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Blog do Paulo Ruch

  • “Vinícius de Oliveira”

    abril 10th, 2012

    Vinícius de Oliveira em “Nosso Querido Trapalhão”, especial da Rede Globo exibido em 2010, no qual interpretara Renato Aragão.

    Tracemos duas retas paralelas. Numa delas, há Vinícius de Oliveira. Noutra, renomado cineasta, Walter Salles. Vinícius, após inspirar-se no irmão, engraxava sapatos no Aeroporto Santos Dumont, Rio de Janeiro, a fim de ter o próprio sustento e ajudar no que fosse possível a família. Walter estava envolvido na pré-produção de filme baseado em fatos reais, “Central do Brasil”. Filme este que teria no elenco dupla de vultos da arte brasileira, mas que reconhecidos foram internacionalmente: Fernanda Montenegro e Marília Pêra. Faltava peça importante no “tabuleiro” do que estava para ser filmado: a descoberta de menino que não fosse ator, e que com isso, passasse a espontaneidade necessária que tanto Walter almejava para interpretar Josué. Foi aí que o destino conspirou a favor de todos. Após ter feito numerosos testes com garotos, o diretor em uma de suas idas e vindas pelo aeroporto mencionado, encontra Vinícius. Lembram-se das retas paralelas que lhes falei no limiar do texto? Pois é. Contrariaram as Leis da Geometria. Convergiram-se. Vinícius era Josué. Josué era Vinícius. A parceria improvável dele com Fernanda comoveu corações nacionais e internacionais. Vinícius de Oliveira não mais precisava engraxar sapatos. Era hora sim dele comprar um belo par destes para frequentar os festivais de cinema mundo afora. Walter, como bom homem que é, imbuído de generosidade e gratidão, talvez, pagou os estudos do novo artista que surgia. Poderia-se pensar que ele abandonaria a carreira cênica, pelas dificuldades que nos são bastante conhecidas. Chegou a fazer novela. Porém, foi em “Linha de Passe”, do mesmo Walter e Daniela Thomas, que o intérprete demonstrou que não estava para brincadeira. Que iria lutar com o que tinha: seu talento. E lutou. Até conseguir papel que nos deixara pasmos com tanta veracidade no desempenho: ser Renato Aragão. Para finalizar, só posso dizer única coisa: Vinícius de Oliveira, o nosso querido ator.

  • ‘Nosso Querido Trapalhão’, especial da Rede Globo de 2010.

    abril 10th, 2012

    Especial Didi 50 anos.
    Foto: Divulgação/TV Globo

    O objetivo essencial do programa era esmiuçar de que forma se deu a concretização dos sonhos de jovem de Sobral, Ceará, em tornar-se um dos melhores comediantes do país. E para que isto não se apresentasse enfadonho para o telespectador foram recrutados dois importantes diretores, Jayme Monjardim e Teresa Lampreia, elenco convincente a fim de que fossem realizadas as dramatizações (destaque para Vinícius de Oliveira como Renato Aragão – texto acima), competente e carismática jornalista, Patrícia Poeta, e o objeto da atração (o próprio Renato), é claro, disposto a discorrer sobre passagens relevantes de sua vida. Viu-se assim produção bem amarrada, coesa, concisa, distante do melodrama fácil (armadilha para obras do gênero), enfim, bom apanhado do curso interessante da trajetória do artista. As dramatizações de que falara antes deram valor inestimável na facilitação do entendimento de tudo o que decorrera. Já no momento da entrevista, o que deveria ser perguntado o foi. Patrícia não deixou escapar lacunas, nada em aberto permaneceu, como no instante no qual Renato perdeu-se nos pensamentos, e Patrícia de imediato indaga-lhe acerca do que estava a pensar. No que o humorista de maneira próxima afirma que relembrava algo triste do passado. Ele informou-nos ainda fatos inusitados. Podemos citar o modo encontrado para “testar” as “gags” junto ao “público”, na verdade, a vizinhança. Explicando: da janela, podia-se vislumbrá-lo executando movimentos corporais picarescos, e ao término, como justificativa, simulava brincadeiras com algum dos filhos. Além disso, talvez, o tema que lhe seja mais delicado não fora deixado de lado por Patrícia Poeta: a dissolução do grupo “Os Trapalhões”. Concluindo: bonito especial, sem pieguice, e informativo

  • “Os Folhetins e o Humor”

    abril 10th, 2012

    Aracy Balabanian como a D. Armênia de “Rainha da Sucata”, novela de Silvio de Abreu exibida pela Rede Globo.

