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Blog do Paulo Ruch

  • ” O Menu da Vingança em ‘Avenida Brasil’ “

    abril 7th, 2012

    Foto: Divulgação/TV Globo

    De entrada, salada verde com queijo de cabra morno. Como prato principal, vitela. E para a sobremesa, baba ao rum. Este foi o menu preparado pela chef de cozinha Nina (Débora Falabella), em regime de experiência na casa de Tufão (Murilo Benício), numa cena de jantar do capítulo de ontem de “Avenida Brasil”, novela de João Emanuel Carneiro. Todos que estavam à mesa se renderam aos acepipes servidos pela moça movida por vingança, inclusive Carminha (Adriana Esteves). Entretanto, esta não simpatizou nem um pouco com a funcionária. Achou-a metida. Parece até que intuiu de quem se trata. Na verdade, o plano de vingança iniciou-se tempos atrás, quando em conversas virtuais voltadas para dietas alimentares Nina conheceu Ivana (Letícia Isnard), cunhada de Carmen Lucia. E com os acontecimentos decorridos na Argentina, a filha de Genésio (Tony Ramos) decidiu que a hora de vingar-se dos maus-tratos sofridos na infância causados pela madrasta havia chegado. E parte para o Brasil. Aluga com pagamento adiantado de 6 meses um imóvel em Copacabana. Providencia uma “scooter”, e vai ao lixão rever quem a amparara na pior fase de sua vida: Lucinda (Vera Holtz). Nilo (José de Abreu) percebe a sua chegada, e fica desconfiado. Graças a um carrinho de brinquedo dado a uma criança, toma conhecimento de que a pessoa é Rita, a menina que lhe fora dada por Max (Marcello Novaes) há anos. Numa segunda visita, já como suposta despedida, Nina tem a bolsa vasculhada por Lucinda, que descobre o recibo de pagamento adiantado de aluguel relativo a meses. E conclui que as intenções vingativas da garota que criara permanecem intactas. Já em outra ocasião, surpreende a chef ao visitá-la em Copacabana. E desvenda que em seu celular há o número de telefone da mansão de Carminha (comprovou depois de telefonar). Decide ir até lá no dia seguinte. Nina a recebe vestida com uniforme doméstico para seu espanto. Nina acabara de preparar e servir o menu da vingança matinal: muffins e panquecas.

  • ” Entrevista de Ivete Sangalo no ‘De Frente Com Gabi’ em 2010″

    abril 7th, 2012
    A apresentadora Marília Gabriela ao lado da cantora e compositora Ivete Sangalo/Foto: Divulgação SBT

    Já madrugada de segunda-feira. Programa certo. Deitei-me. E coloquei na emissora paulista. Silvio Santos ainda estava no ar com jeito personalíssimo. Ele pergunta a uma de suas “colegas de trabalho” sobre qual atração viria depois. A “colega de trabalho” não sabia. Mas eu, sim. Era a entrevista de Ivete Sangalo no “De Frente Com Gabi”. Havia me informado antes. Começa. Ivete está vestida de branco, elegante, maquiagens e cabelo discretos. Para que mais? A demanda da ocasião era esta. O assunto principiante do “talk show” fora o grandioso espetáculo da intérprete baiana no Madison Square Garden, em Nova York, palco de notáveis artistas internacionais. Isto demostrou ousadia sem par de Ivete. Porém, fato é que bem-sucedido fora o citado espetáculo. Provou-nos que estofo possui para encarar o que causaria insegurança a alguns. Foi sincera ao asseverar que pretende sim levar adiante carreira no exterior. Porém, sem abandonar os pequenos torrões pelo Brasil afora. A competente entrevistadora afirma-lhe de que gosta de “fazer dinheiro” (referindo-se às inúmeras formas de faturamento dela). No que Gabriela ouve de maneira próxima: “Tudo é trabalho”. Parte para a vida pessoal: Ivete discorre acerca de maternidade, família, marido… Marília pergunta algo crucial de modo que transcreverei aqui apenas como ideia: “Como se dá a rivalidade entre as cantoras baianas, especificamente as de “axé”? No que Veveta, o apelido de Ivete, replica: “A rivalidade é boa por questões de mercado”. É verdade, quem esquece-se da disputa acirrada entre Emilinha Borba e Marlene? Até hoje desconhece-se o que havia de verdade nisto. E, por fim, ao ser indagada pela jornalista qual era o sonho de sua vida, sem pestanejar, diz: “Continuar cantando.” Ivete Sangalo, no que depender dos ardorosos fãs que abarca, o sonho que acalenta será sempre real. 

