Arquivo de outubro, 2014

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Foto: Marcelo Faustini

Dois únicos personagens. Dois policiais. Denny (Malvino Salvador) e Joey (Augusto Zacchi). Uma duradoura e forte amizade os une. Até que o imprevisto, o inesperado acontece. E o que antes parecia sólido, irremovível se mostra tíbio, frouxo, sujeito a questionamentos e reavaliações. Até que ponto se pode confiar em uma amizade? Qual é o seu nível de lealdade e segurança? Como se defrontar com a dor lancinante causada por uma traição? Para responder a essas perguntas e tantas outras que nos amofinam, o autor, roteirista e produtor americano Keith Huff (escreve para séries consagradas, como “House of Cards” e “Mad Men”) levou aos palcos da Broadway em 2007 “A Steady Rain”, com bastante êxito, recebendo elogios generosos da crítica especializada. Huff se utiliza da dupla de “representantes da lei” para desenhar de modo abrangente uma narrativa dramática na qual se percebe com nitidez um panorama escalonado das diferenciações dos comportamentos, sentimentos e emoções humanas. Na tradução feita com elevada propriedade por Daniele Ávila Small, “Chuva Constante” (título adotado no Brasil) nos apresenta Denny e Joey por intermédio de seus pensamentos, convicções e elucubrações sob a forma de monólogos ou diálogos acalorados. Não há, nem se vê razão para isso, uma determinação específica de local tampouco tempo em que se passa a história. Porém, somos direcionados para uma potencial realidade que nos lembra a estadunidense (tal impressão em nenhum momento nos distancia do entrecho). Imaginamos uma metrópole com suas arraigadas mazelas e uma cultura contaminada pelos consumismo, preconceito, xenofobia e barbárie. A felicidade plena está na realização pessoal de constituir uma família típica, com esposa (Connie), filhos (Steve e Noel) e animal doméstico? Denny acredita que essas conquistas e os bens móveis que possui, como uma televisão com dezenas de polegadas, garantem o seu sucesso. Ao contrário de seu parceiro Joey, que é solitário, acaba de se livrar do alcoolismo, e reside em um desprezível quarto qualquer. É possível que haja motivos para um amigo sentir inveja do outro? Desde já, vimos que Denny é impulsivo, transgressor, violento, irônico e emotivo. Joey, no entanto, busca se aproximar mais do juízo, da racionalidade e do comedimento. Quem está certo? Quem é o melhor? Não se sabe. Para Denny não existem códigos de ética e conduta a serem obedecidos. A hierarquização de sua categoria profissional e a nefanda burocracia dos órgãos públicos são testemunhados na figura de um capitão de polícia. O racismo é discutido com olhares distintos. O sistema de cotas é justo, necessário? A alvura de sua pele e a de seu companheiro impede a sonhada promoção (um racismo “às avessas”). Nos logradouros, a convivência de diversas etnias e seus idiomas e dialetos ininteligíveis só reafirma o abismo infindo que se abriu na comunicação e socialização dos indivíduos da era moderna. No submundo frequentado por cafetões, prostitutas e “serial killer”, pode-se esbarrar com um portorriquenho ou com um infante desnudo e choroso de origem vietnamita. Uma “Torre de Babel” do século XXI com todas as máculas e obstáculos que lhe são próprios. O texto de Keith decide privilegiar o enfoque na relação de amizade, e demonstrar o quanto esta é passível de adulterações e distorções, provocadas invariavelmente pelas fraquezas natas ao homem. Nos dias de hoje, não poucas vezes, uma instituição fadada ao fracasso. Um de seus agentes poderá ser a traição e o rastro que deixa. O ato de trair obriga a remodelação de toda a conjuntura de relacionamentos até então sedimentados. Na peça, supõe-se que uma experiência sexual assume, dependendo de seu contexto, um viés religioso. A solidariedade e sua beleza incorre no risco de ser recebida com ingratidão e o golpe traiçoeiro. Os estilhaços de um vidro de janela alvejado por um projétil de uma Magnum 44 não só derramam sangue dos inocentes mas alteram a estrutura conjunta familiar estável. O pai da vítima Steve, Denny, muda substancialmente seus propósitos de vida e suas emoções são reorganizadas. Na existência, tudo nos parece falível. Constata-se que a vida está distante de ser algo seguro, protegido por nossas veleidades. É sim um objeto etéreo, quebradiço, pronto a se dissipar com qualquer desvio de rumo. A culpa definirá a amplitude da dor que sentiremos no futuro, e a sua nulidade demarcará de fato quem somos na essência. A dramaturgia crua, realista e intensa de Keith Huff obteve uma direção precisa, eloquente e fluida de Paulo de Moraes. Paulo (prestigiado encenador reconhecido no Brasil e no exterior, laureado com importantes prêmios tanto pela Armazém Companhia