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Blog do Paulo Ruch

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    setembro 29th, 2015
    Foto: Paulo Ruch

    A top model Aline Weber no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.

    Nesta época da semana de moda, Aline era agenciada pela Mega Partners (Mega Model Brasil), em São Paulo.

    Hoje, Aline é representada pelas agências Muse Management NYC e JOY MGMT, de São Paulo.

    Nasceu em Seara, Santa Catarina.

    Depois de ser descoberta por um booker, foi para São Paulo, onde permaneceu por apenas dois meses.

    Seguiu para Nova York e desfilou para Marc Jacobs.

    Participou de inúmeras campanhas, editoriais e posou para capas de relevantes revistas, além de ser admirada em diversos desfiles de renomadas grifes.

    Passou temporadas em Paris e Milão.

    Dentre os editoriais que estrelou destacam-se aqueles para as magazines “W”, “Numéro”, “Vogue” Rússia, França, UK, Brasil, China e Japão, “Harper’s Bazaar” Alemanha, “Interview” Rússia, “Daze & Confused” e “i-D”.

    Com relação às campanhas, Aline protagonizou as da Moschino e Tom Ford e as nacionais Iódice e Reinaldo Lourenço.

    Nas passarelas internacionais, vestiu coleções da Diesel, Armani, Calvin Klein, Alberta Ferreti, Burberry, Emilio Pucci, Emanuel Ungaro, Stella McCartney, Balenciaga, Saint Laurent, Bottega Veneta, Narciso Rodriguez, dentre outras.

    Em 2008, a modelo se tornou a profissional brasileira que mais desfilou no exterior em uma única temporada.

    Aline Weber foi exclusiva de várias marcas de cosméticos, joias e acessórios, como bolsas e sapatos.

    Fez uma participação especial, ao lado de Colin Firth, no filme dirigido pelo estilista Tom Ford, “A Single Man”.

    Ocupou ótimas posições no ranking das “50 Maiores Modelos do Planeta”, segundo o site Models.com.

    Nesta edição do Fashion Rio, Aline foi considerada, de acordo com o site FFW, uma das “tops da temporada”, tendo desfilado para Ausländer, Cantão, Lenny Niemeyer e Salinas.

    Na São Paulo Fashion Week (SPFW), realizada no mês de abril de 2015, desfilou para Adriana Degreas, Água de Coco por Liana Thomaz, Alexandre Herchcovitch, Animale, Colcci, Forum, Lilly Darti, Lolitta e Patricia Motta.

    Fez um editorial exclusivo para a “Bazaar” digital (com cliques de Guilherme Nabhan) e estampou a capa da edição nº 100 da “L’OFFICIEL” Brasil intitulada “Aline Weber POTÊNCIA FEMININA” (Aline usou joias BVLGARI nas fotos registradas por Henrique Gendre).

    Os trabalhos mais recentes de Aline Weber, de julho de 2023 em diante, foram as campanhas para as marcas de perfumes e cosméticos Moroccanoil (a brand foi fundada pela empresária com ascendência marroquina Carmen Tal; as fotos foram tiradas por Julia Johnson), joias e relógios SAUER, roupas Velvet by Graham and Spencer (grife californiana), capa da “L’OFFICIEL” Brasil (“Party Time. Vem, 2024!; tratou-se de uma edição dupla da revista lançada em dezembro do ano passado em que Aline, a “cover girl”, usou joias Van Cleef & Arpels, sendo clicada por Thomas Tebet; a modelo fez um editorial luxuoso em que o casual chic se misturou com o preciosismo das joias citadas) e bolsas, calçados e acessórios Arezzo, com fotos de LUFRÉ.      

    Agradecimento: R. Groove e TNG 

    * Post atualizado em 23/03/2024.

