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Blog do Paulo Ruch

  • Babilônia Feira Hype, Jockey Club Brasileiro, Jardim Botânico, RJ – 2011

    novembro 11th, 2013

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    Espaço dedicado à diversão, no qual as pessoas, em específico as crianças, fantasiavam-se, e tiravam fotos na feira de moda Babilônia Feira Hype, no Jockey Club Brasileiro, Jardim Botânico, RJ.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Babilônia Feira Hype

  • Babilônia Feira Hype, Jockey Club Brasileiro, Jardim Botânico, RJ – 2011

    novembro 11th, 2013

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    Bicicleta antiga exposta na feira de moda Babilônia Feira Hype, no Jockey Club Brasileiro, Jardim Botânico, RJ.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Babilônia Feira Hype

  • “Por volta das 19h, bem ali, ‘Além do Horizonte’, você poderá iniciar a sua jornada rumo à felicidade.”

    novembro 5th, 2013

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    Foto/Divulgação TV Globo

    Um novo caminho teledramatúrgico se confirma com a estreia de “Além do Horizonte”, novela das 19h, de Carlos Gregório e Marcos Bernstein, com direção geral de Gustavo Fernandez, na Rede Globo. Um caminho já adotado por sua antecessora “Sangue Bom”, ou seja, o de se apostar sem medo na escalação de jovens e talentosos atores como protagonistas de suas tramas. No entanto, Carlos e Marcos, assumindo pela primeira vez a posição de autores titulares de um folhetim, dão valorizado enfoque ao gênero aventura, algo que não se testemunha com frequência na TV brasileira neste segmento. Os mesmos afirmaram em entrevistas recentes que se inspiraram nos filmes de Indiana Jones estrelados por Harrison Ford e no célebre longa-metragem de Frank Capra, “Horizonte Perdido”. Após as chamadas, muitos já se lembraram de outras produções, como a série “Lost” e a obra de M. Night Shyamalan, “A Vila”. O que na verdade nos importa é que algo de diferente poderá ser visto, e acompanhado com entusiasmo pelo público, sempre ávido por elementos e linguagens ousadas e inovadoras. Porém, não só de aventura se sustentará “Além do Horizonte”. Já no capítulo inicial, vislumbramos aspectos românticos, associados a bastantes suspense e mistério. Notamos também que o mote “a busca pela felicidade” será condição “sine qua non” para o desenvolvimento da sinopse. O vocábulo “felicidade” foi dito e redito pelos personagens. Não uma felicidade abstrata, fantasiosa amparada nos dinheiro e poder, mas sim concreta, real. Conhecemos Lili (Juliana Paiva), uma moça determinada e de índole firme, no dia de seu rico noivado com Marcelo (Igor Angelkorte), rapaz hábil no polo e em situação de paixão, que demonstra não estar satisfeita com o enlace. Lili acredita, como diversas mulheres, no utópico “príncipe encantado”. Um robusto sapo lhe apareceu talvez para lhe provar o contrário. Surge uma carta misteriosa para lhe atormentar, deixada por seu pai Luís Carlos (Antonio Calloni), há tempos desaparecido, e que pela lei já é considerado morto. Sua mãe é Heloísa (Flávia Alessandra), e seus futuros sogros são Thomaz (Alexandre Borges) e Inês (Maria Luisa Mendonça). Ao ler a missiva, teve dupla surpresa: o progenitor está vivo (saiu em busca da felicidade) e possuía uma amante chamada Teresa. O adultério a aproxima inevitavelmente de William (Thiago Rodrigues), homem forte no gênio, estudante de História, sobrinho da concubina, que para arrumar alguns trocados, e levar notas de dinheiro para dentro de casa, realiza trabalhos e monografias para seus colegas estudantes indolentes. William é órfão, criado junto com seu irmão Marlon (Rodrigo Simas), com ideia fixa de se aventurar mundo afora na procura pertinaz do possível bem-estar, pela tia Sandra (Karen Coelho). William adota postura protetora com relação a Marlon, que foge com Paulinha (Christiana Ubach), o que a faz terminar o seu namoro com o DJ Rafa (Vinícius Tardio). Paula o acusa de que não mostra atitude, coragem de enfrentar a vida. Rafa crê na sua arte de remixar músicas, e em meio a festa, arrasado, olha para o horizonte, perdido, provavelmente nem escutando o som de suas “pick-ups”. O seu “set list” está triste. Já em localidade remota, Tapiré (impressionante trabalho cenográfico no qual se veem casebres vários e contíguos de madeira com direito a ponte e rio), desde logo um sujeito envolvido em ilicitude é assassinado e jogado em água. Fato que remete ao vilão Kléber (Marcello Novaes), comandante de negócios escusos rentáveis, temido pelos moradores, cuja companheira é Sheila (Sheron Menezzes). Um menino se destacou em suas aparições, Nilson (todos trocam o seu nome), interpretado por JP Rufino. A população é simples e supersticiosa, apegando-se à ideia de haver monstro sinistro que deixa marca no rosto humano. Com cenas gravadas na Amazônia, Chapada Diamantina (BA) e Casemiro de Abreu, RJ, (o que corrobora que a emissora não poupou investimentos no folhetim em questão), a ação foi e está garantida para os próximos meses. Com montagem ágil, editada com primor e angulações inventivas, perceberam-se ares notórios de um “thriller”, o que não é comum para a faixa escolhida na grade da Rede Globo. O enredo se fez acompanhar por quase toda a hora por músicas joviais e trilha incidental apropriada. A abertura é vívida, alegre, colorida, com a ótima canção composta por Roberto Carlos na voz de seu parceiro Erasmo Carlos. A câmera “passeia”, “viaja” por inúmeros lugares, com edição “picotada”, ela “vai” e “volta”, “aproxima-se” e se “distancia” flagrando um Vinícius Tardio com a mochila, uma Juliana Paiva na mansão e Thiago Rodrigues com a infalível “bike”. A cidade grande, a selva e árvores exóticas, espelhos d’água, vastos campos verdes com crianças brincando, uma natureza exuberante dão um saboroso aperitivo aos telespectadores do que vão encontrar ao assistir à novela. Há uma proposta no ar, e que deve ser cumprida, de que ânimos desejosos por boa teledramaturgia serão “atendidos” a contento. Preparem-se para o suspense, para a emoção, para o romance, para a aventura e para a juventude com espírito audaz. Tudo isso está bem perto de você, logo ali, “Além do Horizonte”, e poderá inclusive iniciar a sua própria busca pela felicidade.

