Pular para o conteúdo
    • About

Blog do Paulo Ruch

  • “Klebber Toledo foi Guilherme em ‘Morde & Assopra’, para quem, durante certo tempo, mentir foi fundamental.”

    maio 7th, 2012


    Foto: Stefano Martini

    Nos primeiros capítulos da novela de Walcyr Carrasco, Guilherme era visto em praia do Rio de Janeiro, com seus amigos, tentando aparentar vida social que na verdade não possuía. A mãe Dulce (Cássia Kiss – agora Cassia Kis Magro), uma mulher simples que se sustenta pelas faxinas que faz, deu-lhe dinheiro o bastante achando que o destino seria o pagamento das mensalidades de suposta Faculdade de Medicina. Ledo engano. O rapaz gastou tudo em farras. Guilherme retorna então para a cidade onde reside Dulce, que lhe é motivo de enorme vergonha, apesar de ser mãe generosa e magnânima. Ele é ambicioso, e se devota a mentir para conquistar o status que tanto almeja. Um dos caminhos para essa conquista será manter relacionamento firme com a filha do prefeito Isaías (Ary Fontoura), Alice (Marina Ruy Barbosa). Além disso, Guilherme terá para si registro e diploma falsos de médico. E quem lhe proporcionará os documentos sem validade será Everton (Thiago Luciano). E quanto a Klebber? Bem, Klebber Toledo é paulista, e além de atuar também exerce as funções de modelo e dublador. Muito jovem, saiu de casa. Dedicara-se ao vôlei, e ao atletismo. Trabalhou em diversas áreas, e neste meio tempo, frequentara curso de Artes Cênicas. Depois, vários workshops de interpretação, aulas de canto e sapateado. Recebera ainda lições da preparadora de atores Fátima Toledo. Após experiência na Oficina de Atores da Rede Globo, participa do “remake” de “Sinhá Moça”. Em seguida, entra para o elenco de “Malhação”. O personagem chamava-se Mateus Molina. E já na reta final de “Caras & Bocas”, do mesmo Walcyr Carrasco, ganha a oportunidade de viver um estilista, Sid. Tivera bom desempenho. Fato que o levou a estar em mais um folhetim de Walcyr. No teatro, integrara o “cast” de musical sobre Isaurinha Garcia, “Isaurinha Garcia – Samba, Jazz & Bossa Nova”, com Rosamaria Murtinho. E finalmente, Klebber Toledo estará na próxima novela das 18h da Rede Globo, “Lado a Lado”, de João Ximenes Braga e Claudia Lage, e em poucos dias estrelará o musical “Fame”, baseado no filme homônimo, com Paloma Bernardi no elenco, cuja direção coube ao americano Billy Johnstone.

  • “Mariana Weickert falou um pouquinho de tudo no ‘Programa do Jô’. Só faltou escutarmos ‘Moves Like Jagger.’ “

