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Blog do Paulo Ruch

  • Fashion Rio Outono Inverno 2014 – Píer Mauá

    janeiro 24th, 2014

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    O amplo lounge da NATIVA SPA – O Boticário, no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá, exibia em um dos seus espaços, num enorme visor, imagens diferenciadas de um estilo de vida que se aproximasse da proposta da marca de cosméticos, como esta cena de uma bonita mulher lavando os cabelos durante o banho.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Alessa

  • Fashion Rio Outono Inverno 2014 – Píer Mauá

    janeiro 24th, 2014

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    O lounge da Imédia Excellence Californianas, no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá, antes de ser iniciado o evento de moda em si, pronto com o seu décor sofisticado com pufes, totens, almofadas, vasos e painel à espera dos convidados.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Alessa

  • ” Com Fátima Bernardes não tem essa de ter receio de ‘trocar o certo pelo duvidoso’. Ela acredita no seu projeto. E isso já basta. “

    janeiro 24th, 2014

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    Foto: Revista Contigo!

    Na verdade, não fora somente a jornalista e apresentadora Fátima Bernardes quem sempre acreditou no seu projeto de fazer um programa próprio. Ficou-nos provado há onze dias que a direção da Rede Globo também depositou confiança na decisão surpreendente de Fátima. Numa edição do Jornal Nacional de uma sexta-feira, o jornalista, apresentador e editor-chefe do jornalístico mais assistido do país, William Bonner, anunciou a saída de Fátima Bernardes da tão famosa e almejada bancada, por resolução dela mesma. E que quem a iria substituir seria a jornalista e apresentadora do dominical Fantástico, Patrícia Poeta. E em seu lugar ficaria Renata Ceribelli, já substituta de Patrícia nas suas ausências. Uma justa escolha. Já quanto a Patrícia, fomos informados de que fora unânime tanto por parte de William Bonner quanto por parte dos principais responsáveis pelo Jornalismo da emissora de que o nome natural para ocupar o posto de Fátima seria o dela. Sem dúvida, o nome certo, a despeito de haver outras excelentes profissionais no campo da notícia capazes de apresentar o JN, e que já o fazem em determinadas situações, como Renata Vasconcellos e Ana Paula Araújo. O que contou a favor de Patrícia provavelmente fora o fato de possuir, além de indiscutível credibilidade, uma inegável popularidade junto ao público. O que dita de forma precípua o que se define como bom jornalista é a credibilidade. É acreditarmos naquilo que fala, independente do assunto que esteja abordando. Na segunda-feira seguinte, os minutos finais do Jornal Nacional foram dedicados à despedida de Fátima Bernardes, que pareceu-me feliz e confiante por enfim ter um projeto seu maturado por quatro anos aprovado. Houve uma homenagem, uma espécie de retrospectiva das carreiras tanto de Fátima quanto de Patrícia Poeta, que estava presente. Patrícia, como era de se esperar, na terça-feira estreou bem, com segurança, firmeza, e apropriada simpatia nos momentos que assim permitiram. Só teve que cortar um pouco os cabelos, e passar a usar roupas compatíveis com a proposta do JN. Nenhum problema. Continua bela e elegante. Quanto à trajetória de Fátima, que permaneceu à frente do telejornal em questão por quase quatorze anos, estudou na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), após experiência como bailarina. Tinha como intento ser crítica de balé. Seu primeiro emprego fora no jornal O GLOBO. Decorrido algum tempo, foi contratada pela Rede Globo, e logo estava no comando do extinto RJTV 3ª Edição. Rumara para o Jornal da Globo para dividir a apresentação com Eliakim Araújo. William Bonner, depois, substituíra Eliakim. Com Celso Freitas e Sandra Annemberg apresentou o Fantástico, ao qual voltaria ao lado de Pedro Bial. Houve ainda temporada no Jornal Hoje, em que exercia as funções de apresentadora e editora. Em 1998, inicia a longa permanência no Jornal Nacional, acompanhada de William Bonner. Destacou-se em muitas reportagens. As coberturas jornalísticas esportivas internacionais chamaram a atenção, como as Copas do Mundo e as Olimpíadas, tendo como curiosidade o fato de ter sido eleita pelos jogadores a “Musa da Seleção”, pentacampeã de futebol em 2002. Levantou a taça e tudo. Agora é esperar pelo novo programa de Fátima Bernardes, que é mantido sob sigilo absoluto. O que se sabe apenas é que haverá jornalismo. Pelo que conheço da história desta exímia profissional é que poderá haver entrevistas em estúdio, matérias em campo (local da notícia), e até variedades. E o horário da atração? Seja qual for, acho que os telespectadores irão reprogramar suas agendas para prestigiar Fátima.

