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Blog do Paulo Ruch

  • Fashion Rio Outono Inverno 2014 – Píer Mauá

    março 1st, 2014

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    A atriz Giulia Gam, após o desfile de Victor Dzenk, no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá.
    Giulia nasceu em Perugia, Itália.
    Começou a carreira artística ainda adolescente ao participar de uma montagem do clássico de William Shakespeare, “Romeu e Julieta”, dirigida por Antunes Filho.
    Sua próxima peça foi um outro clássico: “Fedra”, de Racine, ao lado de Fernanda Montenegro.
    A estreia na TV ocorreu em uma novela de Dias Gomes e Marcílio Moraes exibida na Rede Globo, “Mandala”, baseada na tragédia grega “Édipo Rei”, de Sófocles (a intérprete viveu Jocasta nos 15 primeiros capítulos na sua fase jovem; a seguir o papel veio a ser defendido por Vera Fischer; ganhou o Troféu Imprensa na categoria “Revelação do Ano”).
    Destacou-se na minissérie “O Primo Basílio”, inspirada no romance homônimo de Eça de Queiroz, como Luísa.
    Um de seus maiores sucessos na televisão foi numa trama escrita por Cassiano Gabus Mendes, “Que Rei Sou Eu?”, ao personificar Aline (Cassiano usou referências da Revolução Francesa para com, muito humor, fazer uma ácida crítica à política do Brasil, que elegeria o seu Presidente da República pela primeira vez pelo voto direto em 29 anos).
    No horário nobre, em “Fera Ferida” (que será reapresentada este ano no Canal Viva), de Aguinaldo Silva, Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzsohn, formou o principal par romântico da história com Edson Celulari pela segunda vez (a pioneira fora em “Que Rei Sou Eu?”), Linda Inês e Raimundo Flamel, respectivamente.
    Esteve nas prestigiadas séries “Comédia da Vida Privada” e “A Vida Como Ela É…” (a primeira fruto das crônicas de Luis Fernando Verissimo e a segunda um projeto que se originou nas colunas de Nelson Rodrigues publicadas no extinto impresso “Última Hora”).
    Volta a contracenar com o ator Edson Celulari, agora na minissérie “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, interpretando a própria Dona Flor criada por Jorge Amado.
    No folhetim de Manoel Carlos, “Mulheres Apaixonadas”, Giulia teve a oportunidade de ser Heloísa, uma mulher que não consegue ter controle sobre seus sentimentos, extrapolando todos os limites aceitáveis (seu marido era interpretado por Marcello Antony; o país conhece o grupo MADA, “Mulheres que Amam Demais Anônimas”; a artista é laureada com os “Prêmio Extra de TV” e o Troféu Imprensa).
    Foi escalada para integrar o elenco de “A Favorita”, de João Emanuel Carneiro.
    Fez tantas outras telenovelas, como “Vamp”, “A Padroeira”, “Bang Bang”, “Eterna Magia”, “Ti-ti-ti” (“remake”), “Amor Eterno Amor”, “Guerra dos Sexos” (“remake”) e “Sangue Bom” (cativou os telespectadores como Bárbara Ellen, uma atriz em decadência e canastrona).
    Há também em seu currículo bastantes especiais, “Você Decide”, seriados e humorísticos.
    Na tela grande, pôde ser assistida em vários longas-metragens como “Besame Mucho”, “O País dos Tenentes”, “A Grande Arte”, “O Mandarim”, “Sábado”, “Miramar”, “Policarpo Quaresma, Herói do Brasil”, “Tiradentes”, “Outras Estórias”, “Oswaldo Cruz – O Médico do Brasil”, “A Dona da História”, “Árido Movie”, “A Guerra dos Rocha”, “Chico Xavier” e “Assalto ao Banco Central” (e mais alguns).
    Saiu das coxias e foi para a frente dos palcos em espetáculos como “Dilúvios em Tempos de Seca (direção de Marcelo Pedreira); “Fim de Jogo”, de Samuel Beckett, que teve como diretor Gerald Thomas; e “Cacilda!”, sob a direção de José Celso Martinez Corrêa.
    Giulia Gam está no ar em “Boogie Oogie”, novela de Rui Vilhena, veiculada pela Rede Globo às 18h, e que está em sua reta final (no folhetim, sobressaiu-se como a manipuladora, dissimulada e insensível Carlota; envolveu-se no decorrer da narrativa em inúmeros conflitos que diziam respeito ao seu marido Fernando, Marco Ricca, sua filha não biológica Vitória, Bianca Bin, sua real descendente Sandra, Isis Valverde, e a empresa Vip Turismo; em certo período, afastou-se da história, aumentando o suspense em torno de seu papel; usando mega hair, a talentosa intérprete mostrou desenvoltura ao dar credibilidade aos mistérios e golpes perpetrados por sua personagem; segundo o autor Rui Vilhena, foram escritos três finais – uma prática que tem se tornado corriqueira – a fim de despistar público e imprensa, e disse que está reservado para Carlota no último capítulo, que será exibido amanhã, uma revelação surpreendente).