    maio 4th, 2012

    mariana-weickert01
    Foto: Divulgação/TV Globo

    “Ela é modelo e apresentadora. Eu vou conversar com Mariana Weickert!”. Desta forma, Jô Soares anunciou a sua primeira convidada da noite. Com belos cabelos loiros (que ela diz nunca ter tido trabalho com os mesmos), camisa de botões escura e mangas longas, calça de couro com cor próxima ao grafite, escarpins e uma quase imperceptível pulseirinha no tornozelo, Mariana senta-se no famoso sofá. A conversa vai logo ao ponto quando o apresentador lhe perguntou quando descobriu que seria modelo. Mariana nasceu em Blumenau, Santa Catarina, que é cidade considerada polo têxtil muito forte. Lá, há dois clubes que as famílias costumam se dividir ao frequentá-los. Grandes malharias do local promoviam desfiles de caráter beneficente. Todas as meninas, ainda bastante pequenas, inclusive Mariana, participavam. Após ter crescido, tornado-se alta e magra, os convites escassearam. Os concursos de moda de maior porte não eram tão divulgados. Mariana se inscreve em um deles, que organizaria a sua final onde morava. Todavia, cerca de 2.000 meninas se inscreveram. A modelo tinha 15 anos, e agradou com sua postura. A carreira deslanchou. Rumou para São Paulo desfilar no Morumbi Fashion (hoje chamado de São Paulo Fashion Week). O evento já era organizado por Paulo Borges. Permaneceu 20 dias no Brasil, e seguiu para Milão, a primeira viagem. Convidaram-na para desfilar em Paris para a Armani Exchange. Em sua estada, pela fase que estava vivenciando, Mariana sofreu alguns medos que qualquer pessoa da sua idade em outro país experimentaria. Em janeiro de 1999, foi a Nova York, sendo que todo o semestre passado esteve no Brasil. O papo então se direciona para o programa “Vamos Combinar”, em que a entrevistada é apresentadora no canal GNT. Convida Jô a comparecer à atração. Para se fechar o programa citado, são necessárias 3 diárias somente com gravações externas. A ideia dos produtores é a de que o tom seja dinâmico. Imagem de Mariana na Rua 25 de Março, reconhecido centro popular de comércio em São Paulo, é mostrada no telão. Toda a semana as pautas costumam ser temáticas. Segundo sua opinião, trata-se de um programa de moda “easy”, acessível, sem regras preestabelecidas. O intento de “Vamos Combinar” é provar que a maneira de se vestir é democrática. Como Jô Soares toca no assunto “sutiã”, Mariana acha que seria uma boa pauta: a peça adequada para cada mulher etc. No tocante aos seus horários, afirma não gostar de acordar cedo, que se pudesse acordaria tarde, e trabalharia até às 3h da manhã. O ideal mesmo seria despertar às 11h. Compara o fato de ir à academia cedo a uma “surra”, uma “bofetada”. Porém, é da profissão. Na rotina de trabalho, as diárias se iniciam às 8h, tendo que fazer cabelo e maquiagem. Como o tema é “cabelo”, Mariana Weickert revela que já raspou a cabeça (máquina 4), entretanto garante que a moda “emo” não lhe serviu de inspiração. Na verdade, o que houve foi uma espécie de desafio do seu agente de Nova York, que julgou que seria interessante para a época. Mudando a conversa, a tatuagem de Mariana na lombar é exibida, com o seguinte escrito: “Made in Brasil (com “s” mesmo)”. O comunicador a questiona como se deu a história da “tattoo”. Relata que residindo em terras novaiorquinas por 6 anos, fora convidada para fotografar em Sevilha. A equipe era inglesa. A revista não mais editada chamava-se Dutch, e parecia, segundo ela, um livro de arte. Os ingleses maravilharam-se com a cidade espanhola: o clima, a música, a gastronomia, a referência latina… Mariana tomou por decisão defender o Brasil: “Porque tu não “foi” ao Brasil?” A stylist a convenceu assim a estampar a sua declaração de amor no corpo. E foi feita. Bem, falou-se de tudo um pouquinho. Só faltou para completar o som da música do Maroon 5, “Moves Like Jagger”. Mas aí fica para uma próxima.

  • “Em ‘Cordel Encantado’, ele foi o Príncipe Felipe. Um Príncipe justo. Jayme Matarazzo.”

