” Leonardo Miggiorin está na peça ‘Equus’ “

Publicado: 01/05/2012 em Cinema, Música, Poema, Teatro, TV

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Foto: Divulgação do espetáculo “Equus”, com o qual Leonardo Miggiorin está em cartaz em São Paulo.

Na verdade, interpretar e cantar não são as duas vocações artísticas representativas na trajetória profissional de Leonardo Miggiorin, que está em cartaz em São Paulo com a peça “Equus”, de Peter Shaffer. Podemos incluir outrossim as Artes Plásticas (pintura e desenho), além de, em outro segmento, a Psicologia. Em “Insensato Coração”, como Roni, o empresário/agente de Natalie Lamour (Deborah Secco), Leonardo provou-nos, sob o meu ponto de vista, ser um dos destaques da trama de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Não somente por protagonizar momentos para lá de divertidos, mas por mostrar uma faceta séria e sensata quando a situação assim o pede. Qualificaríamos Roni como uma pessoa alto astral, “pra cima”, otimista, porém com os “pés no chão”. Algo que sua agenciada parece não possuir, muito em decorrência de seu olhar ingênuo sobre os fatos. Leonardo Miggiorin compôs seu papel com esmero, e o resultado é a aceitação clara do público. Contudo, até estar na produção das 21h da Rede Globo, há um pouco de história para lhes contar. O ator nasceu em Barbacena, Minas Gerais (ficara apenas alguns dias na cidade). Por causa da profissão do pai, levava uma vida de certa forma nômade. Rio de Janeiro, Brasília, Rio Grande do Sul… E nessas andanças, Leonardo formaria suas convicções pertinentes às Artes, seja no teatro, seja na música, seja na dança clássica. Tivera até experiência com o “butoh”. A estreia na televisão acontecera em “Flora Encantada”, com a apresentadora Angélica. Todavia, os sucesso e reconhecimento legítimos viriam com a ótima minissérie de Manoel Carlos (autor com quem Leonardo viria a trabalhar depois, e a quem considera como padrinho), “Presença de Anita”. Há uma bonita cena na obra em que Zezinho, seu personagem, mira-se no espelho, toca-se, como se estivesse “reconhecendo-se”. Ganhou prêmio. Passou um tempo fora. Aprimorou-se. Daí em diante, uma série de folhetins incrementou o seu currículo: “Mulheres Apaixonadas”, “Senhora do Destino”, “Essas Mulheres”, “Cobras & Lagartos” e “Viver a Vida”, além da boa minissérie de Fernando Meirelles, “Som & Fúria”. No cinema, agraciaram-no com o prêmio de Melhor Ator pelo curta-metragem “Em Nome do Pai”, de Julio Pessoa, no Festival de Gramado. Participara de longas-metragens como “O Casamento de Romeu e Julieta”, de Bruno Barreto, e “Rinha”, de Marcelo Galvão. Atuara em espetáculos teatrais, dentre eles, citemos “Peter Pan: Todos Podem Voar”, dirigido por Ariel del Mastro, no qual personificara o próprio, cantando e dançando, e “Dueto da Solidão”, de Sérgio Roveri. E o dom para o canto o levou a formar uma banda de pop rock com inserções de poesia chamada Vista. Face ao que lhes relatara, o “tudo” (seu personagem em “Insensato Coração” fala “tuda”) não está naquilo que Leonardo tem a nos apresentar? Creio que sim.

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