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Blog do Paulo Ruch

  • São Paulo Fashion Week Verão 2016 – Parque Cândido Portinari

    outubro 25th, 2015
    Foto: Paulo Ruch

    Na edição Verão 2016 da São Paulo Fashion Week, realizada em abril passado, comemorativa de seus 20 anos, havia este sofisticado lounge que visava a promover o turismo do Estado da Flórida, nos Estados Unidos.
    A convidada especial do espaço foi a empresária Carol Celico, atualmente diretora e editora chefe de seu site e CEO e fundadora da Fundação Amor Horizontal, que se propõe a conscientizar a sociedade acerca das necessárias transformações por que deve passar, utilizando-se como recurso viável a prática da solidariedade.

    Agradecimento: TNG 

  • Vernissage “VEJALÉM”

    outubro 20th, 2015

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    Foto: Paulo Ruch

    O artista visual Pedro Vicente Alves Pinto apresentou suas obras da exposição “VEJALÉM”, em um vernissage realizado em junho de 2013, na Riso Galeria de Arte e Bistrô, do ator Jorge de Sá, em Ipanema, no Rio de Janeiro.
    Na foto, Pedro Vicente (à direita) está acompanhado de seu tio, o escritor e cartunista Ziraldo, a atriz Letícia Sabatella, e o seu irmão, o ator Fernando Alves Pinto.
    Fernando Alves Pinto é paulista.
    Desde criança, interessa-se pelo teatro.
    Após algumas peças encenadas, Fernando viaja para Nova York, onde teve uma marcantes experiências teatrais: participou de companhias como o La MaMa, o The Adaptors Physical Theatre e o Théâtre de Poche.
    Retorna ao Brasil, e faz o seu primeiro longa-metragem: “Terra Estrangeira”, de Walter Salles e Daniela Thomas.
    Sua carreira no cinema se consolida com o convite para diversos projetos da área, em que se destacam “Anahy de Las Misiones”, de Sérgio Silva; “Menino Maluquinho 2 – A Aventura”, de Fernando Meirelles; “Eu Não Conhecia Tururú”, de Florinda Bolkan; “Tônica Dominante”, de Lina Chamie; “Mater Dei”, de Vinicius Mainardi; “Quase Dois Irmãos”, de Lúcia Murat; “Araguaya – A Conspiração do Silêncio”, de Ronaldo Duque; “O Veneno da Madrugada”, de Ruy Guerra; “Árido Movie”, de Lírio Ferreira; “Santiago”, um documentário de João Moreira Salles no qual foi o narrador; “A Via Láctea”, de Lina Chamie; “O Signo da Cidade”, de Carlos Alberto Riccelli; “Lula, O Filho do Brasil”, de Fábio Barreto; “Os Inquilinos (Os Incomodados Que Se Mudem”), de Sergio Bianchi; “Nosso Lar”, de Wagner de Assis; “2 Coelhos”, de Afonso Poyart; “Jogo das Decapitações”, de Sergio Bianchi, e “São Silvestre”, de Lina Chamie (um interessante documentário que testemunha toda a trajetória de um corredor, no caso Fernando, pelas ruas de São Paulo, durante a tradicional Corrida de São Silvestre; uma câmera chegou a ser acoplada ao seu corpo para dar a real dimensão do sacrifício do intérprete).
    Além disso, há em seu currículo cinematográfico mais de duas dezenas de curtas-metragens.
    Sua trajetória nos palcos, da mesma forma, é extensa, sendo dirigido por encenadores como Ulysses Cruz (“O Despertar da Primavera”, de Frank Wedekind), Bia Lessa (“As Três Irmãs”, de Tchekhov), Luiz Arthur Nunes (“A Mulher Sem Pecado”, a primeira peça de Nelson Rodrigues), José Celso Martinez Corrêa (“Esperando Godot”, de Samuel Beckett), Christiane Jatahy (“Memorial do Convento”, de José Saramago, e “A Falta Que Nos Move”, texto da própria), Yara de Novaes (“A Mulher Que Ri”, de Paulo Santoro), Pedro Brício (“Me Salve, Musical!”; dramaturgia de Pedro Brício), dentre tantos outros.
    Neste ano, Fernando Alves Pinto fez uma bem-sucedida temporada com o espetáculo teatral “Trágica.3”, de Heiner Muller, Caio de Andrade e Francisco Carlos, dirigido por Guilherme Leme Garcia, e tendo ao seu lado no palco as atrizes Letícia Sabatella, Denise Del Vecchio e Miwa Yanagizawa, e o ator Marcello H. (apresentaram-se no Centro Cultural Banco do Brasil, CCBB, no Rio de Janeiro, e na China; Fernando Alves foi o autor da trilha sonora original).
    Sua estreia na televisão foi no SBT na novela “O Direito de Nascer”, escrita por Aziz Bajur e Jaimer Camargo (basearam-se na obra original de Félix B. Caignet).
    No ano seguinte, em 2002, estreia na Rede Globo, em um folhetim de Euclydes Marinho, “Desejos de Mulher”.
    Depois da minissérie “Um Só Coração”, de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, defende o célebre Menino Maluquinho na fase adulta em “Um Menino Muito Maluquinho”, na TVE Brasil (a série foi adaptada do famoso livro de seu tio Ziraldo por Anna Muylaert e Cao Hamburguer).
    Participou ainda das séries “Avassaladoras – A Série”, “Casos e Acasos”, “Dilemas de Irene”, “Bicicleta & Melancia”, “A Teia”, e as novelas “Floribella 2”, e “Sete Vidas”, como Caio.
    Já Ziraldo, além de escritor (cronista, dramaturgo, colunista) e cartunista (chargista, pintor, desenhista, caricaturista), também é humorista e jornalista.
    Mineiro de Caratinga, quando criança já demonstrava seus dotes para os traços de um desenho.
    A partir da década de 50, passa por três publicações relevantes (“Folha da Manhã”, hoje “Folha de São Paulo”, revista “O Cruzeiro” e “Jornal do Brasil”, locais de trabalho onde cria seus primeiros personagens).
    Lançou a primeira revista em quadrinhos, “A Turma do Pererê”, feita exclusivamente por um único autor (também a primeira em cores no Brasil).
    No ano de 1960, recebeu dois prêmios no exterior: o “Nobel” Internacional de Humor no 32º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas, Bélgica, e o Prêmio Merghantealler (concedida pela imprensa livre da América Latina).
    Foi um dos fundadores e diretor de um dos principais impressos de oposição ao regime militar no Brasil (a decretação do Ato Institucional Nº 5 o levou à prisão).
    Seu grande sucesso editorial foi lançado mais de uma década depois, em 1980, “O Menino Maluquinho”, que tivera adaptações tanto para o cinema quanto para a TV (Prêmio Jabuti de Literatura na categoria Infantil).
    Suas ilustrações puderam ser vistas em revistas internacionais, na Inglaterra, na França e nos Estados Unidos.
    Outras de suas criações que merecem ser lembradas são: o Prêmio Galo de Ouro para o Festival Internacional da Canção de 1966; “Flicts”; “Uma Professora Muito Maluquinha”; o símbolo (um menino caipira) para o evento beneficente do Arraial da Providência, no Rio de Janeiro, e a caricatura do ator, comediante, apresentador, escritor e diretor Jô Soares para algum de seus shows solos, além de outras.
    Em dezembro, a obra mais conhecida de Ziraldo, “Menino Maluquinho”, tornar-se-á ópera no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em comemoração aos seus 35 anos, e se chamará “Menino Maluquinho – A Ópera” (direção musical e regência de Roberto Duarte, libreto de Maria Gessy de Sales, direção de cena de Sura Berditchevsky, e cenografia de Daniela Thomas; o elenco contará com cem pessoas, entre atores mirins, orquestra e dois coros, um adulto e outro jovem).