  • ” Como Thiago Fragoso entrou para ‘O Clone’. “

    abril 7th, 2012

                              Foto: Gshow

    Thiago é um jovem bom ator. Para mim, um de seus melhores papéis dera-se em “O Clone”, de Gloria Perez, que como sabem, será reapresentada no “Vale A Pena Ver de Novo”. Este título da atração vespertina estará fazendo jus ao que nos será exibido novamente. Thiago interpretava Nando, filho de Escobar (Marcos Frota). Houve cena de briga física entre ambos impressionante, dado o realismo da realização daquela. E estendendo-me no que concerne ao folhetim mencionado, lembro-me que à época da escalação do elenco, Fragoso de modo humilde (humildade que nos serve de exemplo) solicitou ao diretor Jayme Monjardim a oportunidade de ser testado para algum personagem da novela. Jayme, generoso, assentiu. O rapaz foi aprovado, e a bem-sucedida e convincente atuação dele o levou a ganhar o Prêmio Austregésilo de Athayde de melhor ator revelação. Merecido. Aos que por quaisquer razões deixaram de conferir o desempenho de Thiago Fragoso em “O Clone”, terão agora chance de tirar as próprias conclusões. Depois, digam-me se estou certo ou não.

  • ” A briga de Clara e Olga em ‘Passione’. “

    abril 7th, 2012

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    Foto: Felipe Monteiro/TV Globo

    Olga (Debora Duboc) está a esperar Diogo (Daniel Boaventura) no apartamento do rapaz. Entretanto, quem chega não é o cantor, e sim, Clara (Mariana Ximenes). Olga custa a acreditar que caíra em golpe. A bela loira que seduz os incautos e os prudentes, imersa em “som e fúria”, inicia encenação de tortura psicológica. Sinto-me pouco hábil a dizer-lhes se mais som, ou mais fúria. Continuando, a jovem “despeja” série de impropérios contra a oponente desde sempre. Só que esta enfrenta-a, vocifera, e lança injúrias de pura veracidade. Tudo parecia empatado. Mas a irmã de Kelly (Carol Macedo) possuía “carta na manga”. E usou-a, como assim o fazem os covardes. Em palavras recheadas de requinte iníquo humilhou a “fiel escudeira” dos Gouveia, rememorando-lhe passado de prostituta que tivera. Neste exato instante, percebemos convictos que a batalha para Olga estava perdida. Ela sente vergonha do passado. Devemos respeitá-la. Capitula. Porém, houve antes violência física que causaria tensão naquele que com isto impassível ficaria. A namorada de Talarico (Luiz Serra) preferiu então o silêncio. Este “round”, Clara venceu. Todavia, e os outros que virão? Muitos vencedores já sofreram nocaute.

  • ” A Valentina de Daisy Lúcidi em ‘Passione’ “

    abril 7th, 2012

    Foto/Divulgação TV Globo

    O mundo é dividido em o que é bonito, e o que é feio. Buscamos amiúde pela aliança com o bonito. Outros repudiam-no. A novela “Passione” está mostrando as beleza e feiúra nos diferentes contornos. Silvio de Abreu não está economizando inspiração para demonstrar-nos legítima fealdade nas atitudes deliberadas de Valentina, interpretada de forma sublime por Daisy Lúcidi. Quase tudo o que cercava a agora presa avó de Kelly (Carol Macedo, na foto acima junto a Daisy) era feio. A pensão, os atos por ela perpetrados, a clandestinidade… O que sobrava então de bonito? A neta. A neta representava o “contraponto”. A esperança de que havia bons humanos, porque Valentina nos afastava inexoravelmente da humanidade. Outro momento no qual a senhora em questão disfarçava-se como ser normal decorria quando amiga era de Candê (Vera Holtz). Certa feita, já nos era bastante evidente que a dona do comércio já não sentia mais quaisquer tipos de sentimentos que nos fossem aceitáveis. Tudo para ela significava negócio. Tudo para ela deveria ter vantagens. Explícitas ou implícitas. Na verdade, esta mulher, como muitas que existem, é pobre na alma, infeliz em sua mais avassaladora solidão. Ela não gosta da vida. A vida também não faz a mínima questão disso.