  • Fashion Rio Verão 13/14 – Marina da Glória

    novembro 5th, 2013

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    A modelo e apresentadora Ellen Jabour posa ao lado de fãs para os fotógrafos, no Fashion Rio Verão 13/14, na Marina da Glória.
    Ellen estava fazendo a cobertura do evento para um programa dedicado à moda de um canal da TV paga.
    Nascida em Barra Mansa, no Rio de Janeiro, a adolescente Ellen Jabour foi descoberta por Fernanda Barbosa ao se sagrar vencedora do concurso “Garota Alternativa”, realizado durante um Campeonato Mundial de Surf.
    Sergio Mattos (hoje booker e manager da 40º Models, no Rio de Janeiro), contratou-a ainda por outra agência, e muitos trabalhos surgiram para a modelo).
    Anos depois, foi contratada pela Mega Model Brasil, com sede em São Paulo (passou a ser bastante requisita na cidade).
    A Ford Models se interessou pela sua beleza e a carreira se consolida de vez, seja estrelando campanhas para importantes marcas nacionais, seja atuando em Nova York por um determinado período.
    Sua fama como modelo despertou a atenção das emissoras de televisão (a primeira a lhe dar uma oportunidade foi o Multishow, que a escalou para comandar a atração “Revista Celebridades”).
    A partir daí, rumou para a Rede Globo, e foi repórter do “Vídeo Show”.
    A seguir, a união da moda com a TV aconteceu quando apresentou na Fashion TV o “Estilo Brasil” (cobriu semanas de moda como o Fashion Rio e a São Paulo Fashion Week).
    Um desafio lhe foi imposto no SBT: conduzir uma produção ao vivo e diária, o “Olha Você”.
    Houve o encontro de Ellen com a música, na MTV Brasil, onde, como VJ, pôde anunciar os clipes no “Top 10 MTV”.
    Com a temática dos relacionamentos amorosos, a apresentadora, no mesmo canal, ainda liderou o “LUV MTV” (era um programa de auditório dedicado a formar casais de namorados, cujos pretendentes, pela primeira vez, inscreviam-se pelas redes sociais).
    Na estação do verão, Ellen Jabour animou o canal de música com o “Luau MTV”.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Nica Kessler
    Coca-Cola Clothing

  • Fashion Rio Verão 13/14 – Marina da Glória

    novembro 5th, 2013

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    O ator, modelo e sócio da produtora agentejunto Felipe Roque, no Fashion Rio Verão 13/14, na Marina da Glória.
    Felipe é carioca, e agenciado pela Ford Models.
    Estudou Engenharia Civil na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
    Foi matéria do jornal O GLOBO, cujo título fora: “Modelo e surfista brasileiro famoso na Itália é muso na UFRJ”.
    Passou uma temporada de um ano em Milão e desfilou para Dolce & Gabbana.
    Participou da campanha publicitária da OLX.
    Sua produtora, a agentejunto, fez o making of do filme de Domingos de Oliveira (com assistência de Bia Oliveira), “Infância”, com Fernanda Montenegro (prêmios no 42º Festival de Cinema de Gramado de Melhor Ator Coadjuvante para Paulo Betti, além de Melhor Montagem para Tina Saphira e Melhor Roteiro para o próprio Domingos de Oliveira; Fernanda Montenegro recebeu o 2º Prêmio Especial do Júri por sua interpretação).
    Felipe Roque atuou na peça “Crônicas do Amor Mal Amado” (com texto de Raul Franco e direção de Bia Oliveira, e Lucas Malvacini, Luca Pougy e Camila Hage no elenco), e no espetáculo dirigido por Mário Gomes, “Greta Garbo, Quem Diria, Acabou no Irajá!, com Mário Gomes e Linda Gomes.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Nica Kessler
    Coca-Cola Clothing