    Não há obrigatoriedade de se ter um núcleo cômico em folhetins. Quando há, e dá certo, claro, é muito bem-vindo. Há autores que sempre procuraram esse atalho. Silvio de Abreu é um deles. Tanto que suas novelas eram apresentadas no horário das 19h. Horário este que é conhecido por oferecer tramas mais leves, e com tendência para o humor. Carlos Lombardi também é bom exemplo. Colaborou com Silvio na ótima produção “Vereda Tropical”, na qual não faltava comicidade. Walmor Chagas, Marieta Severo, Cristina Pereira, Jonas Torres, Geórgia Gomide, Nuno Leal Maia, Cristina Mullins e outros cumpriam bem essa tarefa. Voltemos a Silvio. Quando foi escalado para escrever “Rainha da Sucata”, a porção divertida era valorizada, mas aí procurou focar no drama de maneira concomitante à comédia. Foi enorme sucesso. Depois, em “A Próxima Vítima” e “Torre de Babel” (nesta provocou polêmicas), o teledramaturgo trilhou a seara do suspense e abordagem de tabus. A graça é uma incógnita. Pode funcionar ou não.

  • “Eriberto Leão: inteligência e emoção em sincronicidade.”

    abril 8th, 2012

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    Foto/Divulgação TV Globo

    Morrison Hotel. Era isso o que estava escrito na camisa de Eriberto Leão no dia em que fora entrevistado no “Programa do Jô”. Uma homenagem implícita ao vocalista Jim Morrison, da banda The Doors, ídolo do rock confesso do ator. A conversa se inicia com Jô Soares falando a respeito da quantidade de personagens religiosos que constam da galeria dos tipos pelo artista interpretados. Eriberto menciona que o último fora no Auto da Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém, Pernambuco, em que personificava o próprio Jesus Cristo, e que o papel de Nossa Senhora cabia a Susana Vieira. Fora a sua segunda vez. Citou que 15.000 pessoas acompanham o espetáculo diariamente. Refere-se também à sua participação como protagonista no “remake” da novela “Paraíso”, de Benedito Ruy Barbosa. O assunto agora é a peça na qual está no momento, “A Mecânica das Borboletas”, de Walter Daguerre, e direção de Paulo de Moraes. No elenco, além dele, estão Suzana Faini, Otto Jr. e Ana Kutner. O apresentador lhe pergunta “o que que a mecânica tem a ver com as borboletas”. Responde que “a borboleta é o significado, o símbolo de sincronicidade de Jung”. Discorre sobre Rômulo, seu personagem. Fugira de casa quando tinha 15 anos, e regressara 20 anos depois. Havia se tornado um célebre escritor de ficção-científica, que acaba perdendo toda a inspiração, fato que o deixara desesperado. “Encontra a sua identidade quase esfarelada com a chave de casa que ele havia levado sem querer 20 anos atrás grudada nela”. Cita Lewis Carrol: “Follow the white rabbit”. Ou seja, “seguir a sincronicidade”. Cita também o filme dos irmãos Wachowski, “Matrix”. Para Eriberto Leão, “sincronicidade é você seguir uma coincidência significativa.” Após elogiar Walter Daguerre, afirma que a peça é “uma mistura de Sam Shepard e Arthur Miller brasileiro”. Prosseguindo então com a história. Rômulo retorna à casa, e descobre que o pai não mais vive. Eriberto assim percebe que o enredo lhe traz tantas coincidências que tangenciam a sua vida pessoal, que para ele não havia como deixar de participar desta encenação. Mais sobre Rômulo: ele é fã dos “beatniks”, e recebera a criação de um hippie que morava num trailer localizado no bosque da cidade. Leu “On The Road”, de Jack Kerouac. Pega todo o dinheiro da oficina mecânica da família e “põe o pé na estrada”. Esta oficina possui um jardim cuidado com carinho pela mãe. E o pai costumava dizer: “A gente não tem que buscar as borboletas. A gente tem que cuidar do jardim que elas aparecem.” Revela-nos que os índios e outras culturas veem os espíritos em forma de borboleta. E o tema da sincronicidade é de novo abordado. O ator aprecia Física, e conta-nos que os fatores pós-Big Bang estavam numa sintonia tão fina que seria impossível que a formação do Universo fosse uma coincidência. Segundo os físicos quânticos, existe uma lei misteriosa que explica como houve a expansão do Universo, que seria a Lei da Sincronicidade. E o intérprete comunica que a Alquimia assevera em sua primeira lei proximamente que “Assim como é em cima é embaixo”. Ou seja, “a mesma lei que rege o macro rege o micro”. Conclui-se que a mesma lei que rege o Universo rege a Terra. Este tópico é encerrado, e Jô indaga sobre o escrito na camisa do ator. Este lembra-se que na outra entrevista cantara “Light My Fire”, dos The Doors. E revela que Rômulo numa cena da peça canta “People Are Strange” (“When you’re strange, no one remembers your name…”). Rômulo sente-se um estranho na própria casa, após os fracassos literários. O “rock n’ roll” e a literatura permeiam a peça. E falando um pouco ainda sobre Rômulo, este fora o primeiro namorado da personagem de Ana Kutner, Lisa, que depois se casou com seu irmão gêmeo Remo, defendido por Otto Jr. Ocorre um embate entre os irmãos. E por fim, Eriberto diz que Jack Kerouac sentenciou que “ele era ‘beat’ porque ele acreditava na beatitude”. Eriberto dá a sua opinião: “o movimento ‘beatnik’ é uma busca espiritual se rebelando contra o ‘status quo’ “. Como se pode notar, houve uma sincronicidade. Ao assistir à excelente entrevista de Eriberto Leão no “Programa do Jô”, houve em mim a vontade irrefreável de escrever um texto baseado na sua narrativa inteligente e emotiva. Uma coisa desencadeou outra. Eriberto tem toda a razão.

