O autor Walcyr Carrasco tem se empenhado no combate ao preconceito, nas mais variadas esferas, em sua novela, exibida às 21h na Rede Globo, “Amor à Vida”. Homossexualismo, adoção de uma criança crescida e afrodescendente por um casal gay masculino bem-sucedido economicamente, “bullying” contra mulheres acima do peso, amor e sexo na outrora chamada “terceira idade” (também denominada “a melhor idade”) e o autismo (transtorno cujos sintomas são a deficiência intelectual e dificuldades de linguagem e comportamento, segundo estudiosos). No Brasil, há cerca de 1,1 milhão de autistas, o que corresponde em média a 1% da população. Na Região Sudeste, são quase 500 mil. Há déficit de instituições especializadas no tratamento desta “condição especial” estimado em 40 mil. Há pouco mais de uma semana, foi revelado pela comunidade científica que quanto mais cedo o distúrbio for diagnosticado (antes dos 3 anos de idade seria o ideal; hoje, costuma-se fazê-lo por volta dos 5), as chances de diminuição dos sintomas chegariam próximo aos 80%. Uma excelente notícia para pais, amigos e familiares que convivem com esta realidade. E a personagem Linda, interpretada com delicadeza e verdade pela catarinense de apenas 21 anos, Bruna Linzmeyer, que começou a carreira bastante cedo como modelo, tem comovido assaz o público. A beleza arrebatadora de Bruna, associada ao seu talento, olhos azuis entorpecentes, voz doce e maviosa, corpo e rosto de menina contribuem sobremaneira para que prestemos maior atenção na situação “diferente” da moça. A atriz, que estreou na televisão no seriado de Luiz Fernando Carvalho, “Afinal, O Que Querem as Mulheres?” (foi indicada ao Prêmio Contigo! de “Melhor Revelação da TV”), emendando com o folhetim de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, “Insensato Coração”, como Leila, angaria a seu favor uma direção sensível capitaneada por Mauro Mendonça Filho, um afinado elenco do seu núcleo, o caprichado texto de Walcyr, é claro, e uma belíssima canção, ” The Perfect Life”, de Moby e Wayne Coyne a embalar seus momentos. Porém, a história de Linda ganhou contornos mais emocionantes com a chegada do personagem do brasiliense Rainer Cadete, como o sério e dedicado advogado Dr. Rafael. Rainer exibe atuação firme, convincente, cativante e carregada de sensibilidade. Formado pela CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), no Rio de Janeiro, o ator detém larga experiência teatral (peças como “Os Campeões” de Lygia Fagundes Telles e “Doroteia”, de Nelson Rodrigues, e o musical infantil “Zé Vagão da Roda Fina e sua Mãe Leopoldina”, de Silvia Orthof, constam de seu currículo) e um sem número de participações em distintas emissoras, como TV Futura (“Escola Prevenia”), Multishow (“De Cabelo em Pé”) e Rede Globo (“Caras & Bocas” – indicação ao Prêmio Contigo! como Ator Revelação; “Cama de Gato” e “Os Caras de Pau”). Está em cartaz com o filme de Halder Gomes, “Cine Holliúdy” (além disso, neste ano, esteve por trás do projeto, realizado no Distrito Federal, “Centenário de Vinicius de Morais”, em que foram convidadas Maria Gadú e Ellen Oléria). Voltando então a “Amor à Vida”, se Linda possui ao seu redor a mãe com superproteção deletéria, Neide (Sandra Corveloni), os pai Amadeu e irmão Daniel (Genézio de Barros e Rodrigo Andrade, respectivamente) com suas preocupação, paciência e solidariedade, a maldade deliberada e inacreditável da irmã Leila (Fernanda Machado), passou a se ver num repente agraciada com a presença constante do amor honesto sem discriminações do causídico de sorriso carismático, que veste elegantes terno e gravata, Rafael. As mãos de um e de outro parecem se conhecer há tempos. Suas palmas se juntam numa só. Seus dedos