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Blog do Paulo Ruch

  • Fashion Rio Outono Inverno 2014 – Píer Mauá

    abril 20th, 2014

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    O roteirista Rodrigo Lages e a atriz e apresentadora Natália Lage foram ao Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá.
    Rodrigo, junto com o diretor e cineasta Sergio Rezende, escreveu os roteiros do seriado que foi exibido pelo canal GNT, “Questão de Família”, protagonizado por Eduardo Moscovis.
    Natália é niteroiense.
    Iniciou na carreira artística fazendo inúmeras campanhas publicitárias, ainda muito criança.
    Sua estreia na TV, no campo teledramatúrgico, já ocorreu quando era um pouco mais crescida, e logo ao lado de dois ícones do veículo, Tarcísio Meira e Glória Menezes, no seriado da Rede Globo “Tarcísio e Glória”.
    Ganhou fama e simpatia com suas doçura e talento ao interpretar Regina, a filha dos personagens de José Wilker e Lucinha Lins em “O Salvador da Pátria”, uma novela de Lauro César Muniz que referenciava a conjuntura política do país (Regina possuía até um bordão: “Um beijo por um queijo”).
    Após “Gente Fina”, obteve bastante prestígio como a Tuca de “Perigosas Peruas”, um folhetim com as comédia e ação características de Carlos Lombardi, o seu autor.
    Antes de lhe oferecerem a primeira protagonista em “O Amor Está no Ar”, Natália Lage participou das histórias de “O Mapa da Mina”, “Tropicaliente” e “Cara & Coroa”.
    A sua capacidade de comprovar que saberia fazer uma vilã veio com o convite para integrar o elenco de “A Lua Me Disse”, de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa.
    Trabalhou em Portugal, no programa “Mundo VIP”.
    Por dois anos, durante três temporadas, “ouviu o linguajar próprio dos adolescentes” em “Malhação”, defendendo o mesmo papel, Marina.
    Não sem antes passar por “Pé Na Jaca”, de Carlos Lombardi, “visitou” “A Grande Família”, e a ela se “juntou” (personificou Gina de 2007 a 2011).
    No ano seguinte, 2012, entra para o elenco fixo de “Tapas & Beijos”, divertindo-nos como a dançarina da boate “La Conga” Lucilene (sua função era atrapalhar o namoro entre Jorge, Fábio Assunção, e Sueli, Andréa Beltrão).
    A atriz nunca deixou de fazer participações especiais, seriados e humorísticos. Apareceu em filmes como “O Homem do Ano”, de José Henrique Fonseca (adaptação do romance de Patrícia Melo, “O Matador”); “Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida”, de Moacyr Góes; “Dois Filhos de Francisco”, de Breno Silveira; “Como Esquecer”, de Malu de Martino; “Vai Que Dá Certo” e “Vai Que Dá Certo 2”, de Maurício Farias (no dia 15 de setembro, estará no longa-metragem de Cláudia Jouvin, ao lado de Wladimir Brichta e Mariana Ximenes, “Um Homem Só”).
    Desde cedo, o palco de um teatro lhe fora familiar, tendo encenado textos de Nelson Rodrigues (“Os Sete Gatinhos” e “Bonitinha Mas Ordinária”), George Walker em adaptação de Selton Mello e Daniel Herz (“Zastrozzi”), Virginia Woolf (“Orlando”, com direção de Bia Lessa), Adriana Falcão e Luciana Pessanha (“Eu Nunca Disse Que Prestava”), Pirandello (“Quando Se É Alguém”), e Pedro Brício (“Comédia Russa”, com direção de João Fonseca).
    Esteve ainda nas montagens “Trilhas Sonoras de Amor Perdidas”, com a Sutil Companhia de Teatro, com direção de Felipe Hirsch, além de “JT – Um Conto de Fadas Punk” (texto de Luciana Pessanha, e direção de Paulo José) e “Edukators”, de Hans Weingartner (direção de João Fonseca).
    No momento, Natália Lage pode ser vista em três atrações na TV: “Tempero Secreto” (série de ficção do GNT na qual interpreta a idealista sous-chef Tita), “Os Suburbanos”, no Multishow, como a golpista “femme fatale” Samira, e como apresentadora do “Revista do Cinema Brasileiro”, no Canal Brasil.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: R. Groove
    Rio Moda Hype

