandado por Adriane Galisteu na Band), e assina uma coluna no jornal carioca “O Dia”, especializada em notícias sobre celebridades.
    Segundo o perfil do profissional no site do impresso, ele se define como “um jornalista que conta todos os bastidores do mundo das celebridades sem censura”. E segue dizendo que “aqui (no site) você vai saber o que ninguém tem coragem de contar sobre famosos, artistas e atletas.”

    Agradecimento: Coca-Cola Jeans

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    outubro 6th, 2014

    156
    Foto: Paulo Ruch

    O modelo Luciano Feruck, no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.
    Catarinense do município de Seara, Luciano foi agenciado pela OCA Models, com sede em São Paulo, onde reside atualmente.
    Na edição de Verão da São Paulo Fashion Week, realizada nesta mesma época, e na do Fashion Rio, desfilou respectivamente para a Colcci (junto com a top Gisele Bündchen) e Coca-Cola Jeans.
    Fotografou para uma gama de fotógrafos, dentre os quais podemos citar Max Weber, Kenedy Jun (para o site “Absolutto Mag”), Ranner Vidal, Cristiano Madureira, Vitor Mereu, Pedro Henrique, Rodrigo Marconatto, Maressa Andrioli, Juliette Vecchi, Roberto Trumpauskas, Camila Araújo, Guilherme Godoy, Gael Oliveira e Fernando Louza (Revista “Constance Zahn”).
    Fez campanhas para importantes marcas, como Levi’s, Dafiti e M. Officer.
    Estrelou a campanha da marca paulista de roupas Eagle Rock.

    Agradecimento: Coca-Cola Jeans

    Obs: Post atualizado em 22/09/2019

  • O modelo da 40º Models Raul Bavia

    outubro 5th, 2014

    224838_804292729580975_133623564173770946_n
    Foto: Jeff Segenreich

    Raul Bavia nasceu em Umuarama, mas fora criado em Londrina, no Paraná.
    Mudou-se para o Rio de Janeiro, e passou a integrar o cast da agência 40º Models.
    Estudou na Universidade Norte do Paraná.
    Fotografou para vários nomes, dentre os quais se destacam Sergio Baia, Fer Stein (editorial “Sail”), Hamid Bechiri, Jeff Segenreich, Ber Sardi, Gabriel Zachi, Sergio Melo (com a modelo da mesma agência da qual faz parte Laura Fernnandez), Anna Theodora e Gustavo Carneiro.
    Fez um editorial para a Revista Trend.
    Participou do Projeto Experimental 2013 UEL (“Nature Boy”), cujas fotografias couberam a Marcelo Macedo.
    Desfilou no Maringá Moda Mix 2013.
    Ao lado do ator Rafael Cardoso, esteve no “Fashion Day”, realizado na cidade de Cascavel, localizada também no Estado do Paraná.
    Junto com o modelo Victor Cava, marcou presença no “Puramania Inverno 2013”.
    Foi fotografado para uma campanha da Levi’s, durante a Copa do Mundo de 2014.

  • ” Herculano Quintanilha previu que ‘O Astro’ teria um primeiro capítulo bem movimentado. Ele acertou.”