  • ” Thalles Cabral é Jonathan, um promissor arquiteto que cita Jean Valjean para redimir o ‘pai’.”

    janeiro 20th, 2014

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    Foto: Divulgação

    Num momento de crise existencial com relação à própria identidade e à significância de seus atos, se de fato eram bons, e se era capaz de praticá-los, Félix (Mateus Solano) ouve de seu “filho” Jonathan (Thalles Cabral), na verdade o meio-irmão, em “Amor à Vida”, novela de Walcyr Carrasco, exibida às 21h pela Rede Globo, uma citação do clássico de Victor Hugo, “Os Miseráveis” (1862), que narra importante passagem no romance do personagem principal, Jean Valjean. E Jonathan lhe conta proximamente o seguinte: “Jean Valjean, após ter sido liberto da prisão onde permanecera por longos anos, sem dinheiro tampouco moradia, recebe o auxílio do Bispo Bienvenu, que lhe oferece comida e casa, um gesto de infinita magnanimidade. Pouco tempo depois, o “miserável” trai o religioso furtando seus talheres de prata. É preso por policiais e conduzido de volta ao lar do religioso. O bispo tem então uma atitude surpreendente: não só negou que Jean havia cometido o crime como ainda disse que se esquecera de levar os candelabros feitos do mesmo rico metal. Pela primeira vez, Valjean se deparou com alguém que o tratara com dignidade, perdoara-o e lhe aconselhara a recomeçar a vida como um homem bom”. Desta forma, o Jonathan do porto-alegrense Thalles Cabral, cujos estudos cênicos se iniciaram na infância e se estenderam em cursos da Cia. do Abração, Academia de Artes Cênicas Cena Hum, Lala Schneider e Escola de Atores Wolf Maya, convenceu o pai de criação de que ele sim poderia estar se tornando uma boa pessoa. Em meio às turbulências da família Khoury, na qual houve inveja, ciúme, desprezo, traição, disputa por poder e vingança, o rapaz que se aprazia em abrir caminhos com skate trajando indefectíveis blusas xadrezes folgadas se evidenciou como um jovem sábio e maduro, a ponto de deste modo ser reconhecido pela “bisa” Bernarda (Nathalia Thimberg), contrariando os demais de sua geração, aplacados por idiotia generalizada, valores tortos, consumismo desenfreado, descendentes de progenitores ausentes e ignorantes na “arte de educar”. Se outrora, tínhamos a “geração Coca-Cola”, a “geração yuppie” e a “geração Y”, atualmente temos a “geração vazia”. O papel de Thalles, um artista que estreara como profissional nos palcos no celebrado Festival de Teatro de Curitiba com a peça de Rafael Cardoso, “Sobre Pais e Filhos”, emendando com a “aula-espetáculo” “História Viva”, de Wladimir Ponchirolli, sofreu no decorrer da trama série de infortúnios: não ganhara a devida atenção de Félix, sendo por este castigado, trancafiado em armário moderno e tendo skate de estimação estraçalhado por pés calçados com sapatos de grife; soubera ser filho de César (Antonio Fagundes), antes avô, fruto de um relacionamento com a legítima mãe Edith (Bárbara Paz) e de que esta no passado fora “garota de programa”, recebendo dinheiro para se casar “por fachada” com o irmão de Paloma (Paolla Oliveira) e dos diversos delitos penais e maldades por ele perpetrados. Mesmo assim, manteve as sapiência, moderação e fleuma que lhe são natas. Em uma das cenas mais bonitas do folhetim que prega “amor à vida”, que serve de exemplo à massa vivente assustadoramente preconceituosa do Brasil, o filho heterossexual Jonathan aceita sem questionamentos o pai homossexual Félix. O neto de Tamara (Rosamaria Murtinho) hoje namora e continua a desfiar seu rosário de frases inteligentes e transformadoras. O intérprete, cantor, compositor (compõe em Inglês; seu pioneiro EP, “That’s What We Were Made For”, com sete faixas, fora lançado no segundo semestre do ano passado), dramaturgo, diretor e estudante de cinema pontuou sua atuação nos olhares fixos, meios e largos sorrisos, fala pausada e pensada (com as alterações cabíveis), sutileza, sensibilidade, fino humor e poder cativante, deixando o público encantado com este novo talento que desponta. Na ribalta, Thalles fez em torno de mais de vinte montagens, em que se destacam “No Natal A Gente Vem Te Buscar”, de Naum Alves de Sousa; “Médico à Força”, de Molière; “O Cavalinho Azul”, de Maria Clara Machado; “A Casa de Consertos (A Bolsa Amarela)”, de Lygia Bojunga; “Amor aos Pedaços” (direção de Elias Andreato); “MPB Revista” (Prêmio Primeiro Passo de Melhor Ator Coadjuvante no Festival de Teatro Laura Schneider); “Maria…Mário…José” (colaborou no texto); “Eu e Elas” (indicação à láurea na mesma categoria supracitada); e “Aqui Jaz a Minha Sogra” e “Aqui Jaz a Minha Sogra – Parte 2” (ambas escritas e dirigidas por ele). “Amor à Vida” se aproxima do epílogo, e Thalles Cabral desde já, como Jonathan, imprimiu marca indelével no imaginário do telespectador como um dos personagens que mais causaram empatia na sinopse de Walcyr Carrasco. Thalles deixou de ser uma promessa para ser um “fato”. Que daqui para a frente viva de seus “desenhos” e criações numa fantástica “arquitetura da Arte”. E que a lição de Jean Valjean sirva para todos nós.

