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Blog do Paulo Ruch

  • “Anúncio. Decisão. Viagem. Programa. E tudo muda na vida de Caio Castro (Programa do Jô 2011).”

    maio 4th, 2012


    Foto: Fernando Souza/Agência O Dia

    Caio Castro (que participou como Antenor em “Fina Estampa”, de Aguinaldo Silva) foi ao “Programa do Jô”. Jô, ao chamá-lo para a entrevista, disse: “Ele já causou uma gritaria quando na abertura eu disse o nome dele. ‘Vamo’ conversar. Caio Castro, venha ‘pra’ cá”. E o que houve? Mais gritaria. O ator ainda mantém a barba, e agora exibe um cabelo próximo ao estilo moicano. Estava vestido despojadamente. Jeans lavado, tênis, cordão, e camisa xadrez sobre t-shirt com estampa. A conversa se inicia com o apresentador lhe perguntando “com que idade começou a ficar bonito”. O rapaz respondeu com humildade, além de ser sincero, deixando bem claro a todos de modo subliminar que não se deixa influenciar nem tampouco se deslumbrar com a idolatria que lhe fazem em torno de sua boa aparência. Caio subiu no meu conceito. E o papo prossegue. Ele relatou sobre o incidente que tivera ao esquiar em Keystone, Colorado. Nada sério, a despeito das fortes dores que sentira. Porém, antes passara por alguns “perrengues” até conseguir um atendimento para se cuidar. Recuperou-se. Que bom. Depois, contara sobre um fato inusitado e completamente inesperado de assédio que ocorrera quando participara de um evento no qual fazia presença. Caio Castro levou numa boa. Mais um ponto para ele. O humorista então indaga “como ele foi descoberto”. O entrevistado se mostrou empolgado, e emendou: “Isso é uma história boa de contar”. Vamos a ela. Em 2007, anuncia-se no programa de Luciano Huck um concurso para a escolha de um casal que iria integrar a temporada de “Malhação” de 2008. Caio trabalhava com seu pai e estudava à época. Um tanto quanto reticente, inscreveu-se. Em poucos dias, a produção do citado programa telefona para lhe avisar que fora selecionado. Como não morava no Rio de Janeiro, e sim em São Paulo, desanimou-se ao saber que tudo se daria naquele estado. Decidira ir. Até chegar ao Projac (local de gravações da Rede Globo), “perrengues”. Animou-se quando viu que havia somente duas pessoas interessadas na seleção. Espantou-se quando viu uma multidão interessada na seleção. Espantou-se quando viu muitas pessoas bonitas, e que estavam falando sobre teatro. Quase desistiu. Quase. E como ocorreu o rigoroso processo? Foram 8 testes durante 3 meses. Reparem na impressionante eliminação de candidatos: de 25.000 pretendentes, ficaram 100. Desses, sobraram 32, 20… É chegada a final com dois rapazes e duas moças. Na verdade, um casal de ambos os sexos deveria ser escolhido. Entretanto, só dois homens o foram. Pronto, martelo batido. Caio foi o Bruno da novela voltada para os adolescentes. Jô se diz impressionado por vários artistas terem principiado suas carreiras em “Malhação”. O ator/comediante assevera que também começou em “Malhação”. É exibido no telão o famoso quadro de “Viva o Gordo”, “Vamos Malhar?”, em que contracenava com Claudia Raia. Jô Soares a seguir comenta sobre as aptidões do intérprete em praticar malabares. E solicita uma demonstração. Caio solta: “Sobrou.” Todavia, o jovem se sai bem, e fala a respeito de ter concorrido em competição de habilidades circenses no “Domingão do Faustão”. O assunto passa a ser tatuagens. Caio possui 7. Jô pede a Derico que conte um caso (uma piada, é claro). Tão engraçada quanto indecorosa. Todos caem na gargalhada. Não era para menos. Fim do bate-papo, e junto, lamento conhecido da plateia. Caio confessa: “Ah, eu ‘tava’ torcendo ‘pra’ vocês fazerem isso”. Foi agradável conhecer um pouco mais deste ator que faz tanto sucesso. E mais agradável ainda conhecer as suas simpatia e humildade.
     

