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Blog do Paulo Ruch

  • The Party! Celebration Weekend Píer Mauá – 2011

    fevereiro 6th, 2014

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    O DJ Jesus Luz é chamado ao palco para se encontrar com o DJ inglês Paul Oakenfold, na The Party! Celebration Weekend, evento realizado no Píer Mauá, no Rio de Janeiro.
    Jesus, que também é ator e produtor (participou das novelas da Rede Globo “Aquele Beijo” e “Guerra dos Sexos”), atualmente é um dos competidores do quadro “Saltibum”, do programa do apresentador Luciano Huck “Caldeirão do Huck”, exibido na mesma emissora, em que se sagrará vencedor aquele que tiver a melhor performance em saltos ornamentais.

    Foto: Paulo Ruch

  • Fashion Rio Outono Inverno 2014 – Píer Mauá

    fevereiro 1st, 2014
    Foto: Paulo Ruch

    A apresentadora, modelo e cantora Sabrina Parlatore no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá.
    A paulista de Campinas Sabrina iniciou sua carreira de modelo ainda na adolescência.
    Como modelo estabelecida, fez sucesso no Japão, onde participou de inúmeros editoriais, campanhas e programas de TV.
    Em 1995, no ápice da MTV brasileira, torna-se uma das principais VJs da emissora, muito em decorrência de seus inegáveis carisma, beleza e poder de comunicação, e passa a apresentar o “Non Stop”.
    Vários outros programas foram por ela conduzidos, sempre com competência, como o “Disk MTV”, “Resposta MTV”, “Suor MTV” e “Luau MTV”.
    A partir de 2000, Sabrina Parlatore é contratada por outras emissoras para comandar as suas atrações, em que podemos citar “Território Livre”, “Deu Praia”, “Geral” (quadro do “Show do Esporte”) e “Clipmania”, todas na Rede Bandeirantes; e “Vitrine”, na TV Cultura.
    Apresentou o “Update”, no canal Glitz*, fazendo reportagens de cinema, música e variedades.
    Ainda pelo Glitz*, costumava anualmente cobrir semanas de moda de grande importância, como o Fashion Rio.
    Na cerimônia de entrega do Oscar 2014, em sua 86ª edição, Sabrina Parlatore comandou ao vivo, pelo canal TNT, juntamente com Rubens Ewald Filho e Fred Lessa, a transmissão da chegada das celebridades de Hollywood ao tapete vermelho do Teatro Dolby, na Califórnia, onde ocorreu o evento visto em todo o mundo (Sabrina falou acerca dos filmes e indicados em demais categorias, além de tecer comentários sobre os aguardados figurinos das estrelas).
    No momento, Sabrina Parlatore tem se dedicado à carreira de cantora, apresentando-se em diferentes e prestigiadas casas noturnas, como o Tom Jazz, em São Paulo (com o show “De Gershwin a Tom Jobim”; o repertório da intérprete inclui clássicos e standards do jazz e da bossa nova, como “Dream a Little Dream”, “The Way You Look Tonight” e “Corcovado”).
    Em abril deste ano, houve uma segunda temporada de shows da artista, acompanhada de um pianista, no bar do Terraço Itália, também em São Paulo, nos quais a cantora, além de mostrar ao público composições do jazz, reservou uma homenagem a nomes relevantes da MPB e do rock nacional, como Rita Lee, Djavan e Marina Lima.

    Agradecimento: Alessa 

  • Fashion Rio Outono Inverno 2014 – Píer Mauá

    fevereiro 1st, 2014


    A jornalista, consultora de moda e empresária Gloria Kalil no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá.
    Gloria é paulistana e se graduou em Ciências Sociais.
    Representou a marca de roupas Fiorucci, um enorme sucesso nos anos 80.
    Gloria é palestrante, oferecendo consultoria não só de moda, mas de comportamento, marketing (direcionado para lojas de varejo), além de prestar assessoria para a indústria e para instituições como o SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial).
    Lançou os livros “Chic, Chic Homem – Manual de Moda e Estilo”, “Alô, Chics!” e “Chic[érrimo]”.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Alessa