  • “Para a Amarylis de Danielle Winits ser mãe solidária ‘é padecer no paraíso’.”

    janeiro 10th, 2014

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    Foto: Divulgação/TV Globo

    É muito comum que personagens de uma trama teledramatúrgica, no caso uma novela, sofram alterações substanciais na personalidade no decorrer daquela, estejam previstas ou não na sinopse original. Foi o que ocorreu com a da carioca Danielle Winits, a dermatologista Amarylis da produção das 21h da Rede Globo, “Amor à Vida”, de Walcyr Carrasco. Se a princípio, a médica do Hospital San Magno se mostrava uma profissional competente, disciplinada e modelar que deixava os seus pacientes satisfeitos (fato que voltou a acontecer) e uma amiga disposta a ajudar e aconselhar seus próximos, como Paloma (Paolla Oliveira) e Niko (Thiago Fragoso), sendo simpática aos olhos do público, a vontade absoluta, imutável e determinada de ser mãe modificou todo o rumo de sua história. A Amarylis de Danielle Winits, que estreou na TV (estudou interpretação, dança e canto) na minissérie de Antonio Calmon “Sex Appeal” (que lançou outros tantos talentos femininos) na mesma emissora e nos palcos no musical “Band-Aid”, de Wolf Maya (aliás, a atriz é uma das artistas mais requisitadas para estrelar este gênero teatral), inicia um processo sem volta de busca dolorosa e traumática de não apenas constituir um núcleo familiar, mas gerar um filho, seja de que forma for. A pioneira ideia foi se aproximar do casal gay Niko e Eron (Marcello Antony), com situação financeira estável e estrutura emocional sólida, no entanto carente de um filho para completá-los. Oferece-se para ser a “barriga solidária” e gestar uma criança com o material reprodutivo de um deles, sem que nunca soubessem quem fosse o legítimo pai. Segundo os códigos médicos, a mãe biológica deverá ser mantida sempre no anonimato. Este procedimento clínico açambarca questões complexas, éticas, morais, religiosas e polêmicas, sendo assim arriscado, pois envolve sentimentos e consequências psicológicas imprevistas que podem ser dadas como quase certas. Não são poucos os relatos e registros de que as “mães de aluguel” (como eram chamadas, a despeito de ser proibida a cobrança monetária pela cessão do ventre) ao darem à luz se recusarem a entregar os bebês aos pais contratantes, o que gerou acirradas disputas judiciais e desgastes psíquicos para ambas as partes. Hoje já existe jurisprudência acerca destes litígios. Não há que se contestar os benefícios do avanço da Medicina nesta área, contudo o preço a ser pago é alto. As duas primeiras inseminações artificiais não obtiveram êxito, o que levou o par homoafetivo a entrar com um pedido de adoção de uma criança (grande passo no campo jurisdicional da Infância e Juventude permitir que crianças sejam adotadas por casais homossexuais, outrora abandonadas, tristes, desoladas e sem lar, acasteladas em abrigo, contrariando os insensíveis e hipócritas defensores da “moral e bons costumes”, que alegam inacreditavelmente que os pais influenciariam “perniciosamente” os adotados). Sou obrigado a lançar mão da velha e boa tese que se assim o fosse não haveria considerável número de gays filhos de heterossexuais. Há que se levar em consideração que o especialista em reprodução assistida Dr.Laerte (Pierre Baitelli) infringiu o código de conduta ética médica ao atender ao pedido da amiga Amarylis para que utilizasse os seus óvulos ao invés dos de uma doadora anônima. Na terceira tentativa de inseminação, um pequeno sangramento fez com que a doutora suspeitasse de que fracassara novamente como “barriga