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    setembro 23rd, 2015

    181
    Foto: Paulo Ruch

    A atriz, escritora, roteirista e produtora Ingra Lyberato no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.
    Ingra nasceu em Salvador, Bahia.
    Como seus pais, Chico Liberato e Alba Liberato, eram ligados ao cinema, sendo ele cineasta (além de artista plástico), e ela roteirista, iniciou na infância sua carreira como intérprete, participando de um curta-metragem produzido por ambos, “Ementário”.
    A sua trajetória tanto na televisão quanto na área cinematográfica é marcada por sucessos, tendo recebido prêmios por suas atuações.
    Sua estreia na TV ocorreu em uma novela de época das 18h exibida pela Rede Globo, “Pacto de Sangue”, de Regina Braga (logo depois emendou com “Tieta”, escrita por Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares, defendendo a personagem Tonha na primeira fase, vivida por Yoná Magalhães na segunda).
    A grande virada profissional de Ingra Lyberato aconteceu quando foi contratada pela extinta Rede Manchete para dar vida a um importante papel, Madeleine (que também coube a Ítala Nandi na segunda parte da história), de um dos maiores fenômenos da teledramaturgia brasileira, “Pantanal” (na trama criada por Benedito Ruy Barbosa e dirigida por Jayme Monjardim, vimos uma nova linguagem televisiva, na qual se valorizavam os planos abertos com exploração das belezas naturais da região onde se desenrolava o enredo, além de ser priorizado um ritmo de narrativa mais lento, com uma predominância visível de sua trilha sonora instrumental em tons épicos nas cenas, composta por Marcus Viana).
    Na mesma emissora, volta a trabalhar com Jayme Monjardim, desta vez na minissérie de Paulo César Coutinho “O Canto das Sereias”.
    Após ter feito “Meu Bem, Meu Mal”, na TV Globo, retorna à Manchete, e ganha a protagonista Ana Raio, personagem de outro enorme êxito da emissora, “A História de Ana Raio e Zé Trovão” (a autoria do folhetim pertence a Marcos Caruso e Rita Buzzar; o cantor e compositor Almir Sater se revelou como ator, interpretando Zé Trovão).
    Ingra participa de mais algumas produções da Rede Globo, como as novelas de Carlos Lombardi, “Quatro por Quatro”, Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, “A Indomada” (sendo reprisada no canal Viva; encarnou a personagem Paraguaia), e Gloria Perez, “O Clone”, e a minissérie de Dias Gomes, “Decadência”.
    Sua primeira experiência na RecordTV foi na telenovela “Louca Paixão”, adaptada por Yves Dumont da obra original de Dulce Santucci e Alberto Migré, “2-5499 Ocupado”.
    Participou de uma série, “Segredo”, uma coprodução luso-brasileira, a qual foi exibida em Portugal, em 2004 e 2005, pela RTP1.
    Continua na Record, personificando Marli, na novela “Essas Mulheres” (a história se baseou em três romances de José de Alencar: “Senhora”, “Diva” e “Lucíola”; os autores da atração foram Marcílio Moraes e Rosane Lima, sendo a mesma escrita por Bosco Brasil e Cristianne Fridman).
    A artista fez ainda na RecordTV “Os Mutantes: Caminhos do Coração”, de Tiago Santiago.
    A seguir, atua tanto na Rede Globo quanto na RecordTV, nos folhetins “A Vida da Gente”, de Lícia Manzo, e “Balacobaco”, de Gisele Joras, respectivamente.
    Em 2017, entrou para o elenco da série “Perrengue”, uma coprodução da MTV Brasil com a República Pureza Filmes.
    Nos palcos, a atriz representou uma das personagens da peça de Regiana Antonini baseada no livro homônimo de Martha Medeiros, “Feliz Por Nada”, ao lado de Cristiana Oliveira e Wladimir Winter, com direção de Ernesto Piccolo.
    Fez parte de outros espetáculos: “Amores Urbanos” (texto e direção de Marcelo Rubens Paiva); “Inimigas Íntimas”, de Artur José Pinto, com direção de Néstor Monasterio, ao lado de Fernanda Carvalho Leite; e “O Filho do Presidente”, de Christopher Shinn, com direção de Marcus Vinícius Faustini, e tradução de João Polessa Dantas).
    Ingra tem passagens relevantes pelo cinema, em longas-metragens de Aníbal Massaini Neto (“O Cangaceiro”), Carlos Reichenbach (“Dois Córregos”), Florinda Bolkan (“Eu Não Conhecia Tururu”), e Paulo Nascimento (“Valsa Para Bruno Stein”).
    Além dos curtas que filmou, a atriz esteve presente nos longas “3 Histórias da Bahia”, “Sonhos Tropicais”, “O General”, “As Vidas de Maria”, “A Casa Verde” (direção de Paulo Nascimento), “O Carteiro”, “Contos Gauchescos”, “Ritos de Passagem” (direção de Chico Liberato, seu pai; atuou como dubladora), “#garotas – O Filme”, “Bem Casados” (direção de Aluizio Abranches), “Going to Brazil”, e “À Espera de Liz”.
    Recebeu prêmios por seus trabalhos no cinema: no mesmo ano, 1999, Melhor Atriz no 7º Festival de Cuiabá e Melhor Atriz no 3º Festival de Santa Maria da Feira, em Portugal, ambas as láureas por “Dois Córregos”; e em 2007 Melhor Atriz no 35º Festival de Gramado por “Valsa Para Bruno Stein”.
    Criou e roteirizou séries documentais.
    Em 2017, lançou seu primeiro livro, uma obra autobiográfica, “O Medo do Sucesso”.
    Estará na série de Paulo Nascimento, “Chuteira Preta” (sobre os bastidores por vezes sombrios do futebol), e no filme “A Batalha de Shangri-lá”, de Severino Neto.
    Além disso, produzirá o documentário sobre o seu pai, o artista plástico Chico Liberato, “A Vida da Cor que Pintamos”.
    No momento, Ingra Lyberato interpreta a matriarca de uma família de criminosos, ligada ao tráfico de drogas, Fátima, em “Segundo Sol”, novela de João Emanuel Carneiro, com direção artística de Dennis Carvalho (a esposa de Juarez, Tuca Andrada, e mãe de Narciso, Osmar Silveira, e Berta, Raissa Xavier, está presa na mesma penitenciária que Luzia, Giovanna Antonelli; em uma cena recente importante, após um telefonema de sua filha, Fátima revelou involuntariamente a outra detenta, conhecida de Luzia, o paradeiro de Laureta, Adriana Esteves, e Remy, Wladimir Brichta – na verdade, a casa de Juarez; vale lembrar que Narciso segue frequentando as reuniões dos Narcóticos Anônimos, e que Berta nunca esteve envolvida de forma direta com os crimes de seus pais).

    Agradecimento: R.Groove
    TNG

    Obs: Este post foi atualizado em 05/11/2018

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    setembro 13th, 2015
    Foto: Paulo Ruch

    A cantora, compositora e instrumentista Beth Carvalho no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.

    Beth era carioca e veio de uma família de músicos.

    Quando adolescente aprendeu a tocar violão, e com sua experiência passou a dar aulas em escolas.

    Frequentou, levada pelo pai, ensaios de escolas de samba e reuniões embaladas por este estilo musical.

    Fora efetivamente nos anos 60 que Beth Carvalho mostrou o seu lado cantora, influenciada pela bossa nova que dominava os círculos musicais da época.

    Participou ativamente dos marcantes festivais de música, como o Festival Internacional da Canção na segunda metade da década de 60.

    Ficando em 3º lugar no Festival Internacional da Canção de 1968, ao entoar “Andança” (que serviu de título ao seu primeiro LP lançado no ano seguinte), tornou-se conhecida em todo o país.

    A cantora se transformou em um sucesso de vendas, emplacando um LP após o outro, em que músicas como “Coisinha do Pai” e “Vou Festejar” se destacaram.

    No início da década de 70, regravou clássicos de Nelson Cavaquinho (“Folhas Secas”) e Cartola (“As Rosas Não Falam”), resgatando estes artistas.

    Foi responsável pela popularização no Brasil do pagode, uma vertente do samba, após ter se reunido em rodas típicas, principalmente as do Bloco Cacique de Ramos, revelando intérpretes e grupos que atualmente são referências, como Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Jorge Aragão, Luis Carlos da Vila, Arlindo Cruz e Fundo de Quintal.

    Introduziu novos instrumentos na execução do samba, como banjo (com afinação de repique), o tan-tan e o repique de mão.

    Por suas contribuições relevantes ao samba, não somente por incrementá-lo com novas experimentações sonoras, mas por lançar no mercado fonográfico artistas de talento, recebeu o título de “Madrinha do Samba” (além de outros).

    Mangueirense, botafoguense e engajada política, cultural e socialmente, Beth Carvalho brilhou em quase 60 anos de carreira, com dezenas de discos e DVDs lançados, tendo se apresentado em diversas cidades do mundo (inclusive no Festival de Montreux, na Suíça, e no Carneggie Hall, em Nova York).

    Agraciaram-na com vários prêmios, Discos de Ouro e de Platina, DVD de Platina, e tantas outras láureas.

