Havia deixado de prestigiar o programa supracitado quando ao ar fora. Podem perguntar o porquê. Imbuirei-me de coragem, e serei-lhes franco: preconceito. Tolice. Como todo preconceito é: tolo. Resolvi então conferi-lo, e para espanto meu (olha o preconceito aí de novo), gostei do que vira. Diverti-me do início ao fim. O texto de Ingrid Zavarezzi preferiu o enfoque do humor, da leveza, do puro entretenimento. E os diretores Mario Marcio Bandarra e Giuliano Chiaradia entenderam a mensagem, e a colocaram em prática. Porém, nada disso seria possível se não fosse o elenco escalado. Antes, arriscarei-me a classificar o especial. Seria ele uma “auto paródia”? Seria ele uma história de ficção baseada em determinados fatos reais? Entretanto, nada disso importa. Na verdade, qualquer tipo de classificação poderia soar pretensiosa. Contudo, garantirei-lhes o que para mim denotou o irretorquível: “Tal Filho, Tal Pai” foi diversão para todos. Já não é vitória atingir a este objetivo? Voltemos ao “cast”. Fábio Jr. (por favor, nunca se esqueçam de que Fábio participara com êxito de duas grandes obras; uma no cinema, “Bye-Bye Brasil”, de Cacá Diegues; e outra, na televisão, “Ciranda Cirandinha”, de Domingos de Oliveira, e mais autores tão importantes quanto) fez o que de fato tinha que ser feito, ou seja, ser Fábio Jr. E Fábio Jr. saíra-se muito bem “interpretando” a si mesmo. A Fiuk, coube tarefa semelhante. Alessandra Negrini teve atuação impecável como a crítica musical Bárbara Leão, conhecida por sua severidade. Uma carinhosa homenagem à célebre especialista em teatro de jornal impresso. Bárbara soltou “pérolas”, como por exemplo, referir-se a Fábio como o “pai herói”, e afirmar que deveria manter a fama de má. Já Eri Johnson estava à vontade, como é próprio do ator, personificando o empresário que “vive de jabá”, Eduardo Goldman. Concluo que no final das contas, “Tal Filho, Tal Pai” fez-me perder o “tal” do preconceito que mencionei acima. Preconceito realmente é tolice
Categoria: TV
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Está em cartaz no Rio de Janeiro “Hedwig e o Centímetro Enfurecido”, espetáculo dirigido por Evandro Mesquita, em cujo elenco está Pierre Baitelli (que fará o Espantalho no musical “O Mágico de Oz”, de Charles Möeller e Claudio Botelho Assistira ao filme “Hedwig – Rock, Amor e Traição”, de John Cameron Mitchell baseado em peça “off-Broadway”, escrita pelo próprio John e por Stephen Trask, responsável pelas canções. O longa-metragem é muito bom no que tange a vários aspectos. Mitchell colaborara também no roteiro, além de ser Hedwig, o personagem título. O que se vê prima pelas ousadia e inovação, afora as músicas inspiradas e instigantes. Falemos um pouco então acerca do ator Pierre Baitelli. Ele é um jovem artista que só tem recebido críticas elogiosas quanto ao trabalho. Devemos destacar “O Despertar da Primavera”, de Frank Wedekind, produção levada aos palcos pela competente dupla Charles Möeller e Claudio Botelho, que tivera ótima aceitação. Na TV, estrelou a minissérie “Capitu”, adaptada do romance de Machado de Assis, “Dom Casmurro”, por Luiz Fernando Carvalho. Entre as apostas de Luiz para esta arrojada nova maneira de se enxergar a obra de Machado, sob ponto de vista inclusive com elementos “pop”, estavam Pierre como Escobar, Letícia Persiles e Michel Melamed. O rapaz veio ainda a compor um vilão em história de Aguinaldo Silva, “Cinquentinha”.