  • Fashion Rio Outono Inverno 2014 – Píer Mauá

    fevereiro 1st, 2014


    O modelo das agências 40º Models (Rio de Janeiro), Wilhelmina Models (Nova York, Los Angeles e Miami), ELO Management (São Paulo) e Mega Model Agency Hamburg & Berlin (Alemanha) Kim Freire no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá.
    Kim é carioca e estudou Comunicação Social na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC).
    Fotografou para inúmeros fotógrafos, como os badalados Mario Testino, Michael Roberts e Oscar Cecere, Hamid Bechiri, Jhonnes Mattos, Leandro Enne (foi gravado um vídeo para o canal “Woohoo 40 Graus”, junto com a modelo Taynara Resende; com Leandro, fez também o editorial “Coast Trip”), Eber Figueira (capa da revista francesa “M PHOTO” e “MMensuel”), Manu Gomes e Robson Freire.
    Participou de diversas campanhas, como para a prestigiada revista “L’Officiel Paris” (com direito a capa; o editorial se chama “Physical”; o fotógrafo foi o britânico Michael Roberts; houve a presença da top Jeisa Chiminazzo com outros modelos da 40º Models); Givenchy, com styling de Stefano Roncato; “Nº 21/Numero Ventuno”, em Milão, por Stefano Roncato; Byblos Milano Fall Winter 2013/2014; “Vanity Teen”, por Winter Vandenbrink; Pacco (São Paulo); GQ Brasil; Blue Man Brasil; e Shopping JK Iguatemi (SP).
    Desfilou na Semana de Moda de Berlim; para Ermanno Scervino na Milano Fashion Week; e para Victor Dzenk no Minas Trend, importante semana de moda mineira.
    Passou uma temporada de três meses em Londres a trabalho.
    Esteve em um editorial de capa do Caderno Ela do jornal O GLOBO com a surfista de ondas grandes ou “big rider” Maya Gabeira, sendo ambos fotografados por Vicente de Paulo.
    No Fashion Rio Outono Inverno 2014, Kim Freire chamou a atenção por desfilar para Victor Dzenk trajando apenas um caftã fluido e transparente estampado, “underwear” branca com debruns e arabesco pretos (como acessórios, óculos escuros, cordão com pingente e sandálias).
    Praticante de surf, o modelo foi considerado em matéria publicada no jornal O GLOBO como o “Menino do Rio”.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Alessa
    http://www.40grausmodels.com/

  • Fashion Rio Outono Inverno 2014 – Píer Mauá

    fevereiro 1st, 2014

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    O modelo Raphael Lacchine no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá.
    Raphael é capixaba de Cachoeiro do Itapemirim.
    Foi descoberto em Santo Antônio de Pádua, no Rio de Janeiro, por um scouter que o indicou para Sergio Mattos, booker e manager da agência 40º Models (RJ), que o convida para integrar o seu cast.
    Ao se mudar para a cidade carioca, logo é contratado para participar de uma campanha da grife Armadillo.
    Não demorou muito para que o modelo fosse para a Europa a trabalho, mais especificamente Milão, e lá fizesse sucesso com ensaios e editoriais para revistas internacionais (foi modelo exclusivo da coleção de underwear da marca italiana Diesel).
    Passa a ser agenciado pela Mega Model Brasil, que o considera um dos profissionais mais rentáveis da empresa (sua imagem foi vista em campanhas da Rocksterr e do JK Iguatemi).
    Desfilou para Dolce & Gabbana em uma de suas mais marcantes apresentações, na temporada Outono Inverno 2014, em Milão.
    Fez editoriais para a “Collezioni Uomo Italia”, “Wallpaper”, “Attitude”, GQ Brasil (editorial “Cosmopolita”, fotografado por Greg Swales) e Playboy.
    Raphael foi o modelo exclusivo de um ensaio publicado em agosto de 2014 no Caderno Ela do jornal O GLOBO em que, em quatro bonitas fotos tiradas por Romulo Soares, vestiu roupas da coleção Inverno 2015 da Emporio Armani (já fizera outros catálogos para o estilista italiano).
    Desfilou para Victor Dzenk no Minas Trend, mostrando a sua coleção moda praia.
    Na edição Verão 2014/2015 do Fashion Rio, Raphael Lacchine foi visto desfilando para a TNG e Ausländer.
    Na São Paulo Fashion Week, realizada em abril deste ano, numa temporada comemorativa de seus 20 anos, o modelo foi um dos selecionados para desfilar pela Colcci, que não exibiu apenas as suas apostas para o Verão 2016, mas se utilizou do desfile como palco para a despedida da top Gisele Bündchen das passarelas.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Alessa