de Teatro quanto por projetos independentes) atentou com afinco e denodo para o trabalho interpretativo de seu elenco, sem, todavia, preterir os demais aspectos cênicos tão relevantes quanto. Paulo de Moraes envereda por um caminho pautado pela temática policial, que nos reporta aos filmes de gênero numa escala evolutiva de suspense, apreensão, reviravoltas e surpresas. Os atores se “enfrentam” num tenso e pulsante diálogo, com acusações mútuas, defesas ferrenhas de suas posições e opiniões, e confissões individuais desconcertantes. O cenário (duas cadeiras de madeira com estofamento de couro, um telão para projeção de imagens e múltiplos refletores de pé espalhados por ambas as laterais), que também coube ao diretor, serve-lhe como fundamental ferramenta para a dinâmica da ação. Os intérpretes usam os citados móveis de formas variadas, e posicionamentos diversificados. A nossa identificação com o universo retratado é imediata e eficaz. O recurso de se filmar ao vivo as cenas da montagem é uma criativa e eficiente solução para incrementar o nosso entendimento da obra (precipuamente o ator Augusto Zacchi e o gestual de suas mãos). As imagens projetadas dos irmãos Rico e Renato Vilarouca são expressivas, bonitas e impactantes (João Gabriel Monteiro é o videomaker). A preparação corporal de Patrícia Selonk objetiva o alcance pelos intérpretes de uma linha postural condizente com a oscilação de seus humores, e o retorno por parte daqueles é visível e bem-sucedido. A iluminação de Maneco Quinderé é insinuante, atrativa, não linear, com uma ampla paleta de opções no que concerne a texturas e densidades. A encenação é valorizada por luzes pontuais/focos, planos abertos numa medida equilibrada, gradações e os feixes que provêm dos refletores nas laterais do palco, aumentando a ambiência “noir”. A direção musical de Ricco Viana se alimenta de trilhas incidentais instigantes e persuasivas, culminando na potência de um rock’n’roll. Os figurinos de Malu Kelvingrove são coerentes e alinhados. Malvino traja calça jeans, camisa social branca com listras verticais cinzas, uma gravata grafite, uma jaqueta também acinzentada e como acessórios cinto e sapato marrons. Augusto veste camisa branca com colete, calça, cinto e sapatos, além de um coldre. Otto Jr. faz a voz do cafetão Lorenzo. Quanto às atuações, Malvino Salvador, um ator que iniciou a sua carreira nos palcos, defendeu papéis marcantes na televisão e experimentou com êxito o cinema, cuja última atuação no tablado fora numa peça de Sam Shepard, também dirigida por Paulo de Moraes, “Mente Mentira”, arrebata os espectadores com a sua verdade interpretativa, a sua visceralidade emocional e a sua fina ironia. Malvino carrega uma explosão de sentimentos numa carga dramática crescente compatível com o desenvolvimento de seu papel, Denny. Com sua forte presença em cena, evidencia as totais compreensão e absorção da alma do complexo policial a quem dá vida. Um ator que merece ser visto e revisto na ribalta. Augusto Zacchi, um artista com relevante e significativa experiência no teatro, constrói Joey com resolução, pujança e ciência da psicologia de seu personagem que vive numa permanente altercação com o seu colega de ofício. Augusto nos transmite uma segurança no que faz, seja no uso do corpo ou voz, indispensável para a credibilidade de sua atuação inserida no quadro dramatúrgico apresentado. O ator passeia com desenvoltura pelas várias camadas emotivas de seu papel. Malvino e Augusto encontraram as sintonia e frequência perfeitas para que pudéssemos crer na veracidade da existência de uma longa amizade que sobreviveu ou não aos reveses e dissonâncias comuns a qualquer parceria. “Chuva Constante” (uma produção de Cinthya Graber, Luis Erlanger e Malvino Salvador), com Malvino Salvador e Augusto Zacchi, é uma aposta muito mais do que válida para se integrar no cenário teatral brasileiro. A dramaturgia de Keith Huff é obrigatória por suas coragem e honestidade no trato de assuntos que, independentes de espaço e tempo definidos, fazem parte da cadeia universal dos relacionamentos do homem, com suas numerosas nuances. Muitas seriam as interpretações ou impressões quanto ao fato de a chuva não deixar de cair no desenrolar da sinopse. Pode ser a constância do imprevisto e do inesperado em nossas vidas. Como pode ser a constância com que o teatro nos transforma e nos leva a uma sadia reflexão, que vai além do simples entretenimento. “Chuva Constante” não em poucos momentos permite que um feixe de luz solar derribe a predominância de um clima chuvoso. A chuva do lado de fora ou na peça pode até cessar, mas a qualidade deste espetáculo dirigido por Paulo de Moraes, e estrelado por Malvino Salvador e Augusto Zacchi, esta será sempre constante.