  • Fashion Rio Verão 13/14 – Marina da Glória

    novembro 5th, 2013

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    O ator, modelo e sócio da produtora agentejunto Luca Pougy, no Fashion Rio Verão 13/14, na Marina da Glória.
    Luca iniciou sua carreira na televisão no grande sucesso “teen” “Rebelde”, adaptação de Margareth Boury da novela homônima mexicana para a Rede Record (direção de Ivan Zettel), como o personagem Júlio, o que o fez ser reconhecido nacionalmente (contracenou com Cássia Linhares, Juan Alba e Carla Diaz).
    Protagoniza o filme, ao lado de Amanda Torraca, “Mind The Gap”, de Marcelo Caldas (uma realização da Due Produções).
    Fez parte do “reality” “Viagem Sem Fim”, exibido no Multishow, no qual conheceu vários países europeus.
    A produtora agentejunto (da qual é sócio, ao lado de Felipe Roque) dedica-se à realização de campanhas institucionais, clipes, videobooks etc. (um de seus mais importantes trabalhos foi o making of do recente e premiado filme de Domingos de Oliveira (assistência de direção de Bia Oliveira), “Infância”, com Fernanda Montenegro (ganhou prêmios no 42º Festival de Cinema de Gramado nas categorias Melhor Ator Coadjuvante para Paulo Betti, Melhor Montagem para Tina Saphira e Melhor Roteiro para Domingos de Oliveira; Fernanda Montenegro foi agraciada pelo 2º Prêmio Especial do Júri ).
    Como modelo foi agenciado pela Ford Models Rio e Agency Models, estrelando campanhas da Wölnner e tantas outras.
    A marca Redley sempre foi fiel parceira em diversos projetos.
    Junto ao teatro, usa o seu tempo para estudos de Filosofia e Psicologia.
    Redigiu textos para o blog da Armadillo.
    Praticou com assiduidade o basquete no time do Flamengo.
    O ator também é fotógrafo, e registrou imagens da peça dirigida por Bia Oliveira, com a concepção de Jaime Celiberto, “Beijos, Escolhas e Bolhas de Sabão”.
    Luca Pougy atuou em três espetáculos de sucesso: “Brainstorming Anônimos”, de Carla Vilardi (direção de Bia Oliveira), “Crônicas do Amor Mal Amado” (dramaturgia de Raul Franco, direção de Bia Oliveira, assistência de direção do próprio Luca; também participaram da produção Lucas Malvacini, Felipe Roque e Camila Hage); e “Sexo Grátis, Amor a Combinar”, de Raul Franco, com a direção de Bia Oliveira.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Nica Kessler
    Coca-Cola Clothing

  • ” Entre goles de uísque e tragadas de cigarro, estuda-se com sublimidade a desvairada e complexa psicologia humana em ‘Quem tem medo de Virginia Woolf?’.”

