Quando Clara (Mariana Ximenes), para mostrar que estava supostamente se regenerando, fora trabalhar na cantina italiana de S. Talarico (Luiz Serra), em “Passione”, reparei na atriz que personifica uma das garçonetes, Ednéa. Pensei: “conheço esta bonita moça de algum lugar; não sei bem de onde, mas conheço.” Cheguei a pensar em filme que assistira há bastante tempo: “Como Nascem Os Anjos”, de Murilo Salles. E não é que ela havia não só dele participado, mas ganhado prêmio no Festival de Gramado pela atuação? Interrompamos o suspense. O nome da intérprete é Priscila Assum, e a personagem era Branquinha. Ao fazer o “longa” (muito interessante, por sinal), ao lado de Silvio Guindane e André Mattos (este ator é tão bom como artista como quanto pessoa), Priscila ainda era menina, e teve que protagonizar cenas de alto teor dramático. A partir daí, integrara o “cast” de outras produções cinematográficas, como “Preto no Branco”, de Ronaldo German; “Cafuné”, de Bruno Vianna; e o curta-metragem “Domingo de Páscoa”, de Pedro Amorim. Afora, não deixou de fazer teatro. E, para concluir, confesso-lhes: gostaria de ver Priscila Assum em nova obra teledramatúrgica, pois evidente que é bela, talentosa, e aposto, com vontade sobeja de trabalhar.
Categoria: Teatro
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Juliana Martins e Alexandre Borges em foto de divulgação do espetáculo “Eu Te Amo”.
Fui apresentado a Juliana Martins em 1992. Isto mesmo, 1992. À época, protagonizava texto teatral infantil de autoria de Heloísa Périssé (Heloísa não era ainda conhecida do grande público), chamado “Uma Viagem Encantada”. Juliana despertou-me a atenção por três motivos: suas beleza, dedicação profissional, e educação para os que com ela laboravam. Tínhamos bom relacionamento, e curioso é que havia assistido-lhe anteriormente interpretando papéis na divertida “A Gata Comeu”, de Ivani Ribeiro, na boa minissérie “Riacho Doce”, de Aguinaldo Silva e Ana Maria Moretzsohn, baseada no romance homônimo de José Lins do Rego, e em “Vamp”, de Antonio Calmon. Perdemos contato por contingências da vida. Só vim a reencontrá-la quando de sua participação no espetáculo “8 Mulheres”, de Robert Thomas, no qual também estavam Miriam Pires, Ruth de Souza e Bia Montez. E a conferi, claro, em “Malhação”, na primeira fase desta, na qual era uma das atrizes principais, e depois, no elenco de “Belíssima”, de Silvio de Abreu. Informações que me vinham pelos jornais davam-me conta que Juliana dedicava-se às crianças por meio de encenações ao lado de Heitor Martinez. Estrelou junto a Alexandre Borges
peça adaptada do filme de Arnaldo Jabor, “Eu Te Amo”, que tinha como diretores os cineastas Lírio Ferreira (“Baile Perfumado”) e Rosane Svartman (“Como Ser Solteiro”). Seria interessante rever Juliana na televisão. -
Morrison Hotel. Era isso o que estava escrito na camisa de Eriberto Leão no dia em que fora entrevistado no “Programa do Jô”. Uma homenagem implícita ao vocalista Jim Morrison, da banda The Doors, ídolo do rock confesso do ator. A conversa se inicia com Jô Soares falando a respeito da quantidade de personagens religiosos que constam da galeria dos tipos pelo artista interpretados. Eriberto menciona que o último fora no Auto da Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém, Pernambuco, em que personificava o próprio Jesus Cristo, e que o papel de Nossa Senhora cabia a Susana Vieira. Fora a sua segunda vez. Citou que 15.000 pessoas acompanham o espetáculo diariamente. Refere-se também à sua participação como protagonista no “remake” da novela “Paraíso”, de Benedito Ruy Barbosa. O assunto agora é a peça na qual está no momento, “A Mecânica das Borboletas”, de Walter Daguerre, e direção de Paulo de Moraes. No elenco, além dele, estão Suzana Faini, Otto Jr. e Ana Kutner. O apresentador lhe pergunta “o que que a mecânica tem a ver com as borboletas”. Responde que “a borboleta é o significado, o símbolo de sincronicidade de Jung”. Discorre sobre Rômulo, seu personagem. Fugira de casa quando tinha 15 anos, e regressara 20 anos depois. Havia se tornado um célebre escritor de ficção-científica, que acaba perdendo toda a inspiração, fato que o deixara desesperado. “Encontra a sua identidade quase esfarelada com a chave de casa que