Seu personagem é dono de uma companhia de táxi aéreo na novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Boas cenas lhe são conferidas, como a que houve em capítulo recente com Natália do Vale (Wanda). Werner é um homem de negócios. Não há espaço em seus objetivos para sentimentalismos. E partindo desta premissa, calcula os atos. O gaúcho Zé Victor Castiel corresponde condignamente ao papel que lhe fora dado. Possui respeitável carreira, incluindo “Incidente em Antares”, minissérie de Nelson Nadotti e Charles Peixoto adaptada da obra homônima de Érico Veríssimo. Participara de outra importante produção do gênero: “A Casa das Sete Mulheres”, de Maria Adelaide Amaral e Walther Negrão (adaptação do romance homônimo de Leticia Wierzchowski). Porém, antes atuara em “Laços de Família”, de Manoel Carlos, e “Esperança”, de Benedito Ruy Barbosa e Walcyr Carrasco. Ao meu ver, a grande popularidade de Zé Victor acontecera no folhetim de Manoel, “o cronista do Leblon”. Era Viriato, casado com Ivete (Soraya Ravenle), pai de Rachel (Carla Diaz). Tema precípuo o envolvendo recebeu o devido e responsável tratamento do autor: causas psicológicas comprometiam o seu desempenho sexual. Voltaria a trabalhar com o novelista em “Páginas da Vida”. E com Walcyr, em “Sete Pecados”. No cinema, integrara longa-metragem que concorrera ao Oscar de melhor filme estrangeiro, “O Quatrilho”, além do instigante “Jogo Subterrâneo”, com Felipe Camargo. No teatro, esteve em várias peças. No momento, estrela “Homens de Perto 2”. Zé Victor Castiel é locutor, e emprestou a voz a milhares de comerciais. Ele é o Werner de “Insensato Coração”. Eu não disse que vocês conheciam bem Zé Victor Castiel
Categoria: TV
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Júlio (Marcelo Valle) pensa no trabalho. Eunice (Deborah Evelyn) pensa no trabalho de Júlio. Quem pensa em Leila (Bruna Linzmeyer) e Cecília (Giovanna Lancellotti), filhas de ambos? Elas mesmas. No máximo, trocam confidências entre si. Cecília é até mais madura, entretanto não ao ponto de sua irmã lhe dar ouvidos. A personagem de Bruna em “Insensato Coração” quer porque quer perder a virgindade. Para que fosse ideal, teria que ser com um homem maduro, com “pegada”, segundo a própria. Há um rapaz no meio deste imbróglio: Cadu (Omar Docena), professor boa praça, descolado, de bem com a vida, e que dá aulas de “wakeboard” a Cecília. Sobrou para quem? Cadu, é claro. O esportista que não é bobo nem nada, cheio de hormônios pululantes na flor da idade, não iria resistir aos ofuscantes olhos azuis da moça que deseja virar mulher, e que possui pressa para isto. O casal tentou de tudo. “Fazer amor” em meio a uma festa, na casa do jovem… Porém, parecia existir uma “conspiração” contra os dois. Contudo, por que Leila decidiu deixar de ser virgem com hora e data marcadas? Arriscaria um palpite. Falta de orientação. E ela, a orientação? A quem caberia? Aos pais, lógico. Ah, esqueci-me de que estão preocupados com o trabalho de um deles. Também não pretendo afirmar que as meninas não sejam educadas. Recebem carinho e o que precisam materialmente. Porém, isto não é o bastante. Necessitam serem ouvidas. Cecília até tentou em capítulo recente: perguntou tanto à mãe quanto à avó (Bete Mendes) como havia sido “a primeira vez” delas. “Tomou um fora” de Eunice. Soou como pergunta desrespeitosa. Consequências? O que não se aprende em casa, aprende-se na rua, e muitas vezes mal. Ninguém, na verdade, intenta se ocupar com questões conflituosas dos outros. Face a este quadro, Leila “foi à luta”. Conseguiu finalmente “fazer amor” com Cadu. “Fazer amor” não seria a expressão adequada, pois o que não houve fora amor. Cadu se satisfez (pelo menos ele). Leila se decepcionou. Falou à irmã que não sentira nada. Pudera. Não se configurara culpa de Cadu, e sim da adolescente afoita. Imagino o que a falta de um bom diálogo com os pais não causa. Leila talvez não queira praticar sexo tão cedo. E não guardará uma história bonita para contar sobre a sua “primeira vez”.