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A apresentadora, modelo e atriz Fernanda Lima concede entrevista a veículos de comunicação nacionais e internacionais, após ter desfilado com o uniforme oficial dos voluntários para a Copa do Mundo de 2014, organizada no Brasil, no Fashion Rio Verão 2014/2015.
Fernanda Lima é gaúcha de Porto Alegre.
Sua carreira como modelo se iniciou quando ainda era adolescente, e em decorrência da profissão residiu em diferentes localidades, como Japão, Itália (Milão) e Suíça (Zurique).
Estampou inúmeras capas de revista e protagonizou vários editoriais.
Na TV, estreou na MTV Brasil, no “Mochilão MTV”.
Graduou-se em Jornalismo pela FMU (Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas).
Fernanda é então contratada pela Rede TV!, e passa a apresentar o “Interligado”, e em seguida o “TV Escolha”.
Ocorre o seu retorno à MTV, reapresentando o “Mochilão MTV”, além de assumir outras três produções da emissora: “Luau MTV”, “Fica Comigo” e “Verão MTV”.
A Rede Globo se interessa por Fernanda, e após a assinatura do contrato, uma de suas funções fora substituir Angélica no quadro do “Vídeo Show” “Video Game” (houve uma segunda substituição).
No entanto, a citada TV do Rio de Janeiro desejou que Fernanda Lima integrasse o seu elenco de atores.
Foi assim a protagonista de “Bang Bang”, de Mário Prata e Carlos Lombardi, na faixa das 19h da Rede Globo (antes fizera “Desejos de Mulher”).
O próprio Carlos Lombardi a convidou para participar de sua novela “Pé na Jaca”, com uma personagem de destaque (como ela mesma apareceu em “Beleza Pura” e “Sangue Bom”).
Participou do “Fantástico” e do “Por Toda a Minha Vida”.
Entretanto, fora somente como apresentadora do “Amor & Sexo”, que Fernanda conquistou enorme popularidade (o programa para alguns é polêmico, contudo para outros é divertido, e há os que o consideram necessário).
A repercussão internacional alcançada, devido ao cargo que ocupa na FIFA, fez com que fosse a apresentadora do “National Television Awards”, maior prêmio da televisão britânica, realizado em Londres, Inglaterra.
No cinema, atuou em “Stuck on You”, dos irmãos Farrely, com Matt Damon e Greg Kinnear; “Didi Quer Ser Criança”, de Alexandre Boury e Fernando Boury; “A Dona da História”, de Daniel Filho e “Flordelis – Basta uma Palavra para Mudar”, docudrama dirigido por Marco Antônio Ferraz e Anderson Corrêa.
Atualmente, Fernanda Lima apresenta na Rede Globo a oitava temporada do programa “Amor & Sexo”, que vai ao ar todas as quintas-feiras.

