Passamos a conhecer de verdade o gaúcho André Arteche a partir de “Caminho das Índias”, novela de Gloria Perez, exibida pela Rede Globo em 2009. Era Indra, um rapaz influenciado por suas ascendência indiana e cultura do país no qual residia, no caso, o Brasil. Nutria paixões pela fogosa Norminha (Dira Paes) e pelo mundo dos internautas. André compôs, sob o meu ponto de vista, muito bem Indra. Pensou criteriosamente nos movimentos faciais involuntários que fazia para demonstrar as emoções. Algumas de suas características: gaguejava ao ficar nervoso e soprava o cabelo que lhe caía no rosto. Era divertido, tinha ótimas cenas, e ainda por cima, dançava de modo admirável e pertinente às coreografias típicas da Índia. Notou-se logo que Arteche levava jeito para a coisa. Havia ritmo. O que acabara sendo confirmado ao participar da competição “Dança dos Famosos”, no “Domingão do Faustão”. Só que antes de tudo isso, o ator já possuía carreira encaminhada. Cedo, “modelara” para a Ford Models. E estivera em filmes de inegável importância, como “Netto Perde A Sua Alma”, de Beto Souza e Tabajara Ruas. Este longa recebeu inúmeras láureas no Festival de Gramado. O de Brasília também o agraciou. Outro sucesso fora “Houve Uma Vez Dois Verões” (bastante premiado), de Jorge Furtado. Integrara o elenco da minissérie “Amazônia: de Galvez a Chico Mendes”, de Gloria Perez, cuja interpretação provável o levou ao folhetim que citei da autora. E no “remake” de “Ti-ti-ti”, de Maria Adelaide Amaral, coube a ele o papel de Julinho, amigo sincero de Marcela (Isis Valverde). Seu romance com Osmar (Gustavo Leão) não causou qualquer rejeição do público. Além do mais, Julinho disputou com Jaqueline (Claudia Raia) as atenções afetivas de Thales (Armando Babaioff). O páreo foi duro. André é bom ator, e merece o destaque que lhe deram. Está escalado para a próxima produção das 18h da Rede Globo, “Lado a Lado”, de João Ximenes Braga e Cláudia Lage.
Categoria: Cinema
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Foi bom ter visto Kate Lyra de volta às novelas. E justamente em uma de Silvio de Abreu (“Passione”, exibida pela Rede Globo), com quem já trabalhara, tanto no ótimo folhetim “Jogo da Vida” (1981), na mesma emissora, como no filme “Mulher Objeto” (1981). A carreira cinematográfica também se destacou em participações nos longas-metragens de Walter Hugo Khouri. Com este cineasta, fizera, por exemplo ,”Convite ao Prazer”. Além disso, integrara o elenco de “Bossa Nova”, de Bruno Barreto, protagonizado por Antonio Fagundes e Amy Irving. Porém, de fato, sua presença se fizera mais forte em nosso imaginário como a inocente americana que possui uma visão bastante particular do “jeito de ser brasileiro”, em humorísticos como “Planeta dos Homens” e “A Praça da Alegria”. O bordão usado “Brasileiro é tão bonzinho…” se incrustou de tal maneira nas lembranças coletivas que dificilmente será desvanecido. Ademais, é admirável de se testemunhar estadunidense tão apaixonada pelo Brasil, a ponto de se radicar no país. Frisemos que Kate Lyra é ainda roteirista. Sim, Kate, “brasileiro é tão bonzinho…”, e você é uma querida.
