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Blog do Paulo Ruch

  • “Ele pensou que fosse se dar bem com Bibi em ‘Insensato Coração’. Só pensou. Patrick é Leandro Lima.”

    abril 27th, 2012


    Foto: Fabrizia Granatieri/CARAS ONLINE

    O relacionamento de Bibi (Maria Clara Gueiros) e Patrick (Leandro Lima), no folhetim de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, sempre causou-nos impressão pelo inusitado, pelo aspecto demasiadamente liberal do romance. Ambos não eram casados. Exigência de Patrick, que já almejava lograr com possível separação tudo o que houvesse sido produzido e/ou ganho pelos dois durante a união estável. Ao saber desta tomada de decisão do rapaz que conhecera em despedida de solteira saindo de dentro de um bolo trajando apenas tapa-sexo, a prima de Marina (Paolla Oliveira) logo tratou de não colocar qualquer bem que fosse no nome dela a partir da data do início da relação. E durante essa “união” para lá de esquisita, Bibi ia “fazendo das suas”. Nenhum homem que exibisse rosto bonito e físico “trabalhado” escapava-lhe. Garçom, frequentador de hotel… Enquanto isso, Patrick em casa. E Bibi falando mal dele, questionando-se o porquê de ainda estarem juntos. O engraçado acontecia quando a personagem de Maria Clara “intimava” o namorado a nadar mais, pois o peitoral não estava a contento. E Leandro Lima possui corpo cuidado! Até que um dia, não sei se “da caça ou do caçador”, a mulher com tendências ninfomaníacas fragra o jovem aos beijos com Andressa (Nathália Rodrigues), a ex-amante de Cortez (Herson Capri). Fim de caso. E início de peleja judicial. Patrick pensa que possui direitos. Não possui. O que lhe restou foi uma carona dada pela ex-namorada. Bem, falemos agora de Leandro Lima. Leandro é natural de João Pessoa, Paraíba, e começou a trabalhar como modelo bastante cedo. Almejava atuar na televisão. Cursou a Oficina de Atores da Rede Globo, e a partir daí participou de algumas produções da emissora, como “Caminho das Índias”, de Gloria Perez, “Caras & Bocas”, de Walcyr Carrasco, “Viver a Vida”, de Manoel Carlos, a minissérie “Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor”, de Maria Adelaide Amaral, e “Passione”, de Silvio de Abreu. Por sinal, a interpretação nesta obra impeliu o diretor Daniel Berlinsky a convidar Leandro para personificar Patrick. Detalhe: Leandro Lima fora testado antes para ser Roni, papel que coube a Leonardo Miggiorin. Como modelo, integra o “cast” da Ten Model Management. No presente momento, faz parte da campanha da grife francesa IKKS, e será capa e terá editorial a ele dedicado na revista JUNIOR. Sua intenção é conciliar as duas profissões. Torçamos para que Leandro Lima mantenha o sucesso tanto em uma quanto em outra.

  • “O Rio de Estácio”

    abril 26th, 2012

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    Foto: site skyscrapercity

    A minha homenagem à Cidade do Rio de Janeiro:

    Estácio fundou

    Sebastião abençoou

    São Sebastião

    Flechado foi

    Assim como o Rio

    Tem problema, não

    O santo é adorado

    A cidade também

    Confundiram a baía com rio

    No mês de janeiro

    Podia ser em fevereiro

    Fevereiro que é a “cara” do Rio

    Não nos importa que seja baía ou rio

    O que vale é que a água banha o pão

    O Pão de Açúcar

    O sal molhando o doce

    Temos o verde na pedra

    A pedra não reclama

    Tampouco o verde

    Há lugar “pra” todo mundo

    Temos a “Princesinha do Mar”

    Areias, areias, areias…

    O Cristo a nos olhar

    Parece sério

    Só parece

    Ele nos observa

    Toma conta de nós

    Ninguém nunca o viu zangado

    Ele está sorrindo

    Podem reparar

    E o carioca?

    Dizem tanto do carioca…

    Mas todos amam os cariocas

    O carioca da praia

    O de terno da Rio Branco

    E até o que à toa fica

    Quem neste vasto mundo de Drummond

    Não se deixaria resistir pelo charme do fraseado

    Do gingado deste ser chamado…

    Como é mesmo o nome?

    CARIOCA!