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Alessa

  • Fashion Rio Outono Inverno 2014 – Píer Mauá

    fevereiro 28th, 2014


    No telão que se encontrava no stand da eBay (empresa especializada no comércio eletrônico de origem norte-americana que disponibilizava serviço wi-fi para os convidados utilizarem os seus computadores), no Fashion Rio Outono Inverno 2014, promovido no Píer Mauá, vê-se o modelo Kim Freire no momento do desfile de Victor Dzenk, exibindo sobre o torso, com o peitoral à mostra, um caftã com estampas psicodélicas, além do uso de óculos escuros e um pingente dependurado.
    Kim, que é das agências 40° Models (Rio de Janeiro), Wilhelmina Models (Nova York, Los Angeles e Miami), ELO Management (São Paulo) e Mega Model Agency Hamburg & Berlin (Alemanha), desfilou usando apenas sob o citado caftã underpants brancos com debruns e arabesco pretos.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Alessa

  • Fashion Rio Outono Inverno 2014 – Píer Mauá

    fevereiro 28th, 2014


    Um close-up do modelo no desfile de Victor Dzenk transmitido ao vivo no stand da eBay (empresa americana de comércio eletrônico, e que no evento de moda permitia aos convidados que usassem seus computadores com rede wi-fi gratuita, no Fashion Rio Outono Inverno 2014, realizado no Píer Mauá).

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Alessa

  • Fashion Rio Outono Inverno 2014 – Píer Mauá

    fevereiro 28th, 2014


    No stand da eBay, marca de uma empresa de comércio eletrônico americana, e que oferecia rede wi-fi gratuita aos convidados do Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá, podia-se ver ao vivo o desfile de Victor Dzenk em um grande visor.
    O modelo que está desfilando apresenta um short bem curto e justo afivelado, viseira estilizada e sobre o torso nu um caftã estampado.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Alessa

  • ” ‘Dance’ ao som de ‘Tango, Bolero e Cha Cha Cha’, e ria. Ria muito.”

