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Blog do Paulo Ruch

  • “André Arteche”

    abril 22nd, 2012

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    Foto: Divulgação/TV Globo

    Passamos a conhecer de verdade o gaúcho André Arteche a partir de “Caminho das Índias”, novela de Gloria Perez, exibida pela Rede Globo em 2009. Era Indra, um rapaz influenciado por suas ascendência indiana e cultura do país no qual residia, no caso, o Brasil. Nutria paixões pela fogosa Norminha (Dira Paes) e pelo mundo dos internautas. André compôs, sob o meu ponto de vista, muito bem Indra. Pensou criteriosamente nos movimentos faciais involuntários que fazia para demonstrar as emoções. Algumas de suas características: gaguejava ao ficar nervoso e soprava o cabelo que lhe caía no rosto. Era divertido, tinha ótimas cenas, e ainda por cima, dançava de modo admirável e pertinente às coreografias típicas da Índia. Notou-se logo que Arteche levava jeito para a coisa. Havia ritmo. O que acabara sendo confirmado ao participar da competição “Dança dos Famosos”, no “Domingão do Faustão”. Só que antes de tudo isso, o ator já possuía carreira encaminhada. Cedo, “modelara” para a Ford Models. E estivera em filmes de inegável importância, como “Netto Perde A Sua Alma”, de Beto Souza e Tabajara Ruas. Este longa recebeu inúmeras láureas no Festival de Gramado. O de Brasília também o agraciou. Outro sucesso fora “Houve Uma Vez Dois Verões” (bastante premiado), de Jorge Furtado. Integrara o elenco da minissérie “Amazônia: de Galvez a Chico Mendes”, de Gloria Perez, cuja interpretação provável o levou ao folhetim que citei da autora. E no “remake” de “Ti-ti-ti”, de Maria Adelaide Amaral, coube a ele o papel de Julinho, amigo sincero de Marcela (Isis Valverde). Seu romance com Osmar (Gustavo Leão) não causou qualquer rejeição do público. Além do mais, Julinho disputou com Jaqueline (Claudia Raia) as atenções afetivas de Thales (Armando Babaioff). O páreo foi duro. André é bom ator, e merece o destaque que lhe deram. Está escalado para a próxima produção das 18h da Rede Globo, “Lado a Lado”, de João Ximenes Braga e Cláudia Lage.

  • “Léo entregou a caneta. Eunice a pegou. E Raul assinou. A carta de demissão.”

    abril 22nd, 2012

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    Foto: Divulgação/TV Globo

    Júlio (Marcelo Valle), por leniência, covardia, frouxidão ou algo que a isto se assemelhe, deixou-se envolver em rede de chantagens e segredos na qual acabara sendo grande vítima. Já nos ficou evidente desde o princípio de “Insensato Coração”, novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, que o personagem de Marcelo é subjugado pela mulher Eunice (Deborah Evelyn). Quem dita as regras é ela. Quem toma as decisões é ela. E quem acaba “metendo os pés pelas mãos” é ela. Porém, Eunice só age assim porque o cônjuge permite. Permissividade nata que atenta inexoravelmente contra ele mesmo. Como na situação em que fez “vista grossa” quanto ao desvio de dinheiro efetuado por Léo (Gabriel Braga Nunes) da empresa do próprio pai (Antonio Fagundes). Foi fácil para o filho de Raul convencer o funcionário a aceitar um acordo espúrio com o fim de que pudesse ganhar tempo para repor o que fora desfalcado. O marido de Eunice é movido a medo. Medo de perder o emprego. Medo de enfrentar a mulher. Medo de “virar o jogo”. Por medo, chegou a chantagear o autor da falcatrua. Em troca de não revelar o delito, teria como benefício a cumplicidade do chantageado para interceder junto a Wanda (Natália do Vale) ao seu favor, haja vista que ocorreram sérias desavenças da sua esposa com o empresário Raul, fato que poderia causar a dispensa de seu cargo. Quanta intriga, quantos “fios de novelo”. Tudo resultaria como o desejado se no caminho não houvesse uma Eunice. O destempero personificado em mulher. Mulher que não se cala quando deve se calar. Mulher que fala o que só ela quer ouvir. Entretanto, existe uma Wanda, que costuma falar o que Eunice não quer ouvir. Em certo momento, então, o destempero “falou mais alto”. Disse o que não devia a Raul. Está feito: Léo “entregou a caneta”, Eunice “a pegou”, Raul “assinou”. A carta de demissão de Júlio.

