• About

Blog do Paulo Ruch

  • “Todos estão apontando para Nando Cunha, não porque ele é ‘ponto turístico’, como diz Pescoço, e sim porque é bom ator.”

    maio 7th, 2013

    2abr2013---nando-cunha-grava-cena-de-salve-jorge-no-complexo-do-alemao-no-rio-1364930108669_956x500[1]
    Foto: Ricardo Leal/UOL

    É de se lembrar sempre o comentário tecido por Pescoço, o engraçadíssimo personagem vivido pelo carioca Nando Cunha em “Salve Jorge”, novela das 21h da Rede Globo, escrita por Gloria Perez, em capítulo não muito distante. Em delegacia de polícia, indignado com a “injustiça” por estar ali, tendo “ótima” companhia à sua frente, Wanda (Totia Meirelles), desfia a seguinte pérola, algo como: “Eu não sou ponto turístico ‘pra’ todo mundo ficar me apontando…”. Esta e tantas outras tiradas objetos da improvisação do ator têm sido motivo de genérica gargalhada do público. Quem há de resistir a essas hilárias colocações: “É ruim ‘heim’, ‘cumpade’! Santo que não me ajuda não canto nem ‘pra’ descer”.; “Se falar fosse bom neguinho nascia com duas bocas.”; “Volta ‘pra’ garrafa!”; e “Sai do meu pé, frieira!”. Este somatório de ditos espirituosos e chistes impagáveis associados à minuciosa composição de Nando no que concerne ao gestual nervoso, aos olhares por ora assustados por ora munidos de sedução e malícia, à voz de velocidade rápida sem no entanto atropelar as palavras se fazendo inteligível, ratificam o acerto em nível elevado atinente ao processo de construção do papel. O epíteto “Pescoço” já carrega em si mesmo graça pujante. E por que a escolha deste epíteto, a ponto do ator usar nele mesmo cordão dependurado com a letra “P”? Se já o fora para nós explicado pela teledramaturga, confesso meu desconhecimento. Todavia, o que de fato importa são as pilhérias desferidas pelo companheiro de Delzuite (para ele, Delzinha), defendida com credibilidade e emoção por Solange Badim. Pescoço, como malandro de “carteirinha” e paquerador que é lança mão sem vestígios de culpa de um sem número de mentiras, invencionices a fim de que sirvam de justificações para suas “puladas de cerca”, seus xavecos e “171’s”. Se temos por desejo sermos amigos de “Percoço”, como em tons de deboche Maria Vanúbia (Roberta Rodrigues) o chama, não devemos sequer mencionar o nome ou mesmo passar em frente a um distrito policial. Haja vista que qualquer parecer de psiquiatra confiável o diagnosticaria como sendo vítima de “stress pós-traumático”, devido ao malogrado período em que esteve afastado do convívio da sociedade pelo cometimento de delitos de menor relevância. Ressaltemos também o pouco ou quase nenhum apreço de Pescoço por quaisquer coisas que lembrem ainda que de modo longínquo o trabalho. Compremetera-se a fazer cadeira para Seu Galdino (Francisco Carvalho). E o comerciante de origem nordestina está até hoje literalmente a esperando em pé. O que o personagem em pauta gosta mesmo é de se posicionar de forma estratégica na laje, e admirar o corpão besuntado de óleo e clareador de pelos de Vanúbia para ficar com a cor do verão. Quando a bonita e falastrona moça tomava sensualmente banho de mangueira, Pescoço esticava até o pescoço. Nando Cunha é hábil na dança, tanto que já demonstrara seus dotes na gafieira Estudantina, como em vários musicais dos quais fez parte na carreira. O samba de qualidade está em suas veias, porquanto já se fizera presente em espetáculos como: “Noel Rosa, o Feitiço da Vila”, “Obrigado Cartola” e “Estatuto da Gafieira”. Esteve em espetáculos de similar significância que não escaparam ao viés da música: “Forrobodó”, “Doidas Folias”, “Grande Otelo – Êta Moleque Bamba”, e “Geraldo Pereira, Um Escurinho Brasileiro” (Geraldo era considerado o “Rei do Sincopado”). Outras produções clamam ser citadas: “O Mundo é Grande”, “Manual de Sobrevivência para as Grandes Cidades” (dirigida por João Batista para a Cia. Dramática de Comédia), “O Último Dia”, “Missa dos Quilombos”, “O Homem da Cabeça de Papelão”, cuja autoria cabe a João do Rio, e “Assassinato no Motel – Uma Comédia Policial”, sob a direção do humorista Fernando Ceylão. O intérprete Nando, que é graduado em Letras pela UFF (Universidade Federal Fluminense) e Artes Cênicas (Licenciatura em Teatro) pela UniRio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), já obtivera êxito na televisão em obra das 18h da emissora carioca, “Desejo Proibido”, entretanto foi com a personificação por assim dizer mediúnica de Grande Otelo na microssérie “Dalva e Herivelto, Uma Canção de Amor”, que Nando Cunha recebeu os merecidos respeitos da crítica e dos telespectadores. Contudo, quem afirmara que o drama policialesco lhe escapulira na TV? Integrara o elenco do seriado “Força-Tarefa”. O sucesso então o levou direto para folhetim de Walther Negrão, “Araguaia”. Estivera em tantos outros programas de diferentes formatos. Ninguém segura Nando Cunha. A alcunha do momento é Pescoço. “Percoço” para Maria Vanúbia. Nando, não se preocupe com os que estão a lhe apontar. É por válido motivo. O dedo que o aponta é o indicador, indicando que é bom ator.