    maio 4th, 2012

    ator-jayme-matarazzo-1315861056853_615x300
    Foto: uol

    A justiça se fez soberana e absoluta pelas mãos nobres do personagem de Jayme Matarazzo (no ar como Rodinei em “Cheias de Charme”, de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira) na novela de Duca Rachid e Thelma Guedes. A fim de impedir que seu irmão Inácio (Mauricio Destri) levasse adiante plano de pagar dote ao coronel Januário (Reginaldo Faria) para se casar com Antônia (Luiza Valdetaro) com dinheiro que não lhe pertencia, cujo furto motivou a prisão de Cesária (Lucy Ramos), Felipe e Doralice (Nathalia Dill) revelam toda a verdade ao coronel. E as possibilidades de casamento se desfazem. Com esta atitude, já nos ficou bastante claro o perfil do Príncipe Felipe. Um Príncipe que se norteia pelo senso da correção, nem que para isso tenha que se defrontar com quem lhe é próximo. Este está sendo, como sabem, o retorno de Jayme ao horário que o consagrou junto ao público. Afinal, foi com o Daniel de “Escrito nas Estrelas”, de Elizabeth Jhin, que o ator fez com que os telespectadores acompanhassem e se emocionassem com o folhetim de temática espírita. Falemos então um pouco deste jovem artista. Nasceu no Rio de Janeiro, e se mudou ainda pequeno para São Paulo. Lá tivera experiência com a música e estudou cinema durante certo tempo. Ao retornar ao Rio, planejava ser diretor de arte. Só que caminhos distintos o fariam rever seus projetos iniciais. Ao colaborar com o pai Jayme Monjardim na ótima minissérie sobre a grande cantora Maysa (como é de conhecimento geral, avó paterna de Jayme Matarazzo), “Maysa – Quando Fala o Coração”, de Manoel Carlos, como assistente de direção, aparece coerente oportunidade de interpretar o próprio pai quando bem moço. E esta etapa em sua vida foi definitiva para que decidisse sem mais quaisquer dúvidas seguir a carreira artística. Participa a seguir da produção das 18h sobre a qual já lhes relatei, e lhe surge excelente convite para integrar o elenco do filme de Arnaldo Jabor, “A Suprema Felicidade”, com Marco Nanini, Dan Stulbach e Tammy Di Calafiori. Agora é o justo Príncipe Felipe de “Cordel Encantado”. Nada mais justo para quem cresceu em meio à boa influência da arte.

  • “Anúncio. Decisão. Viagem. Programa. E tudo muda na vida de Caio Castro (Programa do Jô 2011).”

    maio 4th, 2012


    Foto: Fernando Souza/Agência O Dia

    Caio Castro (que participou como Antenor em “Fina Estampa”, de Aguinaldo Silva) foi ao “Programa do Jô”. Jô, ao chamá-lo para a entrevista, disse: “Ele já causou uma gritaria quando na abertura eu disse o nome dele. ‘Vamo’ conversar. Caio Castro, venha ‘pra’ cá”. E o que houve? Mais gritaria. O ator ainda mantém a barba, e agora exibe um cabelo próximo ao estilo moicano. Estava vestido despojadamente. Jeans lavado, tênis, cordão, e camisa xadrez sobre t-shirt com estampa. A conversa se inicia com o apresentador lhe perguntando “com que idade começou a ficar bonito”. O rapaz respondeu com humildade, além de ser sincero, deixando bem claro a todos de modo subliminar que não se deixa influenciar nem tampouco se deslumbrar com a idolatria que lhe fazem em torno de sua boa aparência. Caio subiu no meu conceito. E o papo prossegue. Ele relatou sobre o incidente que tivera ao esquiar em Keystone, Colorado. Nada sério, a despeito das fortes dores que sentira. Porém, antes passara por alguns “perrengues” até conseguir um atendimento para se cuidar. Recuperou-se. Que bom. Depois, contara sobre um fato inusitado e completamente inesperado de assédio que ocorrera quando participara de um evento no qual fazia presença. Caio Castro levou numa boa. Mais um ponto para ele. O humorista então indaga “como ele foi descoberto”. O entrevistado se mostrou empolgado, e emendou: “Isso é uma história boa de contar”. Vamos a ela. Em 2007, anuncia-se no programa de Luciano Huck um concurso para a escolha de um casal que iria integrar a temporada de “Malhação” de 2008. Caio trabalhava com seu pai e estudava à época. Um tanto quanto reticente, inscreveu-se. Em poucos dias, a produção do citado programa telefona para lhe avisar que fora selecionado. Como não morava no Rio de Janeiro, e sim em São Paulo, desanimou-se ao saber que tudo se daria naquele estado. Decidira ir. Até chegar ao Projac (local de gravações da Rede Globo), “perrengues”. Animou-se quando viu que havia somente duas pessoas interessadas na seleção. Espantou-se quando viu uma multidão interessada na seleção. Espantou-se quando viu muitas pessoas bonitas, e que estavam falando sobre teatro. Quase desistiu. Quase. E como ocorreu o rigoroso processo? Foram 8 testes durante 3 meses. Reparem na impressionante eliminação de candidatos: de 25.000 pretendentes, ficaram 100. Desses, sobraram 32, 20… É chegada a final com dois rapazes e duas moças. Na verdade, um casal de ambos os sexos deveria ser escolhido. Entretanto, só dois homens o foram. Pronto, martelo batido. Caio foi o Bruno da novela voltada para os adolescentes. Jô se diz impressionado por vários artistas terem principiado suas carreiras em “Malhação”. O ator/comediante assevera que também começou em “Malhação”. É exibido no telão o famoso quadro de “Viva o Gordo”, “Vamos Malhar?”, em que contracenava com Claudia Raia. Jô Soares a seguir comenta sobre as aptidões do intérprete em praticar malabares. E solicita uma demonstração. Caio solta: “Sobrou.” Todavia, o jovem se sai bem, e fala a respeito de ter concorrido em competição de habilidades circenses no “Domingão do Faustão”. O assunto passa a ser tatuagens. Caio possui 7. Jô pede a Derico que conte um caso (uma piada, é claro). Tão engraçada quanto indecorosa. Todos caem na gargalhada. Não era para menos. Fim do bate-papo, e junto, lamento conhecido da plateia. Caio confessa: “Ah, eu ‘tava’ torcendo ‘pra’ vocês fazerem isso”. Foi agradável conhecer um pouco mais deste ator que faz tanto sucesso. E mais agradável ainda conhecer as suas simpatia e humildade.
     