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Foto: Divulgação/TV Globo
De entrada, salada verde com queijo de cabra morno. Como prato principal, vitela. E para a sobremesa, baba ao rum. Este foi o menu preparado pela chef de cozinha Nina (Débora Falabella), em regime de experiência na casa de Tufão (Murilo Benício), numa cena de jantar do capítulo de ontem de “Avenida Brasil”, novela de João Emanuel Carneiro. Todos que estavam à mesa se renderam aos acepipes servidos pela moça movida por vingança, inclusive Carminha (Adriana Esteves). Entretanto, esta não simpatizou nem um pouco com a funcionária. Achou-a metida. Parece até que intuiu de quem se trata. Na verdade, o plano de vingança iniciou-se tempos atrás, quando em conversas virtuais voltadas para dietas alimentares Nina conheceu Ivana (Letícia Isnard), cunhada de Carmen Lucia. E com os acontecimentos decorridos na Argentina, a filha de Genésio (Tony Ramos) decidiu que a hora de vingar-se dos maus-tratos sofridos na infância causados pela madrasta havia chegado. E parte para o Brasil. Aluga com pagamento adiantado de 6 meses um imóvel em Copacabana. Providencia uma “scooter”, e vai ao lixão rever quem a amparara na pior fase de sua vida: Lucinda (Vera Holtz). Nilo (José de Abreu) percebe a sua chegada, e fica desconfiado. Graças a um carrinho de brinquedo dado a uma criança, toma conhecimento de que a pessoa é Rita, a menina que lhe fora dada por Max (Marcello Novaes) há anos. Numa segunda visita, já como suposta despedida, Nina tem a bolsa vasculhada por Lucinda, que descobre o recibo de pagamento adiantado de aluguel relativo a meses. E conclui que as intenções vingativas da garota que criara permanecem intactas. Já em outra ocasião, surpreende a chef ao visitá-la em Copacabana. E desvenda que em seu celular há o número de telefone da mansão de Carminha (comprovou depois de telefonar). Decide ir até lá no dia seguinte. Nina a recebe vestida com uniforme doméstico para seu espanto. Nina acabara de preparar e servir o menu da vingança matinal: muffins e panquecas.

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A apresentadora Marília Gabriela ao lado da cantora e compositora Ivete Sangalo/Foto: Divulgação SBT Já madrugada de segunda-feira. Programa certo. Deitei-me. E coloquei na emissora paulista. Silvio Santos ainda estava no ar com jeito personalíssimo. Ele pergunta a uma de suas “colegas de trabalho” sobre qual atração viria depois. A “colega de trabalho” não sabia. Mas eu, sim. Era a entrevista de Ivete Sangalo no “De Frente Com Gabi”. Havia me informado antes. Começa. Ivete está vestida de branco, elegante, maquiagens e cabelo discretos. Para que mais? A demanda da ocasião era esta. O assunto principiante do “talk show” fora o grandioso espetáculo da intérprete baiana no Madison Square Garden, em Nova York, palco de notáveis artistas internacionais. Isto demostrou ousadia sem par de Ivete. Porém, fato é que bem-sucedido fora o citado espetáculo. Provou-nos que estofo possui para encarar o que causaria insegurança a alguns. Foi sincera ao asseverar que pretende sim levar adiante carreira no exterior. Porém, sem abandonar os pequenos torrões pelo Brasil afora. A competente entrevistadora afirma-lhe de que gosta de “fazer dinheiro” (referindo-se às inúmeras formas de faturamento dela). No que Gabriela ouve de maneira próxima: “Tudo é trabalho”. Parte para a vida pessoal: Ivete discorre acerca de maternidade, família, marido… Marília pergunta algo crucial de modo que transcreverei aqui apenas como ideia: “Como se dá a rivalidade entre as cantoras baianas, especificamente as de “axé”? No que Veveta, o apelido de Ivete, replica: “A rivalidade é boa por questões de mercado”. É verdade, quem esquece-se da disputa acirrada entre Emilinha Borba e Marlene? Até hoje desconhece-se o que havia de verdade nisto. E, por fim, ao ser indagada pela jornalista qual era o sonho de sua vida, sem pestanejar, diz: “Continuar cantando.” Ivete Sangalo, no que depender dos ardorosos fãs que abarca, o sonho que acalenta será sempre real.