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    maio 7th, 2013

    DSC07819
    Telão que exibia a reprise dos desfiles (no caso o de Nica Kessler) do Fashion Rio Outono Inverno 2012, no Píer Mauá

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    maio 7th, 2013

    DSC07796
    Totem do Caderno Ela do jornal O GLOBO que mostrava momentos dos desfiles do Fashion Rio Outono Inverno 2012, que foi realizado no Píer Mauá.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    maio 7th, 2013

    DSC07762
    Transatlântico que acabara de zarpar do Píer Mauá, com a Ponte Rio-Niterói ao fundo, durante a realização do Fashion Rio Outono Inverno 2012.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • “O que acho de Aisha.”

    maio 3rd, 2013

    Dani_Moreno_2 Foto/Divulgação TV Globo

    O que dizer de Aisha, a pobre menina rica interpretada pela revelação Dani Moreno na novela das 21h da Rede Globo, “Salve Jorge”, de Gloria Perez? Bela moça cercada por ouro cujos delgados pés pisam em suntuosos tapetes turcos. Seus olhos amendoados se acostumaram a ver desde sempre os portentosos minaretes de Istambul, as águas caudalosas que estão em correnteza no rio Bósforo, o fulgor das joias dependuradas na mãe adotiva Berna (Zezé Polessa), e os ofuscantes olhos azuis de Mustafa (Antonio Calloni), que cumpre com amor e severidade o papel de pai. Um vazio, um vácuo imensurável por desconhecer origem própria lhe esfacelou o coração. Uma busca incansável, frenética e pessoal por raízes escondidas em longínquo solo. Vencendo resistência e omissões ou mentiras de quem lhe dera educação nababesca, saltou cada pedra, pequena ou grande que se interpôs em seu caminho. Num mundo afogado em informações, notícias, imagens e avançada tecnologia a não mais pequena “órfã” perseguiu a identidade. Aisha teve tudo e não teve nada. É linda, porém tristeza que sentiu lhe fora demasiado feia. É rica, entretanto o preconceito que possui pelo que é diferente lhe é de natureza pobre. Por ser boa, há esperança na reversão dos princípios tortos. A vida lhe ensinará sem apostilas a aprender a amar a diferença, mesmo que esta esteja em lugar não tão bonito como desejava. O maior problema é que idealizou mãe perfeita. Não existe mãe perfeita. Mães são humanas. Talvez a personagem da paulista Dani Moreno esperasse que a progenitora biológica vestisse os mesmos vestidos sofisticados e luxuosos de Berna. Que usasse as mesmas preciosidades a enfeitar colo branco. Que o tom de voz fosse suave e melífluo. Que ao invés dos pratos populares houvesse “haute cuisine”. Não, Aisha. Em ventre de mãe não há luxo. Ricos e pobres, negros e brancos dão o mesmo alimento aos seus frutos. A riqueza que admirara lhe roubara a alma, o nome, o afago materno legítimo. Fora objeto de transação espúria. Malocada em sacola. Negociada. Vendida. O belo à visão lhe fez isso. E o que lhe parece feioso vítima o é de iniquidade. Sofrera privação de amor outro. Se maior ou menor, não sei. Contudo, amor outro. Sofrera privação da companhia de irmãs. Perdera a oportunidade de com elas ser uma das “As Três Irmãs”. Haveria um Tchekhov em sua história. A mesma história que Dani levou aos palcos. Se não gosta da poeira das ladeiras e vielas da comunidade que lhe é verdadeiro berço, tire os sapatos de salto alto e deixe entranhar pelos dedos o pó do chão que covardemente lhe usurparam. Aprenda a gritar como seus novos pares gritam. Doces vozes podem ser traiçoeiras. Wanda (Totia Meirelles) tem doce voz. Junte-se às irmãs Lurdinha (Bruna Marquezine) e Samantha (Karina Ferrari) e à mãe de fato Delzuite (Solange Badim), e berre para que todos ouçam de que ali é a sua “cidade”. Grite: – Esta é a “nossa cidade”!. Olha Thornton Wilder ao seu lado. O mesmo Thornton que Dani encenou em início de carreira. Se chegar a noite é possível se sentir rainha ou plebeia. Somos todos plebeus. Chame os que lhe cercam e vivam “noite de reis”. Como a peça de Shakespeare que um dia Dani Moreno mostrou no proscênio. Faça do amor uma revolução. Ou uma revolução do amor. Como o título do folhetim no qual estreara na TV como atriz, “Amor e Revolução”, no SBT. Cante um samba, um pagode, diga a letra de um rap. Cante assim como Dani sabe cantar. Coma um salgado da Dona Diva (Neusa Borges). Aguente a rabugice do Seu Galdino (Francisco Carvalho). Suporte o esnobismo de Maria Vanúbia (Roberta Rodrigues). Compre um brigadeiro para o menino Junior (Luiz Felipe Mello). Segure Jéssica no colo. Dê um beijo no rosto sofrido de mãe de filha roubada. Peça à sua mãe que lhe nine pela primeira vez. Jogue o preconceito que é o seu dragão no Bósforo. Seja guerreira como São Jorge o foi. Enfrente aquilo que lhe soa como inexpugnável. Dani Moreno está brilhando como Aisha. E você, Aisha? É sua hora de brilhar. Não vale ostentar diamantes. Será o pioneiro brilho concreto de sua existência. O difícil perdão aos que mal lhe fizeram lhe cabe. Lembre-se de que o pai Mustafa é tão ou mais vítima. Não faça seus ofuscantes olhos azuis chorarem. Misture o turco que fala às gírias do morro. Sentirá a felicidade se aproximando. E aqueles vazio e vácuo que lhe comprimiam o peito se esvanecerá. Ache, Aisha, que um mundo diverso do seu pode ser melhor. Isto é o que acho de… Aisha.

