O ato de se levar aos palcos Clarice Lispector por si mesmo já pode ser considerado elevado. Mas não “se leva” apenas Clarice Lispector aos palcos. Deve-se obrigatoriamente corresponder à excelência das ideias e pensamentos da escritora e jornalista ucraniana que chegou ao Brasil em 1920, uma das figuras mais insignes e representativas da Literatura nacional do século passado. Uma tarefa que foge da facilidade e que exige profundo entendimento, clareza dos objetivos e capacidade imensurável de estruturar em uma narrativa teatral lógica e reverente aos preceitos desta. Beth Goulart, uma atriz que, como todos sabemos, possui sólida, respeitável e prolífica carreira, decidiu ir além de suas potencialidades sabidas, e se arriscou com mérito a adaptar (e dirigir) um espetáculo que dissesse um pouco mais sobre Clarice, e incentivasse o público a descobrir as suas obras, e delas extrair a importância que um dia servira à própria Beth. A intérprete colheu depoimentos, entrevistas, correspondências e trechos de seus livros “Perto do Coração Selvagem”, “Uma Aprendizagem ou Livro dos Prazeres” e dos contos “Amor” e “Perdoando Deus”, e realizou uma magnífica adaptação, que nos dá uma bela dimensão do infinito e rico universo da literata. Beth (com a preciosa supervisão de Amir Haddad) dirigiu “Simplesmente eu, Clarice Lispector” (Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Espetáculo) de forma que houvesse uma evocação sensível, emocional, com finíssimo humor, comovente e empática. A diretora se vale não só da poderosa presença de Clarice Lispector (que é esmiuçada na sua complexa, conturbada, fascinante, coberta de ironia, perscrutadora e sábia personalidade), mas de quatro outras personagens de suas publicações para fazer a plateia absorver a abrangência da sua imaginação. Joana, de “Perto do Coração Selvagem”; Lóri, de “Uma Aprendizagem ou Livro dos Prazeres”; Ana, do conto “Amor” e outra mulher anônima do conto “Perdoando Deus” são usadas como eficazes instrumentos de mergulho nos seus inventivos escritos. No que concerne à sua atuação, Beth (vencedora dos Prêmios Shell, APTR, Qualidade Brasil e Contigo! de Melhor Atriz) cumpre com notórios garbo, nobreza, dignidade, emoção, um equilíbrio exato entre a graça e o drama, uma interiorização plena, legitimidade e um despojamento apropriado e bem-vindo para os outros papéis como pouco se vê no teatro atual. Beth pode, sim, vangloriar-se de apresentar a todos uma das mais brilhantes interpretações já vistas. A caracterização feita na artista é impressionante e fiel, um trabalho irrepreensível de visagismo de Westerley Dornellas, dando a Beth/Clarice uma beleza suave, diáfana e iluminada. Os movimentos de corpo são precisos, graciosos, bonitos, leves em sua insustentabilidade. Seja nos passos firmes com pés descalços, seja na sensual dança ao som que nos remete a um tango, seja nos delgados desenhos feitos no ar com os seus braços. Uma admirável direção de movimento que coube a Marcia Rubim. A entoação de voz de Beth Goulart se alterna entre o acento melífluo e pujante ao mesmo tempo de Clarice Lispector e um tom natural e diverso quando vivencia as demais personagens. Há que se lembrar de que existe belíssimo momento no qual a atriz canta uma canção em forma de prece (Beth também é uma exímia cantora). Os espectadores são direcionados para um estado de enlevo e encantamento (ótima preparação vocal de Rose Gonçalves). O cenário de Ronald Teixeira e Leobruno Gama é um deslumbre, algo que faz com que fixemos nossos olhares com constante êxtase. Ronald e Leobruno se utilizam de uma enorme cortina com textura branca e brilhante subdividida em persianas ocupando o espaço de um semicírculo, uma cadeira sofá vintage, uma chaise longue (com tecido cru), um pufe claro, uma pequena mesa laqueada negra em dois planos sobre a qual se encontra uma máquina de datilografia e dois cinzeiros, um pequeno e outro “de pé”. Uma referência ao ambiente sessentista/setentista em que viveu de modo efusivo a autora. Tanto Beth quanto o cenário são bem valorizados pela caprichada e inspirada luz de Maneco Quinderé, que não se esquiva de aplicar uma iluminação com planos abertos, que se expandem, ultrapassando as linhas limítrofes da ribalta, focos insinuantes, poéticos e “silenciosos”. Um vermelho soberano e gritante que nos desconcerta. Um cruzamento de feixes de luz que moldam a silhueta da atriz, sombras fantásticas e carregadas de enigma e a comunhão de dois refletores, um em cada lado do palco. A trilha sonora de Alfredo Sertã (que se baseou em Eric Satie, ArvoPart, Debussy e Lalo Schifrin) é extremante adequada, cheia de acertos, priorizando com a devida compreensão a ambiência da cena. Há ruído de chuva e trilhar de bonde. Os figurinos de Beth Filipecki foram escolhidos com esmero, e nota-se que intensa pesquisa fora feita, a fim de que não tenhamos dúvidas de que estamos defronte a uma verdadeira Clarice Lispector. Beth usa sem parcimônia e sempre atendendo à elegância blusa de seda/cetim branca acompanhada de uma faixa preta e uma saia drapeada também branca, um vestido barroco “perolado”, um xale rendado, um indefectível colar de pérolas, um vestido negro “grave” com rubro forro, um casaqueto vermelho adornado com grandes botões negros, um “peignoir” transparente preto e um par de escarpins da mesma cor. As projeções de vídeo (criação de Fabian e edição de Glaucio Ayalla) são harmoniosas, lúdicas e românticas, oferecendo charme extra à encenação. Voltando ao texto de Clarice adaptado por Beth Goulart, uma relevante gama de questões é abordada, como vida e morte, criação e inspiração, cotidiano, filhos, Natureza, amor, realidade, sonho, pertencimento, solidão, culpa e outros temas. A abordagem é feita com profundidade intelectual e não desperdício de sua significância. Clarice se faz várias perguntas, e com ela nos perguntamos involuntariamente. Clarice especula, e nós especulamos. Ela duvida, e duvidamos. Indaga a si mesma o porquê de escrever. Desconhece a razão. Não se deve desdenhar da intuição tampouco do poder das palavras. Clarice não tem a vaidade de ser uma respeitada escritora, porém gosta de ser vista como uma bonita mulher. Clarice é humana. Seria o ritual da escrita uma maneira de se sentir “existente”? De encontrar a real identidade e preencher supostos vazios internos? Escrever é uma atividade solitária e angustiante. Para se bem escrever, um interregno se faz premente, para que ideias sejam renovadas. Necessita-se escrever. Não é recomendável pensar de antemão sobre o que se escreverá. Reunir frases merece espontaneidade e instinto. Provável que seja um modo infalível de se compreender melhor o mundo. Cria-se quem sabe para se aproximar da realidade. A grandeza de um sonho tem um oponente à altura? Desde o nascimento, possuímos a urgência de “pertencer”. Um escritor pode praticar o seu ofício tanto por talento quanto por vocação. Viver é curto. Vivemos num eterno “por enquanto”, “espremidos” entre o desconhecido do “antes” e do “depois”. Por que sentimos que Deus se afasta de nós em alguns instantes? Seria Ele um matemático? A morte nos reserva algo? A misericórdia não é um gesto de gentileza e sim uma demonstração da capacidade de amar. Um amor transformador. Vivemos num permanente conflito. Não sentimos como pensamos. Não pensamos como sentimos. Não compreendemos o que julgamos ser compreensível. Procuramos algo por toda uma vida sem sabermos ao certo qual o objeto de nossa infatigável procura. Percorremos pedregosos e íngremes atalhos para atingirmos um estado de graça, uma felicidade plena e calma, onde não há dúvidas. Existir sobre águas mansas. Sintamos em algum átimo de tempo, o invulgar sentimento de sermos a “Mãe de Deus”, a “Mãe da Terra”. Algo nunca experimentado ou vivido. Por mais penoso que nos seja, testemunhemos as dores e sofrimentos de nossos frutos, os filhos. Adentremos em nosso ser, e procuremos conhecer a essência nata. Não temamos os riscos. Se não nos movermos, poderemos perder a oportunidade única de sabermos quem somos. Clamemos a Deus por sua proteção, sua bênção, sua vigília. Peçamos a Ele que jamais sejamos abandonados, largados à própria sorte. Isto é o que depreendi do que “simplesmente” disse Clarice. Amém.
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O DJ e produtor Jesus Luz após a sua apresentação na The Party! Celebration Weekend, no Píer Mauá, no Rio de Janeiro, em 2011 (dentre outras atrações, destacaram-se o DJ inglês Paul Oakenfold e o vocalista, um dos membros do The Black Eyed Peas, Apl.de.ap).