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Foto: Gshow
Thiago é um jovem bom ator. Para mim, um de seus melhores papéis dera-se em “O Clone”, de Gloria Perez, que como sabem, será reapresentada no “Vale A Pena Ver de Novo”. Este título da atração vespertina estará fazendo jus ao que nos será exibido novamente. Thiago interpretava Nando, filho de Escobar (Marcos Frota). Houve cena de briga física entre ambos impressionante, dado o realismo da realização daquela. E estendendo-me no que concerne ao folhetim mencionado, lembro-me que à época da escalação do elenco, Fragoso de modo humilde (humildade que nos serve de exemplo) solicitou ao diretor Jayme Monjardim a oportunidade de ser testado para algum personagem da novela. Jayme, generoso, assentiu. O rapaz foi aprovado, e a bem-sucedida e convincente atuação dele o levou a ganhar o Prêmio Austregésilo de Athayde de melhor ator revelação. Merecido. Aos que por quaisquer razões deixaram de conferir o desempenho de Thiago Fragoso em “O Clone”, terão agora chance de tirar as próprias conclusões. Depois, digam-me se estou certo ou não.
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Foto: Felipe Monteiro/TV GloboOlga (Debora Duboc) está a esperar Diogo (Daniel Boaventura) no apartamento do rapaz. Entretanto, quem chega não é o cantor, e sim, Clara (Mariana Ximenes). Olga custa a acreditar que caíra em golpe. A bela loira que seduz os incautos e os prudentes, imersa em “som e fúria”, inicia encenação de tortura psicológica. Sinto-me pouco hábil a dizer-lhes se mais som, ou mais fúria. Continuando, a jovem “despeja” série de impropérios contra a oponente desde sempre. Só que esta enfrenta-a, vocifera, e lança injúrias de pura veracidade. Tudo parecia empatado. Mas a irmã de Kelly (Carol Macedo) possuía “carta na manga”. E usou-a, como assim o fazem os covardes. Em palavras recheadas de requinte iníquo humilhou a “fiel escudeira” dos Gouveia, rememorando-lhe passado de prostituta que tivera. Neste exato instante, percebemos convictos que a batalha para Olga estava perdida. Ela sente vergonha do passado. Devemos respeitá-la. Capitula. Porém, houve antes violência física que causaria tensão naquele que com isto impassível ficaria. A namorada de Talarico (Luiz Serra) preferiu então o silêncio. Este “round”, Clara venceu. Todavia, e os outros que virão? Muitos vencedores já sofreram nocaute.
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Foto/Divulgação TV Globo
O mundo é dividido em o que é bonito, e o que é feio. Buscamos amiúde pela aliança com o bonito. Outros repudiam-no. A novela “Passione” está mostrando as beleza e feiúra nos diferentes contornos. Silvio de Abreu não está economizando inspiração para demonstrar-nos legítima fealdade nas atitudes deliberadas de Valentina, interpretada de forma sublime por Daisy Lúcidi. Quase tudo o que cercava a agora presa avó de Kelly (Carol Macedo, na foto acima junto a Daisy) era feio. A pensão, os atos por ela perpetrados, a clandestinidade… O que sobrava então de bonito? A neta. A neta representava o “contraponto”. A esperança de que havia bons humanos, porque Valentina nos afastava inexoravelmente da humanidade. Outro momento no qual a senhora em questão disfarçava-se como ser normal decorria quando amiga era de Candê (Vera Holtz). Certa feita, já nos era bastante evidente que a dona do comércio já não sentia mais quaisquer tipos de sentimentos que nos fossem aceitáveis. Tudo para ela significava negócio. Tudo para ela deveria ter vantagens. Explícitas ou implícitas. Na verdade, esta mulher, como muitas que existem, é pobre na alma, infeliz em sua mais avassaladora solidão. Ela não gosta da vida. A vida também não faz a mínima questão disso.

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Foto: Raphael Mesquita/Photo Rio News
Carolina Ferraz desfila para a marca de cosmésticos O Boticário na SPFW, maquiada por Fernando Torquatto, que lançou a linha de maquiagem Make B.
