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Blog do Paulo Ruch

  • “Alessandra Negrini”

    março 29th, 2012

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    Foto: Mauricio Nahas para a Revista Joyce Pascowitch número 50

    Bem jovem, Alessandra teve que enfrentar “olho no olho” a “namoradinha do Brasil” em “Retratos de Mulher”. O posto de Regina nunca lhe será usurpado, mas Negrini ganhou talvez o dela: “a engraçadinha do Brasil”. Engraçadinha no sentido de graciosa ser. A moça de franjas e sorriso que pode nos dizer bastantes coisas resolveu apostar de vez na carreira de atriz. Pegou uma moeda. Escolheu “cara”. Deu “cara”. Porém, ser artista, ao contrário do que muitos pensam, não é só “glamour”. Alessandra teve que ser brava gente para romper uma grande muralha. Todos imaginam tratar-se de pequeno muro. Que nada. É muralha mesmo. Há os que podem vir a dizer que é uma celebridade. Acho não. Acho que é profissional. Profissional da arte. Celebridade qualquer um pode ser. A intérprete é mulher normal. Mulher com desejos de mulher. Mulher paulista que fará carioca. Problema? Nenhum. Fez duas mulheres que viviam em terras cariocas em novela tropical de Gilberto. Ela é mãe. Que tal fazer “Tal Filha, Tal Mãe”? Quem sabe um dia faça.

  • “Isis Valverde”

    março 29th, 2012

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    Foto/Divulgação

    Quem foi Ísis? Ísis foi uma deusa da mitologia egípcia que fora adorada pelos que habitavam os domínios greco romanos. Deusa da maternidade e da fertilidade. Quais serão as possíveis relações entre a Ísis deusa e a Isis atriz? Duas, posso lhes garantir: Isis Valverde é fértil em beleza que ofusca o que até belo é; Isis Valverde é “mãe” dos pobres carentes ciosos na busca do ideal feminino do que sabemos ser bonito. Grande ironia em sua estreia na “caixa de ilusões”. Havia véu a lhe cobrir a face. Nunca vira em minha vida véu tão invejoso. Ele sabia que não podia concorrer com os traços de doce mulher de Valverde. A moça já havia “acontecido” em “Sinhá Moça”. Mas o “acontecimento” real se dera em folhetim das 19h, “Beleza Pura”. Uma jovem cheia de sonhos, que para nós poderiam ser banais, porém para ela tinham significação especial. Nunca devemos questionar os sonhos dos outros. Sonho é direito legítimo. E não se paga por ele num mundo no qual tudo se compra. Não poderá haver ti ti ti sobre sua pessoa, pois é senhora de si.

  • “Bruna Marquezine”

    março 29th, 2012

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    Foto: Marcos Serra Lima/ego

    Há beleza em Bruna Marquezine. Mas não só beleza. Há graça, também. Graça, graciosidade. Menina graciosa. Façamos então viagem até tempos idos para encontrar Bruna em outros tempos. Inocentemente estivera em “Gente Inocente”. Ao se ver seu rostinho, o que invadia nossos pensamentos? Inocência. A época da inocência de Marquezine. Em “Mulheres Apaixonadas” fez com que nos apaixonássemos por Salete, filha amorosa da mãe que Vanessa Gerbelli compôs. Já em “América” fora Flor, Maria Flor. Haveria nome mais apropriado para uma flor que poderia não enxergar com os olhos, mas enxergava, com a bênção da Força, com suas pequeninas mãos, e coração grande? Não, não haveria. Aliás, “flor” é palavra que a acompanha. Na novela de Miguel, “Negócio da China”, a ainda menina era Flor de Lys. E o filme “Flordelis – Basta uma Palavra para Mudar”? Flores no caminho da pequena flor. Piegas? Não, um carinho. A por agora moça passeara por “Amazônia…” até chegar ao “Araguaia”. Já imaginaram quantas flores Bruna Flor viu? Muitas.

  • “Marcelo Médici”

    março 29th, 2012

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    Foto/Divulgação

    Há um tempo que não posso desprezar vim a conhecer um ator de teatro nascido em São Paulo que concedera divertidíssima entrevista no “Programa do Jô”. Nesta interpretou hilariantes personagens de sua peça “Cada Um Com Seus Pobrema“, como o mico-leão-dourado e a “smurfette”. Não era então de se surpreender que Marcelo seguisse caminho natural para a televisão. Foi assim que pude conferi-lo como Fladson, em “Belíssima”, o açougueiro que se apaixonava por uma bela Sheron Menezzes. A mãe dele quem era? Nada menos que Jussara Freire. No atual momento, novamente em parceria com Silvio de Abreu, Médici, o “postino” de antes, e agora mordomo europeu que “trabalhou para a nobreza europeia” (segundo a Clô de Irene Ravache, um “europeu da Europa”) à serviço da família de Olavo (Francisco Cuoco) tem nos proporcionado bastantes cenas engraçadas no folhetim das 21h, “Passione”, principalmente ao lado de Simone Gutierrez e Gabriela Duarte.