    fevereiro 28th, 2014

    tango-bolero
    Foto: Divulgação do espetáculo

    Pare para pensar. Dez anos se passaram. Não são dez dias, semanas ou meses. São dez anos. Ou seja, muita coisa pode acontecer. E aconteceu para Daniel (Edwin Luisi), que num certo momento, sem mais nem por quê, decidiu abandonar a família, a esposa Clarice (Alice Borges), e o filho pequeno Dênis (Johnny Massaro). Clarice nunca se conformou com esta situação, tampouco Dênis, que conforme fora crescendo, começou a sentir a ausência da figura paterna, e ao se dar conta de que a mesma era permanente, ao ouvir a simples menção do nome do pai, era tomado por arroubos coléricos. A história se inicia com a mulher abandonada lendo uma carta do marido que a deixou, e que agora mora em Paris. Na missiva, Daniel não se mostra claro quanto às razões que o levaram a abrir mão do lar. E afirma que voltará ao Brasil para revê-la, e Dênis, já rapaz, também. A ansiedade domina Clarice, e a indignação, o filho. Toda esta contingência sofre as intervenções da “espaçosa” empregada doméstica Genevra (Carolina Loback). O que ocorrera com Daniel, afinal? O até então pai de família descobriu o seu “eu verdadeiro”. Para ele, pensava que era quem de fato não era. Complexo? Não, nem um pouco. Daniel resolveu tornar-se mulher, e para isso não poupou esforços. Transformou-se numa famosa e bem-relacionada artista transexual que se apresenta em casas de shows parisienses: Lana Lee. Com a chegada dela onde morava, a essência de “Tango, Bolero e Cha Cha Cha” se configura. Suspense em torno da revelação da identidade de Daniel à ex-esposa, e junto a isto série de confusões de incomunicabilidade entre eles. Tudo se torna mais complicado, e contribuindo para a gigantesca turbulência formada, com o aparecimento do jovem Peter (Pedro Bonisch), um ilusionista com sotaque italiano que Lana conheceu em Paris, deflagrando paixão mútua. O espetáculo é comédia pura, rasgada, divertidíssima, com ares contemporâneos de “vaudeville”. O dramaturgo Eloy Araújo alinhavou seu hilário texto com bastante diálogos espirituosos, por vezes com duplo sentido (porém, sempre com a cautela que só os tarimbados o sabem fazer), e o resultado é bem-sucedido naquilo a que se propôs. O elenco está afinado. Edwin Luisi desafiou a si mesmo. A composição como Lana Lee é irretocável. O ator preocupou-se com todos os detalhes para fazê-la engraçada e carismática. Há que se merecer destaque o tom de voz empregado e a excelente expressão corporal. Pedro Bonisch é uma grata e bem-vinda surpresa. Pedro dá ao personagem Peter postura bem-humorada, leveza, e cinismo em dose exata, constituindo par cômico com Edwin. Há passagem solo do intérprete na qual o mesmo prova talento para lidar com o público, havendo ainda lírico instante. Alice Borges, reconhecida atriz habituada ao humor, está ótima como a mulher que se estupefaz com as surpresas da trama. O Dênis de Johnny Massaro é representado com dinamismo, agilidade e histrionismo adequados. E Carolina Loback constrói a empregada Genevra de modo espontâneo, com sobeja graça, buscando, e conseguindo a cumplicidade dos espectadores. A direção da mestra Bibi Ferreira, é claro, só colabora para a formatação de um conjunto redondo, um todo cênico que faz jus à comédia de qualidade, usufruindo do potencial artístico do elenco, e do palco de que dispôs. A iluminação de Paulo César Medeiros é eficiente na tarefa de pontuar a peça com as tonalidades de luz corretas. O cenário de José Dias é funcional e ostentoso, primeiro no que diz respeito à sala em que se passa a ação, e segundo no “grand finale”. Os figurinos são alegres, jocosos e exuberantes. A trilha sonora de Andrea Zeni contenta-nos com os ritmos do título da encenação. Enfim se lhes der vontade de ouvir um tango, um bolero ou cha cha cha, e rir, mas rir muito, já sabem exatamente o que fazer.

  • “Nós, o público, ficamos ‘ligeiramente grávidos’ com a divertida comédia de Regiana Antonini, “Tô Grávida!”, com Fernanda Rodrigues e Paulo Vilhena.”

    fevereiro 25th, 2014

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    Foto: Divulgação do espetáculo