    outubro 5th, 2014

    oastro3
    Foto: João Miguel Júnior/TV Globo

    Ontem, estreou o tão aguardado “remake” de “O Astro”, um dos maiores sucessos da mestra da teledramaturgia brasileira, Janete Clair. A ideia de fazer outra versão de uma obra consagrada, em comemoração ao cinquentenário das telenovelas no Brasil, foi no mínimo arriscada. Mas a incumbência temerária fora entregue a profissionais que entendem amplamente os seus ofícios: Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro na adaptação do texto, e Mauro Mendonça Filho na direção geral. O elenco foi apropriadamente escolhido. A história começa em uma cidade interiorana, Bom Jesus do Rio Claro. Herculano (Rodrigo Lombardi) e Neco (Humberto Martins) aplicam um golpe na população local (uma falsa restauração da igreja). E Neco aplica um golpe em Herculano. Este é então de forma voraz perseguido por uma turba ensandecida. Foi preso. E na cela, conhece Ferragus (participação luxuosa de Francisco Cuoco – o Herculano do folhetim original). Ferragus lhe ensina poderes mágicos e misteriosos, além de segredos da telepatia. Herculano passa a viver de shows de adivinhação, dentre outras atrações. A arquiteta Amanda (Carolina Ferraz) vai a um deles. E se surpreende ao ter seus pensamentos descobertos. A moça fora fisgada pelo olhar sedutor do homem enigmático. Conheçamos agora Márcio Hayalla (Thiago Fragoso). Márcio é um jovem desapegado dos bens materiais, apesar de pertencer a uma família abastada, que costuma tocar saxofone em lugares públicos, como a estação do metrô. E é nesta mesma estação que se depara com a linda e simples Lili (Alinne Moraes). Houve entre eles um olhar promissor. Lili é trabalhadora e altiva, já demonstrando ser forte o bastante para resistir e enfrentar os dissabores da vida, como um assédio sexual. Rumemos para a inauguração de um grande supermercado do Grupo Hayalla, comandado por mãos de ferro por Salomão (Daniel Filho). Márcio, seu rebento, transgressor no cerne, oferece dinheiro aos oprimidos para que façam compras no estabelecimento do pai. O assombro dos presentes é geral. Clô (Regina Duarte), mulher de Salomão e mãe de Márcio, tempos depois, resolve organizar uma pomposa festa em sua mansão. E nela está Felipe (Henri Castelli), um rapaz encalacrado por não pagar dívidas. Percebe uma charmosa Clô dançando na pista. Aproxima-se, e joga todo o charme que possui. É visível que Clô fica mexida. Até aí achamos que o evento correria sem maiores imprevistos. No entanto, do alto de uma ostentosa escada, surge Márcio Hayalla tirando peça de roupa por peça de roupa de seu corpo. Márcio está nu. Não o rei. Márcio desce degrau por degrau. Despido de roupa, não de alma. Todos ficam atônitos. Não conseguem compreender a dimensão de seu ato. E termina o primeiro capítulo de “O Astro”. Herculano Quintanilha tinha razão ao prever que o mesmo seria bem movimentado.

    Obs: Análise do primeiro capítulo do “remake” de “O Astro”, de Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro, que fora ao ar no horário das 23h da Rede Globo, a partir do dia 12 de julho de 2011.
    A adaptação fora feita da obra original de Janete Clair, exibida em 1977 e 1978.

  • ” ‘Mais Uma Vez Amor”, com Deborah Secco e Marcos Mion, põe em pauta as mudanças históricas do Brasil e comportamentais da sua sociedade num contexto de comédia romântica. Até mesmo Lia e Rodrigo mudam. Porém, o amor de ambos e a bela voz de Caetano, estes, permanecem imutáveis. “