Jesus, que também é ator e produtor (participou das novelas da Rede Globo “Aquele Beijo”, de Miguel Falabella, e “Guerra dos Sexos”, uma nova leitura do folhetim homônimo levado ao ar em 1983, sendo que ambas as produções foram escritas pelo autor Silvio de Abreu), atualmente é um dos competidores do quadro “Saltibum”, do programa do apresentador Luciano Huck “Caldeirão do Huck”, exibido na mesma emissora, em que se sagrará vencedor aquele que tiver o melhor desempenho em saltos ornamentais.Foto: Paulo Ruch
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O jornalista de moda Jorge Wakabara no desfile da marca feminina Alessa no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá.
Jorge, presença constante nas principais semanas dedicadas ao segmento no país, é um dos editores do prestigiado site (que faz parte do Canal Moda do portal MSN), da jornalista e consultora de moda Lilian Pacce.Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: Alessa
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O top Marlon Teixeira, modelo contratado pela Coca-Cola Jeans, e que já por duas edições seguidas desfilou pela marca com a atriz Bruna Marquezine, apareceu diversas vezes num vídeo promocional da grife em um dos visores espalhados no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá.Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: Alessa
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A modelo e apresentadora Mariana Weickert no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá. Foto: Paulo Ruch
Mariana nasceu em Blumenau, SC, e durante longo tempo foi uma das modelos mais prestigiadas do país.
Exibiu sua beleza em Paris, Milão, Nova York e Londres, tendo desfilado e realizado campanhas para as principais grifes mundiais, como Gucci, Stella McCartney, Steve McQueen, Chanel, Calvin Klein, Roberto Cavalli, Versace, Givenchy, Marc Jacobs, Armani, Fendi e Louis Vuitton.
Estampou capas e fez editoriais para revistas de relevância internacional, dentre as quais “Visionaire”, “Vogue” América, “Vogue” inglesa, “W”, “FAB Magazine” e “The Face”.
Foi fotografada pelo badalado Mario Testino para o Calendário Pirelli de 2001.
Em 2004, decide abandonar as passarelas no auge da carreira para se dedicar à TV, e desde então, apresentou uma série de programas, em que podemos destacar “Pé na Areia” (MTV), “Saca-Rolha” (Rede 21), e “Vamos Combinar Seu Estilo” (GNT).
A partir de 2008, passa a ser membro fixo da atração de moda “GNT Fashion”, e participa ativamente da cobertura das mais importantes semanas de moda brasileiras, como a São Paulo Fashion Week e o Fashion Rio.
Ao lado de Cazé, Thaíde e Mel Fronckowiak, exerce a função de repórter do programa “A Liga”, veiculado pela Band.
Conduziu juntamente com Fernando Torquatto e o beauty artist Ricardo dos Anjos três temporadas de “Desafio da Beleza”, no GNT.
Em novembro do ano passado e no mês de abril, Mariana retorna aos desfiles em grande estilo, sendo uma das estrelas da marca TNG, na São Paulo Fashion Week.
A modelo e apresentadora Mariana Weickert atualmente comanda a atração exibida pelo canal GNT, “S.O.S. Salvem o Salão” (juntamente com o beauty artist Ricardo dos Anjos, Mariana visita os mais distintos salões de beleza, ouvindo depoimentos e confissões de seus funcionários e transmitindo ao público o dia a dia deste tipo de estabelecimento comercial, revelando os seus bastidores e necessidades prementes; a missão do programa se completa com o auxílio real por parte da produção em dar uma nova aparência ao centro de beleza, tornando-o mais agradável aos seus clientes, e o colocando no mercado com condições de competitividade).Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: Alessa
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Foto: Paulo Ruch A estilista e empresária, criadora da marca de moda praia que leva o seu nome, uma das mais prestigiadas do setor, Lenny Niemeyer, no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá.Lenny nasceu em Santos, cidade do litoral paulista.Formou-se em Artes Plásticas na FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado), especializando-se em Desenho Industrial.No final dos anos 70, começou a produzir biquínis para grifes como Fiorucci, Bee, Richard’s e Andrea Saletto.No início dos anos 90, a estilista tomou a decisão de fundar a sua própria marca, abrindo em seguida sua primeira loja no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro.Durante mais de 25 anos, a marca de Lenny (incluindo maiôs, bolsas e sapatos), que representa fielmente o estilo de vida dos cariocas, marcou presença