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Blog do Paulo Ruch

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    agosto 1st, 2014
    Foto: Paulo Ruch


    Havia em uma das áreas comuns do Fashion Rio em sua edição Verão 2014/2015, algo que representava a contemporaneidade simbolizada pelo compartilhamento imediato de fotos, cuja uma das redes sociais mais utilizadas e importantes com este objetivo é o Instagram.
    Sendo assim, a produção do evento de moda montou um esquema especial em que convidados e profissionais do setor poderiam em outra localidade da Marina da Glória tirar a sua própria foto, e minutos após visualizá-la neste gigantesco painel horizontal com múltiplos visores.
    Uma ideia criativa e correspondente aos novos tempos tecnológicos e de sociabilidade virtual.

    Agradecimento: Coca-Cola Jeans

  • ” A Escolha de Jôse. “

    agosto 1st, 2014
    Jôse, personagem de Fernanda Rodrigues no remake de “O Astro”, vive seu drama pessoal/Foto: Divulgação TV Globo

    Duas escolhas norteavam a vida da personagem de Fernanda Rodrigues em “O Astro”, “remake” de Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro adaptado da obra de Janete Clair, exibido pela Rede Globo: Márcio Hayalla (Thiago Fragoso) e a fotografia. O amor pelo rapaz brotou na primeira idade, com o puro e o inocente como vigilantes. Mãos pequeninas que não só pegavam a terra para brincar, mas que se tocavam no jardim como cenário. Jôse e Márcio crescem, crescem… e adultos ficam. O amor de Jôse também fica adulto. O de Márcio não. Ficou no passado. No presente, o que tem a lhe oferecer são carinho e amizade. Sentimentos que foram inábeis na missão de aplacar a profundidade da emoção que a bonita moça de olhos claros e cabelos levemente ondulados alimenta. O amado que trocou o casaco jeans pelos terno e gravata se envolve com uma jovem de fraseado autêntico e postura simples, Lili (Alinne Moraes). Lili que se sustentava no volante de um carro amarelo. Acontece que numa noite, não se sabe se estrelada ou não, a irmã de Amanda (Carolina Ferraz) sucumbe aos mais recônditos desejos, e há o encontro de seu corpo com o do “trompetista do metrô” Márcio. Não foi um encontro qualquer, pois um filho é concebido. Inesperado, no entanto querido. Surge para a artista das imagens paradas a oportunidade única e preciosa de perpetuar o amor verdadeiro que sempre amaciou o seu espírito. O filho de Clô (Regina Duarte) é arremessado em uma rede de conflitos. Concomitante, sente-se em júbilo pela bênção da paternidade, e junta forças para enfrentar a rejeição natural de sua companheira atual. O destino que parecia estar a favor da recente mãe decide deixá-la triste. Jôse deverá escolher dentre vidas a que mais lhe for importante. A vida dela ou a do filho gerado. A escolha de Jôse. Perturbações e dúvidas aniquilam a tranquilidade da alma que outrora tinha. Que fazer? O pai Assunção (Reginaldo Faria), a irmã que a adora, Herculano (Rodrigo Lombardi) e quem ama, Márcio, optam pela razão. Querem-na viva. Jôse é dominada por forte sensibilidade materna, e a decisão que toma é a de deixar todos. Ela escolhe que para a posteridade fique a perfeita materialização do grande amor que a acompanhou pela existência. A vida para Jôse é pequena face à enormidade da significância de pôr no mundo o que se pode chamar de extensão poderosa de algo cujo despertar se deu nos ciclos iniciais da convivência com Márcio. Chega ao ponto de lhe dizer que está muito feliz em saber que seu rebento será criado por ele e Lili. E assim, Fernanda Rodrigues, com papel tão sensível e cercado de drama, mostra ao público o quanto é pródiga em talento. Cabe então aos telespectadores uma escolha: apreciar o belo desempenho da atriz.