    setembro 28th, 2014

    mais-uma-vez-amor-poster
    Foto: Reprodução/Instagram

    Pensem em dois artistas pródigos em carisma. Os dois são essencialmente atores. No entanto, cada um tomou um rumo distinto em suas carreiras. Ela, Deborah Secco, acompanhamo-la desde a tenra idade, passando pelas adolescência e fase adulta, em diferentes segmentos audiovisuais, como o cinema, a TV e o teatro. Testemunhamos o seu crescente progresso interpretativo até alcançar a reconhecida e prestigiada maturidade artística. Ele, Marcos Mion, um ator com largo potencial mas que, por seus forte poder de comunicação, desenvoltura nata e capacidade ímpar de improvisação, acabou trilhando um caminho diverso não menos meritório, a apresentação com enorme êxito de programas de televisão. Agora, imaginem um texto deliciosamente alegre, romântico, informativo, referencial e charmoso escrito em parceria por Rosane Svartman, Lulu Silva Telles e Ricardo Perroni (o mesmo já fora levado aos palcos com outros elencos, inclusive Deborah, em 2010 e 2011, dividiu a cena com Erom Cordeiro). E, para completar, somem a este promissor conjunto um diretor experiente, com ampla ciência da salutar relação que deve haver entre o teatro e seu público e que seja um profissional convicto de suas opções cênicas: Ernesto Piccolo. Assim nasceu “Mais Uma Vez Amor”. A trama é centralizada em um casal, Lia e Rodrigo, que se conheceram quando adolescentes na época em que eram estudantes, com seus típicos e tradicionais uniformes em branco e azul, no ano de 1970, um período no qual o Brasil vivia um temerário sentimento de ufanismo, sob a égide dos desmandos militaristas de uma ditadura. As inseguranças, fragilidades e anseios de autoafirmação dos jovens, a descoberta da sexualidade, a perda da virgindade e consequências que a cingem e a massacrante pressão exercida sobre “a primeira vez” são discutidos com propriedade. Vê-se desde logo uma propensão de Lia para a adoção de uma postura mais libertária, ao contrário de Rodrigo, que se evidencia levemente conservador. Em 1976, o longa-metragem de Bruno Barreto “Dona Flor e seus Dois Maridos” faz grande sucesso, e os conflitos previstos do casal ganham contornos com maior visibilidade. Os sonhos de Lia de se libertar individualmente se elevam, indo de encontro com o pensamento médio coletivo. Rodrigo se engaja no “Projeto Rondon”, vai para a Amazônia, e chega a uma definitiva e surpreendente conclusão, ou seja, a de que lá tudo é verde. O amor entre ambos existe, é fato, todavia há sempre o fantasma de uma terceira pessoa para desestabilizar o relacionamento. Somos transportados para o ano de 1978, em que Lia satisfaz seus desejos mais íntimos de liberdade. Ela quer ler todos os livros, escutar todas as músicas, ir a todos os lugares, “alimentar-se da cultura do mundo”. Está em Londres, “a cidade onde tudo acontece”. A moça com rescaldos do “Movimento Hippie” e da “Liberdade Sexual” vivencia um desbunde comportamental, com direito à experimentação das drogas, lisérgicas ou não. Contudo, uma avassaladora saudade da terra natal, uma espécie de banzo a abala. Enquanto isso, Rodrigo torna reais seus planos “pequenos burgueses”. Após 1981, chegamos a 1984, e vemos e ouvimos nas ruas pessoas reunidas em multidões e seus brados clamando pelo retorno da democracia que nos fora usurpada pelas armas e pelo direito legítimo de escolhermos de forma direta por meio do voto o nosso Presidente da República, no movimento conhecido como “Diretas Já”. Rodrigo por ora está casado, exerce a função de bancário e o resultado natural desta conjuntura é ter filhos. Os desencontros e contrastes entre Lia e Rodrigo recrudescem, a despeito do persistente amor que os une. Um amor que por vezes é velado e em outras ocasiões se escancara em um quarto de motel com luzes de néon. As mudanças ocorrem não só nas personalidades dos personagens, mas de modo negativo nos costumes. Se antes podíamos namorar nas salas escuras de cinema com Dona Flor nas telas, o que vieram a seguir foram os filmes pornográficos e o seu “sexo profissional” (o filme em cartaz se chama, sujeito à gama de interpretações, “Bububu no Bobobó”; esta situação atesta o limiar da falência dos clássicos cinemas de rua; a direção de Ernesto Piccolo se aproveita deste episódio para criar uma divertida e inventiva cena de plateia). No presente, muitos desses espaços são ocupados por grupos religiosos. Ainda no que concerne aos movimentos, Lia invariavelmente foi a participativa, e Rodrigo, o apolítico. Em 1986, somos assaltados pelos planos econômicos “milagrosos” com o intuito de se combalir a hiperinflação. Não foram poucos aqueles que fecharam portas de supermercados e impediram o barulho das máquinas de marcar preços. Lia foi um deles. Em 1989, é alçada ao Poder uma equipe que promete mudar o Brasil. Sua