  • ” ‘O brasileiro é tão bonzinho…’ de Kate Lyra. “

    abril 22nd, 2012

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    Foto: Divulgação/TV Globo

    Foi bom ter visto Kate Lyra de volta às novelas. E justamente em uma de Silvio de Abreu (“Passione”, exibida pela Rede Globo), com quem já trabalhara, tanto no ótimo folhetim “Jogo da Vida” (1981), na mesma emissora, como no filme “Mulher Objeto” (1981). A carreira cinematográfica também se destacou em participações nos longas-metragens de Walter Hugo Khouri. Com este cineasta, fizera, por exemplo ,”Convite ao Prazer”. Além disso, integrara o elenco de “Bossa Nova”, de Bruno Barreto, protagonizado por Antonio Fagundes e Amy Irving. Porém, de fato, sua presença se fizera mais forte em nosso imaginário como a inocente americana que possui uma visão bastante particular do “jeito de ser brasileiro”, em humorísticos como “Planeta dos Homens” e “A Praça da Alegria”. O bordão usado “Brasileiro é tão bonzinho…” se incrustou de tal maneira nas lembranças coletivas que dificilmente será desvanecido. Ademais, é admirável de se testemunhar estadunidense tão apaixonada pelo Brasil, a ponto de se radicar no país. Frisemos que Kate Lyra é ainda roteirista. Sim, Kate, “brasileiro é tão bonzinho…”, e você é uma querida.

  • ” O prazer de se ter de volta Mário Fofoca em ‘Ti-ti-ti’. “

    abril 22nd, 2012

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    Foto: Divulgação/TV Globo

    Acredito de fato que esteja sendo demasiado agradável para grande parcela dos telespectadores rever Luis Gustavo reinterpretando um dos personagens mais relevantes de sua prolífica carreira, Mário Fofoca, no “remake” de “Ti-ti-ti” (Mário Fofoca na verdade integrara a trama de “Elas por Elas”, novela exibida em 1982, escrita por Cassiano Gabus Mendes da mesma forma que “Ti-ti-ti” original o fora, e que agora fora adaptada por Maria Adelaide Amaral), perdendo (não no sentido pejorativo), ao meu ver, apenas, para o papel principal de “Beto Rockfeller”, obra de Bráulio Pedroso que revolucionou a maneira de se realizar produções do gênero no Brasil ao se adotar a ousadia de se colocar um protagonista como anti-herói. Outro “character” que podemos destacar na digna trajetória de Tatá (como é conhecido pelos colegas de profissão) fazia parte do enredo de “O Salvador da Pátria”, de Lauro César Muniz, folhetim no qual fizera Juca Pirama, radialista polêmico e provocador que iniciava o próprio programa com o seguinte bordão: “Meninos, eu vi.” Formara par romântico com Tássia Camargo, e juntos tiveram um final dramático e impactante em cenas competentemente dirigidas. No tocante a “Ti-ti-ti, homenagem justíssima ao artista ao ser convidado para atuar de modo especial em uma história televisiva em que deixara inegável marca como Victor Valentin. Bem, dizem que “o Brasil não tem memória”. Neste caso, teve. Luis Gustavo merece.