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Maria Clara Gueiros, como Bibi, ao lado do ator e modelo Diego Cristo, uma de suas conquistas, na novela “Insensato Coração”, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. (Foto: Divulgação/TV Globo)Afinal de contas, que tipo de mulher é Bibi, personagem de Maria Clara Gueiros, em “Insensato Coração”? Uma mulher moderna, liberal, contemporânea, ou alguém incapaz ou temerosa de amar? Por que é casada ou mantém relacionamento com uma pessoa de quem sempre reclama, e não deseja encontrar tão cedo? Por que dá tanto valor ao físico, não se importando com o que os homens têm a dizer? A resposta nos será dada no decorrer da trama, provável. Ao se ver o comportamento de Bibi, vem-me à cabeça expressão fortemente popularizada na década de 80: “mulher objeto”. Aliás, há um filme dirigido por Silvio de Abreu em 1981, com Nuno Leal Maia e Kate Lyra cujo título é o mesmo da expressão. Só que com a mudança da postura feminina na sociedade, o “homem objeto” também passou a existir. E é assim que a prima de Marina (Paola Oliveira) costuma tratar aqueles que conquista. Ela age de maneira natural, sem culpas, ou quaisquer preocupações de que possa magoar os que se deixaram seduzir. Bibi é movida a instintos, ao que parece. Usa os meios de que possui para atrair aquele que desperta os seus desejos. Joga charme. Não perde tempo. Vai logo falando sem pudores o que está sentindo, quais são seus objetivos. Não mede palavras para definir os que lhe causam fantasias. Não se importa de ser vulgar. Não se importa com o que vão pensar dela. Consegue o que quer. Sexo. Sexo, sexo, somente sexo. Quando este acaba, de forma tranquila se despede do parceiro. Um “tchau” basta. Não sente “vazio” algum. Este é o seu jogo. As regras foram criadas por ela própria. Participa quem quer. Por enquanto, Bibi está ganhando. Um dia, pode perder. Se é que me entendem.
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Idos de 1986. Estava eu na condição de púbere. Lurdinha, personagem de Malu Mader em “Anos Dourados”, maravilhosa minissérie de Gilberto Braga, seus ar angelical, penteado e rosto de menina, Nat King Cole cantando “When I Fall in Love”… Tudo isto contribuíra para que Malu do meu imaginário fizesse parte. Eis que num certo dia, na mesma época, deparo-me com uma jovem com os cabelos molhados, azafamada para cumprir um compromisso na televisão. Não titubeei. O momento era único. Acanhado, mas me agarrando ao arrojo, cumprimentei-a. Ela me fora bastante gentil e educada, tanto quanto Lurdinha. A recepção carinhosa de Malu fizera dourado o meu ano. Voltei para casa feliz. Eu podia dizer para quem quisesse ouvir que havia encontrado Lurdinha. Desde então, torço pela carreira desta bela e talentosa atriz que merece obter espaço especial na TV, por todas as suas marcantes interpretações, como a inesquecível Glorinha da Abolição, de “O Outro”, de Aguinaldo Silva, em que dividia ótimas cenas com José Lewgoy, a Duda de “Top Model”, de Walther Negrão e Antonio Calmon, a Márcia de “O Dono do Mundo”, de Gilberto Braga (novela incompreendida pelo público face à abordagem de temas tabus, mas que eu apreciei), e a Maria Lúcia da ótima minissérie de Gilberto Braga, “Anos Rebeldes”. Houve ainda participações relevantes nos seriados “Comédia da Vida Privada” (baseado em alguns textos de Luis Fernando Verissimo) e “A Vida Como Ela É” (baseado nas crônicas de Nelson Rodrigues). Integrara o elenco de mais um seriado, “A Justiceira”, como Diana. O programa era inspirado em similares norte-americanos policiais. Houve um “upgrade” em nossa teledramaturgia quando o assunto são efeitos especiais. Vieram Paula Lee, de “Labirinto”, minissérie de Gilberto Braga, “Força de um Desejo”, do mesmo Gilberto, e Maria Clara Diniz, em “Celebridade” (cuja autoria coube a Gilberto Braga). Além disso, gostaria de frisar que ganhei a chance de ver Malu em uma das mais notórias peças teatrais de Nelson Rodrigues, “Vestido de Noiva”, dirigida por Luiz Arthur Nunes. Aventurou-se também na direção de filmes, no caso, o documentário “Contratempo” (junto a Mini Kerti). E agora, vive Suzana no “remake” de Maria Adelaide Amaral, “Ti-ti-ti, folhetim no qual defendera, em sua primeira versão, Walkiria, em 1985. E para finalizar, não podemos nos esquecer que a estreia de Malu Mader se deu em uma produção da mestra Janete Clair, “Eu Prometo”, na qual era Dóris. Um bom começo para uma jovem artista, não?