ele havia levado sem querer 20 anos atrás grudada nela”. Cita Lewis Carrol: “Follow the white rabbit”. Ou seja, “seguir a sincronicidade”. Cita também o filme dos irmãos Wachowski, “Matrix”. Para Eriberto Leão, “sincronicidade é você seguir uma coincidência significativa.” Após elogiar Walter Daguerre, afirma que a peça é “uma mistura de Sam Shepard e Arthur Miller brasileiro”. Prosseguindo então com a história. Rômulo retorna à casa, e descobre que o pai não mais vive. Eriberto assim percebe que o enredo lhe traz tantas coincidências que tangenciam a sua vida pessoal, que para ele não havia como deixar de participar desta encenação. Mais sobre Rômulo: ele é fã dos “beatniks”, e recebera a criação de um hippie que morava num trailer localizado no bosque da cidade. Leu “On The Road”, de Jack Kerouac. Pega todo o dinheiro da oficina mecânica da família e “põe o pé na estrada”. Esta oficina possui um jardim cuidado com carinho pela mãe. E o pai costumava dizer: “A gente não tem que buscar as borboletas. A gente tem que cuidar do jardim que elas aparecem.” Revela-nos que os índios e outras culturas veem os espíritos em forma de borboleta. E o tema da sincronicidade é de novo abordado. O ator aprecia Física, e conta-nos que os fatores pós-Big Bang estavam numa sintonia tão fina que seria impossível que a formação do Universo fosse uma coincidência. Segundo os físicos quânticos, existe uma lei misteriosa que explica como houve a expansão do Universo, que seria a Lei da Sincronicidade. E o intérprete comunica que a Alquimia assevera em sua primeira lei proximamente que “Assim como é em cima é embaixo”. Ou seja, “a mesma lei que rege o macro rege o micro”. Conclui-se que a mesma lei que rege o Universo rege a Terra. Este tópico é encerrado, e Jô indaga sobre o escrito na camisa do ator. Este lembra-se que na outra entrevista cantara “Light My Fire”, dos The Doors. E revela que Rômulo numa cena da peça canta “People Are Strange” (“When you’re strange, no one remembers your name…”). Rômulo sente-se um estranho na própria casa, após os fracassos literários. O “rock n’ roll” e a literatura permeiam a peça. E falando um pouco ainda sobre Rômulo, este fora o primeiro namorado da personagem de Ana Kutner, Lisa, que depois se casou com seu irmão gêmeo Remo, defendido por Otto Jr. Ocorre um embate entre os irmãos. E por fim, Eriberto diz que Jack Kerouac sentenciou que “ele era ‘beat’ porque ele acreditava na beatitude”. Eriberto dá a sua opinião: “o movimento ‘beatnik’ é uma busca espiritual se rebelando contra o ‘status quo’ “. Como se pode notar, houve uma sincronicidade. Ao assistir à excelente entrevista de Eriberto Leão no “Programa do Jô”, houve em mim a vontade irrefreável de escrever um texto baseado na sua narrativa inteligente e emotiva. Uma coisa desencadeou outra. Eriberto tem toda a razão.
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Está em cartaz no Rio de Janeiro “Hedwig e o Centímetro Enfurecido”, espetáculo dirigido por Evandro Mesquita, em cujo elenco está Pierre Baitelli (que fará o Espantalho no musical “O Mágico de Oz”, de Charles Möeller e Claudio Botelho Assistira ao filme “Hedwig – Rock, Amor e Traição”, de John Cameron Mitchell baseado em peça “off-Broadway”, escrita pelo próprio John e por Stephen Trask, responsável pelas canções. O longa-metragem é muito bom no que tange a vários aspectos. Mitchell colaborara também no roteiro, além de ser Hedwig, o personagem título. O que se vê prima pelas ousadia e inovação, afora as músicas inspiradas e instigantes. Falemos um pouco então acerca do ator Pierre Baitelli. Ele é um jovem artista que só tem recebido críticas elogiosas quanto ao trabalho. Devemos destacar “O Despertar da Primavera”, de Frank Wedekind, produção levada aos palcos pela competente dupla Charles Möeller e Claudio Botelho, que tivera ótima aceitação. Na TV, estrelou a minissérie “Capitu”, adaptada do romance de Machado de Assis, “Dom Casmurro”, por Luiz Fernando Carvalho. Entre as apostas de Luiz para esta arrojada nova maneira de se enxergar a obra de Machado, sob ponto de vista inclusive com elementos “pop”, estavam Pierre como Escobar, Letícia Persiles e Michel Melamed. O rapaz veio ainda a compor um vilão em história de Aguinaldo Silva, “Cinquentinha”.