  • “Junior Lima e Sandy”

    abril 5th, 2012

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    Foto: Manuela Scarpa/Brazil News

    Junior e Sandy em apresentação extra de sua turnê “Nossa História” em 12/10/2019, no Allianz Parque, em São Paulo.

    Junior e Sandy, duas crianças, filhas de cantor famoso, estreiam como artistas no programa “Som Brasil”, apresentado por Lima Duarte, em 1991. A canção escolhida para a apresentação era “Maria Chiquinha”. Junior emulava seu pai Xororó no que diz respeito ao corte de cabelo: espetado em cima, e comprido atrás (uma espécie de “mullet”). E Sandy trajava casaco com franjas. O público acompanhou o crescimento deles pela televisão e mídias em geral. O sucesso tanto de um quanto de outro era inegável. O séquito de fãs só fazia recrudescer. Houve comentários pouco elegantes do tipo: o que aconteceria se Sandy decidisse dar fim à dupla? A invasão das privacidades, inevitável. Como aquele par de pequenos, e após adolescentes, administrariam vidas tão diversas daquelas que os iguais tinham? O esperado ocorreu. A parceria desfez-se. Sandy trilha por carreira solo. Junior, que nunca escondera isso de ninguém, forma  banda, cujo nome era Nove Mil Anjos, e passa a tocar instrumento que sempre fora paixão: a bateria. A banda como qualquer outra acaba, e Junior por agora integra trio de música eletrônica chamado DEZTERZ. Acho que ambos estão felizes com caminhos próprios.

    Obs: Foto atualizada em 30/07/2020 (todos os direitos autorais desta imagem pertencem a Manuela Scarpa, da Brazil News).

  • “Carolina Ferraz”

    abril 5th, 2012

    Foto: Raphael Mesquita/Photo Rio News

    Carolina Ferraz desfila para a marca de cosmésticos O Boticário na SPFW, maquiada por Fernando Torquatto, que lançou a linha de maquiagem Make B.

    Ao deparar-me com Carolina nesta foto, chego a seguinte sentença: inconteste fotogenia tem a atriz. Quando pela primeira vez a vi na TV, nas chamadas de “Pantanal”, de Benedito Ruy Barbosa, novela exibida pela extinta Rede Manchete, os belos traços que lhe são natos arrebataram-me. Indaguei a mim mesmo: “Nossa, quem será esta bonita moça?” Depois, aos domingos, dividindo a bancada com Celso Freitas e Doris Giesse, as notícias do “Fantástico” eram-nos dadas por ela emitindo voz sedutora, e bastante particular. Há fato curioso na carreira de Carolina. Ao participar de “Pátria Minha”, de Gilberto Braga, na qual fazia a filha de Renée de Vielmond, neta de Carlos Zara, descobriu-se grávida, tendo que se afastar do folhetim. Pensei: “Que pena que Ferraz sairá.” Porém, foi por boa causa. Algumas outras passagens da história da intérprete não demandam serem preteridas. Por exemplo, a Milena, de “Por Amor”, de Manoel Carlos, mulher forte que confrontava as arbitrariedades da mãe Branca (Suzana Vieira). Formava par romântico acertado com Eduardo Moscovis. O namoro era embalado por grande êxito fonográfico da época, “Palpite”, cantado por Vanessa Rangel. A parceria agradou tanto ao público, que a dupla fora reeditada no “remake” de “Pecado Capital”, cabendo a ela o papel pertencente a Betty Faria. E a Eduardo, o Carlão, defendido “a priori” por Francisco Cuoco. Há ainda “Belíssima”, de Silvio de Abreu, produção na qual oferecera-nos ótimos momentos junto a Reynaldo Gianecchini, Wladimir Brichta e Mônica Torres. Podemos destacar também antagonista de sucesso em “Beleza Pura”. No tocante a novos projetos, será nos ofertada a chance de conferi-la na próxima minissérie da Rede Globo baseada em textos das canções de Chico Buarque, “Amor Em Quatro Atos”. Carolina Ferraz conta desde já com este telespectador que vos fala.