    Em 1984, foi homenageada pela Escola de Samba Unidos do Cabuçu, que se sagrou campeã, subindo para o Grupo Especial.

    Há uma curiosidade em sua trajetória artística: em 1997, um de seus maiores êxitos, “Coisinha do Pai”, foi a canção escolhida por uma engenheira brasileira da NASA para “despertar” um robô em Marte.

    No ano de 2013, a famosa sambista, que já concorreu ao Grammy Latino, é homenageada novamente no carnaval, desta vez por uma escola de samba paulista, a Acadêmicos de Tatuapé.

    Depois de tantas composições, shows, turnês nacionais e internacionais, parcerias históricas, prêmios, Beth Carvalho, falecida em abril de 2019, é considerada uma das mais notáveis e importantes cantoras da Música Popular Brasileira.

    Agradecimento: R. Groove e TNG 

    * Post atualizado em 26/02/2024. 

  • “ No tabuleiro instigante e traiçoeiro de ‘A Regra do Jogo’, nova novela das 21h da Rede Globo, João Emanuel Carneiro, na voz de uma de suas ‘peças’, Romero Rômulo, vivido por Alexandre Nero, pede ironicamente ‘que se dê uma chance ao Brasil’. “

    setembro 1st, 2015

    romero-alexandre-nero-a-regra-do-jogo
    Foto: Estevam Avellar/Gshow

    Maria Vitória (Vanessa Giácomo), constrita, confessa um crime. Furtou R$28.600,00. Dez dias atrás, entenderemos o porquê de seu delito. Maria Vitória, ou Tóia, é uma moça trabalhadora, perseverante, filha adotiva de Djanira (Cassia Kis), uma aparentemente boa mulher. A jovem é gerente da boate “Caverna da Macaca”, pertencente à exuberante Adisabeba (Susana Vieira), que também é dona de um hostel na fictícia comunidade do Morro da Macaca. Na citada boate, o show fica por conta do sensual, sedutor e um tanto malandro MC Merlô (Juliano Cazarré em excelente forma física, ostenta tatuagens por todo o torso e acessórios dourados; Juliano promete se sobressair com este personagem tão atual no novo panorama musical que atrai tanto as camadas sociais menos favorecidas quanto as privilegiadas). Tóia aguarda ansiosa a soltura de seu namorado, Juliano (Cauã Reymond), preso durante quatro anos numa penitenciária por ter sido acusado injustamente de tráfico de drogas. Ao sair rumo à liberdade condicional do úmido e sombreado presídio, Juliano demonstra sede de vingança, e não se conforma de que sua fundação criada para tirar jovens da delinquência tenha sido dissolvida por falta de patrocínios. O rapaz se ressente de que todos ou quase todos à sua volta não acreditam na sua inocência. Enquanto isso, conhecemos Atena, defendida por uma loira Giovanna Antonelli, que logo mostra ao que veio na nova novela das 21h da Rede Globo, “A Regra do Jogo”, de João Emanuel Carneiro (respaldado pelo sucesso de sua obra antecessora, “Avenida Brasil”), com direção geral de Joana Jabace, Paulo Silvestrini e Amora Mautner, também diretora de núcleo. Atena é uma divertida e irresistível golpista acima de qualquer suspeita (Giovanna parece inteiramente à vontade neste papel que lhe oferece a oportunidade de transitar pela seara do humor, um de seus pontos fortes). A primeira vítima de suas tramoias é a afetada amiga Sumara (Karine Teles), riquíssima, casada com um homem mais velho em Mônaco. Sumara, na “Caverna da Macaca”, que contou com a presença vip do jogador Neymar (acompanhado de um amigo interpretado por Edu Porto), após ter bebido além da conta, tem o seu cartão de crédito furtado pela loira charmosa e preconceituosa (suas frases discriminatórias de cunho social lembram bastante o discurso da memorável Odete Roitman de Beatriz Segall em “Vale Tudo”, respeitadas as devidas proporções). Atena, que só toma champanhe Cristal, hospeda-se em um hotel de luxo, e se esbalda com suas regalias. Lógico que a sua despedida é em ritmo de fuga. Procura a amiga abastada em sua casa de gosto duvidoso, e usa o velho truque da cópia da chave moldada. Com a viagem de Sumara para Mônaco, Atena é a mais nova vizinha da endinheirada que gasta seu tempo fazendo ginástica. Alexandre Nero surge como Romero Rômulo (o retorno do ator depois da estrondosa repercussão do Comendador de “Império” avolumou as expectativas em cima de sua composição do personagem; Alexandre, com seu inegável talento, já exibiu que não deixará quaisquer resquícios de seu papel anterior, criando um tipo diferente e pleno em personalidade, como é próprio do intérprete). Romero é um ex-vereador, advogado que luta bravamente pelos direitos humanos, em especial os dos presos, em tempos em que as palavras “direitos” e “humanos” estão em desuso. Pai adotivo de Dante (Marco Pigossi, um dos atores que se destacam da sua geração, apresenta-se firme e resoluto como o policial pessimista que crê que o grande culpado pela morte de sua mãe biológica é Zé Maria, Tony Ramos; Marco estudou e treinou com especialistas do ramo, o que se comprova com a sua postura verossímil), Romero, que ao defender em audiência um detento, Dênis, Amaurih Oliveira, diz aproximadamente ao juiz para inocentá-lo para que “se dê uma chance a um homem, para que se dê uma chance ao Brasil”, oferece-se como voluntário para salvaguardar a vida de reféns de um banco assaltado por uma perigosa quadrilha. A cena do cerco policial ganhou contornos hollywoodianos de filmes de ação, com tomadas aéreas, marcações distintas, muitos figurantes e policiais uniformizados com armas em punho. Dentro do banco, reféns na verdade são bandidos. Toda a intermediação entre criminosos e autoridades da polícia é feita pelo “herói” Romero. Para espanto geral ou não, o tão magnânimo Romero, que mora no apartamento exíguo e simples de número 301, não é nem magnânimo tampouco herói. Romero Rômulo faz parte da quadrilha perigosa que assaltou o banco. Romero Rômulo é um farsante e cínico cidadão brasileiro. Romero Rômulo odeia a pobreza, e adora se banhar em uma banheira de bacanas. Romero Rômulo engana o próprio filho “homem da lei”. Paralelo a este fato, Djanira é internada com um aneurisma, e precisa urgentemente se submeter a uma cirurgia. O novelista não se eximiu de fazer uma crítica sempre oportuna ao aterrorizante sistema público de saúde do país com suas deficiências e mazelas já conhecidas, como prazos indeterminados para consultas, e filas numerosas e infindáveis para preservar a vida humana. Juliano e Tóia (é necessário afirmar que tanto Cauã Reymond quanto Vanessa Giácomo nos convenceram como um casal oprimido por situações adversas, sendo ela esperançosa e otimista, e ele, como dito, amargurado e irascível; além disso, Cassia Kis, com seus gestos e voz por vezes minimalistas, que se alternam com expressões de intensidade ímpar, justifica a sua escalação como Djanira) decidem recorrer a um hospital privado. São enganados por um falso médico, que se apropria de todas as economias de Tóia. Um dos médicos do comércio hospitalar se “compadece” da família, e lhe oferece a operação de Djanira, cobrando “apenas” pelo material e equipe. O casal após se surpreende ao ouvir da funcionária que cobra pelo salvamento de uma vida que o custo para se continuar a tê-la equivale a R$28.630,00. Já começamos a entender o porquê do comportamento de Tóia no início da trama. Ela invade o universo da “Caverna da Macaca”, e furta do cofre de Adisabeba R$28.600,00. A dona da boate onde o filho arranca suspiros com suas Merlozetes se desespera ao descobrir o sumiço de seu dinheiro, e se assombra ainda mais ao escutar de sua funcionária de confiança de que fora a autora do crime. “A Regra do Jogo” nos revelou em seu primeiro capítulo, que teve iluminação inspirada, direção de arte impecável e direção musical diversificada e atrativa com direito à potência vocal de Alcione na abertura coerente com a canção “Juízo Final”, uma história intrigante que, na amostra de alguns personagens, já nos indica uma teia de enredos interessantes e valorosos teledramaturgicamente. A ideia de Amora Mautner de conceber a “caixa cênica” (pretere-se a “boca de cena”; os atores atuam e contracenam em um ambiente fechado, e um número limitado de câmeras fica escondido, sem que os intérpretes saibam de suas localizações, como se fosse num “reality”, com o intuito de se garantir o maior grau de naturalidade do elenco) funcionou perfeitamente, gerando ainda em nós, telespectadores, um olhar mais preciso para identificar qual cena foi gravada por esta ou aquela câmera. Toda e qualquer inovação nas telenovelas é bem-vida, e Amora acertou com a sua ousadia. “A Regra do Jogo” servirá para avaliarmos os limites da ética na sociedade, enfim, até que ponto vale a pena seguir ou não “a regra do jogo”. Os personagens são as peças, a trama é o tabuleiro, e nós seremos os juízes desse jogo arriscado. Quem sabe não é a hora de se dar uma chance ao Brasil de se ver no espelho?