    Agradecimento: Pedro Vicente Alves Pinto

  • Vernissage “VEJALÉM”

    outubro 13th, 2015

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    Foto: Paulo Ruch

    Em junho de 2013, foi realizada na Riso Galeria de Arte e Bistrô, do ator Jorge de Sá, em Ipanema, no Rio de Janeiro, o vernissage do artista visual Pedro Vicente Alves Pinto.
    Compareceram ao evento o seu tio, o cartunista e escritor Ziraldo, seu irmão, o ator Fernando Alves Pinto, e a atriz Letícia Sabatella, dentre outros convidados.
    “VEJALÉM” faz parte de um projeto pessoal de Pedro, uma trilogia chamada “3eye Invasion”, iniciada em 2008, e que reúne suas telas, desenhos e esculturas, que têm por inspiração o símbolo visual do “Triolho” (segundo o artista, este símbolo “transmite a ideia de alegria e se comunica diretamente com o inconsciente do ser humano”).
    Pedro Vicente também é dramaturgo e roteirista de TV e cinema.
    Paulista, teve as suas peças encenadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Londres.
    Já expôs, da mesma forma, em Londres e São Paulo, Berlim, Frankfurt e Lisboa.
    Recebeu o Prêmio Projeto Nascente USP 1996.
    Letícia Sabatella é mineira, e uma das mais prestigiadas atrizes de sua geração, conhecida por sua ferrenha defesa dos Direitos Humanos e Meio Ambiente.
    A estreia na televisão ocorreu em um especial da Rede Globo, “Os Homens Querem Paz”.
    Em 1991, foi a vez de Letícia estrear em novelas, interpretando Taís em “O Dono do Mundo”, de Gilberto Braga.
    Em seguida, ganhou um papel importante, Salete, na minissérie escrita por Jorge Furtado e Giba Assis Brasil, baseada no romance homônimo de Rubem Fonseca, “Agosto”.
    Encara o desafio de dar vida a uma personagem com três personalidades (Maria de Lara, Diana e Márcia), no remake de “Irmãos Coragem” (a obra original, um clássico da teledramaturgia, fora criada por Janete Clair; o papel de Letícia fora defendido por Glória Menezes em 1970).
    Seu primeiro trabalho com o autor Silvio de Abreu foi no folhetim “Torre de Babel”.
    No início dos anos 2000, participa da minissérie épica de Maria Adelaide Amaral (que se inspirou no livro homônimo de Dinah Silveira de Queiroz), “A Muralha”.
    Vive o universo de Eça de Queiroz na minissérie “Os Maias”, de Maria Adelaide Amaral.
    Depois de “Porto dos Milagres”, de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, veste roupas típicas do mundo árabe para personificar Latiffa, na telenovela de grande sucesso de Gloria Perez, “O Clone”.
    A atriz pôde ser vista ainda em novelas como “Páginas da Vida”, de Manoel Carlos (como uma freira, a Irmã Lavínia); “Desejo Proibido”, de Walther Negrão; “Caminho das Índias”, de Gloria Perez (surpreendeu como a psicopata Yvone); “Guerra dos Sexos”, de Silvio de Abreu, e “Sangue Bom”, de Maria Adelaide Amaral.
    Fez parte do elenco de outras produções no formato de minissérie: “Um Só Coração” (feita em homenagem aos 450 anos da cidade de São Paulo), “Hoje é Dia de Maria” (atuou como a própria Maria, que na fase anterior foi interpretada pela revelação Carolina Oliveira), “Hoje é Dia de Maria 2” e “JK”.
    Esteve em relevantes séries, como “Afinal, O Que Querem As Mulheres?”, “As Brasileiras” (estrelou o episódio “A Apaixonada de Niterói”), “Sessão de Terapia” (no canal GNT) e mais recentemente “Amorteamo” (esta série de Cláudio Paiva, Guel Arraes e Newton Moreno adotou a linguagem gótica e bizarra que tornou o cineasta americano Tim Burton reconhecido mundialmente).
    No tocante ao cinema, a intérprete foi dirigida pelos seguintes diretores: Fábio Barreto (“Bela Donna”), João Batista de Andrade (“O Tronco”), Miguel Faria Jr. (“O Xangô de Baker Street”), Anna Muylaert (“Durval Discos”), Guilherme Fontes (“Chatô, O Rei do Brasil”), Joffre Rodrigues (“Vestido de Noiva”), Philippe Barcinski (“Não Por Acaso”), Marco Antonio Ferraz e Anderson Corrêa (“Flordelis – Basta Uma Palavra Para Mudar”), Daniel Filho (“Chico Xavier”), Tizuca Yamasaki (“Encantados”), e Adriano Esturilho (“Circular”).
    Dirigiu o documentário “Hotxuá”.
    Como cantora, realizou um dueto com Elza Soares na canção “A Cigarra”.
    Recebeu prêmios por suas atuações em “O Clone” e “Caminho das Índias”.
    Letícia, ao lado de Denise Del Vecchio, Miwa Yanagizawa, Fernando Alves Pinto e Marcello H, dirigida por Guilherme Leme Garcia, apresentou-se com a peça “Trágica.3”, de Heiner Muller, Caio de Andrade e Francisco Carlos, no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil), no Rio de Janeiro (o espetáculo também foi assistido na China).
    Letícia Sabatella fará uma participação especial em “Malhação, Seu Lugar No Mundo”, e será uma das protagonistas da novela que sucederá a “A Regra do Jogo”, na Rede Globo, “Velho Chico”, de Edmara Barbosa e Bruno Barbosa, supervisionada por Benedito Ruy Barbosa.

