Léo (Gabriel Braga Nunes) ontem, em “Insensato Coração”, deu-nos “aula magna” de como ser cruel ao mostrar o seu duplo (ou seria melhor a sua verdade?) a Norma (Glória Pires). Há muito não se via em novela uma mulher ser tão ofendida e humilhada por um homem. Dissera-lhe para se olhar no espelho. Se de fato acreditava que ele poderia se apaixonar por ela. Enfim, que era idiota. Norma custava a crer nas barbaridades que ouvia da boca que falara que a amava. A enfermeira vivia em microcosmo particular sem grandes atribulações na vida. Quando saíra deste microcosmo, deparou-se com o real. O real abominável que se materializa em pessoas como Léo. A mulher agora está em “maus lençóis”. Todas as evidências referentes ao furto dos dólares confluem para que se deduza que Norma fora a autora do delito. Impressões digitais na caixa onde ficava o dinheiro, uma cédula no bolso do seu “peignoir”, a falta de informações relevantes acerca de quem ela acusa ser o responsável pelo crime (o sobrenome, por exemplo)… Como se não bastasse, ainda há um advogado que moverá “mundos e fundos” para incriminá-la. Configurou-se fragrante delito. Norma é presa. Está bastante assustada. Mas há “luz no fim do túnel”: tanto o delegado quanto o inspetor responsáveis pelo caso perceberam no rosto coberto de pavor da acusada sinais de inocência. A porta de ferro é aberta. É recebida por Florinda (Tamara Taxman) que debocha quando escuta da nova detenta de que não é culpada. Será difícil provar. Não impossível. Por enquanto, infelizmente, Norma Pimentel está FICHADA.
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Foto: Ricardo Nahas/ Revista Joyce PascowitchEm 2005, na boa novela de Silvio de Abreu, atriz muito jovem cujo nome é Paola Oliveira estreava na Rede Globo, como Giovana. Como não se deixar encantar pela sua beleza à época? Impossível. Na trama, inicialmente nutria interesse pelo mecânico Pascoal (Reynaldo Gianecchini), e após, viveu conturbado romance com o primo Mateus (Cauã Reymond). Por este papel, Paola foi indicada a prêmios de “Atriz Revelação”. Não nos restam dúvidas que ela possui “star quality”, tanto que se mantém na mesma emissora até hoje em sucessivas participações. Depois de “Belíssima”, que a revelou para o Brasil, a intérprete foi escalada para o “remake” de “O Profeta” (adaptação de Duca Rachid e Thelma Guedes para a obra original de Ivani Ribeiro, com supervisão de texto de Walcyr Carrasco) para ser Sônia. Voltaria a trabalhar com a dupla de autoras em “Cama de Gato”, em que personificara a sua primeira vilã, Verônica. Porém, antes passara por seriados e especiais, e pelo “remake” de “Ciranda de Pedra” (adaptado por Alcides Nogueira da versão de Teixeira Filho baseada no romance homônimo de Lygia Fagundes Telles). Ano passado, estivera em “As Cariocas” e “Afinal, O Que Querem As Mulheres?”. No cinema, esteve ao lado de Reynaldo Gianecchini no sensual “Entre Lençóis”, de Gustavo Nieto Roa. A beleza de ambos é explorada de forma delicada. Não há vulgaridade em momento algum. Há ainda um longa-metragem do qual gostei bastante em seu currículo: “Budapeste”, de Walter Carvalho. Rita Buzzar adaptou a história do livro de Chico Buarque. E pudemos ver Paola em “Insensato Coração” como a apaixonada e competente profissional Marina. Percebo o quanto Paola Oliveira amadureceu. Demonstrou firmeza em cena. Parece ter compreendido a personagem que lhe coube. E olha que não é nada fácil para um ator ter que entrar em um folhetim de última hora, e como protagonista… Paola Oliveira entrou, e não desapontou.
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Omar Docena em cena do filme “Onda Da Vida”
Foto: Divulgação/Mid!A BacanaGostei das cenas do geminiano Omar Docena na novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, como Cadu. A despeito de estar envolvido em um tema sério (a perda da virgindade de Leila, interpretada por Bruna Linzmeyer), houve comicidade que impingiu certa leveza ao relacionamento do casal. No tocante à carreira, Omar começou no teatro ainda no colégio. Tomou gosto pela coisa. Resolveu se inscrever no disputado curso de Artes Cênicas da Unirio, no Rio de Janeiro, e passara em primeiro lugar. Esteve por algum tempo no programa do Multishow, “Quarto Mundo”. Decidira então viajar. Califórnia, Havaí, Indonésia… E foi justamente em Bali que uma produtora do folhetim de Antonio Calmon (“Três Irmãs”) encontrou Omar, e o reconhecendo de trabalhos anteriores na Rede Globo, como a minissérie “Um Só Coração”, de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, e “Malhação”, convidou-o para uma pequena participação como Jerry. O personagem agradou, e acabou ficando na trama. Omar integrara a Oficina de Atores da emissora carioca, e trabalhara com o respeitado cineasta Fernando Meirelles no seriado “Cidade dos Homens”. Uma de suas paixões é o surf. Além de “Insensato Coração”, Omar Docena atuou e finalizou “Onda da Vida”, filme que coproduziu, e participou como intérprete. Sem contar que fizera leituras da peça “Gia”. Torçamos para que Omar Docena sempre “pegue as ondas” do sucesso.