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    agosto 22nd, 2015


    Foto: Paulo Ruch

    O ator e músico Dudu Azevedo, no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória. Foto: Paulo Ruch
    Dudu é carioca, mas fora criado no município de Niterói, no Rio de Janeiro.
    Desde criança demonstrou interesse pela música (foi membro, no futuro, de bandas musicais, como a Redtrip, exercendo a função de baterista).
    No entanto, a arte da interpretação surgiu em sua vida, e já adolescente participa como Danton da transposição para a televisão do grande êxito teatral “Confissões de Adolescente”, levado ao ar na TV Cultura pelas mãos de Daniel Filho, que mais tarde repetiria o feito, só que no formato de longa-metragem.
    O novo intérprete, devido à boa repercussão de sua estreia na TV, é convidado para integrar o elenco de uma novela da Rede Bandeirantes, “O Campeão”, de Ricardo Linhares e Mário Prata.
    No ano de 2003, inicia uma colaboração com o autor Gilberto Braga em “Celebridade”, na Rede Globo (este folhetim, já naquela época, pretendeu fazer uma crítica à exacerbação do culto às celebridades, e ao desejo irracional e insano das pessoas conquistarem a fama a qualquer custo e preço).
    Dudu experimenta o horário das 18h ao defender um papel em “Como Uma Onda”, de Walther Negrão.
    No mesmo ano, 2006, o artista é visto em três produções: a minissérie de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, “JK”, a telenovela “Pé na Jaca”, de Carlos Lombardi, e um episódio no seriado “Minha Nada Mole Vida”.
    Teve merecido destaque em “Duas Caras”, uma obra de Aguinaldo Silva, ao personificar o advogado sem muito apreço pelo trabalho Barretinho (Barretinho se apaixonou pela empregada doméstica de sua família, Sabrina, Cris Vianna, algo próximo a uma obsessão; no final da trama, o filho de Barretão, Stênio Garcia, e Gioconda, Marília Pêra, casa-se com a bela moça).
    Na história de Antonio Calmon, “Três Irmãs”, teve a oportunidade de viver um vilão, Xande, com o qual mostrou uma outra face de seu talento.
    Novamente ganha um papel com traços de vilão, Roberto Moreira, criado pelas teledramaturgas Duca Rachid e Thelma Guedes para a novela “Cama de Gato”.
    Retomando sua parceria com Gilberto Braga, compõe um sedutor segurança, Neymar, na obra “Insensato Coração”, coescrita por Ricardo Linhares.
    Aproveitando-se da popularidade do MMA (Mixed Martial Arts) no Brasil, Aguinaldo Silva resolve abordar este tema em seu folhetim, “Fina Estampa”, e para representar o assunto escala Dudu Azevedo para interpretar o lutador Wallace Mu (o personagem teve distintos conflitos, tanto pessoais quanto profissionais, no decorrer dos capítulos).
    Em “Flor do Caribe”, de Walther Negrão, vestiu o uniforme de Amadeu, um aviador da Força Aérea Brasileira (FAB).
    Dividiu cenas com Isabelle Drummond em “Geração Brasil”, de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira.
    Não faltaram séries, como “Por Isso Eu Sou Vingativa”, no Multishow, e humorísticos, como “Toma Lá Dá Cá”, em sua trajetória artística.
    O ator possui uma relevante história no cinema, seja em filmes que tratam com consistência o universo jovem, como “Ódiquê?”, de Felipe Joffily; “1972” (retrato da juventude em meio à efervescência cultural dos tempos da ditadura no ano que dá título ao longa), com roteiro de José Emílio Rondeau e Ana Maria Bahiana; e “Podecrer!”, de Arthur Fontes; quanto em cinebiografias como “Cazuza – O Tempo Não Pára”, de Sandra Werneck e Walter Carvalho (deu vida ao baterista Guto Goffi), e comédias como “Muita Calma Nessa Hora”, de Felipe Joffily; “Qualquer Gato Vira-Lata”, de Tomas Portella e “Qualquer Gato Vira-Lata 2”, de Roberto Santucci e Marcelo Antunez.
    Estará ao lado de Letícia Spiller no longa-metragem de Alexandre Moretzsohn, “Desejos Modernos”.
    No momento, Dudu Azevedo pode ser visto em “Babilônia”, novela de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, como Bento, um programador de games e aplicativos bonachão, íntegro, bem-humorado, amoroso e amigo (Bento mantém uma fiel amizade com o advogado Vinícius, Thiago Fragoso; durante a produção das 21h da Rede Globo, namorou com a também advogada Paula, Sheron Menezzes, porém, suas significativas diferenças no que diz respeito à ambição individual fizeram com que o relacionamento afetivo se desgastasse; agora, com a proximidade do fim da novela, ambos “ensaiam” um reatamento definitivo, amparado pela presença da bebê Manu, cuja guarda provisória foi requerida por Paula; Bento é um dos personagens mais cativantes de “Babilônia”).