  • “Polliana Aleixo é Olívia, uma jovem estudante em ‘Insensato Coração’ que surpreende o público ao agir como adulta diante dos conflitos familiares.”

    maio 4th, 2012

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    Foto: Divulgação/TV Globo

    Quem pensa radicalmente que as bem moças de hoje igualam-se em comportamento pelas imaturidade e rebeldia, obrigado é a rever seus conceitos ao se deparar com a personagem Olívia, da novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, interpretada com talento, convicção e verdade por Polliana Aleixo (que atuara como Cecília em “A Vida da Gente”, de Lícia Manzo). Ela, como sabem, é filha de Kléber (Cassio Gabus Mendes) e Daysi (Isabela Garcia). No começo da trama, até mostrou-se com traços de revolta no seu perfil, chegando a tratar Daysi com desprezo, o que causou-nos certo incômodo. Porém, tudo não passava de defesa do próprio pai, porquanto achava que era perseguido por sua mãe de modo injusto. Houve cenas boas com Polliana no folhetim. Por exemplo, quando das conversas com a amiga Cecília (Giovana Lancellotti), e que nas quais procedera como confidente no que dizia respeito às dúvidas afetivas da irmã de Leila (Bruna Linzmeyer). Há uma outra cena em específico que merece menção: Eunice (Deborah Evelyn) entra no quarto da filha, e ignora a presença de Olívia. Após ser chamada a atenção por Cecília, cumprimenta-a com indiferença. Polliana Aleixo apenas se utilizando de recurso facial que remete ao espanto fez valer ainda mais o momento cênico. E não podemos deixar de realçar algumas atitudes de incontestável relevância que confirmam o caráter precoce e amadurecimento da estudante. Ao contrário de garotas e garotos com a mesma idade que possui, prefere ver os pais separados a ficarem juntos, e brigando. Ademais, deu força comovente a Kléber para procurar ajuda, e livrar-se do vício no jogo. E como começou a carreira de Polliana? Criança, já estava em agência de modelos. E daí, vieram bastante campanhas publicitárias e desfiles. Estudara teatro, e participara de montagens. Resolve mudar-se para o Rio de Janeiro, pois morava em Curitiba. É contratada pela Rede Globo, e integra o elenco do especial “O Segredo da Princesa Lili”. Seu papel fora o de Lucélia. O desempenho é notado, e convidada é para atuar ao lado de Christiane Torloni, Edson Celulari e Regiane Alves, em “Beleza Pura”, de Andrea Maltarolli. Mostra ao Brasil seus dotes para dançar no quadro “A Dança das Crianças”, no “Domingão do Faustão”. Ganha a chance de viver Júlia, no seriado “Tudo Novo De Novo”. A seguir, “Tempos Modernos”, de Bosco Brasil, voltando a trabalhar com Regiane Alves (compusera Maria Eunice, a filha de Regiane). Chegamos enfim a Olívia de “Insensato Coração”, que nos prova que é possível sim agir como adulta mesmo sendo tão jovem, ao se ter que enfrentar os inevitáveis conflitos familiares.

  • “Milena Toscano: uma atriz que não se deixa intimidar em enfrentar dissabores a fim de que suas personagens ganhem verossimilhança (Programa do Jô 2011).”

    maio 4th, 2012

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    Foto: Divulgação/TV Globo