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Logo nos primeiros capítulos da novela das 21h de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, a moça bonita que mencionei no título despertou a minha atenção. Não somente pela sua beleza, mas pela forma com que atua. Giovanna (que estará no “remake” de Walcyr Carrasco de “Gabriela”) é egressa do interior de São Paulo, e muito cedo, após se emancipar, mudou-se para a capital. Mantinha um desejo em mente: ser atriz. E se mudou mais uma vez. Agora para o Rio de Janeiro. Estivera em um clipe da banda chamada Cine, cuja canção era “Garota Radical”. Bem, parece-me que a vida de Lancellotti é feita de adaptações. Na verdade, vida de ator é assim mesmo. Meio nômade, errante. Tem-se que estar onde o trabalho está. E hoje Giovanna está em lugar certo. Lugar para poucos ocupado por ninguém menos que Bete Mendes e Deborah Evelyn. A jovem é bem-humorada, e gosta de pessoas bem-humoradas. Em certa entrevista, já sabendo que estava escalada para o folhetim da Rede Globo, disse que “antes ao ligar a TV, via Mariana Ximenes, e que agora a veria (afirmara entre risadas)”. A intérprete apontou ainda que percebera diferenças comportamentais significativas entre cariocas e paulistas. Até na abordagem dos meninos, que segundo a própria, são mais “atirados”. Diz ser romântica e vaidosa. No folhetim do qual faz parte, Cecília, o seu papel, é uma adolescente “centrada”, com melhor visão dos acontecimentos, a despeito da pouca idade, e ligada à esporte radical. Os autores lhe reservarão emoções: formará um triângulo amoroso com Rafa (Jonatas Faro) e Vinícius (Thiago Martins). Para quem estava sozinha, e dava conselhos à irmã Leila (Bruna Linzmeyer)… Ao que tudo indica, o radicalismo não se resumirá só ao esporte que pratica. Estará presente na condição afetiva também. Rafa ou Vinícius? Isto é com Cecília, ou melhor, com Gilberto Braga e Ricardo Linhares.
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A fritura de uma omelete. Dois sucos com direito à sonífero. Um “boa noite, Cinderela” na “Gata Borralheira”. Armando, ou Léo (Gabriel Braga Nunes) armou, e conseguiu enganar a mulher chamada Norma (Glória Pires). Era noite no capítulo de ontem de “Insensato Coração”, e a enfermeira estava vestida de rosa com estampas de flores. No dedo, uma aliança “mentirosa”. Até então, julgava estar vivendo um sonho. Julgava estar num “mar de rosas”. O sono bate, e o casal se despede. Léo, como animal atrás de comida, procura os dólares de Silveira (Hugo Carvana). Usa luvas brancas. Sua. Enxuga o suor. Vira e revira o que está à frente. Encontra finalmente uma pequena mala, e a abre. Achou o seu tesouro “verde”. E num saco preto, foi colocando o valioso “verde”. Silveira acorda. Chama Norma. O rapaz parece não acreditar que o plano que soava perfeito poderia se tornar imperfeito. Foge como bicho acuado pela janela. Silveira apenas queria água. O mundo para porque Silveira quer água. A mulher a quem jamais respeitara é quem vai saciar a sua sede. Assim é a vida. Na cozinha, algo estranho. Maleta aberta e vazia. Silveira nos estertores da paranoia, acusa a mulher que saciara a sua sede de ladra. Esta desespera-se. Vai à janela. E vê o seu “príncipe encantado virar sapo” montado na moto em fuga. Norma empalidece, e sai em seu encalço, enquanto Silveira liga para o advogado, e lhe comunica o furto. A “ficha caiu” para Norma. Encontra o outrora amado no pardieiro real, e diz: – Armando… Norma, não tem jeito, você foi vítima da “Armação de Armando”.