  • Fashion Rio Outono Inverno 2014 – Píer Mauá

    fevereiro 1st, 2014

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    As modelos Juliany Moraes e Evelyn Moraes no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá.
    A agência à qual Juliany pertence é a Ford Models Brasil, e Evelyn faz parte do cast da Mega Model Brasil.
    Nesta edição do Fashion Rio, Evelyn desfilou para quatro marcas: Ausländer, Espaço Fashion, Oh,Boy! e Sacada (já na São Paulo Fashion Week Outono Inverno 2015, esteve impressionantemente nas passarelas de 14 grifes: 2nd Floor, Alexandre Herchcovitch, Coca-Cola Jeans, Colcci, Fernanda Yamamoto, GIG Couture, Gloria Coelho, Juliana Jabour, Llas, Pat Pat’s, Ronaldo Fraga, Tufi Duek, UMA Raquel Davidowicz e Wagner Kallieno.
    Na temporada Verão 2016 da São Paulo Fashion Week, que terminou há quase uma semana, Evelyn Moraes vestiu as coleções de Alexandre Herchcovitch, Cavalera, Juliana Jabour, Lilly Sarti, Paula Raia, Ronaldo Fraga, Samuel Cirnansck, UMA Raquel Davidowicz e Wagner Kallieno.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Alessa

  • Fashion Rio Outono Inverno 2014 – Píer Mauá

    fevereiro 1st, 2014


    No stand da marca de calçados Melissa, logo na entrada principal, a pintura de uma mulher com os cabelos formados por coloridas flores, obra da artista plástica Di Couto, chamava a atenção dos convidados do Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Alessa

  • The Party! Celebration Weekend – Píer Mauá – 2011

    fevereiro 1st, 2014

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    O inglês Paul Oakenfold, um dos DJs mais aclamados mundialmente, mixa o som na The Party! Celebration Weekend, no Píer Mauá, Rio de Janeiro.
    Paul, além de DJ, é produtor e remixer.
    Seu som eletrônico se enquadra no trance, no house, no techno e no trance progressivo.
    Já remixou grandes nomes do cenário da música internacional, como The Doors, Massive Attack, U2, Arrested Development, The Cure, New Order, Simply Red e Snoop Dogg.
    O DJ já se apresentou em várias partes do mundo, inclusive na China, especificamente na portentosa Muralha da China.
    Tornou-se um produtor de soundtracks de longas-metragens famosos, tais como “Collateral”, “The Matrix Reloaded”, “Swordfish” e “007 – Um Novo Dia Para Morrer”, além de criar trilhas para games, em que se incluem “007 – Die Another Day” e “Fifa”.
    Seu primeiro álbum solo se chama “Bunkka”, que contou com a participação de Nelly Furtado, Ice Cube e Tricky.
    Uma de suas composições pode ser ouvida no filme “A Identidade Bourne”, dirigido por Doug Liman, e protagonizado por Matt Damon.
    Já lançou mais de uma dezena de álbuns.

    Foto: Paulo Ruch

  • ” ‘A Teia’ nos ‘prendeu’. A libertação só virá com o seu desfecho. “

    janeiro 30th, 2014

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    Foto: Divulgação/TV Globo