solidária”. E a dermatologista de Danielle, que participou de produções de Antonio Calmon como “Olho no Olho”, “Cara & Coroa” e “Corpo Dourado”, como Alicinha, e Carlos Lombardi (“Uga Uga” – Prêmio Qualidade Brasil, como Tati, “Kubanacan” e “O Quinto dos Infernos”) decidiu agir ao seu modo. Seduz Eron, o frágil, pouco assertivo e manipulável advogado, leva-o para a cama e supostamente dele engravida. Eron pode ser uma “águia” (como seu parceiro o chamava) nos tribunais e salas de audiência, mas na vida pessoal “suas asas se recolhem”, e de nenhum voo é capaz. Por obra do acaso, de Deus, do destino ou de Walcyr Carrasco, Fabrício, o bebê na berlinda, é filho do chef Niko. Dr.Vanderlei (Marcelo Argenta) não aproveitou os óvulos da profissional que cuida de peles faciais com esmero. Fabrício é entregue a Niko. A união entre Amarylis e Eron se dilui minuto a minuto, até o ponto em que a “águia adormecida” resolveu acordar e “abriu as suas asas”, revelando à esposa ser gay, deixando a “bissexualidade” de lado, de que não a amava e de que queria voltar a ter a vida de antes. A loira cuja veracidade de seus cílios é especulada pelo pretendente à redenção Félix (Mateus Solano) levará a cabo o seu plano de sequestro do “filho”. O irmão de Paloma auxiliará “carneirinho” (como Niko por ele é alcunhado) a recuperá-lo. Para nosso espanto (ótima solução do autor), Amarylis procurará outro casal gay e oferecerá seus “serviços” de “barriga solidária”. Danielle Winits possui extensa carreira na televisão, no teatro e no cinema. Novelas, seriados, especiais e minisséries constam de seu currículo. Na pequena tela, destacamos “A Próxima Vítima”; “Malhação” (voltaria em outra temporada); o seriado policial com inspiração nos similares americanos “A Justiceira”; a excelente minissérie histórica e biográfica “Chiquinha Gonzaga”, na qual viveu Suzette Fontan; “O Clone”; “Pastores da Noite”; “Páginas da Vida”, como a sedutora e impulsiva Sandra (Prêmio Contigo!); e “Cinquentinha”. Os projetores de cinema lançaram sua imagem em filmes como “Zoando na TV”, de José Alvarenga Jr.; “O Trapalhão e a Luz Azul”, de Paulo Aragão e Alexandre Boury; “Se Eu Fosse Você”, de Daniel Filho; “Sexo com Amor?”, de Wolf Maya; “Os Normais 2 – A Noite Mais Maluca de Todas”, de José Alvarenga Jr.; “Até que a Sorte nos Separe”, de Roberto Santucci (está em cartaz com a sequência, ao lado do mesmo Leandro Hassun e com a inestimável presença de Jerry Lewis; é considerada uma das mais rentáveis estreias de 2014) e “Odeio o Dia dos Namorados”, de Roberto Santucci. Como dito, o forte de Danielle na ribalta são os musicais: “Cabaret Brazil”, de Wolf Maya; “Relax…It’s Sex”, de Wolf Maya; “Chicago”, uma adaptação de Claudio Botelho (composição de John Kander, letras de Fred Ebb e libreto de Fred Ebb e Bob Fosse);”Hairspray”, de Mark O’Donnell e Thomas Meehan, com direção e versão das letras de Miguel Falabella e “Xanadu”, adaptação do filme com Gene Kelly e Olivia Newton-John, de Robert Greenwald, dirigido por Miguel Falabella. Há ainda “Lancelot”, adaptada por Cláudio Althiery da lenda inglesa, como Guinevere. “Amor à Vida” chega ao seu final e a aposta em Danielle foi certeira. A atriz defendeu desde o prólogo com altivez e garbo a sua personagem, que dividiu opiniões e foi alvo de condenações. Danielle Winits pode dizer que na novela de Walcyr Carrasco “sentiu na pele” que “ser mãe solidária é padecer no paraíso”. Entretanto, este “padecimento” se transformou em crescimento como atriz para Danielle, atribuindo para si mais um importante papel para sua vasta galeria que orna bonita trajetória artística.