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Foto/Divulgação
Dia de pegar um DVD na locadora. Dia de pegar filme nacional. Nada em mente. Chegando lá, escolheria-o. Deparei-me com “Estômago”. Fitei a capa, e lembrei-me do quanto queria assistir-lhe, e me veio à lembrança a gama enorme de prêmios ganhos pelo “longa”. Sabia que na produção dirigida por Marcos Jorge havia João Miguel, ator badalado no “métier” cinematográfico. O DVD está carregando. Começa. Passado certo tempo, surge atriz que desconhecia. Prestei bastante atenção em sua interpretação. E a conclusão não foi difícil: talentosa intérprete. Assim, Fabíula tornou-se uma boa referência na ótima obra de Jorge. A televisão não poderia deixar escapar uma jovem bonita e capacitada como Nascimento, e jamais por acaso, atuou em alguns episódios de “Casos e Acasos”. Entretanto, viu-se ainda nela força dramática para integrar um seriado policial, “Força-Tarefa”. Partiu então para o humor na ribalta com Marcius Melhem, em “Enfim, Nós”. E, finalizando, após ter se “juntado e misturado” aos que lhe são amigos, Fabí
ula Nascimento corroborou aquilo sobre o qual não pairam dúvidas: uma artista que nos é bem-vinda com vastos recursos para mostrar-nos o potencial que possui tanto no drama quanto na comédia. -
Fernanda Paes Leme se unirá a um “time de craques” na próxima novela de Gilberto Braga: Glória Pires, Rosi Campos, Eriberto Leão, Gabriel Braga Nunes e Norma Blum (escalação tão surpreendente quanto boa). Responsabilidade para a bonita e jovem Fernanda. Mas Paes Leme dará “conta do recado”. Na verdade, só passei mesmo a acompanhá-la a partir de “América”, apesar de já ter atuado em “Agora é que São Elas”, “Da Cor do Pecado”, e na minissérie “Um Só Coração”. Os públicos “teen” e infantil, respectivamente, já a haviam visto em “Sandy & Junior”, e “Sítio do Picapau Amarelo”. Há alguns meses, conferi Fernanda ao lado de Marcelo Faria e Jonas Torres, na peça clássica de Jorge Amado, “Dona Flor e Seus Dois Maridos”. Fernanda, claro, era Dona Flor. Impressionou-me seus profissionalismo e força de vontade, pois no dia em que lhe assisti, estava a se recuperar de um resfriado. Porém, dignamente fora ao fim, seguindo a máxima: “Show Must Go On”. E na obra de Gilberto, a bola lhe fora posta na marca do pênalti. É só chutar.
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Desde que apareceu no primeiro capítulo de “Avenida Brasil”, novela das 21h da Rede Globo, escrita por João Emanuel Carneiro, uma menina de 7 anos, com longos cabelos e porte frágil, porém com pujante desembaraço chamou-nos a atenção. Seu nome é Mel Maia. Um talento precoce que não se deixou intimidar em dividir fortes e dramáticas cenas com Tony Ramos, Adriana Esteves, Marcello Novaes e José de Abreu. A ótima direção exigiu de Mel toda a carga emocional que de forma nata possui, inclusive em momentos de ação, como aquele no qual teve que fugir de Carminha (Adriana Esteves), mas acabou por esta sendo pega. Como se não bastasse, a pequena atriz teve o desafio de gravar em local inóspito e difícil para qualquer ator, como um aterro sanitário, popularmente conhecido como “lixão”. Teve ainda que demonstrar veracidade nos instantes em que recolhia o lixo. Mostrar decepção ao ser traída pela “amiga”, a qual ajudara, em troca de um par de sandálias. Mas aí veio a parte poética para a intérprete, quando lhe surgiu no caminho Batata, personificado pelo cativante Bernardo Simões. Os diálogos de ambos foram encantadores e puros. As juras de amor… Tudo realizado com bastante cuidado e delicadeza como convém. As cenas do fictício casamento de Rita e Batata foram belíssimas. Havia um certo clima barroco, onírico, um tom de fábula, um verdadeiro conto de fadas. Todavia, não quis o destino que Rita continuasse no “lixão”, e Lucinda (Vera Holtz), preocupada com a obsessão da filha de Genésio (Tony Ramos) em levar a cabo a sua vingança contra Carmen Lucia, decidiu por bem que fosse para a Argentina, a fim de que Martín (Jean Pierre Noher) a criasse. Rita e Batata têm que se separar. Mel Maia mais uma vez imersa em cena de emoção ao ter que se despedir da “família” que a acolhera. Já em terras portenhas, Rita pisa feliz sobre as uvas. E das mesmas uvas, aparece Rita/Nina já adulta (Débora Falabella). A bonita moça, bem de vida, chef de cozinha, não mudou o que acalenta desde criança: vingar-se de Carminha. Quanto à carreira de Mel Maia, já com 4 ou 5 anos, com a ajuda do produtor Marcelo Pires, aceitando um pedido da própria que queria ser atriz, resolveu lhe dar uma bolsa de estudos de interpretação, e em pouco tempo estava fazendo uma peça. Trabalhou em “O Relógio da Aventura”, especial da Rede Globo em 2010. Por pouco não entra em “Avenida Brasil” por causa de sua idade incompatível com o papel, que exigia entre 10 e 12 anos. Entretanto, João Emanuel Carneiro ao ver o seu vídeo, quis que a escolhida fosse ela. Sorte de princesa, ou melhor, sorte de princesinha.