em duas das principais semanas de moda brasileiras, o Fashion Rio e a São Paulo Fashion Week (a estilista fez toda a diferença nesse segmento da moda, adotando em suas peças estampas, cores, modelagens e acessórios pouco usados na época, não abrindo mão, em nenhum momento, da sofisticação).Tops internacionais, como Gisele Bündchen, Naomi Campbell, Isabeli Fontana e Izabel Goulart já exibiram as suas disputadas coleções.Em 2011, em comemoração aos 20 anos da marca, foi realizado um grande desfile em torno da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, no qual se fez uma releitura de looks emblemáticos lançados pela estilista nesse período.Conhecida no Rio de Janeiro por suas festas badaladas e por saber receber os seus convidados como poucos, Lenny aceitou a sugestão de escrever um livro sobre o assunto, em parceria com a jornalista Marcia Disitzer (da revista Ela, do O Globo), “Delícia Receber”, publicado em 2009 (o livro continha dicas de menus, décor e playlists; em 2017, a obra vira uma série do canal GNT apresentada por ela mesma).Coescreveu um outro livro, desta vez se debruçando sobre os temas arquitetura e design, “Inside Rio”, lançado pela editora francesa Flammarion (25 casas foram analisadas).Nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016, por meio de um concurso, foi a responsável por idealizar os uniformes da Comissão Olímpica Brasileira nas cerimônias de abertura e encerramento do evento esportivo.Por intermédio do editor de moda Michael Roberts, suas criações serviram para um ensaio protagonizado pela atriz Nicole Kidman para a revista “Vanity Fair” (Nicole se tornou uma de suas mais importantes clientes).A estilista e sua grife foram vencedoras de muitos prêmios, como Rio Export (realizado pela Firjan), Qualidade Brasil, Mulheres Influentes (promovido pelo Jornal do Brasil e pela Gazeta Mercantil), Moda Brasil, Faz Diferença (do jornal O Globo) e designer do ano (em 2018 na Mode City, feira internacional de moda praia, em Paris).Sua biografia está na edição da Cosac Naify “Coleção da Moda Brasileira”.Lenny Niemeyer possui quase duas dezenas de lojas espalhadas pelo Brasil, destacando-se também no mercado internacional (exporta para a América do Norte, Europa e Ásia).Agradecimento: Alessa
Post atualizado em 31/08/2021
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A jornalista e apresentadora Glenda Kozlowski, no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá. Foto: Paulo Ruch
Glenda foi considerada uma das maiores bodyboarders do mundo, tendo conquistado quatro campeonatos mundiais e cinco campeonatos nacionais.
Iniciou sua carreira de apresentadora esportiva no SporTV em 1992, com o programa “360 Graus”.
A carioca, já contratada pela Rede Globo, fez a cobertura dos Jogos Olímpicos de Verão 2000 de Sidney, de duas Olimpíadas (Atenas, 2004, e Pequim, 2008) e duas Copas do Mundo (Alemanha, 2006, e África do Sul, 2010).
Trabalhou no “Globo Esporte São Paulo” e no “Globo Esporte”.
Narrou os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro por muitos anos.
Apresentou o reality “Hipertensão”.
Atualmente, ao lado de Ivan Moré, é a principal apresentadora do “Esporte Espetacular”.Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: Alessa
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A jornalista, consultora de moda e coordenadora e apresentadora do GNT Fashion, Lilian Pacce, no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá.
Lilian apresenta o citado programa desde 2000.
É considerada uma das maiores autoridades de moda do Brasil.
Estudou na London College of Fashion e na Central Saint Martin’s College of Art and Design, ambas em Londres, Inglaterra.
Escreveu os livros “Pelo Mundo da Moda”, “Ecobags – Moda e Meio Ambiente” e “Herchcovitch; Alexandre”.
Por duas vezes, recebeu o Prêmio de Melhor Jornalista de Moda do país, concedido respectivamente pelo Phytoervas Fashion (1998) e pela ABIT Fashion Brasil (2000).Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: Alessa
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O DJ Jesus Luz é chamado ao palco para se encontrar com o DJ inglês Paul Oakenfold, na The Party! Celebration Weekend, evento realizado no Píer Mauá, no Rio de Janeiro.
Jesus, que também é ator e produtor (participou das novelas da Rede Globo “Aquele Beijo” e “Guerra dos Sexos”), atualmente é um dos competidores do quadro “Saltibum”, do programa do apresentador Luciano Huck “Caldeirão do Huck”, exibido na mesma emissora, em que se sagrará vencedor aquele que tiver a melhor performance em saltos ornamentais.Foto: Paulo Ruch