    Milena Toscano (que foi Vanessa em “Fina Estampa”, de Aguinaldo Silva) concedeu entrevista a Jô Soares em seu programa. Estava muito bonita, fato que não nos é surpreendente. Cabelos repicados na parte frontal que somavam-se a tubinho acinturado brilhoso com estampas, além de imponentes “escarpins”. A conversa iniciou-se com a atriz falando de sua procedência paulista (Santo André), e de que já bem cedo sentia-se realizada por estar fazendo aquilo que sempre quis, ou seja, trabalhar como modelo (agenciada pela Ford Models). Estivera no Japão por algumas temporadas. E toda esta experiência a levou à interpretação, quando participou do primeiro longa-metragem (“Memórias Póstumas”, de André Klotzel). Fotos dela como modelo são exibidas no telão. Passa assim a discorrer sobre talvez o seu mais desafiador momento profissional: o filme “Olga”, dirigido por Jayme Monjardim. Para dar vida ao papel, raspou a cabeça com máquina zero, e perdera 10kg. Afora deixar todos os pelos do corpo crescerem, o que segundo ela “foi a pior parte”. Cena forte de “Olga” é veiculada, na qual estão além de Milena, Camila Morgado, Jandira Martini e Renata Jesion. Milena confirma que é perfeccionista, entregando-se totalmente quando as oportunidades lhe aparecem. Cita “Sem Controle”, produção cinematográfica com direção de Cris D’Amato, na qual contracenou com Eduardo Moscovis. Para compor melhor a personagem com problemas mentais que lhe fora dada, frequentou por período razoável clínica psiquiátrica. Os empenho e dedicação lhe valeram o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema Brasileiro de Miami. O assunto retorna para a questão da época em que a intérprete raspara a cabeça. Milena ouvira comentários absurdos, inconvenientes e deturpados. Ao tentar comprar lenços em loja, escutou o indizível, o absurdo no mundo dos absurdos em que estamos. Milena não deixou por menos: “Olha, assim, eu não preciso te dizer porque eu “tô” careca, mas cuidado com o que você fala.” E só para fechar este tema, a artista afirmou que o visual adotado a fez descobrir uma nova feminilidade, pois partes do seu corpo passaram a ser mais valorizadas, como o desenho do rosto, os ombros à mostra etc. O bate-papo ruma para a narração de gama de intempéries sofridas por ela e sua mãe no país oriental citado, bastante em decorrência dos enormes choques culturais e dificuldades de comunicação (chegaram a quase comprar água sanitária ao invés de leite). Mas, depois, Milena adaptou-se, e passou a falar até um pouco de japonês. E lá para o final da conversação, ficamos sabendo que Milena é prendada na cozinha. Diariamente prepara seus pratos. Isto não a impede de manter-se esbelta. Na cozinha, ela até pode não ter dissabores, pois gosta de comer, e bem, mas se tiver que enfrentá-los para dar verossimilhança às personagens que lhe surgirem, não há quem a impeça.

  • “Gostaria de aplaudir uma atriz? Seria fácil. Bastaria ligar a televisão às 21h, e Rosi Campos estaria lá.”

    maio 4th, 2012

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    Foto: Marco Pinto/CARAS ONLINE