  • “Giovanna Ewbank é boa neta. Ouviu os conselhos da avó, e tudo deu certo para ela.”

    abril 20th, 2012

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    Foto: Ricardo Martins/TV Globo

    A bela atriz Giovanna Ewbank foi entrevistada no “Programa do Jô” nesta semana. Trajando um vestido off-white de mangas longas, uma renda preta sob o decote, e calçando “ankle boots” bicolores, Giovanna Ewbank antes de iniciar a conversa presenteia Jô Soares com um par de óculos Herchcovitch. Estiloso como o apresentador gosta. Ela disse que sempre fica na expectativa de ver os acessórios que serão usados pelo apresentador, além das gravatas. Ao ter os seus olhos azuis elogiados, Giovanna confessou que passou bastante rímel para realçá-los. Agora, vamos para a entrevista em si. A paulistana descendente de escoceses e italianos, vinda de família com muitas mulheres, revelou que quando criança era tímida, a ponto da avó materna sugerir à sua mãe que fosse colocada no teatro para perder o acanhamento. Com 14 ou 15 anos começa a ter aulas de prática teatral. Informa que o pai é arquiteto e a mãe designer têxtil. Comunicou que a entrada no meio artístico causou uma certa estranheza nos outros parentes. Aliás, uma das dificuldades da intérprete é justamente falar palavrões, o que fez com que os professores que tivera a incentivassem a falá-los para “se soltar”. Credita o seu perfeccionismo ao fato de ser virginiana, o que a atrapalhou, segundo ela. Jô lhe indaga sobre a carreira de modelo. Giovanna Ewbank “modelou” dos 14 aos 20 anos. A partir dos 20 é que começou a trabalhar de modo efetivo como atriz (“Malhação”, “A Favorita”, “Escrito nas Estrelas” e “Acampamento de Férias 3 – O Mistério da Ilha do Corsário”). Apresentou a “TV Globinho”. Fotos suas como modelo em diferentes fases da vida são exibidas no telão. O assunto ruma para a peça com a qual está em cartaz no Rio de Janeiro, “O Grande Amor da Minha Vida”, texto de Guel Arraes, João Falcão e Karina Falcão. A direção é de Michel Bercovitch. Divide o palco com Joaquim Lopes. Trata-se de uma comédia romântica que retrata as diversas fases do relacionamento de um casal, com direito ao primeiro encontro, ao primeiro beijo, à primeira briga… Com relação aos fãs, relata que lidam com ela de forma carinhosa. E julga que o assédio feminino aos homens famosos, como no caso do ator Bruno Gagliasso, seu marido, é mais complicado. Certa vez, entretanto, Giovanna passou por uma “saia justa”, quando fora fazer um trabalho no interior de São Paulo. Jô Soares lhe pergunta acerca de um castelo que pertenceu à família Ewbank. Só que Giovanna fantasiava demais a respeito dele, achando que seria um castelo de princesa. Contudo, ao vê-lo numa foto, decepcionou-se, pois o mesmo estava em ruínas. O humorista o mostrou ao público, e teceu elogios. E a atriz afirmou que hoje o acha “lindo, maravilhoso”. Concluindo, Jô fala que ela é encantadora. Fica assim uma lição. Ouçam os conselhos de suas avós e sejam bons netos. Giovanna Ewbank ouviu, e tudo acabou dando certo para ela.

  • “Suzy Rêgo”