  • ” Deus abençoa os amantes com todos os seus pecados em ‘Império’.”

    julho 22nd, 2014
    O ator Chay Suede como José Alfredo em sua fase jovem na novela “Império”/Foto: Alex Carvalho/TV Globo

     

    José Alfredo (Alexandre Nero), um homem sério, poderoso e introspectivo, sobrevoa em seu moderno helicóptero, ao lado da filha Maria Clara (Andreia Horta), o exuberante e inacreditável Monte Roraima, com seus abissais desfiladeiros, véus de noiva inefáveis e vegetação típica (as locações ficam em Carrancas, município de Minas Gerais), o seu “império”, onde construiu a própria história de riqueza, conquistas e superação pessoal. Nas belíssimas tomadas aéreas, e após em terra, à beira do profundo sem fim, José Alfredo reaviva suas memórias, revolve suas reminiscências, busca todo o caminho que trilhou até o altaneiro posto que ocupa atualmente. Somos então transportados para a fase jovem do personagem (Chay Suede), que se passa no Rio de Janeiro. O rapaz, desempregado e sem guarida, procura o irmão Evaldo (Thiago Martins), tosco moço casado com a infeliz e passiva Eliane (Vanessa Giácomo), irmã da cruel, manipuladora e dissimulada Cora (Marjorie Estiano), desde já a grande vilã da trama. O casamento de Evaldo e Eliane está falido. Não há resquício de amor. O sexo é violento, obrigatório e “consentido” pela esposa. A partir do encontro entre Alfredo e Eliane, irrompe avassaladora e perigosa paixão. Uma imperiosa referência rodriguiana. Os meses passam e o risco recrudesce. Promessas do casal deitado na relva visto do alto são romanticamente feitas. Gritos de amor perdidos no ar são bradados. Juram um para outro fugir da vida que levam e desenhar uma nova. Cartas serão escrevinhadas com o propósito de que o traído seja informado de sua desgraça. Combinam se encontrar na rodoviária para escapar. Imprevisto decorre. Eliane se descobre grávida (a filha, papel de Leandra Leal, é de José, e ela lutará no futuro para provar a sua condição), e Cora entra em cena com seu calculismo. Vai até ao local da partida, diz ao enamorado que sua amada está grávida do marido e de que não mais deseja vê-lo. Alfredo jura de que nunca ouvirão falar de seu nome. A contragosto, a moça que trocou carícias com o namorado ao som da bonita “Aonde Quer Que Eu Vá”, dos Paralamas do Sucesso, mantém o casamento com Evaldo, que acredita na versão engendrada pela maquiavélica Cora. Toda a conversa entre Alfredo e Cora é escutada por misterioso senhor, Sebastião (Reginaldo Faria), que a princípio repreende o rapaz choroso e depois lhe promete um emprego, uma chance de vida se lhe contar uma história que o comova. A impressão que tivemos foi de que Sebastião estava à procura de um sucessor para comandar o seu negócio de garimpagem. A nova novela das 21h escrita por Aguinaldo Silva, “Império”, com direção geral de Rogério Gomes, Pedro Vasconcelos e André Felipe Binder, prossegue com a viagem dos recentes amigos, na verdade patrão e empregado (como guarda-costas) rumo ao local que pode “ser tanto o fim do mundo como apenas o começo deste”. Já em meio a suados garimpeiros, sabe-se por meio de bruto homem com dentes de ouro, Bigode (Ed Oliveira), de que houve assassinato (ele mesmo fora o autor do crime, motivado por cobiça, e as próximas vítimas, segundo Sebastião, serão ele e João Alfredo). Na calada da noite, um imprudente cochilo de José permite que o seu empregador seja morto. Um tiro desferido pelo herdeiro contra Bigode muda o entrecho. Por orientação anterior de Sebastião, o irmão de Evaldo viaja para Genève, na Suíça, com o intuito de conhecer Braga, uma circunspecta Regina Duarte. Inicia-se o “império” de José Alfredo, o Comendador. O texto de Aguinaldo Silva é bastante atraente e caprichado nos diálogos, apostando nos atores que escalou, num enredo no qual logo se testemunharam romance, adultério, acerto de contas com o passado, ambição e disputa pelo poder. Ferramentas infalíveis para se prender o olhar atento dos telespectadores. Rogério Gomes, com sua larga experiência na teledramaturgia, aprimora-se cada vez mais, escorado pela preciosa eficiência de sua equipe. Eles brincam com a câmera, com a velocidade do movimento das imagens, com a angulação das posições dos atores, dando uma roupagem interessante à narrativa visual. A trilha sonora é diversificada (incluindo o tema da elegante abertura, “Lucy In The Sky With Diamonds”, dos The Beatles, interpretado por Dan Torres), Cartola (“Preciso Me Encontrar”), Bread (“Everything My Own”) e Carla Bruni (“Quelqu’un m’a dit”). A direção musical é de Mariozinho Rocha. O primeiro capítulo não lograria o pleno êxito se não obtivesse em seu “cast” intérpretes de inquestionável competência e credibilidade que cumpriram demasiado bem a demanda do perfil de seus papéis, como Alexandre Nero, Marjorie Estiano, Vanessa Giácomo e Andreia Horta. Thiago Martins criou com verdade seu bronco Evaldo. As participações especialíssimas de Regina Duarte e Reginaldo Faria enobrecem qualquer obra em que estejam. E talvez a mais grata surpresa da estreia tenha sido a atuação segura de Chay Suede como José Alfredo na mocidade. Chay é bonito, firme, administra com eficiência suas emoções e gestual (sem excessos), faz adequado uso da voz (com o sotaque do personagem atendido com naturalidade), enfim, um artista que caminha para o sucesso. Ainda há um forte time de atores que está por vir, como Lilia Cabral (Maria Marta), José Mayer (como o homossexual enrustido, casado, pai de um filho homofóbico, que tem um caso com Leonardo, Klebber Toledo), Paulo Betti (um jornalista mal-intencionado e efeminado), Zezé Polessa, Drica Moraes (Cora), Malu Galli (Eliane), Jackson Antunes, Erom Cordeiro, Suzy Rego, Caio Blat, Daniel Rocha e Paulo Vilhena. Haverá as bem-vindas presenças de Nanda Costa, Rafael Cardoso, Maria Ribeiro, Rafael Losso, Juliana Boller, além de outros tão aguardados quanto. “Império” detém palpáveis instrumentos para consolidar uma boa audiência no horário nobre, apresentando-se como um folhetim instigante, provocativo e com intensa carga dramática, entremeada pela verve cômica notória de Aguinaldo Silva. Assistiremos a pessoas que sabem ou não se relacionar com um “império”, sendo amantes ou não umas das outras, abençoados ou não por Deus, com ou sem pecados, não importa. Entretanto, todos inapelavelmente membros de um mesmo “Império”.