  • “Nathalia Dill”

    março 29th, 2012

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    Foto: Jorge Bispo

    Até hoje tento descobrir dentre tantas galáxias que há no universo, em qual delas, e nesta, em qual estrela estava escrito que a vida traria sucesso a Nathalia. Uma estrela vista de longe pode ser que não exista mais, porém, a estrela Nathalia Dill é vista de perto, e o que se vê é bem vivo, causando deleite aos que a admiram, ou até mesmo fazendo como se sintam em um paraíso. Se é um “paraíso artificial”, não sei dizer. Marcos Prado, diretor de filme recente do qual fizera parte, saberia a isso responder melhor. Contudo, posso lhes garantir que é um paraíso metafórico, idílico, que penetra nas sensações humanas. Dhill estivera em novela jovem. Era vilã. Como pode beleza angelical ligada à vilania? Pode. Que o digam Patrícia Pillar e Mariana Ximenes. Seria o belo vilanesco, por nos deixar fragilizados? Se sim, fragilidade boa essa. Na foto, há mar azul, muitas cores, areia plana, e sorriso bonito que não nos engana. Ela está feliz em estar em dádiva da natureza. E a natureza em ter dádiva a ocupá-la. Em que direção vão seus pensamentos? Para onde o vento sopra.

  • “Adriana Esteves”

    março 29th, 2012

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    Foto/Divulgação

    Após ter tido bom desempenho em concurso promovido pelo “Domingão do Faustão” em 1989, Adriana Esteves fora conduzida ao “cast” da ótima novela de Antonio Calmon, “Top Model”. Uma produção com um elemento praiano como é característico de muitas das obras de Calmon, tanto no cinema quanto na TV. E Adriana, bela, loira, um sorriso iluminado, encaixou-se perfeitamente no papel que lhe fora dado: Tininha. Em folhetim de Cassiano Gabus Mendes, “Meu Bem, Meu Mal”, um enorme desafio a ela impuseram: ser nada mais nada menos do que, ao lado de Edson Fieschi, filha de um de nossos maiores atores, Armando Bógus. E para completar, era o par romântico de José Mayer. Estivera junto a Bruno Garcia no especial “Marina”. Formou bonito casal com Maurício Mattar em “Pedra Sobre Pedra”. Dividiu opiniões em “Renascer”. Causou furor como a vilã Sandrinha e seu indefectível chiclete, em “Torre de Babel”. Conquistou o público das 18h com “O Cravo e a Rosa”. Em “Toma Lá Dá Cá”, esbaldou-se. E como Dalva atingiu seu ápice como atriz.

  • “Engraçadinha… Seus Amores e Seus Pecados.”

    março 29th, 2012


    Foto/Divulgação TV Globo

    Gostei da minissérie “Engraçadinha… Seus Amores e Seus Pecados”. História picante, como é de se esperar vinda do grande Nelson Rodrigues. Uma direção da sempre competente Denise Saraceni, e um elenco heterogêneo que resultou em boas cenas. Alessandra Negrini no primeiro papel de destaque dela. Claudia Raia exibindo sua exuberância habitual em personagem dramática, imersa em conflitos emocionais. A narração (e participação) na voz bem articulada de Paulo Betti. Maria Luisa Mendonça em composição cheia de lascívia para a moça que se apaixona por Engraçadinha. Carmo Dalla Vecchia, muito jovem como Durval, filho de Raia, com quem viria a contracenar anos depois em “A Favorita”. Durval sente ciúme tanto da mãe quanto da irmã, interpretada por Mylla Christie, extremamente sensual. Destaca-se uma passagem em particular de grande beleza protagonizada por Claudia e Alexandre Borges. Era noite chuvosa. Entre ambos havia forte atração física. Tiveram ardentes momentos. Alguém poderia duvidar que é obra de Nelson Rodrigues?

     

  • “Bruno Gagliasso”