puros se cruzam, entrelaçam-se. Toques suaves em faces mútuas. Uma descoberta atrás da outra. Linda sente os pelos da barba semicerrada do rapaz e não se incomoda. Os dois comem pétalas de rosa vermelha. O sabor da flor. Uma gigante bola azul os une ainda mais. O “pilates” do amor imaculado. Olhos que se “enfrentam”, e um carinho sem medidas é trocado. Poucas palavras são ditas, contudo muito se diz. As tintas servem para dar cor ao “P&B” de vidas nossas. Rostos harmoniosos viram telas de pintura. Rosa “tatuada” no papel. Balas coloridas adoçam as existências. Um besouro, uma joaninha “torcem” por eles. A ideia de Walcyr Carrasco de aproximar a dupla foi brilhante e empática, demovendo qualquer possibilidade de reprovação de outrem. Um mérito para os intérpretes. Finalizando com Bruna, a artista repetiu a parceria com Michel Melamed, iniciada com “Afinal, O Que Querem as Mulheres?”, em dois espetáculos da autoria daquele, “Seewatchlook” e “Adeus à Carne”. Foi uma das “brasileiras” no episódio “A Vidente de Diamantina”, além da Anabela do “remake” de “Gabriela”, do mesmo Walcyr. Bruna Linzmeyer e Rainer Cadete impingem razão e sensibilidade a “Amor à Vida”. Sim, razão, por que não? A razão de transformar a visão, por vezes deturpada dos telespectadores do que seja o autismo, iniciando um processo sadio de reavaliação. Os autistas devem ser amados e compreendidos incondicionalmente. Dr. Rafael já sabe. E alguns outros. Vamos tentar? Linda gosta…
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![455[1]](https://blogdopauloruch.com/wp-content/uploads/2013/11/4551.jpg?w=583&h=524)
O cineasta, diretor e fotógrafo Candé Salles no Fashion Rio Verão 13/14, na Marina da Glória.
Candé foi o responsável pelo casting da Reserva, nesta edição da semana de moda.
Como fotógrafo, realizou uma exposição numa loja de Ipanema, RJ, intitulada “Sal e Sol e Som e Areia”, com supervisão musical de Davi Morais (as fotos foram resultado de um trabalho que durou 30 dias na Praia de Jericoaquara, no Ceará).
Após ter dirigido minidocumentários sobre os blocos carnavalescos do Rio de Janeiro, a escola de samba Portela o convidou para que realizasse o primeiro videoclipe da agremiação, com o samba-enredo “Madureira…onde meu coração se deixou levar”, com a participação de Monarco e Paulinho da Viola (o mesmo foi lançado no YouTube; com o material excedente, e com bastante qualidade, Candé, que levou 15 dias para produzir “Madureira…”, resolveu transformá-lo em três “minidocs” – “Madureira”, “Paulinho da Viola” e “Portela”, com a duração, cada um, de 5 minutos; deram os seus depoimentos, além de Paulinho e Monarco, Tia Surica, Dona Neném, Dona Dodô, Arlindo Cruz, Diogo Nogueira e Teresa Cristina).
Recentemente, Candé Salles lançou o documentário “Para Sempre Teu, Caio F.” (Candé se baseou em diários e cadernos do próprio escritor e dramaturgo gaúcho Caio Fernando Abreu; foram feitas mais de 60 entrevistas; Paula Dip foi a coprodutora, junto com o cineasta, e a roteirista do doc; e à atriz Natália Lage coube a missão de narrar o filme).Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: Nica Kessler
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Guilherme Bravin (à direita) foi um dos modelos que desfilaram para a marca Reserva no Fashion Rio Verão 13/14, na Marina da Glória.
Guilherme estudou Educação Física na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
É agenciado pela Nologo Model Mgmt (Milão), Next Models (Nova York) e 40º Models (RJ).
Venceu o disputado Concurso Mister Rio de Janeiro 2013.
Além da Reserva, desfilou para a Blue Man, nesta edição do Fashion Rio..
Fez um belo ensaio todo em p&b para o fotógrafo Eber Figueira, e também para Lucio Luna.