  • “Os Sotaques nas Novelas”

    abril 8th, 2012

    Adriana Esteves em cena da novela “A Indomada”, de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, exibida pela Rede Globo.

    Os sotaques nas novelas nunca foram unanimidade, e provavelmente nunca o serão. Há nas emissoras de TV responsáveis pelos mesmos, os quais são chamados de consultores de prosódia. Aqueles muitas vezes se fazem necessários, pois se não fossem adotados, poderia nos ser passada pouca credibilidade naquilo a que estamos assistindo. Podemos citar algumas obras, em que o uso do recurso dera coerência para o resultado final da produção. Atemo-nos a modos de falar regionais. “Gabriela”, adaptação de Walter George Durst do romance de Jorge Amado, tinha história desenvolvida em Ilhéus, Bahia. Fato este que não permitiria a preterição da maneira característica dos habitantes locais de se comunicarem. Aliás, quantas línguas em uma possuímos em nosso imenso Brasil. Há certo tempo, ao vermos a boa minissérie “A Cura”, de João Emanuel Carneiro e Marcos Bernstein, cujo enredo se passava em Diamantina, Minas Gerais, percebemos modo de oralidade em consonância com o ambiente da ação. Isto ficara-nos bastante evidente nas interpretações das atrizes Andréia Horta, Eunice Bráulio, e nos dois primeiros episódios, Inês Peixoto. Mencionemos ainda outro exemplar. No folhetim de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, “A Indomada”, misturou-se Inglês com sonoridade nordestina.