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    julho 20th, 2014
    Foto sobre a foto de Murillo Meirelles: Paulo Ruch

    Um close-up do rosto do modelo com maquiagem tribal fotografado por Murillo Meirelles, com direção de arte de Alex Wink, na exposição “Na Floresta”, instalada na área comum do Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.

    Agradecimento: Coca-Cola Jeans

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    julho 20th, 2014
    Foto sobre a foto de Murillo Meirelles: Paulo Ruch


    Na área comum do Fashion Rio, havia imensos painéis fotográficos decorativos cujo tema era “Na Floresta”.
    As imagens foram registradas por Murillo Meirelles, com a direção de arte de Alex Wink.

    Agradecimento: Coca-Cola Jeans

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    julho 20th, 2014
    Foto sobre a foto de Murillo Meirelles: Paulo Ruch

    A atriz Camila Pitanga, fotografada por Murillo Meirelles, com direção de arte de Alex Wink, tendo como tema “Na Floresta”, pôde ser vista em um painel fotográfico gigantesco que ornamentava a área comum do Fashion Rio Verão 2014/2015.

    Agradecimento: Coca-Cola Jeans

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    julho 19th, 2014
    Foto: Paulo Ruch

    No charmoso deck montado defronte à Baía de Guanabara, a produção do Fashion Rio dispôs sofás de junco com estofados e almofadas brancas e pretas, ladeados por vasos com palmeiras naturais.

    Agradecimento: Coca-Cola Jeans

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    julho 19th, 2014
    Entrada principal do Fashion Rio (edição Verão 2014/2015) na Marina da Glória, no Rio de Janeiro/Foto: Paulo Ruch

    Pouco antes de iniciar a edição Verão 2014/2015 do Fashion Rio, que ocorreu desta vez na Marina da Glória, podia-se admirar no lado externo do evento que ao entardecer o céu estava nublado, porém belo.