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Júlio (Marcelo Valle) recebe telefonema de Marina (Paola Oliveira), que a pedido da avó (Nathália Thimberg), decide oferecer-lhe emprego administrativo no escritório que está montando. Ele não preocupa-se nem um pouco em disfarçar que está precisando de modo desesperado da oportunidade. Desliga. Regozija-se junto a Eunice (Deborah Evelyn). Ambos creem que a causa fora o colar de pérolas supostamente de Luciana (Fernanda Machado) que a filha de Zuleica (Bete Mendes) dera a “designer” a fim de comovê-la. Como podem pensar que Marina seria tão tola? Pois é, pensaram. O rapaz não perde tempo, e vai para o Rio de Janeiro discutir sobre os termos do contrato a ser firmado. Ao sair do táxi, deslumbra-se com a Cidade Maravilhosa (depois veio a comunicar a mulher que “parece outro mundo). Por favor, não me interpretem mal. Rio, Florianópolis, o Brasil é maravilhoso. Só pretendo demonstrar o comportamento do personagem. Ao chegar à ante-sala do andar principal do Grupo Drumond, é abordado por Oscar (Luigi Baricelli), que conversa com bastante simpatia. Aparece Clarice (Ana Beatriz Nogueira), que também lhe é cordata. É então recebido por Marina, que lhe faz algumas perguntas embaraçosas, como o que de fato o motivou a sair da empresa de Raul (Antônio Fagundes). Júlio mente, é claro. E mente mal. A bela moça que “não nasceu ontem” finge que acredita. Entrega-lhe o contrato, e sugere que o leia com calma. E Júlio lá está com calma! Júlio quer é pegar esse emprego de qualquer jeito, e assina sem ler. Pronto, agora o recém-contratado está aliviado. Telefona para a esposa, e conta-lhe coisas como: fora tratato por Oscar (vice-presidente do Grupo Drumond) como se fosse pessoa igual a ele(!); Clarice, que “parece aquelas mulheres de revista” lhe fora gentil (não era para ser?)… No final das contas, fico feliz por Júlio, porém algo me diz que esqueceu seu amor próprio em Floripa, ou então foi extraviado no aeroporto.
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Foto: Revista Mensch/Sérgio SantoianO rapaz (seu último trabalho na TV foi Rafa em “Fina Estampa”, de Aguinaldo Silva) que tornou popular o bordão “Tô rosa chiclete”, dentre mais alguns, na novela de Walcyr Carrasco, “Caras & Bocas”, foi de um extremo ao outro. Na novela de Walcyr era Cássio, um homossexual divertido que trabalhava em uma galeria de arte. No folhetim de Maria Adelaide Amaral, “Ti-ti-ti”, interpretou Pedro Luis Spina, um jovem a quem poderíamos classificar de “playboy”. Alguém que só tinha olhos para si mesmo, afeito a irresponsabilidades e inconsequências. Um ator gosta é disso. Variedades. Testar os seus potencial e limites. E Marco ganhou essa chance. Bem no começo da carreira, Pigossi chegara a gravar cenas da adaptação brasileira de “Rebeldes Way” que iria ao ar pelo SBT. Porém, por decisão da emissora, a produção não fora exibida. Foi escalado então para integrar o elenco de “Um Só Coração” (2004), minissérie de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira. Compusera Dráusio, um estudante revoltoso. Partira afinal para a sua estreia em telenovelas na Rede Globo: “Eterna Magia (2007), de Elizabeth Jhin. Voltaria a trabalhar com Maria Adelaide Amaral em “Queridos Amigos” (minissérie veiculada em 2008), como Bruno. Foi somente no ano de 2009, com o personagem Cássio, sobre quem comentei no início deste texto, que houve o pleno reconhecimento da crítica e do público. Por agora, encena a peça de Ariano Suassuna, “O Auto da Compadecida”, no Rio de Janeiro. E estará no “remake” de “Gabriela”, de Walcyr Carrasco.
No momento, Marco Pigossi é o piloto Rafael, um dos protagonistas da novela das 18h da Rede Globo, escrita por Rui Vilhena, “Boogie Oogie”.