  • “Especial de Natal de Roberto Carlos em 2010”

    abril 5th, 2012

    Foto: Divulgação/TV Globo

    Nunca se viu tudo aquilo a que se pode chamar de nobre em único espaço. Na “princesinha do mar”, havia um “Rei” a entoar cânticos tão antigos quanto recentes nas “emoções” que nos tocam. Ao lado, o “Palácio de Copacabana”, ou como o conhecemos, Copacabana Palace. Roberto estava vestido com azul e branco. Azul do mar que deixou de aparecer porque era noite, mas que hoje está mostrando a face. Branco da areia de praia mítica. Imagens aéreas faziam-nos enxergar “além do horizonte”. Provavelmente, no grandioso público existiam pessoas que buscavam o “amor perfeito”. Ávidas em proferir: “Eu Te Amo, Te Amo, Te Amo”. E se depois irrompesse ” sinto ‘ciúme de você’ “, tinha problema não. Na massa de gente de “Copa”, na massa de gente do Rio de Janeiro, na massa de gente do Brasil percebiam-se “detalhes” nos rostos diversos. Diversos rostos comovidos. Rostos alegres. Rostos que faziam coro às lindas canções. E continuando no que se refere à nobreza, surgiu “condessa”: Paula Fernandes. Lá do alto, bem lá do alto, Jesus Cristo abençoou a todos. Na praia, e em casa.

  • “Eriberto Leão, o pai, o ator.”

    abril 5th, 2012

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    Foto: Paschoal Rodrigues para a marca Diâmetro

    O que é a vida senão brincalhona senhora a nos “pregar peças” em nossos humildes cursos? Eriberto Leão é bom ator, que em cujo nome há animal nobre respeitado na floresta. Eriberto também o é nobre, por isso, por nós é, e deve ser respeitado. O rapaz de olhos claros, cabelos encaracolados e barba rente já havia recebido ótima notícia profissional: integrar o próximo folhetim das 21h, “Insensato Coração”, de autoria de um dos melhores teledramaturgos do país, Gilberto Braga. Ricardo Linhares colaborará com inventividade preciosa. O personagem se chamará Pedro. Para compô-lo o artista tivera que cortar os outrora cabelos encaracolados, e aparar a outrora barba rente. Tudo por Pedro. Tudo pelo público. Tudo por reverência ao ofício. Mas aí a senhora brincalhona que lhes falei no limiar do texto não se deu por satisfeita. Julgou ela que o jovem intérprete merecia mais. Muito mais. Um filho. Um fruto. A sua continuidade. E ele vem. Vem com bonita missão. Que missão ou missões? Uma delas será fazer com que Eriberto a todo e qualquer instante umedeça o azul olhar próprio, e abra jubiloso sorriso ao ouvir reverberando suavemente no ar: “Pai”. Na novela, Leão irá fazer piloto, voará. Na vida, fez o mesmo. Alçou grande voo. Aposto assim que sensato está seu coração.

  • “Alexandre Borges e Murilo Benício em ‘Ti-ti-ti’ “

    abril 5th, 2012

    Foto: Revista Joyce Pascowitch

    Murilo Benício e Alexandre Borges. Dois atores bem diferentes. Diferenças estas que se evidenciaram em incursões pelo teatro, cinema e televisão. Agora estão frente a frente, em papéis consagrados por Luiz Gustavo e Reginaldo Faria na novela homônima de inegável sucesso da década de 80. Será que um dia eles sequer imaginaram que iriam reinventar personagens criados por mestre da teledramaturgia, Cassiano Gabus Mendes, e que suas atuações seriam bem aceitas e elogiadas? Surpresas bem-vindas na carreira tanto de Alexandre quanto na de Murilo. Aliás, este falara que assistiu ao folhetim. Borges provavelmente também. Senão todo, alguns capítulos. E há ponto desafiador: convencer ao público e a certos integrantes da trama que são por vezes Victor Valentim, e Jacques Leclair efeminado. Conclui-se que o êxito da produção conta com precípua colaboração da talentosa dupla.

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