    Agradecimento: Pedro Vicente Alves Pinto

  • “ ‘Ou Tudo ou Nada’, The Full Monty, O Musical’, um texto de Terrence McNally, é uma superprodução que privilegia o humor, sem preterir a sensibilidade, na abordagem do drama de seis desempregados que, para aliviarem o seu revés, dispõem-se, por uma noite, a fazer… ‘ou tudo ou nada’. “

    outubro 5th, 2015

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    Foto: Guga Melgar

    O primeiro forte impacto que temos ao assistir ao espetáculo “Ou Tudo Ou Nada, The Full Monty, O Musical” (baseado na peça que ficou em cartaz na Broadway por dois anos, e que recebeu onze indicações ao Tonny Awards, vencendo a de Melhor Música) é o portentoso cenário idealizado por Edward Monteiro, que simula a parte frontal de uma enorme fábrica antiga com suas estruturas metálicas e tijolos. A história, que na verdade se originou no longa-metragem homônimo de Peter Cattaneo lançado em 1997, ganhador do Oscar de Melhor Trilha Sonora Comédia/Musical, ao contrário da obra fílmica, que se passa em Sheffield, Inglaterra, na versão habilidosa e inspirada de Artur Xexéo, desenrola-se em qualquer lugar do mundo que esteja passando por uma grave crise econômica, com avassalador desemprego de várias famílias outrora estabilizadas, o que coloca a encenação num estado de consonância conjuntural com a situação vigente de nosso país. Com uma direção primorosa de Tadeu Aguiar, que conhece na essência o gênero musical, e dezessete atores em cena (algo realmente impressionante no panorama teatral brasileiro, além da ousadia com acerto da presença de ótimos músicos posicionados em um mezanino), testemunhamos por cerca de duas horas e vinte minutos, com direito a intervalo, uma série de acontecimentos hilários ou não (haja vista que se busca o drama em determinados momentos) envolvendo as intempéries dos seis desempregados que, a partir desta desconfortável condição pessoal, afetando drasticamente suas vidas, procuram formas e meios para sobreviverem com o mínimo de dignidade. A grande sacada de Terrence McNally é justo a maneira esdrúxula que imaginam para garantir a sua subsistência. Os seis homens que não se encaixam nos padrões estéticos dos strippers decidem por uma noite apenas promover um show de strip-tease, “Os Gigantes de Aço”, com “homens comuns”. Há o magro, o desengonçado, o acima do peso, o idoso, o atoleimado, e o chefe falido. Os conflitos se sucedem, como a dificuldade do personagem de Mouhamed Harfouch, Jerry, de pagar a pensão de seu filho (Xande Valois), estremecimentos na relação conjugal entre o patrão agora sem emprego (Carlos Arruza) e sua deslumbrada esposa Vicki (Patrícia França), e a insegurança do ex-trabalhador “acima do peso” (Claudio Mendes) na manutenção de seu casamento com a fogosa mulher (Kacau Gomes). O enredo do espetáculo segue um ritmo ágil em que os espectadores aguardam ansiosamente o apoteótico desfecho, em que os indivíduos insuspeitos terão a sua noite de strippers. O contraponto para esses até então pacatos cidadãos é o profissional da área interpretado por Fábio Bianchini. Respeitando a tradição dos bons musicais, no meio de uma ação algum ou alguns personagens entoam canções pertinentes àquela. Moças com comportamentos frenéticos ou em circunstâncias diversas surgem. Sylvia Massari defende a aposentada pianista que vislumbra a oportunidade de voltar a brilhar com o show que está por vir. A música de David Yasbek é pujante, alternando melodias mais suaves e sensíveis com outras mais animadas, com notas grandiloquentes, em que se ouvem desde graves a falsetes (a excelente direção musical no Brasil foi executada por Miguel Briamonte; a orquestração é de Harold Wheeler, os arranjos vocais e incidentais couberam a Ted Sperling, e os arranjos das músicas de dança ficaram a cargo de Zane Mark). As músicas são tocadas pela orquestra formada por Miguel Briamonte, Daniel Sanches, Tiago Calderano, Marco Moreira, Chiquinho, Leandro Vasques, Josias Franco, Ricardo Hulck e Pedro Silveira. Alan Rezende ficou responsável pela bela coreografia, exigindo dos atores uma gama infinda de movimentos, sejam eles graciosos, compassados, articulados, firmes e sensuais. O elenco, sob a orientação de Tadeu Aguiar, preenche todo o espaço cênico com suas marcações distintas (eles correm, jogam-se contra a parede, sobem em mesas, ou seja, realizam movimentações típicas de um musical com a proposta sugerida, fato que impinge saudável dinâmica ao conjunto). Voltando a falar do cenário de Edward Monteiro, o mesmo, como afirmara, consolida-se na reprodução fiel, adotando tons mais cinzentos e escuros, de uma fábrica com arquitetura não moderna, apoiada numa estrutura metálica grandiosa e em não poucos painéis corrediços, que assumem diversificadas missões (há largas portas, camas e mesas que se utilizam deste mesmo recurso da mobilidade; inclusive, um fascinante carro cenográfico irrompe no transcorrer da peça). Esta cenografia, que corresponde à ideia de uma superprodução, atende com riqueza às solicitações da dramaturgia de Terrence McNally e da direção de Tadeu Aguiar. Os figurinos de Ney Madeira e Dani Vidal são múltiplos, mostrando um entendimento visível do perfil dos personagens e do universo no qual habitam. Ney e Dani apostaram no luxo, no brilho e no vintage de vestidos, no conforto básico das roupas masculinas, sem deixar, é claro, de capricharem nos uniformes azuis com botões dourados, que são o ápice desta categoria. A iluminação de David Bosboom é refinada e elegante, assumindo uma sequencia variada de tons, cores e direcionamentos de feixes luminosos (com sombras, planos abertos e focos), merecendo destaque o show final com um letreiro arrebatador. Os seis desempregados são interpretados por Mouhamed Harfouch, Claudio Mendes, André Dias, Carlos Arruza, Sergio Menezes e Victor Maia. Todos eles, sem exceção, ostentam potencial artístico sobejo para nos transmitir o momento existencial de seus papéis, que vivem, como asseverara acima, uma situação diferenciada, que mescla dramaticidade e humor. São versáteis e potentes em suas atuações, mantendo a vitalidade, assim como todo o cast, do início ao epílogo do espetáculo. Patrícia França, como Vicki, prova-nos com seus extensos valores como artista, de que por trás da superficialidade da mulher que personifica existe alguém sensível e capaz de amar o seu marido, independente das contingências desfavoráveis. Sylvia Massari, uma de nossas mais importantes atrizes de musicais, brilha fazendo a divertida e espontânea pianista do show dos strippers. Foi surpreendente e prazeroso ver atores como Mouhamed Harfouch e Patrícia França soltando as suas vozes em um musical, algo que não estávamos acostumados a ver. Kacau Gomes também se sobressai com a sua força no palco. Fábio Bianchini usa na medida certa a comicidade para dar vida a um stripper (atua outrossim como um policial e dançarino de salão). Os atores Carol Futuro, Samantha Caracante, Larissa Landin, Sara Marques, Gabriel Peregrino e Felipe Niemeyer defendem com veracidade, emoção e vivacidade os seus “characters”. Xande Valois é um intérprete encantador pela sua naturalidade, personalidade e um certo nível de crítica subliminar em suas falas. As vozes do elenco e sua capacidade para atingir as notas e afinação adequadas (tarefa dificílima) são dignas de loas e aplausos. Reitero aqui que tudo se deve, não se pode deixar de mencionar, à versão acertada e consistente de Artur Xexéo (sabemos o quanto é árduo transpor um texto de outra nacionalidade para uma realidade que nos seja identificável). “Ou Tudo Ou Nada, The Full Monty, O Musical” é uma peça que veio com todos os instrumentos necessários para se firmar como um grande sucesso na atual temporada do teatro no Rio de Janeiro. Tratando de um tema árido, o desemprego, com um criterioso humor, a montagem consegue, escorada em uma produção espantosa em suas proporções, conquistar a cumplicidade do público, que não se importa com a sua duração, afinal de contas ninguém quer perder o que seis simpáticos rapazes são capazes de fazer em uma única noite para sobreviver, ou melhor, ninguém quer deixar de testemunhar o “tudo” em seu sentido literal, que esses mesmos simpáticos rapazes têm a nos oferecer. E ninguém, é bom que se diga, arrependeu-se de ter ficado até o fim.