  • “Polliana Aleixo é Olívia, uma jovem estudante em ‘Insensato Coração’ que surpreende o público ao agir como adulta diante dos conflitos familiares.”

    maio 4th, 2012

    polliana20aleixo20globo
    Foto: Divulgação/TV Globo

    Quem pensa radicalmente que as bem moças de hoje igualam-se em comportamento pelas imaturidade e rebeldia, obrigado é a rever seus conceitos ao se deparar com a personagem Olívia, da novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, interpretada com talento, convicção e verdade por Polliana Aleixo (que atuara como Cecília em “A Vida da Gente”, de Lícia Manzo). Ela, como sabem, é filha de Kléber (Cassio Gabus Mendes) e Daysi (Isabela Garcia). No começo da trama, até mostrou-se com traços de revolta no seu perfil, chegando a tratar Daysi com desprezo, o que causou-nos certo incômodo. Porém, tudo não passava de defesa do próprio pai, porquanto achava que era perseguido por sua mãe de modo injusto. Houve cenas boas com Polliana no folhetim. Por exemplo, quando das conversas com a amiga Cecília (Giovana Lancellotti), e que nas quais procedera como confidente no que dizia respeito às dúvidas afetivas da irmã de Leila (Bruna Linzmeyer). Há uma outra cena em específico que merece menção: Eunice (Deborah Evelyn) entra no quarto da filha, e ignora a presença de Olívia. Após ser chamada a atenção por Cecília, cumprimenta-a com indiferença. Polliana Aleixo apenas se utilizando de recurso facial que remete ao espanto fez valer ainda mais o momento cênico. E não podemos deixar de realçar algumas atitudes de incontestável relevância que confirmam o caráter precoce e amadurecimento da estudante. Ao contrário de garotas e garotos com a mesma idade que possui, prefere ver os pais separados a ficarem juntos, e brigando. Ademais, deu força comovente a Kléber para procurar ajuda, e livrar-se do vício no jogo. E como começou a carreira de Polliana? Criança, já estava em agência de modelos. E daí, vieram bastante campanhas publicitárias e desfiles. Estudara teatro, e participara de montagens. Resolve mudar-se para o Rio de Janeiro, pois morava em Curitiba. É contratada pela Rede Globo, e integra o elenco do especial “O Segredo da Princesa Lili”. Seu papel fora o de Lucélia. O desempenho é notado, e convidada é para atuar ao lado de Christiane Torloni, Edson Celulari e Regiane Alves, em “Beleza Pura”, de Andrea Maltarolli. Mostra ao Brasil seus dotes para dançar no quadro “A Dança das Crianças”, no “Domingão do Faustão”. Ganha a chance de viver Júlia, no seriado “Tudo Novo De Novo”. A seguir, “Tempos Modernos”, de Bosco Brasil, voltando a trabalhar com Regiane Alves (compusera Maria Eunice, a filha de Regiane). Chegamos enfim a Olívia de “Insensato Coração”, que nos prova que é possível sim agir como adulta mesmo sendo tão jovem, ao se ter que enfrentar os inevitáveis conflitos familiares.