  • “No meio do caminho da Leila de Fernanda Machado tinha uma ruiva. Tinha uma ruiva no meio do caminho de Leila.”

    janeiro 8th, 2014

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    Foto: Divulgação/TV Globo

    “Amor à Vida”, de Walcyr Carrasco, novela das 21h da Rede Globo, apresenta-nos desde o início de sua trama uma extensa galeria de personagens ambíguos e ambivalentes, retos, éticos e morais e vilões convictos, alguns destes em busca da redenção de si mesmos. Um painel racional, embora provindo de ficção, do retrato do ser humano e suas diferenciações. Leila, o papel defendido com irrepreensíveis dignidade e talento, e doses equânimes de iniquidade e humor negro e politicamente incorreto pela paranaense de Maringá Fernanda Machado, é um tipo frequentador da história que merece cuidadosa abordagem. Algumas perguntas se fazem a seu respeito: por que ela é assim?; por que age de forma tão vil?; por que é fria e insensível ao extremo?; por que rejeita a família?; e por que sente tamanhos ódio e desprezo pela irmã com necessidades especiais? No entanto, a bonita morena de lisos cabelos sobre a qual continuaremos a falar interpretada por Fernanda, que estreou na televisão no folhetim das 19h da mesma emissora, “Começar de Novo”, de Antonio Calmon e Elizabeth Jhin, é capaz sim de nutrir certo tipo de sentimento pelo vulnerável, frágil, dúbio e manipulável escritor Thales (Ricardo Tozzi), que vive mergulhado em crises com sua própria consciência. Se é apenas atração física, paixão, obsessão ou até amor, nunca saberemos. O casal, que troca abruptos e resfolegantes afagos e beijos no “moquifo” do escriba defronte ao Minhocão de São Paulo, no qual há em seu interior pôsteres de “Citizen Kane” e “Le Quatre Cents Coups”, dedicou o seu tempo ocioso na maquinação de planos que fariam Machiavel “reescrever” “O Príncipe” a fim de obter vantagens financeiras sem demandar esforço mútuo. Se no mundo capitalista, na montagem de um negócio, uns entram com o capital e outros com o trabalho, em “Amor à Vida” Leila “entrou” com as ideias e Thales, o escritor de um livro só, “entrou” com a sedução. A primeira vítima foi a ruiva Nicole (Marina Ruy Barbosa), pobre menina rica que “vendia” ingenuidade e romantismo, e que parecia ter saído de um filme de James Ivory, moradora de mansão “perdida” no século XIX. Educada e doce, Nicole possuía imensurável fortuna. Uma “presa” fácil para os golpistas. Infelizmente, a jovem sofria de uma enfermidade que não lhe deixaria viver muito tempo. Cuidada com zelo pela governanta Dirce (Angela Rebello), circunspecta e formal funcionária, chamada pela filha de Neide (Sandra Corveloni) de “urubu sem asa”, a moça se deixou levar pelo charme do “intelectual”, aceitando com ele se casar (o objetivo, óbvio, do rapaz, era herdar o dinheiro deixado). Thales se dizia estar apaixonado pela futura esposa, mas “dividia o lençol” com a amante e cúmplice. Que amor é esse? Que escritor é esse tão calculista e desprovido de sensibilidade? Tudo denotava estar dando certo para o “literato” que degustava chá de hortelã no calor da metrópole e para a sua parceira, até que no dia do casório, Nicole descobre a dura verdade na frente do padre. Ela morre “vestida de noiva” “rodriguianamente”. Com a morte daquela que seria sua cônjuge, Thales, que não sabemos de onde vem, se tem pai, mãe, irmãos ou é filho de César (Antonio Fagundes), vivencia seus dias de Haley Joey Osment, e passa a querer dizer: “Eu vejo gente morta”. O malogrado vestido de noiva foi propositalmente colocado no corrimão da escada, e a Leila de Fernanda Machado, que personificou a ludibriada Joana de “Paraíso Tropical”, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares (ganhou o prêmio “Melhores do Ano Atriz Coadjuvante 2007”), assustada, sofre grave queda, que a leva a longo período de recuperação, o que a deixou mais revoltada e ferina em suas ofensas. Os dinheiros disponíveis foram gastos em caros tratamentos, e o par começou a ter dificuldades para se sustentar, pois o inventário não estava concluído. Enquanto isso, Leila maltrata sua irmã autista (um termo que estigmatiza essas pessoas que requerem tanto amor) Linda (Bruna Linzmeyer), como chamar a sua atenção quanto à urina que fez na cama e destruir a sua árvore de Natal feita com carinho pelo adorável advogado Rafael (Rainer Cadete), que em breve será objeto das armações da irmã de Daniel (Rodrigo Andrade). Ele será denunciado tanto por Neide quanto por sua filha por “sedução de incapaz”. Não me espanta que Linda seja tratada desta maneira, visto que seja fato comum em não poucos grupos familiares. Durante a estagnação do processo de inventário (no Brasil a Justiça é célere?), surge a ruiva (!) Natasha (Sophia Abrahão), herdeira de parte do legado do pai de Nicole, fruto do relacionamento deste com Dirce. Dirce também tem as suas fraquezas. Natasha contesta sua cota na partilha dos bens, para desagrado da dupla, que volta a admirar da janela do “moquifo” o “silencioso” e “despoluído” Minhocão. Nem Cidadão Kane e “Os Incompreendidos” salvam a penúria deles. Um novo ardil é pensado, e Thales, o escrevinhador que estima blusas xadrezes, seduz a nova ruiva, objetivando o seu patrimônio. A ambiguidade que o acompanha é evidenciada mais uma vez. Natasha se apaixona, todavia a mãe está alerta. A saída encontrada pela ardilosa personagem de Fernanda, que já deu vida a duas vilãs em produções de Walcyr Carrasco que no seu término acabaram se redimindo (“Alma Gêmea” e “Caras & Bocas”), será dar cabo da namorada de Rogério (Daniel Rocha). A mansão “do século XIX” será incendiada. Natasha se salvará, e Leila não escapará das chamas. Fernanda coleciona na TV participações especiais em seriados, minissérie (“Queridos Amigos”, de Maria Adelaide Amaral) e outra novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, “Insensato Coração”, na qual fora a ambiciosa Luciana, que morrera num sinistro. Atuou como apresentadora do “Superbonita”, do GNT. Nos cinemas, foi focada pelas lentes de Paulo Sérgio de Almeida (“Inesquecível”), José Padilha (“Tropa de Elite”), Marco Antônio Ferraz e Anderson Corrêa (“Flordelis – Basta uma Palavra para Mudar”), Tadeu Jungle (“Amanhã Nunca Mais”) e Michel Thikomiroff (“Confia em Mim”), além de um curta-metragem. Tem para si o privilégio de encenar um dos mais prestigiados dramaturgos modernos norte-americanos, Sam Shepard, em “Mente Mentira”, ao lado de Malvino Salvador. Fernanda Machado fez exponencial diferença na produção das 21h ao assumir papel difícil, condenável, complexo e polêmico em sua natureza. Fernanda é uma bela, jovem e talentosa atriz a quem devemos respeitar. Leila “aprontou”. Fernanda “aprontou” também com sua qualidade de atriz. Para terminar, só um aviso às ruivas: se agora encontrarem Leila na calçada, sejam cautelosas, atravessem a rua.