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    maio 3rd, 2013

    DSC07882
    Com a curadoria de Charles Gavin, várias capas de LP de bossa nova foram reproduzidas em grandes e médios painéis em um dos espaços do Píer Mauá, haja vista que o gênero musical fora homenageado no Fashion Rio Outono Inverno 2012.
    Acima, a reprodução da capa de um LP do guitarrista Charlie Byrd e sua orquestra.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    maio 3rd, 2013

    DSC07911
    Diversas personalidades, como a atriz Julia Lemmertz, que foram fotografadas por Fernando Torquatto, tiveram suas imagens ampliadas e expostas no Píer Mauá, enquanto acontecia o Fashion Rio Outono Inverno 2012.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    maio 3rd, 2013

    DSC07903
    Maquete de uma das casas projetadas pelo arquiteto e designer Sergio Rodrigues em exposição no Píer Mauá, enquanto se realizava o Fashion Rio Outono Inverno 2012.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    maio 3rd, 2013

    DSC07906
    Uma grande bancada na exposição do arquiteto e designer Sergio Rodrigues na qual foram afixadas fotos de muitos contextos, incluindo as suas vida e carreira, no Píer Mauá, enquanto ocorria o Fashion Rio Outono Inverno 2012.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • ” Uma Galera ‘Sangue Bom’ em ‘Sangue Bom.’ “