    abril 20th, 2012

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    Foto: Divulgação

    Suzy Rêgo (que esteve na trama de “Amor Eterno Amor”, de Elizabeth Jhin, como Jáqui) ao estrear na Rede Globo, na novela “O Salvador da Pátria” (1989), de Lauro César Muniz, no horário nobre, na qual interpretara Alice, a filha da personagem de Betty Faria (Marina Cintra), e irmã de Camila, defendida por Mayara Magri, encantou-nos com seus cabelos volumosos e sorriso expressivo. A seguir, vieram “Top Model”, o seriado “Delegacia de Mulheres”, e a boa minissérie “Riacho Doce”. Depois a vi na excelente “A Viagem”, de Ivani Ribeiro, em que compunha uma atendente de locadora de vídeos (Carmem), cuja dona era Diná (Christiane Torloni). Neste mesmo folhetim, apaixonou-se pelo Mascarado, personificado por Breno Moroni, que era um rapaz cheio de mistérios, e como o próprio epíteto denota, usava uma máscara. Suzy se dedicou bastante ao teatro, principalmente em São Paulo, em peças como “Caixa 2”, do prolífico autor Juca de Oliveira, e “Brasil S/A”, de Antônio Ermírio de Moraes. Atuou outrossim num espetáculo teatral que causou grande furor junto ao público e a crítica. Falo sobre a adaptação de Flávio Marinho de um texto de Nell Dunn, “Na Sauna”. Claudia Jimenez e Maitê Proença também integraram o elenco. Passados longos anos, retornou à emissora que lhe dera a primeira chance. Foi Duda Aguiar, atriz famosa que vivia tendo problemas com o peso ideal, e que ao receber proposta para posar nua, interna-se em um “spa”. Tudo isto foi contado em “Morde & Assopra”, de Walcyr Carrasco.

    Suzy Rêgo, no presente, interpreta a personagem Beatriz, na novela de Aguinaldo Silva, “Império”, exibida pela Rede Globo às 21h.
    Beatriz é casada com o bissexual cerimonialista Claudio Bolgari (José Mayer), mãe de Enrico (Joaquim Lopes) e Bianca (Juliana Boller), e fica confusa em meio à complexa situação em que vive, não sabendo se adota a postura da conformidade ou se luta para que o seu matrimônio se veja livre de mentiras e meias-verdades.

  • “Ele é o Werner de ‘Insensato Coração’. E vocês o conhecem muito bem. Zé Victor Castiel.”

    abril 20th, 2012

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    Foto: Divulgação/TV Globo

    Seu personagem é dono de uma companhia de táxi aéreo na novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Boas cenas lhe são conferidas, como a que houve em capítulo recente com Natália do Vale (Wanda). Werner é um homem de negócios. Não há espaço em seus objetivos para sentimentalismos. E partindo desta premissa, calcula os atos. O gaúcho Zé Victor Castiel corresponde condignamente ao papel que lhe fora dado. Possui respeitável carreira, incluindo “Incidente em Antares”, minissérie de Nelson Nadotti e Charles Peixoto adaptada da obra homônima de Érico Veríssimo. Participara de outra importante produção do gênero: “A Casa das Sete Mulheres”, de Maria Adelaide Amaral e Walther Negrão (adaptação do romance homônimo de Leticia Wierzchowski). Porém, antes atuara em “Laços de Família”, de Manoel Carlos, e “Esperança”, de Benedito Ruy Barbosa e Walcyr Carrasco. Ao meu ver, a grande popularidade de Zé Victor acontecera no folhetim de Manoel, “o cronista do Leblon”. Era Viriato, casado com Ivete (Soraya Ravenle), pai de Rachel (Carla Diaz). Tema precípuo o envolvendo recebeu o devido e responsável tratamento do autor: causas psicológicas comprometiam o seu desempenho sexual. Voltaria a trabalhar com o novelista em “Páginas da Vida”. E com Walcyr, em “Sete Pecados”. No cinema, integrara longa-metragem que concorrera ao Oscar de melhor filme estrangeiro, “O Quatrilho”, além do instigante “Jogo Subterrâneo”, com Felipe Camargo. No teatro, esteve em várias peças. No momento, estrela “Homens de Perto 2”. Zé Victor Castiel é locutor, e emprestou a voz a milhares de comerciais. Ele é o Werner de “Insensato Coração”. Eu não disse que vocês conheciam bem Zé Victor Castiel