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    setembro 29th, 2015
    Foto: Paulo Ruch

    A top model Aline Weber no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.

    Nesta época da semana de moda, Aline era agenciada pela Mega Partners (Mega Model Brasil), em São Paulo.

    Hoje, Aline é representada pelas agências Muse Management NYC e JOY MGMT, de São Paulo.

    Nasceu em Seara, Santa Catarina.

    Depois de ser descoberta por um booker, foi para São Paulo, onde permaneceu por apenas dois meses.

    Seguiu para Nova York e desfilou para Marc Jacobs.

    Participou de inúmeras campanhas, editoriais e posou para capas de relevantes revistas, além de ser admirada em diversos desfiles de renomadas grifes.

    Passou temporadas em Paris e Milão.

    Dentre os editoriais que estrelou destacam-se aqueles para as magazines “W”, “Numéro”, “Vogue” Rússia, França, UK, Brasil, China e Japão, “Harper’s Bazaar” Alemanha, “Interview” Rússia, “Daze & Confused” e “i-D”.

    Com relação às campanhas, Aline protagonizou as da Moschino e Tom Ford e as nacionais Iódice e Reinaldo Lourenço.

    Nas passarelas internacionais, vestiu coleções da Diesel, Armani, Calvin Klein, Alberta Ferreti, Burberry, Emilio Pucci, Emanuel Ungaro, Stella McCartney, Balenciaga, Saint Laurent, Bottega Veneta, Narciso Rodriguez, dentre outras.

    Em 2008, a modelo se tornou a profissional brasileira que mais desfilou no exterior em uma única temporada.

    Aline Weber foi exclusiva de várias marcas de cosméticos, joias e acessórios, como bolsas e sapatos.

    Fez uma participação especial, ao lado de Colin Firth, no filme dirigido pelo estilista Tom Ford, “A Single Man”.

    Ocupou ótimas posições no ranking das “50 Maiores Modelos do Planeta”, segundo o site Models.com.

    Nesta edição do Fashion Rio, Aline foi considerada, de acordo com o site FFW, uma das “tops da temporada”, tendo desfilado para Ausländer, Cantão, Lenny Niemeyer e Salinas.

    Na São Paulo Fashion Week (SPFW), realizada no mês de abril de 2015, desfilou para Adriana Degreas, Água de Coco por Liana Thomaz, Alexandre Herchcovitch, Animale, Colcci, Forum, Lilly Darti, Lolitta e Patricia Motta.

    Fez um editorial exclusivo para a “Bazaar” digital (com cliques de Guilherme Nabhan) e estampou a capa da edição nº 100 da “L’OFFICIEL” Brasil intitulada “Aline Weber POTÊNCIA FEMININA” (Aline usou joias BVLGARI nas fotos registradas por Henrique Gendre).

    Os trabalhos mais recentes de Aline Weber, de julho de 2023 em diante, foram as campanhas para as marcas de perfumes e cosméticos Moroccanoil (a brand foi fundada pela empresária com ascendência marroquina Carmen Tal; as fotos foram tiradas por Julia Johnson), joias e relógios SAUER, roupas Velvet by Graham and Spencer (grife californiana), capa da “L’OFFICIEL” Brasil (“Party Time. Vem, 2024!; tratou-se de uma edição dupla da revista lançada em dezembro do ano passado em que Aline, a “cover girl”, usou joias Van Cleef & Arpels, sendo clicada por Thomas Tebet; a modelo fez um editorial luxuoso em que o casual chic se misturou com o preciosismo das joias citadas) e bolsas, calçados e acessórios Arezzo, com fotos de LUFRÉ.      

    Agradecimento: R. Groove e TNG 

    * Post atualizado em 23/03/2024.