  • “Milena Toscano: uma atriz que não se deixa intimidar em enfrentar dissabores a fim de que suas personagens ganhem verossimilhança (Programa do Jô 2011).”

    maio 4th, 2012

    milena-toscano-e-a-convidada-do-programa-do-jo-2511-1304378468953_560x400
    Foto: Divulgação/TV Globo

    Milena Toscano (que foi Vanessa em “Fina Estampa”, de Aguinaldo Silva) concedeu entrevista a Jô Soares em seu programa. Estava muito bonita, fato que não nos é surpreendente. Cabelos repicados na parte frontal que somavam-se a tubinho acinturado brilhoso com estampas, além de imponentes “escarpins”. A conversa iniciou-se com a atriz falando de sua procedência paulista (Santo André), e de que já bem cedo sentia-se realizada por estar fazendo aquilo que sempre quis, ou seja, trabalhar como modelo (agenciada pela Ford Models). Estivera no Japão por algumas temporadas. E toda esta experiência a levou à interpretação, quando participou do primeiro longa-metragem (“Memórias Póstumas”, de André Klotzel). Fotos dela como modelo são exibidas no telão. Passa assim a discorrer sobre talvez o seu mais desafiador momento profissional: o filme “Olga”, dirigido por Jayme Monjardim. Para dar vida ao papel, raspou a cabeça com máquina zero, e perdera 10kg. Afora deixar todos os pelos do corpo crescerem, o que segundo ela “foi a pior parte”. Cena forte de “Olga” é veiculada, na qual estão além de Milena, Camila Morgado, Jandira Martini e Renata Jesion. Milena confirma que é perfeccionista, entregando-se totalmente quando as oportunidades lhe aparecem. Cita “Sem Controle”, produção cinematográfica com direção de Cris D’Amato, na qual contracenou com Eduardo Moscovis. Para compor melhor a personagem com problemas mentais que lhe fora dada, frequentou por período razoável clínica psiquiátrica. Os empenho e dedicação lhe valeram o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema Brasileiro de Miami. O assunto retorna para a questão da época em que a intérprete raspara a cabeça. Milena ouvira comentários absurdos, inconvenientes e deturpados. Ao tentar comprar lenços em loja, escutou o indizível, o absurdo no mundo dos absurdos em que estamos. Milena não deixou por menos: “Olha, assim, eu não preciso te dizer porque eu “tô” careca, mas cuidado com o que você fala.” E só para fechar este tema, a artista afirmou que o visual adotado a fez descobrir uma nova feminilidade, pois partes do seu corpo passaram a ser mais valorizadas, como o desenho do rosto, os ombros à mostra etc. O bate-papo ruma para a narração de gama de intempéries sofridas por ela e sua mãe no país oriental citado, bastante em decorrência dos enormes choques culturais e dificuldades de comunicação (chegaram a quase comprar água sanitária ao invés de leite). Mas, depois, Milena adaptou-se, e passou a falar até um pouco de japonês. E lá para o final da conversação, ficamos sabendo que Milena é prendada na cozinha. Diariamente prepara seus pratos. Isto não a impede de manter-se esbelta. Na cozinha, ela até pode não ter dissabores, pois gosta de comer, e bem, mas se tiver que enfrentá-los para dar verossimilhança às personagens que lhe surgirem, não há quem a impeça.