    Paulo Ruch

  • “Você sabia que Londres estava mais bonita esses dias, Vera Fischer?”

    abril 26th, 2012

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    Foto: Paulo Otero/site Glamurama Joyce Pascowitch

    Tenho o dever de lhes confessar: sempre admirei Vera Fischer. Desde os tempos em que fora Sula, em “Sinal de Alerta”, de Dias Gomes e Walter George Durst, novela das 22h da Rede Globo. No elenco, havia o grande Paulo Gracindo, e a trama era crítica à poluição ambiental. E eu apenas um “petit” que se deixou encantar pela beleza da ex-Miss Brasil de 1969. Vera com sua determinação, conseguiu provar ao público que não possuía somente como atributo lindeza inconteste. Isto se corroborou em seus seguintes trabalhos, tanto na TV, quanto no teatro e no cinema. Aliás, gostaria de ressaltar que a estreia da atriz na emissora citada se deu em “Espelho Mágico”, novela de Lauro César Muniz, que lançou mão da metalinguagem ao abordar o mundo da televisão, e que trabalhara com Janete Clair, em “Coração Alado”. Posso destacar a obra de Gilberto Braga (com “takes” gravados em Londres), “Brilhante”, na qual interpretava Luiza. A direção solicitou ao mestre Tom Jobim, que compusesse música-tema homônima para a abertura da produção. No entanto, Vera cortou os cabelos bem curtos, e com permanente. Só que Tom compusera pensando em Vera Fischer de madeixas longas. Em 1987, foi a inesquecível Jocasta “minha deusa” de Tony Carrado (Nuno Leal Maia), em “Mandala”, folhetim inspirado na peça clássica de Sófocles, “Édipo Rei”. Integrou minisséries de inegável relevância, como “Riacho Doce”, “Desejo” (faria depois um espetáculo teatral com mesmo nome) e “Agosto”. Apostou no potencial cômico em “Perigosas Peruas”, ao lado de Mário Gomes e Silvia Pfeifer. Em “O Rei do Gado”, teve bom desempenho na primeira fase. Já em “Laços de Família”, emocionou como Helena, uma mãe abnegada. No cinema, esteve sob a direção de Sérgio Rezende, Cacá Diegues, Walter Hugo Khouri, Arnaldo Jabor e Braz Chediak. No teatro, Vera não fez por menos: “Macbeth”, de William Shakespeare; “Gata em Teto de Zinco Quente” (contracenou com Ítalo Rossi; assisti, e gostei), de Tennessee Williams; e “A Primeira Noite de Um Homem” (inspiração no livro de Charles Webb e no longa-metragem de Mike Nichols). Agora, escrevi, escrevi, e não lhes contei o motivo do título. Serei breve. Festa em boate, vislumbro Vera com a habitual exuberância (ela havia estado em Londres recentemente), e lhe disse: – Você sabia que Londres estava mais bonita esses dias? No que Vera indagou: – Por quê? Por que eu estava lá? Asseverei: – Claro! E numa outra ocasião, brinquei com a atriz ao vê-la de novo: – Puxa, Vera, você nem me avisou que vinha. É claro que fiz isto com todo o respeito e carinho que nutro pela intérprete. Sendo assim, garanto-lhes: Vera Fischer é amável, atenciosa, e sempre disposta a dar um sorriso. Tony Carrado estava certo: Vera é uma deusa.

  • “Entrevista com Luiza Brunet no ‘De Frente Com Gabi’ em 2011.”

    abril 26th, 2012

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    Foto: Roberto Nemanis/Divulgação SBT