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Seu personagem é dono de uma companhia de táxi aéreo na novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Boas cenas lhe são conferidas, como a que houve em capítulo recente com Natália do Vale (Wanda). Werner é um homem de negócios. Não há espaço em seus objetivos para sentimentalismos. E partindo desta premissa, calcula os atos. O gaúcho Zé Victor Castiel corresponde condignamente ao papel que lhe fora dado. Possui respeitável carreira, incluindo “Incidente em Antares”, minissérie de Nelson Nadotti e Charles Peixoto adaptada da obra homônima de Érico Veríssimo. Participara de outra importante produção do gênero: “A Casa das Sete Mulheres”, de Maria Adelaide Amaral e Walther Negrão (adaptação do romance homônimo de Leticia Wierzchowski). Porém, antes atuara em “Laços de Família”, de Manoel Carlos, e “Esperança”, de Benedito Ruy Barbosa e Walcyr Carrasco. Ao meu ver, a grande popularidade de Zé Victor acontecera no folhetim de Manoel, “o cronista do Leblon”. Era Viriato, casado com Ivete (Soraya Ravenle), pai de Rachel (Carla Diaz). Tema precípuo o envolvendo recebeu o devido e responsável tratamento do autor: causas psicológicas comprometiam o seu desempenho sexual. Voltaria a trabalhar com o novelista em “Páginas da Vida”. E com Walcyr, em “Sete Pecados”. No cinema, integrara longa-metragem que concorrera ao Oscar de melhor filme estrangeiro, “O Quatrilho”, além do instigante “Jogo Subterrâneo”, com Felipe Camargo. No teatro, esteve em várias peças. No momento, estrela “Homens de Perto 2”. Zé Victor Castiel é locutor, e emprestou a voz a milhares de comerciais. Ele é o Werner de “Insensato Coração”. Eu não disse que vocês conheciam bem Zé Victor Castiel
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Maria Clara Gueiros, como Bibi, ao lado do ator e modelo Diego Cristo, uma de suas conquistas, na novela “Insensato Coração”, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. (Foto: Divulgação/TV Globo)Afinal de contas, que tipo de mulher é Bibi, personagem de Maria Clara Gueiros, em “Insensato Coração”? Uma mulher moderna, liberal, contemporânea, ou alguém incapaz ou temerosa de amar? Por que é casada ou mantém relacionamento com uma pessoa de quem sempre reclama, e não deseja encontrar tão cedo? Por que dá tanto valor ao físico, não se importando com o que os homens têm a dizer? A resposta nos será dada no decorrer da trama, provável. Ao se ver o comportamento de Bibi, vem-me à cabeça expressão fortemente popularizada na década de 80: “mulher objeto”. Aliás, há um filme dirigido por Silvio de Abreu em 1981, com Nuno Leal Maia e Kate Lyra cujo título é o mesmo da expressão. Só que com a mudança da postura feminina na sociedade, o “homem objeto” também passou a existir. E é assim que a prima de Marina (Paola Oliveira) costuma tratar aqueles que conquista. Ela age de maneira natural, sem culpas, ou quaisquer preocupações de que possa magoar os que se deixaram seduzir. Bibi é movida a instintos, ao que parece. Usa os meios de que possui para atrair aquele que desperta os seus desejos. Joga charme. Não perde tempo. Vai logo falando sem pudores o que está sentindo, quais são seus objetivos. Não mede palavras para definir os que lhe causam fantasias. Não se importa de ser vulgar. Não se importa com o que vão pensar dela. Consegue o que quer. Sexo. Sexo, sexo, somente sexo. Quando este acaba, de forma tranquila se despede do parceiro. Um “tchau” basta. Não sente “vazio” algum. Este é o seu jogo. As regras foram criadas por ela própria. Participa quem quer. Por enquanto, Bibi está ganhando. Um dia, pode perder. Se é que me entendem.