Ao deparar-me com Carolina nesta foto, chego a seguinte sentença: inconteste fotogenia tem a atriz. Quando pela primeira vez a vi na TV, nas chamadas de “Pantanal”, de Benedito Ruy Barbosa, novela exibida pela extinta Rede Manchete, os belos traços que lhe são natos arrebataram-me. Indaguei a mim mesmo: “Nossa, quem será esta bonita moça?” Depois, aos domingos, dividindo a bancada com Celso Freitas e Doris Giesse, as notícias do “Fantástico” eram-nos dadas por ela emitindo voz sedutora, e bastante particular. Há fato curioso na carreira de Carolina. Ao participar de “Pátria Minha”, de Gilberto Braga, na qual fazia a filha de Renée de Vielmond, neta de Carlos Zara, descobriu-se grávida, tendo que se afastar do folhetim. Pensei: “Que pena que Ferraz sairá.” Porém, foi por boa causa. Algumas outras passagens da história da intérprete não demandam serem preteridas. Por exemplo, a Milena, de “Por Amor”, de Manoel Carlos, mulher forte que confrontava as arbitrariedades da mãe Branca (Suzana Vieira). Formava par romântico acertado com Eduardo Moscovis. O namoro era embalado por grande êxito fonográfico da época, “Palpite”, cantado por Vanessa Rangel. A parceria agradou tanto ao público, que a dupla fora reeditada no “remake” de “Pecado Capital”, cabendo a ela o papel pertencente a Betty Faria. E a Eduardo, o Carlão, defendido “a priori” por Francisco Cuoco. Há ainda “Belíssima”, de Silvio de Abreu, produção na qual oferecera-nos ótimos momentos junto a Reynaldo Gianecchini, Wladimir Brichta e Mônica Torres. Podemos destacar também antagonista de sucesso em “Beleza Pura”. No tocante a novos projetos, será nos ofertada a chance de conferi-la na próxima minissérie da Rede Globo baseada em textos das canções de Chico Buarque, “Amor Em Quatro Atos”. Carolina Ferraz conta desde já com este telespectador que vos fala.

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Foto: Divulgação/TV Globo
Nunca se viu tudo aquilo a que se pode chamar de nobre em único espaço. Na “princesinha do mar”, havia um “Rei” a entoar cânticos tão antigos quanto recentes nas “emoções” que nos tocam. Ao lado, o “Palácio de Copacabana”, ou como o conhecemos, Copacabana Palace. Roberto estava vestido com azul e branco. Azul do mar que deixou de aparecer porque era noite, mas que hoje está mostrando a face. Branco da areia de praia mítica. Imagens aéreas faziam-nos enxergar “além do horizonte”. Provavelmente, no grandioso público existiam pessoas que buscavam o “amor perfeito”. Ávidas em proferir: “Eu Te Amo, Te Amo, Te Amo”. E se depois irrompesse ” sinto ‘ciúme de você’ “, tinha problema não. Na massa de gente de “Copa”, na massa de gente do Rio de Janeiro, na massa de gente do Brasil percebiam-se “detalhes” nos rostos diversos. Diversos rostos comovidos. Rostos alegres. Rostos que faziam coro às lindas canções. E continuando no que se refere à nobreza, surgiu “condessa”: Paula Fernandes. Lá do alto, bem lá do alto, Jesus Cristo abençoou a todos. Na praia, e em casa.

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Foto: Paschoal Rodrigues para a marca DiâmetroO que é a vida senão brincalhona senhora a nos “pregar peças” em nossos humildes cursos? Eriberto Leão é bom ator, que em cujo nome há animal nobre respeitado na floresta. Eriberto também o é nobre, por isso, por nós é, e deve ser respeitado. O rapaz de olhos claros, cabelos encaracolados e barba rente já havia recebido ótima notícia profissional: integrar o próximo folhetim das 21h, “Insensato Coração”, de autoria de um dos melhores teledramaturgos do país, Gilberto Braga. Ricardo Linhares colaborará com inventividade preciosa. O personagem se chamará Pedro. Para compô-lo o artista tivera que cortar os outrora cabelos encaracolados, e aparar a outrora barba rente. Tudo por Pedro. Tudo pelo público. Tudo por reverência ao ofício. Mas aí a senhora brincalhona que lhes falei no limiar do texto não se deu por satisfeita. Julgou ela que o jovem intérprete merecia mais. Muito mais. Um filho. Um fruto. A sua continuidade. E ele vem. Vem com bonita missão. Que missão ou missões? Uma delas será fazer com que Eriberto a todo e qualquer instante umedeça o azul olhar próprio, e abra jubiloso sorriso ao ouvir reverberando suavemente no ar: “Pai”. Na novela, Leão irá fazer piloto, voará. Na vida, fez o mesmo. Alçou grande voo. Aposto assim que sensato está seu coração.