    “No começo tudo era lindo. Tá tudo divino. Era maravilhoso. Até debaixo d’água nosso amor era mais gostoso…”. Citando um trecho da letra da lendária canção da banda oitentista Blitz, “Você Não Soube Me Amar”, podemos resumir como se desenrola um romance em seus primórdios. E com Thales e Bianca, personagens de Paulo Vilhena e Fernanda Rodrigues, respectivamente, na comédia romântica de Regiana Antonini, com direção de Pedro Vasconcelos e direção de produção de Léo Fuchs, “Tô Grávida!”, não fora diferente. Os primeiros discursos do homem e da mulher na era contemporânea com intentos de conquistar o sexo oposto são quase ou sempre primários e não verdadeiros. O primarismo é fundamentado na obviedade dos recursos usados como modo de seduzir outrem. E o aspecto “não verdadeiro” serve para se criar uma imagem individual atrativa que beire a “perfeição”, e que justifique a confiança no pretendente. O namoro/casamento/união do casal Thales e Bianca se mantém como os demais, com altos e baixos, brigas e reconciliações, somando-se às distinções comportamentais elementares entre os gêneros. No entanto, irrompe o imprevisto. Em frase dita proximamente por Thales: ” Nós trilhávamos uma bonita estrada até que surge na nossa frente um ‘paredão’ “. E este “paredão” é a gravidez de Bianca. A bela moça dotada de melenas que “douram” o ambiente e olhos que “azulam” os que a cercam se vê em estado de graça. Já o charmoso e robusto rapaz de barba viril não enxerga graça alguma na novidade. Sente-se como “se tivesse levado uma bolada na cara”. Para o seu desalento, o projeto de montagem de um estúdio, aderindo a um jargão futebolístico, “foi para o escanteio”. Não que não almeje ter filhos um dia. O torcedor fanático de time carioca não quer “aquele” filho. Estamos sim falando da gravidez não planejada por adultos, mas é importante que se frise que segundo o relatório anual “Situação da População Mundial 2013 do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA na sigla em inglês)”, órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), a cada dia 20 mil jovens com menos de 18 anos dão à luz em países em desenvolvimento, o que representa 7,3 milhões de novas mães por ano nesses países. Ou seja, dados alarmantes. Como fatores de causa deste problema global estão a imprudência, a falta de prevenção, a ignorância (uma lacuna do Estado no seu papel de informar e implementar programas de esclarecimento e educação que atinjam todas as classes sociais) e a irresponsabilidade. Voltemos ao espetáculo. Bianca, que leva 77 minutos para se arrumar para uma festa (há homens que levam 78 ou mais) mostra resolução em seguir adiante com a sua gestação. Assume convicta: “Tô Grávida!”. As mudanças corporais femininas inevitáveis no decorrer do processo gestatório provocam estranheza e relativa repulsa em Thales. Não o julguem ou o condenem por isso. Não será o pioneiro tampouco o último a ter esta atitude. Atavicamente, o ser humano repele o que lhe é diverso. As mudanças na vida conjugal são avassaladoras. Desde “a xícara de café que não se encontra no mesmo lugar” até o sexo. Se outrora o beijo era uma preliminar prazerosa, hoje é “salobro”. Aliás, sob a ótica do companheiro de Bianca ela está “salobra” por inteiro. As relações sexuais que passam a demandar novas posições e obrigatórias adaptações diminuem a frequência, o desempenho sexual do homem pode cair, a mulher poder vir a perder o desejo. O que percebemos em Thales no que concerne ao sexo em si é que não somente a presença de um ventre maior o intriga, assim como a participação de uma 3ª pessoa do singular: “ele”, Luca. O pai, num momento particular de perturbação interna e psicológica, assusta-se com “chutinhos” noturnos inesperados. A noite por enquanto é silenciosa. Chega a clamar pelo desprezo da parceira. Ela, consciente ou inconsciente do que faz, atende à sua súplica. Thales, que também se sente “grávido”, reclama de que os cuidados, atenções e preocupações em sua plenitude são direcionados com exclusividade à mãe. O pai não deve ser um coadjuvante nesta novela fascinante da vida real. Ressaltemos que a personagem de Fernanda em nenhuma ocasião “abdicou” do seu dignificante “posto de mãe”, mantendo-se empedernida em seus posicionamentos nos especiais nove longos meses. Em comovente cena da peça, Bianca se pronuncia em forma de prece, num sincero diálogo com Deus, pedindo para que seu filho seja autêntico, corajoso, que respeite o semelhante, que não a abandone e que com ela esteja na hora da morte, encorajando-a. A etapa mais difícil está chegando. Nasce Luca, e alterações radicais de hábito são visíveis. O ciúme do pai que se sente excluído. Noites mal dormidas, afinal bebês são boêmios, gostam da madrugada. O volume do grito de um gol agora tem que ser “sintonizado”, pois o neném pode acordar. Uma simplória disputa do par pelo primeiro sorriso da criança. Se antes, Bianca deixava suas madeixas soltas, no presente as mesmas estão presas em coque. E se antes, enfeitava-se com uma “écharpe”, o que a “enfeita” no mesmo presente sobre os ombros é uma fralda. O homem volta a sentir desejo significativo pela mulher, todavia ela possui tarefas mais significativas a cumprir. Nota-se um andamento gradativo na descoberta