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    setembro 23rd, 2015

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    Foto: Paulo Ruch

    A atriz, escritora, roteirista e produtora Ingra Lyberato no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.
    Ingra nasceu em Salvador, Bahia.
    Como seus pais, Chico Liberato e Alba Liberato, eram ligados ao cinema, sendo ele cineasta (além de artista plástico), e ela roteirista, iniciou na infância sua carreira como intérprete, participando de um curta-metragem produzido por ambos, “Ementário”.
    A sua trajetória tanto na televisão quanto na área cinematográfica é marcada por sucessos, tendo recebido prêmios por suas atuações.
    Sua estreia na TV ocorreu em uma novela de época das 18h exibida pela Rede Globo, “Pacto de Sangue”, de Regina Braga (logo depois emendou com “Tieta”, escrita por Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares, defendendo a personagem Tonha na primeira fase, vivida por Yoná Magalhães na segunda).
    A grande virada profissional de Ingra Lyberato aconteceu quando foi contratada pela extinta Rede Manchete para dar vida a um importante papel, Madeleine (que também coube a Ítala Nandi na segunda parte da história), de um dos maiores fenômenos da teledramaturgia brasileira, “Pantanal” (na trama criada por Benedito Ruy Barbosa e dirigida por Jayme Monjardim, vimos uma nova linguagem televisiva, na qual se valorizavam os planos abertos com exploração das belezas naturais da região onde se desenrolava o enredo, além de ser priorizado um ritmo de narrativa mais lento, com uma predominância visível de sua trilha sonora instrumental em tons épicos nas cenas, composta por Marcus Viana).
    Na mesma emissora, volta a trabalhar com Jayme Monjardim, desta vez na minissérie de Paulo César Coutinho “O Canto das Sereias”.
    Após ter feito “Meu Bem, Meu Mal”, na TV Globo, retorna à Manchete, e ganha a protagonista Ana Raio, personagem de outro enorme êxito da emissora, “A História de Ana Raio e Zé Trovão” (a autoria do folhetim pertence a Marcos Caruso e Rita Buzzar; o cantor e compositor Almir Sater se revelou como ator, interpretando Zé Trovão).
    Ingra participa de mais algumas produções da Rede Globo, como as novelas de Carlos Lombardi, “Quatro por Quatro”, Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, “A Indomada” (sendo reprisada no canal Viva; encarnou a personagem Paraguaia), e Gloria Perez, “O Clone”, e a minissérie de Dias Gomes, “Decadência”.
    Sua primeira experiência na RecordTV foi na telenovela “Louca Paixão”, adaptada por Yves Dumont da obra original de Dulce Santucci e Alberto Migré, “2-5499 Ocupado”.
    Participou de uma série, “Segredo”, uma coprodução luso-brasileira, a qual foi exibida em Portugal, em 2004 e 2005, pela RTP1.
    Continua na Record, personificando Marli, na novela “Essas Mulheres” (a história se baseou em três romances de José de Alencar: “Senhora”, “Diva” e “Lucíola”; os autores da atração foram Marcílio Moraes e Rosane Lima, sendo a mesma escrita por Bosco Brasil e Cristianne Fridman).
    A artista fez ainda na RecordTV “Os Mutantes: Caminhos do Coração”, de Tiago Santiago.
    A seguir, atua tanto na Rede Globo quanto na RecordTV, nos folhetins “A Vida da Gente”, de Lícia Manzo, e “Balacobaco”, de Gisele Joras, respectivamente.
    Em 2017, entrou para o elenco da série “Perrengue”, uma coprodução da MTV Brasil com a República Pureza Filmes.
    Nos palcos, a atriz representou uma das personagens da peça de Regiana Antonini baseada no livro homônimo de Martha Medeiros, “Feliz Por Nada”, ao lado de Cristiana Oliveira e Wladimir Winter, com direção de Ernesto Piccolo.
    Fez parte de outros espetáculos: “Amores Urbanos” (texto e direção de Marcelo Rubens Paiva); “Inimigas Íntimas”, de Artur José Pinto, com direção de Néstor Monasterio, ao lado de Fernanda Carvalho Leite; e “O Filho do Presidente”, de Christopher Shinn, com direção de Marcus Vinícius Faustini, e tradução de João Polessa Dantas).
    Ingra tem passagens relevantes pelo cinema, em longas-metragens de Aníbal Massaini Neto (“O Cangaceiro”), Carlos Reichenbach (“Dois Córregos”), Florinda Bolkan (“Eu Não Conhecia Tururu”), e Paulo Nascimento (“Valsa Para Bruno Stein”).
    Além dos curtas que filmou, a atriz esteve presente nos longas “3 Histórias da Bahia”, “Sonhos Tropicais”, “O General”, “As Vidas de Maria”, “A Casa Verde” (direção de Paulo Nascimento), “O Carteiro”, “Contos Gauchescos”, “Ritos de Passagem” (direção de Chico Liberato, seu pai; atuou como dubladora), “#garotas – O Filme”, “Bem Casados” (direção de Aluizio Abranches), “Going to Brazil”, e “À Espera de Liz”.
    Recebeu prêmios por seus trabalhos no cinema: no mesmo ano, 1999, Melhor Atriz no 7º Festival de Cuiabá e Melhor Atriz no 3º Festival de Santa Maria da Feira, em Portugal, ambas as láureas por “Dois Córregos”; e em 2007 Melhor Atriz no 35º Festival de Gramado por “Valsa Para Bruno Stein”.
    Criou e roteirizou séries documentais.
    Em 2017, lançou seu primeiro livro, uma obra autobiográfica, “O Medo do Sucesso”.
    Estará na série de Paulo Nascimento, “Chuteira Preta” (sobre os bastidores por vezes sombrios do futebol), e no filme “A Batalha de Shangri-lá”, de Severino Neto.
    Além disso, produzirá o documentário sobre o seu pai, o artista plástico Chico Liberato, “A Vida da Cor que Pintamos”.
    No momento, Ingra Lyberato interpreta a matriarca de uma família de criminosos, ligada ao tráfico de drogas, Fátima, em “Segundo Sol”, novela de João Emanuel Carneiro, com direção artística de Dennis Carvalho (a esposa de Juarez, Tuca Andrada, e mãe de Narciso, Osmar Silveira, e Berta, Raissa Xavier, está presa na mesma penitenciária que Luzia, Giovanna Antonelli; em uma cena recente importante, após um telefonema de sua filha, Fátima revelou involuntariamente a outra detenta, conhecida de Luzia, o paradeiro de Laureta, Adriana Esteves, e Remy, Wladimir Brichta – na verdade, a casa de Juarez; vale lembrar que Narciso segue frequentando as reuniões dos Narcóticos Anônimos, e que Berta nunca esteve envolvida de forma direta com os crimes de seus pais).

    Agradecimento: R.Groove
    TNG

    Obs: Este post foi atualizado em 05/11/2018

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    setembro 13th, 2015
    Foto: Paulo Ruch

    A cantora, compositora e instrumentista Beth Carvalho no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.

    Beth era carioca e veio de uma família de músicos.

    Quando adolescente aprendeu a tocar violão, e com sua experiência passou a dar aulas em escolas.

    Frequentou, levada pelo pai, ensaios de escolas de samba e reuniões embaladas por este estilo musical.

    Fora efetivamente nos anos 60 que Beth Carvalho mostrou o seu lado cantora, influenciada pela bossa nova que dominava os círculos musicais da época.

    Participou ativamente dos marcantes festivais de música, como o Festival Internacional da Canção na segunda metade da década de 60.

    Ficando em 3º lugar no Festival Internacional da Canção de 1968, ao entoar “Andança” (que serviu de título ao seu primeiro LP lançado no ano seguinte), tornou-se conhecida em todo o país.

    A cantora se transformou em um sucesso de vendas, emplacando um LP após o outro, em que músicas como “Coisinha do Pai” e “Vou Festejar” se destacaram.

    No início da década de 70, regravou clássicos de Nelson Cavaquinho (“Folhas Secas”) e Cartola (“As Rosas Não Falam”), resgatando estes artistas.

    Foi responsável pela popularização no Brasil do pagode, uma vertente do samba, após ter se reunido em rodas típicas, principalmente as do Bloco Cacique de Ramos, revelando intérpretes e grupos que atualmente são referências, como Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Jorge Aragão, Luis Carlos da Vila, Arlindo Cruz e Fundo de Quintal.

    Introduziu novos instrumentos na execução do samba, como banjo (com afinação de repique), o tan-tan e o repique de mão.

    Por suas contribuições relevantes ao samba, não somente por incrementá-lo com novas experimentações sonoras, mas por lançar no mercado fonográfico artistas de talento, recebeu o título de “Madrinha do Samba” (além de outros).

    Mangueirense, botafoguense e engajada política, cultural e socialmente, Beth Carvalho brilhou em quase 60 anos de carreira, com dezenas de discos e DVDs lançados, tendo se apresentado em diversas cidades do mundo (inclusive no Festival de Montreux, na Suíça, e no Carneggie Hall, em Nova York).

    Agraciaram-na com vários prêmios, Discos de Ouro e de Platina, DVD de Platina, e tantas outras láureas.

    Em 1984, foi homenageada pela Escola de Samba Unidos do Cabuçu, que se sagrou campeã, subindo para o Grupo Especial.

    Há uma curiosidade em sua trajetória artística: em 1997, um de seus maiores êxitos, “Coisinha do Pai”, foi a canção escolhida por uma engenheira brasileira da NASA para “despertar” um robô em Marte.

    No ano de 2013, a famosa sambista, que já concorreu ao Grammy Latino, é homenageada novamente no carnaval, desta vez por uma escola de samba paulista, a Acadêmicos de Tatuapé.