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Idos de 1986. Estava eu na condição de púbere. Lurdinha, personagem de Malu Mader em “Anos Dourados”, maravilhosa minissérie de Gilberto Braga, seus ar angelical, penteado e rosto de menina, Nat King Cole cantando “When I Fall in Love”… Tudo isto contribuíra para que Malu do meu imaginário fizesse parte. Eis que num certo dia, na mesma época, deparo-me com uma jovem com os cabelos molhados, azafamada para cumprir um compromisso na televisão. Não titubeei. O momento era único. Acanhado, mas me agarrando ao arrojo, cumprimentei-a. Ela me fora bastante gentil e educada, tanto quanto Lurdinha. A recepção carinhosa de Malu fizera dourado o meu ano. Voltei para casa feliz. Eu podia dizer para quem quisesse ouvir que havia encontrado Lurdinha. Desde então, torço pela carreira desta bela e talentosa atriz que merece obter espaço especial na TV, por todas as suas marcantes interpretações, como a inesquecível Glorinha da Abolição, de “O Outro”, de Aguinaldo Silva, em que dividia ótimas cenas com José Lewgoy, a Duda de “Top Model”, de Walther Negrão e Antonio Calmon, a Márcia de “O Dono do Mundo”, de Gilberto Braga (novela incompreendida pelo público face à abordagem de temas tabus, mas que eu apreciei), e a Maria Lúcia da ótima minissérie de Gilberto Braga, “Anos Rebeldes”. Houve ainda participações relevantes nos seriados “Comédia da Vida Privada” (baseado em alguns textos de Luis Fernando Verissimo) e “A Vida Como Ela É” (baseado nas crônicas de Nelson Rodrigues). Integrara o elenco de mais um seriado, “A Justiceira”, como Diana. O programa era inspirado em similares norte-americanos policiais. Houve um “upgrade” em nossa teledramaturgia quando o assunto são efeitos especiais. Vieram Paula Lee, de “Labirinto”, minissérie de Gilberto Braga, “Força de um Desejo”, do mesmo Gilberto, e Maria Clara Diniz, em “Celebridade” (cuja autoria coube a Gilberto Braga). Além disso, gostaria de frisar que ganhei a chance de ver Malu em uma das mais notórias peças teatrais de Nelson Rodrigues, “Vestido de Noiva”, dirigida por Luiz Arthur Nunes. Aventurou-se também na direção de filmes, no caso, o documentário “Contratempo” (junto a Mini Kerti). E agora, vive Suzana no “remake” de Maria Adelaide Amaral, “Ti-ti-ti, folhetim no qual defendera, em sua primeira versão, Walkiria, em 1985. E para finalizar, não podemos nos esquecer que a estreia de Malu Mader se deu em uma produção da mestra Janete Clair, “Eu Prometo”, na qual era Dóris. Um bom começo para uma jovem artista, não?
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Um dos atores que mais tem se destacado na trama de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, “Insensato Coração”, é sem dúvida alguma, Antonio Fagundes. Os autores lhe deram, no meu ponto de vista, um papel à altura de seu talento. Talento este que já nos fora provado inúmeras vezes tanto no cinema quanto na televisão. A carreira no teatro também é relevante (podemos citar um dos maiores sucessos, “Fragmentos de um Discurso Amoroso”, de Roland Barthes). Mas respeitemos o título, e nos atemos à TV. O porquê daquele, afinal? Porque é de se espantar a parceria bem-sucedida entre o intérprete e o teledramaturgo. A começar por “Dancin’ Days” (novela que indubitavelmente está no rol das melhores até hoje realizadas). Era Cacá, jovem diplomata insatisfeito com a profissão, filho de Franklin (Cláudio Corrêa e Castro) e Celina (Beatriz Segall). Formou par romântico com Sônia Braga (Júlia Mattos). O que veio a seguir? “Louco Amor”, em 1983. Seu personagem era José Augusto, e mantinha um romance com Lucia (Christiane Torloni). Gilberto não escondia a admiração pelo trabalho do artista, e no ano posterior já havia o escalado para “Corpo a Corpo”. Constituía família com Débora Duarte e Selton Mello (um garotinho que já mostrava potencial dramático). Porém, o bom desafio ainda estava por vir. O grande novelista havia reservado a Fagundes um dos protagonistas de “Vale Tudo”, Ivan Meirelles. Este “character” se envolveu com Rachel Accioli (Regina Duarte) e Helena Roitman (Renata Sorrah). Na minha opinião, considero um prêmio concedido a cada profissional que participara desta produção, que é um clássico indiscutível. Após, personificara um vilão dos mais polêmicos (a rejeição do público foi enorme), Felipe Barreto (“O Dono do Mundo”, 1991). Não consigo entender a rejeição, pois Gilberto Braga tratava de um tema ousado. E a ousadia faz um folhetim ganhar visibilidade e gera discussão. Em 2007, o autor chegou a pensar em Antonio para dar vida a Antenor Cavalcanti, em “Paraíso Tropical”. Todavia, estava envolvido no “remake” do seriado “Carga Pesada”. Coube ao ótimo Tony Ramos a tarefa. E, agora, assistimos a Antonio Fagundes como Raul Brandão, homem cativante por suas integridade, retidão, firmeza nos atos, racionalidade e circunspeção. Pergunto-lhes: Fagundes é ou não é um ator de Gilberto Braga?
