” O plano de Ismael em ‘Insensato Coração’ não deu certo. Mas a carreira de Juliano Cazarré ‘vai muito bem, obrigado’. “

Publicado: 28/04/2012 em Cinema, Teatro, TV

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Foto: Revista Contigo!

Juliano Cazarré interpretou o motorista de Vitória (Nathalia Timberg), na novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Fazia um tipo estranho, que a princípio parecia ser só estranho, e que motivava as admoestações do chefe dos empregados da matriarca, Isidoro (Antonio Fragoso), muito em decorrência de suas atitudes no serviço. Era calado ao extremo. O desempenho do ator focava-se no olhar. Não se enturmava com os colegas de trabalho. Vitória procurava relevar as faltas do rapaz, porém Isidoro não se conformava. Até que surgiu Teodoro (Tarcísio Meira, em participação especialíssima). Houve uma aparente “sincronia” entre aquele e o motorista, que até lhe dava cigarros quando solicitado. Ismael aprontou de novo. E ficou resolvido que serviria ao “bon vivant” Teodoro. O jovem sério começou a dar telefonemas estranhos. Os telefonemas tinham que ser estranhos, porquanto Ismael era estranho. Foi aí que conhecemos de fato Ismael. Aproveitando-se da viagem que faria com o ricaço personificado por Tarcísio Meira, engendrou invasão à propriedade dele. O que não estava nos planos era que Oscar (Luigi Baricelli), Gilda (Helena Fernandes) e Serginho (Vítor Novello) iriam aparecer na mansão. O plano não deu certo. E Ismael preso foi. Mas já que falei tanto do polêmico personagem, falemos de quem o representara: Juliano Cazarré. Juliano é natural de Pelotas, Rio Grande do Sul. Bastante cedo, mudou-se para Brasília, onde cursou Artes Cênicas na UnB (Universidade de Brasília). Curiosidade: Juliano é filho do escritor Lourenço Cazarré. No teatro, atuou em peças dirigidas por Hugo Rodas. Firmou residência em São Paulo. No cinema, participou de importantes filmes, dentre eles, “A Concepção” (sua estreia), de José Eduardo Belmonte, “Tropa de Elite”, de José Padilha, “Nome Próprio”, de Murilo Salles, “Salve Geral”, de Sergio Rezende, “Vips”, de Toniko Melo e “Bruna Surfistinha”, de Marcus Baldini. Já na televisão, foi Téo, na série estrelada por Andreia Horta, “Alice”, na HBO. Depois, vieram “Força-Tarefa”, “Som & Fúria” e “As Cariocas”, na Rede Globo, culminando com o Ismael de “Insensato Coração”. Bem, como disse, Ismael era um cara estranho. Agora, espero que, com papéis estranhos ou não (no bom sentido), Juliano Cazarré retorne em breve. Em “Insensato Coração” acabou voltando. E está dando o ar da sua graça em “Avenida Brasil”, de João Emanuel Carneiro, como Adauto.

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