    Depois de tantas composições, shows, turnês nacionais e internacionais, parcerias históricas, prêmios, Beth Carvalho, falecida em abril de 2019, é considerada uma das mais notáveis e importantes cantoras da Música Popular Brasileira.

    Agradecimento: R. Groove e TNG 

    * Post atualizado em 26/02/2024. 

  • “ No tabuleiro instigante e traiçoeiro de ‘A Regra do Jogo’, nova novela das 21h da Rede Globo, João Emanuel Carneiro, na voz de uma de suas ‘peças’, Romero Rômulo, vivido por Alexandre Nero, pede ironicamente ‘que se dê uma chance ao Brasil’. “

    setembro 1st, 2015

    romero-alexandre-nero-a-regra-do-jogo
    Foto: Estevam Avellar/Gshow

    Maria Vitória (Vanessa Giácomo), constrita, confessa um crime. Furtou R$28.600,00. Dez dias atrás, entenderemos o porquê de seu delito. Maria Vitória, ou Tóia, é uma moça trabalhadora, perseverante, filha adotiva de Djanira (Cassia Kis), uma aparentemente boa mulher. A jovem é gerente da boate “Caverna da Macaca”, pertencente à exuberante Adisabeba (Susana Vieira), que também é dona de um hostel na fictícia comunidade do Morro da Macaca. Na citada boate, o show fica por conta do sensual, sedutor e um tanto malandro MC Merlô (Juliano Cazarré em excelente forma física, ostenta tatuagens por todo o torso e acessórios dourados; Juliano promete se sobressair com este personagem tão atual no novo panorama musical que atrai tanto as camadas sociais menos favorecidas quanto as privilegiadas). Tóia aguarda ansiosa a soltura de seu namorado, Juliano (Cauã Reymond), preso durante quatro anos numa penitenciária por ter sido acusado injustamente de tráfico de drogas. Ao sair rumo à liberdade condicional do úmido e sombreado presídio, Juliano demonstra sede de vingança, e não se conforma de que sua fundação criada para tirar jovens da delinquência tenha sido dissolvida por falta de patrocínios. O rapaz se ressente de que todos ou quase todos à sua volta não acreditam na sua inocência. Enquanto isso, conhecemos Atena, defendida por uma loira Giovanna Antonelli, que logo mostra ao que veio na nova novela das 21h da Rede Globo, “A Regra do Jogo”, de João Emanuel Carneiro (respaldado pelo sucesso de sua obra antecessora, “Avenida Brasil”), com direção geral de Joana Jabace, Paulo Silvestrini e Amora Mautner, também diretora de núcleo. Atena é uma divertida e irresistível golpista acima de qualquer suspeita (Giovanna parece inteiramente à vontade neste papel que lhe oferece a oportunidade de transitar pela seara do humor, um de seus pontos fortes). A primeira vítima de suas tramoias é a afetada amiga Sumara (Karine Teles), riquíssima, casada com um homem mais velho em Mônaco. Sumara, na “Caverna da Macaca”, que contou com a presença vip do jogador Neymar (acompanhado de um amigo interpretado por Edu Porto), após ter bebido além da conta, tem o seu cartão de crédito furtado pela loira charmosa e preconceituosa (suas frases discriminatórias de cunho social lembram bastante o discurso da memorável Odete Roitman de Beatriz Segall em “Vale Tudo”, respeitadas as devidas proporções). Atena, que só toma champanhe Cristal, hospeda-se em um hotel de luxo, e se esbalda com suas regalias. Lógico que a sua despedida é em ritmo de fuga. Procura a amiga abastada em sua casa de gosto duvidoso, e usa o velho truque da cópia da chave moldada. Com a viagem de Sumara para Mônaco, Atena é a mais nova vizinha da endinheirada que gasta seu tempo fazendo ginástica. Alexandre Nero surge como Romero Rômulo (o retorno do ator depois da estrondosa repercussão do Comendador de “Império” avolumou as expectativas em cima de sua composição do personagem; Alexandre, com seu inegável talento, já exibiu que não deixará quaisquer resquícios de seu papel anterior, criando um tipo diferente e pleno em personalidade, como é próprio do intérprete). Romero é um ex-vereador, advogado que luta bravamente pelos direitos humanos, em especial os dos presos, em tempos em que as palavras “direitos” e “humanos” estão em desuso. Pai adotivo de Dante (Marco Pigossi, um dos atores que se destacam da sua geração, apresenta-se firme e resoluto como o policial pessimista que crê que o grande culpado pela morte de sua mãe biológica é Zé Maria, Tony Ramos; Marco estudou e treinou com especialistas do ramo, o que se comprova com a sua postura verossímil), Romero, que ao defender em audiência um detento, Dênis, Amaurih Oliveira, diz aproximadamente ao juiz para inocentá-lo para que “se dê uma chance a um homem, para que se dê uma chance ao Brasil”, oferece-se como voluntário para salvaguardar a vida de reféns de um banco assaltado por uma perigosa quadrilha. A cena do cerco policial ganhou contornos hollywoodianos de filmes de ação, com tomadas aéreas, marcações distintas, muitos figurantes e policiais uniformizados com armas em punho. Dentro do banco, reféns na verdade são bandidos. Toda a intermediação entre criminosos e autoridades da polícia é feita pelo “herói” Romero. Para espanto geral ou não, o tão magnânimo Romero, que mora no apartamento exíguo e simples de número 301, não é nem magnânimo tampouco herói. Romero Rômulo faz parte da quadrilha perigosa que assaltou o banco. Romero Rômulo é um farsante e cínico cidadão brasileiro. Romero Rômulo odeia a pobreza, e adora se banhar em uma banheira de bacanas. Romero Rômulo engana o próprio filho “homem da lei”. Paralelo a este fato, Djanira é internada com um aneurisma, e precisa urgentemente se submeter a uma cirurgia. O novelista não se eximiu de fazer uma crítica sempre oportuna ao aterrorizante sistema público de saúde do país com suas deficiências e mazelas já conhecidas, como prazos indeterminados para consultas, e filas numerosas e infindáveis para preservar a vida humana. Juliano e Tóia (é necessário afirmar que tanto Cauã Reymond quanto Vanessa Giácomo nos convenceram como um casal oprimido por situações adversas, sendo ela esperançosa e otimista, e ele, como dito, amargurado e irascível; além disso, Cassia Kis, com seus gestos e voz por vezes minimalistas, que se alternam com expressões de intensidade ímpar, justifica a sua escalação como Djanira) decidem recorrer a um hospital privado. São enganados por um falso médico, que se apropria de todas as economias de Tóia. Um dos médicos do comércio hospitalar se “compadece” da família, e lhe oferece a operação de Djanira, cobrando “apenas” pelo material e equipe. O casal após se surpreende ao ouvir da funcionária que cobra pelo salvamento de uma vida que o custo para se continuar a tê-la equivale a R$28.630,00. Já começamos a entender o porquê do comportamento de Tóia no início da trama. Ela invade o universo da “Caverna da Macaca”, e furta do cofre de Adisabeba R$28.600,00. A dona da boate onde o filho arranca suspiros com suas Merlozetes se desespera ao descobrir o sumiço de seu dinheiro, e se assombra ainda mais ao escutar de sua funcionária de confiança de que fora a autora do crime. “A Regra do Jogo” nos revelou em seu primeiro capítulo, que teve iluminação inspirada, direção de arte impecável e direção musical diversificada e atrativa com direito à potência vocal de Alcione na abertura coerente com a canção “Juízo Final”, uma história intrigante que, na amostra de alguns personagens, já nos indica uma teia de enredos interessantes e valorosos teledramaturgicamente. A ideia de Amora Mautner de conceber a “caixa cênica” (pretere-se a “boca de cena”; os atores atuam e contracenam em um ambiente fechado, e um número limitado de câmeras fica escondido, sem que os intérpretes saibam de suas localizações, como se fosse num “reality”, com o intuito de se garantir o maior grau de naturalidade do elenco) funcionou perfeitamente, gerando ainda em nós, telespectadores, um olhar mais preciso para identificar qual cena foi gravada por esta ou aquela câmera. Toda e qualquer inovação nas telenovelas é bem-vida, e Amora acertou com a sua ousadia. “A Regra do Jogo” servirá para avaliarmos os limites da ética na sociedade, enfim, até que ponto vale a pena seguir ou não “a regra do jogo”. Os personagens são as peças, a trama é o tabuleiro, e nós seremos os juízes desse jogo arriscado. Quem sabe não é a hora de se dar uma chance ao Brasil de se ver no espelho?