Obs: O “Programa de Voluntários” foi um evento da FIFA em parceria com o Fashion Rio (em sua temporada Verão 2014/2015), realizado na Marina da Glória, no penúltimo dia de desfiles, antes de seu começo.
Os uniformes oficiais dos voluntários foram apresentados pelos próprios, e pela apresentadora, atriz e modelo Fernanda Lima (contratada pela entidade máxima do futebol, é a apresentadora oficial de suas cerimônias, como o sorteio dos grupos da Copa e o FIFA Ballon d’Or, ao lado do jogador holandês Gullit), pelo campeão mundial das Copas de 1994 e 2002 Cafu (capitão da última), pelo ex-jogador da Seleção Brasileira de 2001 a 2005 (campeão mundial em 2002) e atual comentarista do SporTV Belletti e pelas gêmeas do nado sincronizado Bia e Branca Feres.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: TNG
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O campeão mundial da Copa do Mundo de 2002 e atual comentarista do SportTV Belletti no desfile de apresentação dos uniformes oficiais dos voluntários da Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, no Fashion Rio Verão 2014/2015 (Marina da Glória).
Juliano Haus Belletti, paranaense de Cascavel, começou a carreira futebolística como goleiro (sagrou-se como lateral direito e meia).
Seu primeiro time fora o Cruzeiro (juvenil).
Com apenas 19 anos, o técnico Zagallo o convocou para a Seleção Brasileira como volante.
Seus times posteriores foram o Vilarreal (Espanha), Barcelona (Espanha), Chelsea (Inglaterra), São Paulo, Atlético Mineiro e Fluminense.
No seu retorno à Seleção, atuou como lateral direito, desta vez pelas mãos de Vanderlei Luxemburgo.
Chegou a assinar com o Ceará, porém lesões o impediram de jogar sequer uma partida.
Belletti foi um atleta importantíssimo, e coleciona um sem número de títulos, tanto nacionais (Copa do Brasil, Campeonato Paulista, Campeonato Brasileiro etc) quanto europeus (Campeonato Espanhol, Liga dos Campeões da UEFA, Copa da Inglaterra etc), além, é claro, de ter sido campeão mundial na Copa de 2002.
Belletti também é empresário (possui uma academia de personal em São Paulo chamada “BENETTI TRAINING”).

Obs: O “Programa de Voluntários” foi um evento da FIFA em parceria com o Fashion Rio (em sua temporada Verão 2014/2015), realizado na Marina da Glória, no penúltimo dia de desfiles, antes de seu começo.
Os uniformes oficiais dos voluntários foram apresentados pelos próprios, e pela apresentadora, atriz e modelo Fernanda Lima (contratada pela entidade máxima do futebol, é a apresentadora oficial de suas cerimônias, como o sorteio dos grupos da Copa e o FIFA Ballon d’Or, ao lado do jogador holandês Gullit), pelo campeão mundial das Copas de 1994 e 2002 Cafu (capitão da última), pelo ex-jogador da Seleção Brasileira de 2001 a 2005 (campeão mundial em 2002) e atual comentarista do SporTV Belletti e pelas gêmeas do nado sincronizado Bia e Branca Feres.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: TNG
R. Groove

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O totem do “Programa de Voluntários”, com o Pão de Açúcar ao fundo, que serviu de decoração para o desfile organizado pela FIFA em parceria com o Fashion Rio.

Obs: O “Programa de Voluntários” foi um evento da FIFA em parceria com o Fashion Rio (em sua temporada Verão 2014/2015), realizado na Marina da Glória, no penúltimo dia de desfiles, antes de seu começo.
Os uniformes oficiais dos voluntários foram apresentados pelos próprios, e pela apresentadora, atriz e modelo Fernanda Lima (contratada pela entidade máxima do futebol, é a apresentadora oficial de suas cerimônias, como o sorteio dos grupos da Copa e o FIFA Ballon d’Or, ao lado do jogador holandês Gullit), pelo campeão mundial das Copas de 1994 e 2002 Cafu (capitão da última), pelo ex-jogador da Seleção Brasileira de 2001 a 2005 (campeão mundial em 2002) e atual comentarista do SporTV Belletti e pelas gêmeas do nado sincronizado Bia e Branca Feres.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: TNG
R. Groove

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Foto: Marcelo Tabach/Revista M de Mulher