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Um dos atores que mais tem se destacado na trama de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, “Insensato Coração”, é sem dúvida alguma, Antonio Fagundes. Os autores lhe deram, no meu ponto de vista, um papel à altura de seu talento. Talento este que já nos fora provado inúmeras vezes tanto no cinema quanto na televisão. A carreira no teatro também é relevante (podemos citar um dos maiores sucessos, “Fragmentos de um Discurso Amoroso”, de Roland Barthes). Mas respeitemos o título, e nos atemos à TV. O porquê daquele, afinal? Porque é de se espantar a parceria bem-sucedida entre o intérprete e o teledramaturgo. A começar por “Dancin’ Days” (novela que indubitavelmente está no rol das melhores até hoje realizadas). Era Cacá, jovem diplomata insatisfeito com a profissão, filho de Franklin (Cláudio Corrêa e Castro) e Celina (Beatriz Segall). Formou par romântico com Sônia Braga (Júlia Mattos). O que veio a seguir? “Louco Amor”, em 1983. Seu personagem era José Augusto, e mantinha um romance com Lucia (Christiane Torloni). Gilberto não escondia a admiração pelo trabalho do artista, e no ano posterior já havia o escalado para “Corpo a Corpo”. Constituía família com Débora Duarte e Selton Mello (um garotinho que já mostrava potencial dramático). Porém, o bom desafio ainda estava por vir. O grande novelista havia reservado a Fagundes um dos protagonistas de “Vale Tudo”, Ivan Meirelles. Este “character” se envolveu com Rachel Accioli (Regina Duarte) e Helena Roitman (Renata Sorrah). Na minha opinião, considero um prêmio concedido a cada profissional que participara desta produção, que é um clássico indiscutível. Após, personificara um vilão dos mais polêmicos (a rejeição do público foi enorme), Felipe Barreto (“O Dono do Mundo”, 1991). Não consigo entender a rejeição, pois Gilberto Braga tratava de um tema ousado. E a ousadia faz um folhetim ganhar visibilidade e gera discussão. Em 2007, o autor chegou a pensar em Antonio para dar vida a Antenor Cavalcanti, em “Paraíso Tropical”. Todavia, estava envolvido no “remake” do seriado “Carga Pesada”. Coube ao ótimo Tony Ramos a tarefa. E, agora, assistimos a Antonio Fagundes como Raul Brandão, homem cativante por suas integridade, retidão, firmeza nos atos, racionalidade e circunspeção. Pergunto-lhes: Fagundes é ou não é um ator de Gilberto Braga?