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    agosto 22nd, 2015


    Foto: Paulo Ruch

    O ator e músico Dudu Azevedo, no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória. Foto: Paulo Ruch
    Dudu é carioca, mas fora criado no município de Niterói, no Rio de Janeiro.
    Desde criança demonstrou interesse pela música (foi membro, no futuro, de bandas musicais, como a Redtrip, exercendo a função de baterista).
    No entanto, a arte da interpretação surgiu em sua vida, e já adolescente participa como Danton da transposição para a televisão do grande êxito teatral “Confissões de Adolescente”, levado ao ar na TV Cultura pelas mãos de Daniel Filho, que mais tarde repetiria o feito, só que no formato de longa-metragem.
    O novo intérprete, devido à boa repercussão de sua estreia na TV, é convidado para integrar o elenco de uma novela da Rede Bandeirantes, “O Campeão”, de Ricardo Linhares e Mário Prata.
    No ano de 2003, inicia uma colaboração com o autor Gilberto Braga em “Celebridade”, na Rede Globo (este folhetim, já naquela época, pretendeu fazer uma crítica à exacerbação do culto às celebridades, e ao desejo irracional e insano das pessoas conquistarem a fama a qualquer custo e preço).
    Dudu experimenta o horário das 18h ao defender um papel em “Como Uma Onda”, de Walther Negrão.
    No mesmo ano, 2006, o artista é visto em três produções: a minissérie de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, “JK”, a telenovela “Pé na Jaca”, de Carlos Lombardi, e um episódio no seriado “Minha Nada Mole Vida”.
    Teve merecido destaque em “Duas Caras”, uma obra de Aguinaldo Silva, ao personificar o advogado sem muito apreço pelo trabalho Barretinho (Barretinho se apaixonou pela empregada doméstica de sua família, Sabrina, Cris Vianna, algo próximo a uma obsessão; no final da trama, o filho de Barretão, Stênio Garcia, e Gioconda, Marília Pêra, casa-se com a bela moça).
    Na história de Antonio Calmon, “Três Irmãs”, teve a oportunidade de viver um vilão, Xande, com o qual mostrou uma outra face de seu talento.
    Novamente ganha um papel com traços de vilão, Roberto Moreira, criado pelas teledramaturgas Duca Rachid e Thelma Guedes para a novela “Cama de Gato”.
    Retomando sua parceria com Gilberto Braga, compõe um sedutor segurança, Neymar, na obra “Insensato Coração”, coescrita por Ricardo Linhares.
    Aproveitando-se da popularidade do MMA (Mixed Martial Arts) no Brasil, Aguinaldo Silva resolve abordar este tema em seu folhetim, “Fina Estampa”, e para representar o assunto escala Dudu Azevedo para interpretar o lutador Wallace Mu (o personagem teve distintos conflitos, tanto pessoais quanto profissionais, no decorrer dos capítulos).
    Em “Flor do Caribe”, de Walther Negrão, vestiu o uniforme de Amadeu, um aviador da Força Aérea Brasileira (FAB).
    Dividiu cenas com Isabelle Drummond em “Geração Brasil”, de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira.
    Não faltaram séries, como “Por Isso Eu Sou Vingativa”, no Multishow, e humorísticos, como “Toma Lá Dá Cá”, em sua trajetória artística.
    O ator possui uma relevante história no cinema, seja em filmes que tratam com consistência o universo jovem, como “Ódiquê?”, de Felipe Joffily; “1972” (retrato da juventude em meio à efervescência cultural dos tempos da ditadura no ano que dá título ao longa), com roteiro de José Emílio Rondeau e Ana Maria Bahiana; e “Podecrer!”, de Arthur Fontes; quanto em cinebiografias como “Cazuza – O Tempo Não Pára”, de Sandra Werneck e Walter Carvalho (deu vida ao baterista Guto Goffi), e comédias como “Muita Calma Nessa Hora”, de Felipe Joffily; “Qualquer Gato Vira-Lata”, de Tomas Portella e “Qualquer Gato Vira-Lata 2”, de Roberto Santucci e Marcelo Antunez.
    Estará ao lado de Letícia Spiller no longa-metragem de Alexandre Moretzsohn, “Desejos Modernos”.
    No momento, Dudu Azevedo pode ser visto em “Babilônia”, novela de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, como Bento, um programador de games e aplicativos bonachão, íntegro, bem-humorado, amoroso e amigo (Bento mantém uma fiel amizade com o advogado Vinícius, Thiago Fragoso; durante a produção das 21h da Rede Globo, namorou com a também advogada Paula, Sheron Menezzes, porém, suas significativas diferenças no que diz respeito à ambição individual fizeram com que o relacionamento afetivo se desgastasse; agora, com a proximidade do fim da novela, ambos “ensaiam” um reatamento definitivo, amparado pela presença da bebê Manu, cuja guarda provisória foi requerida por Paula; Bento é um dos personagens mais cativantes de “Babilônia”).