    Rosi Campos (que no início do ano participou da microssérie “Dercy de Verdade, e agora é a Teresa de “Amor Eterno Amor”) não é só a atriz que admiramos, mas também jornalista formada pela ECA (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo), diretora, produtora e roteirista. Na própria ECA, participara de grupo teatral. Depois, outro. Até integrar um dos mais famosos e respeitados do país: Teatro do Ornitorrinco, fundado por Cacá Rosset. Aliás, antes, não deixemos passar uma curiosidade: Rosi fora assessora de imprensa da gravadora Som Livre. Continuando. Criara a companhia Circo Grafitti, com a qual recebera pela peça “Você Vai Ver O Que Você Vai Ver”, diversos prêmios. Miguel Falabella a dirigira junto a Zezeh Barbosa no clássico do besteirol “Sereias da Zona Sul”. No cinema, estivera no elenco de vários filmes, como “Ed Mort”, de Alain Fresnot, “Castelo Rá-Tim-Bum”, de Cao Hamburguer, “Avassaladoras”, de Mara Mourão, “O Menino da Porteira”, de Jeremias Moreira, e “Chico Xavier”, de Daniel Filho, dentre tantos. Com relação a “Castelo Rá-Tim-Bum”, este tornara-se longa-metragem devido ao enorme sucesso que tivera quando de sua exibição na TV Cultura. A personagem de Rosi era a Bruxa Morgana. Rendera ainda espetáculo teatral: “A Saga da Bruxa Morgana e o Enigma do Tempo”. Já na TV, Rosi possui galeria de papéis fortes, sendo que alguns de inegável impacto em nosso imaginário, como a Mamuska, de “Da Cor do Pecado”, de João Emanuel Carneiro, com quem já trabalhara em “Castelo Rá-Tim-Bum”, e Maria Tomba-Homem, na minissérie de Gloria Perez, “Hilda Furacão”. Sua estreia na teledramaturgia dera-se em “Brasileiras e Brasileiros”, no SBT, e nesta mesma emissora, fizera “Éramos Seis”. Já na Rede Globo, colaborara para um sem-número de folhetins, como “Cara & Coroa”, “Salsa e Merengue”, “Meu Bem Querer”, “Corpo Dourado”, “Vila Madalena”, “Desejos de Mulher”, “América”, “O Profeta”, “A Favorita”, e “Cama de Gato”. Chegamos, enfim, à cativante Haidê, de “Insensato Coração”, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Haidê é mulher íntegra, nobre representante de classe menos favorecida. Ela não tem medo de trabalho. O medo dela, talvez, como o de qualquer mãe, seja com o futuro de seus filhos, interpretados por Ricardo Tozzi e Deborah Secco. Fala sempre na palavra “estabilidade”. Nos tempos difíceis que hoje vivemos, Haidê está bastante certa. E como toda boa figura materna, possui intuição de sobra. Sabe perfeitamente que a filha “celebridade” está sendo quem sabe vítima de mais uma de suas muitas ilusões. Haidê está triste com esta situação. Será que um dia aqueles a quem colocou no mundo lhes darão sossego? Não sei. Outro ponto que desperta atenção nela é o fato de não suportar ver injustiças ou algo errado, e às vezes, colocando em risco o próprio emprego, prefere abrir mão de ser discreta, e aliar-se à verdade. Rosi Campos está de parabéns com esta mãe que busca o correto e o justo. Quer aplaudi-la? É só ligar a televisão às 21h que você a encontrará.

  • ” ‘Deus da Carnificina – Uma Comédia sem Juízo’ é espetáculo de extrema qualidade.”

    maio 4th, 2012

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    Foto: Guga Melgar

    Ao chegarmos ao teatro, já nos deparamos com o bom gosto do cenário de Flavio Graff à mostra. Pilhas de livros de diferentes formas espalhadas por todos os lados, uma mesa central comprida e salpicada de cores, que dá equilíbrio ao ambiente, cadeiras pintadas com vermelho forte, e após o início da encenação, gérberas em vasos. Gérberas que estarão na berlinda em determinadas ocasiões. Há também três grandes painéis no “background”, e diminutas luzes dependuradas. Tudo colabora para a harmonia do espaço cênico. Mérito de Flavio Graff. Quando, enfim, inicia-se a dramatização, ouve-se música discreta, adequada, e autoral de Marcelo Neves, que possui como objetivo complementar movimentação primeira. O texto pertence à dramaturga e atriz francesa Yasmina Reza, cuja uma de suas melhores obras, além desta sobre a qual escrevo, é “Arte”, que já fora inclusive montada no Brasil com êxito. A tradução que torna o texto muito próximo a nós coube a Eloisa Ribeiro. O mesmo caminha demasiado bem sob alternância entre a comédia e o drama, sem nunca perder o contexto reflexivo. A história é centrada em dois casais: Verônica (Deborah Evelyn) e Michel (Orã Figueiredo), e Alan (Paulo Betti) e Annette (Julia Lemmertz), que se encontram com o intuito de resolver civilizadamente pendenga perpetrada pelos filhos de ambos. Na verdade, este encontro serve de mote para que se configure uma espécie de acerto de contas, explícito por meio de ofensas generalizadas, desabafos, confissões, e ditos espirituosos acerca dos relacionamentos conjugais e personalidades de cada um. Yasmina Reza demonstra assim sua irrefutável habilidade em construir diálogos. A direção de Emílio de Mello explora a plenitude da potencialidade dramatúrgica que tem em mãos, valorizando sobremaneira as tão importantes pausas. Os figurinos de Marília Carneiro são coerentes e elegantes. A iluminação de Renato Machado contribui com precisão e leveza (utilizando-se das luzes dependuradas com intensidade branda citadas no começo, e luz geral). O elenco é um dos trunfos, sem dúvida. Há intimidade visível dos quatro intérpretes com o sagrado espaço da ribalta. Deborah Evelyn, Julia Lemmertz, Orã Figueiredo e Paulo Betti percorrem variada gama de emoções, que vão do riso ao que lhe isto é oposto, em que se notam eficiência e magnitude que justificam os aplausos de pé ao término da atração. Para concluir, “Deus da Carnificina” é programa cultural que não nos deixa indiferentes, mas sim atentos a aspectos relevantes do comportamento humano, e satisfeitos com o profissionalismo e denodo empregados na realização de montagem teatral, a despeito de ser adaptação, com nossa lavra. O que nos orgulha.