    Agradecimento: R. Groove
    TNG

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    agosto 17th, 2015

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    Foto: Paulo Ruch

    As atrizes Juliana Schalch e Olivia Torres, no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.
    Juliana Schalch é paulistana.
    Formou-se no Curso Técnico Profissional Escola de Atores Nilton Travesso.
    Depois de sua experiência na EAD (Escola de Arte Dramática), na USP, em São Paulo, é convidada para participar da Oficina de Atores na Rede Globo, o que acaba lhe rendendo a oportunidade de ganhar uma personagem na novela “Três Irmãs”, de Antonio Calmon, em 2008.
    Neste mesmo ano participa de um episódio de “Alice”, série da HBO Brasil dirigida por Karim Aïnouz e Sérgio Machado.
    Em seguida, de volta à Globo, é escalada para o folhetim de Walcyr Carrasco “Morde & Assopra”.
    Sua primeira minissérie foi uma obra de Euclydes Marinho que abordava os bastidores da política brasileira, “O Brado Retumbante”.
    Trabalha novamente na HBO Brasil na série “O Negócio”, em que ocupou a função de uma das protagonistas, com o papel de Luna (a produção criada por Luca Paiva Mello e Rodrigo Castilho teve quatro temporadas).
    Apareceu em um dos episódios da série “(Des)encontros”, do Canal Sony.
    Retorna à Rede Globo, onde defende Suzane, uma moça homossexual (é namorada de Wanda, Inês Peixoto), na série policial “A Teia”, de Carolina Kotscho e Bráulio Mantovani.
    Contribuiu com uma participação no episódio da primeira produção de uma sitcom nacional da Fox Networks Groups Brasil, “Prata da Casa”, com direção de André Pellenz e exibição na Fox Brasil.
    Sua atuação seguinte pôde ser conferida em uma série de ação/aventura escrita por Gustavo Lipztein, “Sem Volta”, levada ao ar na RecordTV.
    Permanece na Record, e encara o desafio de dar vida a uma personagem bíblica, Temima, esposa de Baltazar, Alexandre Slaviero, em “Jezabel”, novela de Cristianne Fridman.
    Juliana, que também é bailarina (dedicou-se à dança por alguns anos, integrando dois grupos), possui passagens pelo cinema, tanto em curtas quanto em longas-metragens (os longas dos quais fez parte são “Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora É Outro”, de José Padilha; “VIPs”, de Toniko Melo; “Os 3”, de Nando Olival; “E Aí… Comeu?”, de Felipe Joffily, “Os Penetras”, de Andrucha Waddington; “Boa Sorte”, de Carolina Jabor; “Depois de Tudo”, de Johnny Araújo; “Vidas Partidas”, de Marcos Schechtman; “Polícia Federal: A Lei é para Todos”, de Marcelo Antunez; “O Último Jogo”, de André Studart; “Eu Sinto Muito”, de Cristiano Vieira; e “Macabro”, de Marcos Prado ).
    Nos palcos, as cortinas foram abertas para a atriz nos espetáculos “Puts”, “Lendas e Tribos” e “A Dança dos Signos” (todos da Oficina dos Menestréis), “A Ilha” e “Deus é um DJ”, de Marcelo Rubens Paiva.
    Juliana Schalch está no elenco de “Um Lugar ao Sol”, novela de Lícia Manzo que sucederá a “Amor de Mãe”, às 21h na Rede Globo, ainda sem previsão de estreia (Juliana fará a personagem Hannah, a melhor amiga da vilã Bárbara, vivida por Alinne Moraes)
    Olivia Torres é paulista de São José do Rio Preto.
    Estudou teatro no O Tablado, no Rio de Janeiro, e frequentou cursos ministrados por Camila Amado, Susanna Kruger e Ana Kfouri.
    Após participações em produções da Rede Globo, como a novela de Antonio Calmon e Elizabeth Jhin “Começar de Novo”, e a minissérie de Luiz Fernando Carvalho “Hoje é Dia de Maria”, encanta os adolescentes em “Malhação ID” com a personagem Rita.
    O sucesso alcançado por Rita a levou para uma outra produção voltada para o público jovem, dirigida por Rosane Svartman, o filme “Desenrola” (Prêmio de Melhor Atriz no Brazilian Film Festival, em Miami).
    Retoma a linguagem teledramatúrgica de Elizabeth Jhin em “Amor Eterno Amor”, folhetim veiculado na faixa das 18h.
    Em um dos episódios da série “As Canalhas”, do GNT, com direção geral de Vicente Amorim, personificou Verinha.
    Foi Candinha Rosado no remake de “Saramandaia” (Ricardo Linhares adaptou a criação de Dias Gomes de 1976 marcada pelo realismo fantástico; Fernanda Montenegro encarnou Candinha em outra fase; dentre as características peculiares do papel estavam as suas visão, comunicação e convivência com galinhas imaginárias).
    Teve a sua atuação conferida, como Valentina, uma adolescente problemática, filha dos personagens de Cassia Kis e José de Abreu, no remake de “O Rebu”, de George Moura e Sérgio Goldenberg, que se basearam no clássico homônimo de Bráulio Pedroso, levado às telas na mesma emissora em 1975.
    Em 2015 volta a trabalhar com a autora Rosane Svartman, que escreveu junto com Paulo Halm, baseados na peça de Bernard Shaw “Pigmalião”, a telenovela “Totalmente Demais” (na trama, a inteligente estudante de Química Débora é apaixonada pelo seu colega de estágio no laboratório da empresa de cosméticos Bastille Fabinho, Daniel Blanco).
    No ano seguinte, houve um spin-off da novela para o canal de streaming Globoplay, “Totalmente Sem Noção Demais”, em que Olivia volta a interpretar Débora.
    Na série “Sob Pressão”, em um de seus episódios, incorporou uma moça que era vítima de uma relação abusiva (o abusador, Luis Melo, era o pai de Carolina, Marjorie Estiano).
    Na história para as seis da tarde, “Tempo de Amar”, de Alcides Nogueira e Bia Corrêa do Lago (ambos se inspiraram no romance de Rubem Fonseca “Amor e Morte”), compôs a doce e passiva Tereza.
    Na seara cinematográfica, além de “Desenrola”, fez parte do cast de “Somos Tão Jovens” (uma versão do diretor Antonio Carlos da Fontoura da juventude do cantor, compositor e vocalista da banda Legião Urbana Renato Russo); “Confissões de Adolescente – O Filme” (uma produção de Daniel Filho, sendo uma natural extensão do grande êxito que a obra homônima nascida nos diários da atriz e escritora Maria Mariana logrou tanto no teatro quanto na TV); “Meus Dois Amores”, de Luiz Henrique Rios; “Aurora”, de José Eduardo Belmonte; e “Meu Álbum de Amores”, de Rafael Gomes.
    Olivia também é cantora, e sua voz pôde ser ouvida em “Malhação ID” e nos longas “Desenrola” e “Somos Tão Jovens”.
    Nos palcos, foi dirigida por Karen Acioly (“A História da Baratinha”), Beto Brown (“O Jardim do Rei” e “O Rouxinol e o Imperador”), João Fonseca (“Cachorro Quente” e “Bilac Vê Estrelas”), Fernando Philbert (“Além do que os Nossos Olhos Registram”) e Felipe Hirsch (“Lazarus”).
    No momento, o público pode ver ou rever a interpretação de Olivia Torres como a estudante de Química Débora na edição especial da novela “Totalmente Demais”, de Rosane Svartman e Paulo Halm, exibida às 19h na Rede Globo.