de Thales de si mesmo, um notório autoconhecimento que faz com que se dê conta das “delícias” de ser pai. Vê no filho um outro tipo de amor o qual é capaz de sentir. A cumplicidade por ora “adormecida” que testemunhamos no início do enlace é retomada. E boas novas “duplicadas” estão por vir. A dramaturga Regiana Antonini abordou um tema de elevadíssima relevância, a gravidez, contudo sem preterir dos bom humor, ironia e comicidade, colaboradores de uma bem estruturada narrativa teatral. Misturam-se com harmonia o drama e a comédia. Uma fórmula calculada com precisão que ganha de pronto a receptividade do público. Há que se afirmar ainda que para se debater, discutir um assunto sério como o que norteia o texto se deve necessariamente deter responsabilidade, traquejo, argúcia e conhecimento amplo do que se objetiva destrinchar, para que não se caia na armadilha da leviandade. E Regiana esbanjou todas essas qualidades. Pedro Vasconcelos, um diretor que confirma ser um dos melhores da sua geração tanto na TV quanto no teatro, destaca-se por precioso atributo: o entendimento do ator. Pedro, pode-se asseverar, desvela com magnitude larga gama de ferramentas interpretativas cômicas e dramáticas que tanto Fernanda quanto Paulo possuem. O diretor não dispensa as várias possibilidades que o espaço de um palco pode proporcionar e o talento reconhecido de uma dupla de intérpretes. Aplicou à encenação apropriadíssimo dinamismo com forte e bem-sucedida interação com a plateia. Nesta acontecem com regularidade diálogos/embates entre os protagonistas em curta ou razoável distância. A interatividade com os espectadores se evidencia por intermédio de perguntas, conversas, menções como se um assistente fosse um personagem e até mesmo uma engraçada enquete, fato que revela o perfil de cada público. Os atores se movimentam de lado a lado, entrecruzam-se, enfrentam-se “tête-à-tête”, sentam-se no chão e na beira do palco, e fora deste desfilam como se nele estivessem. Quanto às atuações de Fernanda Rodrigues e Paulo Vilhena (os dois interpretam mais um papel, Paulo, a sogra de Bianca, D. Diva, uma bizarra senhora que fuma avidamente 28 cigarros diários e que, lógico, não simpatiza com a nora; e Fernanda personifica a austera terapeuta de gestantes Dra. Dominique), impressiona-nos sobremaneira a absoluta aptidão que exibem em “trafegar” com honestidade, emoção, sensibilidade, “entrega” e, acima de tudo, verdade pelo texto de Regiana Antonini. Ambos acolhem os sentimentos múltiplos que lhes são exigidos. Expressões faciais, ótimos trabalhos de corpo e voz, silêncios, pausas, olhares “que parecem uma resposta ou uma pergunta” são sabiamente explorados, sempre com brilho pelos artistas. Paulo e Fernanda “assinam um termo de qualidade”, e nós, claro, endossamo-no. No tocante ao cenário, o que se vislumbra é a clara adoção de uma estética “soft”, da espontaneidade, do capricho, do bom gosto e da praticidade, com a criativa utilização de cinco espelhos retangulares dependurados por fios e simetricamente distribuídos que acabam por refletir de maneira “mágica” grande parcela das cenas, dando uma visão diferenciada das mesmas; três cabideiros brancos com roupas e bolsa sobre seus ganchos; e duas bancadas brancas movediças que servem tanto como assentos quanto como cama. Os figurinos correspondem com congruência às juventude e personalidade de Thales e Bianca. São elegantes, leves, despojados e atuais. É um desfile de legging, vestidos, moletons, escarpins, sapatilhas, t-shirt, regata de time, jeans e tênis. A direção musical açambarca estilos como pop dos anos 80, country/folk, balada e referências cinematográficas a filmes de sucesso como “Uma Linda Mulher”, “Missão Impossível” e “Titanic”. A iluminação cumpre com galhardia e plena funcionalidade a missão de embelezar “Tô Grávida!” (a peça elementar que faltava ao quadro completo), valorizando os atores, o cenário, o figurino e a história. Uma luz delicada, formosa, que “passeia” por muitos tons, tonalidades, às vezes agitada, com um pisca-pisca adequado ao instante. Há um plano aberto que cobre todo o teatro nas cenas de plateia, e na ribalta se privilegia a moderação, a naturalidade e a obliquidade de feixes de luz que originam sombreados. Seis refletores perfilados ao fundo são dominados pelo azul. Logo à frente, mais quatro, em que a cor soberana é o lilás. Um amarelo pujante que se transmuta em laranja. Não há como não resistir aos focos sobre os atores e suas faces, ladeados por instigante escuridão, com consequente sentido poético. “Tô Grávida” é uma excelente comédia romântica que tem o inestimável mérito de colocar em pauta uma questão que é vital para toda a sociedade, implicando na evolução humana. Rimos bastante, porém refletimos e não desperdiçamos as mensagens que competentemente nos foram repassadas. Quando digo no título que, nós, o público, ficamos “ligeiramente grávidos”, quero com isso dizer que houve uma legítima identificação com o que vimos. Se há uma palavra e seus correlatos que possam definir o espetáculo são: “luz”, “iluminado” e “alumia”. “Tô Grávida!” é um texto iluminado, com uma direção que alumia e elenco, Fernanda Rodrigues e Paulo Vilhena, com luz própria. “Tô Grávida!” deu luz ao teatro.