    outubro 30th, 2013

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    Foto: João Caldas

    “A priori”, demanda-se ressaltar a significante iniciativa de se levar aos palcos um dos maiores legados dramatúrgicos do Teatro Moderno, “Quem tem medo de Virginia Woolf”, do americano Edward Albee. A importância desta obra fez-se tão clamorosa à época de seu lançamento (1962), que em 1966 o cineasta Mike Nichols a transpôs para a linguagem fílmica, com Richard Burton e Elizabeth Taylor. Após três montagens brasileiras, o prestigiado e producente diretor Victor Garcia Peralta, que já nos deu extensas provas da inconteste habilidade de conduzir narrativas cênicas, oferece-nos impiedosa e implacavelmente um espetáculo feroz, denso, inebriante e com alta carga de rica dramaticidade, sem expurgar o corrosivo humor de Albee. Sentimo-nos atônitos defronte à encenação que transcorre em meio acadêmico, cujos quatro personagens, complexos e grandes na configuração dos perfis, envolvem-se, desempenhando posicionamentos ora algozes ora vitimizados, fato este que provoca dinâmica textual e interpretativa patente sob diversos aspectos em situações que implicam em enfrentamentos interpessoais. O enredo é desenvolvido no elevado ambiente universitário, como disse, e seus consequentes intelectos privilegiados. Marta (Zezé Polessa), bela e exuberante mulher, filha do reitor alcunhado de “ratão dos olhos vermelhos”, apoia-se em constantes copos com teores etílicos vários, deixando-se acompanhar pela vaporosa fumaça de cigarro que não lhe deixa os dedos finos, inicia processo em evolução destrutiva da imagem, colocação e personalidade do marido Jorge (Daniel Dantas), professor de História, ao qual refere-se com a marca da maldade escondida ou clarificada nos indivíduos como “do Departamento” e não “O Departamento”. Jorge é homem inteligentíssimo, sagaz, possuidor de potencial calma pronta para transfigurar-se em exacerbado enfurecimento que desaba qualquer sujeito objeto de suas devastadoras reflexões amparadas por ditos espirituosos desconcertantes. Em noite de lua que já se pôs, o casal recebe as visitas do jovem professor de Biologia Nick (Erom Cordeiro) e sua esposa Mel (Ana Kutner). Forma-se o quarteto seguidor da máxima “quem não mistura, não se aventura” (uma alusão às bebidas). Não somos poupados a partir daí de um painel cruento de conflitos e embates nos quais as idiossincrasias dos pares são as armas de defesa de uma guerra muito particular. O biólogo sedutor e ambicioso, “concreto” na massa muscular, casou-se por interesse com a estouvada companheira, que “estufou” ventre por breve período, dada a vômitos reais e não metafóricos como os dos demais, e que refestela-se no ladrilho frio do banheiro. Ofensas, jogos vorazes e por que não “mortais”, desmascaramentos sequenciais, niilismo progressivo e dissecação da alma alheia são perfilados sem pausa num conjunto de diálogos expressivos na contundência em que não há espaço para parcimônia de vilipêndios. Victor Garcia Peralta, com a assistência de direção de João Polessa Dantas, executa com propriedade abastada o encadeamento teatral cabível, impingindo honorífica sinceridade nos propósitos, valorizando igualmente o soberbo texto, o magnífico elenco e a ocupação lógica e funcional da ribalta. A tradução de João Polessa Dantas é ótima, com a manutenção do cerne das ideias originais de Edward Albee. Os intérpretes, ratifico, exigem adjetivo elogioso que bem resuma sua realização artística. Daniel Dantas compõe Jorge com precisos e objetivos traços causadores de deslumbre e inquietação, transmitindo-nos as indignação aparente, submissão inicial, espirituosidade e estoicismo enganoso que se condensa numa ira irrefreável sem chances de contra-ataques. Zezé Polessa se incumbe de atribuir a Marta, com vasto entendimento do peso