política econômica cruel acaba com os sonhos de toda (ou quase toda) uma nação. Inclusive o de Rodrigo, que almejava comprar uma casa própria. Algum tempo depois, a juventude colore o seu rosto com tintas de indignação, no movimento “Caras Pintadas”, e há uma renovação política. Em 1994, o Brasil é “tetra”. Já em 2010, o casal se reencontra e suas diferenças se avolumaram. O elo que os liga, entretanto, parece-nos inquebrantável, mesmo com o passar das décadas. O “pequeno burguês” Rodrigo nem é tão pequeno nem é tão burguês. Ele repensa a sua vida, não mais acredita na fidelidade matrimonial e avalia a possibilidade de ter tomado outras decisões no passado. Como ir com Lia para Bora Bora, por exemplo, que atualmente é massagista e tem uma filha que “é a cara dele”. Os anos se sucedem e afirmações otimistas sobre os vindouros são ditas, amparadas no humor. A velhice chega para todos nós, e se tivermos sorte, o amor do outro a acompanha. Todo este atraente e interessante conteúdo narrativo contextualizado na comédia romântica, com as “idas e vindas”, encontros e desencontros de um casal empático na própria natureza, fora apresentado ao público pelos autores com desenhos sensíveis, agudeza de espírito e emoção. O diretor Ernesto Piccolo se utiliza de um prodigioso material para lhe impingir acertados dinamismo e leveza. Esta agilidade é provada em cena não só pela fluidez do texto, mas fisicamente também, com a movimentação constante dos atores e o aproveitamento profícuo da cenografia, inteligente e prática, que inclui dois biombos divididos em quatro partes, transparentes, dobráveis, que se transformam de acordo com a ambiência sugerida (percebem-se outrossim uma armação vazada e corrediça que serve como cama, uma outra diminuta, penteadeiras e três gigantes panos dependurados que são usados para a projeção de imagens marcantes que nos remetem à fase história retratada com seus símbolos e signos, ou alusões poéticas, como uma chuva em Londres). Ernesto aposta no patente e inquestionável entrosamento entre Deborah Secco e Marcos Mion, o que faz com que torçamos inabalavelmente pela felicidade de seus personagens. As músicas, selecionadas com apuro, posicionam-nos na História. Ouvimos Novos Baianos, Chico Buarque, Gal Costa… Caetano, e sua maviosa voz, reina soberano na maior parte da encenação. O diretor explora ao máximo de seus atores as notórias potencialidades interpretativas e de comunicabilidade com os espectadores. É obrigatório que se destaque a bela plasticidade de corpos quando se simula o amor do casal. Deborah Secco está irradiante em cena, exibindo com generosidade todo o seu já conhecido talento, vivacidade e aptidões cômicas e dramáticas. Marcos Mion é absoluto nas suas extroversão e naturalidade no palco, esbanjando, é claro, a graça que lhe é habitual. Marcos, sempre que puder, deveria conciliar suas atividades como apresentador e ator (o seu berço). Os dois exibem incrível perfeição na forma física (seus corpos são mostrados dentro de um contexto). Tanto Deborah quanto Marcos devem dar prosseguimento às suas experiências teatrais. Suas popularidades e sucesso alcançados na TV e demais áreas são justificados. O carisma que detêm transcende o senso comum. A iluminação é bonita e coerente com o propósito da peça. São percebidos gradações (quase “fade outs”), focos pontuais, sejam eles frontais ou laterais, sombras, meias-luzes e plano aberto (num tom suave, jamais “estourado”). Em determinados instantes, notam-se texturas luminosas azuis, lilases e alaranjadas. Os figurinos são tão ecléticos quanto elegantes, que se distribuem em vestidos estampados, com relevos, fluidos, “de noiva”, camisas sociais, polo e regata, terno e gravata, jaqueta estilo militar, calças jeans e social, “underwear” (roupas íntimas em geral), e calçados como sandálias, botas de cano longo, coturnos, tamancos, tênis e mocassins. Com produção de Deborah Secco e Léo Fuchs, “Mais Uma Vez Amor” é um espetáculo, uma comédia romântica, que se vale de um bem estruturado texto para abordar o amor e a sua resistência à implacabilidade da passagem do tempo, com ênfase na História recente e na mudança das pessoas e costumes da sociedade. Aprende-se que o amor nunca é demais. Que sempre há lugar para um “mais uma vez”. Mais uma vez… amor. Mais uma vez… Deborah Secco e Marcos Mion.

←Página anterior
1 … 37 38 39 40 41 … 140
Próxima Página→

Blog no WordPress.com.

 

Carregando comentários...
 

    • Assinar Assinado
      • Blog do Paulo Ruch
      • Junte-se a 135 outros assinantes
      • Já tem uma conta do WordPress.com? Faça login agora.
      • Blog do Paulo Ruch
      • Assinar Assinado
      • Registre-se
      • Fazer login
      • Denunciar este conteúdo
      • Visualizar site no Leitor
      • Gerenciar assinaturas
      • Esconder esta barra