  • “Júlio e Eunice silenciaram. Leila agiu.”

    abril 20th, 2012

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    Foto: Divulgação/TV Globo

    Júlio (Marcelo Valle) pensa no trabalho. Eunice (Deborah Evelyn) pensa no trabalho de Júlio. Quem pensa em Leila (Bruna Linzmeyer) e Cecília (Giovanna Lancellotti), filhas de ambos? Elas mesmas. No máximo, trocam confidências entre si. Cecília é até mais madura, entretanto não ao ponto de sua irmã lhe dar ouvidos. A personagem de Bruna em “Insensato Coração” quer porque quer perder a virgindade. Para que fosse ideal, teria que ser com um homem maduro, com “pegada”, segundo a própria. Há um rapaz no meio deste imbróglio: Cadu (Omar Docena), professor boa praça, descolado, de bem com a vida, e que dá aulas de “wakeboard” a Cecília. Sobrou para quem? Cadu, é claro. O esportista que não é bobo nem nada, cheio de hormônios pululantes na flor da idade, não iria resistir aos ofuscantes olhos azuis da moça que deseja virar mulher, e que possui pressa para isto. O casal tentou de tudo. “Fazer amor” em meio a uma festa, na casa do jovem… Porém, parecia existir uma “conspiração” contra os dois. Contudo, por que Leila decidiu deixar de ser virgem com hora e data marcadas? Arriscaria um palpite. Falta de orientação. E ela, a orientação? A quem caberia? Aos pais, lógico. Ah, esqueci-me de que estão preocupados com o trabalho de um deles. Também não pretendo afirmar que as meninas não sejam educadas. Recebem carinho e o que precisam materialmente. Porém, isto não é o bastante. Necessitam serem ouvidas. Cecília até tentou em capítulo recente: perguntou tanto à mãe quanto à avó (Bete Mendes) como havia sido “a primeira vez” delas. “Tomou um fora” de Eunice. Soou como pergunta desrespeitosa. Consequências? O que não se aprende em casa, aprende-se na rua, e muitas vezes mal. Ninguém, na verdade, intenta se ocupar com questões conflituosas dos outros. Face a este quadro, Leila “foi à luta”. Conseguiu finalmente “fazer amor” com Cadu. “Fazer amor” não seria a expressão adequada, pois o que não houve fora amor. Cadu se satisfez (pelo menos ele). Leila se decepcionou. Falou à irmã que não sentira nada. Pudera. Não se configurara culpa de Cadu, e sim da adolescente afoita. Imagino o que a falta de um bom diálogo com os pais não causa. Leila talvez não queira praticar sexo tão cedo. E não guardará uma história bonita para contar sobre a sua “primeira vez”.

  • “Bibi: uma mulher ‘resolvida’?”

    abril 20th, 2012

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    Maria Clara Gueiros, como Bibi, ao lado do ator e modelo Diego Cristo, uma de suas conquistas, na novela “Insensato Coração”, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. (Foto: Divulgação/TV Globo)

    Afinal de contas, que tipo de mulher é Bibi, personagem de Maria Clara Gueiros, em “Insensato Coração”? Uma mulher moderna, liberal, contemporânea, ou alguém incapaz ou temerosa de amar? Por que é casada ou mantém relacionamento com uma pessoa de quem sempre reclama, e não deseja encontrar tão cedo? Por que dá tanto valor ao físico, não se importando com o que os homens têm a dizer? A resposta nos será dada no decorrer da trama, provável. Ao se ver o comportamento de Bibi, vem-me à cabeça expressão fortemente popularizada na década de 80: “mulher objeto”. Aliás, há um filme dirigido por Silvio de Abreu em 1981, com Nuno Leal Maia e Kate Lyra cujo título é o mesmo da expressão. Só que com a mudança da postura feminina na sociedade, o “homem objeto” também passou a existir. E é assim que a prima de Marina (Paola Oliveira) costuma tratar aqueles que conquista. Ela age de maneira natural, sem culpas, ou quaisquer preocupações de que possa magoar os que se deixaram seduzir. Bibi é movida a instintos, ao que parece. Usa os meios de que possui para atrair aquele que desperta os seus desejos. Joga charme. Não perde tempo. Vai logo falando sem pudores o que está sentindo, quais são seus objetivos. Não mede palavras para definir os que lhe causam fantasias. Não se importa de ser vulgar. Não se importa com o que vão pensar dela. Consegue o que quer. Sexo. Sexo, sexo, somente sexo. Quando este acaba, de forma tranquila se despede do parceiro. Um “tchau” basta. Não sente “vazio” algum. Este é o seu jogo. As regras foram criadas por ela própria. Participa quem quer. Por enquanto, Bibi está ganhando. Um dia, pode perder. Se é que me entendem.