  • ” ‘Tal Filho,Tal Pai’, especial da Rede Globo de 2010. “

    abril 8th, 2012

    .
    Foto: Márcio Nunes/TV Globo

    Havia deixado de prestigiar o programa supracitado quando ao ar fora. Podem perguntar o porquê. Imbuirei-me de coragem, e serei-lhes franco: preconceito. Tolice. Como todo preconceito é: tolo. Resolvi então conferi-lo, e para espanto meu (olha o preconceito aí de novo), gostei do que vira. Diverti-me do início ao fim. O texto de Ingrid Zavarezzi preferiu o enfoque do humor, da leveza, do puro entretenimento. E os diretores Mario Marcio Bandarra e Giuliano Chiaradia entenderam a mensagem, e a colocaram em prática. Porém, nada disso seria possível se não fosse o elenco escalado. Antes, arriscarei-me a classificar o especial. Seria ele uma “auto paródia”? Seria ele uma história de ficção baseada em determinados fatos reais? Entretanto, nada disso importa. Na verdade, qualquer tipo de classificação poderia soar pretensiosa. Contudo, garantirei-lhes o que para mim denotou o irretorquível: “Tal Filho, Tal Pai” foi diversão para todos. Já não é vitória atingir a este objetivo? Voltemos ao “cast”. Fábio Jr. (por favor, nunca se esqueçam de que Fábio participara com êxito de duas grandes obras; uma no cinema, “Bye-Bye Brasil”, de Cacá Diegues; e outra, na televisão, “Ciranda Cirandinha”, de Domingos de Oliveira, e mais autores tão importantes quanto) fez o que de fato tinha que ser feito, ou seja, ser Fábio Jr. E Fábio Jr. saíra-se muito bem “interpretando” a si mesmo. A Fiuk, coube tarefa semelhante. Alessandra Negrini teve atuação impecável como a crítica musical Bárbara Leão, conhecida por sua severidade. Uma carinhosa homenagem à célebre especialista em teatro de jornal impresso. Bárbara soltou “pérolas”, como por exemplo, referir-se a Fábio como o “pai herói”, e afirmar que deveria manter a fama de má. Já Eri Johnson estava à vontade, como é próprio do ator, personificando o empresário que “vive de jabá”, Eduardo Goldman. Concluo que no final das contas, “Tal Filho, Tal Pai” fez-me perder o “tal” do preconceito que mencionei acima. Preconceito realmente é tolice

  • “Grávidas Famosas em Capas de Revistas”

    abril 8th, 2012

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    Todos os direitos reservados a “Vanity Fair”.

    E pensar que tudo começou com a atriz Leila Diniz, que escandalizou os mais conservadores ao, como pessoa pública, exibir a sua barriga de grávida nas areias de Ipanema. Leila, libertária por natureza, foi responsável pela quebra de vários tabus, contribuindo de modo relevante para que alguns “grilhões” que aprisionavam as mulheres fossem rompidos. Um exemplo cujos reflexos “reverberam” até hoje. Seguindo a surpreendente atitude de Diniz para os padrões da época, temos lista de pessoas famosas que também já ousaram fazer isto. Só que em capas de revistas. Demi Moore posara para a capa da “Vanity Fair”, em 1991. Fernanda Lima em 2008 fizera o mesmo para a da “Rolling Stone”. Monica Bellucci fora fotografada por duas vezes nesta condição para a “Vanity Fair” italiana, respectivamente em 2004 e 2010. Há outras, como Daniella Sarahiba, Danielle Winits, Christina Aguilera para a “Marie Claire”, Britney Spears para a “Harper’s Bazaar”, e Juliana Knust. E pensar que tudo começou com Leila…

  • “Pierre Baitelli”

    abril 8th, 2012


    Foto/Divulgação TV Globo

    Está em cartaz no Rio de Janeiro “Hedwig e o Centímetro Enfurecido”, espetáculo dirigido por Evandro Mesquita, em cujo elenco está Pierre Baitelli (que fará o Espantalho no musical “O Mágico de Oz”, de Charles Möeller e Claudio Botelho Assistira ao filme “Hedwig – Rock, Amor e Traição”, de John Cameron Mitchell baseado em peça “off-Broadway”, escrita pelo próprio John e por Stephen Trask, responsável pelas canções. O longa-metragem é muito bom no que tange a vários aspectos. Mitchell colaborara também no roteiro, além de ser Hedwig, o personagem título. O que se vê prima pelas ousadia e inovação, afora as músicas inspiradas e instigantes. Falemos um pouco então acerca do ator Pierre Baitelli. Ele é um jovem artista que só tem recebido críticas elogiosas quanto ao trabalho. Devemos destacar “O Despertar da Primavera”, de Frank Wedekind, produção levada aos palcos pela competente dupla Charles Möeller e Claudio Botelho, que tivera ótima aceitação. Na TV, estrelou a minissérie “Capitu”, adaptada do romance de Machado de Assis, “Dom Casmurro”, por Luiz Fernando Carvalho. Entre as apostas de Luiz para esta arrojada nova maneira de se enxergar a obra de Machado, sob ponto de vista inclusive com elementos “pop”, estavam Pierre como Escobar, Letícia Persiles e Michel Melamed. O rapaz veio ainda a compor um vilão em história de Aguinaldo Silva, “Cinquentinha”.