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Natalie Lamour (Deborah Secco) é exuberante, possui corpo escultural e chama a atenção de homens e mulheres por onde passa. Isto é bom ou ruim? Não sei se é de fato bom, pois Natalie busca essa atenção a qualquer custo. E por agir assim, paga alto preço. Que preço? O preço de não ser respeitada, por mais que queira provar aos outros de que é merecedora de respeito. Um exemplo disso se dera quando fora convidada para fazer “presença” na feijoada de um endinheirado (José D’Artagnan Júnior). Ao final do evento, na hora de receber o cachê, ouvira de quem iria lhe pagar uma proposta como se fosse uma “garota de programa”. Diante da negativa, o homem fala de suas fotos de nudez. Natalie retruca, e assevera que são “fotos artísticas”. Ela realmente acredita nisso. Há convicção nas palavras. Dá meia-volta, e não se “vende”. Não se “vende”, porém deseja um marido rico. Isto não é “se vender” de alguma forma? A personagem criada por Gilberto Braga e Ricardo Linhares para “Insensato Coração” é contraditória na própria natureza. Ela não está só, pois todos somos em maior ou menor grau contraditórios. A questão é como lidamos com nossas contradições, das quais não podemos escapar. Voltando a Natalie, houve em certo capítulo uma bonita cena entre ela e a mãe Haidê (a sempre ótima Rosi Campos): a moça perguntou a quem a concebera se com o dinheiro que ganhava não comprava nada para ela; Haidê na sua inocência comovente responde que gostaria de comprar uma cobertura para bolo. O fato demonstrou que Natalie Lamour gosta da mãe, e se preocupa com ela. Levou-a também a um restaurante japonês, e de modo carinhoso, ensinou-lhe os nomes dos pratos. Há saída para Natalie. Haidê almeja que tenha estabilidade. Eu completo: estabilidade
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André (Lázaro Ramos), em “Insensato Coração”, de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, teve uma vida pregressa pobre, dificultosa. Talvez o que o alegrasse fosse o fato de ser admirado pelas meninas da escola, incluindo Carol (Camila Pitanga). André se tornou então um dos “designers” mais reconhecidos e notórios do país. Poderíamos dizer: André é um vencedor. Transpôs todas as barreiras que lhe foram impostas por diversos motivos, e hoje é o que é. Mas André é um perdedor. Um perdedor na alma. Um perdedor no trato com os semelhantes. É um ególatra. Por que é assim? Vingança? Desforra? As pessoas que esnoba são culpadas pelo que passou? Acha que é superior aos demais porque desenha uma cadeira melhor do que os outros “designers”? Ao ser questionado por um profissional do jornalismo se se considerava um artista, ele disse que não. Suas palavras foram mais ou menos estas: “Arte é para se pendurar na parede.” Parece que não explicaram a André que por um acaso desenho é arte, e para se chegar a uma cadeira se tem que desenhá-la primeiro. Este rapaz precisa aprender muito. Em ocasião diversa num restaurante, com a mesma profissional, gabou-se de que os talheres foram por ele criados. Quem pode conviver com alguém assim? Poderiam, afinal, contar-me por que Carol se interessa por ele? André olha para o próximo com superioridade. André fala com ares de superioridade. André deve fazer amor com superioridade. Porém, nada é perfeito. Ele possui no seu sapato (será que foi desenhado por ele? Ou se não foi, provavelmente é importado) uma enorme “pedra”. Em se tratando de teledramaturgia, uma “pedra preciosa” interpretada pelo grande Milton Gonçalves. O pai que o abandonou, e que ainda por cima é alcoólatra. André não poderá escapar desta condição. Aliás, o moço deveria se incumbir de realizar o mais árduo e bem-vindo trabalho de sua brilhante carreira: “redesenhar” a sua vida, pois o que vi até agora fora um rascunho.
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Em “Insensato Coração”, de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, Norma (Glória Pires) é auxiliar de enfermagem, uma mulher simples, sem vaidade e solitária. Não há charme em sua vida. Toma conta de um senhor (Hugo Carvana) que diz guardar uma quantia considerável em dólares na própria casa. Léo (Gabriel Braga Nunes) ouve o que dissera. Aliás, era exatamente o que o rapaz queria ouvir, pois precisa de dinheiro para empregar em um negócio que lhe trará vantagens rápidas. O que fazer? Conquistar Norma. É hora de usar a boa lábia associada à bonita voz, olhares fixos com brilhantes olhos azuis, e sorrisos e meios sorrisos dados nas horas certas. Aproveitou uma chance em que Norma lanchava, e criou uma história de timidez pouco convincente a fim de que pudesse se aproximar dela. Mas existem pessoas como Norma. Pessoas que acreditam em histórias pouco convincentes. As solidão e carência têm papel decisivo para que se acredite nessas histórias pouco convincentes. Léo cria em torno de si uma imagem de homem frágil, desafortunado, em busca de um emprego qualquer para sobreviver. Contou a ela em outra ocasião um passado triste que é obrigado a superar. Tudo engendrado de forma minuciosa para enganar e comover mulheres como Norma. Norma está sozinha, parece ter se esquecido de que existe vida afetiva, e de repente surge um moço sedutor falando coisas que imaginaria não escutar mais. Norma foi “fisgada”. Já era de se esperar. Norma está nas mãos de Léo. Porém, o que ele quer nas mãos são os dólares. E estes estarão cada vez mais próximos quando o filho de Raul (Antônio Fagundes) possuir absoluto controle sobre quem está bem perto do dinheiro. Todavia, nós ainda não conhecemos a fundo Norma. Norma poderá nos surpreender. E a Léo também. Talvez não seja tão perigoso ter um Léo ao seu lado e sim… Bom, é melhor esperar pelos próximos capítulos.