psicológico da personagem, uma grandiloquência comportamental, sustentada por acidez e tons caústicos de suas falas, irresistível luxúria, capacidade ilimitada e inexorável de subestimar o esposo, a quem chama de “poça”, “laminha”, lembrando-o sempre de seu suposto fracasso. Lembrando-o do livro cujo único leitor foram os seus pensamentos. Marta é ser feminino frágil emocionalmente, histérico, e que se delicia em mordiscar pedras de gelo com fins de prazer e/ou distração em meio às altercações. Erom Cordeiro, um ator que se sobressai em escolher textos de excelente qualidade para encená-los, absorve-nos inapelavelmente com um Nick que no introito aparenta ser o mais “normal” dos quatro, porém aos poucos deixa-nos escapar os defeitos que maculam a índole própria, o que não diferencia “o especialista em cromossomos” do resto da sociedade. Além disso, Erom busca com o seu papel, e obtém êxito, mostrar-nos constrangimento, destreza em adaptar-se ao universo insano no qual se inserira, protegendo-se com oportunidade das injúrias que lhe são lançadas. E a Ana Kutner coube a difícil tarefa de personificar Mel. Ana sabiamente a construiu com as medidas exatas de vulnerabilidade e nescidade em momentos distintos, somados à fraqueza, perplexidade, tristeza e dependência emotiva de seu cônjuge. O cenário e a direção de arte de Gringo Cardia aposta as suas fichas em esplendoroso local munido de estacas (com ramificações que remetem a galhos encimadas por diminutas casas com luzinhas frouxas no seu interior) usadas como símbolos de árvores. Há que se dizer que Gringo criou uma majestática “soberania” da madeira, podendo ser observada também na decoração típica da década de 60, com sofás, cadeiras, bar, vaso, livros, copos coloridos e garrafas idem. Um dos destaques indubitavelmente é o palco giratório (a sua rotação desperta-nos sentimento inefável e o natural ruído tangencia o sinistro). A divisão do ambiente em planos inferior e superior, com utilização válida das escadas, por instantes, lembra-nos a herança deixada por Santa Rosa. Os figurinos de Marcelo Pies sobressaem-se pelas elegância, congruência, sofisticação e bom gosto, fiéis ao que se trajava nos anos retratados. Veem-se a formalidade de um sobretudo, camisas sociais e gravatas, o despojamento de um casaco leve e calça folgada, o luxo de longos e estola e a ingenuidade de um vestido floral. A iluminação do competentíssimo Maneco Quinderé tem por meta cometer o que já nos é notório em seus trabalhos anteriores, ou seja, a provocação em nossas percepções, com inevitável enternecimento ao nos depararmos com fases oscilantes no que concerne à intensidade. Vislumbramos refletores em profusão (alguns com direcionamento oblíquo) que “abrem” a cena, emergindo claridade profunda que nos ambienta com a meada. O visagismo de Fernando Torquatto merece realce tanto nos “makes” suaves delineadores das faces bonitas das atrizes quanto nos penteados (incluem-se os masculinos) pertinentes à etapa histórica. A trilha sonora de Marcelo Alonso Neves é adequadamente enxuta, concisa, abarcando gêneros como o rock e o jazz. “Quem tem medo de Virginia Woolf?” no seu epílogo, depois de merecidas e demoradas ovações, perpetua-se em nosso imaginário como fonte de autoconhecimento e conhecimento do semelhante. Sem aderir a psicologismos superficiais, e apegando-se à pujante e convicta noção acerca das forças e tibiezas individuais, com possíveis chances de sobrevivência para os homens, a peça que nos fora apresentada teve a responsabilidade que se cumpriu de movimentar concepções dos espectadores, e fazer valer de que não se deve ter medos tampouco receios em optar por obra clássica e incrivelmente atemporal. O espetáculo se junta à seleto time de produções vigentes nacionais que de modo absoluto dão vida ao panorama cultural estabelecido.