Rafael carrega a culpa de ter sido salvo por Alex (Fernando Belo), que morrera antes de se casar com Sandra (Isis Valverde), por quem acaba se apaixonando, o que causa decepção na sua antiga namorada, a empresária Vitória (Bianca Bin). -
Passamos a conhecer de verdade o gaúcho André Arteche a partir de “Caminho das Índias”, novela de Gloria Perez, exibida pela Rede Globo em 2009. Era Indra, um rapaz influenciado por suas ascendência indiana e cultura do país no qual residia, no caso, o Brasil. Nutria paixões pela fogosa Norminha (Dira Paes) e pelo mundo dos internautas. André compôs, sob o meu ponto de vista, muito bem Indra. Pensou criteriosamente nos movimentos faciais involuntários que fazia para demonstrar as emoções. Algumas de suas características: gaguejava ao ficar nervoso e soprava o cabelo que lhe caía no rosto. Era divertido, tinha ótimas cenas, e ainda por cima, dançava de modo admirável e pertinente às coreografias típicas da Índia. Notou-se logo que Arteche levava jeito para a coisa. Havia ritmo. O que acabara sendo confirmado ao participar da competição “Dança dos Famosos”, no “Domingão do Faustão”. Só que antes de tudo isso, o ator já possuía carreira encaminhada. Cedo, “modelara” para a Ford Models. E estivera em filmes de inegável importância, como “Netto Perde A Sua Alma”, de Beto Souza e Tabajara Ruas. Este longa recebeu inúmeras láureas no Festival de Gramado. O de Brasília também o agraciou. Outro sucesso fora “Houve Uma Vez Dois Verões” (bastante premiado), de Jorge Furtado. Integrara o elenco da minissérie “Amazônia: de Galvez a Chico Mendes”, de Gloria Perez, cuja interpretação provável o levou ao folhetim que citei da autora. E no “remake” de “Ti-ti-ti”, de Maria Adelaide Amaral, coube a ele o papel de Julinho, amigo sincero de Marcela (Isis Valverde). Seu romance com Osmar (Gustavo Leão) não causou qualquer rejeição do público. Além do mais, Julinho disputou com Jaqueline (Claudia Raia) as atenções afetivas de Thales (Armando Babaioff). O páreo foi duro. André é bom ator, e merece o destaque que lhe deram. Está escalado para a próxima produção das 18h da Rede Globo, “Lado a Lado”, de João Ximenes Braga e Cláudia Lage.
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Júlio (Marcelo Valle), por leniência, covardia, frouxidão ou algo que a isto se assemelhe, deixou-se envolver em rede de chantagens e segredos na qual acabara sendo grande vítima. Já nos ficou evidente desde o princípio de “Insensato Coração”, novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, que o personagem de Marcelo é subjugado pela mulher Eunice (Deborah Evelyn). Quem dita as regras é ela. Quem toma as decisões é ela. E quem acaba “metendo os pés pelas mãos” é ela. Porém, Eunice só age assim porque o cônjuge permite. Permissividade nata que atenta inexoravelmente contra ele mesmo. Como na situação em que fez “vista grossa” quanto ao desvio de dinheiro efetuado por Léo (Gabriel Braga Nunes) da empresa do próprio pai (Antonio Fagundes). Foi fácil para o filho de Raul convencer o funcionário a aceitar um acordo espúrio com o fim de que pudesse ganhar tempo para repor o que fora desfalcado. O marido de Eunice é movido a medo. Medo de perder o emprego. Medo de enfrentar a mulher. Medo de “virar o jogo”. Por medo, chegou a chantagear o autor da falcatrua. Em troca de não revelar o delito, teria como benefício a cumplicidade do chantageado para interceder junto a Wanda (Natália do Vale) ao seu favor, haja vista que ocorreram sérias desavenças da sua esposa com o empresário Raul, fato que poderia causar a dispensa de seu cargo. Quanta intriga, quantos “fios de novelo”. Tudo resultaria como o desejado se no caminho não houvesse uma Eunice. O destempero personificado em mulher. Mulher que não se cala quando deve se calar. Mulher que fala o que só ela quer ouvir. Entretanto, existe uma Wanda, que costuma falar o que Eunice não quer ouvir. Em certo momento, então, o destempero “falou mais alto”. Disse o que não devia a Raul. Está feito: Léo “entregou a caneta”, Eunice “a pegou”, Raul “assinou”. A carta de demissão de Júlio.
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Foi bom ter visto Kate Lyra de volta às novelas. E justamente em uma de Silvio de Abreu (“Passione”, exibida pela Rede Globo), com quem já trabalhara, tanto no ótimo folhetim “Jogo da Vida” (1981), na mesma emissora, como no filme “Mulher Objeto” (1981). A carreira cinematográfica também se destacou em participações nos longas-metragens de Walter Hugo Khouri. Com este cineasta, fizera, por exemplo ,”Convite ao Prazer”. Além disso, integrara o elenco de “Bossa Nova”, de Bruno Barreto, protagonizado por Antonio Fagundes e Amy Irving. Porém, de fato, sua presença se fizera mais forte em nosso imaginário como a inocente americana que possui uma visão bastante particular do “jeito de ser brasileiro”, em humorísticos como “Planeta dos Homens” e “A Praça da Alegria”. O bordão usado “Brasileiro é tão bonzinho…” se incrustou de tal maneira nas lembranças coletivas que dificilmente será desvanecido. Ademais, é admirável de se testemunhar estadunidense tão apaixonada pelo Brasil, a ponto de se radicar no país. Frisemos que Kate Lyra é ainda roteirista. Sim, Kate, “brasileiro é tão bonzinho…”, e você é uma querida.