    Agradecimento: R. Groove
    TNG

    Obs: Post atualizado em 15/08/2020

  • “ ‘ Um Estranho Casal’, sucesso na Broadway e no cinema, é reeditado com brilho e comicidade de alto nível por Igor Angelkorte e Marcos Veras, em ‘Babilônia’.”

    agosto 7th, 2015

    norberto-e-clovis
    Foto: gshow

    Em 1968, dirigidos por Gene Sacks, dois dos maiores atores da indústria cinematográfica norte-americana, Jack Lemmon e Walter Matthau, fizeram os espectadores de todo o mundo gargalharem com as trapalhadas de seus personagens, Felix e Oscar, respectivamente, motivadas por suas extensas incompatibilidades, no longa-metragem “The Odd Couple” (“Um Estranho Casal”), baseado inteiramente na peça de Neil Simon, que fez igual sucesso na Broadway (estrelada pelo mesmo Walter e por Art Carney). Passadas muitas décadas, testemunhamos no horário nobre da Rede Globo, na novela de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, “Babilônia”, a reedição de um casal masculino que, pelas contingências, vê-se obrigado a conviver, a dividir o mesmo espaço de moradia, e a enfrentar de modo invariável as avolumadas diferenças de personalidade de cada um. Para que este par funcionasse a contento, seria necessária e indispensável a escalação de intérpretes com larga experiência em comédias, inclusive na televisão. O ator, diretor e dramaturgo carioca Igor Angelkorte (espetáculos “Elefante” e “(Des)conhecidos”) já havia demonstrado o seu potencial cômico, como Marcelo Vilar, no folhetim “Além do Horizonte”, de Carlos Gregório e Marcos Bernstein (telenovela exibida pela TV Globo em 2013). E o também carioca Marcos Veras, ator, humorista, repórter e apresentador, tem a sua trajetória fundamentada essencialmente no humor, seja no teatro (com o seu stand up comedy “Falando a Veras”), seja na TV (com vários papéis no até então chamado “Zorra Total”), seja na web (como um dos criadores, idealizadores e atores do canal “Porta dos Fundos”). Igor defende Clóvis, um videomaker visionário com projetos megalômanos ou inusitados (o atual é um documentário sobre o prédio no qual residem, o afamado “Sereia do Leme”; o anterior foi o malsucedido programa de entrevistas “Puro Chiquê”, com a reacionária e engraçadíssima Consuelo, vivida por Arlete Salles; um outro projeto que não foi adiante foram as fotomontagens, que simulavam pessoas comuns fazendo viagens luxuosas para a Europa ou locais exóticos, a fim de que pudessem postá-las nas redes sociais). O rapaz que recebe uma ajuda de custo de seus familiares de Miracema possui a naturista mania (para o desespero de seu amigo com quem mora) de vagar nu pela casa, e refrescar suas partes pudendas na frente do refrigerador. Clóvis é demasiado sincero, com elucubrações cartesianas, lógicas. Seu discurso é indiscutivelmente racional. O que diz é óbvio, porém certo, e o uso oportuno desta obviedade imiscuída com sua honestidade é que origina grande parcela da graça de seu papel. Seu comportamento é o de um adolescente mais evoluído. Em instantes distintos, contudo, chora e se magoa facilmente como uma criança. Há em seu olhar quase um pedido constante e latente de comiseração pelo seu estado de vulnerabilidade. Marcos Veras personifica o “chef de cuisine” Norberto, ou Norb (como Clóvis o chama), extremamente talentoso no que faz, agradando a todos os comensais que saboreiam seus pratos que se aproximam da gastronomia contemporânea. Da mesma forma que Clóvis, Norberto detém um perfil de menino ou adolescente em bastantes ocasiões. As expressões faciais de Igor e Marcos contribuem amiúde para este vitorioso resultado. Porém, o chef, que é tão estabanado (quem nunca ficou apreensivo quando levava uma iguaria para o cliente à mesa?) quanto obsessivo-compulsivo (sim, Norb sofre de TOC, Transtorno Obsessivo-Compulsivo), tem os seus momentos de genuína maturidade ao dar conselhos ao seu irmão, o doidivanas e irresponsável Luís Fernando (Gabriel Braga Nunes). Muito do sucesso desta impagável dupla que surgiu aos poucos na trama, e foi se estabelecendo sobre pilares fortes, é o uso das infalíveis gags (notáveis comediantes se sagraram se utilizando das mesmas, como Chaplin, os Irmãos Marx, Harold Lloyd, Buster Keaton, O Gordo e O Magro – sendo representados por Oliver Hardy e Stan Laurel, Os Três Patetas – Moe Howard, Larry Fine e Curly Howard, e tempos depois, Jerry Lewis). Os diálogos de Igor e Marcos são ágeis, curtos e inteligentes, um “bate-bola” sem trégua. Uma torta na cara, uma armadilha em que ficam presos por cordas quase desnudos um de costas para o outro, um chinelo jogado pela janela, uma comida com pimenta colocada de propósito, ossos de galinha numa quentinha esperada como um apetitoso prato, uma troca de sopapos podem parecer piadas infantis sem vinculação com um humor elevado. Seriam se não estivessem cautelosamente inseridas no contexto dos personagens, e se Igor Angelkorte e Marcos Veras não compreendessem que a graça legítima não raras vezes se encontra nos acontecimentos