  • Fashion Rio Outono Inverno 2014 – Píer Mauá

    fevereiro 24th, 2014
    Foto: Paulo Ruch

    A apresentadora, atriz e dançarina Adriana Bombom, no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá, onde estava fazendo a cobertura do evento de moda para a Rede TV!.
    Adriana é carioca.
    Passou a ser conhecida nacionalmente quando participou, como profissional da dança, ao lado do You Can Dance e das paquitas nos programas da apresentadora Xuxa Meneguel, exibidos na Rede Globo, “Xuxa Hits” e “Planeta Xuxa”.
    Também já cantou, inclusive uma das canções fora composta por Gabriel O Pensador.
    Realizou reportagens na Rede Bandeirantes para os apresentadores Leonor Côrrea e Leão Lobo, e na Rede Record comandou o “Bom Demais”.
    Como atriz, esteve nas atrações “Malhação”, “A Turma do Didi”, “Zorra Total”, “Sob Nova Direção” e “Show do Tom”; e nos longas-metragens “Xuxa Requebra”, “Xuxa Popstar”, “Xuxa e os Duendes”, “Xuxa e os Duendes 2 – No Caminho das Fadas”, “Mato Sem Cachorro” e outros (incluindo curtas).
    Fez sucesso como a Senhorita Ana Balanço no humorístico da citada Rede Bandeirantes “Uma Escolinha Muito Louca”.
    Foi “Rainha de Bateria” de várias escolas de samba, tanto no carnaval carioca quanto no paulista.
    Pôde ser vista na 2ª edição do “reality show” “A Fazenda”, na Rede Record.
    Está no ar com o quadro do “TV Fama” “Bombando Com Bombom” (Rede TV!).

    Agradecimento: Alessa 

  • Fashion Rio Outono Inverno 2014 – Píer Mauá

    fevereiro 24th, 2014

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    Os modelos Daniel Freitas e Tayara Barbie representaram a revista “Glamour”, no Fashion Rio Outono Inverno 2014, promovido no Píer Mauá.
    Vestidos com bonitos roupões alaranjados (a proposta original da publicação era a de simular um ambiente de sauna), Daniel e Tayara despertaram o interesse dos convidados e fotógrafos.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Alessa