  • “Kléber Damasceno: o defensor dos blogs e oprimidos.”

    maio 4th, 2012

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    Foto: Divulgação/TV Globo

    No início da trama de “Insensato Coração”, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, Kléber, personagem de Cassio Gabus Mendes, que demonstra uma vez mais ser um ator a quem devemos respeito, e que há muito tempo presenteia-nos com bons papéis e interpretações, mostrou logo ao que veio. Um jornalista separado, pai de filha adolescente, Olívia (Polliana Aleixo), impregnado de preconceitos da cabeça aos pés, ciumento e possessivo com relação a Daysi (Isabela Garcia), a ex-mulher, além de desrespeitoso e irascível no trato com Álvaro (Ricardo Rathsam), o editor do jornal onde trabalha. Na profissão, relutava o quanto fosse possível a dar notícias em primeira mão na versão on-line. Possuía o pensamento tacanho de que o “furo” perderia o seu impacto. Impacto este que inevitavelmente já não existiria se se esperasse o dia seguinte. Sua vida começou então a degringolar. As rédeas passam a escapar-lhe ao controle. Dívidas provocadas pelo vício no jogo provocam o não pagamento da pensão alimentícia da filha. As brigas com Daysi, o irmão Gabino (Guilherme Piva), e o editor só pioram. E os preconceitos também. Kléber assim não nos causava qualquer simpatia, mesmo sendo um profissional que buscasse as verdade e justiça. Até que em certa ocasião, chega ao local do trabalho bêbado. E dispara ofensas contra o superior. Demissão sumária. Reata de forma clandestina com a ex-mulher. Voltam o ciúme e o sentimento de posse, que motivam a perda de oportunidades de emprego daquela. Atinge o cume de roubar dinheiro de trabalhadora. A digna Haidê (Rosi Campos). É desmascarado e humilhado em praça pública. A filha por testemunha. Sem emprego, sem mulher, sem bússola e sem honra, está perto do escuro do fundo do poço. As portas para o sustento lhe foram fechadas a cadeado. E as chaves jogadas fora. Kléber está queimado. Porém, ao que parece liberto do jogo, em meio a tantos preconceitos, um foi dissipado. Dissipado por estar preso. Preso aos ideais de se fazer valer o que é justo em sociedade. Com a ajuda da filha que nunca lhe negou ajuda, cria um blog. Sim, um blog. Ele que sempre difamou o mundo virtual. Com o intuito de melhorar a imagem do país em que vive, o personagem Kléber assume outro personagem: Kléber Damasceno, o defensor dos blogs e oprimidos.