    A nova série da Rede Globo, que estreou na última terça-feira, “A Teia”, de Bráulio Mantovani e Carolina Kotscho, com a colaboração de Lucas Paraízo, André Sirangelo, Stephanie Degreas e Fernando Garrido, tendo como diretores gerais Rogério Gomes e Pedro Vasconcelos (a direção de núcleo é de Rogério Gomes), mostrou logo em seu primeiro episódio todos os elementos típicos de uma narrativa que se enquadra nos gêneros ação/policial, não deixando nada a dever aos similares americanos que “monopolizam” este segmento que atrai tantos espectadores. Em terras ianques, o que não faltam são bons exemplos deste modelo de filme. Na passagem dos anos 60 para os 70, tivemos grandes êxitos comerciais, como “Bullit” (1968), com Steve McQueen e “Dirty Harry” (1971), com Clint Eastwood (que prosseguiu com uma bem-sucedida franquia). No tocante especificamente ao roubo de cargas, dois ótimos longas-metragens merecem menção: “O Primeiro Assalto de Trem”, dirigido por Michael Crichton em 1979, em cujo elenco estão Sean Connery e Donald Sutherland e um dos maiores clássicos nacionais “Assalto ao Trem Pagador” (1962), inspirado em fatos reais, com a direção de Roberto Farias. No “cast”, Reginaldo Faria, Grande Otelo, Eliezer Gomes, Jorge Dória e Ruth de Souza. Ao sintonizarmos nossas TVs em “A Teia”, fomos “de uma levada só” a testemunhar ferozes e alucinadas perseguições de veículos, desvairados tiroteios, romance em meio a bandidagem, confrontos psicológicos e os bastidores de uma investigação de um crime de porte elevado. A história de Bráulio Mantovani e Carolina Kotscho (inspirada em acontecimentos verídicos) começa com uma caçada implacável por policiais à caminhonete na qual se encontram o casal protagonista Baroni (Paulo Vilhena, que dispensou muitas cenas de dublê em que a presença deste era necessária), Celeste (Andreia Horta), sua amante e ex-prostituta, e a filha desta, Tereza (Nathalia Costa), fruto de uma relação com um detento, Ney (Gustavo Machado), que Baroni conhecera na prisão, e dele se tornara inimigo. No decorrer do cerco inescapável, Baroni perde o controle do carro, e uma profunda e assustadora ribanceira o aguarda. O rapaz e a menina, com seu ursinho Bola, sobrevivem. Paira uma dúvida se o mesmo ocorreu com Celeste. Há um “flashback” de três meses, com a apresentação da execução de um audacioso, elaborado, complexo e arriscado roubo de uma carga de 60kg de ouro que seriam transportados por um avião no Aeroporto de Brasília. A quadrilha possui, em média, de 8 a 9 membros, e estavam fortemente armados. O delito penal, comandado por Baroni, obtém sucesso, o que causa incômodo e enorme rebuliço nos corredores e salas da Polícia Federal. O Superintendente Regional da Polícia Federal de Brasília Eudes Andrade (Luciano Chirolli) designa o delegado Jorge Macedo (João Miguel) para ser o responsável pelas investigações do roubo que estremeceu os alicerces e o brio da respeitada instituição policial. A princípio, Macedo recusa a missão. Decide, então, aceitá-la, sob a seguinte condição: que seja reconduzido ao posto que ocupara em Fortaleza, de onde fora, a pedido dos próprios companheiros de trabalho, transferido para a Capital Federal. Há um mistério que envolve a sua forçosa transferência. Na verdade, a razão pela qual o personagem de João Miguel pretende retornar à cidade nordestina é o fato de ficar mais próximo de sua família, a esposa Isabel (Ana Cecilia) e a filha Paula (Aline Peixoto). Macedo contará, para desbaratar a quadrilha de delinquentes, com a colaboração dos agentes Libânio (Fernando Alves Pinto) e Taborda (Michel Melamed). No entanto, o pujante esquema policial se deparará com o inesperado. O grupo criminoso não se resume a alguns poucos ladrões que não chegam a uma dezena. Políticos influentes e poderosos, mafiosos de diferentes países, policiais ligados à corrupção e prisioneiros de alta periculosidade estão envolvidos neste amplo “emaranhado”, nesta “teia” que deverá ser desmanchada. Uma situação pontual nos despertou curiosidade. A mãe de Jorge, Áurea (Denise Weinberg) inicia um romance com um ex-senador, Gama (Miele), antigo desafeto do filho que tentou denunciá-lo e prendê-lo por atos incompatíveis com o seu mandato. Mas a época política se caracterizava mais pela impunidade. Jorge deixa bem claro que quer o ex-senador longe de sua mãe. Mesmo com tantas cenas de se tirar o fôlego e que prenderam a nossa atenção, houve um momento de contemplação, com as belas paisagens dos desfiladeiros da Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso. O elenco, sem exceções, está em harmoniosa cumplicidade com a intenção do projeto da série. É quase inevitável não nos lembrarmos de Faye Dunaway e Warren Beatty, como Bonnie e Clyde, no memorável longa-metragem de Arthur Penn, “Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas” (1967) ao vermos a dupla formada por Andreia Horta e Paulo Vilhena. A trilha sonora é eclética, “atravessando” estilos como o rock, o folk e o blues. A montagem é esperta, acelerada, dinâmica, trepidante, nervosa, quase não nos dando tempo para pensar, enfim, um acerto sem contestações. Rogério Gomes e Pedro Vasconcelos merecem loas por aceitarem sem receios “embarcar” nesta aventura, na acepção literal do vocábulo, e realizarem com capricho, dedicação e “know-how” um episódio que nos dá abrangente visão do que teremos a seguir. Convém ressaltar que a quase totalidade das cenas fora gravada em externas, e que os diretores foram obrigados a lidar com um aparato tecnológico que exige experiência e noção precisa de seu manuseio. “Takes” com helicóptero, avião, veículos, armas e consequentes tiros não são nada fáceis de dirigir, é razoável que se ressalte. Bráulio Mantovani e Carolina Kotscho, incensados roteiristas de cinema, em sua estreia como parceiros profissionais, exibiram notória conjugação de ideias e objetivos dramatúrgicos, o que resultou em produto coeso, envolvente e instigante, sem, em nenhuma ocasião, terem se deixado levar pelos sorrateiros clichês. “A Teia”, com seus ótimos texto, elenco e direção nos “prendeu”. Difícil será nos desgarrarmos dela.