Um de seus trabalhos mais notáveis foi o editorial “Physical”, para a prestigiadíssima revista “L’Officiel Paris”, fotografado pelo badalado fotógrafo americano Michael Roberts (participaram outros modelos da 40° Models, como Kim Freire, ao lado da gaúcha Jeisa Chiminazzo; o ensaio teve como locação a Praia do Leblon, no Rio de Janeiero).
A versão lituana da “L’Officiel”, “L’Officiel Mada”, estampou em sua capa uma das fotos.
Na temporada Verão 2014/2015 do Fashion Rio, Guilherme Bravin desfilou para a Osklen Praia.Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: Nica Kessler
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A atriz Sheron Menezzes, que atualmente interpreta a personagem Paula, na novela das 21h da Rede Globo, “Babilônia”, de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, tira foto com mais uma fã no Fashion Rio Verão 13/14, na Marina da Glória.Foto: Paulo Ruch
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O ator e apresentador Marco Antonio Gimenez no Fashion Rio Verão 13/14, na Marina da Glória.
Marco Antonio é carioca.
Sua estreia na televisão ocorreu em uma novela de Manoel Carlos, “Mulheres Apaixonadas”, exibida pela Rede Globo no horário nobre.
A fama e a popularidade vieram quando deu vida ao personagem Urubu de “Malhação”, na mesma emissora.
Em 2007, foi escalado para participar de um folhetim de Walcyr Carrasco, “Sete Pecados”, inaugurando a sua presença na faixa das 19h.
Retorna a “Malhação”, agora denominada “Malhação ID”.
Esteve na minissérie de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, produzida em homenagem aos 450 anos da cidade de São Paulo, “Um Só Coração”.
Apresentou a “TV Globinho”
Provou-nos o quanto sabe dançar no quadro “A Dança dos Famosos”.
O teatro não é algo novo para Marco: foi ator convidado em “Caminhos da Independência”, com a companhia “Teatro do Kaos”; Bruno Gagliasso o dirigiu e Thiago Martins em um texto bem-sucedido de Regiana Antonini, “Onde Está Você Agora?”; ao lado de Pitty Webo (também autora e diretora) e Gustavo Leão, mostrou em “Mulheres Solteiras Procuram” conceitos cênicos de Peter Brook, Brecht, Grotowski e Domingos de Oliveira; além do clássico de William Shakespeare, adaptado por Walcyr Carrasco, “A Megera Domada”.
Sua atuação em “Caras & Bocas”, de Walcyr Carrasco, como Lucas Rios, pôde ser revista no “Vale a Pena Ver de Novo”, na TV Globo.
Seu mais recente espetáculo teatral marcou a segunda parceria com a atriz, dramaturga e roteirista Regiana Antonini, “Meu Ex Imaginário”, em que contracenou com Milena Toscano e Zé Auro Travassos (a direção coube a Michel Bercovitch).
