Um dos atores que mais tem se destacado na trama de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, “Insensato Coração”, é sem dúvida alguma, Antonio Fagundes. Os autores lhe deram, no meu ponto de vista, um papel à altura de seu talento. Talento este que já nos fora provado inúmeras vezes tanto no cinema quanto na televisão. A carreira no teatro também é relevante (podemos citar um dos maiores sucessos, “Fragmentos de um Discurso Amoroso”, de Roland Barthes). Mas respeitemos o título, e nos atemos à TV. O porquê daquele, afinal? Porque é de se espantar a parceria bem-sucedida entre o intérprete e o teledramaturgo. A começar por “Dancin’ Days” (novela que indubitavelmente está no rol das melhores até hoje realizadas). Era Cacá, jovem diplomata insatisfeito com a profissão, filho de Franklin (Cláudio Corrêa e Castro) e Celina (Beatriz Segall). Formou par romântico com Sônia Braga (Júlia Mattos). O que veio a seguir? “Louco Amor”, em 1983. Seu personagem era José Augusto, e mantinha um romance com Lucia (Christiane Torloni). Gilberto não escondia a admiração pelo trabalho do artista, e no ano posterior já havia o escalado para “Corpo a Corpo”. Constituía família com Débora Duarte e Selton Mello (um garotinho que já mostrava potencial dramático). Porém, o bom desafio ainda estava por vir. O grande novelista havia reservado a Fagundes um dos protagonistas de “Vale Tudo”, Ivan Meirelles. Este “character” se envolveu com Rachel Accioli (Regina Duarte) e Helena Roitman (Renata Sorrah). Na minha opinião, considero um prêmio concedido a cada profissional que participara desta produção, que é um clássico indiscutível. Após, personificara um vilão dos mais polêmicos (a rejeição do público foi enorme), Felipe Barreto (“O Dono do Mundo”, 1991). Não consigo entender a rejeição, pois Gilberto Braga tratava de um tema ousado. E a ousadia faz um folhetim ganhar visibilidade e gera discussão. Em 2007, o autor chegou a pensar em Antonio para dar vida a Antenor Cavalcanti, em “Paraíso Tropical”. Todavia, estava envolvido no “remake” do seriado “Carga Pesada”. Coube ao ótimo Tony Ramos a tarefa. E, agora, assistimos a Antonio Fagundes como Raul Brandão, homem cativante por suas integridade, retidão, firmeza nos atos, racionalidade e circunspeção. Pergunto-lhes: Fagundes é ou não é um ator de Gilberto Braga?
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Natalie Lamour (Deborah Secco) é exuberante, possui corpo escultural e chama a atenção de homens e mulheres por onde passa. Isto é bom ou ruim? Não sei se é de fato bom, pois Natalie busca essa atenção a qualquer custo. E por agir assim, paga alto preço. Que preço? O preço de não ser respeitada, por mais que queira provar aos outros de que é merecedora de respeito. Um exemplo disso se dera quando fora convidada para fazer “presença” na feijoada de um endinheirado (José D’Artagnan Júnior). Ao final do evento, na hora de receber o cachê, ouvira de quem iria lhe pagar uma proposta como se fosse uma “garota de programa”. Diante da negativa, o homem fala de suas fotos de nudez. Natalie retruca, e assevera que são “fotos artísticas”. Ela realmente acredita nisso. Há convicção nas palavras. Dá meia-volta, e não se “vende”. Não se “vende”, porém deseja um marido rico. Isto não é “se vender” de alguma forma? A personagem criada por Gilberto Braga e Ricardo Linhares para “Insensato Coração” é contraditória na própria natureza. Ela não está só, pois todos somos em maior ou menor grau contraditórios. A questão é como lidamos com nossas contradições, das quais não podemos escapar. Voltando a Natalie, houve em certo capítulo uma bonita cena entre ela e a mãe Haidê (a sempre ótima Rosi Campos): a moça perguntou a quem a concebera se com o dinheiro que ganhava não comprava nada para ela; Haidê na sua inocência comovente responde que gostaria de comprar uma cobertura para bolo. O fato demonstrou que Natalie Lamour gosta da mãe, e se preocupa com ela. Levou-a também a um restaurante japonês, e de modo carinhoso, ensinou-lhe os nomes dos pratos. Há saída para Natalie. Haidê almeja que tenha estabilidade. Eu completo: estabilidade
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André (Lázaro Ramos), em “Insensato Coração”, de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, teve uma vida pregressa pobre, dificultosa. Talvez o que o alegrasse fosse o fato de ser admirado pelas meninas da escola, incluindo Carol (Camila Pitanga). André se tornou então um dos “designers” mais reconhecidos e notórios do país. Poderíamos dizer: André é um vencedor. Transpôs todas as barreiras que lhe foram impostas por diversos motivos, e hoje é o que é. Mas André é um perdedor. Um perdedor na alma. Um perdedor no trato com os semelhantes. É um ególatra. Por que é assim? Vingança? Desforra? As pessoas que esnoba são culpadas pelo que passou? Acha que é superior aos demais porque desenha uma cadeira melhor do que os outros “designers”? Ao ser questionado por