  • Fashion Rio Outono Inverno 2014 – Píer Mauá

    abril 20th, 2014

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    Os modelos Caroline Kauer, Lucas Gonzaga e Renata Scheffer, no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá.
    Caroline Kauer nasceu em Maratá, Rio Grande do Sul, e no momento reside em São Paulo, onde realiza seus ensaios, campanhas e desfiles.
    Lucas Gonzaga é baiano de Salvador (o modelo realizou um sem número de desfiles, e fotografou para diversos profissionais em distintos ensaios; recentemente, participou em Milão, Itália, da Milan Fashion Week, semana de moda na qual exibiu a coleção do badalado estilista belga Dirk Bikkembergs; pertence a uma nova agência na Alemanha, a EastWestModels; em junho deste ano, tirou fotos bonitas e sensuais para a internacional “HUF Magazine”, cujo fotógrafo fora Denis Chean, da Pedja&Denis Photography; e fez, também em Milão, a campanha da marca de roupas de luxo Milano 140; no Fashion Rio Outono Inverno 2014, realizado em novembro de 2013, Lucas circulou pelas passarelas da R. Groove e Coca-Cola Jeans).
    Renata Scheffer é carioca, e faz parte do cast das agências Metropolitan Models Agency (Paris), SUPA Model Management London (Reino Unido) e Mega Model Brasil (São Paulo).
    A modelo, que mora em Paris, fotografou há pouco tempo para a estilista Julia de Maleprade, pelas lentes do fotógrafo Elliot Broue.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: R. Groove
    Rio Moda Hype

  • Fashion Rio Outono Inverno 2014 – Píer Mauá

    abril 20th, 2014

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    A modelo Indira Carvalho, no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá.
    Indira é baiana.
    Foi descoberta em 2004, em Salvador, na Bahia, no concurso “Beleza Black”.
    Sua agência é a L’EQUIPE AGENCE.
    Junto com mais 20 profissionais negras, foi fotografada por Bob Wolfenson para uma campanha da marca Maria Bonita (esteve entre as quatro escolhidas para fazerem parte do catálogo).
    A imprensa costumava compará-la à cantora, modelo e atriz jamaicana, radicada nos Estados Unidos, Grace Jones.
    Foi apontada pelo site Glamurama em 2009, junto com outras seis modelos, como representante da beleza negra brasileira no “Dia da Consciência Negra”.
    No Fashion Rio, em sua edição Verão 2014/2015, na Marina da Glória, a modelo desfilou para Patricia Viera e Ausländer.
    Desfilou também na São Paulo Fashion Week.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: R. Groove
    Rio Moda Hype

  • Obra do artista Rafael Tavares feita em areia na Praia de Icaraí, Niterói, RJ

    abril 20th, 2014

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    Escultura de Rafael Tavares, artista que costumava produzir as suas obras em areia na Praia de Icaraí, Niterói, RJ.
    As mesmas chamavam a atenção tanto dos moradores da cidade quanto dos turistas, que faziam questão de fotografá-las.
    O sucesso alcançado com as suas manifestações artísticas levou Rafael a ser matéria do jornalístico da Rede Globo, “Globo Repórter”.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Rafael Tavares