    Marília Gabriela mais uma vez conseguiu arrancar de uma entrevistada declarações que talvez outro profissional não tão hábil conseguisse. E assim aconteceu com a modelo e empresária Luiza Brunet. Falou-se de tudo um pouco: carnaval, moda, casamento, filhos, solidão, análise… Sobre o carnaval, Luiza, que desfila há anos, confessou-se tímida para sambar nos ensaios de escola de samba. O que já não ocorre quando está à frente da bateria, atrás do mestre-sala e da porta-bandeira, fazendo as vezes de “Rainha de Bateria”, sendo observada por milhares de pessoas. Disse sentir algo semelhante à condição de “majestade” mesmo. Confessou que prefere se mostrar comportada, “protegida”, no que tange à fantasia. Marília se lembrou que junto com ela apenas Luma de Oliveira e Monique Evans marcaram fortemente sua memória ao se exibirem na Avenida. Quanto à nudez, a bonita morena que estava com maquiagem suave, cabelos cortados à altura do ombro com capricho (seu sonho quando criança era ser cabeleireira), blusa branca comprida dobrada nos braços e jeans, asseverou não possuir qualquer tipo de problema. E que os ensaios fotográficos que realizara, inclusive com Terry Richardson, e os que até hoje são feitos, assim foram com bastante naturalidade. Característica que, provável, venha das raízes pantaneiras, indígenas. No que diz respeito à moda, fora modelo exclusiva da famosa marca de jeans Dijon. Trabalhou para Azzedine Alïa e Guy Laroche. Os primeiros passos nos desfiles carnavalescos se configuraram como forma saudável de exposição à época. Sobre os filhos, mora com um deles, e se contenta com o fato da filha modelo, Yasmin Brunet, saber administrar a carreira em Nova York. Considera seus casamentos bem-sucedidos, a despeito de estar solteira no momento. Aprecia ser dona de casa, e revela que poderá um dia fazer análise. Volta e meia se vê vítima de boatos, mas que sabe lidar com os mesmos. Enfrenta possível solidão com atividade, ocupação. Não esconde que deveria ter investido com mais afinco na profissão de atriz. Não descarta um retorno. Confirmou à jornalista que lida de modo tranquilo com a maturidade, e que se cuida porque vê importância nisto, não somente pela estética. Enfim, pelo que pude perceber, Luiza Brunet é resolvida, franca, encara as circunstâncias atuais com serenidade, e se permite sonhar. Todo ser humano deve sonhar. Por que bela mulher como Luiza Brunet não deveria?

  • ” ‘Sex Appeal’: a minissérie que ficou conhecida por lançar uma nova geração de atrizes. “

    abril 26th, 2012

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    Foto: Divulgação/TV Globo

    O ano era 1993. O autor, Antonio Calmon. Os diretores, Ricardo Waddington e Ary Coslov. A história focava no mundo da moda (representado por concurso de modelos cuja vencedora receberia prêmio em dólares, e direito a possível carreira internacional da Agência Sex Appeal). Os proprietários da mesma eram interpretados por Walmor Chagas (Edgar) e Cleyde Yáconis (Cecília). Os escrúpulos passavam longe da dupla. Aproveitando, curiosidade: Walmor fora casado com a irmã de Cleyde, a notória Cacilda Becker. Voltando à minissérie. Como disse no título deste texto, houve fato interessante no que concerne à escalação do elenco feminino. Algumas das jovens artistas, como Luana Piovani, Camila Pitanga, Danielle Winits e Carolina Dieckmann firmaram-se como atrizes de uma nova geração. Isto não é muito comum de acontecer. Porém, com “Sex Appeal” aconteceu. Foi a estreia também de Nico Puig (o boxeador Tony), Felipe Folgosi (Julio, irmão de Tony), que era dependente químico, Ariel Borghi (filho de Esther Góes, que participou da produção, e Renato Borghi), Renata Lima e Claudia Rangel, dentre outros. Lembremos ainda de Lui Mendes. Além de tratar do universo “fashion”, o enredo continha elementos de “thriller” inseridos no personagem de Dennis Carvalho. Elizabeth Savalla, como Margarida, era a mãe protetora de Angel (Luana Piovani), que possuía amigo que fazia as vezes de pai, Caio (homossexual bem composto por Otávio Augusto). Mario Gomes deu vida a Artur, detetive que investigava quem perseguia a filha de Margarida, no caso, o sujeito personificado por Dennis Carvalho. E a certa hora, Artur envolve-se com Margarida. Enfim, esta obra do gênero, ao meu ver, fora um acerto. Soube ser leve ao abordar o universo mencionado, sem no entanto abrir mão de questões importantes para a sociedade, como o homossexualismo e a juventude vítima de seus vícios. Ainda por cima, somaram-se a isso boas doses de suspense.