    março 29th, 2012

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    Foto/Divulgação

    O ator de ofuscantes olhos azuis, cuja ascendência remete a terras sicilianas, estreara para valer na novela destinada aos bem jovens, “Chiquititas”, exibida pelo SBT. Por agora, vive Berilo em folhetim de Silvio de Abreu, “Passione”. Porém, esta não é a primeira vez que Bruno integra o elenco de uma obra do teledramaturgo. Estivera em “As Filhas da Mãe”. Participara a seguir de importante minissérie histórica da televisão brasileira sobre a Revolução Farroupilha, em que era o filho de Bento Gonçalves, interpretado pelo gaúcho Werner Schünemann. Convencera-nos como Inácio, rapaz enjeitado pela mãe (Deborah Evelyn) em “Celebridade”, do autor de “Dancin’ Days”, Gilberto Braga. O mesmo autor que lhe oferecera um de seus mais cativantes papéis, o Ivan de “Paraíso Tropical”, obra na qual pôde ter inolvidáveis embates com Wagner Moura. Novamente, um filho enjeitado. Não por Deborah, mas por Vera Holtz. Pelo menos, o enjeitamento se deu por meio do talento de duas ótimas atrizes. Contudo, antes disso, Bruno instigou o país como o Júnior de “América”, de Gloria Perez, inserido em um contexto que permitiu uma especulação que só foi respondida no último capítulo. E anterior ao italiano de “Passione”, já havia trilhado um caminho próximo à comicidade no “remake” de “Sinhá Moça”. À frente, outra readaptação, “Ciranda de Pedra”. No entanto, o algo de conteúdo desafiador da carreira de Gagliasso estava por vir: o Tarso de “Caminho das Índias”, também de Gloria Perez. Ali, o intérprete provou a todos (se é que ainda havia algo a ser provado) que detinha recursos dramáticos de sobra para personificar um “character” tão denso. Houve cumprimento de precípua função social. E a mencionada densidade fora mostrada em incursão no teatro, com o espetáculo “Um Certo Van Gogh”. Considero o artista sem pestanejar um adepto do visceral na composição de tipos que lhe são ofertados. Quanto a Berilo, se prestarmos a devida atenção, ele não é somente um homem dividido no tocante ao amor por duas mulheres, e que por situações folhetinescas faz-nos rir. É outrossim um ser humano que exibe sensibilidade ao não conseguir lidar com os próprios sentimentos, e que nos comove ao relacionar-se com aqueles a quem dera vida.

  • “Jesus Luz”

    março 29th, 2012

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    Foto/Divulgação

    Contar-lhes-ei uma história. Não é uma fábula. Pode parecer um conto de fadas. Ou seria o conto de um príncipe? Não, nada disso. É uma história real. Bem real. Era uma vez um rapaz filho de uma cabeleireira cujo trabalho era ser modelo. Estudara por um tempo na Casa das Artes de Laranjeiras, referência indiscutível na preparação de atores. A vida seguia para ele como para muitos segue. Por gostar de música, o moço provavelmente já teria ouvido “Material Girl” e “Express Yourself”. Até que um dia, a “popstar” que deu voz a estas canções foi ao Rio de Janeiro fazer show, e ser clicada por Steven Klein para um ensaio da revista “W”. Seria necessário que alguns jovens fossem selecionados para o mesmo. E dentre os jovens apresentados, estava Jesus. Escolheram Jesus. O que não estava nos planos iniciais é que a loira que cantara “Vogue”, e que interpretara Evita no cinema, pelo moreno de verdes olhos fosse se encantar. Daí, houve intermináveis rumores. Viajaram juntos. Os dois eram sempre fotografados. São notícia até hoje. Porém, cada um no seu lado. A carreira dele deslanchou. Inclusive como DJ. Aliás, interpretará a si mesmo em longa chamado “Not Alone”, de Alejandro Uboli. As luzes que por ora iluminam Jesus Luz não vêm somente dos “flashes” das máquinas fotográficas quando desfila ou posa, mas dos painéis de LED que por trás dele estão nas grandes festas em que toca.

  • ” Regiane Alves interpreta Sônia Mamede em ‘A Garota do Biquíni Vermelho’. “

    março 28th, 2012

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    Foto: Divulgação do espetáculo

    Face ao que por mim foi lido a respeito da peça “A Garota do Biquíni Vermelho” temos muitos atrativos para conferi-la. Inicialmente por se tratar da estreia do jornalista Artur Xexéo como dramaturgo. Xexéo nos é conhecido pelos senso de humor, boa escrita e interesse, dentre tantos assuntos, por intérpretes, de uma forma geral. O fato de abordar vida de grande vedete e ótima comediante, Sônia Mamede, também assim contribui. Sua personagem Ofélia, mulher de Fernandinho (Lúcio Mauro), marcara-nos no humorístico “Balança Mas Não Cai” de modo definitivo. Como olvidar de Ofélia fumando uma cigarrilha, “disparando” asneiras, e que ao final do quadro dizia: “Eu só abro a boca quando tenho certeza.”? Engraçadíssimo. Atuara ainda na divertida novela de Silvio de Abreu “Jogo da Vida”. Outro aspecto convidativo é a presença da talentosa Regiane Alves. Sobretudo em um musical. E a direção de Marília Pêra, famosa por disciplina e seriedade ao comandar a encenação de um texto voltado para os palcos, motiva-nos sobremaneira. Enfim, o que não faltam são elementos para se sair de casa, e assistir ao que nos é proposto.

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