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Como não gostar desta atriz chamada Fernanda Rodrigues (que teve como o mais recente papel na televisão a Jôse no “remake” de “O Astro”, e está em temporada teatral no Rio de Janeiro, ao lado de Marcius Melhem com a peça “Enfim, Nós”)? Acompanhamos sua carreira desde que era criança, ao estrear na novela de Antonio Calmon, “Vamp”, em 1991. Era filha do personagem de Reginaldo Faria, e se chamava Isa. Porém, antes, já havia trabalhado em comerciais e clipes. Após ter feito “Deus nos Acuda”, de Silvio de Abreu, Fernanda integrou o elenco de um dos folhetins que mais apreciei: o “remake” de “A Viagem”, de Ivani Ribeiro. O papel era bom: uma adolescente rebelde cujos pais foram interpretados por Jonas Bloch e Lucinha Lins (agraciaram-na com o “Prêmio Master” de atriz revelação). Já no ano de 1995, junto a um time de atores muito jovens, participa de “Malhação” (sucesso enorme à época que se mantém no ar atualmente depois de passar por inúmeras modificações temáticas). Vieram “Zazá”, “Corpo Dourado”, “Vila Madalena”, “Estrela Guia”, “Sabor da Paixão”, até personificar Julieta, uma jogadora de futebol que recebe um convite para treinar no exterior, em “A Lua Me Disse”. Esta trama das 19h de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa foi divertida e prazerosa. Voltaria a colaborar com Falabella, em “Negócio da China” e no seriado “A Vida Alheia”. Isto após “Bang Bang” e “O Profeta”. Tivera ainda significativa atuação na minissérie histórica “Aquarela do Brasil”, de Lauro César Muniz. No cinema, podemos destacar “A Partilha” e “Noite de São João”. No tocante ao teatro, compusera Pollyana, e ganhara o “Prêmio Coca-Cola de Atriz Revelação”. Há em seu currículo Nelson Rodrigues (“Beijo no Asfalto”). Esperemos o breve retorno de Fernanda ao ofício, pois é sempre bem-vinda.
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Foto: Flavio Graff/ Divulgação do espetáculo “Cartas de Amor – Electropoprockopera musical”Dedina Bernardelli (que encerrou há poucos dias no Rio de Janeiro a temporada da peça “Cartas de Amor – Electropoprockopera musical”, além de ser vista no longa-metragem “Ponto Final”), é uma atriz carioca reconhecidamente talentosa. A última aparição na TV fora em “Malhação”. Sua estreia na Rede Globo ocorrera na boa novela das 19h, de Lauro César Muniz, “Transas e Caretas”, em 1984, na qual havia dois irmãos completamente opostos nas personalidades, defendidos por Reginaldo Faria e José Wilker. Eva Wilma era a mãe de ambos, e Natália do Vale também integrara o elenco, cuja personagem Marília acaba sendo alvo de disputa dos mesmos irmãos. Havia até um robozinho (Alcides) que falava (isto em plenos 1984!). Bem, voltando a comentar sobre Dedina. A intérprete trabalhara bastante com amigos que lhe são queridos, como Domingos de Oliveira, Priscilla Rozembaum, Clarice Niskier, Clarisse Derziê Luz e Ricardo Kosovski. Sua carreira possui destacada visibilidade no teatro e no cinema. Nos palcos, fora uma das mulheres de “Confissões das Mulheres de 30”, com direção de Domingos de Oliveira, e nas telas, “Separações” e “Feminices” (novamente Domingos a dirigiu). Atuou com louvor no aclamado filme “Adágio Sostenuto”, de Pompeu Aguiar, que lhe rendera merecidamente o prêmio de “Melhor Intérprete” no Festival Ibero Americano, realizado em Sergipe, em 2008. Já pelo curta-metragem “Jonas”, de Allan Sieber, agraciaram-na com o Kikito de “Melhor Atriz” no Festival de Gramado, em 2003. Seja em qualquer segmento das Artes, Dedina Bernardelli sempre imprime seu indiscutível talento.