  • Fashion Rio Outono Inverno 2014 – Píer Mauá

    fevereiro 24th, 2014


    A modelo Paola Lüdtke, no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá.
    Paola é gaúcha de Porto Alegre, sendo agenciada pela Way Model, em São Paulo.
    Fez diversas campanhas publicitárias para marcas como Lenny Niemeyer (apresentação Alto Verão 2015, em São Paulo), Damyller (Verão 2016), Cecconello (Summer 2016; fotos de Rafael Pavarotti), Afghan (lookbook de inverno), Renner (trunk show de Inverno 2015; o evento foi realizado no MuBE, Museu Brasileiro de Escultura), Canal Concept (lookbook), Vivo 4G, Argentum (fashion film Verão 2015) e Patogê Jeans & Co. (Inverno 2013).
    Desfilou no Minas Trend Preview Inverno 2015.
    Nesta edição do Fashion Rio (Outono Inverno 2014), mostrou a nova coleção de Patricia Viera, e na São Paulo Fashion Week, na mesma temporada, vestiu peças de Lino Villaventura.
    Em outra temporada da São Paulo Fashion Week, foi vista nas passarelas de FH por Fause Haten e UMA Raquel Davidowicz.
    Paola participou de editoriais e ensaios para as revistas L’Officiel (fotografada por Miro), Harper’s Bazaar Noiva, Vogue Brasil, Elle Portugal (em sua estada em Portugal, desfilou na Semana de Moda de Lisboa), Cláudia (fotos de Manuela Oristanio), Cosmopolitan Brasil (fotos de Alex Batista), Bride Style, Studio W (foto de Renan Prando), La Vi (grife mineira; fotos de Marcio Rodrigues), MAG!, FFWMAG e para o site PureTrend.
    Na mais recente edição da São Paulo Fashion Week, Verão 2016, Paola Lüdtke desfilou para um grande número de marcas: Água de Coco por Liana Thomaz, Isabela Capeto, Lenny Niemeyer, Lino Villaventura, Patricia Viera, Paula Raia, Salinas, Triya e UMA Raquel Davidowicz.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Alessa

  • “A complexidade que se esconde por debaixo dos cabelos de Teodora.”

    fevereiro 24th, 2014

    carolina-dieckmann-teodora
    Foto: Divulgação/TV Globo

    O maniqueísmo não está presente em todos os personagens de “Fina Estampa”, novela das 21h da Rede Globo, escrita por Aguinaldo Silva. Teodora, o papel defendido por Carolina Dieckmann, é um deles. Muitos adjetivos pejorativos já lhe foram atribuídos, sendo o principal deles “desnaturada”, quando se refere à sua condição de mãe. Realmente é plausível que a chamem desta forma, porquanto por dinheiro, fama e poder abandona o filho bem pequeno Quinzinho (Gabriel Pelícia) sob os cuidados do dedicado pai Quinzé (Malvino Salvador), e o apoio incondicional da avó Griselda (Lilia Cabral). Alguns anos passam. Quinzinho cresce, já está na escola, e possui discernimento de que tem mãe. Uma mãe que estava para ele apenas em porta-retrato na mesinha de cabeceira ao lado da cama na qual dormia com o seu pai. Enquanto isso, nos octógonos da vida, Teodora esbaldava-se em meio a “flûtes” de champagne, dólares e euros decorrentes dos cinturões ganhos por seu marido lutador. Entretanto, para desespero da família da Silva Pereira, a moça que gosta de trajar calças justas, coloridas e metalizadas volta do exterior com o companheiro, pois este tem desafio agendado no Brasil. A situação muda drasticamente para os envolvidos na trama. Griselda fica milionária após ganhar na loteria, e Teodora na iminência de experimentar de novo a modéstia com a impossibilidade do parceiro de continuar a competir. As “flûtes”, os dólares e os euros começam a se distanciar. É neste momento que a mãe de Quinzinho resolve se lembrar de que é mãe de Quinzinho, e procura a ex-sogra fazendo-lhe proposta para lá de indecente. Abriria mão de ver o filho em troca de R$5.000.000,00. Assustador? Põe assustador nisso. A vontade visível da família agora abastada de querer Teodora bem longe do menino é tão grande que aceita o que lhe foi proposto, mesmo que o documento que viria a ser assinado não contivesse valor legal. Todavia, o que todos não esperavam, inclusive Teodora, é que ao se deparar com o infante Quinzinho, fosse nela despertado o que estava adormecido, ou que tivesse nascido o que nunca existiu: o sentimento materno. Teodora espreita o garoto na porta do colégio. Tenta falar com ele. Consegue, e abraça-o. Perde noites de sono. Clandestinamente, leva-o para passear. Quinzinho parece gostar dela. Quer ter uma mãe. Afinal, é uma criança. E esta mãe decide desistir do que antes havia sido acordado. A união com o ex-atleta deixou de ser união, após a descoberta daquele de plano sórdido arquitetado pela pessoa que dividia o mesmo quarto de hotel onde se hospedavam. Cada um foi para um lado. E Teodora foi para o lado de Quinzé. Até com o pai dele, Pereirinha (José Mayer), está morando. Seduções por parte da moça para reconquistar quem deixou têm se repetido. E Quinzé fraquejado. Até beijo involuntário na praia houve. Quanta complexidade se esconde por debaixo dos cabelos de Teodora.

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