    Agradecimento: Coca-Cola Jeans

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    julho 19th, 2014
    Foto: Paulo Ruch

    Entrada da principal semana de moda carioca, o Fashion Rio, em sua edição Verão 2014/2015, realizada na Marina da Glória.

    Agradecimento: Coca-Cola Jeans

  • ” A malícia da Valéria de Rodrigo Sant’Anna e a ingenuidade da Janete de Thalita Carauta juntas renderam a um quadro do ‘Zorra Total’ um sucesso total. “

    julho 19th, 2014
    Os atores Rodrigo Sant’Anna e Thalita Carauta, como Valéria e Janete, respectivamente, no metrô do programa humorístico “Zorra Total”/Foto: Blenda Gomes/TV Globo

     

    Para mim, os personagens de Rodrigo Sant’Anna e Thalita Carauta chegaram aos poucos. O percebimento da repercussão daqueles no humorístico da Rede Globo, “Zorra Total”, deu-se ora por comentários e elogios nas redes sociais, ora por matérias veiculadas nas mídias especializadas. Era hora então de eu mesmo conferir o que Valéria Vasques e Janete tinham a me dizer. E o que vi me provocou gargalhadas que há muito não dava em se tratando de programas do gênero. Tudo se passa num lotado vagão de metrô. A transexual Valéria, cujo nome era Valdemar, abolido após operação de mudança de sexo, é sempre descoberta por sua amiga Janete, que cisma em chamá-la de início, e em alto e bom som, pela identificação de origem. O relacionamento de ambas é dúbio. Uma amizade que funciona à sua maneira. E talvez esteja aí o segredo do sucesso do quadro que se tornou a grande atração das noites de sábado. A caracterização de Valéria Vasques (roupas coloridíssimas e maquiagem carregada) é de maneira proposital “over”. E por esta causa risível. Janete não fica atrás, haja vista que ganhara peruca desproporcional à fragilidade de seu corpo, além da vestimenta simplória. Os tons e inflexões de vozes de Rodrigo e Thalita contribuem sobremaneira para alimentar o humor da situação. Há ainda outros elementos de comicidade singular que merecem citação. As cantorias inesperadas da transexual sejam em Inglês ou Português; o fato de Valéria comumente indicar a semelhança de alguém que lhe está próximo com alguma celebridade; e quando ordena às pessoas para que parem com a “palhaçada de baterem palmas pois não é seu aniversário”. Agora, quanto ao caráter dúbio sobre o qual falei “a priori” que sublinha a relação das duas (sim, no feminino), faz-se obrigatório mencionar a saraivada de impropérios (alguns poderão argumentar que são politicamente incorretos) que são dirigidos à moça de compleição franzina. Como pode uma amizade se sustentar desta forma? Suponho que por duplo motivo: Valéria alterna esta postura ofensiva e eivada de agressividade com outra na qual demonstra afeto; e a propalada inocência de Janete que a impele a crer que as desfeitas, em sua maioria estéticas, são frutos de brincadeira. E o que torna o papel de Thalita tão engraçado quanto o de Rodrigo? A jovem se acha sexy, sedutora, e discursa com palavras que beiram o pouco usual a impressão que tem acerca de seus desejos próprios, e a beleza que julga possuir. Ademais, um acontecimento corriqueiro quando elas invariavelmente se encontram garante riso certo nos telespectadores. Existe de modo infalível um homem que se posiciona por trás de Janete, e a bolina. A reação da assediada é hilariante. E a experiência termina com ela indignada reclamando com a parceira a respeito da tentativa de conquista. E Valéria decide tomar as dores da “vítima”. Só que sua carne é fraquíssima. E se deixa repetidas vezes se encantar pelos supostos atributos do bolinador. O percurso do metrô indica o destino final. Valéria e Janete aprontaram tudo o que tinham o que aprontar. Deram o seu recado. Um recado que transformou o quadro do “Zorra Total” em sucesso total. E já se pode falar na próxima semana sobre as últimas das passageiras de metrô mais famosas da atualidade.

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