Segundo fontes da imprensa, Marco Antonio Gimenez entrará na terceira fase da novela bíblica de Vivian de Oliveira, “Os Dez Mandamentos”, que será exibida na Rede Record, com o personagem Nadabe.Foto: Paulo Ruch
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Foto: Divulgação do espetáculoNo Boulevard Montparnasse, havia um café. No meio do café, ao som de “Vouz qui Passez Sanz me Voir”, dois jovens turistas, vítimas do acaso e/ou destino, encontram-se, e acreditam ser cada um deles “o amor de suas vidas”. Ela (Françoise Forton), ex-professora de Francês “audiovisual”, brasileira, de passagem por onde as luzes jamais se apagam. Ele (Aloisio de Abreu), brasileiro, resolveu conhecer o país da Nouvelle Vague por meio de uma excursão, na qual, segundo Ela, o rapaz deveria optar por visitar apenas o Louvre, ou o Arco do Triunfo ou a Torre Eiffel. Ainda sobre o rapaz, este prefere degustar um Beaujolais pela manhã, ao contrário dela, que estima uma xícara de chá. Ambos possuem algo em comum: a paixão avassaladora e convicta pelos grandes cantores franceses, inclusive Jean Sablon. O moço decide então cortejá-la no idioma local, e é “desmascarado” não somente pela brasilidade e respectivo acento, mas por “traiçoeiro” maço de Hollywood. Numa troca constante de informações e referências sobre a cidade em que estudantes num maio de 68 fizeram valer suas potentes vozes, o par tenta se aproximar, porém o beijo tão esperado jamais se consuma. Polanski, e um de seus sucessos, “Lua de Fel”, com Emmanuelle Seigner, é lembrado pela mulher de bonitos cabelos ruivos. A citação do longa-metragem não é a forma mais adequada para se tentar iniciar um romance, pois aquele trata da dominação masculina pela feminina. Entre o rosário de conversas e monólogos, Françoise e Aloisio interpretam lindamente o que há de melhor no romantismo do cancioneiro francês do século XX, como Edith Piaf (“La vie en rose”), Charles Aznavour, Juliette Gréco, o já citado Jean Sablon, Charles Trenét (“La Mer”), Françoise Hardy e Silvie Vartan. Nossos ouvidos são afagados com “C’est Si Bon”, “Je ne regrette rien” e uma inspirada versão de “Garota de Ipanema”. Nos muitos minutos de colóquio fala-se que Paris potencialmente é “a cidade das despedidas”, fato comprovado por antológicos filmes, como “O Último Tango em Paris”, de Bertolucci, “O Último Metrô”, de Truffaut, e “A Última Vez Que Vi Paris”, de Richard Brooks. Ela, com sua “clutch”, e ele, com sua negra mochila, partem. Seus rumos são retomados no Brasil, terra também onde a música se faz soberana. Ele se torna jornalista de um site de fofocas, casa-se, e para sua estupefação, com uma companheira que chama Yves Montand de “chato”. A separação lhe fora inevitável. Ela viveu por quase duas décadas com o mesmo homem, teve filhos, e ao vê-los crescidos e encaminhados, e após a morte do marido que saboreou literalmente pela última vez um “boeuf bourguignon”, fenecendo com rosto enfiado no clássico prato da “haute cuisine”, retorna a Paris. Ele faz o mesmo. E reencontram-se no velho Café Paris 6, em Montparnasse. Algo mudou, como poucos fios de cabelo que se perderam e centímetros que “escapuliram”. O principal resistiu ao tempo: o amor. No sensível e bem-humorado texto do jornalista e dramaturgo Artur Xexéo, “Nós Sempre Teremos Paris” (inspiração na célebre frase da cena derradeira do marco cinematográfico de Michael Curtiz, lançado em 1942, “Casablanca”), com direção da experiente e respeitada Jacqueline Laurence, e produção de Eduardo Barata, percebe-se a demonstração sem pudores, às escâncaras, do compreensível fascínio do autor pelas melodias francesas, e o mesmo quis, realizando com plena satisfação, transformá-lo em linguagem cênica atraente. Não coincidentemente, creio, duas profissionais com ascendência (Françoise Forton) e nacionalidade, porém naturalizada brasileira (Jacqueline Laurence), francesas, foram com acerto convocadas para a obra, o que de certo modo confere uma familiaridade ao espetáculo. Jacqueline toma para si a mesma sensibilidade com que Artur escreveu o texto, e enfoca a direção com notório caráter objetivo na habilidade irrefutável dos atores de entoarem as belas canções (preparação vocal de Danillo Timm), com a direção musical de Marcelo Nogueira e a assistência de