  • ” Você… Você ‘tá’ precisando de ajuda, filho. Eu não sei se você ‘tá’ precisando de uma ajuda psiquiátrica, ou ‘tá’ precisando que eu te dê uns tapas. Eu não sei. Mas eu quero te ajudar. “

    abril 25th, 2012

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    Foto: Divulgação/TV Globo

    Pai herói. Filho anti-herói. Conversa franca entre ambos. Não, com Léo (Gabriel Braga Nunes), em “Insensato Coração”, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, nada é franco. Nem adianta, Raul (Antonio Fagundes). Tentar é perda de tempo. O rapaz está se recuperando de soco e coronhada que ele mesmo pediu para simular assalto. E com o dinheiro da venda do carro “roubado”, pagar dívidas. Por sinal, o que não faltam na vida de Léo são dívidas: a principal delas é a com ele próprio. O empresário diz desconhecer onde foi que errou para o filho ter se tornado o que é. Raul, você não errou em nada. Sim, Wanda (Natália do Vale) o mimou, protegeu-o em demasia, mas não a ponto de tê-lo transformado no que é. Seu olhar azul é frio, distante, sem emoção. Ele debocha. É cínico. Mente como respira. Engraçado que atrás de si havia quadro que me remete a “pop art”, no qual lia-se “Love You Live”. Parece piada. Léo viver o amor… Insensibilidade. Esta é a sua “arte”. Agora, não podemos negar que é intenso, determinado na prática de ignóbeis atos. O pai fala que o ama. Não acredita. O pai comunica-lhe que vai chamar Dimas (Bruno Gradim) para refazer os curativos. Léo solta um “idiota”. Léo, se há coisa a qual seu pai não pode ser chamado é idiota. Já em outra cena, Wanda, a mulher que afirma só ter os filhos na vida, vai informar ao ex-marido que não admitirá que lhe tire um dos filhos. Chegara ao absurdo de proclamar que não cederia(!) um deles. Wanda não está nada bem. Após ouvir uma série de acusações contra aquele a quem sempre acobertara, esbofeteia o pai herói. Deve ter doído. Porém, doerá muito mais nela quando souber quem na verdade é o “monstro”.

  • ” Não importa que ela tenha nascido em Chicago. Christine Fernandes é ‘brasileiríssima’. “

    abril 25th, 2012

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    Foto: Bob Wolfenson/Revista ALFA

    Sim, a atriz Christine Fernandes nasceu em Chicago, Illinnois, Estados Unidos. Ficou pouco tempo lá. Pois então, é mulher “brasileiríssima”. Toda a sua vida está presente no momento no país que adotara: família, profissão. E foi aqui que praticara por razoável período o vôlei. Das quadras, migrou para as lentes das máquinas fotográficas. Afinal, a beleza nata quase que a obrigava a seguir este ofício. Retorna ao país de origem (estudara em Fort Lauderdale, Flórida), mantém a carreira de modelo iniciada em terras brasileiras na seara internacional (incluindo campanhas em Taiwan, Suíça, Espanha e os próprios Estados Unidos). Começa assim, ao regressar ao Brasil, bem-sucedida carreira artística (cursara “O Tablado” e a Casa das Artes de Laranjeiras, além de cinema e filosofia). Antes de qualquer coisa, gostaria de deixar minha impressão sobre Christine. A bela moça já ostentou cabelos negros, contudo quando os têm loiros, vislumbro-a como uma das “famosas loiras de Hitchcock”. Encaixaria-se perfeitamente em um dos papéis dos filmes do “mestre do suspense”. Citemos exemplos: Grace Kelly, em “Janela Indiscreta” (“Rear Window”), Tippi Hedren, em “Os Pássaros” (“The Birds”) e Kim Novak, em “Um Corpo Que Cai (“Vertigo”). E como a televisão surgiu em sua vida? A estreia ocorreu com participação em “Quatro por Quatro”, de Carlos Lombardi. Porém, o destaque se deu pelas mãos de Manoel Carlos, em “História de Amor” (1995), como Marininha. Após ter trabalhado na Rede Bandeirantes em “Perdidos de Amor”, feito minissérie de Gilberto Braga (“Labirinto”) e um “Você Decide”, Christine Fernandes ganhara grande chance: integrar o elenco da adorável minissérie de Lauro César Muniz, “Chiquinha Gonzaga”. O papel era o de Alzira. A partir daí, seguiram-se vários folhetins, como “Esplendor”, “Estrela-Guia”, “Kubanacan” e “Essas Mulheres” (importante contribuição à produção da Rede Record, que lhe rendeu reconhecimento por meio de alguns prêmios). Voltou a colaborar com Manoel Carlos, em “Páginas da Vida”. Integrou o “cast” da eletrizante “A Favorita”, de João Emanuel Carneiro, foi uma médica responsável e verdadeira “mãezona”, Ariane, em “Viver a Vida” (loira como nunca), e estivera no seriado “A Vida Alheia” e no especial “Diversão.com”. E o cinema? Citemos, por exemplo, “Duas Vezes Com Helena”, “O Xangô de Baker Street”, “Amores Possíveis” e “Mais Uma Vez Amor”. No teatro, nada mais nada menos, interpretara a própria Hedda Gabler, no clássico de Henrik Ibsen. Agora, pensando melhor. Illinois e as quadras de vôlei perderam Christine Fernandes. Mas nós com isso ganhamos, não é?