prosaicos e imprevistos do cotidiano. Os dois amigos que se amam e se “odeiam” se defrontam com um dilema: apaixonam-se pela mesma mulher, a voluptuosa Valeska (Juliana Alves provando que sabe fazer comédia). Os rapazes passam a disputá-la alucinadamente. Tudo o que a bonita moça da comunidade almeja é sair do morro e ir para o “asfalto”. Aquele que lhe oferecer as melhores oportunidades de ascensão social será o seu efetivo namorado. Como Norberto a conheceu primeiro, recebeu o título de “ficante fixo”. Em seguidas situações, “fofinho” (como Valeska o nomeia) é sabotado pelo aspirante a cineasta. Valeskinha usa e abusa, com sua transbordante sensualidade, da carência dos moços desejosos de seus afagos. Uma das mais hilariantes cenas veiculadas pela novela dirigida por Maria de Médicis e Dennis Carvalho, também diretor de núcleo, foi o duelo funk (Marcos Veras caracterizado, com boné, colete e correntes, vai à casa da comerciante, e entoa uma melodia, acompanhado de colegas funkeiros; Clóvis surge de repente com casaco e capuz e rivaliza com o “cantor acidental”; olhares intimidativos são trocados). Antológico momento dos atores. A entrada de Osvaldão (Werner Schünemann) no entrecho final, como o ex-marido perigosíssimo de Valeska, condenado por vários crimes, filho do transexual Úrsula Andressa (Rogéria) serve para recrudescer o grau de comicidade do núcleo, haja vista que o ex-detento, que está em liberdade condicional, não permite que nenhum varão se aproxime de sua antiga companheira. Clóvis e Norberto levaram ambos corretivos inolvidáveis. Preferiram se afastar de Valeskinha. Por ora. Com a chegada de “Babilônia” em sua etapa derradeira, seria no mínimo injusto não avaliar estes dois personagens que, sem qualquer previsão, como em toda obra aberta, como é uma novela, tiveram uma inacreditável química. Uma sintonia que jamais poderia ser combinada ou planejada. Um congraçamento pessoal e artístico entre dois intérpretes raro de se efetivar numa produção teledramatúrgica longa. Em meio a vinganças, corrupção e traições em “Babilônia”, Igor Angelkorte e Marcos Veras “de mansinho” foram conquistando os seus merecidos lugar e destaque. Um “estranho casal” do século XXI. Não sei quem é Jack Lemmon, não sei quem é Walter Matthau. Só sei que “Babilônia” nos apresentou um dos “estranhos casais” mais adoráveis dos últimos tempos: Igor Angelkorte e Marcos Veras.

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    agosto 5th, 2015
    Foto: Paulo Ruch

    A atriz e modelo Bia Arantes no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.

    Mineira de Piumhi, ao se mudar em definitivo para o Rio de Janeiro, vê a sua carreira na moda ascender.

    Os trabalhos nesta área não foram poucos, incluindo a participação em campanhas publicitárias e videoclipes.

    A sua estreia na TV, no caso a Rede Globo, já lhe servira como um grande desafio, pois lhe coube na trama escrita pelas autoras Duca Rachid e Thelma Guedes, “Cama de Gato”, uma personagem, Maria Eduarda, com traços evidentemente vilanescos.

    A atuação de Bia agradou tanto que o convite para protagonizar “Malhação Conectados” era algo inevitável, e seu papel Alexia conquistou de imediato o público adolescente que acompanhava a novela transmitida nos finais de tarde da mesma emissora, garantindo-lhe popularidade.

    Em “Sangue Bom”, folhetim de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, interpretou a publicitária Cléo.

    Após uma participação especial em “Babilônia”, novela das 21h de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, Bia se depara com uma ótima oportunidade em sua carreira, defender a protagonista adulta, irmã Cecília, da telenovela infantil “Carinha de Anjo”, exibida pelo SBT (na trama, uma adaptação da novela mexicana “Carita de Ángel”, a noviça vivia o impasse entre seguir a sua vocação religiosa ou assumir o seu grande amor, Gustavo, personagem de Carlo Porto).

    Em seu retorno à Globo, ganha um papel de destaque, a bruxa Brice, na produção das 19h que se passava nos tempos medievais “Deus Salve o Rei”, de Daniel Adjafre.

    Depois de competir no quadro “Dança dos Famosos”, Bia é escalada para uma outra obra de Duca Rachid e Thelma Guedes veiculada na faixa das seis da tarde, a novela cujo tema principal eram os refugiados no Brasil “Órfãos da Terra”, em que personificou Valéria, uma mulher que experimenta uma virada em sua vida ao manter um romance homoafetivo com Camila, Anajú Dorigon.   

    A artista já conheceu bem de perto os sets de cinema em cerca de 12 filmes, entre curtas e longas-metragens, como “O Último Virgem” (com Guilherme Prates), “Real – O Plano Por Trás da História”, “O Filme da Minha Vida” (direção de Selton Mello), “Rota de Fuga”, “Loop” (com Bruno Gagliasso) e “Perdida” (lançado no ano passado).

    Nos palcos teatrais esteve nos espetáculos “A-Traídos”,”Léo e Bia” (como Bia; dramaturgia de Oswaldo Montenegro) e “O Tempo e a Sala”, de Botho Strauss.  