  • Fashion Rio Verão 13/14 – Marina da Glória

    outubro 29th, 2013

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    O ator Paulo Lessa no Fashion Rio Verão 13/14 (Marina da Glória).
    Paulo ficou conhecido em todo o Brasil ao interpretar Mário, um dos arquitetos da equipe do escritório de Jorge, um dos gêmeos defendidos por Mateus Solano em “Viver a Vida”, trama escrita por Manoel Carlos para a Rede Globo no ano de 2009.
    A partir daí, o artista foi convidado para uma série de importantes campanhas publicitárias, participações em novelas e performances em desfiles de semanas de moda.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Nica Kessler
    Coca-Cola Clothing

  • Fashion Rio Verão 13/14 – Marina da Glória

    outubro 29th, 2013

    353
    O modelo Michael Vellardo no Fashion Rio Verão 13/14 (Marina da Glória).
    Michael é carioca, e com apenas 19 anos estampou a capa da edição especial da revista americana “NY Mag” (New York Magazine), fotografado por Marcos Muti, em São Paulo (a coroa que o modelo segurou na imagem foi concebida pelo estilista Marcelo Ferraz; a produção ficou a cargo de Yakkos Nasser, e o make fora feito por Felipe Ferreira).
    Kiu Meireles o fotografou em um ensaio que fora publicado em vários sites, inclusive o FCastBrazil.
    Pertenceu à agência Glow Talents.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Nica Kessler
    Coca-Cola Clothing

  • Fashion Rio Verão 13/14 – Marina da Glória

    outubro 29th, 2013

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    O modelo da 40° Models e da Oca Models Rafael Lourenço, no Fashion Rio Verão 13/14, Marina da Glória.
    Rafael é carioca.
    Já fotografou para Jeff Segenreich em um ensaio que foi publicado no site “Fast-food(e)”, com styling de Pamella Perin e beleza de Max Araújo.
    Também teve fotos exibidas em outro site, o “wordofmodels”.
    Simone Fransisco o fotografou para o blog “brazilmalemodels” (uma realização da sYt Pictures).

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Nica Kessler
    Coca-Cola Clothing
    http://www.40grausmodels.com/
    http://ocamodels.com.br/

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