direção musical de Camila Dias. A diretora “extrai” o que de melhor os intérpretes podem nos oferecer, seja na clara aptidão para vivenciar momentos mais intimistas seja na facilidade com que lidam com o humor e com a bem-vinda interação com o público. Não foram raras as vezes em que a plateia cantou junto com os artistas, dando explícita resposta de que “embarcaram” na peça, ao ponto de, ao final, “exigirem” um bis, prontamente atendido. Françoise Forton e Aloisio de Abreu cumprem com elegância e convencem de modo espontâneo ao assumirem seus papéis, recebendo de imediato uma aceitação empática dos espectadores. A cenografia de Massimo Esposita não se exime de buscar o enxuto, o exato, o básico, sem contudo abjurar dos elementos que bem resumam a ambiência parisiense, na recriação de um típico café com duas pequenas mesas circulares, somadas a cadeiras de madeira, e uma placa superior com o nome do estabelecimento. Seríamos injustos se não mencionássemos a presença indispensável, e que dá relevância extra à produção, de músicos tocando ao vivo instrumentos como violão (Roberto de Brito) e piano e acordeom (Priscila Azevedo). Os figurinos de Valéria Stefani priorizam o charme e a sobriedade, fugindo do exagero ou extravagância. Françoise veste “trench coat” cru, um tubo preto, xale vermelho, acessórios e “scarpins”. Aloisio se apropria de terno de cor ocre, camisa clara, calça escura e sapatos. A iluminação de Adriana Ortiz procura alcançar, e atinge com êxito, um colorido que impinge vivacidade e alegria à encenação, fazendo jus ao aposto que Paris recebeu, “Cidade Luz”. O azul, o amarelo, o vermelho, o vermelho alaranjado, o rosa, o lilás e o indefectível branco “explanam” com eficiência a proposta sugerida por dramaturgo e diretora. “Nós Sempre Teremos Paris” reúne em um só tempo uma adorável nostalgia que se apega a um romantismo legítimo, um repertório selecionado com esmero e sabida coerência musical, jovialidade narrativa e entrega total com sobejo prazer da dupla de protagonistas. Amiúde se fala sobre os acontecimentos imprevisíveis e dos quais não se pode escapar da vida se utilizando da expressão “C’est la vie”. Como somos “irrésistiblement” atraídos por “Nós Sempre Teremos Paris”, só nos resta dizer: “C’est la théâtre!”.
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A atriz Sheron Menezzes atende ao pedido de uma fã, e tira uma foto ao seu lado, no Fashion Rio Verão 13/14, na Marina da Glória.
Sheron é gaúcha de Porto Alegre.
Sua estreia na televisão ocorreu em uma novela de Benedito Ruy Barbosa, levada ao ar no horário nobre, em 2002, pela Rede Globo, “Esperança” (foi o próprio diretor Luiz Fernando Carvalho quem a escolheu para o papel de Júlia; contracenou com Lúcia Veríssimo e formou um par romântico com o personagem de Jackson Antunes; ganhou prêmios pela atuação e um convite de Luiz Antonio Pilar para ser uma das protagonistas de sua pioneira experiência teatral, “Nunca pensei que ia ver esse dia”, de Rona Munro, com a supervisão de Antonio Abujamra).
Mostrou seus dotes de apresentadora no seriado “Fábulas Modernas”, uma produção da RBS TV, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul.
Dividiu a cena com Malu Mader e Márcio Garcia em “Celebridade”, uma trama criada por Gilberto Braga, que serviu como um estudo teledramatúrgico sobre o culto insano às celebridades e seu mundo, inclusive o privado.
Fernando Meirelles a dirigiu em um dos episódios da série “Cidade dos Homens”.
Sheron entrou pela porta da frente no cinema, encontrando-se com “O Homem Que Copiava” Lázaro Ramos, no longa do também gaúcho Jorge Furtado (ademais, esteve no curta de Tarcísio Lara Puiati, “São João do Carneirinho”, e no filme “O Inventor de Sonhos”, de Ricardo Nauenberg).
Ruma para as 18h para ser a namorada de Floriano (Cauã Reymond), na telenovela pensada por Walther Negrão, “Como Uma Onda”.
Em “Belíssima”, formou um triângulo amoroso com Marcelo Médici e Leonardo Carvalho (ao final, optou pelo simpático açougueiro que sofria de gagueira vivido por Marcelo na história de Silvio de Abreu).
Trabalha pela primeira vez com Aguinaldo Silva, em “Duas Caras” (defendeu uma patricinha, Solange, filha de Juvenal Antena, o líder e fundador da fictícia favela Portelinha, personificado por Antonio Fagundes).