  • “O ‘ano dourado’ no qual me encontrei com… Malu Mader.”

    abril 20th, 2012

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    Foto: Emmanuelle Bernard

    Idos de 1986. Estava eu na condição de púbere. Lurdinha, personagem de Malu Mader em “Anos Dourados”, maravilhosa minissérie de Gilberto Braga, seus ar angelical, penteado e rosto de menina, Nat King Cole cantando “When I Fall in Love”… Tudo isto contribuíra para que Malu do meu imaginário fizesse parte. Eis que num certo dia, na mesma época, deparo-me com uma jovem com os cabelos molhados, azafamada para cumprir um compromisso na televisão. Não titubeei. O momento era único. Acanhado, mas me agarrando ao arrojo, cumprimentei-a. Ela me fora bastante gentil e educada, tanto quanto Lurdinha. A recepção carinhosa de Malu fizera dourado o meu ano. Voltei para casa feliz. Eu podia dizer para quem quisesse ouvir que havia encontrado Lurdinha. Desde então, torço pela carreira desta bela e talentosa atriz que merece obter espaço especial na TV, por todas as suas marcantes interpretações, como a inesquecível Glorinha da Abolição, de “O Outro”, de Aguinaldo Silva, em que dividia ótimas cenas com José Lewgoy, a Duda de “Top Model”, de Walther Negrão e Antonio Calmon, a Márcia de “O Dono do Mundo”, de Gilberto Braga (novela incompreendida pelo público face à abordagem de temas tabus, mas que eu apreciei), e a Maria Lúcia da ótima minissérie de Gilberto Braga, “Anos Rebeldes”. Houve ainda participações relevantes nos seriados “Comédia da Vida Privada” (baseado em alguns textos de Luis Fernando Verissimo) e “A Vida Como Ela É” (baseado nas crônicas de Nelson Rodrigues). Integrara o elenco de mais um seriado, “A Justiceira”, como Diana. O programa era inspirado em similares norte-americanos policiais. Houve um “upgrade” em nossa teledramaturgia quando o assunto são efeitos especiais. Vieram Paula Lee, de “Labirinto”, minissérie de Gilberto Braga, “Força de um Desejo”, do mesmo Gilberto, e Maria Clara Diniz, em “Celebridade” (cuja autoria coube a Gilberto Braga). Além disso, gostaria de frisar que ganhei a chance de ver Malu em uma das mais notórias peças teatrais de Nelson Rodrigues, “Vestido de Noiva”, dirigida por Luiz Arthur Nunes. Aventurou-se também na direção de filmes, no caso, o documentário “Contratempo” (junto a Mini Kerti). E agora, vive Suzana no “remake” de Maria Adelaide Amaral, “Ti-ti-ti, folhetim no qual defendera, em sua primeira versão, Walkiria, em 1985. E para finalizar, não podemos nos esquecer que a estreia de Malu Mader se deu em uma produção da mestra Janete Clair, “Eu Prometo”, na qual era Dóris. Um bom começo para uma jovem artista, não?

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