  • “Gostaria de aplaudir uma atriz? Seria fácil. Bastaria ligar a televisão às 21h, e Rosi Campos estaria lá.”

    maio 4th, 2012

    img-305389-tempo-um-aliado-na-vida-de-rosi-campos
    Foto: Marco Pinto/CARAS ONLINE

    Rosi Campos (que no início do ano participou da microssérie “Dercy de Verdade, e agora é a Teresa de “Amor Eterno Amor”) não é só a atriz que admiramos, mas também jornalista formada pela ECA (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo), diretora, produtora e roteirista. Na própria ECA, participara de grupo teatral. Depois, outro. Até integrar um dos mais famosos e respeitados do país: Teatro do Ornitorrinco, fundado por Cacá Rosset. Aliás, antes, não deixemos passar uma curiosidade: Rosi fora assessora de imprensa da gravadora Som Livre. Continuando. Criara a companhia Circo Grafitti, com a qual recebera pela peça “Você Vai Ver O Que Você Vai Ver”, diversos prêmios. Miguel Falabella a dirigira junto a Zezeh Barbosa no clássico do besteirol “Sereias da Zona Sul”. No cinema, estivera no elenco de vários filmes, como “Ed Mort”, de Alain Fresnot, “Castelo Rá-Tim-Bum”, de Cao Hamburguer, “Avassaladoras”, de Mara Mourão, “O Menino da Porteira”, de Jeremias Moreira, e “Chico Xavier”, de Daniel Filho, dentre tantos. Com relação a “Castelo Rá-Tim-Bum”, este tornara-se longa-metragem devido ao enorme sucesso que tivera quando de sua exibição na TV Cultura. A personagem de Rosi era a Bruxa Morgana. Rendera ainda espetáculo teatral: “A Saga da Bruxa Morgana e o Enigma do Tempo”. Já na TV, Rosi possui galeria de papéis fortes, sendo que alguns de inegável impacto em nosso imaginário, como a Mamuska, de “Da Cor do Pecado”, de João Emanuel Carneiro, com quem já trabalhara em “Castelo Rá-Tim-Bum”, e Maria Tomba-Homem, na minissérie de Gloria Perez, “Hilda Furacão”. Sua estreia na teledramaturgia dera-se em “Brasileiras e Brasileiros”, no SBT, e nesta mesma emissora, fizera “Éramos Seis”. Já na Rede Globo, colaborara para um sem-número de folhetins, como “Cara & Coroa”, “Salsa e Merengue”, “Meu Bem Querer”, “Corpo Dourado”, “Vila Madalena”, “Desejos de Mulher”, “América”, “O Profeta”, “A Favorita”, e “Cama de Gato”. Chegamos, enfim, à cativante Haidê, de “Insensato Coração”, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Haidê é mulher íntegra, nobre representante de classe menos favorecida. Ela não tem medo de trabalho. O medo dela, talvez, como o de qualquer mãe, seja com o futuro de seus filhos, interpretados por Ricardo Tozzi e Deborah Secco. Fala sempre na palavra “estabilidade”. Nos tempos difíceis que hoje vivemos, Haidê está bastante certa. E como toda boa figura materna, possui intuição de sobra. Sabe perfeitamente que a filha “celebridade” está sendo quem sabe vítima de mais uma de suas muitas ilusões. Haidê está triste com esta situação. Será que um dia aqueles a quem colocou no mundo lhes darão sossego? Não sei. Outro ponto que desperta atenção nela é o fato de não suportar ver injustiças ou algo errado, e às vezes, colocando em risco o próprio emprego, prefere abrir mão de ser discreta, e aliar-se à verdade. Rosi Campos está de parabéns com esta mãe que busca o correto e o justo. Quer aplaudi-la? É só ligar a televisão às 21h que você a encontrará.

  • ” ‘Deus da Carnificina – Uma Comédia sem Juízo’ é espetáculo de extrema qualidade.”