    maio 1st, 2013

    Logo Sangue Bom[1] Reprodução/TV Globo

    O que logo nos desperta a atenção na nova novela das 19h da Rede Globo, “Sangue Bom”, de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari é justamente a aposta em um time de jovens talentos. Nomes como Marco Pigossi, Sophie Charlotte, Fernanda Vasconcellos, Isabelle Drummond, Jayme Matarazzo, Humberto Carrão e Armando Babaioff. Houve também a participação do ator Pablo Morais que se destacou em “Suburbia” (seriado cujo comando coube a Luiz Fernando Carvalho). Com tanta juventude reunida nos é obrigatório classificar o folhetim como sendo algo “solar”. “Solar” no sentido de alegre, vivaz, moderno, antenado com o mundo atual. A edição ritmada de imagens bonitas, urbanas e poéticas (como as cenas em que o paisagista Breno, vivido por Marco Pigossi, e Giane, defendida por Isabelle Drummond, cuidam de miríade de flores). A novela dirigida com habilidade e fôlego por Carlos Araujo (direção de núcleo de Dennis Carvalho) aborda sem vestígios de hesitação temas como vaidade, ego, adoção, fama (e a perda desta), casamento e divórcio, especulação imobiliária e competitividade profissional. A vaidade está representada pelas personagens de Sophie Charlotte (Amora Campana), a “it girl” modelo e apresentadora que nega suas origens de essência humilde, e se enamora por bem intencionado e rico rapaz, Maurício (Jayme Matarazzo), e sua mãe adotiva Bárbara Ellen (Giulia Gam), que personifica o sentimento de desolação e abandono tanto no que tange ao campo afetivo quanto no da profissão. As dores e dissabores da ausência do sucesso para quem já o possuiu deverá ser objeto de apropriado estudo pelos autores. Filhos adotados que aceitam ou rejeitam sua condição. Breno e Giane, por exemplo, tocam a vida com denodo e são provas de que uma educação dada por família não biológica pode resultar em cidadãos dignos. Fabinho (Humberto Carrão) no entanto já demonstra o contrário, exibindo repulsa, desconforto e revolta com o que lhe fora oferecido, e esta postura rebelde ao estilo “bad boy” advém do fato de não ter atingido situação socioeconômica que lhe apraza plenamente. A disputa feroz no mercado publicitário é discutida usando como artífices deste tema o gerente de planejamento Érico (Armando Babaioff) e Natan (Bruno Garcia), dono da agência de publicidade na qual o primeiro trabalha. Érico seria o ético, competente e dotado de boa índole, o que já não se pode dizer o mesmo do personagem de Bruno, que detém para si as ideias de sua esposa Verônica (Letícia Sabatella). Bruno Garcia também servirá como ponte para se debater a metrossexualidade tão em voga. Pablo Morais teve a função de configurar a ascensão meteórica de um aspirante a ator, que se amasia com artista famosa, porém decadente para se tornar com mais facilidade alvo da mídia. Somente no primeiro capítulo nos foi passada a impressão de que a instituição casamento e suas consequências serão deslindadas no decorrer da trama. Renata (Regiane Alves) e Tina (Ingrid Guimarães) estão para se casar. Damáris (Marisa Orth) e Wilson (Marco Ricca) se divorciaram, dando brecha para Marisa usar sua munição de humor. Fernanda Vasconcellos (Malu) simboliza a boa moça, justa, honesta, reta, determinada e “pé no chão”, que não deixou escapar aos olhos do público seu iniciante interesse por Breno. O que provocou claro ciúme em Giane. Um encontro casual entre os amigos de infância Amora e Breno já denota a exploração de conflitos que gerarão significância para a estruturação dramática da produção, com seus aspectos de diferenças social e comportamental. Destrinchou-se a especulação imobiliária, que abarca o objetivo de conquistar a “emergente classe C”. Ignora-se a tradição de uma quadra de escola de samba em nome de complexo de edificações pomposas e atraentes, o que gerou grito popular. Com relação a outras especificidades por nós percebidas, merecem realce o cenário caprichado, os coerentes figurinos, e a eclética trilha sonora, que viaja com escalas no samba, no rap, na dance e no pop rock. A abertura é colorida, floral, recorrente ao psicadelismo e com ares de contos de fada. E contribui festivamente para a beleza do todo a alto-astral música de Lulu Santos, só que em outra versão, “Toda Forma de Amor”. Testemunhamos as presenças ilustres de Malu Mader, Louise Cardoso e Daniel Dantas. Cris Nicolotti nos é sempre bem-vinda. Pontos convidativos não faltam para prender o telespectador à novela. Uma galera jovem e talentosa está no ar literalmente. Uma galera “sangue bom” que de segunda à sábado de modo inadiável nos dará o seu “boa noite”. E como educados que somos, responderemos: – Boa noite, “Sangue Bom!”.

←Página anterior
1 … 87 88 89 90 91 … 140
Próxima Página→

Blog no WordPress.com.

 

Carregando comentários...
 

    • Assinar Assinado
      • Blog do Paulo Ruch
      • Junte-se a 135 outros assinantes
      • Já tem uma conta do WordPress.com? Faça login agora.
      • Blog do Paulo Ruch
      • Assinar Assinado
      • Registre-se
      • Fazer login
      • Denunciar este conteúdo
      • Visualizar site no Leitor
      • Gerenciar assinaturas
      • Esconder esta barra