  • “Seja como humana, seja como androide, fato é que a Naomi de ‘Morde & Assopra’ mexe com os sentimentos masculinos.”

    maio 4th, 2012

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    Foto: Estevam Avellar/TV Globo

    Ícaro (Mateus Solano), um cientista em busca da mulher perdida. Cria Naomi (Flávia Alessandra), uma androide à imagem e semelhança de quem sempre amou. Naomi toca lindamente piano, e desperta o adormecido em Leandro (Caio Blat). Nem todos sabem de que não é humana. Surge então uma outra Naomi que o é. O mistério está estabelecido. Os sentimentos divididos. E como os mesmos serão cuidados somente Walcyr Carrasco, o autor da novela das 19h, decidirá. Enquanto isso, o público acompanha o desempenho desta atriz formada em Direito, e que chegara até a montar escritório, que por força da sinopse, vê-se obrigada a exibir habilidade ora em mostrar ora em ocultar sentimentos. E o início na profissão? Como se dera? Flávia, assim como Adriana Esteves e Gabriela Duarte, estreara na Rede Globo no folhetim de Walther Negrão e Antonio Calmon, “Top Model”, após ter participado de concurso no “Domingão do Faustão”. Depois de pequenas atuações em algumas produções da emissora, um papel de real destaque lhe é oferecido por Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares em “A Indomada”. Fora Dorothy. Esta obra serviu como elemento desencadeante do processo de afirmação da carreira de Flávia. Volta a trabalhar assim com Ricardo Linhares em “Meu Bem Querer”, desta vez como vilã. Não demorou muito para que a intérprete ganhasse status de protagonista em “Porto dos Milagres”. Status este repetido em “O Beijo do Vampiro”, em que retoma parceria com Antonio Calmon. Sucesso arrebatador estava por vir. E aconteceu pelas mãos de Walcyr Carrasco. Seu prestígio só fez aumentar com “Alma Gêmea”. Posterior a “Pé na Jaca”, mais um êxito: a Alzira de “Duas Caras”, de Aguinaldo Silva. Alzira, como exímia dançarina de “pole dance”, causou interesse nacional por esta prática. A seguir, ao lado de Malvino Salvador, estrela “Caras & Bocas”. No cinema, integra o elenco de “De Pernas Pro Ar”. Por suas interpretações na televisão, fora agraciada com vários prêmios concedidos pela Revista Contigo!. Agora, como Naomi em “Morde & Assopra”, difícil não se lembrar das replicantes de Daryl Hannah e Sean Young no clássico da ficção-científica de 1982 dirigido por Ridley Scott, “Blade Runner – O Caçador de Androides”. Naomi, humana, ou não humana, com ou sem o lindo som que tira das teclas de um piano, é mulher capaz de mexer com os sentimentos masculinos que se exacerbam ou não.

  • “Antipatia é quase amor?”