  • “Murilo Benício: ‘eu lá podia imaginar’?”

    abril 25th, 2012

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    Foto: Divulgação

    Em tempos remotos, frequentei o mesmo lugar que Murilo. Ele era amigo de conhecidos meus. Nunca nos falamos, e desconhecia seu nome. Era quietíssimo, só observava. Exímio observador. Prestem atenção nos que observam. Não sabia que era ator. Diogo Vilela é outro que observa bastante. Até que um dia, certa amiga me disse que Benício estava atuando em peça teatral, e se saindo muito bem. Algumas primaveras decorreram, e alguém chegou até a mim, e me comunicou: – Murilo Benício vai fazer novela na Globo! A associação com o rapaz que já conhecia de vista não se dera. Pensara que poderia ser qualquer um que não tivesse longínqua ideia de ter sequer olhado. Foi quando o vi em “Fera Ferida”, de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares. Seu papel (ajudante de limpeza politizado) possuía razoável destaque no folhetim. As cenas com a Ilka Tibiriçá de Cassia Kis Magro eram boas. Houve passagem na trama que fora “prova de fogo” para o intérprete: ele, diante de vários artistas consagrados, em plena praça pública, deveria fazer discurso longo. Isto para um estreante é intimidador. O rapaz dissera que ficara tenso com este momento. Não era para menos. Seguiram-se a partir daí um sem-número de “discursos” de Murilo, não em praça pública, mas para todo o Brasil. Como por exemplo, ao compor o personagem que antes pertencera a Emiliano Queiroz: o Juca Cipó de “Irmãos Coragem” (o “remake” da obra original de Janete Clair fora realizado por Dias Gomes e Marcílio Moraes); o Bráulio/ Dráuzio de “Vira-Lata”, de Carlos Lombardi (esbaldou-se na comicidade); o Léo, jovem retraído de “Por Amor”, de Manoel Carlos, desprezado pela mãe Branca (Susana Vieira); o antagonista Cristóvão, de “Esplendor”, de Ana Maria Moretzshon; o Diogo/Lucas/Léo, de “O Clone”, corajoso folhetim de Gloria Perez (acredito que este tenha sido o maior desafio da carreira de Murilo); o Danilo de “Chocolate com Pimenta”, de Walcyr Carrasco; o Tião de “América”, de Gloria Perez novamente; o Arthur de “Pé na Jaca”, de Carlos Lombardi; o Dodi de “A Favorita”, de João Emanuel Carneiro (ao meu ver, o seu mais cativante desempenho na televisão); e por último o Ariclenes/Victor Valentim de “Ti-ti-ti”, de Maria Adelaide Amaral. Participara de diversos seriados, dentre os quais podemos destacar “Força-Tarefa”. No cinema, citemos alguns longas-metragens: “O Monge e a Filha do Carrasco”, de Walter Lima Jr.; “Os Matadores”, de Beto Brant; “Orfeu”, de Cacá Diegues; “Sabor da Paixão” (“Woman on Top”), de Fina Torres, filme no qual contracenou com Penélope Cruz, e que marcara primeira incursão no mercado internacional; “Amores Possíveis”, de Sandra Werneck; e “O Homem do Ano”, de José Henrique Fonseca (Murilo Benício pintara os cabelos de louro). No teatro, disse texto de Woody Allen na peça “Deus”; contracenou com Giovanna Antonelli em “Dois na Gangorra”, de William Gibson; e com Marisa Orth, em “Fica Comigo Esta Noite”, de Flávio de Souza. E após o sucesso como o “estilista espanhol”, retomou o seriado “Força Tarefa”, e agora o ex-jogador de futebol Tufão em “Avenida Brasil”, de João Emanuel Carneiro, exibida pela Rede Globo.