  • “Bem-vindo à ‘casa’ da ‘boneca’ Klara Castanho.”

    janeiro 25th, 2014

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    Foto: Raphael Dias/TV Globo

    Se para os atores em idade adulta dificultoso é se manter na profissão escolhida, numa ferrenha busca por papéis que a justifiquem, mais árduo ainda é para os intérpretes que brilharam na infância, estiveram em privilegiada berlinda, e foram obrigatoriamente impulsionados a ultrapassar a dolorosa fronteira que os separa da adolescência, fase esta na qual temos que nos esquecer, de modo imperante, das fantasia, ingenuidade, pureza, quase ausência de preocupações e problemas e salutar “alienação do mundo”. Esta etapa da vivência do homem, inevitável em si mesma na sua pouco ou nenhuma condescendência, dá-nos de “um dia para o outro” transformações no corpo e inescapável enfrentamento de questões atinentes à condição humana até então não debatidas. Digo isso a fim de corroborar que as vicissitudes por que passam as pessoas “comuns” passam os artistas do segmento cênico. Este peculiar fenômeno não é uma prerrogativa nossa, evidenciando-se em demais nações, inclusive na “Meca do Cinema”, os Estados Unidos. Se na terra ao norte do continente americano, deslumbramo-nos com as atuações de Jackie Coogan (“O Garoto”), Shirley Temple (“O Pássaro Azul”), Carl Switzer, como Espeto, e George “Spank” McFarland, como Batatinha (“Os Batutinhas”), Macaulay Culkin (“Esqueceram de Mim”) e Haley Joey Osment (“O Sexto Sentido”), tempos adiante não mais foram vistos com o realce que obtiveram. Há aqueles que pugnam para continuarem com mínima projeção, como Anna Paquin (“O Piano”), Heather Matarazzo (“Bem-vindo à Casa de Bonecas”) e Christina Ricci (“Família Addams”). No entanto, existem os que perpetuaram a glória, como Natalie Portman (“O Profissional”) e Christian Bale (“O Império do Sol”). No Brasil, bons exemplos são Gloria Pires, Isabela Garcia, os irmãos Selton e Danton Mello e… Klara Castanho. A atriz paulista de Santo André, que deu os seus primeiros e promissores passos na TV no seriado “Mothern”, no canal GNT, como Isabel, e na novela do SBT “Revelação”, como Daniela Mourão, logrou reconhecimento no país ao ser convidada pela Rede Globo para integrar o elenco da produção de Manoel Carlos, “Viver a Vida”, em que formou dupla irresistível com Giovanna Antonelli como mãe e filha, Dora e Rafaela (ganhara a láurea “Melhores do Ano” na categoria “Melhor Ator ou Atriz Mirim”, concedida pela TV Globo, e o “Prêmio Contigo! de TV de Melhor Atriz Infantil”), respectivamente. No momento, Klara se destaca como Paulinha na segunda trama de Walcyr Carrasco da qual participa, “Amor à Vida” (a primeira fora “Morde & Assopra”, levada ao ar às 19h na mesma emissora; nesta sinopse a atriz teve que mostrar a sua versatilidade ao defender Tonica, pois se tratava de uma personagem rural ou “caipira”, com direito a sotaque e gestual característicos). Paulinha é, sem resquícios de especulação, um dos membros precípuos do enredo criado por Walcyr, desencadeador de toda a dinâmica central da história, gerando densos conflitos, culpas, intrigas, armações, mentiras, fingimentos, ardis, dores e consequentes dissabores. A Paula de Klara Castanho, que antes se familiarizara com o universo espírita de Elizabeth Jhin na faixa das 18h em “Amor Eterno Amor”, como Clara, e gravara a décima primeira edição do DVD “Xuxa Só Para Baixinhos”, é um “character” espinhoso para qualquer ator, seja ele experiente ou não, cobrando-lhe alta carga dramática, sem cair no “overacting”, um dosado estoicismo perante as adversidades que lhe foram