    maio 4th, 2012

    Foto: Divulgação/TV Globo

    Aqueles que apreciam histórias contadas tanto no cinema quanto na TV já presenciaram incontáveis vezes o relacionamento de um casal cujo “combustível” são discussões frequentes, provocações, ofensas, insinuações maliciosas, deboches e cinismos de ambos os lados. E que ao final, descobre-se que o que havia entre o par era sim, ainda que de forma escondida, um afeto, paixão, ou até mesmo, amor. Quanto à televisão, citarei dois exemplos que refrescarão nossas memórias. Primeiro, o seriado da ABC (no Brasil, foi exibido pela Rede Globo) que fez enorme sucesso nos anos 80, “A Gata e o Rato”. Um Bruce Willis em vias de tornar-se astro que vivia às turras com Cybill Shepherd. Tudo temperado com boas doses de humor inteligente. Já no campo das novelas, posso mencionar a divertida “A Gata Comeu”, de Ivani Ribeiro, que ocupou o horário das 18h da mesma Rede Globo em 1985. As brigas entremeadas por beijos, abraços, e um tapa aqui, outro acolá cujos protagonistas eram Jô Penteado (Christiane Torloni) e Fábio Coutinho (Nuno Leal Maia) despertaram as curiosidade e interesse do público. Aliás, Ivani Ribeiro fora uma de nossas grandes mestras da teledramaturgia indubitavelmente. Já no cinema, que tal algo não tão distante? Então, vamos de “Mr. & Mrs. Smith”, longa-metragem dirigido por Doug Liman em 2005. Um filme comercial, tendo no elenco duas estrelas de Hollywood, Brad Pitt e Angelina Jolie. Quem lhe assistiu, sabe que é representativo do que estou a lhes falar. Pode-se dizer que o tipo de situação explorada é puro clichê. Sim, concordo. Mas funciona, e em não poucas ocasiões diverte, e nos impele a até torcer pela união do casal. Na verdade, tudo isto discorro para melhor assimilarmos o que está acontecendo com Carol (Camila Pitanga) e Raul (Antônio Fagundes) no folhetim de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, “Insensato Coração”. Desde que o pai de Pedro (Eriberto Leão) “entrou pela janela” (segundo as próprias palavras de Carolina Miranda) na empresa de Vitória (Nathália Timberg), que foi quem o indicou, que o que não faltam são faíscas quando há entre eles um encontro. Raul Brandão teve condescendência com a moça a princípio, ainda que lhe fosse antipática. No entanto, face a sucessivos “foras”, frases acerbas e colocações ferinas, rebelou-se. E passou a trocar farpas quase que diárias com a sua superior hierárquica. Chegou a pedir demissão quando soube de que modo fora admitido. Demissão negada. Todavia, ocorre imprevisto. E a bela morena tem que ausentar-se. O homem maduro de cabelos encanecidos que agrada às telespectadoras apresenta a grupo italiano projeto de marketing importante pertencente à bela morena. Esta ao ser comunicada, furiosa fica. Em reunião, Raul é elogiado pela dona do conglomerado de shoppings na frente de Carolina, que fica um tanto quanto enciumada. Neste momento, o elogiado afirma que os méritos devem-se à excelência do projeto. Parece que houve pacificação. Parece. Por sinal, lembram-se da primeira vez que se encontraram? Camila Pitanga provável orientada pelos diretores, baseados no que os autores escreveram, portou-se de maneira como se tivesse ficado impressionada. Coloquialmente falando, “deu bandeira”. Haverá romance. Então, prova-se que não somente simpatia é quase amor, mas antipatia também. Será?

  • ” ‘A História de Nós 2’ é a história de nós todos. “

    maio 3rd, 2012

    Foto: Dalton Valério

    O espetáculo indicado ao Prêmio Shell de Teatro 2009 (Melhor Texto) traça divertido, mas sem abrir mão da seriedade com que o tema deve ser abordado, painel do relacionamento entre um homem e uma mulher. A união de ambos, e as boas e más consequências daí surgidas. Questiona-se quase todo o tempo se vale ou não a pena casar-se. E o nascimento de um filho? Melhora ou desgasta a relação do casal? O matrimônio deve ser necessariamente um rito de passagem a ser cumprido por nós? Ou a liberdade (e com ela possível solidão) seria mais vantajosa? Como lidar com as difíceis personalidades de cada um durante o processo de inevitável convivência? Até onde terminam os limites de um, e começam os do outro? Perguntas, perguntas… Estas, e tantas mais, são feitas na boa peça de Lícia Manzo que faz o espectador rir, identificar-se, concordar, talvez discordar de uma ou outra questão, e refletir. Se tudo isto já é causado em quem assiste à encenação, sinal de dever cumprido. A dupla de atores Marcelo Valle e Alexandra Richter está em perfeita sintonia, sabendo aproveitar os momentos que demandam as suas aptidões ora voltadas para a comédia, ora voltadas para o drama. Ernesto Piccolo, diretor prolífico e conhecedor do que agrada ao público, impingiu leveza, toques hábeis e sensibilidade à atração teatral. A cenografia de Clívia Cohen é pautada na funcionalidade: caixas e baús espalhados, e assemelhado que serve de cama ao centro. Há ainda projeção de imagens que exibem instantes da vida deles, o que colabora para o entendimento do que é dito. Todos os objetos têm importância na trama. A iluminação de Maneco Quinderé perfaz trilha eficiente, dando sustentação a etapas do desenvolvimento do enredo. A trilha sonora de Rodrigo Penna aposta na diversidade (de Elvis Presley a George Michael). E o ecletismo quando bem dosado cumpre missão enriquecedora. A direção de movimento coube a Marcia Rubin, e tanto Marcelo quanto Alexandra usam seus corpos com graça e verdade. Os figurinos de Cao Albuquerque seguem a linha da coerência, tendo que se desdobrar para realçar as mudanças de ciclo e comportamento dos personagens, que se mostram em três. Lena (vestido clássico algo “bordeaux”) “transfere-se” para Mammy (já se vê indumentária típica de dona de casa sob o citado vestido), e Maria Helena (profissional capacitada cuja maneira de se apresentar acompanha a atual posição). E o mesmo ocorre com Edu (a princípio, estilo casual), que nos evidencia suas fases “Duca” e “Carlos Eduardo”. Sendo assim, temos em nossos palcos o retrato do que vivemos, do que experimentamos, do que arriscamos. E que ótimo, representado nos talento e competência de dois artistas bastante queridos: Marcelo Valle e Alexandra Richter.