Vários malandros já fizeram sucesso, tanto no cinema, quanto no teatro e na TV. No primeiro nos vem a lembrança dos antológicos filmes dirigidos e protagonizados por Hugo Carvana. Seu personagem Dino em “Vai Trabalhar, Vagabundo” e “Vai Trabalhar, Vagabundo II – A Volta” era o símbolo mais autêntico da malandragem, no caso a carioca, representado na cinematografia brasileira. Podemos citar também o Vadinho imortalizado por José Wilker em “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, uma adaptação de Bruno Barreto da obra homônima de Jorge Amado, e que por longo período deteve o recorde de bilheteria nacional. Já na ribalta, celebrizaram-se o Max Overseas do musical de Chico Buarque “A Ópera do Malandro” (inspirado em “A Ópera do Mendigo”, de John Gay, e “A Ópera dos Três Vinténs”, de Bertolt Brecht e Kurt Weill) e o gigolô Vado de “Navalha na Carne”, clássico de Plínio Marcos. E na televisão, há não muito tempo, tivemos Nando Cunha e o seu Pescoço de “Salve Jorge”, de Gloria Perez. Porém, “o malandro da vez” é, sem dúvida, Robertão, defendido com irretorquível entendimento pelo carioca Romulo Neto, na atual novela das 21h da Rede Globo, escrita por Aguinaldo Silva, “Império”. O personagem de Romulo, com seu malicioso nome no aumentativo, a princípio, poderia sofrer alguma espécie de rejeição por uma parcela mais conservadora dos telespectadores. No entanto, o filho de Magnólia (Zezé Polessa) e Severo (Tato Gabus Mendes), que causou um rebuliço nos sentidos olfativos e desejos sexuais mais íntimos da amarga Cora (Drica Moraes), caiu inapelavelmente no gosto do público acostumado a assistir a este gênero teledramatúrgico. O rapaz de comportamento narcísico possui traços de docilidade, romantismo e até certo ponto ingenuidade em meio à amoralidade do núcleo familiar no qual vive. Sim, é verdade, Robertão, em troca de dinheiro, exibe as linhas bem definidas de seu corpo na integridade, com movimentos sinuosos, olhares e mordiscar de lábios lascivos, alimentando as fantasias de homossexuais solitários como o blogueiro interpretado por Paulo Betti, Téo Pereira. Romulo, que também é modelo, e a sua estreia na TV foi logo como protagonista do folhetim juvenil “Malhação”, na mesma emissora, como André, e a seguir rumou para a Rede Record, canal em que fez cinco telenovelas (“Caminhos do Coração”, “Os Mutantes: Caminhos do Coração” e “Promessas de Amor”, todas de Tiago Santiago; “Bela, a Feia”, de Gisele Joras, que se baseou na história original de Fernando Gaitán; e “Vidas em Jogo”, de Cristianne Friedman), logrou harmonizar a sua pujança atlética com a vulnerabilidade de um “menino” vítima da absoluta ausência de oportunidades viáveis no mundo moderno que lhe proporcionassem uma evolução satisfatória na vida. O moço, com seus cabelos longos e lisos quase sempre presos e um fiapo de melena estrategicamente solto sobre o rosto, além de cavanhaque e bigode característicos de um romance de Alexandre Dumas, é capaz de desfiar frases espontâneas que por si já soam inusitadas e jocosas. Numa ocasião, após ter se arrumado para sair, Roberto, em frente ao espelho, diz algo próximo: – Maluco, se eu gostasse dessa parada, até ficava contigo… E depois beijou a boca refletida. Em outra situação, jantando no restaurante “Enrico” com seu admirador Téo, confessa-lhe sem ter ideia de que iria magoá-lo: – Se tu não fosse boiola, eu até gostava de você. O jovem, com seus inseparáveis “uniformes de regatas, bermudões e chinelos”, deprime-se vez ou outra com a falta de perspectivas de progresso individual. Sua autoestima é oscilante. Por mais que se ache belo, sedutor e irresistível, julga não possuir nenhum outro atributo. É possível que os fatos de a sua estética ser a única “moeda de troca” para garantir o mínimo de subsistência e a “ajuda financeira” de sua irmã Isis (Marina Ruy Barbosa) para a manutenção da família o desmotivem. Vive num conflito interno de culpas e arrependimentos. Comete um “Boa Noite, Cinderela” contra o seu maledicente adorador Téo para logo em seguida se condenar pelo erro perpetrado. A sua natureza não é a de um delinquente, mas a de um “perdedor”, um fraco, um dependente, um oprimido que se sujeita à prática de ardis habituais. A sua aliança com o jornalista Téo Pereira nada mais é do que uma conjunção de experiências de pessoas que se perderam em seus próprios caminhos. Ao se refestelar no prosaico sofá da sala de sua família, não indica apenas uma propensão para a vadiagem, o que seria uma observação simplista. A figura de Roberto deitado adormecido é um sinal de seus desalento e inércia face às vicissitudes que o cercam. Quando espera ansioso o toque do celular é a confirmação do vazio que o assombra. O papel de Romulo Neto é representativo de uma juventude que não possui qualquer referência parental benéfica. Os pais, ao contrário, desvalorizam-no. Magnólia e Severo são os culpados relevantes na não identificação por parte do filho dos valores reconhecidamente éticos. O desinteresse em se tornar um trabalhador comum advém da herança desconstrutiva de seus progenitores. O ganho do dinheiro fácil é regra a ser obedecida. O romantismo do irmão de Isis é manifestado quando se aproxima de sua “loura”, a jornalista Érika (Letícia Birkheuer). Neste instante, conhecemos o seu lado terno e afetuoso, a despeito de se vangloriar de sua “pegada”. O seu pouco apreço pela higiene pessoal pode tanto ser uma tendência natural quanto uma elevada sensação de que a sua beleza independe da assepsia recomendável. Ou, provável, uma estratégia de Aguinaldo Silva para torná-lo mais grotesco. Robertão não é tão somente um personagem criado para ser engraçado, ou para ostentar o belo semblante de seu intérprete. Não duvidamos de que o “character” de Romulo, que esteve na última novela de Maria Adelaide Amaral, “Sangue Bom”, como o vilão Tito, é patentemente divertido. Todavia, se perscrutarmos com mais profundidade a sua índole perceberemos um viés triste e penoso na sua realidade. Não são bastantes as vezes em que surge um personagem para um ator jovem como Romulo Neto que, apesar de suas atitudes duvidosas e condenáveis perante o senso comum, esbanje carisma e aceitação coletiva. A interpretação do ator se baseia em expressões que pontuam as suas confusões, desorientações, perplexidade e estouvamento. Talvez, por essa miríade de contradições em seu desenho dramatúrgico é que, nós, telespectadores, simpatizemos tanto com Robertão. A nossa tolerância segue em busca de novas explicações. E por fim, usando o linguajar que lhe é costumeiro: a atuação de Romulo Neto está “sinistra, irada”. Não à toa Robertão é um sucesso em seu “Império”… da malandragem.