  • ” Sexo com Uvas em ‘Amores Roubados’.”

    janeiro 7th, 2014

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    Foto: Felipe Panfili/AgNews

    Corpos nus. Suados. Desejo e sexo. Tiros e sangue. Violência. Adultério e conflitos familiares. Dinheiro, poder, prostituição. Com estes explosivos ingredientes, estreou ontem na Rede Globo a tão aguardada minissérie de George Moura, Sérgio Goldenberg, Flávio Araújo e Teresa Frota e supervisão de texto de Maria Adelaide Amaral, dirigida por José Luiz Villamarim, “Amores Roubados”. Ambientada na fictícia cidade de Sertão (as gravações foram feitas em Petrolina, Pernambuco, e Paulo Afonso, na Bahia), a história (baseada num romance escrito por Carneiro Vilela em capítulos por dois anos, “A Emparedada da Rua Nova”, para um jornal recifense no século XIX) conta a trajetória de um belo sommelier, Leandro Dantas (Cauã Reymond), que veio de São Paulo para mostrar o seu amplo conhecimento de vinhos na vinícola Vieira Braga, e praticar o seu perigoso jogo de sedução com as mulheres da região. A empresa, imponente em terreno desértico, porém onde nascem uvas, pertence ao todo-poderoso Jaime (Murilo Benício), a quem todos respeitam e obedecem, casado com Isabel (Patricia Pillar), uma mulher a princípio centrada e contemporizadora, ambos pais de Antônia (Isis Valverde), que estudara no exterior, e retorna à terra natal para auxiliar nos negócios do clã, mesmo que a contragosto. O jovem Leandro, filho de Carolina (Cassia Kis Magro), uma ex-prostituta que passou tempos presa e por aquele fora roubada na mesma metrópole e que decide em meio à sua amargura retomar a vida, crê que tanto os vinhos quanto as mulheres têm que ser “provados”. Ostenta um ideograma japonês tatuado na pele morena que significa “proteção”, mas não se exime de procurar o perigo. Mantém ardente caso com a lasciva Celeste (Dira Paes), esposa do rico exportador de mangas Roberto Cavalcanti (Osmar Prado). Em festa promovida por este, ocorre degustação de vinhos “às cegas”, ou seja, com os convivas de olhos vendados, comandada pelo sommelier. Carícias proibidas se misturam aos goles. Não só Celeste se verá “embriagada” pelos encantos de Leandro. Mãe e filha também serão vítimas. Atração física pela primeira e amor pela segunda. Os poros do rapaz exalam “bouquet” de erotismo. Um quarteto bonito e movido a riscos e adrenalina. O esfacelamento do mesmo é iminente, provocado por ciúme e vingança. Ficamos intrigados com a misteriosa figura do afilhado de Jaime, João (Irandhir Santos), que desde já demonstrou fidelidade ao padrinho, apreço por armas (que nos leva a pensar numa possível premeditação de algo ilícito) e uma paixão estranha por Antônia. Enfim, alguém a ser temido. Outros nomes importantes que vieram das telas de cinema, assim como Irandhir, são Jesuita Barbosa, que interpreta Fortunato, amigo e conselheiro de Leandro, e Cesar Ferrario, como Bigode de Arame. No primeiro capítulo, percebemos de pronto influências cinematográficas na narrativa, que vão do “western” (há sem quaisquer exageros uma lembrança a Sergio Leone), passando pela violência despudorada de um Tarantino e pelo “árido movie” brasileiro, até chegar ao consagrado “road movie”, tão explorado por diferentes e veneráveis cineastas. José Luiz Villamarim conduz a sinopse com a habilidade e a engenhosidade que nos é conhecida desde “Avenida Brasil” e “O Canto da Sereia”. José é hoje, sem discussões, um dos melhores diretores de TV no país. A abertura (concepção de Zé Luís e execução de Alexandre Pit Ribeiro e Flávio Mac) é magnífica, uma clara e óbvia ode aos fotógrafos, com o “congelamento” em P&B de momentos marcantes dos intérpretes na minissérie. A trilha sonora (direção musical do imbatível Mariozinho Rocha) permeia toda a ação, jamais deixando de ser congruente e explicativa da cena. A prosódia dos atores está em consonância com a ambiência do argumento. O elenco, sem exceção, expressou total entrosamento e intimidade com a rica psicologia de seus personagens. A meritória fotografia de Walter Carvalho realça em todos os seus detalhes o panorama desolador do espaço sertanejo, com sua vegetação retorcida, suas estradas de terra e poeira, montanhas barrentas e vastos campos infinitos onde se vê o nada. Pode-se esperar com “Amores Roubados” um entretenimento que não poupará os telespectadores com um enredo envolvente, tentador, excitante e provocativo. Um pacto do sexo com a violência. Um conjunto de emoções cabíveis em um “thriller” regado à nudez, sensualidade e suprema beleza dos “pecadores” para a ira dos “traídos”. Em meio a tudo isso, as uvas, e toda a “sexualidade” que nelas pode estar contida.