  • Fashion Rio Outono Inverno 2014 – Píer Mauá

    abril 17th, 2014

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    A atriz e apresentadora Natália Lage no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá.
    Natália é niteroiense.
    Iniciou na carreira artística fazendo inúmeras campanhas publicitárias, ainda muito criança.
    Sua estreia na TV, no campo teledramatúrgico, já ocorreu quando era um pouco mais crescida, e logo ao lado de dois ícones do veículo, Tarcísio Meira e Glória Menezes, no seriado da Rede Globo “Tarcísio e Glória”.
    Ganhou fama e simpatia com suas doçura e talento ao interpretar Regina, a filha dos personagens de José Wilker e Lucinha Lins em “O Salvador da Pátria”, uma novela de Lauro César Muniz que referenciava a conjuntura política do país (Regina possuía até um bordão: “Um beijo por um queijo”).
    Após “Gente Fina”, obteve bastante prestígio como a Tuca de “Perigosas Peruas”, um folhetim com as comédia e ação características de Carlos Lombardi, o seu autor.
    Antes de lhe oferecerem a primeira protagonista em “O Amor Está no Ar”, Natália Lage participou das histórias de “O Mapa da Mina”, “Tropicaliente” e “Cara & Coroa”.
    A sua capacidade de comprovar que saberia fazer uma vilã veio com o convite para integrar o elenco de “A Lua Me Disse”, de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa.
    Trabalhou em Portugal, no programa “Mundo VIP”.
    Por dois anos, durante três temporadas, “ouviu o linguajar próprio dos adolescentes” em “Malhação”, defendendo o mesmo papel, Marina.
    Não sem antes passar por “Pé Na Jaca”, de Carlos Lombardi, “visitou” “A Grande Família”, e a ela se “juntou” (personificou Gina de 2007 a 2011).
    No ano seguinte, 2012, entra para o elenco fixo de “Tapas & Beijos”, divertindo-nos como a dançarina da boate “La Conga” Lucilene (sua função era atrapalhar o namoro entre Jorge, Fábio Assunção, e Sueli, Andréa Beltrão).
    A atriz nunca deixou de fazer participações especiais, seriados e humorísticos.
    Apareceu em filmes como “O Homem do Ano”, de José Henrique Fonseca (adaptação do romance de Patrícia Melo, “O Matador”); “Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida”, de Moacyr Góes; “Dois Filhos de Francisco”, de Breno Silveira; “Como Esquecer”, de Malu de Martino; “Vai Que Dá Certo” e “Vai Que Dá Certo 2”, de Maurício Farias (no dia 15 de setembro, estará no longa-metragem de Cláudia Jouvin, ao lado de Wladimir Brichta e Mariana Ximenes, “Um Homem Só”).
    Desde cedo, o palco de um teatro lhe fora familiar, tendo encenado textos de Nelson Rodrigues (“Os Sete Gatinhos” e “Bonitinha Mas Ordinária”), George Walker em adaptação de Selton Mello e Daniel Herz (“Zastrozzi”), Virginia Woolf (“Orlando”, com direção de Bia Lessa), Adriana Falcão e Luciana Pessanha (“Eu Nunca Disse Que Prestava”), Pirandello (“Quando Se É Alguém”), e Pedro Brício (“Comédia Russa”, com direção de João Fonseca).
    Esteve ainda nas montagens “Trilhas Sonoras de Amor Perdidas”, com a Sutil Companhia de Teatro, com direção de Felipe Hirsch, além de “JT – Um Conto de Fadas Punk” (texto de Luciana Pessanha, e direção de Paulo José) e “Edukators”, de Hans Weingartner (direção de João Fonseca).
    No momento, Natália Lage pode ser vista em três atrações na TV: “Tempero Secreto” (série de ficção do GNT na qual interpreta a idealista sous-chef Tita), “Os Suburbanos”, no Multishow, como a golpista “femme fatale” Samira, e como apresentadora do “Revista do Cinema Brasileiro”, no Canal Brasil.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: R. Groove
    Rio Moda Hype

  • Fashion Rio Outono Inverno 2014 – Píer Mauá

    abril 17th, 2014

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    Logo na entrada principal do Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá, os convidados, modelos, profissionais da moda, imprensa e personalidades, conduzidos até o local por micro-ônibus, deparavam-se com um gigantesco painel com a inscrição referente ao evento, um fundo cintilante azul que alude ao mar, com estratégica iluminação.
    Esta decoração serviu de cenário para múltiplas pessoas que quiseram se deixar fotografar para o registro de sua passagem pelo Fashion Rio.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: R. Groove
    Rio Moda Hype

  • Fashion Rio Outono Inverno 2014 – Píer Mauá

    abril 17th, 2014

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    Em outro momento do Rio Moda Hype (no qual as grifes Ocksa, Acolá, Taiana Miotto, Marie Raz e Wasabi se apresentaram, antes que se iniciasse a edição Outono Inverno 2014 do Fashion Rio, promovido no Píer Mauá), a modelo exibe uma blusa com manga caída, écharpe, saia fluida e escapins caramelo.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Rio Moda Hype

  • “As asas da liberdade de Herculano Quintanilha.”