  • ” O Menu da Vingança em ‘Avenida Brasil’ “

    abril 7th, 2012

    Foto: Divulgação/TV Globo

    De entrada, salada verde com queijo de cabra morno. Como prato principal, vitela. E para a sobremesa, baba ao rum. Este foi o menu preparado pela chef de cozinha Nina (Débora Falabella), em regime de experiência na casa de Tufão (Murilo Benício), numa cena de jantar do capítulo de ontem de “Avenida Brasil”, novela de João Emanuel Carneiro. Todos que estavam à mesa se renderam aos acepipes servidos pela moça movida por vingança, inclusive Carminha (Adriana Esteves). Entretanto, esta não simpatizou nem um pouco com a funcionária. Achou-a metida. Parece até que intuiu de quem se trata. Na verdade, o plano de vingança iniciou-se tempos atrás, quando em conversas virtuais voltadas para dietas alimentares Nina conheceu Ivana (Letícia Isnard), cunhada de Carmen Lucia. E com os acontecimentos decorridos na Argentina, a filha de Genésio (Tony Ramos) decidiu que a hora de vingar-se dos maus-tratos sofridos na infância causados pela madrasta havia chegado. E parte para o Brasil. Aluga com pagamento adiantado de 6 meses um imóvel em Copacabana. Providencia uma “scooter”, e vai ao lixão rever quem a amparara na pior fase de sua vida: Lucinda (Vera Holtz). Nilo (José de Abreu) percebe a sua chegada, e fica desconfiado. Graças a um carrinho de brinquedo dado a uma criança, toma conhecimento de que a pessoa é Rita, a menina que lhe fora dada por Max (Marcello Novaes) há anos. Numa segunda visita, já como suposta despedida, Nina tem a bolsa vasculhada por Lucinda, que descobre o recibo de pagamento adiantado de aluguel relativo a meses. E conclui que as intenções vingativas da garota que criara permanecem intactas. Já em outra ocasião, surpreende a chef ao visitá-la em Copacabana. E desvenda que em seu celular há o número de telefone da mansão de Carminha (comprovou depois de telefonar). Decide ir até lá no dia seguinte. Nina a recebe vestida com uniforme doméstico para seu espanto. Nina acabara de preparar e servir o menu da vingança matinal: muffins e panquecas.

  • ” Entrevista de Ivete Sangalo no ‘De Frente Com Gabi’ em 2010″

    abril 7th, 2012
    A apresentadora Marília Gabriela ao lado da cantora e compositora Ivete Sangalo/Foto: Divulgação SBT

    Já madrugada de segunda-feira. Programa certo. Deitei-me. E coloquei na emissora paulista. Silvio Santos ainda estava no ar com jeito personalíssimo. Ele pergunta a uma de suas “colegas de trabalho” sobre qual atração viria depois. A “colega de trabalho” não sabia. Mas eu, sim. Era a entrevista de Ivete Sangalo no “De Frente Com Gabi”. Havia me informado antes. Começa. Ivete está vestida de branco, elegante, maquiagens e cabelo discretos. Para que mais? A demanda da ocasião era esta. O assunto principiante do “talk show” fora o grandioso espetáculo da intérprete baiana no Madison Square Garden, em Nova York, palco de notáveis artistas internacionais. Isto demostrou ousadia sem par de Ivete. Porém, fato é que bem-sucedido fora o citado espetáculo. Provou-nos que estofo possui para encarar o que causaria insegurança a alguns. Foi sincera ao asseverar que pretende sim levar adiante carreira no exterior. Porém, sem abandonar os pequenos torrões pelo Brasil afora. A competente entrevistadora afirma-lhe de que gosta de “fazer dinheiro” (referindo-se às inúmeras formas de faturamento dela). No que Gabriela ouve de maneira próxima: “Tudo é trabalho”. Parte para a vida pessoal: Ivete discorre acerca de maternidade, família, marido… Marília pergunta algo crucial de modo que transcreverei aqui apenas como ideia: “Como se dá a rivalidade entre as cantoras baianas, especificamente as de “axé”? No que Veveta, o apelido de Ivete, replica: “A rivalidade é boa por questões de mercado”. É verdade, quem esquece-se da disputa acirrada entre Emilinha Borba e Marlene? Até hoje desconhece-se o que havia de verdade nisto. E, por fim, ao ser indagada pela jornalista qual era o sonho de sua vida, sem pestanejar, diz: “Continuar cantando.” Ivete Sangalo, no que depender dos ardorosos fãs que abarca, o sonho que acalenta será sempre real. 

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