um profissional do jornalismo se se considerava um artista, ele disse que não. Suas palavras foram mais ou menos estas: “Arte é para se pendurar na parede.” Parece que não explicaram a André que por um acaso desenho é arte, e para se chegar a uma cadeira se tem que desenhá-la primeiro. Este rapaz precisa aprender muito. Em ocasião diversa num restaurante, com a mesma profissional, gabou-se de que os talheres foram por ele criados. Quem pode conviver com alguém assim? Poderiam, afinal, contar-me por que Carol se interessa por ele? André olha para o próximo com superioridade. André fala com ares de superioridade. André deve fazer amor com superioridade. Porém, nada é perfeito. Ele possui no seu sapato (será que foi desenhado por ele? Ou se não foi, provavelmente é importado) uma enorme “pedra”. Em se tratando de teledramaturgia, uma “pedra preciosa” interpretada pelo grande Milton Gonçalves. O pai que o abandonou, e que ainda por cima é alcoólatra. André não poderá escapar desta condição. Aliás, o moço deveria se incumbir de realizar o mais árduo e bem-vindo trabalho de sua brilhante carreira: “redesenhar” a sua vida, pois o que vi até agora fora um rascunho.
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Em “Insensato Coração”, de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, Norma (Glória Pires) é auxiliar de enfermagem, uma mulher simples, sem vaidade e solitária. Não há charme em sua vida. Toma conta de um senhor (Hugo Carvana) que diz guardar uma quantia considerável em dólares na própria casa. Léo (Gabriel Braga Nunes) ouve o que dissera. Aliás, era exatamente o que o rapaz queria ouvir, pois precisa de dinheiro para empregar em um negócio que lhe trará vantagens rápidas. O que fazer? Conquistar Norma. É hora de usar a boa lábia associada à bonita voz, olhares fixos com brilhantes olhos azuis, e sorrisos e meios sorrisos dados nas horas certas. Aproveitou uma chance em que Norma lanchava, e criou uma história de timidez pouco convincente a fim de que pudesse se aproximar dela. Mas existem pessoas como Norma. Pessoas que acreditam em histórias pouco convincentes. As solidão e carência têm papel decisivo para que se acredite nessas histórias pouco convincentes. Léo cria em torno de si uma imagem de homem frágil, desafortunado, em busca de um emprego qualquer para sobreviver. Contou a ela em outra ocasião um passado triste que é obrigado a superar. Tudo engendrado de forma minuciosa para enganar e comover mulheres como Norma. Norma está sozinha, parece ter se esquecido de que existe vida afetiva, e de repente surge um moço sedutor falando coisas que imaginaria não escutar mais. Norma foi “fisgada”. Já era de se esperar. Norma está nas mãos de Léo. Porém, o que ele quer nas mãos são os dólares. E estes estarão cada vez mais próximos quando o filho de Raul (Antônio Fagundes) possuir absoluto controle sobre quem está bem perto do dinheiro. Todavia, nós ainda não conhecemos a fundo Norma. Norma poderá nos surpreender. E a Léo também. Talvez não seja tão perigoso ter um Léo ao seu lado e sim… Bom, é melhor esperar pelos próximos capítulos.
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Como não gostar desta atriz chamada Fernanda Rodrigues (que teve como o mais recente papel na televisão a Jôse no “remake” de “O Astro”, e está em temporada teatral no Rio de Janeiro, ao lado de Marcius Melhem com a peça “Enfim, Nós”)? Acompanhamos sua carreira desde que era criança, ao estrear na novela de Antonio Calmon, “Vamp”, em 1991. Era filha do personagem de Reginaldo Faria, e se chamava Isa. Porém, antes, já havia trabalhado em comerciais e clipes. Após ter feito “Deus nos Acuda”, de Silvio de Abreu, Fernanda integrou o elenco de um dos folhetins que mais apreciei: o “remake” de “A Viagem”, de Ivani Ribeiro. O papel era bom: uma adolescente rebelde cujos pais foram interpretados por Jonas Bloch e Lucinha Lins (agraciaram-na com o “Prêmio Master” de atriz revelação). Já no ano de 1995, junto a um time de atores muito jovens, participa de “Malhação” (sucesso enorme à época que se mantém no ar atualmente depois de passar por inúmeras modificações temáticas). Vieram “Zazá”, “Corpo Dourado”, “Vila Madalena”, “Estrela Guia”, “Sabor da Paixão”, até personificar Julieta, uma jogadora de futebol que recebe um convite para treinar no exterior, em “A Lua Me Disse”. Esta trama das 19h de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa foi divertida e prazerosa. Voltaria a colaborar com Falabella, em “Negócio da China” e no seriado “A Vida Alheia”. Isto após “Bang Bang” e “O Profeta”. Tivera ainda significativa atuação na minissérie histórica “Aquarela do Brasil”, de Lauro César Muniz. No cinema, podemos destacar “A Partilha” e “Noite de São João”. No tocante ao teatro, compusera Pollyana, e ganhara o “Prêmio Coca-Cola de Atriz Revelação”. Há em seu currículo Nelson Rodrigues (“Beijo no Asfalto”). Esperemos o breve retorno de Fernanda ao ofício, pois é sempre bem-vinda.