Teve que largar o jeito peculiar de uma patricinha e absorver a ingenuidade de Milena, na obra idealizada por Walcyr Carrasco, “Caras & Bocas”.
Saboreia o humor personalíssimo de Miguel Falabella em “Aquele Beijo”.
A intérprete tem a chance, com “Lado a Lado” (uma novela de João Ximenes Braga e Claudia Lage, vencedora do 41º Emmy Internacional), de dar vida à sua primeira vilã, Berenice.
A atriz esteve ainda na minissérie de Gloria Perez (“Amazônia, De Galvez a Chico Mendes”), seriados (“A Diarista” e “Casos e Acasos”), além de fazer uma participação como ela mesma no remake de “Ti-Ti-Ti”, de Maria Adelaide Amaral.
Se em “Além do Horizonte” existe um lugar, existiu para Sheron Menezzes, como a personagem Keila (uma produção de Carlos Gregório e Marcos Bernstein, exibida na faixa das sete horas, na Rede Globo).
Retorna aos palcos, junto com Renato Góes, sob a direção de Ernesto Piccolo, em “Adão, Eva e Mais Uns Caras”, de Romeu Di Sessa.
No Carnaval, é obrigatório dizer que a artista brilhou na Marquês de Sapucaí, no Centro do Rio de Janeiro, ocupando o posto de Rainha de Bateria da Portela.
Sheron Menezzes, no momento, está na novela das 21h da Rede Globo, “Babilônia”, de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga (com direção de núcleo de Dennis Carvalho), já em sua etapa final, na qual vive a bem-sucedida advogada Paula, uma profissional justa e responsável, que trabalha para um dos principais nomes da advocacia do país, Teresa Petruccelli (Fernanda Montenegro).
No decorrer da trama, a personagem de Sheron, muito bem defendida pela atriz, passou por alguns conflitos: foi ofendida e sofreu preconceitos por outros integrantes do entrecho por ser negra, de origem pobre (nasceu e viveu até a fase adulta no Morro da Babilônia, no Rio de Janeiro), e por ter ingressado na faculdade de Direito por intermédio do sistema de cotas raciais; por ser ambiciosa e querer melhorar o seu status social, teve o seu romance com o dono de bar Tadeu, Cesar Mello, rompido, já que o seu parceiro se contentava com a rotina simples que levava, incomodando-se de certa forma com o sucesso financeiro e projetos de mudanças pessoais de sua namorada; apaixona-se pelo surfista, skatista e programador de games Bento, Dudu Azevedo, que não almeja tampouco considera a hipótese de possuir um emprego fixo e estável, o que causa relevantes incompatibilidades entre ambos, a despeito do amor que um sente pelo outro – a ambição de Paula se tornou imensa perto da total ausência desta na personalidade do rapaz boa gente, divertido, amigo e justo como ela; aproxima-se do belo engenheiro da Souza Rangel, Pedro (Andre Bankoff, ótimo), um homem extremamente sedutor, autoconfiante e machista (quer tomar as decisões pelas mulheres), o que faz com que o namoro iniciado não vá bem, já que Pedro possui um comportamento que vai de encontro ao que acredita como mulher e cidadã; sempre apoiou e defendeu o irmão homossexual Ivan, Marcello Melo Jr., em todas as questões que envolviam os preconceito e discriminação explícitos, tanto com relação à sua cor quanto com relação à sua orientação sexual; ao que tudo indica, Paula terminará ao lado de Bento, apesar de suas evidentes diferenças.Foto: Paulo Ruch
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A atriz Sheron Menezzes, que está no ar em “Babilônia”, novela de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, no horário das 21h da Rede Globo, como a advogada Paula, exibe o modelo que estava vestindo para os fotógrafos, o qual podemos descrever como um vestido azul com bojo meia taça, casaco num tom azul mais suave, dois finos cintos branco e rosa, e tamancos combinando com esta última cor, no Fashion Rio Verão 13/14, na Marina da Glória.Foto: Paulo Ruch
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