    maio 4th, 2012

    untitled
    Foto: Guga Melgar

    Ao chegarmos ao teatro, já nos deparamos com o bom gosto do cenário de Flavio Graff à mostra. Pilhas de livros de diferentes formas espalhadas por todos os lados, uma mesa central comprida e salpicada de cores, que dá equilíbrio ao ambiente, cadeiras pintadas com vermelho forte, e após o início da encenação, gérberas em vasos. Gérberas que estarão na berlinda em determinadas ocasiões. Há também três grandes painéis no “background”, e diminutas luzes dependuradas. Tudo colabora para a harmonia do espaço cênico. Mérito de Flavio Graff. Quando, enfim, inicia-se a dramatização, ouve-se música discreta, adequada, e autoral de Marcelo Neves, que possui como objetivo complementar movimentação primeira. O texto pertence à dramaturga e atriz francesa Yasmina Reza, cuja uma de suas melhores obras, além desta sobre a qual escrevo, é “Arte”, que já fora inclusive montada no Brasil com êxito. A tradução que torna o texto muito próximo a nós coube a Eloisa Ribeiro. O mesmo caminha demasiado bem sob alternância entre a comédia e o drama, sem nunca perder o contexto reflexivo. A história é centrada em dois casais: Verônica (Deborah Evelyn) e Michel (Orã Figueiredo), e Alan (Paulo Betti) e Annette (Julia Lemmertz), que se encontram com o intuito de resolver civilizadamente pendenga perpetrada pelos filhos de ambos. Na verdade, este encontro serve de mote para que se configure uma espécie de acerto de contas, explícito por meio de ofensas generalizadas, desabafos, confissões, e ditos espirituosos acerca dos relacionamentos conjugais e personalidades de cada um. Yasmina Reza demonstra assim sua irrefutável habilidade em construir diálogos. A direção de Emílio de Mello explora a plenitude da potencialidade dramatúrgica que tem em mãos, valorizando sobremaneira as tão importantes pausas. Os figurinos de Marília Carneiro são coerentes e elegantes. A iluminação de Renato Machado contribui com precisão e leveza (utilizando-se das luzes dependuradas com intensidade branda citadas no começo, e luz geral). O elenco é um dos trunfos, sem dúvida. Há intimidade visível dos quatro intérpretes com o sagrado espaço da ribalta. Deborah Evelyn, Julia Lemmertz, Orã Figueiredo e Paulo Betti percorrem variada gama de emoções, que vão do riso ao que lhe isto é oposto, em que se notam eficiência e magnitude que justificam os aplausos de pé ao término da atração. Para concluir, “Deus da Carnificina” é programa cultural que não nos deixa indiferentes, mas sim atentos a aspectos relevantes do comportamento humano, e satisfeitos com o profissionalismo e denodo empregados na realização de montagem teatral, a despeito de ser adaptação, com nossa lavra. O que nos orgulha.

  • “Kléber Damasceno: o defensor dos blogs e oprimidos.”

    maio 4th, 2012

    2011-01-26-cassio-585x425
    Foto: Divulgação/TV Globo

    No início da trama de “Insensato Coração”, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, Kléber, personagem de Cassio Gabus Mendes, que demonstra uma vez mais ser um ator a quem devemos respeito, e que há muito tempo presenteia-nos com bons papéis e interpretações, mostrou logo ao que veio. Um jornalista separado, pai de filha adolescente, Olívia (Polliana Aleixo), impregnado de preconceitos da cabeça aos pés, ciumento e possessivo com relação a Daysi (Isabela Garcia), a ex-mulher, além de desrespeitoso e irascível no trato com Álvaro (Ricardo Rathsam), o editor do jornal onde trabalha. Na profissão, relutava o quanto fosse possível a dar notícias em primeira mão na versão on-line. Possuía o pensamento tacanho de que o “furo” perderia o seu impacto. Impacto este que inevitavelmente já não existiria se se esperasse o dia seguinte. Sua vida começou então a degringolar. As rédeas passam a escapar-lhe ao controle. Dívidas provocadas pelo vício no jogo provocam o não pagamento da pensão alimentícia da filha. As brigas com Daysi, o irmão Gabino (Guilherme Piva), e o editor só pioram. E os preconceitos também. Kléber assim não nos causava qualquer simpatia, mesmo sendo um profissional que buscasse as verdade e justiça. Até que em certa ocasião, chega ao local do trabalho bêbado. E dispara ofensas contra o superior. Demissão sumária. Reata de forma clandestina com a ex-mulher. Voltam o ciúme e o sentimento de posse, que motivam a perda de oportunidades de emprego daquela. Atinge o cume de roubar dinheiro de trabalhadora. A digna Haidê (Rosi Campos). É desmascarado e humilhado em praça pública. A filha por testemunha. Sem emprego, sem mulher, sem bússola e sem honra, está perto do escuro do fundo do poço. As portas para o sustento lhe foram fechadas a cadeado. E as chaves jogadas fora. Kléber está queimado. Porém, ao que parece liberto do jogo, em meio a tantos preconceitos, um foi dissipado. Dissipado por estar preso. Preso aos ideais de se fazer valer o que é justo em sociedade. Com a ajuda da filha que nunca lhe negou ajuda, cria um blog. Sim, um blog. Ele que sempre difamou o mundo virtual. Com o intuito de melhorar a imagem do país em que vive, o personagem Kléber assume outro personagem: Kléber Damasceno, o defensor dos blogs e oprimidos.