    abril 17th, 2014

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    Foto: Divulgação/TV Globo

    A mansão dos Hayalla está em polvorosa. Herculano Quintanilha (Rodrigo Lombardi) está lá, acobertado por Márcio (Thiago Fragoso), Lili (Alinne Moraes) e Clô (Regina Duarte). Mas há pouco a se fazer. A polícia está toda atrás dele. As fraudes são muitas. Não há como escapar. Há, sim. Para Herculano, há. O homem dos mistérios que perpassaram a novela “O Astro”, “remake” de Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro da obra de Janete Clair, no terraço da bela casa transforma-se em bonito pássaro branco. Pássaro branco que bateu asas e voou. Desde então, não se ouviu falar do mágico. Somos levados a testemunhar a matriarca Clô descobrindo mais uma das traições de Magda (Rosamaria Murtinho), que desabafa, dizendo que sempre sentira inveja da sobrinha por vários motivos. Joga-se ao chão aos prantos, sendo enxotada do casarão. Pede abrigo a Jamile (Carolina Kasting), que nega. Magda não tem como escapar. As traições são muitas. Em quarto de hotel, deixa carta. Ficam uma cadeira, e janela aberta com cortinas balançando ao vento. Não há pássaro. Agora, vimos um dos irmãos ex-poderosos Amim (Tato Gabus Mendes) declarar o seu amor a Jamile. Não foi dessa vez, Amim. Jamile prefere a companhia da solidão. Não podemos nos esquecer que Neco (Humberto Martins) está solto. E Neco solto é sinal de perigo. Não deu outra. Foi atrás da ex-mulher Laura (Simone Soares). Amarrou-a e amordaçou-a. Lili a encontra. Neco a agarra. E tenta fazer com ela o que já tentara, porém não conseguira. Parece que Laura e Lili não têm como escapar. A mãe delas, Consolação (Selma Egrei), que fora uma senhora pacata durante o folhetim, resolveu em nome das filhas não ser mais. Neco, já quase desfalecido, faz troça quanto ao fato de ser liquidado por alguém chamado Consolação. Não houve ninguém para consolá-lo. Neco não irá mais perturbar a paz alheia. E Samir (Marco Ricca)? Tenta escapar. Jatinho? Dessa vez, não. Algemas? Sim, Samir. Estava mais do que na hora de experimentá-las. É chegado o momento tão esperado da trama. O Delegado Eustáquio (Daniel Dantas), ao lado da inspetora Elizabeth (Ursula Corona), reúne na sala do local onde morava a vítima Salomão Hayalla (Daniel Filho) os principais suspeitos do delito. Alguns são descartados. Chega-se à conclusão de que foram três os culpados. O mordomo Inácio (Pascoal da Conceição) trocou os comprimidos do patrão. Dizem que a culpa é sempre do mordomo. No caso de Inácio, a terça parte. O segundo autor é aquele que parecia ser inofensivo, submisso, até receber as ordens da esposa Nádia (Vera Zimmermann), que teria se sentido humilhada pelo cunhado. Estou falando de Youssef (José Rubens Chachá). Youssef deu um golpe no irmão, que o deixou mais tonto. Tontura que permitiu que não pudesse se defender de quem realmente lhe deu fim: Clô. A mulher trajada suntuosamente não pensou duas vezes em livrar-se do marido. E não se arrependeu. Gargalhou ao ser desmascarada. Continuará gargalhando? E a Kosmos, a boate na qual Herculano apresentava shows de ilusionismo? Há uma grande festa, com direito a Carmem Miranda (performance de Pablo, interpretado por Pablo Sanábio). Outros personagens comparecem, como Olavo (Rafael Losso). Quanto a Beatriz (Guilhermina Guinle), é diretora jurídica do Grupo Hayalla. O novo diretor executivo é aguardado. Ele chega. Nina (Juliana Paes) se interessa. Quem é o ator que o faz? Márcio Garcia. Este casal me soa familiar. Já Márcio e Lili selam o amor tendo como cenário os Arcos da Lapa. Em certo instante, presenciamos Amanda (Carolina Ferraz) em outro país em busca do amado. Veem-se cartazes que mostram que Herculano não é lá muito querido. Isto não é surpresa para ele. O par se reencontra. Ela lhe conta que está grávida. Vão a importante recepção, e ocorre invasão de insurretos. Herculano é atingido. Parece ser seu fim. Não surgiu pássaro nenhum. Apareceram uma ilha, Amanda e o filho. E Herculano, também. Afinal, Herculano é “O Astro”.