    Agradecimento: R. Groove
    TNG

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    agosto 17th, 2015

    164
    Foto: Paulo Ruch

    As atrizes Juliana Schalch e Olivia Torres, no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.
    Juliana Schalch é paulistana.
    Formou-se no Curso Técnico Profissional Escola de Atores Nilton Travesso.
    Depois de sua experiência na EAD (Escola de Arte Dramática), na USP, em São Paulo, é convidada para participar da Oficina de Atores na Rede Globo, o que acaba lhe rendendo a oportunidade de ganhar uma personagem na novela “Três Irmãs”, de Antonio Calmon, em 2008.
    Neste mesmo ano participa de um episódio de “Alice”, série da HBO Brasil dirigida por Karim Aïnouz e Sérgio Machado.
    Em seguida, de volta à Globo, é escalada para o folhetim de Walcyr Carrasco “Morde & Assopra”.
    Sua primeira minissérie foi uma obra de Euclydes Marinho que abordava os bastidores da política brasileira, “O Brado Retumbante”.
    Trabalha novamente na HBO Brasil na série “O Negócio”, em que ocupou a função de uma das protagonistas, com o papel de Luna (a produção criada por Luca Paiva Mello e Rodrigo Castilho teve quatro temporadas).
    Apareceu em um dos episódios da série “(Des)encontros”, do Canal Sony.
    Retorna à Rede Globo, onde defende Suzane, uma moça homossexual (é namorada de Wanda, Inês Peixoto), na série policial “A Teia”, de Carolina Kotscho e Bráulio Mantovani.
    Contribuiu com uma participação no episódio da primeira produção de uma sitcom nacional da Fox Networks Groups Brasil, “Prata da Casa”, com direção de André Pellenz e exibição na Fox Brasil.
    Sua atuação seguinte pôde ser conferida em uma série de ação/aventura escrita por Gustavo Lipztein, “Sem Volta”, levada ao ar na RecordTV.
    Permanece na Record, e encara o desafio de dar vida a uma personagem bíblica, Temima, esposa de Baltazar, Alexandre Slaviero, em “Jezabel”, novela de Cristianne Fridman.
    Juliana, que também é bailarina (dedicou-se à dança por alguns anos, integrando dois grupos), possui passagens pelo cinema, tanto em curtas quanto em longas-metragens (os longas dos quais fez parte são “Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora É Outro”, de José Padilha; “VIPs”, de Toniko Melo; “Os 3”, de Nando Olival; “E Aí… Comeu?”, de Felipe Joffily, “Os Penetras”, de Andrucha Waddington; “Boa Sorte”, de Carolina Jabor; “Depois de Tudo”, de Johnny Araújo; “Vidas Partidas”, de Marcos Schechtman; “Polícia Federal: A Lei é para Todos”, de Marcelo Antunez; “O Último Jogo”, de André Studart; “Eu Sinto Muito”, de Cristiano Vieira; e “Macabro”, de Marcos Prado ).
    Nos palcos, as cortinas foram abertas para a atriz nos espetáculos “Puts”, “Lendas e Tribos” e “A Dança dos Signos” (todos da Oficina dos Menestréis), “A Ilha” e “Deus é um DJ”, de Marcelo Rubens Paiva.
    Juliana Schalch está no elenco de “Um Lugar ao Sol”, novela de Lícia Manzo que sucederá a “Amor de Mãe”, às 21h na Rede Globo, ainda sem previsão de estreia (Juliana fará a personagem Hannah, a melhor amiga da vilã Bárbara, vivida por Alinne Moraes)
    Olivia Torres é paulista de São José do Rio Preto.
    Estudou teatro no O Tablado, no Rio de Janeiro, e frequentou cursos ministrados por Camila Amado, Susanna Kruger e Ana Kfouri.
    Após participações em produções da Rede Globo, como a novela de Antonio Calmon e Elizabeth Jhin “Começar de Novo”, e a minissérie de Luiz Fernando Carvalho “Hoje é Dia de Maria”, encanta os adolescentes em “Malhação ID” com a personagem Rita.
    O sucesso alcançado por Rita a levou para uma outra produção voltada para o público jovem, dirigida por Rosane Svartman, o filme “Desenrola” (Prêmio de Melhor Atriz no Brazilian Film Festival, em Miami).
    Retoma a linguagem teledramatúrgica de Elizabeth Jhin em “Amor Eterno Amor”, folhetim veiculado na faixa das 18h.
    Em um dos episódios da série “As Canalhas”, do GNT, com direção geral de Vicente Amorim, personificou Verinha.
    Foi Candinha Rosado no remake de “Saramandaia” (Ricardo Linhares adaptou a criação de Dias Gomes de 1976 marcada pelo realismo fantástico; Fernanda Montenegro encarnou Candinha em outra fase; dentre as características peculiares do papel estavam as suas visão, comunicação e convivência com galinhas imaginárias).
    Teve a sua atuação conferida, como Valentina, uma adolescente problemática, filha dos personagens de Cassia Kis e José de Abreu, no remake de “O Rebu”, de George Moura e Sérgio Goldenberg, que se basearam no clássico homônimo de Bráulio Pedroso, levado às telas na mesma emissora em 1975.
    Em 2015 volta a trabalhar com a autora Rosane Svartman, que escreveu junto com Paulo Halm, baseados na peça de Bernard Shaw “Pigmalião”, a telenovela “Totalmente Demais” (na trama, a inteligente estudante de Química Débora é apaixonada pelo seu colega de estágio no laboratório da empresa de cosméticos Bastille Fabinho, Daniel Blanco).
    No ano seguinte, houve um spin-off da novela para o canal de streaming Globoplay, “Totalmente Sem Noção Demais”, em que Olivia volta a interpretar Débora.
    Na série “Sob Pressão”, em um de seus episódios, incorporou uma moça que era vítima de uma relação abusiva (o abusador, Luis Melo, era o pai de Carolina, Marjorie Estiano).
    Na história para as seis da tarde, “Tempo de Amar”, de Alcides Nogueira e Bia Corrêa do Lago (ambos se inspiraram no romance de Rubem Fonseca “Amor e Morte”), compôs a doce e passiva Tereza.
    Na seara cinematográfica, além de “Desenrola”, fez parte do cast de “Somos Tão Jovens” (uma versão do diretor Antonio Carlos da Fontoura da juventude do cantor, compositor e vocalista da banda Legião Urbana Renato Russo); “Confissões de Adolescente – O Filme” (uma produção de Daniel Filho, sendo uma natural extensão do grande êxito que a obra homônima nascida nos diários da atriz e escritora Maria Mariana logrou tanto no teatro quanto na TV); “Meus Dois Amores”, de Luiz Henrique Rios; “Aurora”, de José Eduardo Belmonte; e “Meu Álbum de Amores”, de Rafael Gomes.
    Olivia também é cantora, e sua voz pôde ser ouvida em “Malhação ID” e nos longas “Desenrola” e “Somos Tão Jovens”.
    Nos palcos, foi dirigida por Karen Acioly (“A História da Baratinha”), Beto Brown (“O Jardim do Rei” e “O Rouxinol e o Imperador”), João Fonseca (“Cachorro Quente” e “Bilac Vê Estrelas”), Fernando Philbert (“Além do que os Nossos Olhos Registram”) e Felipe Hirsch (“Lazarus”).
    No momento, o público pode ver ou rever a interpretação de Olivia Torres como a estudante de Química Débora na edição especial da novela “Totalmente Demais”, de Rosane Svartman e Paulo Halm, exibida às 19h na Rede Globo.

    Agradecimento: R. Groove
    TNG

    Obs: Post atualizado em 15/08/2020

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