impostas, e acima de tudo, um sentimento visível de amor, afeto, emoção e sensibilidade, imiscuídos em radiante doçura. A dona do cãozinho Aladim se sobressai por sua integridade, caráter ilibado e uma inocência não perdida. Já nos primeiros capítulos, ficamos todos terrificados com o gesto sórdido de seu tio Félix (Mateus Solano), em processo de redenção, ao jogá-la em estado de recém-nascida em caçamba de lixo envelhecida, após ter sido arrebatada dos braços desfalecidos da mãe Paloma (Paolla Oliveira), deitada em “berço” nada “esplêndido” de local imundo ao qual não se pode tampouco nomear de banheiro, sito em bar cujo odor que reina é o “perfume” do álcool sorvido pelos desiludidos da selva urbana. Misturada aos detritos, com seus estridentes vagidos, despertam os aflitos ouvidos do “órfão” de esposa e filho Bruno (Malvino Salvador). A menina por ele fora criada ilegalmente, com o auxílio de cúmplices, sem a vigília indispensável dos olhos maternos. A dona desses olhos, Paloma, viveu longos anos “mergulhada na profundidade de um mar escuro” sem o fruto que gerara. O “Sr. Destino”, sempre misterioso em suas veleidades, encarregou-se, todavia, de que a bela doutora do Hospital San Magno, já afeiçoada a Paulinha desde quando era bebê, motivada por forte apego materno “inexplicável”, e companheira do pai de criação irmão de Gina (Carolina Kasting), diante de uma enfermidade que acometera a jovem de bonito e honesto sorriso, decide ser voluntária de um transplante urgente. Os exames de compatibilidade sanguínea não só atestaram que Paloma era a sua legítima mãe como negaram a paternidade do corretor de imóveis, forçado então a contar toda a verdade. O “posto” paterno é ocupado por Ninho (Juliano Cazarré), o “hippie chic” sombrio, que se outrora prometia à amada o mundo e as estrelas, no exato instante é aliado de Aline (Vanessa Giácomo), “expert” em “cupcakes” envenenados, num plano repugnante de destruir e depenar o patrimônio do preconceituoso César (Antonio Fagundes). Ninho, exímio patinador “indoor” de gelo, é autor de infinda galeria de tipos penais, que vão do sequestro e cárcere privado e terminam na formação de quadrilha e tortura. Os outros não convém comentar. Contudo, mesmo depois de ter sido sequestrada pelo pai, e sofrer o que os especialistas chamam de “Síndrome de Estocolmo” (quando a vítima constrói uma relação afetuosa com o algoz), fica dividida entre os dois “pais”. Vê-se num período de rebeldia compreensível, muito em decorrência das influências negativas do rapaz que se refere aos seus pares como “véio”. Defronta-se com Bruno e Paloma (o casal se reuniu ao término de disputas judiciais, subsequentes acordos e descoberta de ignóbil armadilha urdida pela “confeiteira malévola”). Em meio a isso, um tablet, que proporcionara encontros às escondidas de filha e pai. O que se percebe nesta reta final de “Amor à Vida” é que Paulinha começa a inquirir os que a cercam sobre o porquê da frieza de tratamento do tio Félix. “Por quê?”, ela diz. Ninguém lhe responde. Acredito que o autor não desperdiçará a rica oportunidade de pôr “tête-à-tête” dois ótimos atores, Mateus Solano e Klara Castanho, num aguardado e tenso acerto de contas. Se bem conhecemos Paulinha, com sua elevada alma e precoce sabedoria, a reação será surpreendente, ou seja, será capaz de perdoar o tio que ela considera elegante e charmoso. Concluímos que Klara Castanho “escreveu sua história” no enredo vigente do horário nobre. Aplausos para ela. E que todos sejam “bem-vindos à próxima ‘casa’ da ‘boneca’ Klara Castanho”.

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