  • ” ‘O Caçador’ não quer ensinar ao padre a rezar a missa. Portanto senhores, divirtam-se. “

    abril 12th, 2014

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    Foto: Divulgação/TV Globo

    Não é algo inédito na Rede Globo apostar em séries policiais, sejam elas ou não contextualizadas em suas características elementares que as definem. Durante o período que se inicia no ano de 1979 e findo em 1981, um grande sucesso escrito por Aguinaldo Silva e demais autores (Aguinaldo inclusive fora jornalista policial), “Plantão de Polícia”, dirigido por Marcos Paulo e outros, com a supervisão de Daniel Filho, já se posicionava como um clássico da TV no gênero. A trama se passava em externas, porém o núcleo central era estabelecido na redação de um jornal popular, no qual circulavam Valdomiro Pena (celebrizado por Hugo Carvana, e que ganhara até uma música tema homônima cantada por Jorge Ben – nome artístico adotado à época), o editor Serra (Marcos Paulo), as repórteres Bebel e Gisela (Denise Bandeira e Lucinha Lins, respectivamente) e o fotógrafo Gatto (Júlio Braga). Em 1997, Antonio Calmon criou “A Justiceira”, seriado protagonizado por Malu Mader, e tendo como companheiros de cena Nívea Maria, Danielle Winits e Leonardo Brício. A direção coube a Daniel Filho. Os enredos dos episódios continham infalíveis ingredientes natos a este segmento audiovisual, como um serviço de inteligência avançado para desvendar crimes de elucidação complexa, lutas corporais, tiros certeiros e a esmo, perseguições e explosões. Na ocasião, a TV Globo dispunha de know-how suficiente no que tange aos dublês contratados e aos efeitos especiais desenvolvidos, que não ficaram nada a dever aos similares americanos. Agora, no começo de 2014, na mesma emissora, acompanhamos “A Teia”, de Bráulio Mantovani e Carolina Kotscho, uma série conduzida por Rogério Gomes e Pedro Vasconcelos, exibidora de uma intrincadíssima história (daí o título) propulsora de adrenalina pura, violência em estado bruto, conflitos familiares e tensão no grau máximo, que em cujo elenco estavam João Miguel, Paulo Vilhena e Andreia Horta. Nos Estados Unidos, há um “boom” de produtos que se enquadram nesta vertente policialesca, como “Criminal Minds” e “CSI: NY” e “CSI: Miami”. Na década de 70, naquele país e no mundo, Telly Savalas e seu indefectível pirulito fora um dos artistas mais prestigiados com o seu Kojak, da atração de mesmo nome. Nem bem nos recuperamos de “A Teia”, que bom, estreou no final da noite de ontem, sexta-feira, a série “O Caçador”, uma criação de Marçal Aquino, Fernando Bonassi e José Alvarenga, com redação final de Marçal Aquino e Fernando Bonassi e direção de José Alvarenga e a codireção de Heitor Dhalia. Cauã Reymond é André, um agente da Divisão Antissequestros da Polícia Militar, que no meio de uma investigação que envolve traficantes e milicianos na prática de um ato ilícito para o qual está treinado e que tem como vítima uma criança, com o intento não somente do montante em dinheiro do resgate exigido mas por disputas de território para efetuação de delitos, vê-se inesperadamente acusado de vazamento de informação da operação deflagrada pela instituição de segurança. O rapaz com tatuagens várias a ornar o corpo, pensamentos filosóficos próprios e que prefere cerveja a leite, é honesto, resoluto e nutre admiração inabalável pelo pai Saulo (Jackson Antunes), um policial que acabara de se aposentar. Tem como irmão o delegado Alexandre (Alejandro Claveaux), um de seus maiores oponentes, e que fará tudo para prejudicá-lo, bastante em decorrência pelo ciúme provocado por uma até então velada paixão entre sua esposa Kátia (Cleo Pires) e o parente consanguíneo. Após a armadilha em que caíra, André amarga três anos, alguns meses, semanas, horas e minutos no cárcere. Ao sair da penitenciária, renegado pela família, estigmatizado, vagando por terra árida, seca e com poeira a voar, num ambiente que remete a “Paris, Texas”, de Wim Wenders, dirige-se