  • ” Paolla Oliveira é Paloma, uma ‘médica sem fronteiras’, que tem de fato ‘Amor à Vida’.”

    janeiro 4th, 2014

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    Foto: Amor à Vida/TV Globo

    No círculo cinematográfico norte-americano, nos idos das décadas de 30, 40 e 50 (principalmente nestas duas últimas), atribuía-se às atrizes uma condição “sine qua non” para que despontassem no “establishment” industrial fílmico hollywoodiano: o “star quality”. “Star quality” significa tão somente possuir a qualidade de estrela, como o nome sugere. O talento nem era tão obrigatório, porém o binômio carisma/beleza era primordial, a ponto de levar multidões aos cinemas. Podemos citar algumas estrelas que obtinham não apenas o tal binômio, esbanjando também talento: as suecas Greta Garbo e Ingrid Bergman, a alemã Marlene Dietrich e as estadunidenses Lana Turner, Kim Novak e “a queridinha da América” Doris Day. É fácil perceber que não se exigia a nacionalidade ianque. Latinas eram exceções, como Carmen Miranda e Sarita Montiel. Em terras brasileiras, há intérpretes femininas que não fogem ao trinômio carisma/beleza/talento, como Paolla Oliveira, Patricia Pillar e Isis Valverde. A paulista Paolla, com lábios delgadamente desenhados e melenas castanhas em tons dourados, que ainda adolescente mostrou bonito rosto em campanhas publicitárias, e que se formou na Oficina Mazzaropi e na Escola de Atores Wolf Maya, conquistando o Brasil logo em sua estreia na Rede Globo, como a romântica Giovana de “Belíssima” (recebeu o Prêmio Qualidade Brasil como Atriz Revelação; fora indicada para outras láureas), de Silvio de Abreu, emociona e impressiona o público telespectador com sua destemida Paloma no folhetim de Walcyr Carrasco das 21h, “Amor à Vida”. A disciplinada pediatra e presidente do Hospital San Magno tem sofrido desde o início da trama reveses sequenciais. Conheceu o homem errado em país andino, Ninho (Juliano Cazarré), engravidou deste, descobrira de súbito ser adotada, sofrera com constância reprimendas da mãe adotiva Pilar (Susana Vieira), vira-se forçada a camuflar a gravidez, fora rechaçada pelo pai César (Antonio Fagundes) e expulsa da mansão dos Khoury, defrontara-se com o real caráter do amante Ninho, o “hippie chic” sombrio, e em fatídica noite dera à luz em podre banheiro de bar insalubre perdido no Centro da “selva das cidades”. Uma ex-chacrete parteira salva a sua criança, Márcia (Elizabeth Savalla). Entra em cena seu meio-irmão Félix (Mateus Solano), “o destruidor de skates que odeia ratinhas”, que se aproveitando do desfalecimento da moça em decorrência de hemorragias rouba a recém-nascida ainda suja de sangue e placenta, enrola-a em écharpe e a joga em caçamba de lixo nada “extraordinário”. Poucos dias depois, num emaranhado de acontecimentos arquitetados por outrem, Paloma pega no colo bebê de nome Paulinha, e sente intrigante sentimento maternal. Paulinha é a “filha” de Bruno (Malvino Salvador), o por agora bem-sucedido corretor de imóveis que faz as mulheres por ele se apaixonarem ao som de Bruno Mars. Um promissor cruzamento de olhares de homem para mulher ocorre. Um namoro se consuma. No entanto, um exame de DNA (muitos não gostam nem um pouco deste exame) muda toda a história anos após, e a irmã de Jonathan (Thalles Cabral) descobre ser a mãe biológica de Paula (Klara Castanho). Uma briga feroz de “progenitores” se desencadeia, com consequências jurídicas, até pacífico acordo. O pacifismo é curto. Alejandra (Maria Maya), que nunca foi santa, e Ninho, o “latin lover” inconformado sequestram a menina para quem não adianta dizer que a “conversa é de adulto”. Seguidas tantas intempéries, o casal se reúne e cuida da adolescente, até o instante em que o rapaz que produz obras de arte de gosto duvidoso decide lutar pela sua paternidade. O sombrio Ninho engendra série de artifícios para conquistar a neta de César, que coloca “dreads”, passa a “matar” aulas para patinar, ganha um tablet para combinação de encontros clandestinos e aprende a ser rebelde e desrespeitosa com o pai, chamado pelo oponente de “coxinha”, “burguês” e “careta”. No momento, a empreitada da Paloma de Paolla Oliveira, que foi a protagonista de dois “remakes” veiculados às 18h, “O Profeta” e “Ciranda de Pedra”, além de incorporar a vilania em “Cama de Gato”, como Verônica, é desmascarar a farsa de Aline (Vanessa Giácomo), a defensora da tese de que “a vingança é um cupcake que se come