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Como não gostar desta atriz chamada Fernanda Rodrigues (que teve como o mais recente papel na televisão a Jôse no “remake” de “O Astro”, e está em temporada teatral no Rio de Janeiro, ao lado de Marcius Melhem com a peça “Enfim, Nós”)? Acompanhamos sua carreira desde que era criança, ao estrear na novela de Antonio Calmon, “Vamp”, em 1991. Era filha do personagem de Reginaldo Faria, e se chamava Isa. Porém, antes, já havia trabalhado em comerciais e clipes. Após ter feito “Deus nos Acuda”, de Silvio de Abreu, Fernanda integrou o elenco de um dos folhetins que mais apreciei: o “remake” de “A Viagem”, de Ivani Ribeiro. O papel era bom: uma adolescente rebelde cujos pais foram interpretados por Jonas Bloch e Lucinha Lins (agraciaram-na com o “Prêmio Master” de atriz revelação). Já no ano de 1995, junto a um time de atores muito jovens, participa de “Malhação” (sucesso enorme à época que se mantém no ar atualmente depois de passar por inúmeras modificações temáticas). Vieram “Zazá”, “Corpo Dourado”, “Vila Madalena”, “Estrela Guia”, “Sabor da Paixão”, até personificar Julieta, uma jogadora de futebol que recebe um convite para treinar no exterior, em “A Lua Me Disse”. Esta trama das 19h de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa foi divertida e prazerosa. Voltaria a colaborar com Falabella, em “Negócio da China” e no seriado “A Vida Alheia”. Isto após “Bang Bang” e “O Profeta”. Tivera ainda significativa atuação na minissérie histórica “Aquarela do Brasil”, de Lauro César Muniz. No cinema, podemos destacar “A Partilha” e “Noite de São João”. No tocante ao teatro, compusera Pollyana, e ganhara o “Prêmio Coca-Cola de Atriz Revelação”. Há em seu currículo Nelson Rodrigues (“Beijo no Asfalto”). Esperemos o breve retorno de Fernanda ao ofício, pois é sempre bem-vinda.