    No momento, Bia Arantes é uma das atrizes principais, ao lado de Letícia Spiller, Cris Vianna e Emma Araújo, da série dramática do Star + “A História Delas”, em que quatro mulheres, mães e filhas de diferentes segmentos sociais, veem-se obrigadas a conviver em uma mesma casa. 

    Agradecimento: R. Groove e TNG 

    * Post atualizado em 15/02/2024.

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  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    agosto 2nd, 2015
    Foto: Paulo Ruch

    O modelo da Andy Models Vitor Melo no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.

    Vitor nasceu em Vitória, Espírito Santo.

    Foi descoberto numa seletiva de scouters pela Andy Models, realizada em sua própria cidade natal.

    Com apenas 17 anos, foi um dos profissionais mais requisitados para desfilar nas duas principais semanas de moda brasileiras, a São Paulo Fashion Week e o Fashion Rio, em abril de 2014, na temporada Primavera Verão 2014/2015: na primeira, desfilou para Alexandre Herchcovitch (abriu o desfile), Ellus e João Pimenta, e na segunda, para a TNG e Aüslander.

    Após fazer grande sucesso nestas “fashion weeks”, com pouco tempo de carreira, embarca para Milão, Itália, representado pela Elite Model Management Milano.

    Na França, sua representante foi a agência Major Men Models Paris; nos Estados Unidos, Aim Model Management NYC – New York City Modeling; na Alemanha, MGM Models; e na Espanha, Trend Model Management.

    Foi uma das revelações do Milano Moda Uomo, na Itália, sendo fotografado por Boris Rado.

    Recebeu destaque no “Daily Duo”, do site Models.com..

    Trabalhou com inúmeros fotógrafos, como Tato Belline (revista OHLALA), Zé Takahashi (lookbook Alexandre Herchcovitch), Jeff Segenreich (blog Made in Brazil), Rainer Torrado, Aquila Bersont, Riccardo Dubitante e Didio.

    Fez campanhas para Dolce & Gabbana, DIRCK BIRKEMBERGS, Alexandre Herchcovitch (revista GQ Brasil), STYLE Corriere della Serra e para a linha de underwear da OXGN.

    No Milano Fashion Week, desfilou para DSQUARED2.

    Já no Paris Fashion Week, vestiu as coleções de Andrea Crews e Icosae.

    Na São Paulo Fashion Week Outono Inverno 2015, foi selecionado pelas marcas Coca-Cola Jeans, Ellus, João Pimenta e Osklen para mostrar suas tendências nas passarelas.

    Vitor Melo também foi clicado pela CiNava Photography a Duo Team e Gabriele Di Martino, vestiu coleções da estilista Simona Sacchitella (sua manager), realizou um ensaio para a “Marika Magazine”, fotografou vestindo as marcas Carpisa College Collection e Toddy Snyder e fez campanha para a marca de roupas Buttercloth, além de ter participado de um ensaio, fotografado por Matt Doheny, para a revista “BELLOmag”.

    Agradecimento: R. Groove
    TNG

    * Post atualizado em 05/02/2024.

  • Fashion Rio Verão 2014/2015 – Marina da Glória

    julho 29th, 2015
    Foto: Paulo Ruch

    O encontro dos modelos Jorge Alano e Josué Wiese no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.

    Jorge, catarinense, hoje agenciado pela Mega Model Brasil, já fez um ensaio chamado “London, London”, em Londres, Inglaterra, para o fotógrafo Charl Marais (também foi clicado por Arron Dunworth, Jonathan Quipot, Hudson Rennan, Michael Silver, Andrea Vecchiato e Karl Simone).

    Desfilou em mais de uma temporada para a Emporio Armani.

    Estrelou a campanha de inverno para a marca Von der Volke (fotos de Suzana Pabst).

    Fez uma outra campanha para a marca italiana Benetton.

    Em novembro de 2014, Jorge participou de um editorial para a revista “Esquire Singapura”, sendo fotografado pelas lentes de Lukasz Wolejko-Wolejszo.

    Foi visto nas passarelas da Casa de Criadores, mostrando a coleção da Juss.

    No Fashion Rio, em sua edição Verão 2014/2015, esteve nos desfiles da R. Groove e TNG.

    Na edição da São Paulo Fashion Week, em sua temporada Verão 2014/2015, Jorge Alano desfilou para Lino Villaventura.

    Vestiu ainda coleção da Água de Coco, fez campanha para a John John Denim e desfilou para a Reserva.  

    Na São Paulo Fashion Week realizada em novembro de 2021 circulou pelas passarelas trajando peças da marca Torinno. 

    Na SPFW de novembro do ano passado participou do desfile da SOUBASICO. 

    Atualmente, além de ser modelo, Jorge Alano é estudante e instrutor de Yoga no Studio Iyengar Yoga (também divulga em seu perfil oficial no Instagram a marca Artivist Infinite Wear e a pousada CASA EWÁ, em Ilhabela, São Paulo).   

    Já Josué Wiese, catarinense de Presidente Getúlio, foi considerado um dos principais “fresh faces” da época.

    A agência que o representava era a Way Model Management, de São Paulo. 

    Foi descoberto em sua cidade natal e não demorou muito para a sua carreira na moda deslanchar, com passagens em São Paulo e Milão, na Itália.

    Fotografaram-no para inúmeras revistas, como “Pulp Magazine”, “Made in Brazil”, “FFWMAG”, “DScene”, “Serafina” e “U+Mag”.

    Junto com os modelos Isabela Zoz, Andre Felippe e outros profissionais protagonizou o “fashion film” para a coleção Verão 2016 da marca Danilo Costa.

    Josué foi clicado por Hudson Rennan para um ensaio intitulado “The Hunter”, para a “Brainstorming Magazine”, no qual usava peles, couros, inclusive acessórios, e boots.

    No Fashion Rio Verão 2014/2015, foi visto nas passarelas usando grifes como 2nd Floor, Ausländer, Coca-Cola Jeans, R. Groove e TNG (tornou-se recordista no número de desfiles, ao lado de Éverton Araújo).

    Na edição Outono Inverno 2015 e Primavera Verão 2016 da São Paulo Fashion Week, Josué Wiese desfilou para Coca-Cola Jeans, João Pimenta e Osklen, e João Pimenta e TNG, respectivamente.

    Agradecimento: R. Groove e TNG 

    Atualização feita em 23/02/2023.

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