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Paulo Borges, o idealizador e diretor artístico da São Paulo Fashion Week, além de CEO da Luminosidade, organizadora do Fashion Rio, ao lado da atriz e modelo Sasha Meneguel, antes do desfile da marca Coca-Cola Jeans, no Fashion Rio Verão 2014/2015, promovido em abril último na Marina da Glória.
Paulo nasceu em São José do Rio Preto, São Paulo.
Sua carreira no universo da moda se iniciou na década de 80, em parceria com a jornalista Regina Guerreiro, na revista Vogue Brasil.
Somente nos anos 90, começou a produzir os seus primeiros desfiles.
Foi o responsável pela implementação do Phytoervas Fashion e do Morumbi Fashion (que veio a se tornar posteriormente na São Paulo Fashion Week).
Paulo, como já fora dito, é CEO do Grupo Luminosidade, que tem por objetivo atuar nas áreas de moda, cultura e comportamento, consolidando-se na produção de eventos, com enfoque no marketing estratégico.
Sasha é atriz e modelo.
Carioca, é filha da apresentadora Xuxa e do ator e empresário Luciano Szafir.
Como atriz, participou do projeto “Xuxa Só Para Baixinhos”, que reúne CDs, DVDs e Blu-rays, em suas sete edições; e na Rede Globo na atração “Xuxa No Mundo da Imaginação”.
Protagonizou o longa-metragem dirigido por Tizuca Yamasaki, “Xuxa em o Mistério da Feiurinha” (adaptado do livro “O Fantástico Mistério de Feiurinha”, de Pedro Bandeira).

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: Coca-Cola Jeans

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A apresentadora Cynthia Howlett, no Fashion Rio Verão 2014/2015, evento de moda promovido na Marina da Glória.
Cynthia é carioca, e se graduou em três faculdades: Direito, Jornalismo e Nutrição (que acabara de concluir).
Ambientalista, sempre procurou colaborar para que houvesse uma forma de vida mais sustentável, seja como uma das fundadoras de uma ONG, seja como participante de um site que visa a melhorar as condições de balneabilidade das praias do Rio de Janeiro.
Por ser adepta de um estilo que privilegie a saúde, apresentou, ao lado da atriz Patrycia Travassos, o programa do GNT “Alternativa Saúde”.
Como praticante inveterada de esportes (ginástica olímpica na infância, futebol na praia, natação, além de pedalar e ser seguidora dos esportes radicais), foi convidada para comandar uma atração do gênero no SportTV.
Continua a praticar exercícios, como o pilates e a corrida.
Em agosto passado, completou os 21km da Meia Maratona do Rio de Janeiro.
Como acabara de se formar em Nutrição, Cynthia Howlett irá apresentar no ano que vem uma produção em um canal a cabo, ainda não revelado, que tratará justamente sobre uma alimentação equilibrada, cujo mote será “Os mitos e verdades dos alimentos”.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: Coca-Cola Jeans