frio”, contra o seu severo pai. Ademais, terá que ouvir do algoz redimido Félix “coisas de que ela não vai gostar” (vale lembrar que numa das cenas mais impactantes da novela em questão – a revelação de que Paulinha fora deixada em uma caçamba de lixo, não só Mateus Solano brilhou, mas Paolla Oliveira também, com seus olhos esbugalhados em fúria, seus dentes trincados e grunhidos de mãe enganada, privada do crescimento da filha por largo tempo; o próprio Mateus disse em entrevista que sua interpretação elogiada só foi possível por causa da contrapartida dos colegas de elenco). Há um outro viés importante na personagem de Paolla, ou seja, o fato de ser uma médica exemplar, que se preocupa inclusive com questões sociais e pesquisas, algo com o qual não estamos muito acostumados. Num país onde o juramento a Hipócrates só tem validade e admiração nas portentosas formaturas, cujos futuros doutores esgarçam sorrisos brancos dignos de classes abastadas e lançam seus canudos rumo ao céu, e logo em seguida os dependuram emoldurados em sofisticados, confortáveis e bem refrigerados consultórios, cujas prepotentes secretárias só permitem a nossa entrada mediante pagamento adiantado. A Medicina virou um “mercado livre”. A agência de notícias Bloomberg analisou em 2013 o sistema de saúde de 48 países e chegou à triste conclusão de que o Brasil, “o país do futuro”, está em último lugar, ficando atrás de Romênia, Peru e República Dominicana. Os planos de saúde são caríssimos e não correspondem aos atendimentos. Os hospitais públicos estão sempre sucateados, com corredores lotados de pacientes tratados na base do improviso. Já os privados “cinco estrelas” servem aos ricos e poderosos. O desvio de verbas públicas para a saúde são rotineiros. Médicos faltam a plantões, e só vão aos hospitais assinar o ponto. Erros médicos. Médicos em páginas policiais. Consultas amparadas no “achômetro”. Exercício ilegal da Medicina. “Doutores” que se recusam a ir para o interior cuidar de populações carentes, a ponto do Governo lançar programa para “importar” médicos da ilha de Fidel, que ainda por cima são discriminados pelos “profissionais” elitistas e protecionistas com seus jalecos limpos com o melhor alvejante. Paloma é, sem quaisquer suspeitas, uma das personagens mais bem construídas da novela de Walcyr Carrasco, e para Paolla, uma de suas atuações mais consistentes. Na TV, a artista ainda participou de especiais, seriados e humorísticos. Emprestou sua face de pintura à série de Luiz Fernando Carvalho, “Afinal, O Que Querem as Mulheres”. Freud deve ter ficado satisfeito. Misturou-se à garotada de “Malhação”. Mesmo paulistana, foi uma das “As Cariocas”, no episódio “A Atormentada da Tijuca”. E daí? Ser carioca é ter alma de carioca. Honrou a heroína romântica Marina da produção de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, “Insensato Coração”. Diante daqueles que vão aos cinemas, pôde ser vista em curtas-metragens, e nos longas “Rinha”, de Marcelo Galvão; o sensual “Entre Lençóis”, de Gustavo Nieto Roa, com Reynaldo Gianecchini; “Budapeste”, de Walter Carvalho (embrenha-se no universo literário de Chico Buarque); “Eu e Meu Guarda-Chuva”, de Toni Vanzolini; “Uma Professora Muito Maluquinha”, de André Alves Pinto (vai fundo na ambiência lúdica do escritor e cartunista Ziraldo) e “Trinta”, de Paulo Machline (uma cinebiografia de Joãosinho Trinta). E já que iniciamos este texto abordando o significado de “star quality”, terminemos da mesma forma. Paolla Oliveira, ao protagonizar “Amor à Vida”, consolidou irreversivelmente a sua posição de estrela talentosa. Um trabalho que abre novos caminhos para Paolla. Paolla Oliveira, uma “atriz sem fronteiras”.

  • Fashion Rio Outono Inverno 2014 – Píer Mauá

    janeiro 4th, 2014

    057[1]
    Uma cena da série “Três Teresas”, exibida pelo GNT, uma produção da Bossa Nova Films, dirigida por Luiz Villaça e Cláudia Alves, com Enrique Diaz e Denise Fraga, pôde ser conferida pelos convidados que visitaram o stand da Nativa SPA – O Boticário no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Alessa

  • Fashion Rio Outono Inverno 2014 – Píer Mauá

    janeiro 4th, 2014

    048
    Uma enorme rede de prateleiras que sustentavam inúmeras garrafas decorativas nas cores lilás, azul e verde enfeitava o lounge da Nativa SPA – O Boticário no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Alessa

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