  • “Seja como humana, seja como androide, fato é que a Naomi de ‘Morde & Assopra’ mexe com os sentimentos masculinos.”

    maio 4th, 2012

    flavia-alessandra-volta-a-incorporar-o-robo-naomi-em-morde-assopra-8611-1307580287676_1024x768
    Foto: Estevam Avellar/TV Globo

    Ícaro (Mateus Solano), um cientista em busca da mulher perdida. Cria Naomi (Flávia Alessandra), uma androide à imagem e semelhança de quem sempre amou. Naomi toca lindamente piano, e desperta o adormecido em Leandro (Caio Blat). Nem todos sabem de que não é humana. Surge então uma outra Naomi que o é. O mistério está estabelecido. Os sentimentos divididos. E como os mesmos serão cuidados somente Walcyr Carrasco, o autor da novela das 19h, decidirá. Enquanto isso, o público acompanha o desempenho desta atriz formada em Direito, e que chegara até a montar escritório, que por força da sinopse, vê-se obrigada a exibir habilidade ora em mostrar ora em ocultar sentimentos. E o início na profissão? Como se dera? Flávia, assim como Adriana Esteves e Gabriela Duarte, estreara na Rede Globo no folhetim de Walther Negrão e Antonio Calmon, “Top Model”, após ter participado de concurso no “Domingão do Faustão”. Depois de pequenas atuações em algumas produções da emissora, um papel de real destaque lhe é oferecido por Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares em “A Indomada”. Fora Dorothy. Esta obra serviu como elemento desencadeante do processo de afirmação da carreira de Flávia. Volta a trabalhar assim com Ricardo Linhares em “Meu Bem Querer”, desta vez como vilã. Não demorou muito para que a intérprete ganhasse status de protagonista em “Porto dos Milagres”. Status este repetido em “O Beijo do Vampiro”, em que retoma parceria com Antonio Calmon. Sucesso arrebatador estava por vir. E aconteceu pelas mãos de Walcyr Carrasco. Seu prestígio só fez aumentar com “Alma Gêmea”. Posterior a “Pé na Jaca”, mais um êxito: a Alzira de “Duas Caras”, de Aguinaldo Silva. Alzira, como exímia dançarina de “pole dance”, causou interesse nacional por esta prática. A seguir, ao lado de Malvino Salvador, estrela “Caras & Bocas”. No cinema, integra o elenco de “De Pernas Pro Ar”. Por suas interpretações na televisão, fora agraciada com vários prêmios concedidos pela Revista Contigo!. Agora, como Naomi em “Morde & Assopra”, difícil não se lembrar das replicantes de Daryl Hannah e Sean Young no clássico da ficção-científica de 1982 dirigido por Ridley Scott, “Blade Runner – O Caçador de Androides”. Naomi, humana, ou não humana, com ou sem o lindo som que tira das teclas de um piano, é mulher capaz de mexer com os sentimentos masculinos que se exacerbam ou não.

←Página anterior
1 … 118 119 120 121 122 … 140
Próxima Página→

Blog no WordPress.com.

Carregando comentários...

    • Assinar Assinado
      • Blog do Paulo Ruch
      • Junte-se a 135 outros assinantes
      • Já tem uma conta do WordPress.com? Faça login agora.
      • Blog do Paulo Ruch
      • Assinar Assinado
      • Registre-se
      • Fazer login
      • Denunciar este conteúdo
      • Visualizar site no Leitor
      • Gerenciar assinaturas
      • Esconder esta barra