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Foto: Flavio Graff/ Divulgação do espetáculo “Cartas de Amor – Electropoprockopera musical”Dedina Bernardelli (que encerrou há poucos dias no Rio de Janeiro a temporada da peça “Cartas de Amor – Electropoprockopera musical”, além de ser vista no longa-metragem “Ponto Final”), é uma atriz carioca reconhecidamente talentosa. A última aparição na TV fora em “Malhação”. Sua estreia na Rede Globo ocorrera na boa novela das 19h, de Lauro César Muniz, “Transas e Caretas”, em 1984, na qual havia dois irmãos completamente opostos nas personalidades, defendidos por Reginaldo Faria e José Wilker. Eva Wilma era a mãe de ambos, e Natália do Vale também integrara o elenco, cuja personagem Marília acaba sendo alvo de disputa dos mesmos irmãos. Havia até um robozinho (Alcides) que falava (isto em plenos 1984!). Bem, voltando a comentar sobre Dedina. A intérprete trabalhara bastante com amigos que lhe são queridos, como Domingos de Oliveira, Priscilla Rozembaum, Clarice Niskier, Clarisse Derziê Luz e Ricardo Kosovski. Sua carreira possui destacada visibilidade no teatro e no cinema. Nos palcos, fora uma das mulheres de “Confissões das Mulheres de 30”, com direção de Domingos de Oliveira, e nas telas, “Separações” e “Feminices” (novamente Domingos a dirigiu). Atuou com louvor no aclamado filme “Adágio Sostenuto”, de Pompeu Aguiar, que lhe rendera merecidamente o prêmio de “Melhor Intérprete” no Festival Ibero Americano, realizado em Sergipe, em 2008. Já pelo curta-metragem “Jonas”, de Allan Sieber, agraciaram-na com o Kikito de “Melhor Atriz” no Festival de Gramado, em 2003. Seja em qualquer segmento das Artes, Dedina Bernardelli sempre imprime seu indiscutível talento.
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O consagrado ator, que também é excelente comentarista de cinema, e que possui uma das carreiras mais ricas das artes cênicas brasileiras, em todos os campos, tendo deixado importantes contribuições nestes, como o Mundinho de “Gabriela”, o Roque de “Roque Santeiro”, o Lorde Cigano de “Bye Bye Brasil”, o Antônio Conselheiro de “Guerra de Canudos”, além do Vadinho de “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, isto sem contar as peças teatrais de sucesso das quais integrara o elenco, como “Os Filhos de Kennedy”, construiu na trama de Gilberto Braga e Ricardo Linhares um tipo inescrupuloso, vingativo, debochado, anti ético, amoral, sem quaisquer resquícios de afeto pela família, mas todo apreço pelo individualismo, que ao público convenceu, e só corroborou o seu talento já por nós conhecido.
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Bonita, bem-sucedida, amiga, romântica. Assim podemos definir primeiramente a personagem de Camila Pitanga, em “Insensato Coração”, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Mas pelo visto, teremos que acrescentar mais um adjetivo aos que lhe foram atribuídos: iludida. Sim, iludida. Iludida com André Gurgel (Lázaro Ramos). Ela nutre por ele uma paixão antiga, dos anos de escola. Era considerada o “patinho feio” (difícil acreditar nisso, em se tratando de Camila) nessa época. Já André era o popular, o assediado pelas garotas. O tempo passou. Ambos se tornaram profissionais de respeito nas áreas nas quais atuam. Porém, há um “abismo” que os separa. André é prepotente, arrogante, cheio de si e nada, nada romântico, segundo o próprio. Carol já é o oposto. Entretanto, não podemos asseverar que o “designer” seja desonesto acerca de suas convicções. A despeito de oferecer a Carol um passeio inesquecível de iate para qualquer mulher, para ele serviu apenas para agradar a quem desejava agradar na ocasião. Não estou aqui querendo dizer que André não sinta nada pela irmã de Alice (Paloma Bernardi). Contudo, o que sente não é o bastante para ir além de dias maravilhosos a dois, ir ao apartamento dela ou a um sofisticado restaurante. Acredito até que seja possível que não venha a sentir algo que o faça transgredir as tais irremovíveis convicções. Em uma cena do capítulo de ontem, por exemplo, chegara a fazer a apologia “de se morar” só, de se resguardar a privacidade a qualquer custo. Falara de modo próximo sobre o quanto deve ser desagradável acordar e ter que encontrar alguém. Carol se surpreendeu e afirmou que tudo o que queria era a família junto a ela. A conclusão que se desenha é que o casal está longe de ser “o côncavo e o convexo”. Todavia, Carol parece acreditar na relação dos dois, e insistirá. Carol parece ter saído de um filme do grande Frank Capra. Por quê? Porque Carol quer viver de ilusão.