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Foto: Flavio Graff/ Divulgação do espetáculo “Cartas de Amor – Electropoprockopera musical”Dedina Bernardelli (que encerrou há poucos dias no Rio de Janeiro a temporada da peça “Cartas de Amor – Electropoprockopera musical”, além de ser vista no longa-metragem “Ponto Final”), é uma atriz carioca reconhecidamente talentosa. A última aparição na TV fora em “Malhação”. Sua estreia na Rede Globo ocorrera na boa novela das 19h, de Lauro César Muniz, “Transas e Caretas”, em 1984, na qual havia dois irmãos completamente opostos nas personalidades, defendidos por Reginaldo Faria e José Wilker. Eva Wilma era a mãe de ambos, e Natália do Vale também integrara o elenco, cuja personagem Marília acaba sendo alvo de disputa dos mesmos irmãos. Havia até um robozinho (Alcides) que falava (isto em plenos 1984!). Bem, voltando a comentar sobre Dedina. A intérprete trabalhara bastante com amigos que lhe são queridos, como Domingos de Oliveira, Priscilla Rozembaum, Clarice Niskier, Clarisse Derziê Luz e Ricardo Kosovski. Sua carreira possui destacada visibilidade no teatro e no cinema. Nos palcos, fora uma das mulheres de “Confissões das Mulheres de 30”, com direção de Domingos de Oliveira, e nas telas, “Separações” e “Feminices” (novamente Domingos a dirigiu). Atuou com louvor no aclamado filme “Adágio Sostenuto”, de Pompeu Aguiar, que lhe rendera merecidamente o prêmio de “Melhor Intérprete” no Festival Ibero Americano, realizado em Sergipe, em 2008. Já pelo curta-metragem “Jonas”, de Allan Sieber, agraciaram-na com o Kikito de “Melhor Atriz” no Festival de Gramado, em 2003. Seja em qualquer segmento das Artes, Dedina Bernardelli sempre imprime seu indiscutível talento.
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O consagrado ator, que também é excelente comentarista de cinema, e que possui uma das carreiras mais ricas das artes cênicas brasileiras, em todos os campos, tendo deixado importantes contribuições nestes, como o Mundinho de “Gabriela”, o Roque de “Roque Santeiro”, o Lorde Cigano de “Bye Bye Brasil”, o Antônio Conselheiro de “Guerra de Canudos”, além do Vadinho de “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, isto sem contar as peças teatrais de sucesso das quais integrara o elenco, como “Os Filhos de Kennedy”, construiu na trama de Gilberto Braga e Ricardo Linhares um tipo inescrupuloso, vingativo, debochado, anti ético, amoral, sem quaisquer resquícios de afeto pela família, mas todo apreço pelo individualismo, que ao público convenceu, e só corroborou o seu talento já por nós conhecido.
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Bonita, bem-sucedida, amiga, romântica. Assim podemos definir primeiramente a personagem de Camila Pitanga, em “Insensato Coração”, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Mas pelo visto, teremos que acrescentar mais um adjetivo aos que lhe foram atribuídos: iludida. Sim, iludida. Iludida com André Gurgel (Lázaro Ramos). Ela nutre por ele uma paixão antiga, dos anos de escola. Era considerada o “patinho feio” (difícil acreditar nisso, em se tratando de Camila) nessa época. Já André era o popular, o assediado pelas garotas. O tempo passou. Ambos se tornaram profissionais de respeito nas áreas nas quais atuam. Porém, há um “abismo” que os separa. André é prepotente, arrogante, cheio de si e nada, nada romântico, segundo o próprio. Carol já é o oposto. Entretanto, não podemos asseverar que o “designer” seja desonesto acerca de suas convicções. A despeito de oferecer a Carol um passeio inesquecível de iate para qualquer mulher, para ele serviu apenas para agradar a quem desejava agradar na ocasião. Não estou aqui querendo dizer que André não sinta nada pela irmã de Alice (Paloma Bernardi). Contudo, o que sente não é o bastante para ir além de dias maravilhosos a dois, ir ao apartamento dela ou a um sofisticado restaurante. Acredito até que seja possível que não venha a sentir algo que o faça transgredir as tais irremovíveis convicções. Em uma cena do capítulo de ontem, por exemplo, chegara a fazer a apologia “de se morar” só, de se resguardar a privacidade a qualquer custo. Falara de modo próximo sobre o quanto deve ser desagradável acordar e ter que encontrar alguém. Carol se surpreendeu e afirmou que tudo o que queria era a família junto a ela. A conclusão que se desenha é que o casal está longe de ser “o côncavo e o convexo”. Todavia, Carol parece acreditar na relação dos dois, e insistirá. Carol parece ter saído de um filme do grande Frank Capra. Por quê? Porque Carol quer viver de ilusão.