a uma parada de ônibus desoladora e esquecida pelo tempo, na qual se encontra um enigmático homem sem visão, andrajoso, com cabelos pintados de rubro, no entanto com visão aguçada da vida. E um olfato que identifica os que vêm da prisão (uma participação especialíssima de Milton Gonçalves). O colóquio entre ambos é interrompido de modo abrupto por riscos de projéteis de balas com direção certa: André. O recurso do “flashback” é usado a fim de que o público se situe com êxito diante dos fatos. Desiludido, sem promessas de conseguir emprego, o seu superior na operação malograda Lopes (Ailton Graça) o procura com o objetivo de lhe ofertar uma proposta que, se não é legal, também não é ilegal: André seria um caçador de recompensas, pois há muitos foragidos estrangeiros, em sua maioria no Rio de Janeiro, cuja captura não oficial interessaria a não poucas pessoas. Sua missão é tão vantajosa quanto periclitante. André, que de cordato com “mulheres da vida” não tem nada, depois de instantes de hesitação, assente. Sob uma condição: que lhe fossem dados uma pistola 45, um laptop e um celular. Lopes ainda não acredita na sua inocência. O que poderia libertar o ex-detento e desprovido de farda da culpabilidade, e o que é pior, da mancha moral, seria uma suposta gravação deixada por seu pai, que estava desenganado, e que se incumbira de incriminar o filho para se livrar da condenação, tomar para si a dinheirama obtida com o supracitado sequestro, e aproveitar o curto tempo que lhe resta. Há indícios de que Alexandre, o irmão com quem não gostaríamos de dividir o lar, tenha ocultado a importante prova. Todavia, o destino não fora cúmplice de Saulo, que morrera, tanto na miséria financeira quanto na humana. Desta forma, em seu primeiro capítulo, “O Caçador” nos mostra uma história atraente, que prende a nossa atenção, que faz com que esperemos o seu desfecho, sem que haja preterição da ação, suspense, drama, surpresas e alentadas cenas de nudez. A direção de José Alvarenga e Heitor Dhalia se baseia notadamente no dinamismo das imagens, uma movimentação constante com cortes rápidos e criativos, amparados por câmeras ansiosas e trepidantes. Angulações distintas nos transportam para o campo da ficção que aceitamos visitar. Há focos macros, como na cena em que observamos os olhos do personagem de Cauã num abrir e fechar lânguidos. A fotografia opta por textura intermediária, crua, seca, sem tintas fortes destoantes, com a exceção da beleza de um clarão ofuscante da luz do sol. A abertura de Alexandre Pit Ribeiro é um contraponto proposital à série, haja vista que serve como um refrigério, um alívio para a apreensão instalada. Com música de fundo entoada por Ney Matogrosso em sua fase “Secos & Molhados”, “O Patrão Nosso de Cada Dia”, admira-se as profundezas azuis de um oceano com um tubarão a desenhar o seu percurso, sendo o temido peixe uma clara alusão ao “caçador na procura de sua presa”. A nova série se estabelece como um programa convidativo para aqueles que apreciam uma opção inteligente, nada vezeira, com apuros estético e textual, interpretações em consonância legítima com a demanda qualitativa do projeto. Não faltarão clímax que nos prendam durante uma semana até o seguinte episódio. “O Caçador” não quer ensinar o padre a rezar a missa. “O Caçador” não ensina. Faz. Um mérito. Assim como André, do lado de cá, somos metaforicamente caça e caçador. Sairemos recompensados. Portanto senhores, divirtam-se… com “O Caçador”.

  • Fashion Rio Outono Inverno 2014 – Píer Mauá

    abril 12th, 2014

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    Menino que pertence ao Grupo Cultural AfroReggae faz malabares com uma argola, em uma das imagens transmitidas no visor instalado no lounge da loja de departamentos Riachuelo, no Fashion Rio Outono Inverno 2014, que foi realizado no Píer Mauá.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: R. Groove
    Rio Moda Hype

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