  • “Entre tapas, beijos e risos, ‘Tapas & Beijos’ é diversão certa”

    maio 3rd, 2012

    Divulgação/TV Globo

    Duas mulheres, Sueli e Fátima (Andrea Beltrão e Fernanda Torres, respectivamente), vendedoras de típica loja de vestidos de noivas em Copacabana com seu comércio diversificado, que não conseguem se casar, ou manter o matrimônio. O argumento já é interessante (a redação final é de Cláudio Paiva), e de algum modo, engraçado por si só. O aspecto paradoxal da situação colabora sem dúvida para a construção de diálogos próprios de comédia. A vida sentimental de ambas é atribulada. Atribulada seria eufemismo. Vai de mal a pior, mesmo. Sueli, em tempo não muito distante, casou-se com Jurandir (um cômico Érico Brás). Ele retorna. E lhe telefona a cobrar (!). Fora preso por roubar o enxoval do casamento. Quer o divórcio. Sueli diz “não” retumbante. Já Fátima mantém relacionamento como amante com Armane (Wladimir Brichta, bastante à vontade). O trabalho dele também é de vendedor. Fátima defende-se afirmando que o rapaz pode ser casado fora de Copacabana, mas que neste bairro, ele é dela. Há bastante idas e vindas, provocações, brigas e reconciliações entre o casal. O dono do estabelecimento no qual as personagens das protagonistas laboram é interpretado pelo sempre bom Otávio Muller (Djalma), que é amasiado de Flavinha (Fernanda de Freitas, em convincente atuação), funcionária que se aproveita da privilegiada posição de caráter afetivo que ocupa para usar de autoridade com as colegas de ofício. Entretanto, não deseja que as mesmas sejam demitidas, pois tudo sobrará para ela. Flavinha é meio encostada. Há ainda a figura de S. Chalita (Flávio Migliaccio em presença que para nós é bem-vinda), proprietário de bar, que no início intenciona seduzir Sueli, e após a recusa desta, parte para cima de Fátima. Ela, já no desespero, chega a topar uma possível união. O texto de Cláudio Paiva nos é mostrado como se fosse um “bate-bola” com humor delicioso. Há impressionante “liga” entre as atrizes principais. Uma manda. A outra rebate. Não há descanso (no melhor sentido, é claro) para o telespectador. Tanto Andrea quanto Fernanda já haviam mostrado entrosamento no especial “Programa Piloto”. Se fossem escaladas intérpretes que não se entendessem em cena, a produção perderia largamente o apelo. A trilha sonora dá charme ao seriado, realçando-o com cancioneiro peculiar e adequado à proposta leve e jocosa da atração. A caracterização e figurinos a cargo de Luciene de Moraes e Antônio Medeiros são coerentes, destacando-se os usados por Andrea e Fernanda. E a cenografia de Luciane Nicolino merece menção elogiosa. Face aos que lhe informei, deduzimos que a direção coube a quem entende do riscado: Mauricio Farias (direção-geral). Sendo assim, ninguém pode reclamar que não há o que se fazer nas terças-feiras à noite ( agora com Fábio Assunção, Kiko Mascarenhas em outro papel, e Orã Figueiredo). Essencialmente, rir.

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