    Obs: Atualmente, Murilo Benício vive o personagem Jonas Marra, na novela de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira, “Geração Brasil”, exibida às 19h pela Rede Globo.

  • “Paulo Vladimir Brichta. Quero dizer, Vladimir Brichta.”

    abril 25th, 2012

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    Foto: Revista mymag

    Eu lia e relia críticas elogiosas ao espetáculo “A Máquina”, dirigido por João Falcão, e que no qual havia atores talentosos, como os baianos Wagner Moura e Lázaro Ramos (Gustavo Falcão é recifense). Porém, em meio aos conterrâneos de Bethânia tinha mineiro de Diamantina cujo nome é Paulo. Sim, Paulo Vladimir Brichta. Paulo, creio, é um dos artistas mais queridos do público em geral. Por quê? Pelos talento e simplicidade. Esta última virtude ficara evidente numa entrevista dele à qual assisti, no “Programa do Jô”. Bem, apesar de ter realizado outros trabalhos na TV, só vim a acompanhá-lo do início ao fim em “Belíssima”. O personagem Narciso (era tão vaidoso quanto a figura mitológica) possuía pujante comicidade, mas me lembro de cenas delicadas em que contracenava com Irene Ravache (Katina). Suas “performances” como modelo no folhetim eram ótimas. Ofereceram-lhe merecido programa próprio (“Faça Sua História”, em que era o motorista de táxi Oswaldir). Fora parceiro de excelente atriz (Debora Bloch), que se afinou bastante com ele, em “Separação?!”. Protagonizara a peça “Hamelim”, de Juan Mayorga. Agora, uma indagação: quando de fato Vladimir se fez notar? Chamara a atenção para si como o Ezequiel da novela “Porto dos Milagres” (2001), de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares (adaptação de obras de Jorge Amado). A seguir, vieram “Coração de Estudante”, “Kubanacan” e “Começar de Novo” (houve participações em seriados também). Como artista de teatro, coleciona renomadas encenações: “O Inspetor Geral”, de Nikolai Gogol, “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”, de João Guimarães Rosa, “Um Bonde Chamado Desejo”, de Tennessee Williams, “Calígula”, de Albert Camus, “Equus”, de Peter Shaffer, e o musical “Os Produtores”, de Mel Brooks e Thomas Meehan. No cinema, destacamos “A Máquina” (história baseada na mesma peça de Adriana Falcão que o lançou), “Fica Comigo Esta Noite”, “Romance” (gostei desse longa-metragem), “A Mulher Invisível” e “Quincas Berro D’Água”. No ano passado, Vladimir mostrara-nos convincente atuação, impingindo as doses certas de dramaticidade ao lado de Alinne Moraes em dois episódios de “Amor em 4 Atos”. O papel continha contornos nas angústias que remetiam ao movimento cinematográfico francês “Nouvelle Vague”. Como podemos perceber, Vladimir Brichta leva a sério a profissão escolhida. Leva a sério e nos faz rir como o Armani de “Tapas & Beijos”, seriado da Rede Globo.

  • “Uma atriz por quem tenho especial carinho: Debra Winger.”

    abril 25th, 2012

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    Foto: Divulgação

    Aprecio bastante a atriz Debra Winger. Há tempo considerável me surpreendi com sua beleza no interessante filme “O Casamento de Rachel”, de Jonathan Demme, no qual faz a mãe da protagonista personificada por Anne Hathaway, que aliás fora indicada ao Oscar por este longa-metragem. O que me causaram impressão foram a ótima forma física de Debra e a permanência de seu talento dramático. A intérprete está em meu imaginário pela atuação em “A Força do Destino”, de Taylor Hackford, em que fez um lindo par com Richard Gere, e que contou com Louis Gossett, Jr., que recebera a estatueta dourada por esta produção cinematográfica. E a bela música “Up Where We Belong” é tão boa de se ouvir, que a cada vez que é tocada, paramos para escutá-la prazerosamente. Também fora agraciada com o citado prêmio. Há ainda a memorável parceria havida entre ela e a grande Shirley Mclaine em notório momento do cinema (“Laços de Ternura”, 1983). E uma curiosidade: para os que viram “ET: O Extraterrestre” sem que fosse dublado, a voz do simpático alienígena é a de Winger modificada de forma digital.

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