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É inevitável falar, mas provavelmente seria muito difícil para Cleo Pires (que protagonizará um episódio de “As Brasileiras”, fará a próxima novela de Gloria Perez, “Salve Jorge”, além de integrar o elenco do longa-metragem “O Tempo e o Vento”, de Jayme Monjardim, baseado na obra de Érico Veríssimo), que esteve no folhetim de Walther Negrão, “Araguaia”, como a vilã Estela, escapar da carreira artística, sendo filha de quem é. Começou ainda bem cedo ao fazer uma participação especial em sua própria natureza na boa minissérie de Jorge Furtado e Carlos Gerbase, “Memorial de Maria Moura”, adaptada do romance de Rachel de Queiroz, em que interpretara Maria quando criança, cabendo, como sabem, a Glória Pires, personificá-la quando adulta. Decorrido um tempo, surgiu-lhe a oportunidade de atuar em “Benjamim”, filme baseado no livro homônimo de Chico Buarque, com a direção da talentosa Monique Gardenberg. Cleo decidiu aceitar o convite. De fato, a proposta era irrecusável. E não incorrera em erro, pois o longa-metragem fora responsável pelo seu reconhecimento profissional, simbolizado pelas diversas láureas recebidas. Fora então, a partir daí, convidada para ser Zuca, no “remake” de “Cabocla”, de Edmara Barbosa e Edilene Barbosa, tendo a supervisão do autor da obra original, o pai de ambas Benedito Ruy Barbosa. Seria interessante assistir à filha em um papel que pertencera à própria mãe. Porém, recusou, afinal estava em seus planos não ser uma atriz de televisão. O papel coube assim a Vanessa Giácomo. Mas seria inviável para ela fugir por largo período deste segmento. Deste modo, participou de alguns folhetins que incrementaram o seu currículo. Interpretou a polêmica Lurdinha de “América”, de Gloria Perez, que tinha por predileção homens maduros, no caso, o personagem de Edson Celulari. Após, atuou em especiais. E vieram outros papéis, como a Letícia de “Cobras & Lagartos”, de João Emanuel Carneiro; a professora Margarida do “remake” de “Ciranda de Pedra”, de Alcides Nogueira, baseado no romance homônimo de Lygia Fagundes Telles; Teixeira Filho escreveu a primeira versão); e a inescrupulosa Surya de “Caminho das Índias”, de Gloria Perez. Devido a este último compromisso, não pudera integrar o elenco da produção cinematográfica dirigida por Sylvester Stallone, “Os Mercenários”. Chegou a apresentar um programa voltado para o cinema, na TV paga. E ao que parece, Cleo tomou gosto pela profissão. Também, como não tomar, tendo logo ao nascer uma “coach” como Glória Pires ao lado?
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Se tivermos que fazer uma seleção dos cem melhores filmes do cinema, com certeza, a obra do mestre inglês Alfred Hitchcock, “Janela Indiscreta” (Rear Window” no título original) estaria incluída. Trata-se de um daqueles longas-metragens ao qual não se cansa de assistir. James Stewart, imobilizado pelas circunstâncias, cultiva como seu único prazer bisbilhotar a vida dos vizinhos que moram à sua frente num prédio de apartamentos. Seu personagem tem ao seu lado a belíssima Grace Kelly. E o “voyeurismo” habitual faz aquele testemunhar um crime, e assim se tornar a próxima vítima de quem o cometeu. E daí não posso falar mais, para não revelar o fim para os que desejam vê-lo. O mote usado por Alfred fora tão inovador que servira de inspiração para o diretor Brian de Palma realizar “Dublê de Corpo” (“Double Body”), que contava com Craig Wasson e Melanie Griffith no elenco. Porém, há que se destacar que o clássico de Hitchcock fora baseado num conto de Cornell Woolrich, “It Had To Be Murder”. Confiram-no.