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Foto/Divulgação
Se eu ao caminhar na rua, e encontrasse um ator, e de pronto, perguntasse: – Você quer ser John Malkovich?, não teria bastante dúvidas que a resposta seria: – Sim, queria. John é um dos intérpretes mais instigantes de que se tem notícia. Além do potencial dramático irrefutável, e ao qual qualquer crítico vê-se obrigado a se render, possui rosto misterioso, enigmático e marcante. Malkovich sabe disso tirar proveito e cria tipos inolvidáveis, como o Valmont, do célebre romance de Choderlo de Laclos que serviu de inspiração para Christopher Hampton escrever peça homônima, que acabara transformada em longa do britânico Stephen Frears. Glenn Close e Michelle Pfeiffer junto a ele, tornaram este filme memorável. Malkovich já trabalhou com excelsos diretores, como o longevo em atividade, o português Manoel de Oliveira. Ganhara privilégio de integrar o “cast” da deliciosa comédia dos irmãos Coen, “Queime Depois de Ler”, com Frances McDormand e Brad Pitt. Com Spike Jonze, fizera obra autoral que citara aqui no início.

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Foto: Divulgação do espetáculoNoite chuvosa. Noite para ver “Mais Uma Vez Amor”. Cheguei ao teatro. Havia um rapaz refestelado em meu assento. Firme, mas não deselegante, avisei-lhe de que aquele me pertencia. Começa a peça. Erom Cordeiro e Deborah Secco surgem pela plateia. Nunca havia assistido a ambos no teatro. Erom, encontrara uma vez, em uma festa no Rio de Janeiro. O ator estava sob a forte repercussão de seu papel em “América”. Cumprimentei-o cordialmente. O espetáculo já fora encenado em tempos idos por Marcos Palmeira e Luana Piovani. Após fazerem “tournée” pelo Brasil, Cordeiro e Secco apresentam-se em curta temporada em terras fluminenses. O que depreendi depois de ter visto a encenação? Dois intérpretes com forte sintonia em cena. Algo importante se levarmos em conta a proposta do texto de Rosane Svartman, Lulu Silva Telles e Ricardo Perroni. Em resumo, é uma trama sobre um casal que atravessa etapas, representadas por momentos simbólicos históricos, e que tem que lidar com inevitáveis mudanças externas e pessoais. Há instantes de drama e comicidade. De forma contextualizada, o sensual se faz existir. E esta sensualidade é cumprida pela beleza física da dupla. A direção do prolífico e competente Ernesto Piccolo é acertada. Ernesto possui compreensão cênica. A trilha sonora, selecionada com esmero, reporta-nos a épocas de outrora. Ficamos tomados por nostalgia. A cenografia é funcional, com biombos transparentes para a troca de figurinos. Destacam-se projeções de bom gosto. O saldo é favorável ao público, que parece se sentir feliz com o que testemunhara. Se houver uma palavra para definir “Mais Uma Vez Amor” é “leveza”. E ao fim, saímos leves. Aguardemos Erom Cordeiro em relevantes filmes, como o “O Palhaço” e “Paraísos Artificiais”. E Deborah, na novela “Insensato Coração”, e no longa “O Doce Veneno do Escorpião”.
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Foto: Vicente de Paulo/Revista MymagEm tempos de “As Cariocas”, poderíamos então chamar Thiago Fragoso de “O Cantor da Tijuca”. Sim, porque nascera em terra visceralmente carioca, e desde cedo começara a cantar. E este “começara a cantar” o fez interpretar Pery Ribeiro na pérola teledramatúrgica “Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor”. Fragoso é jovem, bem jovem. Mas e daí? Já tem carreira larga em todas as plagas artísticas. E mesmo sendo moço, tão moço, vai ser papai. Que “lullabies” irá escolher para acalentar seu filho? É segredo. Só de Thiago e do filho. Por agora, é Vítor. Vilão de “Araguaia”. Tenho dúvida. Como pode artista com cabelos de querubim ser vilão? Pode. Pode porque Thiago é talentoso. Dizem que não se fazem atores. Estes já vêm ao mundo assim. Porém, o que custa uma lapidação? O rapaz viveu fora por um tempo. Bom que por apenas um tempo. Após, lapidou-se em mãos generosas. Mãos de Amir Haddad, Luís Mello, e Juliana Carneiro da Cunha, que trabalhara com o ícone Ariane Mnouchkine.




